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Por Roberto Almeida

Com presença confirmada do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da pré-candidata petista à sucessão, Dilma Rousseff, o PT lança hoje na quadra do Sindicato dos Bancários, no centro de São Paulo, as pré-candidaturas de Aloizio Mercadante ao governo paulista e de Marta Suplicy ao Senado “para colocar São Paulo em sintonia com o Brasil”.

O slogan, um dos ventilados pela campanha petista nos últimos dias, deve ser o tema da primeira das muitas prováveis aparições de Lula e Dilma nos palanques de Mercadante e Marta, que vão se multiplicar na capital e no interior do Estado nos próximos meses e garantir exposição à candidatura presidencial do partido.

A estratégia, além de tentar amealhar votos com a popularidade de o presidente, servirá para bater em teclas já descritas no documento elaborado pelo PT paulista para o encontro. Segundo o texto, o programa de governo de Mercadante conta com 15 diretrizes – todas com ataques às gestões tucanas à frente do Palácio dos Bandeirantes, de Mário Covas e Geraldo Alckmin a José Serra.

Entre as críticas, que serão homologadas no encontro, estão a “falta de parceria republicana”, isto é, a carência de “sintonia com o Brasil” alegada pelo partido, além de problemas com enchentes, educação, “colapso no transporte público” e “falta de transparência e autoritarismo” do governo Serra.

Para a base de apoio ao programa, o PT já angariou seis partidos. O PDT, que deve indicar o vice, encabeça a lista, seguido por PPL, PR, PRB e PTdoB que devem compor a chapa, que tenta alianças com PTN, PRP, PSL, PHS e PSC para obter valiosos minutos no programa eleitoral.

O PSB estuda candidatura própria ao governo com o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, mas não descarta aderir à chapa com o nome do vereador Gabriel Chalita para a segunda vaga no Senado. Já o PC do B espera, com o vereador e cantor Netinho de Paula, garantir a vaga em detrimento de Chalita.
[BOLD]União. [/BOLD]Há quatro anos, o cenário do PT paulista era bastante diferente. Ao contrário de 2006, quando Mercadante e Marta disputaram prévias para saber quem concorreria ao Palácio dos Bandeirantes, o partido prescindiu de uma disputa formal interna para escolher os nomes.

A união da chapa é celebrada pelo comando de campanha e pelos pré-candidatos. “O ambiente no PT é outro”, disse o presidente da sigla no Estado, Edinho Silva.

As andanças da dupla por São Paulo devem começar a partir de 1º de maio. Mercadante tem a intenção de percorrer o Estado quatro dias por semana – de dois a três no interior e um na capital.

Marta, por sua vez, deve atuar em outra frente de municípios, com agenda ainda não definida. O objetivo do partido, ao separar os dois pré-candidatos, é multiplicar palanques pelo interior.

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Por Carol Pires, do estadão.com.br em Brasília

BRASÍLIA – Durou pouco mais de 24 horas a ocupação da nova sede da Câmara Legislativa do Distrito Federal pelo grupo de estudantes autodenominado “Fora Arruda e toda máfia”. A turma, formada por cerca de 60 estudantes, invadiu o prédio na noite de ontem, dia do cinquentenário da cidade.

Os manifestantes entraram por uma janela aberta no subsolo e se instalaram no segundo andar do prédio, num salão com vista panorâmica da cidade. Lá, organizaram assembleias, pintaram faixas de protesto e jogaram até futebol com uma bola improvisada feita de meia. Dormiram de improviso usando material de construção.

No início da tarde de hoje, porém, o procurador-geral da Câmara Legislativa, Fernando Nazaré, pediu a reintegração de posse ao Tribunal de Justiça do DF e foi atendido. A nova sede do Legislativo local ainda não tem data para ser inaugurado. Orçado em R$ 23 milhões, custou cerca de R$ 120 milhões.

O juiz Marco Antônio Lemos, do TJ-DF, avaliou que a permanência dos estudantes estava atrasando a entrega do prédio, ainda em obras, e determinou que dois oficiais de Justiça cumprissem a reintegração de posse com uso de força policial, se necessário. Não foi. Os estudantes se reuniram uma última vez e colocaram em votação se deveriam, ou não, resistir. A grande maioria foi favorável à saída pacífica.

Antes de deixar o local, os estudantes exigiram do negociador da Polícia Militar que representantes de ambas as partes fiscalizassem o prédio para confirmar que não houve depredação do bem público. Em fila, abraçados dois a dois, os estudantes saíram entoando canções de protesto: “Poder, poder, poder para o povo. E o poder do povo vai fazer um mundo novo”.

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Por Carol Pires, do estadão.com.br em Brasília

O líder do movimento “Fora Arruda e toda máfia”, Raul Cardoso, 24 anos, assinou, há pouco, o termo de reintegração de posse da nova sede da Câmara Legislativa do Distrito Federal, ocupada, desde ontem à noite pelos estudantes.

Neste momento, representantes do grupo e agentes da Polícia Militar fazem uma vistoria no prédio para garantir que não houve depredação do prédio público. Esta foi uma exigência dos estudantes.

À tarde, quando o Tribunal de Justiça do DF determinou a desocupação do prédio, o grupo, formado por cerca de 60 pessoas, fez uma assembleia e decidiu sair pacificamente. Entre policiais militares e homens do Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE), cerca de 100 agentes monitoram o prédio do lado de fora.

Em dezembro, o mesmo grupo havia invadido a sede atual da Câmara Legislativa em protesto contra as denúncias de corrupção reveladas pela Operação Caixa de Pandora. Segundo o inquérito da operação, o ex-governador José Roberto Arruda é o mentor de um esquema de corrupção no governo local, que ficou conhecido como “mensalão do DEM”.

Os estudantes ocuparam a nova sede da Câmara, ainda em construção, ontem, no dia do cinquentenário da cidade, em protesto contra a eleição do governador Rogério Rosso, escolhido via eleição indireta feita pelos 24 deputados distritais, oito dos quais estão envolvidos no “mensalão”. O prédio foi orçado em R$ 23 milhões, mas acabou saindo por quase R$ 120 milhões.

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Por Carol Pires, do estadão.com.br em Brasília

O Tribunal de Justiça do Distrito Federal determinou, há pouco, a reintegração de posse da nova sede da Câmara Legislativa que – apesar de ainda não estar sendo usada pelos deputados, foi ocupada, ontem, por um grupo de estudantes como protesto contra a eleição do governador Rogério Rosso (PMDB). Eleito no último sábado via eleição indireta, o governador recebeu o voto de oito  deputados envolvidos no “mensalão  do DEM”, esquema de corrupção que seria chefiado pelo ex-governador José Roberto Arruda. Rosso foi eleito por 13 votos. Na avaliação dos estudantes, que fazem parte do movimento “Fora Arruda e toda máfia”, o endosso dos deputados envolvidos no esquema torna ilegítima a eleição do governador.

 Os estudantes continuam no prédio e esperam a chegada de um comunicado oficial. Até há pouco, eles jogavam futebol com uma bola improvisada, feita de meias, no segundo andar do prédio, onde estão desde ontem à noite. A ocupação está sendo pacífica, não há policiais no prédio, e apenas poucos seguranças particulares da construtora responsável pela obra vigiam o local. Dentro de instantes, eles realizarão uma assembléia para decidir como atual agora.

 O  juiz Marco Antônio Lemos, da terceira Vara de Fazenda Pública, determina, na liminar, que  dois oficiais de Justiça sigam para o local, com reforço policial,  para cumprir a desocupação do prédio. O juiz também determina que a polícia militar faça a segurança do local até a inauguração da nova sede – ainda sem data para ocorrer.

 “A grave lesão, no caso concreto, entretanto, é evidente pelo simples fato de que o aludido prédio, sabida e notoriamente, é destinado ao funcionamento da Câmara Distrital, bem como são de ciência igualmente notória estar os fatos de que o local se encontra em obras e que a permanência de pessoas estranhas à autora, ou às empresas responsáveis pela construção constitui embaraço e perturbação àquele serviço”, afirma o despacho.

 “Demais disso, torna-se igualmente evidente que o prosseguimento do presente estado de fato, com a permanência ali do indigitado movimento, pode implicar impossibilidade ou retardamento nas obras de inauguração da nova sede”.

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Leandro Colon, de Brasília

O juiz Álvaro Luis Ciarlini, da 2ª Vara da Fazenda Pública do Distrito Federal, decretou nesta quinta-feira, 22,  o bloqueio dos bens do ex-deputado Leonardo Prudente, que ficou conhecido por colocar nas meias dinheiro ligado ao esquema do “mensalão do DEM” em Brasília. Ex-presidente da Câmara Legislativa, Prudente renunciou ao mandato para evitar um processo de cassação.

O Ministério Público havia pedido à Justiça o bloqueio dos bens de Prudente e das empresas ligadas ele. Na avaliação do MP, cerca de R$ 6 milhões teriam saído do esquema para as contas de Prudente.

Em sua decisão, o juiz  afirma que há elementos suficientes para declarar indisponíveis os bens do ex-deputado. “Não se pode negar a existência de indícios da prática de atos ímprobos por parte do demandado, valendo lembrar que tais eventos foram fartamente divulgados pela mídia escrita, falada e televisionada, sendo hoje notórios e de domínio público”, afirmou. O Estado procurou, mas não localizou Prudente para comentar o assunto.

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Por Carol Pires, do estadão.com.br em Brasília

 

BRASÍLIA – O procurador-geral da Câmara Legislativa, Fernando Nazaré, pedirá nesta quinta-feira, 22, ao Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJ-DF) a reintegração de posse da nova sede da Câmara, ocupada desde a noite de quarta-feira, 21, por um grupo de estudantes do Movimento “Fora Arruda e toda a máfia”.

 

Segundo o procurador, já existem equipamentos e móveis da Câmara Legislativa no novo prédio, e o terreno onde a sede foi construída é reservado ao Legislativo, segundo a Lei Orgânica do Distrito Federal. Na noite de quarta, a Polícia Militar disse que não tinha como retirar os invasores, porque o prédio ainda não foi inaugurado e, portanto, não é público.

 

Mais cedo, cerca de 30 estudantes fizeram uma assembleia e decidiram permanecer no prédio até as 18 horas desta quinta, quando haverá uma nova reunião. A principal exigência é a saída do governador Rogério Rosso do cargo. Para os manifestantes a eleição indireta que elegeu Rosso não tem legitimidade, porque ele venceu com 13 votos, sendo 8 de deputados envolvidos no escândalo do mensalão do DEM.

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Por Marcelo de Moraes

O deputado Ciro Gomes (PSB-CE) se reuniu nesta quinta-feira, 22, em Brasília, com o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, que também é presidente do PSB, e com o vice-presidente do partido, Roberto Amaral. Durante o encontro, eles apresentaram a Ciro mapas dos Estados mostrando que o partido não tem alianças, o que inviabiliza a candidatura do deputado.

Na próxima terça-feira, 27, haverá uma reunião da executiva do PSB para sacramentar a retirada da candidatura de Ciro. Interlocutores do Planalto afirmam que Ciro “não ajudou”, ou seja, não conseguiu tirar votos de José Serra (PSDB-SP). Além disso, não há hipótese, avaliam os mesmos interlocutores, de Ciro ser o vice-presidente na chapa de Dilma Rousseff (PT-RS).

Na tarde desta quinta-feira, 22, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem encontro marcado com três governadores do PSB, Eduardo Campos (Pernambuco), Wilson Martins (Piauí) e Cid Gomes (Ceará), irmão de Ciro Gomes. O tema da reunião são as obras da ferrovia Transnordestina, que estão dentro do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), mas o tema político também deve ser tratado.

No começo da noite desta quinta, Ciro divulgou nota. Leia a íntegra abaixo:

“Ciro Gomes deixa claro que não desiste da disputa. O deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE) desmentiu que tenha retirado sua candidatura à Presidência da República, conforme nota que circula pela Internet. Ciro afirma que continua candidato, que considera sua postulação importante para o PSB e para o país, e que jamais desistirá de concorrer à Presidência. Se o seu partido decidir por não apresentar candidatura própria que assuma o ônus da decisão, que ele respeitará como filiado.”

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Julia Duailibi

As homenagens a Tancredo Neves, cuja morte completa 25 anos nesta quarta, 21, voltaram a ser tema de disputa eleitoral. A pré-candidata do PT, Dilma Rousseff, postou em seu blog hoje um texto no qual diz que “Tancredo Neves foi um daqueles raros líderes que tinham preocupação sincera com a questão social no país – defendia o progresso para reduzir a desigualdade”. Teceu outro elogios ao afirmar que o mineiro foi “um grande brasileiro que conduziu o País de volta à democracia”.

O PSDB reagiu às afirmações da petista. O presidente do PSDB, Sergio Guerra, afirmou: “A homenagem do PT e de Dilma a Tancredo é de uma falsidade completa. Estão tentando corrigir o passado. O verdadeiro reconhecimento de Tancredo foi feito pelo PSDB nesta semana em Belo Horizonte”. As declarações do senador são uma referência ao encontro dos tucanos na segunda-feira, em Minas, quando foi dada a largada à pré-candidatura de José Serra, e ao fato de o PT não ter apoiado a candidatura de Tancredo no colégio eleitoral em 1985.

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Por Ana Paula Scinocca, de Brasília

O senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) e o  pré-candidato tucano à Presidência, José Serra (PSDB), nunca foram melhores amigos. Pelo contrário. A relação entre eles sempre foi pautada por rusgas, sobretudo devido ao fato de Tasso ter apoiado Ciro Gomes (PSB) e não Serra na campanha de 2002. Ao que tudo indica, pelo menos da parte de Tasso, a relação tem melhorado. Ontem, 20, no Senado, disse que nunca o clima esteve tão bom para Serra no Ceará e rasgou elogios ao colega de partido. “Ele está diferente. Está o Serrinha paz e amor”, disse. Depois, ao comentar a postura da adversária de Serra, a ex-ministra Dilma Rousseff (PT), o senador afirmou que a petista fala com mágoa. “A Dilma passa tanto rancor que o Serra fica meigo ao lado dela.”

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Por Ana Paula Scinocca, de Brasília

O comando da campanha de Dilma Rousseff (PT) à Presidência montou um QG em Brasília no mesmo hotel em que Danilo Gentili, do CQC, se hospeda nas suas incursões pela capital federal. Na última segunda, dia 19, enquanto líderes petistas e de partidos da base aliada do governo discutiam estratégias de campanha de Dilma, Gentili chamava a atenção ao transitar pelo saguão do  hotel. Na recepção o principal comentário era o de que a coincidência poderá render boas matérias ao programa humorístico.

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