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André Mascarenhas

A equipe de transição do governador eleito de São Paulo, Geraldo Alckmin, se reuniu hoje pela primeira vez com representantes da Comissão de Finanças e Orçamento da Assembleia Legislativa de São Paulo para discutir a peça orçamentária do Estado para o ano que vem. No encontro, definido como uma “conversa inicial” pelos participantes, os deputados defenderam a inclusão no Orçamento de emendas elaboradas a partir de audiências públicas realizadas pela comissão, assim como a manutenção do acordo que concede uma cota de R$ 2 milhões para cada parlamentar.

Participaram do encontro o escolhido por Alckmin para ocupar a secretaria da Casa Civil, deputado Sidney Beraldo, o presidente da comissão, deputado Mauro Bragato, e o relator da proposta, Bruno Covas. Segundo Bragato, a liberação da verba para os deputados é um “procedimento comum” da Casa. Ele defendeu, no entanto, que o expediente seja aperfeiçoado e lembrou haver um passivo em relação às emendas aprovadas no ano passado, que precisarão ser incluídas na proposta do ano que vem.

A previsão do governo estadual para o Orçamento de 2011 é de R$ 140,6 bilhões – valor 11,9% superior ao aprovado para 2010. De acordo com Alckmin, R$ 29,6 bilhões do total serão transferidos para as prefeituras, enquanto os R$ 111 bilhões restantes serão destinados a investimentos estaduais. O valor total é baseado numa expectativa de crescimento de 4,5% da economia brasileira no próximo ano.

A reunião de hoje serviu também para que a comissão apresentasse as mais de 11 mil emendas incluídas no Orçamento pelos parlamentares. Ficou para um próximo encontro, que será marcado na semana que vem, a discussão dos ajustes que deverão ser feitos para que a peça se adapte às promessas de campanha de Alckmin. “Se tivermos ajustes, serão pequenos”, disse Bragato. “Mas não houve nenhum tipo de conversa que significasse ajuste”, garantiu.

Ainda de acordo com o presidente da comissão, o governador eleito não encontrará dificuldades para adaptar a peça aos programas anunciados no período eleitoral. “O governador eleito sabe que o orçamento será maior do que a previsão anunciada (de R$ 140,6 bi). Mas ele sabe também que, apesar de ser um bom orçamento, existem limites.”

O prazo regimental para a apresentação de emendas parlamentares acabou na última quinta-feira (11). Até o momento, de acordo com o Diário Oficial, foram registrados o ingresso de 11.119 propostas de mudança ou acréscimo no projeto original. Com a proposta em mãos, a comissão tem 30 dias para emitir um parecer, contados a partir de hoje. Em seguida, a posição da comissão será apreciada pelo plenário da Casa, que poderá apresentar ressalvas ao documento.

Com informações de Gustavo Uribe, da Agência Estado

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André Mascarenhas

Turbinado pelos mais de 239 mil votos em São Paulo e recém escolhido relator do Orçamento 2011, o deputado estadual Bruno Covas (PSDB) já estuda vôos mais altos. Embora diga ainda estar avaliando se lança ou não sua “pré-candidatura” à presidência da Assembleia Legislativa, o tucano iniciou recentemente o processo de consultas para saber se terá apoio no partido para ocupar o cargo no biênio 2011-2012.

“Agora é o momento de conversar com os deputados”, diz o neto do ex-governador Mário Covas ao ser questionado se trabalha para viabilizar seu nome. Para o tucano, de apenas 30 anos, a escolha do presidente da Assembleia deve “refletir um processo”, que inclui a formação das bancadas na Casa e a composição do novo governo.

Caso assuma oficialmente a disputa, Bruno não terá uma briga fácil. Dentro de seu próprio partido, os nomes do atual presidente, Barros Munhoz, e de Celino Cardoso também são cotados. O PT, que elegeu a maior bancada da Assembleia, corre por fora e já reivindica a vaga.

Além da maior votação entre deputados estaduais do País, Bruno deve apostar no peso político de seu sobrenome e na percepção de que há um anseio por renovação na política para enfrentar a experiência de Munhoz e o crescimento do PT.

“Nunca houve uma correlação entre o deputado mais votado e a escolha do presidente”, ameniza o tucano, que procura controlar as expectativas em torno de seu nome. “Não vai ser minha última oportunidade, e meu futuro político não depende disso”, minimiza. “Não adianta impor uma candidatura.”

O novo presidente da Assembleia só será escolhido após a posse da nova legislatura, no dia 15 de março de 2011.

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André Mascarenhas

Parlamentar mais votado do legislativo paulista, o deputado estadual Bruno Covas (PSDB) deverá ser escolhido na próxima semana o relator do Orçamento Estadual de 2011 na Assembleia Legislativa de São Paulo. A proposta, que foi elaborada pelos tucanos Alberto Goldman e José Serra, deverá ser alvo de ajustes pontuais propostos pela equipe de transição do governador eleito, Geraldo Alckmin.

Economista e membro da Comissão de Finanças e Orçamento da Casa, Bruno foi o relator do Orçamento de 2010. Segundo colaboradores do tucano, há “99%” de chances de ser ele o responsável pela redação da proposta do ano que vem, projetada em R$ 140,6 bilhões. Além da votação expressiva nas urnas, o tucano é visto como alguém que “sabe descascar o abacaxi”. A escolha deverá ser formalizada na próxima quarta, 11, ou quinta-feira, 12.

Presidência. Citado em nove de cada dez conversas sobre a disputa pela presidência da Assembleia no biênio 2011-2012, Bruno tem dito nos bastidores preferir uma secretaria de peso no governo Alckmin. Na avaliação de colaboradores do tucano, seu nome tem sido ventilado como uma estratégia para “queimá-lo” na disputa.

Outros nomes cotados são do atual presidente, Barros Munhoz (PSDB), e de Celino Cardoso (PSDB).

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