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BRASIL1

Oposição espalha vídeo anti-PT e PV conta com voto ‘escondido’

Candidatos petistas a deputado e a senador observaram um aumento da cobrança do eleitorado religioso sobre questões como aborto e união de homossexuais. Por isso, aumentaram a presença de líderes evangélicos em suas campanhas. A ideia é evitar possíveis danos causados pela polêmica que envolve o PT e a candidata Dilma Rousseff, em momento de dúvida em relação às pesquisas eleitorais. Na oposição, candidatos ajudam a disseminar o vídeo em que o pastor Paschoal Piragine Jr, da Igreja Batista, recomenda que os fiéis não votem no PT e exibe imagens impactantes de fetos abortados. Já o PV de Marina Silva, que é da Assembleia de Deus, aposta no voto “escondido” de evangélicos. “Eles até podem receber outras orientações, mas o voto é secreto”, diz o presidente do PV do Rio, Alfredo Sirkis.

RIO

Intervalos barulhentos

A hostilidade dos aliados de Anthony Garotinho (PR) em relação ao governador Sérgio Cabral (PMDB) chegou ao auge no debate da TV Globo, na noite de terça-feira. No estúdio, a torcida do candidato Fernando Peregrino, apoiado pela família Garotinho, chamou Cabral de “bandido” várias vezes. “Cabral, volte a falar bem do Garotinho, como nos velhos tempos”, provocou a vereadora Clarissa, filha do ex-governador. Cabral lembrou que Clarissa chegou a liderar uma vaia contra Lula, durante uma visita do presidente ao Rio. “Ele sempre fala isso nos debates”, reclamou a vereadora.

SÃO PAULO

Preocupação com o Senado

Ao mesmo tempo que fazem esforço concentrado, com a colaboração do presidente Lula, para tentar levar a eleição de governador para o segundo turno, os petistas preveem uma briga difícil pelas duas vagas no Senado, com a subida nas pesquisas de Aloysio Nunes (PSDB). Mesmo os mais confiantes na eleição de Marta Suplicy (PT) e Netinho (PC do B), passaram a tratar a disputa com cautela. Nas últimas semanas, os tucanos trabalharam para evitar a campanha pelo segundo voto em Romeu Tuma (PTB) e fortaleceram a parceria com o PV do candidato Ricardo Young.

BRASIL2

A culpa é dos adversários

Integrante da equipe do programa de governo de Dilma Rousseff, Moreira Franco (PMDB) culpa a oposição pela não divulgação formal das propostas: “Não íamos queimar o plano neste ambiente de denuncismo raivoso.”

BAHIA

Dobradinha DEM-PV

Candidato ao governo do Rio, Fernando Gabeira (PV) participou da propaganda eleitoral baiana, pedindo votos para o candidato ao Senado do DEM, José Carlos Aleluia. Também fez campanha para o verde Edson Duarte.

SOBE & DESCE

seta_cima__2_.gifFicha Limpa

Candidatos barrados

Apesar de não ter a decisão final, a cargo do STF, a Justiça Eleitoral aplicou a lei nesta eleição e vetou centenas de candidaturas de políticos condenados por colegiados.

seta_baixo.gifNovas regras

Exigências questionadas

A obrigatoriedade de registro de programa de governo no TSE e de dois documentos para votar, aprovada no Congresso, foi ignorada ou contestada pelos próprios parlamentares.

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BRASIL1

Eleitor, avesso à agressividade, dita o tom de Dilma e Serra

Foram as pesquisas qualitativas que fizeram Dilma Rousseff e José Serra, orientados pelos marqueteiros João Santana e Luiz Gonzalez, fugirem do confronto direto, no debate da Rede Record. Os eleitores não aprovam a postura agressiva que Serra certamente adotaria se questionasse Dilma sobre as denúncias de tráfico de influência na Casa Civil. A tática foi esperar que outro participante levantasse o tema. Petistas ficaram surpresos com a estratégia de Serra. A opção de Dilma de não chamar o tucano para o confronto vem de longe. A tese é que “líder nas pesquisas não faz pergunta para segundo colocado”. Os revides da petista a Marina Silva (PV) também foram programados, diante da tendência de subida da candidata verde. A ideia é explorar o crescimento do voto consolidado em Dilma e não dar margem para o eleitor do PT cogitar a opção Marina.

 BRASIL2

Alternativa ao rolo compressor

O fortalecimento do PSB na disputa deste ano, com eleição de governadores já no primeiro turno e esperado aumento da bancada de deputados, leva os petistas a se questionarem sobre o comportamento do partido na Câmara. Embora fiéis ao governo, os socialistas, na legislatura passada, formaram bloco independente com PDT e PC do B. A tendência é que repitam a estratégia, ao invés de apenas ajudarem a ampliar um blocão, ao estilo rolo compressor, comandado por PT e PMDB.

BAHIA

Bombeiro Temer

O presidente do PMDB e candidato a vice de Dilma Rousseff, Michel Temer, estará nesta terça-feira, 28, em Salvador, ao lado de Geddel Vieira Lima, candidato ao governo revoltado com a ausência do presidente Lula de sua campanha. Lula pediu votos apenas para o governador petista Jaques Wagner. Geddel reclama que o acordo de palanque duplo pró-Dilma foi rompido. O presidente, que fez o que pôde para evitar a candidatura de Geddel, diz que não se comprometeu com o peemedebista.

PARÁ

Barrados na disputa

Rompido com a governadora Ana Júlia (PT), que tenta levar para o segundo turno a disputa com Simão Jatene (PSDB), o deputado peemedebista Jader Barbalho enfrenta mais dificuldades do que imaginava na eleição para o Senado. Como o candidato do PMDB ao governo, Domingos Juvenil, não decolou, o partido voltou atenções e recursos para a campanha de Jader. Na briga pelas duas vagas de senador estão também o petista Paulo Rocha e o tucano Flexa Ribeiro. Rocha e Jader, impugnados pela Lei da Ficha Limpa, negaram boatos de renúncia e aguardam decisão do Supremo Tribunal Federal.

PETRÓLEO
“Plateia (no debate da Rede Record) não tem direito de resposta, mas estou revoltado. As afirmativas sobre a Petrobrás são mentirosas.”
JOSÉ SÉRGIO GABRIELLI
PRESIDENTE DA PETROBRÁS

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Luciana Nunes Leal

BRASIL

PT trabalha contra tese da divisão entre ricos e pobres

Por causa da diminuição nas intenções de voto em Dilma Rousseff no eleitorado de mais alta renda e escolaridade, a campanha da petista está preocupada em evitar a disseminação da ideia de que a candidata se sustenta na população pobre, especialmente do Nordeste, que não se importou com as denúncias que derrubaram a ex-chefe da Casa Civil Erenice Guerra. “Não vamos entrar no clima de divisão que eles querem. Dilma vai bem em todas as faixas do eleitorado”, diz um ministro petista. Já o PSDB está voltado para o discurso de que Serra, se eleito, governará para o País inteiro e não se preocupará apenas com São Paulo, como sustentam os adversários. Marina Silva (PV) aposta na subida, principalmente nas capitais, com a tese de que a política não é exclusividade de PT, PSDB e seus aliados.

BRASIL2

O medo de ficar de fora

Nas contas sobre o tamanho das bancadas na Câmara a partir de 2011, três Estados preocupam o PMDB, justamente os maiores colégios eleitorais. O partido teme perder vagas em São Paulo, por causa do fenômeno Tiririca (PR); no Rio, pela anunciada votação recorde do ex-governador Anthony Garotinho (PR), e em Minas Gerais, em consequência das dificuldades do candidato ao governo Hélio Costa diante da subida do tucano Antonio Anastasia. Mesmo se o PT conquistar a maior bancada, o PMDB reivindicará a presidência da Câmara no primeiro biênio. Mas deixará a briga para depois da eleição.

SÃO PAULO

Mensagem aos companheiros

Bem ao estilo Lula de falar com velhos amigos, o presidente recomendou que a campanha de Aloizio Mercadante (PT) reunisse prefeitos da região metropolitana, o que aconteceu na última quinta-feira. Em uma versão mais amena, o recado de Lula é que os líderes municipais “levantem da cadeira” e se empenhem na tentativa de levar a disputa com o tucano Geraldo Alckmin ao segundo turno. Além do comício com Dilma no dia 27, na capital, Lula participará do encerramento da campanha, dia 30, em São Bernardo, ao lado de Mercadante. Dilma estará no Rio para o debate da TV Globo.

PARANÁ

Altos e baixos

Em ascensão nas pesquisas, Osmar Dias (PDT) passou por uma pequena cirurgia no supercílio esquerdo, depois de uma queda. Não perdeu o bom humor: “Muita chuva, um escorregão e 12 pontos. Na cabeça e na pesquisa.”

RIO

Personagens desaparecidos

Jorge Picciani (PMDB), que disputa o Senado, omitiu em seu site a citação feita por Dilma Rousseff a Marcelo Crivella (PRB), durante visita recente ao Estado. Crivella, por sua vez, tirou Picciani da foto ao lado da petista.

ESPERANÇA
“Em nível nacional, agora é o boca a boca. Eu diria mais: é torcer, orar, rezar. A tendência existe. Se vai haver segundo turno, eu não sei.”
CESAR MAIA
EX-PREFEITO DO RIO (DEM)

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Luciana Nunes Leal

BRASIL

Em cima do muro

Assumir ou não meta de inflação abaixo dos atuais 4,5% ao ano? O que virá primeiro: reforma política ou tributária? Essas são duas perguntas ainda sem resposta sobre um possível governo de Dilma Rousseff. Semana passada, Dilma voltou a citar a reforma tributária como prioridade absoluta, se for eleita, o que não é consenso entre seus principais aliados. Em agosto, o ex-ministro Antonio Palocci falou na possibilidade de meta inflacionária “mais ambiciosa”. A candidata escapou da discussão. Os petistas alegam em coro que primeiro é preciso vencer a eleição para depois tratar desses temas.

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PAC eleitoral

Fachadas dos apartamentos construídos com recursos do PAC na favela de Manguinhos (zona norte do Rio) foram tomadas por propaganda de candidatos aliados de Sérgio Cabral (PMDB) e Dilma Rousseff (PT). Foto: Paulo Vitor/AE

MINAS GERAIS

Mensagem aos conterrâneos

Na terça-feira à noite, Aécio Neves e Antonio Anastasia deram uma pausa na campanha de rua para gravar participação no programa de TV do paulista Geraldo Alckmin (PSDB). A iniciativa vai além do companheirismo de partido. O governador e seu antecessor querem chamar atenção dos mineiros, especialmente do interior, que têm antenas parabólicas em casa e recebem transmissão dos programas de São Paulo e não de Minas. Os tucanos enfatizaram o número do partido.

SANTA CATARINA

Pressa na reta final

O senador Raimundo Colombo (DEM), que disputa o governo, disparou e-mails para colaboradores com a recomendação de que insistam na comparação de sua produção legislativa com a das adversárias, a deputada Ângela Amin (PP) e a senadora Ideli Salvatti (PT). No Paraná, pressionado pela subida de Osmar Dias (PDT), o tucano Beto Richa distribuiu texto em que critica a “truculência” do governo estadual e lembra que faltam “menos de duas semanas” para 3 de outubro.

SOBE & DESCE

seta_cima (2)_1.gifHistória

Vinte anos depois

Internautas se divertiram com o vídeo levado nesta quarta-feira, 22, por Sílvio Santos ao presidente Lula, com a entrevista do petista no Show de Calouros, em 1989.

seta_baixo.gifProblemas

Velhos gargalos

Com exceção da inflação, as perguntas tratavam de problemas ainda não resolvidos, como educação e previdência.

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Luciana Nunes Leal

SÃO PAULO

Caso Erenice dissipou o interesse pela disputa local

Pesquisas qualitativas que orientam os programas de TV do PT paulista indicam que o eleitorado começava a prestar mais atenção na disputa estadual, por entender que a eleição presidencial estava resolvida, quando surgiram as denúncias de tráfico da influência que causaram a queda da ex-ministra Erenice Guerra. O eleitor voltou-se então, novamente, para a disputa nacional. Petistas insistem que esse movimento não causará impacto a ponto de provocar um segundo turno nacional. Mas indica que o episódio chamou muito mais atenção do que a quebra do sigilo fiscal de pessoas ligadas a José Serra, tema de difícil compreensão. Em São Paulo, o PT tem pressa em atrair o interesse da população para a eleição local. Com ajuda do presidente Lula, Aloizio Mercadante se esforça para evitar a vitória do tucano Geraldo Alckmin (foto) no dia 3 de outubro.

BRASIL

Parceira Marina

Em tom de brincadeira, um tucano dizia ontem que “a candidatura de Marina Silva é abençoada”. Referia-se à insistência com que a candidata do PV tem falado em levar a disputa para o segundo turno, apesar de não explorar os episódios incômodos à campanha petista. Os tucanos contam com Marina para tirar votos de Dilma no eleitorado que não tem simpatia pelo PSDB. Ao mesmo tempo, investem na classe média do Sul e do Sudeste, mais sensível às denúncias de tráfico de influência.

RIO 1

Fora da agenda

Depois de almoçar com empresários na Associação Comercial, quinta-feira, Dilma Rousseff e o marqueteiro João Santana seguiram discretamente para a estação ferroviária da Leopoldina, onde a petista gravou para o programa eleitoral. A candidata falou do projeto do trem-bala entre São Paulo e Rio, aposta do governo para os próximos anos e alvo de críticas da oposição. Hoje desativada, a Leopoldina será o ponto de chegada e partida dos trens, se o plano sair do papel.

RIO 2

Raça e religião

Em nota, a Cúria Metropolitana desautorizou padres que, no exercício do ministério ou em nome da Igreja Católica, indiquem ou rejeitem, citando nomes, candidatos e partidos. A manifestação foi motivada por notícias de que missas e encontros religiosos são usados para pregações políticas. Já a ONG Educafro, dedicada à inclusão de jovens negros nas universidades, decidiu encaminhar representação ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) solicitando que os institutos de pesquisa sejam obrigados a divulgar, em todos os resultados, as intenções de voto segundo a raça dos entrevistados.

ACESSÓRIO

“Nosso plano de governo está quase pronto. Não tem de ter lançamento. As propostas estão nos discursos, no rádio, na TV”, Marco Aurélio Garcia, coordenador do programa dos PT

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Luciana Nunes Leal

BRASIL

O PMDB, os Correios e a sangria de Erenice Guerra

O comentário é de um integrante da cúpula do PMDB, sobre as denúncias de tráfico de influência envolvendo parentes da chefe da Casa Civil, Erenice Guerra: “É nisso que dá trocar o comando dos Correios a dois meses da eleição.” No fim de julho, o presidente da estatal, Carlos Custódio, indicado pelo partido, foi demitido e substituído por David Matos, nome sugerido por Erenice. Um dirigente do PT chegou a falar na possibilidade de retaliação de peemedebistas, mas duvidou que viesse durante a campanha. Agora, muitos petistas não têm dúvida do interesse do PMDB na sangria de Erenice. Embora não queiram tratar do assunto a duas semanas da eleição, veem no episódio uma prévia dos problemas que poderão enfrentar sempre que o PMDB for contrariado, em um possível governo de Dilma Rousseff.

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Empenho pelo marido
A mulher de José Serra, Mônica, não se importou com o fato de ser desconhecida da população de Nova Iguaçu (RJ), onde fez campanha na terça-feira. Pediu votos até para motoristas presos no engarrafamento.

MINAS GERAIS

Pressão por mudanças

Companheiros de partido de Hélio Costa (PMDB) o aconselharam a mudar o programa de TV, a cargo do marqueteiro Duda Mendonça. Dizem que tem um formato “tão ultrapassado quanto o discurso do Patrus Ananias.”

SANTA CATARINA

Candidato equilibrista

Raimundo Colombo, do DEM, que disputa o governo do Estado com apoio de aliados de Serra e de Dilma, foi discreto na crítica ao presidente Lula por pregar a extirpação do partido. Disse apenas que a afirmação foi “infeliz”.

SOBE & DESCE

seta_cima (2)Debates
Discussões acaloradas
A proximidade das eleições e denúncias envolvendo integrantes do governo esquentam o confronto entre candidatos da oposição e da situação.

seta_baixoFamília
Benefícios do poder
A proibição do nepotismo não impede o trânsito de parentes de servidores nas instituições públicas e a facilidade para fechar contratos.

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Luciana Nunes Leal

BRASIL

Proximidade com o ‘povo’ embala reação a denúncias

Antes de deixar a sede da Rede TV!, depois do debate com os candidatos a presidente, na noite de domingo, Dilma Rousseff provocou os adversários, em especial o tucano José Serra. “A gente faz comício, o que ninguém mais faz. Nós temos o hábito do contato com o povo”, disse. Trunfo da campanha petista, o “povo” passa longe do noticiário negativo, como a suspeita de tráfico de influência partindo da Casa Civil e quebra de sigilo fiscal. Além do empenho do presidente Lula, os governistas contam com o baixo impacto desses episódios na média do eleitorado e falam em vitória no primeiro turno. À oposição restam os ataques ao PT, mas poucos meios para alterar o quadro de intenções de voto. “Oitenta por cento da população não sabe o que está acontecendo”, lamenta o deputado tucano Jutahy Junior.

BRASIL2

O incômodo de ser ‘elite’

O presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), elogia a fase “contundente” da campanha de José Serra, mas evita apontar os erros do início da campanha. “No primeiro momento, a estratégia era derrubar a imagem de elitista que o PT tentava nos empurrar. Era preciso deixar claro nosso compromisso popular”, explica o tucano. Ao fim do debate dos presidenciáveis, Guerra parecia preocupado não só com a disputa presidencial, mas também com a futura composição do Congresso. “O presidente Lula sai pelo País com o objetivo de dizimar a oposição. É antidemocrático”, protestou.

CEARÁ

Cada um por si

Em disputa apertada pelo Senado com o companheiro de chapa Eunício Oliveira (PMDB), José Pimentel organizou agenda individual, seguindo a “onda vermelha” do PT. No domingo, fez campanha ao lado do ministro Alexandre Padilha. Ontem, foi para a rua com o presidente do partido, José Eduardo Dutra. Amanhã, os dois rivais dividirão o palanque com o presidente Lula. Embora Pimentel e Eunício tentem manter as aparências, integrantes das duas campanhas estão em pé de guerra, com acusações mútuas de sabotagem. A outra vaga de senador está garantida para Tasso Jereissati (PSDB).

PARANÁ

O peso do presidente

Segundo integrantes da campanha de Osmar Dias (PDT)ao governo, a subida do candidato nas pesquisas coincide com a queda do porcentual de eleitores que não sabem que o pedetista tem apoio do presidente Lula.

SÃO PAULO

‘Dias terríveis’ só no calendário

Dilma Rousseff reuniu-se na segunda-feira, 13, com a comunidade judaica, em pleno período dos “dias terríveis”, entre o Ano-Novo e o Dia do Perdão. “É bom, é uma época de reflexão”, diz a petista Clara Ant, organizadora do encontro.

HORROR
“Não entendo por que tem se falado tanto em bala de prata contra a Dilma. Bala de prata é para matar vampiro.”
RUI FALCÃO
DEPUTADO ESTADUAL (PT-SP)

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Luciana Nunes Leal

BRASIL

PT quer mostrar que Lula é o alvo de Serra

Ao assumir o comando da blindagem de Dilma Rousseff no episódio da quebra de sigilos fiscais e aumentar os ataques ao PSDB, o presidente Lula quer passar a ideia de que é ele, e não a candidata, o verdadeiro alvo dos ataques de José Serra. A expectativa dos petistas é que Lula ajude a aumentar a rejeição a Serra, colando no tucano a imagem de inimigo do presidente e, portanto, da população que aprova o governo. É a antítese da estratégia do PSDB de insistir no confronto com Dilma e não com Lula. “O Serra está atacando de forma sorrateira o Lula, a biografia do Lula, o governo e a campanha da Dilma. A resposta é firme, mas não agressiva”, diz o líder do governo na Câmara, o petista Cândido Vaccarezza. Do lado tucano, o discurso para a reta final, construído com base em pesquisas qualitativas, é que ninguém, nem Lula, conhece a biografia de Dilma.

AMAPÁ

A briga final pelo Senado

Além do Amapá, onde Waldez de Góes (PDT), preso na sexta-feira, 10, pela Polícia Federal, conseguiu depoimento exclusivo de Lula para a propaganda da TV, apesar dos protestos do PT, outros candidatos não-petistas ao Senado também tiveram atenção especial do presidente.No Rio, Marcello Crivella (PRB) obteve vitória na Justiça e voltou a exibir o pedido de voto de Lula. A coligação do governador Sérgio Cabral (PMDB) conseguiu tirar Lula do programa de Crivella durante três semanas.

 BAHIA

Receita para a infidelidade

Enquanto o PMDB resolveu abrir processo contra prefeitos que apoiam a reeleição do petista Jaques Wagner e deixaram de lado a campanha do companheiro de partido Geddel Vieira Lima, DEM e PSDB não pensam em retaliações. Os comandos dos dois partidos dizem entender a dependência dos governantes municipais em relação ao governo estadual. Para a oposição, o problema é que as dissidências chegam à disputa nacional e prefeitos aderem também a Dilma Rousseff.

PARÁ

A substituta de ‘Dona Dunga’

Proibida pela Justiça de usar no programa de rádio a personagem Dona Dunga, que provocava a governadora Ana Júlia (PT) pelo fato de Belém ter sido preterida como sede de jogos da Copa, a campanha do tucano Simão Jatene substituiu por Dona Diarista, que critica o bordão da petista de “arrumar a casa”. A governadora reagiu e denunciou o “tom depreciativo e preconceituoso” da propaganda. Líder das pesquisas, Jatene procura esvaziar o discurso da adversária dizendo que governou o Pará com Lula presidente (2003-2006) e teve uma relação de parceria com o governo federal.

AFILHADA
“Imagina uma reunião ministerial difícil. A presidente da República vai se sentir fragilizada, terá que passar a mão no celular e ligar para o Lula?”
CESAR MAIA
EX-PREFEITO DO RIO (DEM)

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Luciana Nunes Leal

BRASIL

Eleitor não entende gravidade das quebras de sigilo fiscal

Pesquisas qualitativas encomendadas pelo PSDB indicam que o episódio da violação do sigilo fiscal de pessoas ligadas a José Serra “é muito complexo” para ser absorvido pelo eleitorado, mas a percepção “é de que existe alguma coisa errada que está sendo acobertada”, segundo definição de um aliado do candidato. Embora acredite que o PT possa ter algum prejuízo eleitoral, o tucano diz que “ainda não há sinal de que Serra possa ir para o segundo turno”. O próprio Serra é o mais confiante e tem dito aos companheiros acreditar de fato na virada. Outro ponto revelado pelas qualitativas é a visão positiva da “dependência” de Dilma em relação a Lula. O temor dos eleitores é a candidata “trair” o padrinho. Os entrevistados se surpreenderam ao saber que o ex-presidente Fernando Collor de Melo (foto) é aliado da petista.

PARANÁ

Ex-aliados em guerra

Vai de mal a pior o clima no PMDB, por causa da briga entre o governador Orlando Pessuti e seu antecessor Roberto Requião, candidato ao Senado. O conflito respinga na campanha a governador de Osmar Dias (PDT), que corre o risco de perder para o tucano Beto Richa já no primeiro turno. Requião e Pessuti fazem atividades separadas em favor de Dias. O único capaz de reunir os dois peemedebistas no palanque foi o presidente Lula. Na esperança de crescer especialmente entre os beneficiários do Bolsa-Família, Dias conta com mais duas visitas de Lula até o fim do mês.

RIO GRANDE DO SUL

Espionagem fora da disputa

Alvo do sargento César Rodrigues de Carvalho, apontado pelo Ministério Público como integrante de uma rede de investigação paralela no governo gaúcho, o petista Tarso Genro diz que “é uma questão de gravíssima violação da legalidade”, mas mantém o assunto fora da campanha. Reforça, assim, a tese dos aliados de Dilma Rousseff de que não há motivo para explorar politicamente a quebra do sigilo fiscal da filha e do genro do tucano José Serra e de centenas de outros contribuintes. “Não vejo semelhança entre os casos. Não é um tema eleitoral para mim”, diz o ex-ministro da Justiça.

RIO

Reeleições em risco

Deputados experientes que tentam a reeleição estão preocupados com o desempenho do ex-governador Anthony Garotinho (PR) e do ex-jogador Romário (PSB), apontados como os campeões de voto para a Câmara.

CEARÁ

Melhores amigos

Líder nas pesquisas para o Senado, Tasso Jereissati (PSDB) enterrou as divergências do passado, quando era aliado do deputado Ciro Gomes (PSB). O tucano tornou-se o maior cabo eleitoral de José Serra no Estado.

SOBE & DESCE

Protesto

seta_cima-22 Indignação na rede

Não apenas políticos da oposição, mas também contribuintes que tomam conhecimento da quebra de sigilo fiscal de centenas de pessoas têm se manifestado na internet.

Memória

seta_baixo4  Petista por acidente

Antônio Carlos Atella teve dificuldade em lembrar quem o contratou para obter a declaração de renda da filha de Serra. Também não sabe onde e como se filiou ao PT.

 

selinho_twitter218217

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Luciana Nunes Leal

MINAS GERAIS

À espera de Lula, Costa tem ajuda discreta de Pimentel

Com uma candidatura quase autônoma ao Senado, o petista Fernando Pimentel (foto) gravou ontem depoimento para o programa de TV do candidato ao governo Hélio Costa (PMDB), que tenta reagir ao crescimento de Antonio Anastasia (PSDB). Segundo aliados, Pimentel deu “uma ajuda”, mas não vai “entrar de sola” na campanha de Costa, até por acreditar que “quem faz a diferença é o Lula”. O presidente desembarca amanhã em Betim, empenhado em evitar a vitória dos adversários no segundo maior colégio eleitoral do País. No caminho contrário, José Serra (PSDB) busca tirar proveito da boa fase dos tucanos mineiros. Minas é a grande preocupação de Serra, depois de São Paulo, onde o candidato perde terreno para Dilma Rousseff (PT). Com Serra em desvantagem nos dois Estados, não há como pensar em segundo turno, dizem os tucanos.

BRASIL

A estratégia do fato consumado

Apesar do constrangimento por filiados ao PT terem participado diretamente da violação de dados fiscais sigilosos, aliados de Dilma Rousseff confiam no “efeito eleitoral zero” e se voltam para um novo formato dos comícios. A ideia é, de maneira crescente, apresentá-la como vitoriosa. “Hoje, ela é a quase presidente. Daqui a dez dias, será a presidente eleita. Na véspera da eleição, a futura presidente. Os candidatos aliados dirão que estão ao lado da sucessora do Lula”, diz um petista.

ALAGOAS

Na corda bamba

Roberto Jefferson aumentou as críticas públicas ao aliado José Serra porque detectou o risco de perder a presidência do PTB, se prosseguisse a insatisfação de petebistas pró-Dilma, como o ex-presidente Fernando Collor, candidato ao governo alagoano. Collor reclamou por Serra ter desenterrado o episódio que envolveu a filha do presidente Lula, Lurian, na campanha de 1989. “Não quero Collor magoado comigo. Se isso continuar, eles me derrubam”, afirma Jefferson.

RIO

Convidados especiais

Afastado de Serra, o candidato ao Senado Cesar Maia (DEM) levou para o programa de TV os tucanos Aécio Neves e Geraldo Alckmin. Quer mostrar afinidade com líderes que terão destaque na oposição a partir de 2011.

SOBE & DESCE

Bate-boca

 seta_cima-2   Ataques sem fim

Petistas e tucanos trocam provocações sobre o acesso ilegal à declaração de renda da filha de José Serra, Verônica, esperando algum efeito favorável nas pesquisas eleitorais.

 

Sigilo fiscal

seta_baixoAcesso liberado

Até o presidente Lula, fazendo graça, perguntou onde está “o tal sigilo”. Não está em lugar algum, sabe-se agora, depois das informações sobre acessos seguidos a dados confidenciais.

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