Daiene Cardoso, da Agência Estado

Hebe em sua estreia na Rede TV. Imagem: Reprodução
Na estreia na Rede TV!, a apresentadora Hebe Camargo dedicou a terça-feira, 1º, o primeiro programa, que vai ao ar no dia 15, à presidente Dilma Rousseff. Hebe exibirá uma entrevista de 50 minutos com Dilma. Durante uma hora e 30 minutos de gravação, a apresentadora elogiou a presidente e revelou que se impressionou com ela. “Apesar de não ter votado nela, fiquei impressionada”, admitiu Hebe, no fim da gravação.
Diante de uma plateia formada por tucanos, como o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), e o ex-governador José Serra (PSDB), a apresentadora afirmou que esperava encontrar a mulher “brava” e “séria” da campanha eleitoral, mas que se deparou com um “amor de pessoa”. “Acho que ela vai fazer coisas muito boas. Ela é uma gracinha!”, afirmou.
A gravação teve a participação de, aproximadamente, 500 convidados na plateia, entre eles, o ex-chefe da Casa Civil e ex-deputado José Dirceu (PT-SP), réu do processo do mensalão. Além de cumprimentar Serra e Alckmin, Hebe anunciou a presença de Dirceu, que havia sentado numa mesa ao canto do estúdio. “Podem bater palmas para ele”, pediu a apresentadora ao público, que se mostrou inibido com a presença dele.
Se Dirceu gostou dos elogios a Dilma, o ex-governador de São Paulo preferiu não acompanhar toda a gravação. Na metade do programa, Serra levantou-se, deixou a mulher Mônica Serra à mesa que ocupavam, cumprimentou o ex-chefe da Casa Civil e ex-deputado do PT de São Paulo e não foi mais visto até o fim da gravação. Já o atual governador de São Paulo manteve-se firme. Em meio a declarações de Hebe sobre a presidente, a cada bloco o programa mostrava um pequeno trecho da entrevista.
Carreira – “Aos 60 anos de carreira, estou tendo o privilégio de entrevistar a primeira mulher a assumir a Presidência da República no Brasil. É uma honra que não sei explicar”, disse a apresentadora. Quem acompanhou a gravação do programa não pode ver a íntegra da entrevista com Dilma. Dos trechos exibidos pela produção aos convidados, ela aparece com Hebe passeando no Palácio da Alvorada, apresentando os ambientes da edificação projetada pelo arquiteto Oscar Niemeyer e falando sobre a fama de ter personalidade forte.
“Você já ouviu falar que algum político homem é durão? Eu nunca ouvi. Então, conclui que só existem homens meigos e a única pessoa brava sou eu”, disse a presidente, que tenta se desfazer da imagem de “chefe durona”. “Ela disse que é exigente, e isso me impressionou”, declarou Hebe aos jornalistas. Na entrevista, Dilma explicou que não levou o cão labrador Nego para morar no Alvorada porque ele atacou uma das araras resgatadas pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e que hoje vivem no jardim.
“Ele está no Torto (Residência Oficial da Granja do Torto) porque aqui não dá. Uma vez, uma arara caiu e o Nego pegou”, explicou. Hebe também perguntou se o palácio tinha fantasmas. “Não tem, não”, respondeu Dilma. “Se tiver, deve ser o Juscelino”, brincou a apresentadora. À vontade, a presidente admitiu ser fã da Jovem Guarda e contou que gosta da música “Amigo”, do cantor e compositor Roberto Carlos. “Eu não tenho voz para cantar…. Você é meu amigo de fé, meu irmão camarada…. Tá vendo, desafinei.”
No fim do programa, Hebe perguntou para os entrevistados o que esperavam do governo da presidente. “O governo dela já é um sucesso. Ela é uma mulher extremamente séria, tenho plena confiança no trabalho dela. Todo brasileiro tem de fazer isso (confiar em Dilma)”, afirmou o cantor sertanejo Sérgio Reis. “Tenho certeza que ela vai dar continuidade a esse trabalho bonito do Lula. Tenho certeza absoluta que vai dar certo”, emendou o cantor sertanejo Daniel. “Minha esperança é que a Dilma continue com isso aí”, comentou o ídolo teen Luan Santana, sem se aprofundar no tema.
Cantora – Já a cantora Paula Fernandes entrou na onda dos “confetes” da apresentadora. “Ela (Dilma) é uma fortaleza”, derreteu-se. O ator e cantor Daniel Boaventura, que abriu o programa cantando em dueto com Hebe, apontou esperar que a presidente dê continuidade à política externa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Espero que ela possa manter a credibilidade do Brasil no mundo.” Questionada sobre um “deslumbramento” com Dilma, a apresentadora negou que tenha feito uma homenagem a ela. “Quem recebeu homenagem fui eu”, rebateu. (Daiene Cardoso)
Tags: Dilma Rousseff, Hebe Camargo, RedeTV!, TV
Jair Stangler
O sociólogo Demétrio Magnoli e o jornalista Eugênio Bucci criticaram reportagem da TV Cultura no próprio Jornal da Cultura, em programa exibido na noite da terça-feira, 15. Os dois foram convidados a comentar a reportagem logo após sua exibição pela apresentadora Maria Cristina Poli.
Na reportagem, é apresentada proposta do governo de São Paulo para regionalizar a saúde. O vídeo mostra imagens de personagens e de um seminário realizado sobre o tema. O secretário de Saúde do Estado, Giovanni Guido Cerri, aparece defendendo maior investimento nas unidades básicas de saúde. No entanto, a reportagem não informa quando isso será feito e de que maneira.
Após a exibição do vídeo, ´Magnoli foi o primeiro a falar:”Eu não atuo como jornalista, mas eu fiz jornalismo. E eu aprendi que a notícia, quando se trata do governo é uma medida prática, uma medida já adotada, e não um projeto, uma declaração de intenções, um seminário, uma promessa.”
A apresentadora o interrompe: “Você está criticando essa pauta? É isso, Demétrio?” O sociólogo responde: “O que estou dizendo é que isso parece merchandising do governo.” E acrescentou: “Eu não vi notícia aí.”
Bucci disse concordar com a crítica de Magnoli. “É importante nós termos claro que o protagonista de uma notícia de interesse público é cidadão afetado por alguma medida do governo. Ou uma medida real que modifica a realidade. As intenções elas não tem esse poder”, afirmou.
A apresentadora pergunta a Bucci se a divulgação dessas intenções não serviria para depois cobrar, já que isso foi dito publicamente. “Sim, pode e deve cobrar. E nós devemos usar o jornalismo muito mais para cobrar e fiscalizar do que para promover o anúncio de nobres interesses”, respondeu o jornalista.
Ao final, Magnoli sugere a realização de uma reportagem para apurar a realização do que prometera o governo, e a apresentadora encerrou o assunto: “isso é jornalismo”.
A TV Cultura foi procurada pra se manifestar sobre o assunto, mas até o momento da publicação desta nota ainda não enviou resposta.
Tags: Demétrio Magnoli, Eugênio Bucci, jornalismo, TV Cultura
Leonencio Nossa
BRASÍLIA – A presidente Dilma Rousseff fará pronunciamento, na noite da quinta-feira, 10, em cadeia de rádio e TV, para cumprimentar estudantes e professores pela volta às aulas. Em seu primeiro pronunciamento oficial desde que assumiu o poder, gravado no Palácio da Alvorada na manhã de terça-feira, a presidente reafirmará seu compromisso de melhorar o status dos professores, cobrará responsabilidade das famílias no dia-a-dia dos alunos e citará metas do governo para o ensino básico.
No Planalto, o pronunciamento de Dilma é considerado o início de um “diálogo” da presidente com o grande público. Desde que começou a governar, em 1º de janeiro, a presidente só deixou o gabinete para fazer viagens de emergência ao Rio de Janeiro, durante a tragédia das enchentes, e deslocamentos para encontros fechados em São Paulo e Rio Grande do Sul, além de uma viagem à Argentina.
À época da pré-campanha à presidência, no primeiro semestre de 2010, Dilma ensaiou os primeiros contatos com o público feminino e as famílias. Em discursos durante eventos ao lado do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ela disse que, por ser mulher e mãe, entendia as dificuldades e dramas do público feminino.
Na campanha, ela se comprometeu a elevar os investimentos em educação para 7% do Produto Interno Bruto (PIB). Atualmente, o País investe 4,7% no setor. A falta de capacitação de professores, os baixos salários, a precariedade de salas de aula, laboratórios e quadras esportivas são obstáculos para a melhoria do ensino, segundo as próprias análises do Ministério da Educação. Em 2010, o Brasil ficou na 73ª posição no ranking da educação, do Índice de Desenvolvimento Humano, das Nações Unidas, numa lista de 169 países.
Tags: Dilma Rousseff, pronunciamento, Radar Político, TV, volta às aulas
Cristina Padiglione
As principais redes de TV voltam seu foco para Brasília hoje, com promessa de interromper programação para breves flashes ou transmissão de boa parte da cerimônia de posse da presidente Dilma Rousseff. Globo, Record, SBT, Bandeirantes e Gazeta terão operação especialmente montada para a ocasião no Distrito Federal. A Cultura interrompe a programação com plantão nos estúdios de São Paulo sob o comando de Heródoto Barbeiro. Representada por Adriana Araújo e mais 15 repórteres em Brasília, a Record prevê transmissão contínua do Distrito Federal entre 13h30 e 18h30, no mínimo.
A Globo desembarca na capital federal em cena de impacto: William Bonner posa por lá com o avião que estampa a marca JN No Ar, que a partir de hoje ganha espaço permanente no Jornal Nacional. A edição do dia será ancorada pelo editor-chefe diretamente da cidade, não muito distante de onde Sandra Annenberg e Evaristo Costa, da Esplanada dos Ministérios, já terão apresentado o Jornal Hoje. Alexandre Garcia e Heraldo Pereira assumem a transmissão a seguir.
Um pool de imagens será fornecido a todas as emissoras, com os passos do trajeto de Dilma e cenas em ambientes internos, mas a Globo promete câmeras exclusivas espalhadas pelo circuito. Segundo a emissora, 200 profissionais estão escalados para o fato do dia, sem contar a cobertura da posse de governadores nos principais estados da federação, feito igualmente previsto para entrar em cena nos outros canais – na Globo, as cerimônias regionais ganham a tela a partir das 8h.
Carlos Monforte ancora o Jornal das Dez de Brasília pela GloboNews, que terá transmissão ao vivo da posse a partir das 13h30 – Record News e Band News prometem a mesma dedicação monotemática.
Carlos Nascimento também ancora o SBT Brasil de Brasília, em edição especial. Uma equipe de 60 pessoas do SBT estará a postos durante todo o dia para flashes ao vivo da cerimônia – é sabido que Silvio Santos não autoriza quebra da programação convencional por mais de 5 ou 10 minutos, mas o plantão estará disponível para entradas no ar a qualquer momento.
A RedeTV! escalou 30 profissionais em Brasília com o mesmo propósito e prevê breves interrupções na programação convencional, mais edição especial do RedeTV News. Na Gazeta, a ancoragem da cobertura caberá a Silvia Corrêa, com seis entradas ao vivo de 15 minutos cada, incluindo imagens das posses do governador Geraldo Alckmin e da presidente Dilma Rousseff.
A Band põe Ricardo Boechat em estúdio para comandar de São Paulo toda a cobertura, a cargo de Fábio Panunzio, em Brasília. A previsão da emissora é interromper a programação a partir das 17h com uma edição especial do Jornal da Band e, se possível, contar com convidados em torno daquela mesa ao modo Canal Livre, tão revisitada pelo telespectador durante as eleições. E, mesmo com a ressaca do réveillon, não faltarão políticos e analistas interessados em dar seu palpite diante das câmeras.
Rodrigo Alvares
A candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, afirmou nesta segunda-feira, em entrevista ao Jornal Nacional (TV Globo) que “Erros e pessoas que erram acontecem em todos os governos. O que diferencia um governo de qualquer outro é a atitude deste governo em relação ao erro. No caso da Erenice, eu não concordo com a contratação de parentes e amigos” ao ser questionada sobre o escândalo envolvendo a ex-ministra Erenice Guerra – sua sucessora na Casa Civil.
A petista aproveitou para alfinetar seu adversário, o tucano José Serra: “Há uma diferença entre nós e o meu adversário. O meu adversário tem uma acusação gravíssima que é a do Paulo Vieira de Souza, que está sendo investigado pela Polícia Federal e ele cuidava das mais importantes obras do Estado de São Paulo. Até agora, não houve uma investigação nem um processo. Essa é a diferença entre quem investiga e pune e quem acoberta”.
Aborto
Questionada sobre a mudança de posição referente à descriminalização do aborto, Dilma falou: “Eu acredito que nessa história do aborto houve muita confusão. Há diferença entre minha posição como cidadã. As pessoas não podem fingir que essas mulheres que recorrem ao aborto não existem. Minha posição sempre foi de que não se pode prender 3,5 milhões de mulheres. São posições diferentes: para prevenir, temos de tratar da quantidade imensa de adolescentes que engravidam”.
Ciro Gomes
Perguntada sobre declarações feitas pelo deputado Ciro Gomes (PSB-SP) de que “Serra é mais preparado e que o PMDB é um ajuntamento de assaltantes”, Dilma afirmou: Nós participamos do mesmo governo. Sei o temperamento do deputado Ciro Gomes. Eu o convidei para participar da minha campanha”.
Tags: aborto, Dilma, Erenice Guerra, JN, Serra
Ricardo Chapola e Bruno Siffredi
O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) julgou na última terça-feira, 31, improcedente o pedido do candidato a deputado estadual do PTB, Waldir Agnello, para tirar do ar o programa eleitoral do PSOL, do candidato ao governo do Estado, Paulo Búfalo. O programa exibe um beijo entre dois homens, o que, segundo o Agnello, não condiz com os “bons padrões da moralidade” que defende, nem possuem qualquer relação com propostas políticas.
O Juiz Auxiliar do TRE Antonio Carlos Mathias Coltro, no entanto, defendeu que a defesa da união civil já se trata de um assunto cotidiano e também passível de reivindicações de cunho político.
Leia a seguir um trecho da decisão do TRE-SP:
“Queiram ou não alguns, o fato é que em razão do previsto na Constituição Federal de 1988 e as circunstâncias pelas quais são atingidas a sociedade e os costumes, acabam por não permitir restrições de ordem sexual em relação a situações variadas, sendo que se o acórdão invocado não alude a situação igual à trazida nos autos, serve ele como exemplo e reforço ao quanto aqui se decide, acrescendo considerar que a própria televisão, em filmes e novelas, vem, também, apresentando realidade consoante a objeto da publicidade veiculada pelos representados, restando àqueles que com tanto não se conformam, desligar a televisão ou impedir que seus filhos – se esta for a preocupação -, assistam a este ou aquele programa, inclusive o eleitoral, se assim entender-se apropriado.”
Tags: beijo gay, governo, Paulo Bufalo, propaganda eleitoral, PSOL, PTB, São Paulo, TRE
O candidato a governador Aloizio Mercadante (Coligação União para Mudar) perdeu novamente tempo de propaganda gratuita no rádio (80 segundos) e na televisão (26 segundos) por invadir o espaço reservado a candidatos a deputado. Segundo o juiz auxiliar da propaganda eleitoral des. Antônio Carlos Mathias Coltro, as mensagens veiculadas abordavam ações do executivo.
O juiz determinou que Mercadante perdesse os 26 segundos em inserções na TV por ter ocupado o tempo reservado aos candidatos a deputado estadual em duas propagandas referentes ao pedágio e à escola pública.
Mathias Coltro sentenciou também que fossem retirados os 40 segundos em cada um dos blocos de rádio, de manhã e à tarde, totalizando 80 segundos, por invasão do horário dos candidatos a deputado federal, em razão das veiculações que comparavam os governos Lula e PSDB.
O art. 53-A, § 2º, da Lei 9.504/97 veda “a utilização da propaganda de candidaturas proporcionais como propaganda de candidaturas majoritárias e vice-versa.”
Ambas as representações foram formuladas pela coligação Unidos por São Paulo (PMDB, PSC, PPS, DEM, PHS, PMN e PSDB). Cabe recurso ao TRE-SP.
A coligação União Para Mudar, de Mercadante, é formada pelo PRB, PDT, PT, PTN, PR, PSDC, PRTB, PRP, PC do B e PT do B.
Fonte: Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP)
Tags: Aloizio Mercadante, propaganda, rádio, TRE, TV
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José Orenstein
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi a São Bernardo do Campo, na noite desta segunda-feira, 23, para acompanhar a estreia da TV dos Trabalhadores, a TVT. Cercado de ministros de seu governo e de líderes sindicais, Lula saudou a inauguração da emissora como “um dos episódios importantes e simbólicos da nossa democracia”. O presidente defendeu a liberdade de imprensa total e disse que seu ”único juiz é o público”.

Lula discursa na inauguração da TV dos Trabalhadores. Foto: Tiago Queiroz/AE
A TVT, que vai ao ar 23 anos depois do primeiro pedido de concessão, feito em 1987 pelo próprio Lula quando era parlamentar egresso do sindicalismo do ABC, deve contar com 1h30 de programação própria diária. O restante da grade deve ser preenchido com programas da TV Brasil, emissora estatal que foi representada no evento pela presidente de sua empresa gestora – a EBC-, Tereza Cruvinel.
Em sua fala, Cruvinel ressaltou a importância crescente das TVs públicas no Brasil. “ A televisão, desde o seu nascimento no País, foi um negócio. As ondas eletromagnéticas, este bem público, sempre serviu, com raras exceções, à TV comercial”. Na mesma linha, o ministro de Comunicação Social Franklin Martins foi crítico ao maior espaço concedido às emissoras comerciais, e exaltou o nascimento da TVT no que chamou de “uma nova era do jornalismo”, feito em rede e não por um “pequeno núcleo ativo”.
A figura de Lula foi bastante celebrada no evento, que mostrou cenas das lutas sindicais e das greves no ABC paulista, ainda no fim dos anos 70 e meados dos 80. Antes de ler seu discurso, que durou cerca de dez minutos, Lula foi ovacionado e aplaudido de pé pela plateia.
A cerimônia ocorreu no Centro de Formação de Professores Ruth Cardoso – mas o nome da ex-primeira dama, mulher de Fernando Henrique Cardoso, do PSDB, não foi citado nenhuma vez. Tampouco foi citado no evento, que era acompanhado por sindicatos ligados à CUT além de prefeitos de cidades governadas pelo PT, o nome de Dilma Rousseff – o que é proibido pela lei eleitoral.
A candidata à Presidência foi lembrada, no entanto, de modo velado, em discurso de Arthur Henrique, presidente da CUT. Ao lembrar a série de preconceitos que teriam sido quebrados para que existisse a TVT e para que Lula, um operário sindicalista fosse presidente, Henrique concluiu: “E vamos continuar rompendo preconceitos elegendo a primeira mulher presidente do Brasil”.
O “Jornal Nacional” (Rede Globo) vai realizar nesta segunda-feira, 9, a primeira entrevista da série que contará com os principais candidatos à Presidência da República. A petista Dilma Rousseff dará início às sabatinas. Terça-feira, será a vez de Marina Silva (PV), enquanto José Serra será o entrevistado de quarta-feira.
As entrevistas com os jornalistas William Bonner e Fátima Bernardes terão 12 minutos, com 30 segundos de tolerância. Na quinta-feira, Plínio de Arruda Sampaio (PSOL) gravará entrevista de 3 minutos na sede da Academia Brasileira de Letras (ABL).
A ordem dos candidatos foi definida em sorteio. Além do “Jornal Nacional”, o “Bom dia Brasil”, “Jornal da Globo” e “Jornal das Dez” (Globonews) farão entrevistas com os postulantes.
Tags: Dilma Rousseff, Eleições, Globo, Jornal Nacional, José Serra, Marina Silva, Plínio de Arruda Sampaio
Cristina Padiglione
Há mais de 20 anos responsável pela realização do primeiro debate eleitoral em temporadas de campanha política, a Bandeirantes reúne amanhã, a partir das 22 horas, os presidenciáveis de 2010 pela primeira vez. A mediação caberá ao jornalista Ricardo Boechat. No horário, Dilma Rousseff (PT), José Serra (PSDB), Marina Silva (PV) e Plínio de Arruda Sampaio (PSOL) enfrentarão não as desavenças afetivas entre Nenê, Lineu e Agostinho, da Grande Família, mas a transmissão, pela Globo, da partida entre São Paulo e Internacional pela Taça Libertadores da América. Não é páreo fácil.
Sem a presença do então presidente Lula, que já encabeçava a preferência nas pesquisas de opinião pública como candidato, o pleito presidencial de 2006 teve seu primeiro confronto promovido também pela Band em 14 de agosto, quando somou modestos 3,3 pontos de média na Grande São Paulo.
Na época, cada ponto porcentual na região equivalia a 55 mil domicílios. Atualmente, 1 ponto de audiência corresponde a 56 mil lares na região. Na campanha de 2002, o debate inaugural entre os presidenciáveis ocorreu numa noite de domingo (4 de agosto), com 9 pontos de média e 6 de pico. À época, cada ponto valia quase 10 mil residências a menos que hoje (47 mil).
A expectativa por boa audiência, amanhã, é alimentada pelo “reality” show Polícia 24 Horas, que antecederá o debate. Sob a promessa de mostrar a realidade da polícia de São Paulo, o programa é feito apenas a partir de situações autorizadas pela instituição e dá à Band até 6 pontos de média em São Paulo, índice alto para os parâmetros da emissora.
Cinco blocos
Nos estúdios da Band, o encontro do dia promete dar mais espaço às considerações dos candidatos. Dividido em cinco blocos, o debate será aberto com a resposta de todos os candidatos para uma pergunta única, elaborada pela produção a partir de sugestões de internautas do eband.
A seguir, e até o terceiro bloco, um candidato perguntará a outro, com 30 segundos reservados à questão, 2 minutos para a resposta inicial, mais 1 minuto para réplica e outro minuto para tréplica.
No quarto bloco, os jornalistas Joelmir Beting e José Paulo de Andrade farão perguntas aos aspirantes ao Palácio do Planalto. Um candidato será escolhido para responder e outro para comentar, de modo que todos sejam perguntados e comentem. No quinto bloco, hora da palavra final de cada um, com o clássico vote em mim embutido no discurso.
No caso de um segundo turno, a Band já agendou espaço na agenda dos candidatos para novo debate, em 14 de outubro.
O Grupo Estado promoverá debate entre os candidatos à presidência no dia 22 de setembro, em parceria com a TV Gazeta. A candidata Dilma Rousseff ainda não confirmou presença no encontro.
Tags: Band, debate, Dilma Rousseff, Eleições, José Serra, Libertadores, Marina Silva, Plínio de Arruda Sampaio
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