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Bruno Siffredi, de O Estado de S.Paulo

O tema da saúde dominou o debate entre os candidatos a vice-prefeito de São Paulo, promovido nesta quinta-feira, 25, pela TV Estadão. Nádia Campeão (PC do B), companheira de chapada de Fernando Haddad (PT), e Alexandre Schneider (PSD), da chapa de José Serra (PSDB), defenderam suas posições sobre o tema durante o encontro.

Os candidatos foram questionados pelo jornalista Daniel Bramatti, do jornal O Estado de S.Paulo, sobre a polêmica envolvendo os convênios da Prefeitura de São Paulo com entidades privadas na área da saúde. Primeiro a responder, Alexandre Schneider disse que seu partido já deixou claro sua posição favorável às Organizações Sociais na Saúde (OSs) e acusou o partido do candidato rival de manter posição pouco clara sobre o tema. Por sua vez, Nádia Campeão defendeu o Sistema Único de Saúde (SUS) como modelo a ser priorizado pela gestão caso seja eleita, mas destacou que não pretende acabar com as OSs.

Vices discutem a criação de creches em SP:

O debate foi dividido em três blocos e teve uma hora de duração. Os candidatos responderam às perguntas formuladas pelo moderador, Roberto Godoy, e por jornalistas do Grupo Estado.

Vice de Haddad diz que Serra não deveria ter atendido ao partido:

Sintonia. Os candidatos mostraram que também mantêm posições próximas sobre alguns temas. Ao responderem uma pergunta sobre a situação das calçadas na cidade, Alexandre Schneider e Nádia Campeão concordaram que a atual legislação precisa ser revista.

Schneider disse que a lei atual, que responsabiliza apenas o morador pela manutenção da calçada de sua casa, não funciona porque muitas pessoas não têm meios para manter o pavimento em ordem, principalmente na periferia. Nádia Campeão também defendeu a revisão da legislação e destacou que o fato de a população brasileira estar envelhecendo. Ela lembrou que as pessoas mais velhas estão entre as que mais sofrem com o calçamento de má qualidade.

Vices negam denúncias em secretarias que comandaram:

Conclusão. Em suas considerações finais, os dois candidatos mostraram confiança em relação à vitória eleitoral. Nádia Campeão observou que, no primeiro turno da eleição, a população de São Paulo deixou claro a sua preferência por candidaturas “de mudança”. Alexandre Schneider defendeu a gestão de Serra, que “fez muito por São Paulo”, e destacou o resultado da votação no primeiro turno, em que o tucano terminou em primeiro.

Veja como foi a cobertura minuto a minuto:

17h01 - Termina o debate entre os candidatos a vice-prefeito de São Paulo.

17h00 - Alexandre Schneider defende a gestão de José Serra, que “fez muito por São Paulo”. O candidato a vice destaca que a população de São Paulo já conhece o trabalho do tucano e diz acreditar que, por isso, ele deve ser eleito no próximo domingo.

16h59 - Nádia Campeão faz as suas considerações finais. Ela agradece a oportunidade para apresentar as suas propostas e afirma que a população de São Paulo deixou claro no primeiro turno a sua preferência por candidatos que defende mudanças na gestão. Para ela, São Paulo quer mudar de gestão e por isso deve eleger o candidato petista Fernando Haddad.

16h57 - Schneider diz que a acusação sobre a compra de uniformes é mentirosa. Ele afirma que está até processando um veículo que repercutiu a informação. O candidato a vice diz que sua gestão recebeu muito menos processos do que a gestão do PT em São Paulo.

16h55 - Nádia Campeão, ao comentar a resposta, ressalta que essa é uma oportunidade para o rival explicar os processos e as acusações contra sua gestão. Ela cita a acusação de formação de cartel na compra de uniformes.

16h54 - Alexandre Schneider afirma que acredita que sua gestão na Secretaria de Educação teve ótimos resultados. Ele destaca a implementação de projetos nas escolas públicas durante o seu período à frente da pasta.

16h53 - Nadia Campeão diz que prefere falar sobre sua gestão. Ela destaca os feitos à frente da Secretaria de Esportes no governo de Marta Suplicy e diz nunca foi alvo de nenhum processo. Campeão ressalta que, para ela, isso é motivo de orgulho.

16h50 - Pergunta que abre o terceiro e último bloco refere-se a denúncias. O mediador questiona como cada um dos candidatos avaliam a gestão do outro.

16h48 - Nádia Campeão concorda e diz que também defende a revisão da atual legislação para fazer com que a Prefeitura tenha maior controle sobre a situação das calçadas. Ela destaca o fato que a população brasileira está envelhecendo e que pessoas mais velhas, assim como deficientes físicos e visuais, estão entre as que mais sofrem com a falta de qualidade no calçamento em São Paulo.

16h45 - Schneider afirma que a atual lei, que responsabiliza apenas os moradores pela manutenção da calçada na frente de sua casa, deve ser revisto, principalmente nas periferias. Ele diz que muitas pessoas não tem meios para manter as calçadas em ordem e isso é um problema para todos os cidadãos.

16h44 - Agora, os candidatos respondem uma pergunta sobre a situação das calçadas em São Paulo.

16h41 - Ao comentar a resposta, Alexandre Schneider afirma que a proposta sobre os leitos, na verdade, pretende garantir que convênios médicos paguem ao Estado quando pacientes conveniados usam os hospitais públicos.

16h40 - Nádia Campeão defende o Sistema Único de Saúde (SUS) e diz que esse é o modelo que ela considera mais próximo da visão do seu partido. A candidata a vice de Haddad nega que pretenda acabar com as OSs e diz que está preocupada com a proposta do partido rival de ceder 25% dos leitos do SUS para a iniciativa privada.

16h37 - Alexandre Schneider afirma que seu partido já deixou claro que quer manter as OSs, sistema de parceria com hospitais particulares. Ele questiona o posicionamento do candidato rival.

16h35 - O jornalista Daniel Bramatti, do jornal O Estado de S.Paulo, faz uma pergunta para os candidatos sobre a área da Saúde. Ele cita a polêmica envolvendo o posicionamento dos candidatos sobre os convênios público-privados criados pela Prefeitura.

16h33 - Ao comentar a resposta, Schneider afirma que as iniciativas “devem ser combinadas” para solucionar os diversos problemas da cidade. Na tréplica, Nádia campeão destaca que áreas centrais com imóveis abandonados, como a “orla ferroviária”, devem entrar nos planos da Prefeitura.

16h31 - Nádia Campeão afirma que a cidade precisa retomar “em ritmo acelerado” a construção de novas moradias em São Paulo. Ela afirma que, em São Paulo, “muita gente vive com o bolsa-aluguel” e que isso precisa mudar. Ela também cita moradores de áreas de risco como exemplo de quem deveria ser contemplado pela iniciativa.

16h29 - O mediador faz uma pergunta sobre a situação das favelas em São Paulo. O primeiro a responder é Alexandre Schneider. Ele afirma que São Paulo é uma cidade com bom orçamento, mas muitos problemas. Ele diz que a gestão atual implementou o maior programa de urbanização de favelas na cidade.

16h25 - Alexandre Schneider afirma que a decisão de José Serra de deixar a prefeitura para se candidatar ao governo do Estado foi aprovada pela população de São Paulo. Ele destaca a vitória eleitoral na disputa pelo governo estadual e a vitória de Kassab na Prefeitura, contra a atual ministra da Cultura, Marta Suplicy.

16h24 - Nádia Campeão garante que o candidato do PT ficará os quatro anos no cargo. Ela afirma que o projeto de sua chapa não é usar a cidade para alcançar outros cargos.

16h22 - O mediador apresenta uma pergunta enviada por um internauta. Ele pergunta se os candidatos Serra e Haddad vão deixar a prefeitura para concorrer a outros cargos em 2014.

16h18 - O candidato a vice da chapa de José Serra, Alexandre Schneider, disse que as questões devem ter o mesmo peso para os eleitor paulistanos. Ele admite a existência de problemas na cidade, mas diz que a questão ética também é importante.

16h12 - A candidata a vice de Haddad, Nádia Campeão, afirma que para ela, é impossível que as questões nacionais, como o tema da corrupção, não sejam relevantes durante a eleição para prefeito. Ela diz acreditar, no entanto, que os temas da cidade são os que têm maior importância para os eleitores.

16h10 - Começa o debate. A primeira pergunta é do moderador. Ele pergunta o que, para os candidatos, vai definir a escolha dos eleitores no domingo: as questões administrativas ou as questões relacionadas à ética.

15h59 – Candidatos a vice já estão no estúdio da TV Estadão.

 

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A TV Estadão promove nesta quinta-feira, 25, debate entre os candidatos a vice-prefeito de São Paulo, Nádia Campeão (PCdoB) e Alexandre Schneider (PSD). O evento será transmitido ao vivo a partir das 16h pelo endereço politica.estadao.com.br/eleicoes/aovivo/.

O debate será dividido em três blocos e terá uma hora de duração. Os candidatos vão responder as perguntas formuladas pelo moderador, Pablo Pereira, e por jornalistas do Grupo Estado. Os eleitores também poderão participar, mandando questões pelas Twitter e pelo Facebook do Estadão, usando as hashtag #debatevicesp, ou por email ( eleicoes2012 at estadao.com)

Vices. Candidata a vice-prefeita na chapa do petista Fernando Haddad, Nadia Campeão é a atual presidente estadual do PC do B paulista. Durante a gestão de Marta Suplicy à frente da Prefeitura de São Paulo, Nadia comandou a secretaria de Esportes.

Ex-secretário de municipal de Educação na gestão de Gilberto Kassab (PSD), Alexandre Schneider (PSD) é o candidato a vice-prefeito da chapa de José Serra (PSDB). Sua escolha para a chapa foi uma indicação pessoal de Kassab.

Os dois candidatos já foram entrevistados pela TV Estadão no primeiro turno. Na entrevista, Nádia disse que a gestão Kassab foi insuficiente por não conseguir cumprir suas metas. Já Schneider criticou a gestão de Haddad à frente do Ministério da Educação.

 

 

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A TV Estadão começou no último dia 4 de setembro  entrevistas com os candidatos à vice-prefeitos em São Paulo. Os encontros, sempre realizados às 15h, são transmitidos ao vivo pelo portal Estadão.com.br (www.estadao.com.br/aovivo/). Durante 30 minutos, os vices apresentam suas propostas e seus programas de governo e respondem às perguntas de jornalistas do Grupo Estado e de internautas.

Alexandre Schneider foi o entrevistada do dia 12/09: O candidato a vice na chapa do tucano José Serra, Alexandre Schneider (PSD), atacou gestões rivais, em entrevista à série Entrevistas Estadão. Schneider criticou a administração do petista Fernando Haddad à frente do Ministério da Educação. ”O Haddad não avançou nas creches, fez cinco vezes menos do que fizemos em São Paulo, mesmo com um orçamento maior. É muito fácil ficar em Brasília assinando papéis e achar que o mundo vai mudar, tem que trabalhar junto”, disse. O vice acredita que a chapa é capaz de chegar ao segundo turno e disse que, se eleito, Serra permanecerá na Prefeitura durante todo o mandato. Schneider também minimizou a liderança do candidato do PRB, Celso Russomanno, nas pesquisas de intenção de voto. Segundo ele,  ”as eleições estão apenas começando”.

Assista ao vídeo do candidato:

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O Estado de S. Paulo

Em entrevista à TV Estadão nesta quarta-feira, 12, Alexandre Schneider (PSD), vice do candidato José Serra  (PSDB) à Prefeitura de São Paulo, afirmou que Fernando Haddad (PT) não repassou recursos para a capital paulista quando foi ministro da Educação e disse que o petista precisaria ficar 50 anos no cargo para construir o equivalente de creches da gestão de Kassab. “O Haddad não avançou nas creches, fez cinco vezes menos do que fizemos em São Paulo, mesmo com um orçamento maior.   É muito fácil ficar em Brasília ficar assinando papéis e achar que o mundo vai mudar, tem que trabalhar junto”.

Mestre em Administração Pública pela Fundação Getúlio Vargas, Alexandre Schneider foi Secretário Municipal de Educação entre 2006 e 2012. O candidato terá 30 minutos para apresentar suas propostas e responder às perguntas de jornalistas do Grupo Estado. O internauta também pode participar enviando perguntas pelo Twitter, usando a hashtag #viceSerra, pelo Facebook ou ainda pelo e-maileleicoes2012@estadao.com.

Na quinta-feira, 13, será a vez de Lucas Albano (PMN), vice de Soninha Francine (PPS).

Já foram entrevistados Nádia Campeão (PC do B), vice de Fernando Haddad (PT), Luiz Flávio D’Urso (PTB), vice do candidato Celso Russomanno (PRB),  Joaquim Grava, vice de Paulinho da Força (PDT), Marianne Pinnoti, vice de Gabriel Chalita (PMDB) e Edmilson Costa (PCB), vice de Carlos Giannazi (PSOL).

Abaixo, os melhores momentos da entrevista:

15h32 – “A campanha começou a ter condutas não adequadas. A ex-prefeita Marta insultou o Serra no Twitter, falou que ele era mentiroso. Acho que o debate tem que ser político e não pessoal. Temos muita tranquilidade para falar o que oPT e o PSDB fez na cidade. E Eu soube pelo jornal sobre essa cartilha. Eu não tinha conhecimento, nem o Serra tinha”.

15h30 – “O Serra não ficou 2 anos na prefeitura, ficou 6. Como governador, ele investiu em SP como ninguém investiu. Ele foi um governador que olhou muito para SP. Ele vai ficar os 4 anos e até mais se a população quiser que ele continue”.

15h28 – “A população quer mudanças porque ela quer mais. A gestão do Kassab tem 7 anos, então, é natural que haja um desgaste, vejo isso com muita naturalidade. Na rua, o Serra é muito recebido. Eu vejo, porque acompanho. Quando a gente consegue explicar para população como recebemos a cidade e como ela mudou, ela entende. O Kassab aparece na televisão, então, ele é um aliado nosso, não temos receio de nenhum aliado nosso. Ele foi um grande prefeito, ele teve coragem de mexer na cidade”.

15h26 – Schneider diz que Kassab não largou a cidade em prol da criação do PSD. “Não tem um dia que ele não tivesse um compromisso público. As pessoas não imaginavam ao sucesso da criação do partido, talvez isso tenha levado as críticas. Mas é só observar a agenda pública do Kassab, ele não largou a cidade. A cidade não está lagarda, tem problemas, e sempre vai ter”.

15h25 – “Nossa proposta no transporte prevê forte investimento em transporte coletivo. Kassab foi o 1ª em décadas a investir fortemente em metrô. Vamos construir mais corredores e ter semáforos inteligentes.”

15h23 – “A saúde de SP tinha cerca de 500 equipamentos, hoje tem mil. Construímos 2 hospitais novos e mesmo assim a saúde sendo uma questão. Quando você melhora um serviço, mais gente o procura.A questão do transporte não vai ser resolvida só no transporte, mas também tem que levar emprego mais perto das casas das pessoas”.

15h21 – “Acho que ele tem uma carreira como comunicador que fez que ele se tornasse conhecido, em uma área que trabalhasse com os direitos. Não acho que seja um fenômeno, as eleições estão começando”.

15h20 – Shneider fala sobre padrinhos políticos: “Eu acho normal. Acho que a cidade tem que ficar preocupada porque quem governa não é o padrinho. Nosso candidato não precisa de gente do lado. Os padrinhos têm um sentido na campanha até que as pessoas passam a conhecer o candidato”.

15h18 – A Filândia, que tem a melhor educação do mundo, é progressão continuada. Não há mais falta de professor e salas de aula lotadas. Metade das escolas tinham Ideb abaixo de 4, hoje é apenas 5%. É infinitamente melhor do que estava antes.

15h15 – “O Alckmin em 6 meses passou recursos para SP para construir creches. Não veio recursos para creche, não foi construída escolas ténicas em SP quando Haddad estava como ministro. Outros ministérios do govenro Lula e Dilma colocaram recursos em SP. Não é estranho que apenas o MEC não tenha feito por SP? O que fez Haddad nas creches? 293 creches, cinco vezes menos do que aqui. É muito fácil ficar em Brasília ficar assinando papéis e achar que o mundo vai mudar, tem que trabalhar junto. Acho que um gestor público tem que ter responsabilidade pelo seu trabalho, colocar culpa nos outros sempre é mais fácil”.

15h13 – “O Haddad não avançou nas creches, fez cinco vezes menos. Ele precisaria ficar 50 anos no Ministério da Educação para fazer o que a gente fez”.

15h12 – “Isso é ilusionismo. Eu fui procurar o Haddad para buscar os recursos. Acontece que o programa que ele criou é ruim. A única creche que o Haddad inauguou foi em Angra dos Reis com a Dilma e ela fechou no dia seguinte porque não estava pronta. O Haddad fez cinco vezes menos do que aqui mesmo com orçamento maior”.

15h10 – “Kassab recuperou os espaços públicos, que eram tomados pelos privados. Segundo na educação, as crianças estudavam 4 horas e em escolas de latas. Os professores ganham mais e há mais crianças nas creches. A gente tem um grande desafio ainda nas creches, mas ninguém tinha feito”.

15h09 – “Kassab ganhou eleição de 2008 com mais de 60% dos votos contra a Marta, que é um candidata difícil de vencer. A gente pegou uma cidade que era terrra arrasada. Agora, as pessoas querem mais no final de gestão. Acho que daqui um tempo será reconhecido”.

15h07 – “A gestão do Kassab passa no momento eleitoral por um volume de críticas maior. A gestão de Kassab transformou muitas coisas nessa cidade, e ela vai ser reconhecida no momento certo”.

15h06 – Schneider fala sobre alta rejeição de Serra nas pesquisas: “Serra é o candidato mais conhecido e que passou muitos embates na vida dele. Seja como gestor ou embates políticos, então, é natural que ele tenha maior rejeição do que candidatos novos”.

15h05 – “O que a gente precisa é ter clareza nas propostas e não se preocupar com o adversário. Temos certeza que vamos chegar ao 2ª turno. Temos o melhor candidato, com experiência e com as melhores propostas”.

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* Atualizado às 15h58

Bruno Boghossian, do estadão.com.br, e Julia Duailibi, de O Estado de S. Paulo

O pré-candidato do PSDB à Prefeitura de São Paulo, José Serra, escolheu Alexandre Schneider (PSD) para a vaga de vice em sua chapa. A informação foi confirmada pela equipe de campanha.

Ex-secretário municipal de Educação, Schneider é uma indicação do prefeito Gilberto Kassab (PSD), mas enfrentava oposição dentro do PSDB. O governador Geraldo Alckmin (PSDB) resistia a ceder espaço a Kassab na chapa e tentava emplacar na vaga de vice um nome mais palatável ao seu próprio partido. Serra conseguiu o aval de Alckmin para fazer a indicação depois de uma reunião com o governador no Palácio dos Bandeirantes, na noite de sexta-feira.

Dois dos principais cabos eleitorais da disputa, Alckmin e Kassab disputavam o poder de indicar o vice. O prefeito se fortaleceu e assegurou seu espaço depois que o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu conceder uma fatia maior de tempo ao PSD na propaganda eleitoral na TV.

Em reuniões com aliados na sexta-feira, Serra disse que estava convencido de que o vice não deveria ser um nome do PSDB. No fim da noite, o candidato se encontrou com Alckmin para tentar selar a nomeação de Schneider. Depois de tentar erguer barreiras à escolha de um nome indicado por Kassab, o governador admitiu que o prefeito teria direito de escolher o companheiro de chapa do tucano.

Schneider conta com o apoio da equipe de marketing do candidato: é considerado um rosto novo numa eleição que terá candidatos que nunca disputaram uma campanha, como Fernando Haddad (PT) e Gabriel Chalita (PMDB). Além disso, tem no currículo a educação como principal especialidade – o que, em tese, pode ajudar nos embates com Haddad e Chalita, que foram ministro e secretário estadual de Educação, respectivamente.

Serra já tendia a acatar uma indicação de Kassab, mas passou a sofrer pressões do PSDB para que o candidato a vice fosse do próprio partido. A decisão do STF que ampliou a participação do PSD no rateio do tempo de TV na propaganda eleitoral empurrou Serra na direção do nome indicado por Kassab. Antes da decisão judicial, o PSD teria direito a uma pequena fatia da propaganda eleitoral e do Fundo Partidário, por não ter participado da última eleição – o partido foi criado em 2011. Agora, a sigla ganhou força e deixa Serra com o maior tempo no horário eleitoral gratuito – 7min42s contra 7min30s de Haddad.

O governador Geraldo Alckmin, que preferia uma alternativa de dentro do PSDB ou mesmo no DEM, disse a interlocutores que, com a decisão do Supremo Tribunal Federal, a indicação seria mesmo do prefeito. O grupo de Alckmin queria evitar a escolha de Schneider, que abandonou o PSDB em 2011 para se filiar ao PSD de Kassab. O ex-secretário também não é bem visto pelos alckmistas por ter apoiado a eleição de Kassab em 2008, em uma disputa contra o próprio Alckmin.

Alexandre Alves Schneider é mestre em Administração Pública pela Fundação Getúlio Vargas. Ele dirigiu a Secretaria Municipal de Educação entre 2006 e 2012.

 

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* Atualizado à 1h30

Bruno Boghossian, do estadão.com.br, e Julia Duailibi, de O Estado de S. Paulo

O pré-candidato do PSDB à Prefeitura de São Paulo, José Serra, se reuniu no fim da noite desta sexta-feira, 29, com o governador Geraldo Alckmin (PSDB) para definir a escolha de seu vice nas eleições. A decisão deve ser tomada neste sábado. O nome mais provável para a chapa é o de Alexandre Schneider (PSD), ex-secretário municipal de Educação.

Serra deu os últimos passos para selar a indicação após conversar com Alckmin no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista, e com o prefeito Gilberto Kassab (PSD). Alckmin e Kassab disputam o poder de indicar o companheiro de chapa de Serra, mas o prefeito se viu fortalecido na queda de braço depois que o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu conceder uma fatia maior de tempo ao PSD na propaganda eleitoral na TV.

Em reuniões que teve com aliados na sexta-feira, Serra disse que já estava convencido de que o vice não deveria ser um nome do PSDB, segundo o Estado apurou. No encontro do fim da noite, no entanto, Alckmin resistiu a aceitar a indicação de um nome ligado a Kassab – possível adversário a sua reeleição para o governo paulista em 2014.

Serra ainda faria as últimas ponderações sobre o nome de Schneider durante a madrugada, pois ainda não estaria certo sobre a escolha do ex-secretário para o cargo. Aliados esperam que o vice seja confirmado até a tarde de sábado. Outras opções da cota de Kassab são a atual vice-prefeita, Alda Marco Antônio, e o ex-secretário de Desenvolvimento Urbano, Miguel Bucalem – ambos do PSD.

Ligado aos serristas, Schneider também conta com o apoio da equipe de marketing do candidato. É considerado um rosto novo numa eleição que terá candidatos que nunca disputaram uma campanha, como Fernando Haddad (PT) e Gabriel Chalita (PMDB). Além disso, Schneider tem no currículo a educação como principal especialidade – o que, em tese, pode ajudar nos embates com Haddad e Chalita, que foram ministro e secretário estadual de Educação, respectivamente.

Serra já tendia a acatar uma indicação de Kassab, mas passou a sofrer pressões do PSDB para que o candidato a vice fosse do próprio partido. A decisão do STF que ampliou a participação do PSD no rateio do tempo de TV na propaganda eleitoral empurrou Serra na direção do nome indicado por Kassab. Antes da decisão judicial, o PSD teria direito a uma pequena fatia da propaganda eleitoral e do Fundo Partidário, por não ter participado da última eleição – o partido foi criado em 2011. Agora, a sigla ganhou força e deixa Serra com o maior tempo no horário eleitoral gratuito – 7min42s contra 7min30s de Haddad.

O governador Geraldo Alckmin, que preferia uma alternativa de dentro do PSDB ou mesmo no DEM, disse a interlocutores que, com a decisão do Supremo Tribunal Federal, a indicação seria mesmo do prefeito. O grupo de Alckmin tentou articular uma chapa puro-sangue para evitar a indicação de Schneider. Ele não é bem visto pelos alckmistas, por ter apoiado a eleição de Kassab em 2008, contra o próprio Alckmin. Em 2011, Schneider deixou o PSDB e migrou para o partido criado pelo prefeito.

Alexandre Alves Schneider é mestre em Administração Pública pela Fundação Getúlio Vargas. Ele dirigiu a Secretaria Municipal de Educação entre 2006 e 2012.

 

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