Eliana Lima, especial para O Estado de S.Paulo
SALVADOR – A presidente Dilma Rousseff passa o feriado de Carnaval na Bahia. Ela desembarcou no início da tarde da sexta-feira, 17, na Base Aérea de Salvador, onde foi recebida pelo governador Jaques Wagner. De lá, Dilma seguiu de helicóptero até a Base Naval de Aratu, nos arredores da capital baiana, onde permanecerá até a próxima terça-feira, 21. O local foi o mesmo escolhido pala presidente para o descanso de final de ano, quando passou dez dias. Também era o preferido pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, devido à possibilidade de isolamento que o local oferece.
A presidente embarcou em Porto Alegre, onde estava desde a última quinta-feira, 16, e viajou acompanhada da filha, Paula, do genro e do neto. No carnaval de 2011, Dilma escolheu a base militar na Praia de Barreira do Inferno, no Rio Grande do Norte, e também foi acompanhada da família.
Apesar da expectativa dos nativos que passam pelo pier na praia de São Tomé de Paripe, que faz divisa a Base Naval, com destino às ilhas da Baía de Todos os Santos, Dilma não apareceu para o banho de mar. A presidente permaneceu toda a tarde na residência destinada a visitantes ilustres.
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Agência Brasil
Sete estados poderão pegar R$ 21,3 bilhões emprestados no sistema financeiro para obras de infraestrutura. Acordo para liberação dos recursos foi assinado nesta quinta-feira, 10, pela presidenta Dilma Rousseff. A medida beneficia aos estados de Alagoas, do Maranhão, de Minas Gerais, do Rio de Janeiro, Paraná, Rio Grande do Sul e de São Paulo.
A liberação não resultará em desembolsos por parte da União. Isso porque esses estados apenas tiveram aumentados os limites impostos pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) para a obtenção de empréstimos.
O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, não esteve em Brasília nesta quinta para firmar o acordo porque participa de protesto contra a mudança na repartição dos royalties do petróleo, realizado no centro da capital fluminense. O Estado foi contemplado com R$ 6 bilhões dos R$ 21,3 bilhões, mas a liberação efetiva ainda depende da ida do governador a Brasília para assinar o documento.
Em relação aos demais estados, os recursos foram distribuídos da seguinte forma: R$ 7 bilhões para São Paulo, R$ 3 bilhões para Minas Gerais, R$ 2 bilhões para o Maranhão, R$ 1,497 bilhão para o Rio Grande do Sul, R$ 1,192 bilhão para o Paraná e R$ 666 milhões para Alagoas.
No mês passado, a presidenta Dilma havia assinado acordo semelhante com mais dez estados, que tiveram R$ 15,7 bilhões liberados, totalizando R$ 37 bilhões em aumento de recursos neste ano. Até o fim do ano, mais oito unidades da Federação assinarão o acordo – apenas o Amapá e o Tocantins ficarão de fora porque não aderiram ao programa de ajuste das contas públicas.
Na cerimônia de assinatura, a presidenta ressaltou que o acordo aumentará a capacidade de investimento dos estados em meio ao agravamento da crise econômica no exterior. “O acordo constitui uma certeza do nível de investimentos que o Brasil vai ser capaz de fazer nos próximos anos. Acredito que [a liberação] de R$ 37 bilhões, com estabilidade, é algo com que temos de congratular”, declarou.
Também presente à solenidade, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, esclareceu que as liberações não afetam o cumprimento das metas fiscais. “Os estados que têm direito a isso são aqueles que cumprem rigorosamente as exigências, ou seja, estão diminuindo seu endividamento, estão produzindo resultado fiscal anual”, explicou.
Para terem direito ao aumento dos limites da LRF, os estados tiveram de assinar um acordo com o Ministério da Fazenda comprometendo-se a cumprir metas fiscais e a receber uma missão de técnicos do Tesouro Nacional. A equipe econômica analisa o desempenho dos estados e aprova a liberação dos recursos para os estados se endividarem no sistema financeiro.
Tags: Dilma, endividamento
Agência Brasil
O homem que permaneceu armado com um revólver por cerca de uma hora na portaria do Palácio do Planalto na manhã desta quinta-feira, 29, será encaminhado a uma delegacia da Polícia Federal, após ser interrogado por seguranças do Planalto.
Maycon Kuster Pinheiro, de 31 anos, natural do Espírito Santo, chegou à portaria do Palácio do Planalto por volta das 9h40. Ele disse que queria entregar uma carta à presidenta Dilma Rousseff. O homem apontou a arma para o próprio pescoço por algumas vezes e, após negociação, entregou o revólver. Ele foi levado para a sala do setor de segurança, onde permanecia até este momento.
Durante a negociação, o homem entregou à imprensa a carta que trazia em mãos. O texto relata fatos sem nexo, como agressões que ele diz que sofreu da polícia a pedido de uma namorada em 2004 e 2006 e diz que esses policiais integram uma facção criminosa do Espírito Santo.
Relata ainda que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva lhe ofereceu um cargo de diplomata. Maycon encerra o texto dizendo que veio reivindicar a posse do cargo oferecido por Lula e o desbloqueio de seus bens pela Justiça.

Um motorista a bordo de um Fiesta preto tentou invadir a rampa do Palácio do Planalto nesta terça-feira, 23. Alceu Luiz Teixeira foi detido pela Segurança do Palácio do Planalto e pela Polícia Militar e, sem dar detalhes, disse que a tentativa foi “intencional”.
Tags: invasão, Palácio do Planalto
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