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Em nota divulgada na tarde desta segunda-feira, 16, a ministra da Secretaria de Relações Institucionais Ideli Salvatti afirma que ainda não é investigada e que uma certidão do TCU atesta que seu nome “não consta como responsável em nenhum processo de fiscalização”.
Motivada pela representação feita pelo PSDB, a ministra entregou a sua defesa prévia, que será analisada pela Comissão de Ética da Presidência da República. A partir daí, a comissão decidirá se abre procedimento para investigar as irregularidades na aquisição de lanchas pelo Ministério da Pesca. A decisão deve ser tomada na próxima reunião da comissão, marcada para 14 de maio.
As 28 lanchas-patrulha foram compradas entre dezembro de 2008 e março de 2011 pelo Ministério da Pesca. Na época, Ideli era a responsável pela pasta.
No último dia 2, o PSDB entrou com uma representação na comissão para que fosse apurada possível conduta antiética na gestão de Ideli na Pesca, quando foi finalizado o pagamento das lanchas e foram levantadas suspeitas de que a empresa Intech Boating, que vendeu os equipamentos, seria doadora de campanha de Ideli ao governo de Santa Catarina, em 2010.
Leia abaixo a íntegra da nota:
Certidão do Tribunal de Contas da União (TCU) divulgada hoje atesta que a ministra-chefe da Secretaria de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, não consta como responsável em nenhum processo de fiscalização.
São as investigações do TCU que baseiam a representação do PSDB à Comissão de Ética Pública da Presidência da República, à qual a ministra já entregou sua defesa prévia.
O presidente da Comissão de Ética, Sepúlveda Pertence, esclareceu no fim da tarde de hoje que a ministra não é investigada, e que a análise sobre o acolhimento da representação só ocorrerá na próxima reunião, em 14 de maio.
Com informações da Agência Brasil
Tags: Comissão de Ética, Ideli Salvatti, pesca
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Lilian Venturini, do estadão.com.br
atualizado às 13h12
Em um discurso com metáforas e referência ao tio, bispo Edir Macedo, o senador Marcelo Crivella (PRB-RJ) tomou posse como ministro da Pesca e Aquicultura nesta sexta-feira, 2. “Colocar minhoca no anzol a gente aprende rápido. Pensar nos outros é que é um pouco mais difícil”, brincou durante a cerimônia, ao lembrar a declaração dada à rádio Estadão ESPN, nessa quinta-feira, 1º.
O ingresso do PRB no ministério foi interpretado como uma tentativa da presidente em se aproximar da bancada evangélica e evitar ataques religiosos durante a campanha das eleições municipais neste ano. Durante seu discurso na cerimônia, a presidente Dilma Rousseff, rebateu as críticas contrárias à nomeação defendendo um “governo de coalizão”. ”[Um governo] se apoia numa coalizão de partidos e isso não é contraditório. Só é contraditório para aqueles que não percebem que é possível e necessário, quando se chega ao governo, falar para todos”, afirmou.
Segundo a presidente, a entrada de Crivella no Planalto apenas reforça a aliança do PT com a sigla. “O PRB de José Alencar e do senador Crivella não poderia ficar de fora do meu governo”, disse Dilma ao lembrar da participação de José Alencar na vicê-presidência do governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Crivella entra no ministério no lugar de Luiz Sérgio, que reassume seu mandato na Câmara. O petista estava no ministério desde junho do ano passado, quando deixou a Secretaria de Relações Institucionais para ceder lugar a Ideli Salvatti. Ao comentar a saída do petista, Dilma se emocionou e o agradeceu pela compreensão. “Muitas vezes somos obrigados a prescindir de grandes colaboradores. Você [Luiz Sérgio] compreende a natureza de um governo de coalizão”, disse Dilma, com a voz embargada.
Abaixo, os principais momentos da cerimônia:
12h26 - Dilma: “PRB de José Alencar e do senador Crivella não poderia ficar de fora do meu governo. Na verdade, o PRB está apenas voltando. Seja bem-vindo o senador Crivella”, concluiu Dilma. Fim da cerimônia.
12h24 - Dilma: “Ao longo do caminho, muitas vezes somos obrigados a prescindir de grandes colaboradores. Há uma pessoa nesta cerimônia que merece todas as minhas homenagens e os meus mais calorosos agradecimentos. Quero agradecer ao Luiz Sérgio. Obrigado. Você foi e é um amigo, um parceiro, e compreende a natureza de um governo de coalizão, assim como a dedicação que a política muitas vezes acaba nos impor em nome dos interesses do País, você prestou relevantes serviços ao governo durante o governo do presidente Lula, na campanha que nos trouxe ao poder e nos cargos que assumiu no nosso governo”, disse a presidente com a voz embargada. “Lhe desejo toda sorte e sucesso em sua volta ao Congresso.”
12h22 - Dilma: “A entrada do senador Marcelo Crivella no governo significa o reconhecimento do papel do PRB nesta grande coalizão que nos ajuda a governar. Representa a volta do PRB ao exercício do poder Executivo, já que esse partido esteve conosco durante o governo Lula, não apenas no ministério, mas na vice-presidência da República, com nosso querido José Alencar.” “Tenho certeza do apoio do senador Crivella. E o senador tem toda razão: a gente aprende a colocar a minhoca no anzol. O que é difícil de aprender é governar para todos os brasileiros e todas as brasileiras. Esse País, afinal de contas, levou alguns séculos para respeitar todos os cidadão brasileiros.”
12h19 - Dilma: “Um presidente, ao chegar ao governo tem o dever constitucional de governar para todos. Inclusive para aqueles que não votaram nele. Ao mesmo tempo, se apoia numa coalizão de partidos e isso não é contraditório. Só é contraditório para aqueles que não percebem que é possível e necessário, quando se chega ao governo, falar para todos os brasileiros e para todas brasileiras, mesmo que você se apoie numa coalizão e numa aliança.”
12h17 - Dilma: “Esse é um País extremamente complexo e múltiplo. Assim sendo a constituição de alianças políticas é essencial para que o Brasil seja administrado e governado de forma democrática e que o governo represente os interesses da nação.”
12h09 - A presidente Dilma Rousseff discursa na cerimônia. “Confio e sei das qualificações, apesar da modéstia, do senador Crivella e ministro da Pesca e Aquicultura.”
12h07 – Crivella: “Colocar minhoca no anzol a gente aprende rápido. Pensar nos outros é que é um pouco mais difícil.” Com a frase: “Humildemente peço: me ajude meu Deus”, Crivella encerra seu discurso de posse.
12h06 – Novo ministro Crivella afirma que vai trabalhar para aumentar a produção e pesquisa. “Precisamos da Embrapa da Pesca”, disse destacando que tentará o número de engenheiros especializados no setor. Crivella voltou a dizer que trabalhará com empenho e citou seu tio, bispo Edir Macedo. “Ele uma vez diz, quem pensa nos outros, pensa como Deus.”
11h59 – Novo ministro fala em seu discurso de posse sobre o aumento da participação da sociedade na política brasileira e sobre o uso da internet para fazer cobranças ao poder público e da classe política. Crivella faz elogios ao governo Dilma, a Lula e ao ex-vice-presidente José Alencar, integrante do seu partido, PRB.
11h52 – Marcelo Crivella: “Agradeço a presença de todos. Sei o quanto custa para vocês ficarem aqui numa sexta-feira. Convidado pela presidente Dilma (…) em cargo muito acima das minhas qualificações, me senti imensamente grato e honrado. Embora, confesse, a minha primeira reação foi de surpresa e minha reação foi de sugerir outro nome do meu partido. Mas com o convite reiterado, desde logo entendi que se tratava de uma homenagem da presidente ao povo fluminense. Eis-me aqui, senhora presidenta. Sou mais um brasileiro a serviço da pátria.”
11h48 – A presidente Dilma Rousseff assina agora o termo que dá posse a Crivella como ministro da Agricultura, assinado também por Marcelo Crivella. O novo ministro irá se pronunciar.
14h47 – Luiz Sérgio: “Tenho a mais ampla e completa convicção da importância do ministério para o desenvolvimento para o enorme potencial da atividade pesqueira de nosso País. Tenho profundo apreço à atividade pesqueira.” Agradeço à senhora Presidente [pela oportunidade]. “Ministro Crivella, tenha certeza de que o senhor encontrará ali [no ministério] pessoas que ultrapassam a barreira do profissionalismo e se dedicam de corpo e alma a essa causa. Foi uma honra integrar o primeiro escalão do primeiro governo presidido por uma mulher no Brasil”.
11h41 – Ex-ministro destaca que o governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva deu mais atenção ao setor da pesca no Brasil. “Setor que tem enorme potencial ainda a ser desenvolvido.” Luiz Sérgio destaca que a meta para 2012 é atingir 826 mil toneladas de produção. “Para isso precisamos continuar nosso programa de pesca e ampliar as possibilidades de exploração sustentável de nossos estoques pesqueiros.”
11h30 – Começa a cerimônia de posse do novo ministro da Pesca, Marcelo Crivella. Luiz Sérgio, então no cargo, abre a cerimônia e agradece a confiança da presidente Dilma Rousseff por tê-lo indicado ao cargo. Luiz Sérgio voltará a exercer seu mandato de deputado federal.
Tags: bancada religiosa, crivella, MInistério da Pesca
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