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Lisandra Paraguassu e Denise Madueño, de O Estado de S.Paulo

O presidente do PC do B, Renato Rabelo, está reunido com a presidente Dilma Rousseff, no Palácio da Alvorada, na manhã desta quinta-feira, 27, para levar o nome do deputado Aldo Rebelo para substituir Orlando Silva no Ministério do Esporte.

O ministro da Secretaria Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, também participa da reunião. Além de Rebelo, o PC do B também trabalhava com os nomes da deputada Luciana Santos (PE) e o presidente da Embratur, Flávio Dino (MA). Por volta das 11h30, o Rebelo chegou ao Palácio da Alvorada. Ele participaria da reunião para oficializar seu nome.

O ex-ministro Orlando Silva, no Twitter, sinalizou, nesta pela manhã, a indicação de Aldo para o Ministério, ao lhe desejar bom trabalho.

Atualizado às 11h34

 

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O ‘Estado‘ revelou, em uma série de reportagens publicadas em fevereiro deste ano, que o principal programa do ministério, o Segundo Tempo, se transformou em um instrumento financeiro do PCdoB, partido de Orlando Silva. Sem licitação, o ministro entregou o programa a entidades ligadas ao partido, cujos contratos com essas ONGs somaram R$ 30 milhões só em 2010.

Em entrevista à revista Veja, o policial militar e ex-militante do PCdoB, confirmou o favorecimento do partido nos contratos e afirma que o ministro recebeu pessoalmente remessas de dinheiro do esquema entregues na garagem do Ministério do Esporte.

Ao saber das denúncias, o ministro procurou Dilma, disse que iria pedir uma investigação à Polícia Federal e se colocou à disposição do Congresso para prestar esclarecimentos. Nesta segunda-feira, 17, em coletiva de imprensa o ministro disse que procurou o militar à pedido de seu antecessor, Agnelo Queiroz. Em entrevista ao Estado, o policial Ferreira afirmou que o ministro propôs acordo para ficar quieto.

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Eduardo Bresciani, do Estadão.com.br

O ministro do Esporte, Orlando Silva, afirmou nesta segunda-feira, 17, que recebeu apenas uma vez o policial militar João Dias Ferreira que o acusa de receber propina em contratos firmados na pasta. Segundo ele, o encontro aconteceu quando era secretário-executivo da pasta a pedido do então ministro, Agnelo Queiroz, atual governador do Distrito Federal.

“A única vez que encontrei este caluniador foi no Ministério do Esporte. Eu era secretário-executivo do Agnelo, que me recomendou que recebesse e firmasse o convênio”, disse Orlando Silva.

Segundo ele, a conversa com o policial militar aconteceu entre o final de 2004 e início de 2005. Os convênios com a associação de João Dias e a federação brasiliense de kung fu, presidida por ele, foram firmados em 2005 e 2006. Orlando Silva afirmou que o convênio foi celebrado devido a “experiência da entidade” em um trabalho social na cidade de Sobradinho.

Orlando disse acreditar que o pedido feito por Agnelo em favor das entidades de João Dias foi de “boa fé”. “O governador do Distrito Federal é pessoa correta. É uma pessoa bem intencionada, defende o interesse público. É uma pessoa que agiu de boa fé. Acreditou nas intenções, nas atitudes manifestadas por algumas pessoas. Quero acreditar nisso.”

O ministro reiterou suas declarações de inocência em relação à acusação de recebimento de propina. “Eu repudio veemente as falsidades publicadas na reportagem”. Ele voltou a chamar João Dias de “bandido”, disse que sua honra foi ferida e que deseja “reestabelecer a verdade”.

Destacou ainda as medidas tomadas de pedir investigação junto à Polícia Federal e o Ministério Público. Informou ter pedido para apresentar pessoalmente suas explicações à Comissão de Ética pública da Presidência da República.

Orlando destacou que o ministério busca no Tribunal de Contas da União (TCU) retomar recursos que teriam sido desviados pelas entidades de João Dias. Atribuiu a acusação a uma possibilidade de condenação do policial militar em uma ação penal em tramitação.

O ministro destacou ainda uma decisão do ministério de não mais firmar convênios com entidades não-governamentais no âmbito do programa Segundo Tempo. Questionado de porque não havia uma portaria oficializando a decisão, afirmou que isso poderá ser feita.

Denúncia. O ‘Estado‘ revelou, em uma série de reportagens publicadas em fevereiro deste ano, que o principal programa do ministério, o Segundo Tempo, se transformou em um instrumento financeiro do PCdoB, partido de Orlando Silva. Sem licitação, o ministro entregou o programa a entidades ligadas ao partido, cujos contratos com essas ONGs somaram R$ 30 milhões só em 2010.

Em entrevista à revista Veja, o policial militar e ex-militante do PCdoB, confirma o favorecimento do partido nos contratos e afirma que o ministro recebeu pessoalmente remessas de dinheiro do esquema. A entrega, segundo a reportagem, foi feita dentro da garagem do Ministério do Esporte por Célio Soares Pereira, que servia de motorista e mensageiro do grupo. À revista, Pereira afirmou que esteve pelo menos quatro vezes entregando dinheiro na garagem do ministério, além da ocasião em que repassou diretamente ao ministro “maços de notas de R$ 50 e R$ 100″ em uma caixa de papelão.

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estadão.com.br

Ameaçado de ser processado pelo ministro do Esporte, Orlando Silva, o policial militar e ex-militante do PC do B, João Dias Ferreira, enviou uma mensagem ao ministro e ao seu ex-partido. Em duas mensagens colocadas em seu blog, Ferreira aconselha o partido a “ficar calado antes de sair em defesa de Orlando” e manda um recado diretamente ao ministro: “estou aguardando ansiosamente ser chamado para apresentar as verdades materializadas”.

Às 7h57, Ferreira escreveu um texto diretamente ao ministro. Nele, diz compreender o direito defesa de Silva, mas diz aguardar “ansiosamente” ser chamado para relatar sua versão e ainda mostra intenção de dizer mais. “O que falei pra (sic) revista está devidamente gravado e será apresentado as autoridades competentes”, diz a mensagem.

Ferreira ainda relata que foi procurado a mando de Silva pelo secretário nacional Ricardo Leiser. “E se tu não deves nada, porque mandou seu secretáario nacional Ricardo Leiser tentar me localizar na sexta-feira, quando soube da matéria, o que ele queria comigo? Fazer mais um daqueles acordos não cumpridos?”. Prossegue dizendo não ser bandido e acusa o ministro e todos da sua equipe de refazer “qualquer processo do ministério de acordo com sua conveniência”.

Poucos minutos depois, às 08h05, em letras maiúsculas, Ferreira escreveu uma mensagem endereçada a todos os membros do partido. “SUGESTÃO: ERA BOM O PCDOB NACIONAL FICAR CALADO ANTES DE SAIR EM DEFESA DO ORLANDO SUMARIAMENTE.”

Acusações. O ministro do Esporte, Orlando Silva, é apontado como principal beneficiário de um suposto esquema de desvio de dinheiro público por meio de convênios de sua pasta com Organizações Não Governamentais (ONGs) pelo policial militar João Dias Ferreira, investigado como um dos integrantes do grupo.

O Estado revelou, em uma série de reportagens publicadas em fevereiro deste ano, que o principal programa do ministério, o Segundo Tempo, se transformou em um instrumento financeiro do PCdoB, partido de Orlando Silva. Sem licitação, o ministro entregou o programa a entidades ligadas ao partido, cujos contratos com essas ONGs somaram R$ 30 milhões só em 2010.

Em entrevista à revista Veja, o policial militar e ex-militante do PCdoB, confirma o favorecimento do partido nos contratos e afirma que o ministro recebeu pessoalmente remessas de dinheiro do esquema. A entrega, segundo a reportagem, foi feita dentro da garagem do Ministério do Esporte por Célio Soares Pereira, que servia de motorista e mensageiro do grupo. À revista, Pereira afirmou que esteve pelo menos quatro vezes entregando dinheiro na garagem do ministério, além da ocasião em que repassou diretamente ao ministro “maços de notas de R$ 50 e R$ 100″ em uma caixa de papelão.

Ao circular a matéria, o ministro disse que procurou a presidente Dilma e  que pediu ao ministro José Eduardo Cardozo a abertura de um inquérito na Polícia Federal .

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Amanda Romanelli, de Guadalajara

O ministro Orlando Silva afirmou que já pediu ao ministro José Eduardo Cardozo a abertura de um inquérito na Polícia Federal e garantiu que irá processar por calúnia os denunciantes entrevistados pela revista Veja.

“Felizmente no Brasil existe lei e o ônus da prova é de quem acusa. E não há nenhuma prova. E não há hipótese de haver prova, porque não há realidade nisso (na denúncia). Desafio os personagens dessa trama farsesca a apresentar alguma prova.”

O ministro também relatou conversa com a presidente Dilma Rousseff. “Falei com a presidenta Dilma hoje (sábado). Fui procurá-la para informar que tive notícia da reportagem que estava sendo feito e mostrei a ela nossos controles, para transmitir segurança. Foi uma conversa muito direta. Estou em missão fora do meu país e ela pediu para que eu continuasse com a minha agenda.”

O ministro disse, pelo Twitter, que repudia a reportagem da revista. “Repudio a farsa publicada hoje em Veja. As calunias são reações as medidas que determinei para combater irregularidades identificadas”, postou na rede.

Oposição. O PSDB já anunciou que irá protocolar na Procuradoria-Geral da República (PGR) a abertura de novas investigações contra o ministro e contra o ex-titular da pasta e hoje governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz. Segundo o líder do PSDB na Câmara, Duarte Nogueira (SP), a ação terá por base reportagem da revista Veja deste final de semana e pedirá o afastamento de Silva até o término das investigações.

Em fevereiro, o PSDB já havia ingressado com representação na Procuradoria Geral da República solicitando análise sobre convênios do programa Segundo Tempo. Além de investigação à PGR, o PSDB na Câmara também pedirá apuração da CGU e Polícia Federal.

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