Roldão Arruda, de O Estado de S.Paulo
O próximo domingo será comemorado oficialmente, pela primeira vez, como Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra. A lei que institui a comemoração foi sancionada na semana passada pela presidente Dilma Rousseff. Ao assinar o documento, ela ignorou uma antiga reivindicação do movimento negro para que incluísse a data no calendário dos feriados oficiais da República.
O projeto original de criação do Dia Nacional de Zumbi foi apresentado em 2003 pela senadora Serys Slhessarenko (PT-MT), que é descendente de ucranianos. Ao tramitar pela Câmara, um substitutivo propôs a inclusão da data na relação de feriados nacionais. Mas no retorno ao Senado, onde existe apenas um parlamentar negro, o gaúcho Paulo Paim (PT), a ideia foi rejeitada.
No Planalto, Dilma preferiu não alterar o projeto, mantendo a ideia de comemorar da data, mas sem parar o País. Em mais de duas centenas de cidades, porém, a data já é considerada como feriado.
Até o início da década de 1970, a principal comemoração relativa ao fim da escravidão no Brasil era o 13 de Maio – data em que a princesa Isabel assinou a chamada Lei Áurea, extinguindo oficialmente a escravidão. Em 1971, porém, em plena ditadura militar, um grupo de militantes negros do Rio Grande do Sul, decidiu que a melhor data seria a da possível morte de Zumbi dos Palmares, em 1695.
Zumbi morreu em combate, após comandar durante mais de uma década um movimento de resistência contra a escravidão. Chegou a reunir milhares de rebeldes no Quilombo dos Palmares, em Alagoas.
Tags: Consciência Negra, escravidão, movimento negro, Zumbi dos Palmares
Jair Stangler, do Estadão.com.br
O bispo de Jales, Dom Demétrio Valentini, afirmou nesta quinta-feira, 1º, em São Paulo, que “os movimentos sociais estão sentindo que é preciso voltar à carga.” Dom Demétrio participou da coletiva de lançamento da 17ª edição do Grito dos Excluídos, na sede da Confederação Nacional dos Bispos do Brasil em São Paulo.
Além dele, que representava a própria CNBB, também estiveram presentes Gilmar Mauro, do Movimento dos Sem-Terra (MST), José Efigênio de Paulo, da 24ª Romaria dos Trabalhadores, e Ari Alberti, da Coordenação Nacional do Grito.
Segundo Dom Demétrio, “é preciso retomar iniciativas. Não basta nós simplesmente confiarmos que o governo faça a sua parte, porque há partes indispensáveis a serem feitas pela cidadania, inclusive pelos movimentos sociais.”
O bispo afirmou ainda que a CNBB ainda não tem uma avaliação oficial do governo, mas elogiou a atuação da presidente Dilma Rousseff. “Acho que nós podemos dizer que nós temos uma presidente, uma presidenta, que seja, que está levando com responsabilidade a máquina administrativa, com bom senso, com equilíbrio e com firmeza. Eu manifesto, pessoalmente, a esperança de que, de fato, ela consiga combater a corrupção e levar à frente os propósitos mais amplos de um governo como deve ser um governo de um país tão grande como o nosso”, declarou
Tags: CNBB, Dom Demétrio Valentini, Grito dos Excluídos, movimentos sociais, MST
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