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Luciana Nunes Leal, de O Estado de S.Paulo

Adversária ferrenha de Sérgio Cabral (PMDB), a família Garotinho participou na manhã de segunda-feira, 7, da reunião convocada pelo governador para organizar a passeata contra mudanças nas regras de distribuição dos royalties do petróleo e, à tarde, fez um agrado ao PSDB. Do Palácio Guanabara, sede do governo, a deputada estadual Clarissa Garotinho, filha do ex-governador e deputado federal Anthony Garotinho, ambos do PR, foi direto para seminário organizado pelo Instituto Teotônio Vilela (ITV), centro de formação política do PSDB.

“É importante ouvir pessoas diferentes que pensam o Brasil, que tiveram oportunidade de governar, que têm função pública”, disse Clarissa ao final do seminário, que teve palestras de antigos colaboradores do governo Fernando Henrique, como Persio Arida, Edmar Bacha, Gustavo Franco e Armínio Fraga. O encontro reuniu os principais líderes tucanos: Fernando Henrique Cardoso, José Serra, Aécio Neves, Geraldo Alckmin e Antonio Anastasia.

No Rio, o PR busca partidos para formar uma aliança de oposição ao prefeito Eduardo Paes (PMDB), aliado de Cabral e da presidente Dilma Rousseff e candidato à reeleição em 2012. Clarissa disse que foi ao seminário tucano a convite do presidente do PSDB fluminense, deputado estadual Luiz Paulo Corrêa da Rocha.

 

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Andrea Jubé Vianna, da Agência Estado em Brasília

A crise no Partido da República (PR) não se limita às divergências com o Planalto, que levaram a Executiva Nacional a se desligar da base aliada ao governo no Congresso. As turbulências internas deixam o ambiente ainda mais conflagrado no partido: o senador Clésio Andrade (PR-MG), vice-presidente da legenda, revogou nesta terça-feira, 20, a procuração em que conferia poderes ao deputado Valdemar Costa Neto (PR-SP) para representá-lo na Executiva Nacional. É mais um capítulo na crise que se abateu sobre o partido desde a demissão do presidente da sigla, senador Alfredo Nascimento (PR-AM), do cargo de ministro dos Transportes.

Clésio formalizou a decisão em ofício encaminhado nesta terça-feira ao presidente da sigla, Alfredo Nascimento. No documento, o mineiro comunica, ainda, que passará a exercer “plenamente suas atribuições estatutárias”, participando de todas as reuniões da legenda. A iniciativa coloca Clésio em rota de colisão frontal com os principais dirigentes do PR: o secretário-geral da sigla, Valdemar Costa Neto, e seu aliado, Alfredo Nascimento.

O senador mineiro tem dois motivos principais para confrontar Costa Neto e Nascimento. O mais recente diz respeito às eleições municipais de 2012. Costa Neto estaria utilizando a procuração de Clésio para esvaziar os diretórios municipais do PR em Minas Gerais controlados pelo mineiro e retirar poderes de seus apadrinhados. A estratégia fragiliza os poderes de Clésio no Estado, ao mesmo tempo em que fortalece outro aliado de Costa Neto, o também mineiro e líder do PR na Câmara, Lincoln Portela.

Clésio também havia divergido de Costa Neto e Nascimento quanto à saída do PR da base aliada, motivada pelos escândalos de corrupção na pasta dos Transportes. Após a demissão de Nascimento do comando da pasta, o PR decidiu desligar-se da base aliada ao governo. Clésio – que é vice-líder do PR no Senado – continua sendo um dos interlocutores do partido com o Planalto.

 

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Agência Brasil

O ex-ministro dos Transportes e presidente nacional do PR, senador Alfredo Nascimento (AM), considerou que o relatório da Controladoria-Geral da União (CGU), que aponta irregularidades em obras da Pasta, não responsabilizou nenhum integrante da equipe chefiada por ele. Em nota, assinada pelo partido, a avaliação é que “as conclusões nesta quinta-feira, 8, apresentadas não esclarecem o suposto envolvimento de integrantes da equipe que (Nascimento) liderou em sua última gestão na alegada prática de irregularidades no âmbito do Ministério dos Transportes”.

Na nota, o PR alega ainda que não foram apresentadas provas sobre as denúncias veiculadas na imprensa e diz que Nascimento “mantém sua determinação de ver as suspeitas esclarecidas de modo cabal”.

A CGU auditou 17 processos de licitação e contratos de órgãos vinculados ao ministério e constatou 66 irregularidades, que apontam prejuízo potencial de R$ 682 milhões, em um total de R$ 5,1 bilhões fiscalizados. A auditoria especial, solicitada pela presidenta Dilma Rousseff, encontrou ainda falhas em projetos que, na opinião da CGU, propiciam o superfaturamento das obras.

No Senado, a oposição aproveitou a divulgação do relatório da CGU para insistir na necessidade de instalação de uma comissão parlamentar de inquérito (CPI) para investigar as denúncias de corrupção nos Transportes. O líder do PSDB, senador Álvaro Dias (PR), disse que apenas algumas obras foram auditadas e que o rombo pode ser muito maior. “Por ser um órgão de governo, já é uma contribuição inesperada. Agora, cabe a nós, numa CPI, continuar as investigações para encontrar os culpados”.

Já o senador Jorge Viana (PT-AC) considera que a CPI será apenas “palanque político que paralisa o País” e que o relatório da CGU é uma demonstração de que o governo está combatendo a corrupção de maneira eficiente. Segundo ele, os problemas técnicos na formulação dos projetos de engenharia encontrados no Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) são provocados por falhas na Lei de Licitações, que considerou obsoleta. “Uma maneira mais efetiva de o Senado combater a corrupção, em vez de criar palanque, é fazer uma lei moderna de licitações”, sugeriu.

Em junho, denúncias de corrupção no Dnit e na empresa estatal que cuida das ferrovias, a Valec, provocaram a queda da cúpula do setor de transportes do governo. Mais de 20 pessoas foram afastadas e o ministro Alfredo Nascimento e o diretor do Dnit Luiz Antônio Pagot foram demitidos. O episódio levou ao rompimento do PR com o governo da presidenta Dilma Rousseff e à saída do partido da base de sustentação do governo no Congresso.

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Rafael Moraes Moura, da Agência Estado

O deputado Anthony Garotinho (PR-RJ) disse nesta quinta-feira, 25, que o PR tem de tomar uma decisão para definir se faz parte do governo ou da oposição, caso contrário parece fazer “chantagem”. O partido saiu da base aliada, anunciando “independência”, após a crise política provocada pela demissão do então ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento.

 

“Não existe isso (neutralidade). Existe governo e oposição. Não existe neutralidade”, disse Garotinho, antes de se encontrar no Palácio do Planalto com o ministro Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral da Presidência). “O partido tem que tomar uma posição. Esse negócio de independência isso é chantagem. O partido tem que tomar uma decisão, ou é governo ou é oposição.” O encontro com Gilberto Carvalho foi pedido pelo próprio Garotinho.

O anúncio da saída do partido da base do governo foi feito na semana passada pelo senador Alfredo Nascimento. Três dias depois, a ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, fez um pedido para o partido voltar a integrar a base aliada. O líder da sigla na Câmara, Lincoln Portela (MG), afirmou que o PR não tinha pressa para responder o convite.

Na terça-feira, 23, no entanto, Lincoln Portela assinou o pedido de criação da CPI mista da Corrupção apresentado pela oposição. “Realmente, o líder ter assinado a CPI vai na contramão de todos os gestos que estávamos praticando. Agora, é um pouco mais de paciência e litros de saliva”, disse Ideli, nesta quinta. / Colaborou Denise Madueño

Atualizado às 14h41

 

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Eduardo Rodrigues, da Agência Estado

O líder do PR na Câmara, deputado Lincoln Portela (MG), afirmou após reunião com a ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, nesta sexta-feira, 19, que o governo fez um pedido para o partido voltar a integrar a base aliada. Em reunião de mais de uma hora, a ministra afirmou, segundo relato do deputado, que o governo deseja manter a base unida para as próximas votações no Congresso, mas não entrou em detalhes em relação a projetos específicos e nem falou sobre uma eventual liberação de emendas.

No entanto, de acordo com Portela, como a decisão do partido em deixar a base governista foi tomada em conjunto com lideranças e militância de todo o País, uma resposta só poderá ser dada após uma consulta ampla com deputados, senadores e filiados. “Não temos condição de tomar essa decisão rapidamente”, disse. Na terça-feira, 16, o presidente da sigla, o senador Alfredo Nascimento (AM), anunciou a “declaração de independência” do partido da base de sustentação do governo no Congresso. Nascimento deixou o comando do Minsitério dos Transportes após denúncias de corrupção contra a pasta, que resultaram na demissão de 27 pessoas, parte delas ligadas ao PR.

O líder acrescentou que uma resposta positiva não está condicionada à ocupação de cargos no governo. “O partido ainda tem muitos cargos no governo que foram colocados à disposição para que isso seja uma questão da presidente Dilma Rousseff”.

Já o vice-líder do governo na Câmara, Luciano Castro (PR-RR), também presente à reunião com Ideli, afirmou que não irá deixar no momento essa função. Segundo ele, a sua escolha foi uma decisão pessoal da presidente e não uma indicação do partido. Ainda de acordo com ele, conversa com a ministra Ideli deve ser um primeiro passo na busca de um entendimento, sem prazo para ser estabelecido.

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Andrea Jubé Vianna, da Agência Estado

BRASÍLIA - O líder do PR no Senado, Magno Malta (ES), e o presidente nacional do partido, senador Alfredo Nascimento (AM), estão reunidos neste momento para discutir o desligamento da legenda da base aliada ao governo no Congresso. Malta resiste ao anúncio e defende a continuidade da aliança. Mais cedo, o líder do PR na Câmara anunciou que o partido deixará a base aliada.
 
“Eu não sou criança para anunciar outra coisa agora, eu sou homem de uma palavra só”, protestou Malta, afirmando que ninguém manda nele. O líder do PR mantém um cargo no Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit): Maurício Malta, irmão de Magno Malta, é assessor parlamentar da autarquia. Sobre isso, o senador declarou que se trata de um cargo técnico que está “à disposição da presidente Dilma Rousseff”.
 
Além de Malta, o vice-líder do PR, senador Clésio Andrade (MG) e outros senadores da legenda também resistem à saída do PR da base aliada. O PR tem 41 deputados federais e sete senadores. Malta lembrou que na última semana anunciou no plenário o desligamento do PR do bloco governista no Senado. Isso significava apenas a desvinculação do bloco liderado pelo PT (que ainda abrange PR, PSB, PCdoB e PRB), mantendo o partido na condição de “apoio crítico” ao governo.
 
O anúncio de independência a ser feito por Alfredo Nascimento significaria o rompimento dos laços, com a devolução de todos os cargos remanescentes do PR no governo.  O pronunciamento de Nascimento está previsto para ser realizado ao final das votações do dia no plenário, as quais deverão se estender noite adentro.

Enquanto isso, a presidente Dilma Rousseff prossegue a rodada de negociações com os partidos, com objetivo de acalmar a base aliada. Às 19 horas, no Palácio do Planalto, se reunirá com os lideres do PSB, PC do B e PDT, além da ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti e do vice-presidente, Michel Temer, convocado para ajudá-la nas negociações com os partidos da base rebelados no Congresso Nacional. Na segunda-feira, 15, Dilma se reuniu com as lideranças do PT e do PMDB.

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Andrea Jubé Vianna, da Agência Estado

BRASÍLIA - O líder do PR na Câmara, deputado Lincoln Portela (MG), declarou na tarde desta terça-feira, 16, que o Partido deixará a base aliada no Congresso. O presidente nacional do PR, senador Alfredo Nascimento (AM), deve formalizar o anúncio num pronunciamento previsto para o final da ordem do dia do plenário. Esse discurso estava programado para as 15 horas, mas acabou adiado devido à resistência de alguns senadores do partido.

Nascimento adiantou que a postura a ser assumida pelo PR “não será irresponsável nem de revanchismo”, já que o partido ajudou a construir o projeto de governo. Afirmou que a sigla “não vai afrontar” o governo, nem apoiar requerimentos de comissões parlamentares de inquérito (CPIs) contra o Planalto. Lincoln Portela afirmou que o anúncio corresponde à posição da maioria dos 48 parlamentares do partido, que foram ouvidos na semana passada.

A resistência de alguns senadores à independência refere-se aos cargos que o partido ainda mantém no governo. Segundo Portela, “o partido colocará os cargos à disposição do governo”. Questionado se o ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos – que é filiado ao PR – teria de entregar o cargo, Alfredo Nascimento respondeu aos repórteres que “isso tem que ser perguntado a ele”. Mas no depoimento prestado nesta terça na Comissão de Infraestrutura do Senado, Passos afirmou que o seu cargo pertence à presidente Dilma Rousseff e não ao partido. O PR, alvo de faxina promovida pela presidente Dilma Rousseff no Ministério dos Transportes, vem se mostrando ressentido com a presidente devido à forma como a onda de denúncias foi conduzida pelo governo.

Enquanto isso, a presidente Dilma Rousseff prossegue a rodada de negociações com os partidos, com objetivo de acalmar a base aliada. Às 19 horas, no Palácio do Planalto, se reunirá com os lideres do PSB, PC do B e PDT, além da ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti e do vice-presidente, Michel Temer, convocado para ajudá-la nas negociações com os partidos da base rebelados no Congresso Nacional. Na segunda-feira, 15, Dilma se reuniu com as lideranças do PT e do PMDB.

 

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Uma carta de autoria atribuída ao vereador Agnaldo Timóteo (PR) indica a cobrança de propina por ‘oportunistas’ de seu partido. Segundo reportagem da Folha de S.Paulo desta quinta-feira, 21, Timóteo usou a carta para se explicar sobre a demissão da filha de seu aliado, o empresário Geraldo de Souza Amorim.

ÁUDIO: Agnaldo Timóteo nega saber sobre esquema de propina

Na carta, que tem papel timbrado da Câmara Municipal de São Paulo e teve firma reconhecida pelo 3º Tabelião de Notas de São Paulo, de acordo com o jornal, o vereador questiona o empresário: “Você se lembra, Geraldo, que os oportunistas do meu partido te exigiram R$ 300.000 mensais? E eu pergunto: te pedi alguma coisa para levá-lo ao nosso ministro? Pedi alguma coisa para levá-lo à mesa do prefeito Kassab?”

A GSA, empresa da qual Geraldo era sócio, obteve em 2004 autorização da Rede Ferroviária Federal para instalar em terreno da antiga estatal a Feira da Madrugada, que reúne ambulantes no bairro do Pari, no centro de São Paulo. A partir da carta, o deputado Ivan Valente (PSOL-SP) protocolou uma representação no Ministério Público Federal em São Paulo.

Timóteo diz ainda na carta que ‘os maus conselheiros te levaram a peitar o Waldemar (sic) e, lamentavelmente, te ajudaram a perder sua galinha com ovos de ouro. Que pena!’. Segundo a reportagem, o Valdemar citado seria o deputado Valdemar da Costa Neto. Procurados pelo jornal, Valdemar negou cobrança de propina e Agnaldo Timóteo não quis comentar o caso.

Leia a reportagem na íntegra aqui.

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Leonêncio Nossa, da Agência Estado

O líder do PR na Câmara, deputado Lincoln Portela (MG), informou na manhã desta quarta-feira, 13, que o partido participará do coquetel que a presidente Dilma Rousseff oferecerá esta noite no Palácio da Alvorada. Ao deixar o Planalto, onde se reuniu com a ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, Portela e outros parlamentares do PR (partido envolvido em denúncias de irregularidades no setor de transportes) fizeram um discurso de entendimento em relação ao governo. “Continuamos neste projeto de governo. Nunca cogitamos deixar a base aliada”, disse Portela. Sobre o coquetel com Dilma, ele respondeu: “Como rejeitar um convite da presidente da República? Cada crise é um ponto de retorno para o nosso crescimento.”

Portela disse que relatou a Ideli que representantes do partido estiveram hoje com o novo ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, para parabenizá-lo pela nova função. Os parlamentares do PR que estiveram no Planalto evitaram falar sobre a situação do diretor do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Luiz Antonio Pagot, ligado à legenda, cuja permanência no cargo depende de Dilma. Questionados se teriam solicitado novos cargos no governo, os parlamentares preferiram não responder.

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