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O secretário executivo do Ministério de Minas e Energia, Márcio Zimmermann – segundo na hierarquia da pasta -, já assinou a ficha de filiação ao PMDB. O documento chegou, assinado, à mesa do presidente nacional da legenda, senador Valdir Raupp (RO), na última quinta-feira, 22, como resultado de uma operação orquestrada a quatro mãos com o Palácio do Planalto.

A filiação de Zimmermann é o primeiro passo da estratégia desenhada pela presidente Dilma Rousseff para transformar o ministro Edison Lobão (PMDB) em presidente do Senado no ano que vem.

 

Leia mais no blog de João Bosco Rabello.

 

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Christiane Samarco, de O Estado de S.Paulo

A presidente Dilma Rousseff acaba de cancelar a gravação de sua participação no programa do PMDB que vai ao ar no dia 24. Ela gravaria sua mensagem aos peemedebistas amanhã, mas desistiu de fazê-lo por orientação das assessorias jurídicas do PMDB e do Palácio do Planalto.

O presidente nacional do partido, senador Valdir Raupp (RO), informou ao Planalto que o PMDB correria o risco de ser punido por incluir uma personalidade de uma outra legenda em seu programa partidário.

Pela lei, o PMDB tem direito a 10 minutos por semestre para exibir programa em cadeia de rádio e televisão. A penalidade que o partido quer evitar abrindo mão da participação da presidente é a perda dos 10 minutos a que terá direito no primeiro semestre de 2012, ano de eleições municipais.

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Christiane Samarco, de O Estado de S.Paulo

A presidente Dilma Rousseff deve gravar na quinta-feira, 10, sua participação no programa de dez minutos que o PMDB vai exibir em cadeia nacional de rádio e televisão no dia 24. Convidada a estrelar o programa do maior partido aliado em almoço no Palácio da Alvorada nesta quarta-feira, 9, com o vice-presidente Michel Temer e o líder na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN), Dilma aceitou e agradeceu o apoio do PMDB ao governo.

O encontro ocorreu no embalo dos votos dados na madrugada, pela bancada na Câmara, para a aprovar a Desvinculação das Receitas da União (DRU), permitindo ao governo gastar como quiser 20% das receitas vinculadas a setores essenciais, como a saúde. Para os peemedebistas, essa foi a primeira “longa e boa conversa” da presidente com o líder Henrique Alves, candidato a suceder o PT na presidência da Câmara em 2013.

O almoço foi agendado a pedido do vice e também contou com a presença da ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti. Um dirigente do PMDB diz que o objetivo do encontro foi “aparar as possíveis arestas”  e promover uma aproximação do líder com a presidente. Deu certo. Alves saiu do Alvorada contando que a conversa não poderia ter sido melhor, sobretudo por Dilma ter destacado que teria sido a “primeira de muitas que virão”.

O que mais agradou o líder foi ela ter destacado a importância da palavra e dos acordos nas relações políticas. Nos bastidores, os peemedebistas temem que o PT rompa o acerto de revezamento entre os dois partidos no comando da Câmara. Mas o assunto que mais tomou tempo ao longo duas horas e meia de conversa foi a instabilidade econômica que ameaça a Europa.

Dilma fez uma ampla exposição sobre a crise internacional que está preocupando muito o governo brasileiro. Foi nesse contexto que ela pontuou a importância de a Câmara aprovar a DRU pelo período de quatro anos, e não dois como queria a oposição e alguns setores da base aliada. Ela explicou que, em nível internacional, o que prevalece é o raciocínio a médio e longo prazos.

Nesse cenário, a limitação da DRU poderia passar um sinal de instabilidade no Brasil, criando dificuldades ao País. Daí os agradecimentos ao PMDB. O líder peemedebista aproveitou para destacar que sua bancada foi, proporcionalmente, a que mais votos deu à DRU – cuja PEC para prorrogação está sendo votada na Câmara ainda em primeiro turno. Todos os deputados presentes votaram a favor da proposta e apenas dois não compareceram, por motivo de doença.

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Alberto Bombig, de O Estado de S.Paulo

A saída de Wagner Rossi do Ministério da Agricultura é o primeiro revés no projeto eleitoral elaborado pelo vice-presidente da República, Michel Temer, para fortalecer o PMDB no Estado de São Paulo e aproximá-lo do PT. Por conta disso, o ex-ministro citou em sua carta de demissão “objetivos políticos” de adversários, no caso, a ala “quercista” do partido e o grupo alojado na prefeitura da capital paulista, comandada por Gilberto Kassab. Outros destinatários também seriam o senador Aloysio Nunes Ferreira e o ex-governador Alberto Goldman, ambos tucanos egressos do PMDB de Orestes Quércia.

Ontem mesmo, Kassab começou a telefonar para dirigentes do PMDB em busca de ocupar o espaço deixado pela queda do ministro. O prefeito voltou a sonhar com uma aliança com o PMDB e seu PSD, a ser criado até o final do próximo mês.

Rossi e seu filho Baleia Rossi, deputado estadual e presidente do PMDB paulista, eram os encarregados de articular apoios e montar a estrutura necessária para as pré-candidaturas e candidaturas do partido em 2012, especialmente entre o rico setor do agronegócio, muito forte no interior do Estado. No ministério, Rossi também utilizava seu poder de nomear e liberar verbas para cooptar dirigentes e prefeitos peemedebistas, historicamente divididos em São Paulo, ao projeto de Temer. Quando a força dos argumentos do pai não funcionava, Baleia destituía diretórios “rebeldes” e nomeava para seus lugares comissões provisórias atreladas ao vice-presidente da República.

Em privado, aliados da família Rossi e de Temer reconhecem que os adversários estavam ficando “sufocados” e atribuem a quase totalidade das denúncias contra o ex-ministro aos “órfãos” do governador Quércia, morto em dezembro do ano passado e que durante três décadas controlou sozinho o PMDB paulista. Citam como exemplo o isolamento político do peemedebista Airton Sandoval, suplente de Aloysio Nunes Ferreira.

Em 2008, Quércia atrelou o PMDB paulista à candidatura vitoriosa de Kassab com a indicação de Alda Marco Antonio como vice-prefeita. No ano passado, ele repetiu a dose e incluiu no acordo o PSDB, apoiando José Serra para presidente e Geraldo Alckmin para o governo.

Após a morte de Quércia, Temer enxergou a oportunidade de controlar o espólio do antigo líder com a ajuda de Rossi e do PT paulista, presidido pelo deputado estadual Edinho Silva. Conforme o arranjo feito pelos dois partidos, o PMDB romperia a aliança com Kassab e com os tucanos para lançar um candidato próprio a prefeito da capital, Gabriel Chalita.
Agora, com Rosse fora do ministério, recupera força no PMDB-SP o lado favorável à manutenção da aliança com o candidato de Kassab, provavelmente pelo PSD, ou com o candidato de Alckmin.

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O suplente de deputado federal Marcelinho Carioca (PSB) entrou no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com pedido para que o deputado Gabriel Chalita (PMDB-SP) perca o mandato por infidelidade partidária. Marcelinho é o suplente imediato de Chalita, que foi eleito pelo PSB. Chalita deixou o PSB e filiou-se ao PMDB neste ano. Se conseguir que Chalita perca o mandato, é Marcelinho que assume em seu lugar na Câmara.

Segundo Marcelinho, no entando, mudança foi feita de forma totalmente imotivada, não estando inserida em nenhuma das hipóteses de justa causa”. A Resolução 22.610/2007 estabelece que existe justa causa para a troca partidária nos casos de incorporação ou fusão de partido; criação de novo partido; mudança substancial ou desvio reiterado do programa partidário ou grave discriminação pessoal. O  relator do caso no TSE é o ministro Gilson Dipp.

 

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Alberto Bombig, de O Estado de S. Paulo

O PT prestigiará oficialmente a filiação do deputado federal Gabriel Chalita ao PMDB, sábado, 4, em São Paulo. Antônio Donato, vereador da capital paulista e presidente dos petistas paulistanos, foi convidado e confirmou presença no evento.

O sonho do PT é ter Chalita como vice em uma chapa na disputa pela Prefeitura de São Paulo no ano que vem. Mas, como o deputado, recém egresso do PSB, vai se filiar ao PMDB com a promessa de ser candidato à sucessão de Gilberto Kassab, os petistas marcarão presença na festa com dois propósitos:

1. Manter um bom relacionamento com Chalita e o PMDB visando um hipotético segundo turno.

2. Incentivar a candidatura própria do PMDB porque, para o PT, o pior cenário não é o que tem Chalita na disputa, mas o que traz uma aliança dos peemedebistas com o PSDB ou com Gilberto Kassab, a exemplo do que ocorreu em 2008, quando Marta Suplicy foi derrotada no segundo turno.

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Andrea Jubé Vianna, da Agência Estado

O presidente do Senado, José Sarney, minimizou, na tarde desta segunda-feira, 30, os recentes atritos entre PT e PMDB, em meio à votação do Código Florestal, que desgastaram a aliança política entre os dois partidos. Disse que o jantar, a ser oferecido pelo vice-presidente Michel Temer nesta noite para reunir senadores do PMDB, é nada além de uma atitude rotineira. Temer promoverá um encontro em sua residência oficial, o Palácio do Jaburu, com a missão de apaziguar os ânimos, já que o texto do novo Código Florestal começa a tramitar nesta semana no Senado, onde o governo pretende modificar o material.

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“O Michel, como é vice-presidente e presidente do PMDB, tem essa função de sempre estar presente e procurar a unidade do partido, discutir a nossa participação política nas decisões nacionais. Esses jantares têm sido coisas rotineiras dentro da nossa convivência”, afirmou Sarney.

No auge dos desentendimentos, o ministro-chefe da Casa Civil, Antonio Palocci, ameaçou demitir os ministros indicados pelo PMDB, caso os peemedebistas não apoiassem o texto do código defendido pelo governo. Mas Sarney afirmou que Temer não relatou a ele os diálogos duros que travou com Palocci. “Eu vi muito mais essa briga pela imprensa. Michel esteve comigo várias vezes nesses dias e não me relatou essa briga. Vocês tiveram mais prestígio do que eu”, disse aos jornalistas. Em reunião com ministros nesta manhã, Temer teria relatado que o episódio “está superado” e ficou “no passado”.

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Tânia Monteiro, de O Estado de S.Paulo

BRASÍLIA – O presidente em exercício, Michel Temer, tentou nesta segunda-feira, 30, minimizar o entrevero ocorrido entre ele e o ministro chefe da Casa Civil, Antonio Palocci, na semana passada, quando os dois discutiram a votação do código florestal e Palocci ameaçou demitir os ministros do PMDB caso o partido votasse contra os interesses do Planalto. Durante reunião com ministros para tratar das mortes ocorridas em conflitos no Norte do País, Temer, tentando amenizar a polêmica, disse aos ministros, segundo relato de fontes do Planalto, que o episódio “está superado” e ficou “no passado”.

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Nesta segunda-feira, Temer e a presidente Dilma Rousseff tiveram uma rápida reunião na Base Aérea, antes de ela embarcar para Montevidéu, no Uruguai, e, no sábado, os dois já tinham conversado sobre o mal estar por telefone. Pelo seu lado, o PMDB tenta contornar a história dizendo que o partido “tem compromissos com a presidente Dilma” e apoia a presidente. Lembra ainda que o PMDB hoje, ao contrário do governo anterior, quando era da base de apoio, é governo, já que tem um vice presidente eleito.

Apesar de ser o coordenador de todas as ações de governo, Palocci não esteve presente nesta reunião convocada por Temer a pedido da presidente Dilma. A coordenação do tema ficou a cargo do ministro da Secretaria Geral, Gilberto Carvalho, que tem operado como um aparador de arestas neste episódio e tem repetido que problemas entre partidos são normais. “Coisas do casamento”, tem repetido ele, esclarecendo que os problemas são contornáveis como ocorre em toda relação.

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Gustavo Uribe, da Agência Estado

SÃO PAULO - O líder do governo federal na Câmara dos Deputados, Cândido Vaccarezza, negou nesta sexta-feira, 13, que a base aliada seja frágil e minimizou a crise enfrentada na quinta-feira, 12, pelo governo federal diante do impasse na votação do Código Florestal. “Se alguém está frágil, não é a base do governo”, disse, após participar de debate nesta manhã, promovido pela Fecomercio-SP, na capital paulista. “O que eu tenho visto é que até agora o governo federal aprovou todas as questões que sejam de seu interesse.” O petista reconheceu, contudo, que o imbróglio pode afetar as negociações com a oposição.”A oposição já fez uma declaração de guerra ao governo, mas nós não vamos aceitar”, disse.

A votação do Código Florestal deflagrou na quinta na Câmara dos Deputados a primeira celeuma política na base aliada da presidente Dilma Rousseff. O governo federal interferiu no adiamento da votação, o que gerou insatisfação entre lideranças de siglas que apoiam o Palácio do Planalto. O líder do PMDB na Câmara Federal, Henrique Eduardo Alves (RN), por exemplo, prometeu à bancada que nada será votado enquanto não for resolvido o impasse em torno do tema. Vaccarezza afirmou nesta sexta que irá procurar o PMDB para discutir o Código Florestal, mas ressaltou que o governo federal tem posição consolidada sobre a iniciativa.

“Nós vamos discutir com calma, mas vamos votar o Código Florestal”, garantiu o petista. “O governo federal quer uma posição equilibrada, que garanta o meio ambiente e a agricultura.” O parlamentar minimizou ainda as declarações de quinta, que, segundo ele, foram feitas “no calor de um debate”.

“Aquele momento foi muito emocional, porque a maioria queria votar”, afirmou o parlamentar, destacando que o governo federal entendeu que a votação naquele momento poderia da vazão a teses condenadas pela população brasileira. “Nós não vamos consolidar todas as áreas que foram desmatadas, não dá para fazer isso.”

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