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Indícios de fraude foram encontrados em um projeto criado e monitorado na época de sua criação pelo atual ministro das Cidades, Aguinaldo Ribeiro (PP). Anunciado em 2010, o projeto Jampa Digital prometia transformar João Pessoa, na Paraíba, em uma cidade digital com a oferta de internet gratuita e sem fio a todos os moradores da cidade, além de ter escolas informatizadas e monitoramento por câmeras IP em todo o perímetro urbano. Segundo reportagem do Fantástico, mesmo tendo ocorrido as licitações e compra dos equipamentos em tempo recorde, não é fácil conectar a internet na cidade. Nesta segunda-feira, 26, o Ministério Público da Paraíba confirmou o recebimento de um pedido de apuração por parte do Ministério das Cidades.
O projeto Jampa Digital foi idealizado e lançado por Aguinaldo Ribeiro quando era secretário de Ciência e Tecnologia de João Pessoa. O contrato da empresa com a Prefeitura de João Pessoa foi assinado pelo antecessor de Ribeiro na secretaria municipal. Dez dias depois da inauguração, Ribeiro deixou a secretaria para entrar na campanha que o elegeria deputado federal.
Entre as irregularidades, a principal encontrada foi a compra de equipamento por preço muito acima do praticado pelo mercado. Como exemplo, a reportagem mostrou uma licitação em que câmeras foram oferecidas por aproximadamente R$ 30 mil cada, enquanto que em outra licitação para o Tribunal Regional do Trabalho no Rio Grande do Norte, o mesmo modelo de câmera custava cerca de R$ 10 mil. A empresa responsável pela implantação, instalação e manutenção do projeto era a Ideia Digital Sistemas.
Relatório de inteligência financeira com informações oferecidas pelos bancos apontou movimentações atípicas na conta de Ribeiro entre 2006 e 2010. O documento foi enviado a procuradores da Polícia Federal. Segundo a assessoria do ministro, ele não liberou nenhum recurso ao projeto e, quando assumiu a secretaria municipal, a licitação e a contratação para o Jampa Digital já haviam sido concluídas.
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O novo ministro das Cidades, Aguinaldo Ribeiro (PP), tomou posse na tarde desta segunda-feira, 6, e assumiu o papel de “destravar as engrenagens” da pasta. Ribeiro afirmou em seu discurso que sua prioridade será a gestão, e disse ser capaz de aliar a atividade política ao rigor técnico.
“Recebi uma instrução clara para destravar as engrenagens do Ministério das Cidades”, afirmou Ribeiro, após fazer uma homenagem a seu antecessor, Mário Negromonte (PP). “É forçoso reconhecer que vivemos um clima de grande ceticismo em relação aos políticos. É plenamente possível conciliar atividade política com rigor técnico. E nos dias de hoje, a boa política deve estar baseada na gestão”, disse.
Ribeiro também declarou que um de seus papéis será promover a inclusão social, destacando a execução do programa “Minha Casa, Minha Vida”.
Para afastar imagem de divisão interna no PP, ministro Aguinaldo Ribeiro fez diversas menções à “unidade” de seu partido, conferindo atenção especial ao presidente da sigla, o senador Francisco Dornelles (PP-RJ).
Em um gesto de deferência ao partido, a presidente Dilma Rousseff destacou a “importância estratégica” da pasta para o desenvolvimento do Brasil. Em seu discurso, Dilma disse contar com o apoio da legenda, repetiu diversas vezes a dimensão dos investimentos comandados pelo ministério e também citou a participação da pasta no “Minha Casa, Minha Vida”, um dos programas prioritários de sua gestão.
“Estamos decididos a investir pesadamente em infraestrutura e melhoria da distribuição de renda e da qualidade de vida em nosso País”, disse a presidente ao novo ministro. “Sob sua gestão, estarão políticas decisivas para o desenvolvimento e um dos nossos mais caros objetivos, que é oferecer melhores condições de vida à população.”
Ribeiro foi indicado para o cargo após a demissão do ex-comandante da pasta, Mário Negromonte (PP), que culpou setores de seu próprio partido pelo desgaste que sofreu nas últimas semanas. Negromonte foi acusado de receber lobistas e participar da fraude de um documento que recomendava um sistema de transporte mais caro para Cuiabá para a Copa do Mundo, conforme revelou o Estado.
Na cerimônia de posse de seu sucessor, Negromonte negou irregularidades durante sua gestão. ”Podemos afirmar, não há nenhuma irregularidade na nossa gestão frente ao Ministério das Cidades. Saio como entrei, sem nenhum processo e de cabeça erguida”, disse Negromonte. “Pautamos nossa atuação, senhora presidente, sempre e sempre na estrita aderência aos ditames da lei.”
Negromonte, que agora reassume seu mandato de deputado federal, prometeu continuar trabalhando a favor do governo Dilma Rousseff. “Missão cumprida, volto a minha casa de origem, a Câmara dos Deputados, com duas metas: apoiar o governo e contribuir para a unidade do Partido Progressista”, afirmou.
Aguinaldo Ribeiro também chega à Esplanada dos Ministérios sob suspeita de beneficiar parentes durante seu mandato de deputado. Ele destinou emendas para Campina Grande (PB), município em que a irmã é pré-candidata à prefeitura, pediu prioridade em repasses para a Prefeitura de Pilar, governada pela mãe, e emprega em seu gabinete na Câmara um primo que não bate ponto em Brasília.
Cerimônia de posse do novo ministro das Cidades, Aguinaldo Ribeiro
17h48: Presidente encerra seu discurso: “Muda o comando do ministério, mas a tarefa persiste. Desejo ao deputado Negromonte muito sucesso e ao ministro Aguinaldo Ribeiro toda a sorte do mundo, e recomendo: mãos à obra, ministro.”
17h46: “Nossas cidades cresceram por muitas décadas de maneira desordenada. Queremos e vamos alterar esse quadro, com coordenação, com regra e, sobretudo, obras, programas e investimentos públicos”, afirma Dilma.
17h43: Dilma também ressalta papel do “Minha Casa, Minha Vida” em seu governo, “maior e mais importante programa de construção de moradias da história recente do Brasil”.
17h41: Presidente destaca que Ministério das Cidades é de “importância estratégica para o País” e diz confiar na capacidade do novo ministro. “Eu tenho certeza que esse desafio que o senhor hoje assume será um desafio capaz de ser atingido pela sua capacidade de gestão e de comando”, afirma Dilma. “Estamos decididos a investir pesadamente em infraestrutura e melhoria da distribuição de renda e da qualidade de vida em nosso País. Sob sua gestão, estarão políticas decisivas para o desenvolvimento e um dos nossos mais caros objetivos, que é oferecer melhores condições de vida à população.”
17h38: Dilma agradece “empenho” de Negromonte à frente do Ministério das Cidades, nas áreas de “saneamento, habitação, construção de moradias e urbanização de bairros precários”. Ela agradece e deseja boa sorte ao deputado.
17h36: Dilma Rousseff começa seu discurso cumprimentando os ministros e autoridades presentes à cerimônia de posse.
17h32: Ministro faz homenagem também ao ex-ministro Mário Negromonte, e diz a Dilma: ”Recebi uma instrução clara para destravar as engrenagens do Ministério das Cidades”.
17h29: Aguinaldo Ribeiro diz que “gestão” será sua prioridade e diretriz à frente do Ministério das Cidades. “É forçoso reconhecer que vivemos um clima de grande ceticismo em relação aos políticos. É plenamente possível conciliar atividade política com rigor técnico. Nos dias de hoje, a boa política deve estar baseada na gestão”, afirma.
17h28: “Como ministro de seu governo, mais do que nunca assumo a responsabilidade de fazer tudo o que estiver a meu alcance para que o Brasil continue sendo um país generoso com seus filhos, onde a inclusão social seja cada vez mais a regra, e não a exceção”, diz o novo ministro, que destaca a execução do programa “Minha Casa, Minha Vida”.
17h25: Para afastar imagem de divisão interna no PP, ministro Aguinaldo Ribeiro destaca “unidade” de seu partido pelo menos três vezes, e faz uma homenagem ao presidente da sigla, o senador Francisco Dornelles (PP-RJ).
17h23: No primeiro discurso como ministro, Aguinaldo Ribeiro chama de “Marcos Maia” o presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia. Ele faz uma saudação ao governador e ao vice-governador de seu Estado, a Paraíba.
17h22: Dilma Rousseff e Aguinaldo Ribeiro assinam termo de posse do novo ministro das Cidades.
17h20:Ex-ministro Mário Negromonte promete continuar trabalhando a favor do governo Dilma Rousseff e deseja sorte ao novo comandante da pasta, Aguinaldo Ribeiro. “Missão cumprida, volto a minha casa de origem, a Câmara dos Deputados, com duas metas: apoiar o governo e contribuir para a unidade do Partido Progressista”, afirma.
17h18: “Podemos afirmar, não há nenhuma irregularidade na nossa gestão frente ao Ministério das Cidades. Saio como entrei, sem nenhum processo e de cabeça erguida”, diz Negromonte. “Pautamos nossa atuação, senhora presidente, sempre e sempre na estrita aderência aos ditames da lei.”
17h16: Presidente Dilma Rousseff se senta entre o presidente do Senado, José Sarney (PMDB), e o presidente da Câmara, Marco Maia (PT).
17h15: Começa cerimônia de posse, com discurso do ex-ministro Mário Negromonte.
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Eduardo Bresciani, do estadão.com.br
O presidente do PP, senador Francisco Dornelles (RJ), confirmou agora há pouco no Congresso a substituição do Ministério das Cidades de Mário Negromonte por Aguinaldo Ribeiro. Ele disse ter recebido um telefonema da Presidência da República comunicando a troca.
“Acabo de receber um telefonema da Presidência da Republica dizendo que aceitou o pedido de demissão do ministro Mário Negromonte e o Palácio está anunciando a nomeação do deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB) para o cargo”, disse o presidente do partido.
Aguinaldo Ribeiro, atual líder da bancada do partido na Câmara, é um parlamentar de primeiro mandato, pouco conhecido na Casa. Tão desconhecido que o próprio presidente do PP, senador Francisco Dornelles (RJ), confundiu-se ao citar seu nome. Durante a rápida entrevista em que anunciou a troca, Dornelles chegou a chamar o novo ministro de “Aguinaldo Muniz”. Apesar da gafe, Dornelles afirmou que o indicado é “competente, trabalhador e muito representativo para a bancada”.
Demissão. A substituição de Mário Negromonte já estava acertada em acordo firmado entre Dilma, o PP e o governador da Bahia Jaques Wagner. O acordo foi fechado durante assinatura da ordem de serviço para o início das obras de revitalização urbanística da bacia do rio Camaçari, região metropolitana de Salvador. Na ocasião, Negromonte, que pertence ao PP da Bahia, já aparentava constrangimento ao participar do evento, junto com a presidente Dilma Rousseff, do governador da Bahia, Jaques Wagner, e de cinco colegas de ministério.
Relembre:
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O chefe da assessoria parlamentar do Ministério das Cidades, João Ubaldo Dantas, foi exonerado nesta segunda-feira, 30. A demissão, assinada pela ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, foi publicada no Diário Oficial da União. Aliado do ministro Mario Negromonte, ele era o responsável pela interlocução da pasta com o Congresso.
A saída de Dantas ocorre cinco dias após a demissão do chefe de gabinete da pasta, Cássio Peixoto. O ministro das Cidades deve deixar o cargo na reforma ministerial realizada pela presidente Dilma Rousseff.
Denúncias. Uma reportagem do Estado revelou em novembro que o Ministério das Cidades aprovou uma fraude que retirou veto a mudança do projeto do governo de Mato Grosso de trocar a implantação de uma linha rápida de ônibus (BRT) pela construção de um Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT).
Após o documento ter sido forjado pela diretora de Mobilidade Urbana da pasta, com autorização do chefe de gabinete do ministro, o ministério passou a respaldar a obra e seu custo subiu para R$ 1,2 bilhão, R$ 700 milhões a mais do que o projeto original.
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O chefe de gabinete do Ministério das Cidades Cássio Ramos Peixoto foi exonerado do cargo. O desligamento foi publicado no Diário Oficial da União desta quarta-feira, 25, e assinado pela ministra Gleisi Hoffmann (Casa Civil). Em novembro, o Estado revelou gravações de uma reunião em que integrantes da pasta manobraram para derrubar parecer técnico contrário à mudança do projeto de uma obra em Cuiabá (MT). A autorização para a alteração teria partido de Cássio Ramos Peixoto.
Reportagem do Estado mostrou que a diretora de Mobilidade Urbana da pasta, Luiza Gomide, com autorização de Cássio Peixoto alterou parecer técnico que vetava a mudança do projeto do governo de Mato Grosso de trocar a implantação de uma linha rápida de ônibus (BRT) pela construção de um veículo leve sobre trilhos (VLT). A mudança aumentaria os custos da obra em R$ 700 milhões. A obra, que chegaria a R$1,2 bilhão, também foi reprovada pela Controladoria Geral da União. Higor Guerra, analista do Ministério das Cidades que teve sua nota adulterada, confirmou a fraude.
Na ocasião, o titular da pasta, Mário Negromonte (PP), negou as denúncias de fraude e em audiências públicas no Congresso afirmou que houve falha técnica por parte de funcionários da pasta. O ministro é um dos cotados a perder o cargo na reforma ministerial.
Com informações da Agência Brasil
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Eugênia Lopes, de O Estado de S.Paulo
O ministro das Cidades, Mário Negromonte (PP), alegou “reunião ministerial” para não depor na Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara, na tarde desta quarta-feira, 14. A agenda do ministro, porém, prevê apenas uma reunião mais cedo, no Palácio do Planalto para discutir Política de Trânsito-Fim de ano, e despachos internos. A convocação de Negromonte foi aprovada há duas semanas para explicar denúncia de fraude em parecer técnico de obra da Copa, publicada pelo Estado.
De acordo com a reportagem, o ministro teria dado sinal verde para fraude do documento que abriu caminho para a aprovação de projeto de Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), em Cuiabá (MT), encarecendo em R$ 700 milhões a obra de mobilidade urbana para a Copa do Mundo de 2014. Na semana passada, Negromonte deu explicações sobre o caso no Senado. Em audiência vazia e sem pressão da oposição, o ministro disse que apenas houve “divergências de opinião” entre os técnicos da pasta e não fraude no parecer.
Negromonte esteve nessa terça-feira, 13, no Congresso para participar de reunião da Executiva do PP. Seu isolamento dentro do partido ficou evidente. Negromonte não tem o apoio da maioria da bancada do PP na Câmara e no Senado e é um dos ministros que está com a cabeça a prêmio na reforma ministerial que seria promovida pela presidente Dilma Rousseff no início de 2012. Na reunião dessa terça, Negromonte disse não ter apego a cargo. “Cargo não me comove. Eu dou valor ao meu mandato. Gosto muito do Parlamento. Não tenho apego e não fico de joelho para ninguém por causa de cargo. Quando falo ninguém, é todo mundo”, afirmou o ministro.
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Lilian Venturini, do estadão.com.br
Em audiência de pouco mais de uma hora e com poucos senadores inscritos, o ministro das Cidades, Mário Negromonte, voltou a negar irregularidades em obra da Copa de 2014 em Cuiabá (MT). A presença do ministro era aguardada para explicar a alteração de parecer técnico que vetava a mudança do projeto do governo de Mato Grosso de trocar a implantação de uma linha rápida de ônibus (BRT) por um Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT). A mudança aumentaria em R$ 700 milhões o valor da obra.
Questionado pelo senador Alvaro Dias (PSDB-PR) sobre a alteração do parecer, que desconsideraria também um relatório do Tribunal de Contas da União, Negromonte disse apenas que houve “divergência de opinião” entre os técnicos do ministério. ” O trâmite é normal. Houve divergência. O técnico deu um parecer, a diretor deu outro parecer. Não fui comunicado dessa divergência. Por isso abri sindicância”, afirmou. Gravações de conversas entre funcionários da pasta obtidas pelo Estado indicam que a alteração ocorreu após articulação política entre o governo de Mato Grosso e o ministério. Na avaliação do ministro, Mato Grosso tem autonomia administrativa para solicitar a mudança de BRT para VLT e o custo adicional ficaria sob responsabilidade do Estado.
Ao contrário das outras audiências públicas com ministros envolvidos em denúncias de irregularidades, que chegaram a durar até seis horas, a sessão com Negromonte foi apática. A oposição ficou por conta apenas do senador Alvaro Dias. Os demais senadores, da base aliada, elogiaram o comportamento do ministro de comparecer a audiência e também descartaram o indício de falhas. “Houve procedimento esdrúxulo, que não tem outra denominação a não ser fraude. O procedimento é irregular, ilícito, fraudulento e nos autoriza a suspeitar desse procedimento”, disse Alvaro Dias ao lembrar que o parecer técnico que autorizou o VLT tinha a mesma numeração e data do documento contrário à obra. “Não tem mudança de modal definida. É esse exagero do denuncismo, um pré-julgamento de algo que ainda vai acontecer”, rebateu o Walter Pinheiro (PT-BA).
Abaixo, os principais momentos:
10h37 – Ao contrário das audiências públicas realizadas para ouvir esclarecimentos de ministros envolvidos em suspeitas de irregularidades, a sessão com Mário Negromonte durou cerca de uma hora. Ao final, o ministro apenas agradeceu o convite. “Me sinto honrado em retornar a essa Casa e o Ministério das Cidades está à disposição.”
10h33 – Com poucos inscritos a fazer perguntas ao ministro das Cidades, audiência não trouxe fatos novos até o momento.
10h20 – O senador Walter Pinheiro (PT-BA) também sai em defesa de Negromonte ao afirmar que a definição da execução do projeto da obra de Cuiabá ainda está em processo. “Não há nenhum tipo de sinalização de projeto básico em Cuiabá e Salvador(…) Não tem mudança de modal definida. Esse exagero do denuncismo. O pré-julgamento de algo que ainda vai acontecer. Tem um limite. É importante o senhor acentuar de que forma essas coisas aconteceram.”
10h10 – O ministro das Cidades voltou a dizer que “não vai passar a mão na cabeça de ninguém”. Agora, o senador Vicentinho Alves (PR-TO) tem o direito de perguntar. O senador concorda com o ministro sobre a autonomia do Estado de Mato Grosso na decisão sobre o modal para obra em Cuiabá e não vê falhas cometidas pelo ministério.
10h07 – O senador Alvaro Dias cobrou o afastamento dos funcionários envolvidos. “Há presunção de inocência. Quem fez a decisão pela alteração do modal foi o governo do Estado do Mato Grosso, que tem autonomia administrativa. Não foi a diretora do ministério”, rebateu Negromonte. Para o senador tucano, porém, a fraude é evidente: “Houve procedimento esdrúxulo que não tem outra denominação a não ser fraude”, diz ao comentar que o parecer foi alterado com a mesma data e número de identificação do documento anterior, contrário à mudança de modal. “O procedimento é irregular, ilícito, fraudulento e nos autoriza a suspeitar desse procedimento. Não há como não suspeitarmos das intenções em relação a um procedimento fraudulento. Tanto é que o ministro não está desmentido o fato.”
10h02 – Ministro comenta o pedido do governador do MT para mudar o tipo do modal: “Disse a ele que tinha o problema do dinheiro, que o governo federal não iria colocar mais recursos. Ele [o governador de MT] iria buscar dinheiro em bancos. Então ele encaminhou o projeto, um grupo colegiado, Gecopa, o analisou. A diretora do ministério não solicitou oficialmente o parecer do técnico (Higor Guerra). Então não pedi oficialmente que fizesse alteração. O trâmite é normal. Houve divergência. O técnico deu um parecer, a diretor deu outro parecer.” “Não fui comunicado dessa divergência. Por isso abri sindicância. Se houve erro no procedimento, quem vai dizer é o CGU, TCU, Ministério Público e a sindicância. Não vou passar a mão na cabeça de ninguém. Não solicitei [alteração]. Eles [o Gecopa] têm autonomia.” O senador Alvaro Dias pergunta se o ministro não tinha conhecimento do parecer da TCU que aponta irregularidades no projeto. Negromonte disse que não sabia e que o parecer do técnico do ministério não era conclusiva.
9h56 – Negromente: “O governo da Presidente Dilma instalou o PAC da mobilidade para grandes cidades, destinando recursos para melhorar o transporte público, além do PAC Copa. Recebemos as propostas de todos. Todos os Estados e capitais solicitaram mudança de modal, menos o Rio de Janeiro. O de Cuiabá solicitou e levou as argumentações técnicas. “
9h45 – Senador Álvaro Dias relembra o depoimento do analista técnico do ministério Higor Guerra, que afirma ter havido pressão para trocar o parecer sobre a obra de Cuiabá. “É uma fraude documentada. Se não foi de responsabilidade de sua Excelência, quais foram as providências adotadas após o conhecimento do fato?”
09h30 – O ministro Mário Negromonte fez breve abertura da audiência e falou poucos minutos dos 30 minutos a que tem direito. O senador Alvaro Dias (PSDB – PR), autor do requerimento para ida do ministro ao Senado, abriu os questionamentos. Com base nas reportagens do Estado sobre alteração de parecer de projeto de Cuiabá (MT), Alvaro Dias pergunta se Negromonte tinha conhecimento da alteração.
Tags: Ministério das Cidades, Negromonte
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O PSDB entrou com uma representação no Ministério Público do Distrito Federal solicitando o afastamento do ministro das Cidades, Mário Negromonte, e de servidores da pasta responsáveis pela fraude em nota técnica sobre projeto de transporte público de Cuiabá, no Mato Grosso, para a Copa de 2014.
O líder do partido na Câmara, deputado Duarte Nogueira, afirmou que o projeto original previa a implantação, com investimentos de R$ 500 milhões, de um trânsito rápido por ônibus, “e a fraude transformou, de maneira burlada, este tipo de transporte em Veículo Leve Sobre Trilhos, aumentando o valor da obra para R$ 1,2 bilhão”.
Para Nogueira, o fato é gravíssimo. Ele acredita que o Ministério Público deve acolher o pedido de abertura de ação civil pública e solicitar o imediato afastamento dos servidores envolvidos.
Investigações. Em entrevista à rádio Estadão/ESPN, o líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP), indicou que não vai se opor às investigações. “O governo não tem blindado nenhum ministro, não tem impedido nenhuma investigação. Se a oposição pedir para qualquer ministro ser convidado para ir à Câmara, nos vamos ser a favor.”
O deputado disse que, em sua avaliação, a denúncia é “muito frágil”, por que não houve falsificação de assinatura. “É muito mais um erro administrativo.” Segundo Vaccarezza, não se deve falar em fraude, já que são pessoas diferentes que assinam os pareceres. “Fraude é um termo muito forte”, disse. Com informações da Agência Câmara
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Em julho, reportagens apontaram a existência de um suposto esquema de corrupção no Ministério da Cidades, que favoreceria empreiteiras ligadas ao PP, partido do titular da pasta, Mário Negromonte. Na ocasião, o ministério negou as acusações e afirmou que as empresas foram contratadas regularmente. Nesta quinta-feira, 24, o Estado revela que o ministro deu aval para respaldar tecnicamente um acordo político que mudou um projeto e elevou o valor de uma obra da Copa em R$ 700 milhões.
Após novas denúncias no Ministério das Cidades, o ministro tem condição de permanecer no cargo?
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O Estado de S.Paulo
O deputado João Pizzolatti (PP-SC) confirmou, em entrevista ao site da revista Veja, que participou de uma reunião com o ministro das Cidades na semana passada – desmentindo a defesa feita por Mário Negromonte. Pizzolatti, no entanto, negou que o ministro tenha oferecido uma mesada de R$ 30 mil para garantir a adesão de deputados a sua ala dentro do partido.
No sábado, Negromonte havia negado a realização de “reunião partidária dentro das dependências do Ministério das Cidades”.
Sob pressão, o ministro tem dado declarações polêmicas sobre a briga de facções no PP. Ao jornal O Globo, disse que, se o partido continuar dividido, corre o risco de perder o comando da pasta. “O que acontece é que a bancada do PP começou a se digladiar. Então vai o meu alerta: em briga de família, irmão mata irmão, e morre todo mundo.”
Na terça-feira, em entrevista a uma rádio de Salvador, chegou a afirmar que a briga interna no partido terminaria “em sangue”.
Longe da esfera partidária, pesa sobre o ministro o fato de ter liberado verba milionária para a cidade da qual sua mulher, Ena Wilma, é prefeita desde 2009. Glória, cidade de 14 mil habitantes na Bahia, recebeu R$ 2 milhões nos últimos dois meses.
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