Agência Brasil
O Palácio do Planalto informou nesta terça-feira, 5, que o diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Luiz Antônio Pagot (PR), será exonerado assim que retornar das férias que tirou logo depois de saber que a presidente Dilma Rousseff exigia seu afastamento do órgão.
De acordo com informações da Secretaria de Imprensa, Pagot deixará em definitivo o cargo assim que retornar ao trabalho.
O diretor do Dnit foi afastado a pedido da presidenta Dilma Rousseff, no último sábado, 2, devido a suspeitas de envolvimento em superfaturamento em obras e licitações de rodovias. O Planalto informou que ele já havia encaminhado o pedido de férias em novembro do ano passado. As férias de Pagot começaram na segunda-feira, 4, e terão a duração de 30 dias.
Nesta terça-feira, após de sua viagem para visitar as obras da Usina de Jirau, no Rio Madeira, em Rondônia, Dilma Rousseff retornou ao Palácio do Planalto e acertou a exoneração de Pagot com a ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann.
Pagot é suspeito de participar de um esquema de superfaturamento em obras públicas, apontado em reportagem da revista Veja. De acordo com a reportagem, representantes do PR, partido do ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento, teriam montado um esquema que incluía o recebimento de propina de empreiteiras. O ministro, no entanto, foi mantido no cargo.
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André Mascarenhas
SÃO PAULO – O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), anunciou no inicio da tarde desta quarta-feira, 9, o reajuste do piso salarial regional do Estado, o “mínimo paulista”. Criado para garantir uma remuneração acima do salário mínimo federal, o valor inicial no Estado será de R$ 600, para a primeira faixa salarial. O mínimo paulista esta dividido em três faixas, e será de R$ 610 na segunda e R$ 620 na terceira. O piso salarial de servidores públicos do Estado também será reajustado para R$ 630.

O governador Geraldo Alckmin evitou comentar a polêmica em torno do mínimo nacional
De acordo com Alckmin, 1,4 milhão de trabalhadores da iniciativa privada, de 105 ocupações, serão beneficiados pela medida. Previsto para entrar em vigor no dia 1º de abril, o reajuste terá de passar agora pela Assembleia Legislativa. O mínimo paulista é voltado para as categorias profissionais que não possuem piso salarial definido por lei federal, convenção ou acordo coletivo de trabalho.
Segundo o secretario estadual de Emprego e Relações do Trabalho, Davi Zaia, os ganhos foram calculados com base na inflação de 2010 e no crescimento da economia paulista em 2009, mesma fórmula utilizada pelo governo federal para calcular o salário mínimo. Em São Paulo, o porcentual de reajuste foi de 7,14% para a primeira faixa salarial, 7,02% para a segunda e 6,9% para a terceira. Os servidores tiveram reajuste de 6,8%. O secretário anunciou também compromisso de, no ano que vem, antecipar a data em que o reajuste passa a vigorar para 1º de março.
Kassab. O reajuste do piso regional de São Paulo foi anunciado no momento em que o governo federal e a oposição discutem no Congresso e com centrais sindicais o valor para o salário mínimo em nível nacional. Com o argumento de que deve manter o equilíbrio das contas públicas, a presidente Dilma Rousseff bateu o martelo em R$ 545, enquanto a oposição tenta desgastar o governo com uma proposta de R$ 600. O valor foi defendido pelo ex-governador José Serra na campanha eleitoral.
Alckmin, no entanto, evitou entrar na polêmica. “Essa é uma questão do governo federal e do Congresso”, desconversou.
A única estocada – ainda que sutil – foi contra o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), seu principal adversário político no Estado. Ao ser questionado sobre os aumentos no metrô, trens e ônibus intermunicipais, que superaram os ganho concedidos aos trabalhadores, Alckmin ponderou: “Nós temos custos específicos, que foram analisados, no caso do metrô, trem e EMTU. Isso é uma análise de custos que foi feita. (O reajuste) está bem abaixo do IGP, que chegou a mais de 11%, e um pouco acima do IPCA. E bem abaixo do (aumento) do ônibus (em São Paulo), que está em R$ 3″, disse, numa alfinetada velada ao prefeito.
Tags: democracia, Geraldo Alckmin, Gilberto Kassab, PSDB, Radar Político, salário mínimo
Alberto Goldman dá um aperitivo nesta quinta, 1 de abril, de como deverá ser o seu governo em substituição a José Serra (PSDB), que se despediu para concorrer à Presidência. A primeira atividade do ainda vice será a liberação do trecho sul do Rodoanel. O que impressiona é o horário: 6h da manhã. O pré-candidato tucano é conhecido por marcar compromissos públicos sempre por volta do meio-dia em diante, além de trabalhar de madrugada, o que pode ser constatado em uma simples visita a seu twitter.
Tags: Alberto Goldman, PSDB, rodoanel, Serra
Por Wilson Tosta
Passageiros depredaram um trem de subúrbio no Rio de Janeiro na sexta-feira, 26. Nenhuma novidade aí: o sistema de transportes públicos que serve aos cariocas vive uma crise prolongada, que já teve composição circulando sem maquinista, Metrô indo para a estação errada, vagões sem ar refrigerado nem luz, tumulto na estação de barcas da Praça 15.
É também muito ineficiente, transportando por ônibus mais de 80% dos passageiros, utilizando veículos que na verdade são caminhões adaptados, desconfortáveis e poluentes.
O novo é que, pelo ponto a que chegou, o problema tem tudo para se transformar em um dos assuntos centrais do debate eleitoral dos fluminenses para renovação do governo estadual em 2010. Uma discussão temperada pela perspectiva da Copa de 2014 e da Olimpíada de 2016, que vão expor o setor a uma demanda inédita de passageiros e à possibilidade de engarrafamento , de colapso – e, temem alguns cariocas, de vexame.
Para os possíveis candidatos ao governo estadual, o tema será campo minado. O governador Sérgio Cabral Filho (PMDB) precisará explicar os problemas do sistema, que, no caso do Metrô, se agravaram depois do início da operação da Linha 1-A, um by pass para ligar diretamente as Linhas 1 e 2, feito pela concessionária, em troca de aumento no tempo de concessão, ocorrida no atual governo.
Mas seus prováveis adversários não estão em situação muito melhor. Fernando Gabeira (PV) terá apoio do PSDB, partido que privatizou Metrô, trens e barcas na gestão Marcello Alencar (1995-1998) – nesse processo, alguns especialistas localizam o agravamento das condições de transporte – e não poderá atacar a questão por aí. Anthony Garotinho (PR), ex-governador, também não tem discurso para o setor sem se arriscar a ser cobrado pelo que não fez.
Outro fator potencialmente explosivo para os candidatos é que o empresariado de ônibus é em geral apontado como financiador de campanhas eleitorais, e com essa turma, nenhum político quer briga.
A suspeita nunca foi provada, mas é voz corrente nos meios políticos que o pagamento (claro, não oficial) de campanhas eleitorais no passado ajudou muita gente, tendo como resultado o absoluto atraso do Rio no transporte público.
Na região metropolitana fluminense, os vários modais não se falam, diferentemente do que ocorre em grandes cidades do mundo, nas quais trens, metrô, ônibus etc formam sistemas unificados. Uma proposta de unificação dos transportes gestada na UFRJ no início da década, que tiraria das ruas 1/4 dos ônibus, ficou no papel.
E o pior é que as perspectivas não são boas. Uma nota técnica da Gerência de Infraestrutura e Novos Investimento da Diretoria de Desenvolvimento Econômico da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan), divulgada no mês passado, colocou em dúvida a solução da prefeitura do Rio para o transporte coletivo até as Olimpíadas, os BRTs, quatro corredores exclusivos para ônibus.
“Mantida a condição atual das infraestruturas de mobilidade, as perdas geradas pelos congestionamentos poderão chegar a R$ 34 bilhões em 2016 – o equivalente a um quarto do PIB carioca hoje”, diz o documento. O estudo afirma que em 2016 as vans transportarão, por hora, mais passageiros que os BRTs, e os ônibus terão 86% das viagens. O resultado será a ocorrência de engarrafamentos de até 154 quilômetros no ano olímpico.
Prefeitura e governo estadual, claro, odiaram o estudo. Mas o problema é real e deverá ocupar candidatos e partidos em 2010.
Tags: eleições 2010, Fernando Gabeira, Garotinho, Marcello Alencar, Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, transporte público
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