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Agência Brasil

BRASÍLIA – Os líderes do PSDB e do PT começam a preparar suas bancadas para os depoimentos dos governadores de Goiás, Marconi Perillo, e do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Cachoeira.

O primeiro a depor, nesta terça-feira, 12, será Perillo. Os petistas estão preparados para cobrar esclarecimentos sobre a venda da casa do governador goiano, local onde o empresário Carlos Augusto de Almeida Ramos, o Carlinhos Cachoeira, foi preso pela Polícia Federal suspeito de explorar jogos ilegais e subornar agentes públicos. Diversas pessoas envolvidas na venda da casa prestaram depoimentos contraditórios para os parlamentares sobre a negociação de compra e venda da casa do governador.

Após reunião com as bancadas do partido na Câmara e no Senado, o líder do PT, deputado Gilmar Tatto (PT-SP), disse que os petistas irão insistir na proximidade de Marconi Perillo com Cachoeira. “Eu sei que é difícil explicar essa relação íntima que ele tem com o Carlinhos Cachoeira, que é o chefe do crime organizado em Goiás. Até porque, se existia a contravenção no estado de Goiás, a responsabilidade de combatê-la é do governador. Os delegados [da Polícia Federal] que vieram prestar esclarecimentos aqui na CPMI disseram claramente: o governador Marconi Perillo vendeu a casa dele para o Cachoeira. O Carlinhos Cachoeira foi preso pela Polícia Federal na casa que era do governador. Tanto ele era íntimo do Cachoeira que ligou para dar parabéns no aniversário”, declarou.

Já sobre o depoimento do governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, na quarta-feira, 13, o líder petista garantiu que o partido estará unido para defender o governador. Agnelo é citado em gravações telefônicas feitas com autorização da Justiça pela Polícia Federal de conversas do grupo de Cachoeira com funcionários do alto escalão do governo do Distrito Federal (GDF). As gravações dão a entender que o governador do PT também se beneficiava do esquema criminoso. Além disso, a Construtora Delta, que é apontada pela PF como um instrumento de Cachoeira para o pagamento de propinas a agentes públicos, tem contratos com o GDF.

“O contrato da Delta foi uma decisão judicial. Não foi o Agnelo que contratou a Delta, que fez a licitação. Quando ele assumiu o governo do Distrito Federal tinha uma decisão judicial para manter a Delta. Mesmo assim ele fez uma auditoria no mês de janeiro, logo que assumiu, e reduziu o contrato em 40%. Então olha a diferença [entre Agnelo e Perillo]”, disse Tatto.

Já os parlamentares tucanos tentam desconstruir as denúncias sobre as relações de Perillo com Cachoeira e buscar denúncias antigas para embasar o ataque a Agnelo Queiroz. Para o líder do PSDB no Senado, Álvaro Dias (PSDB-PR), não há contradição entre a explicação dada pelo governador goiano para a venda da casa e os depoimentos prestados até agora na CPMI. “O que eu tenho ouvido é uma só versão insistentemente repetida: o governador vendeu para [o ex-vereador Wladmir] Garcez e recebeu em cheque. Garcez vendeu para [professor] Walter Paulo [Santiago], que pagou em dinheiro. Só há uma versão. Se é um negócio lícito ou não, certamente a CPMI terá oportunidade de julgar quando votar o relatório final”, ressaltou o líder tucano.

Dias garante que o partido vai procurar ser imparcial e não atacar o governador petista gratuitamente em seu depoimento na CPMI. Mas usou um tom irônico ao se referir às explicações que Agnelo terá que oferecer aos parlamentares em seu depoimento. “Não há espaço para agressão desnecessária. O questionamento tem que ser duro, todos os fatos revelados devem ser investigados e nós vamos dar oportunidade ao governador de Brasília de esclarecer todas as denúncias que pesam contra ele. Aliás, uma enxurrada de denúncias há vários anos, antes de ser governador, depois de governador, denúncias velhas, denúncias novas. Ele terá certamente a oportunidade de responder”, disse o senador.

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Bruno Boghossian, do estadão.com.br, com informações da Agência Estado

(Atualizado às 20h45)

O prefeito de São Paulo e fundador do PSD, Gilberto Kassab, foi vaiado ao ser apresentado como representante da “base aliada” durante a festa de aniversário de 32 anos do PT, em Brasília. As autoridades e lideranças petistas aplaudiram, mas parte do público presente vaiou o prefeito, ex-integrante do DEM.

Kassab foi chamado pelos locutores do evento durante a apresentação dos “representantes dos partidos que compõem a nossa base aliada”. Ele, no entanto, sempre afirmou que o PSD é uma legenda “independente” – apesar de acompanhar o governo Dilma Rousseff com frequência no Congresso.

Sem demonstrar nenhum constrangimento, Kassab sentou-se na segunda fila da mesa de convidados, entre ministros de estado, ex-presidentes do PT e o presidente nacional do PCdoB, Renato Rabelo.

A presidente Dilma Rousseff e o ex-ministro José Dirceu foram os mais festejados pela militância durante a comemoração. Dilma se sentou ao lado do presidente do partido, Rui Falcão, e do presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS). Maia entrou recentemente em rota de colisão com o Palácio do Planalto devido ao não nomeação de um afilhado político para cargo no Banco do Brasil.

Para tentar desfazer o clima de animosidade com o Planalto, o presidente da Câmara fez um discurso enfático, recheado de elogios a presidente Dilma Rousseff. Ela manteve-se, no entanto, impávida, sem demonstrar nenhum entusiasmo com as palavras de Maia.

Impedido de ir ao encontro por recomendação médica, o ex-presidente Lula mandou uma carta lida pelo presidente Rui Falcão. Lula lamentou não estar presente ao encontro.

A senadora Marta Suplicy, que criticou as negociações entre o PT e Kassab para a formação de uma aliança para as eleições para a Prefeitura de São Paulo, não compareceu ao evento. Ela enviou uma carta em que parabeniza o partido e pede que a sigla se mantenha fiel a seus princípios.

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do estadão.com.br

O PT comemora 32 anos nesta sexta-feira, 10, e a festa do partido serviu de motivo para reações contra e a favor à sigla no Twitter. As hashtags #CorruPtosDay e #PT32Anos dominaram o ranking brasileiro de assuntos mais comentados na rede desde a manhã.

Críticas, como “O PT faz aniversário e que paga a conta é você” começaram a surgir já na noite de quinta-feira, 9. No começo da manhã desta sexta, tweets com críticas à corrupção e menções ao aniversário do partido fizeram o termo #CorruPtosDay liderar os Trending Topics do Brasil. Usuários com muitos seguidores e políticos de outras siglas incentivaram a campanha.

Em resposta, filiados e simpatizantes do PT reagiram e colocaram a #PT32Anos no ranking. No início da tarde, o CorruPtosDay continuava em primeiro e a pró PT estava em terceiro. Quando o ranking levava em consideração só o Estado de São Paulo, a #PT32Anos estava em segundo.

O PT vai comemorar os 32 anos da sigla em um encontro nacional em Brasília. A presidente Dilma Rousseff vai comparecer. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva não irá em razão do tratamento contra o câncer na laringe.

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O PSDB divulgou nota nesta terça-feira, 24, acusando o PT de mentir sobre a reintegração de posse ocorrida no último final de semana no Pinheirinho, em São José dos Campos.  ”É  temerário que, mal se tenha iniciado o processo eleitoral deste ano, o PT já disponha de uma fábrica tão ampla de mentiras. Pior ainda é ver esse projeto de poder ser traçado às custas da ordem democrática e do sofrimento de pessoas que os petistas, hipocritamente, fingem confortar”, diz a nota, assinada pelo presidente interino da legenda, Alberto Goldman.

A nota traz uma série de críticas à “deplorável” intervenção do ministro-chefe da Secretária-Geral da Presidência, que na segunda-feira, 23, classificou como “grave” que o secretário nacional de Articulação Social tenha tomado um tiro com bala de borracha e comparou a ação a uma “praça de guerra”. O terreno foi desocupado após decisão judicial que determinou a reintegração de posse da área, que pertence à massa falida da Selecta S/A, do empresário Naji Nahas.

 

 

“Ao politizar um assunto que se transformou em drama que sensibiliza a todos nós, mas sobre o qual nunca procurou encontrar uma solução, o ministro ignorou o princípio da separação entre os poderes e a autonomia dos entes federativos. Mais: ao dizer que o “método” do governo federal não é esse, sugeriu à nação que não se acatem decisões judiciais. Fato grave quando a atitude vem de um ministro que tem a obrigação de zelar pela Constituição”, diz ainda o documento.

Para o PSDB, o cumprimento da decisão judicial ordenando a reintegração de posse fez o PT movimentar “seus tentáculos políticos e sua máquina de desinformação, com o intuito de atingir três metas: culpar o Governo do Estado pelo fato, caracterizar como de extrema violência a intervenção policial no local e se apresentar como paladino da justiça social, fazendo falsas promessas e criando expectativas irreais para os moradores do local”.

De acordo com a nota, o ministro e o PT criaram a “falsa expectativa” de resolver a questão. “O Governo Federal poderia ter publicado decreto de desapropriação da área, mas não o fez”, acusa o PSDB. “O governo de São Paulo agiu em cumprimento de determinação do Judiciário, e a operação foi comandada diretamente pela Presidência do  Tribunal de Justiça paulista. Enquanto o governo federal só agride, o governo paulista e a prefeitura do município providenciam a ajuda necessária para minorar o sofrimento das famílias desalojadas”, diz ainda.

Nesta terça-feira, 24, casas da ocupação do Pinheirinho começaram a ser demolidas e um caminhão foi incendiado. Também nesta terça, o arquiteto Cláudio Acioly, da ONU, criticou o processo de reintegração de posse executado na região.

Leia a nota na íntegra:

“É deplorável a intromissão do governo federal, através do ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, no processo de reintegração de posse da área invadida do Pinheirinho, em São José dos Campos. Ao politizar um assunto que se transformou em drama que sensibiliza a todos nós, mas sobre o qual nunca procurou encontrar uma solução, o ministro ignorou o princípio da separação entre os poderes e a autonomia dos entes federativos. Mais: ao dizer que o “método” do governo federal não é esse, sugeriu à nação que não se acatem decisões judiciais. Fato grave quando a atitude vem de um ministro que tem a obrigação de zelar pela Constituição.

O método do ministro e de seu governo é conhecido. O cumprimento da decisão judicial fez com que o PT movimentasse todos seus tentáculos políticos e sua máquina de desinformação, com o intuito de atingir três metas: culpar o Governo do Estado pelo fato, caracterizar como de extrema violência a intervenção policial no local e se apresentar como paladino da justiça social, fazendo falsas promessas e criando expectativas irreais para os moradores do local.

Criaram, o ministro e seu partido, nos moradores do Pinheirinho, uma falsa expectativa, nunca concretizada, de resolver a questão. Ao invés de fazer proselitismo político, o Governo Federal poderia ter publicado decreto de desapropriação da área, mas não o fez.

É  temerário que, mal se tenha iniciado o processo eleitoral deste ano, o PT já disponha de uma fábrica tão ampla de mentiras. Pior ainda é ver esse projeto de poder ser traçado às custas da ordem democrática e do sofrimento de pessoas que os petistas, hipocritamente, fingem confortar.

O governo de São Paulo agiu em cumprimento de determinação do Judiciário, e a operação foi comandada diretamente pela Presidência do  Tribunal de Justiça paulista. Enquanto o governo federal só agride, o governo paulista e a prefeitura do município providenciam a ajuda necessária para minorar o sofrimento das famílias desalojadas.

Brasília, 24 de Janeiro de 2012
ALBERTO GOLDMAN
Presidente Interino
Comissão Executiva Nacional”

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do estadão.com.br

Ao avaliar o desempenho do PT em São Paulo em 2011, o presidente do Diretório Estadual da sigla, deputado estadual Edinho Silva, reforçou a intenção de o partido usar as eleições de 2012 para dar força à campanha pela reeleição da presidente Dilma Rousseff e para disputa do governo do Estado. Entre as estratégias está a formação de alianças,  ação que repete o movimento da sigla no restante do País. Conforme revelou o estadão.com.br no domingo, 25, o PT estuda abrir mão da cabeça de chapa em cidades estratégicas para garantir apoio em 2014.

“Eleições de 2012 serão fundamentais para que a gente possa chegar com força política nas eleições de 2014″, disse o deputado em vídeo publicado em seu site. Edinho Silva destacou também o foco do partido na disputa pelo governo de São Paulo, tradicional reduto tucano. “[Queremos] acabar com essa história de que São Paulo é reduto da oposição e dos setores conservadores.”

Segundo Edinho, em São Paulo a sigla fechou 2011 com a tática eleitoral definida para as principais cidades do Estado, com objetivo de “aumentar o número de vereadores, prefeitos e prefeitas”. “Ou nós lançamos candidatura própria ou nós estaremos na política de alianças. O mais importante é que o partido em vez de ficar, em 2012, em disputas internas, vá para sociedade debater propostas e soluções de problemas”, disse sem mencionar os municípios.

De acordo com documento obtido pelo Estado, o PT estuda abrir mão da cabeça de chapa em até 40 das 118 capitais e cidades com mais de 150 mil eleitores. O PMDB seria o maior beneficiário dessa ação, na tentativa de afagar a sigla aliada na primeira eleição municipal da gestão de Dilma.

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Jair Stangler, do Estadão.com.br

O ex-ministro Jose Dirceu comentou nesta segunda-feira, 19, a anulação das provas da operação Boi Barrica, da Policia Federal, que implicava Fernando Sarney, filho do presidente do Senado, Jose Sarney. Segundo Dirceu, “se o Superior Tribunal de Justica anulou é porque eram nulas.”

“O que precisa é ao formar provas e ao buscar provas, se manter dentro da lei”, disse ainda. “Já houve problema da Satiagraha também. O agente público, seja investigador, seja quem preside o inquérito, tem de se ater a lei. Provas que infringem os dispositivos legais são nulas. Eu não conheço o processo, não posso afirmar no caso específico, desse processo do Maranhão. O caso da Satiagraha eu conheço. Eu acompanhei e sei que muitas das provas são nulas. Mas o STJ é um tribunal bastante representativo, tem jurisprudencia bastante consolidada sobre essas questões. De qualquer forma cabe recurso ainda, Ministério Público deve recorrer”, declarou.

Para ele, o caso do filho de Sarney não tem relacao com o seu – Dirceu é acusado de ser o mandante no caso do mensalão. “Meu caso é falta de provas, ausência de provas. É só ler as minhas alegações e as alegações do procurador e comparar”, concluiu.

Dirceu partcipou nesta segunda-feira, 19, do lançamento do site Brado Retumbante, idealizado pelo jornalista Paulo Markun. Também estiveram presentes ao evento, que aconteceu no Museu da Imagem e do Som em São Paulo, o vereador Agnaldo Timóteo (PR), o ex-governador de São Paulo, José Serra (PSDB), a senadora Marta Suplicy (PT), o senador Eduardo Suplicy (PT-SP), o vereador Netinho de Paula (PCdoB) e o ex-locutor Osmar Santos, entre outros.

Boi Barrica. No caso da Boi Barrica, os ministros da 6.ª Turma do tribunal consideraram ilegais interceptações telefônicas feitas durante as investigações, o que no entender do STJ contamina as provas contra os réus, entre os quais Fernando Sarney, acusado de crimes financeiros e lavagem de dinheiro.

Revelações sobre a Boi Barrica, feitas pelo Estado de S. Paulo, em 2009, levaram a Justiça a decretar censura ao jornal, acolhendo pedido do empresário Fernando Sarney, filho do senador.

 

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Jair Stangler, do Estadão.com.br

Para o ex-ministro José Dirceu, “crise política, saída de ministro e denúncia de corrupção faz parte de governador, prefeito e presidenta”. De acordo com ele, que participou de evento em São Paulo nesta segunda-feira, 19, a presidente Dilma Rousseff tem dado resposta adequada.

“Até porque tem dado autonomia o Ministério Público, o Tribunal de Contas da União, a Controladoria-Geral da União. Isso não significa pré-julgar e condenar os ministros que saíram. É a Justiça que tem de dizer”, afirmou. Ele defendeu ainda que a reforma política seja feita e que se melhore a gestão pública.

Ele elogiou o desempenho do governo Dilma na crise econômica, dizendo que o País vai criar mais de 2,5 milhões de emprego e vai crescer. Afirmou que a presidente lançou programas importantes, como o Brasil sem Miséria, e deu continuidade a outros, como o programa de investimentos da Petrobrás. Segundo ele, a presidente está cuidando dos dois principais problemas do País: educação e inovação tecnológica.

Dirceu partcipou nesta segunda-feira, 19, do lançamento do site Brado Retumbante, idealizado pelo jornalista Paulo Markun. Também estiveram presentes ao evento, que aconteceu no Museu da Imagem e do Som em São Paulo, o vereador Agnaldo Timóteo (PR), o ex-governador de São Paulo, José Serra (PSDB), a senadora Marta Suplicy (PT), Eduardo Suplicy (PT-SP), o vereador Netinho de Paula (PCdoB) e o ex-locutor Osmar Santos, entre outros.

 

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Jair Stangler, do Estadão.com.br

O ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu (PT), afirmou nesta segunda-feira, 19, em São Paulo, que a tendência é que a Comissão da Verdade seja aprovada no Congresso. “Está bem construída a proposta de consenso, espero que ela passe na Câmara e depois no Senado”, declarou.

“Me perguntaram aqui o que ainda resta da ditadura. Se tem algo muito grave que resta da ditadura é a memória histórica e, principalmente, dos mortos e desaparecidos. Os familiares dos mortos e desaparecidos não saberem da verdade e não terem acesso aos restos mortais de seus entes queridos e poderem dar a eles um enterro segundo a convicção religiosa de cada família. Isso o País deve a si mesmo e as Forças Armadas devem ao País”, declarou o ex-ministro, que foi preso e exilado durante o período.

Para ele, não compromete a possível escolha de um ex-preso, deputado Emiliano José (PT-BA), para relatar o processo na Câmara. Questionado sobre se seria o caso de investigar também os grupos de guerrilha, o petista rejeitou a tese. “Já fomos investigados, fomos processados, fomos torturados, muitos foram assassinados, cumprimos pena, fomos para o exílio. Quem devia ser investigado são os que nos torturaram, nos prenderam ilegalmente, deram o golpe. É bom ficar na Lei da Anistia”, afirmou.

Dirceu partcipou nesta segunda-feira, 19, do lançamento do site Brado Retumbante, idealizado pelo jornalista Paulo Markun. Também estiveram presentes ao evento, que aconteceu no Museu da Imagem e do Som em São Paulo, o vereador Agnaldo Timóteo (PR), o ex-governador de São Paulo, José Serra (PSDB), a senadora Marta Suplicy (PT), Eduardo Suplicy (PT-SP), o vereador Netinho de Paula (PCdoB) e o ex-locutor Osmar Santos, entre outros.

 

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Jair Stangler, do Estadão.com.br

Para o ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu, o apoio dado pela corrente Construindo um Novo Brasil, a mais forte hoje dentro do PT, ao ministro da Educação Fernando Haddad para a disputa da Prefeitura de São Paulo, é importante, mas não encerra a discussão. De acordo com Dirceu, o resultado já era esperado. “O Haddad está percorrendo os diretórios, está tentando se viabilizar, mas está indefinido ainda”, diz.

O líder petista defendeu o nome do ministro para a disputa. “Desde o começo eu disse que não só em São Paulo, como em todo o Brasil, nós temos que buscar a renovaçao, mas reconheço que a Marta é uma candidata forte, que tem base social, eleitoral, tem apoios importantes dentro do PT”, disse. “Se ela e o Haddad não chegarem a um consenso, nós vamos ter prévias“, completou. Já a senadora  Marta Suplicy (PT), também presente ao mesmo evento em São Paulo, não quis dar entrevista.

Dirceu também duvidou de uma eventual candidatura do ex-prefeito de São Paulo e ex-governador José Serra (PSDB). Em sua avaliação, o tucano vai tentar novamente a disputa pela Presidência da República em 2014. “Eu acho que o PSDB sempre tem chance porque é um partido forte na capital e no Estado. Mas o PT já venceu duas eleições em São Paulo e tem chance também”, destacou. Ele considera que o próprio PSDB esteja pensando em renovação. “É o que eu sinto conversando com lideranças do PSDB”, declarou.

“Precisa ver qual posição o prefeito (Gilberto) Kassab (PSD) vai adotar, o (Gabriel) Chalita (PMDB) tem 15% de votos. Vai ser uma eleição muito disputada. Ainda tem Netinho…”, ponderou. Ele descartou uma eventual candidatura do senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB) e considera que Kassab deve apoiar ou o vice-governador do Estado Afif Domingos (PSD) ou o secretário municipal de Meio Ambiente Eduardo Jorge (PV).

Dirceu partcipou nesta segunda-feira, 19, do lançamento do site Brado Retumbante, idealizado pelo jornalista Paulo Markun. Também estiveram presentes ao evento, que aconteceu no Museu da Imagem e do Som em São Paulo, o vereador Agnaldo Timóteo (PR), o senador Eduardo Suplicy (PT-SP), o vereador Netinho de Paula (PCdoB) e o ex-locutor Osmar Santos, entre outros.

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