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Agência Brasil

Relatório divulgado nesta terça-feira, 29, pela Controladoria-Geral da União (CGU) apontou várias irregularidades no Ministério da Agricultura e na Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), instituição vinculada à pasta. O documento confirma várias denúncias veiculadas pela imprensa em meados deste ano, que acabaram contribuindo para a saída de Wagner Rossi do comando do ministério no dia 17 de agosto.

Os problemas mais graves estão na Conab, onde, segundo a CGU, há irregularidades gerenciais e de contratos. Apenas nas operações do Prêmio para Escoamento de Produto (PEP) foi constatado prejuízo potencial de R$ 228 milhões em subvenções pagas indevidamente a empresas que não respeitaram as regras do programa.

Outro prejuízo do PEP, de R$ 20,5 milhões apenas em 2010, é relativo à prática de deságio – em que empresas contratadas pelo governo pagaram ao produtor menos que o preço mínimo estabelecido em contrato. De acordo com a CGU, a fraude do deságio já havia sido constatada pela fiscalização da Conab, mas nenhuma atitude foi tomada.

A falha no gerenciamento de dados – o que, de acordo com a CGU, acaba comprometendo a fiscalização – e o descontrole da área jurídica da Conab também chamaram a atenção da controladoria. Segundo o relatório, há pelo menos 10 mil processos envolvendo a companhia, gerenciados de forma deficiente .

Também foram confirmadas denúncias de irregularidades na venda de um terreno em área bem localizada de Brasília, gerando prejuízo à companhia, e na liberação de R$ 8,2 milhões para uma empresa de armazenagem, em uma operação autorizada pelo então diretor financeiro da Conab, Oscar Jucá Neto. O episódio resultou na saída dele do cargo.

No Ministério da Agricultura, foram confirmadas as denúncias de contratação indevida da Fundação São Paulo (Fundasp), mantenedora da PUC-SP, para a realização de cursos de capacitação. Segundo a CGU, o prejuízo, nesse caso, chegou a aproximadamente R$ 1,1 milhão.

Também foram apontadas falhas na contratação de serviços gráficos e de comunicação, na contratação de planos de saúde para adidos agrícolas, na contratação de serviços de análise laboratorial relativa a agrotóxicos e na aquisição de equipamentos de informática. O valor do prejuízo nesses casos não foi especificado.

Providências. A CGU recomendou a suspensão de situações que desfavoreçam os órgãos públicos, como os cursos da Fundasp e os processos em curso para alienação de imóveis da Conab. Outra recomendação é que se avalie as responsabilidades individuais e a possibilidade de aplicação de imputações penais e administrativas aos envolvidos.

O Ministério da Agricultura informou que o ministro Mendes Ribeiro Filho recebeu hoje o relatório e o encaminhou para o secretário executivo, José Carlos Vaz, para analisá-lo e adotar os procedimentos necessários. O resultado da análise do documento, no entanto, só será divulgado daqui a dez dias, segundo a assessoria do ministério.

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O ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro, deve receber alta do hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, na manhã de quarta-feira, 9, segundo nota divulgada pelo Ministério nesta terça-feira, 8. O hospital vai divulgar um boletim médico com mais detalhes após a alta.

Mendes Ribeiro voltou ao hospital no dia 1º de novembro, para consulta de rotina com objetivo de reforçar os pontos de uma das suturas da cirurgia feita em 14 de outubro, para a retirada de um tumor no cérebro. Após a cirurgia, ele teve alta em 22 de outubro.

O ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro, deve receber alta do hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, na manhã de quarta-feira, 9, segundo nota divulgada pelo Ministério nesta terça-feira, 8. O hospital vai divulgar um boletim médico com mais detalhes após a alta.

Mendes Ribeiro voltou ao hospital no dia 1º de novembro, para consulta de rotina com objetivo de reforçar os pontos de uma das suturas da cirurgia feita em 14 de outubro, para a retirada de um tumor no cérebro. Após a cirurgia, ele teve alta em 22 de outubro.

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O ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro, segue internado no hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. Segundo nota divulgada pelo Ministério nesta sexta-feira, 4, o estado clínico e neurológico do ministro é “muito bom”. Mendes Ribeiro voltou ao hospital na última terça-feira, 1º, para consulta de rotina com objetivo de reforçar os pontos de uma das suturas da cirurgia feita em 14 de outubro, para a retirada de um tumor no cérebro. Ele teve alta em 22 de outubro.

“O paciente continua recebendo medicação por via endovenosa e realiza fisioterapia”, indica a nota da pasta, que destaca que o ministro “caminha pelo Hospital e alimenta-se normalmente”. As equipes que o acompanham são coordenadas pelos médicos Roberto Kalil Filho, Artur Katz, Marcos Stávale, Paulo Hoff e David Uip.

A assessoria do ministro informou que o tumor foi descoberto em setembro, durante exames de rotina. Trata-se de uma recidiva, já que o ministro teve um tumor benigno na mesma região, que foi retirado há cinco anos.

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O ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro, voltou a ser internado nesta terça-feira, 1º, no hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, segundo boletim médico divulgado nesta quarta-feira, 2. Mendes Ribeiro foi submetido a uma cirurgia para a retirada de um tumor no cérebro no último dia 15 de outubro e recebeu alta uma semana depois. A nova internação, de acordo com o boletim médico, tem como objetivo reforçar os pontos de uma das suturas.

O ministro, que assumiu a pasta após a demissão de Wagner Rossi, está afastado das funções desde a cirurgia. Seu retorno à atividade ministerial estava prevista para o dia 7 de novembro. Ainda não foi informado se essa previsão deve mudar em razão da nova internação.

Leia abaixo trecho da nota divulgada pelo hospital:

“O Ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Sr. Jorge Alberto Portanova Mendes Ribeiro Filho, deu entrada no dia de ontem (01/11) no Hospital Sírio-Libanês para consulta de rotina. Com o objetivo de reforçar os pontos de uma das suturas, o paciente foi internado em um apartamento para receber medicamentos e antibióticos. O ministro passa bem e deverá permanecer internado por mais alguns dias. As equipes médicas que o acompanham são coordenadas pelos Profs. Drs. Roberto Kalil Filho, Artur Katz, Marcos Stávale, Paulo Hoff e David Uip.”

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Priscila Trindade, do estadão.com.br

O ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro, recebeu alta do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, no início da tarde deste sábado, 22, após passar por uma cirurgia para retirada de um pequeno tumor no cérebro há uma semana. Segundo a unidade, o paciente apresenta excelentes condições físicas e neurológicas.

Mendes Ribeiro retirou um tumor benigno do cérebro há cinco anos e de acordo com avaliação  médica feita na ocasião foi detectada a possibilidade de o tumor voltar a aparecer.

Jorge Alberto Portanova Mendes Ribeiro Filho, de 56 anos, assumiu a Agricultura em agosto deste ano, após Wagner Rossi pedir demissão do cargo em meio a uma série de denúncias de irregularidades na pasta.

O ministro está afastado de suas atividades à frente da pasta por conta do tratamento e o secretário-executivo José Carlos Vaz assumiu o cargo interinamente até o retorno de Mendes Ribeiro. / Com informações da Agência Reuters

 

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Venilson Ferreira, da Agência Estado, e Lilian Venturini, do estadão.com.br

O novo ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro (PMDB-RS), tomou posse nesta terça-feira, 23, em solenidade no Palácio do Planalto. Em seu discurso, fez elogios aos projetos em andamento na pasta e afirmou que fará mudanças quando houver necessidade. “Guardarei as mudanças para o que for necessário”, afirmou.  Mendes Ribeiro substitui Wagner Rossi, que pediu demissão na semana passada após denúncias de corrupção no ministério.

Desde que teve o nome confirmado para assumir a pasta, Mendes Ribeiro evitou falar em faxina, mas em seu discurso disse que vai buscar “a melhor equipe disponível”.  Sem experiência na área, o novo ministro voltou a dizer que pretende “dialogar”. ”Não espere de mim nesse discurso um plano de metas. Não seria verdadeiro nem consequente”, afirmou. Em entrevista à rádio Estadão ESPN nesta manhã, Mendes Ribeiro repetiu que irá “ouvir muito” durante sua gestão.

Wagner Rossi, que deixou o cargo na quarta-feira, 17, pressionado por denúncias de corrupção, tráfico de influência e desvio ético, participou da cerimônia. Em seu discurso fez agradecimentos e elogios à presidente Dilma e ao vice, Michel Temer, de quem é afilhado político.

Abaixo, os principais momentos da solenidade:

11h59 – Dilma: “Tenho certeza que sob sua gestão, o ministério continuará implementando políticas públicas compatíveis com a grandeza da agropecuária brasileira.” Com essa fala, a presidente encerrou a cerimônia de posse.

11h54 – Sobre o plano, Dilma destacou ações, como a desburocratização do acesso ao crédito, fortalecimento da agricultura de baixo carbono, apoio a pequenos produtores e criação de linhas de créditos especiais para cana-de-açúcar, pecuaristas e produtores de laranja. “Hoje, o nosso País, é o segundo maior produtor de alimentos do mundo e isso tem significado estratégico. Não só pra 2011 e 2012, mas para todo o horizonte que podemos ver ao longo do século 21.”

11h51 – Dilma: “Ex-ministro Wagner Rossi, agradeço a sua colaboração. Ao deixar o meu governo, [Rossi] deixa também herança de êxitos e bons resultados. Quero destacar que o Plano Agrícola 2011/2012 será executado por Mendes Ribeiro e tenho certeza de que será bem executado”

11h45 – Com discurso voltado também a representantes do setor agrícola, Mendes Ribeiro concluiu sua fala com agrarecimentos ao ex-ministro Wagner Rossi e à presidente, que também discursará

11h40 – Na leitura do discurso, o novo ministro afirma que assumirá dois compromissos. Um, já dito semana passada, é que pretende “ouvir e dialogar”. ” Segundo, compreender que o sucesso extraordinário da agricultura vem de longe e vem de muitos. Assumo com humildade a continuidade da política. Guardarei as mudanças para o que for necessário. E chegarei ao que for necessário pela orientação da Presidente da República.”

11h37 – Mendes Ribeiro: “Me orgulho de poder dizer, sim, que sou um político. Em meio a tantas contradições, sou, sim, um homem que apostou sua vida na boa política. Na prática em que o Estado deve ser forte e próximo das pessoas. Não desperdiçarei, portanto, essa oportunidade. Vejo a vida pública como missão sagrada, a qual me dedico nos últimos 30 anos com muita paixão e disponibilidade absoluta.”

11h34 – Mendes Ribeiro: “Não espere de mim nesse discurso um plano de metas. Não seria verdadeiro nem consequente. Existe, sim, um programa de governo que acompanhei e defendi como deputado do PMDB e líder do Congresso Nacional. Estarei agora com a responsabilidade de cargo, voltado para atingir as  metas estabelecidas. Vou buscar a melhor equipe disponível, os mais qualificados. Isso eu posso garantir.”

11h30 – Após a presidente Dilma e Mendes Ribeiro, assinarem o termo de posse, o novo ministro fará seu pronunciamento.

11h29 – Wagner Rossi: “Finalizo desejando ao meu sucessor, amigo, companheiro, o maior sucesso. Terá o mesmo apoio que eu tive no Congresso, na Câmara e no Senado, nos ministros e, sobretudo, no agronegócio.”

11h26 – Wagner Rossi também fez elogios ao vice-presidente Michel Temer (PMDB), seu padrinho político e citou números do ministério da Agricultura e do setor agrícola no País. “O ministro Mendes Ribeiro, com sua equipe técnica, vai definir os passos finais de um plano agropecuário nacional. Que sejamos nós que vamos dar a oferta de proteína que o mundo precisa.”

11h19 - Ao contrário do que se esperava, o ex-ministro Wagner Rossi compareceu à cerimônia de posse de Mendes e Ribeiro e abriu a solenidade. Em sua fala, lembrou que não deixou de prestar esclarecimentos e agredeceu ao “apoio, apreço e generosidade” da presidente Dilma Rousseff

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O nome da Fundação Getúlio Vargas (FGV) teria sido usado, sem o conhecimento da instituição, para fraudar uma licitação do Ministério da Agricultura, afirmou reportagem da Folha de S.Paulo, publicada nesta sexta-feira, 19. O documento teria servido para simular concorrência vencida pela fundação mantenedora da PUC de São Paulo. O contrato do ministério com a fundação faz parte das denúncias de corrupção que envolveram a pasta e resultaram no pedido de demissão de Wagner Rossi (PMDB).

De acordo com a reportagem, documentos mostram que papéis forjados (com assinatura falsa e números de fax inexistentes) foram apresentados para criar uma proposta em nome da FGV. A instituição, no entanto, informou não ter participado da concorrência. A Fundasp (Fundação São Paulo) ganhou a licitação de R$ 9,1 milhões.

Quando as denúncias de corrupção no ministério surgiram, o lobista Júlio Fróes foi apontado como nome responsável por garantir a contratação da fundação, que negou ter relação com Fróes. A Fundasp afirmou também que a participação na licitação obedeceu às regras e que o serviço é prestado corretamente. A fundação já recebeu R$ 5 milhões dos R$ 9,1 milhões previstos pelo contrato.

Em nota, o ministério informou que vai colaborar com as investigações já em curso da Polícia Federal para apurar supostas irregularidades no contrato com a Fundasp.

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estadão.com.br

O ministro da Agricultura, Wagner Rossi, enviou carta de demissão à presidente Dilma Rousseff, nesta quarta-feira, 17, após a Polícia Federal anunciar investigação sobre as denúncias contra a pasta. Depois de Antonio Palocci (Casa Civil), Alfredo Nascimento (Transportes) e Nelson Jobim (Defesa), Rossi é o quarto ministro a sair do governo em oito meses.

A relação do ministro da Agricultura, Wagner Rossi, com o lobista Júlio Fróes – que teria atuado durante meses dentro do ministério – será investigada pela Polícia Federal. Um inquérito foi aberto na segunda-feira, 15, e o ex-presidente da Comissão de Licitação do ministério Israel Batista já prestou depoimento. Dentre as denuncias que surgiram na imprensa contra o ministério,  estão o uso eleitoral da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e suposto tráfico de influência.

Além disso, o jornal Correio Braziliense denunciou que Rossi teria utilizado um avião de uma empresa que depende de autorizações do Ministério da Agricultura para vender seus produtos. A Ourofino Agronegócio trabalha com agrotóxicos, sementes e saúde animal e colocou à disposição do ministro e de seu filho Baleia Rossi (PMDB-SP), deputado estadual, um avião Embraer Phenon 100 avaliado em US$ 7 milhões.

Mais informações a seguir.

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Eduardo Bresciani, do estadão.com.br, e Lígia Formenti, de O Estado de S.Paulo

O ministro da Agricultura, Wagner Rossi utiliza um avião de uma empresa que depende de autorizações da pasta para vender seus produtos. A Ourofino Agronegócio trabalha com agrotóxicos, sementes e saúde animal e colocou à disposição do ministro e de seu filho Baleia Rossi (PMDB-SP), deputado estadual, um avião Embraer Phenon 100 avaliado em US$ 7 milhões, como revelou o jornal Correio Braziliense nesta terça-feira, 16. Wagner Rossi confirmou ter usado o avião. Ele admitiu ainda ter dado pessoalmente em outubro do ano passado aos donos da empresa a notícia de que a Ourofino poderia comercializar uma vacina contra febre aftosa, o que multiplicou os ganhos na área.

Pessoas do setor e integrantes do governo afirmam que a empresa seria beneficiada pelo ministério por meio de processos mais ágeis para obter licenças de seus produtos. Relatos dão conta que servidores do ministério da Agricultura fazem pressões nesse sentido junto ao Comitê Técnico de Assessoramento de Agrotóxicos, que conta com representantes do Ministério do Meio Ambiente e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária. O ministro diz que a pasta age dentro de sua “missão institucional” ao defender prioridades para alguns produtos.

Ao Estado, Rossi admitiu ter viajado no avião da Ourofino em “três ou quatro ocasiões”. Ele citou ter usado o avião duas vezes para ir de Brasília para a cidade onde mora. Em outra ocasião, foi a Uberaba (MG), onde a Ourofino tem filial. Além de ceder o avião para os deslocamentos, a empresa também doou R$ 100 mil para Baleia, filho de Rossi, na eleição de 2010, e contratou a produtora A Ilha, também de Baleia, para a realização de vídeos institucionais.

A proximidade do ministro com a empresa é tanta que ele esteve no dia 1º de outubro do ano passado para anunciar aos sócios da Ourofino, Norival Bonamichi e Jardel Massari, que seria concedida a licença para a empresa vender o produto Ourovac Aftosa, vacina destinada à prevenção da febre aftosa. Rossi atribuiu o gesto “a uma questão de gentileza” e destacou que a empresa é a maior do setor em sua região. A Ourofino fica em Cravinhos, a 5 km de Ribeirão Preto.

Como prometido, a licença saiu no dia 17 de outubro e a empresa pode entrar em um mercado disputado por menos de 10 fabricantes. Só em maio deste ano a divisão de saúde animal da empresa registrou aumento de 81% em seu faturamento, saltando de R$ 16,4 milhões para R$ 29,7 milhões. O crescimento foi atribuído pelo presidente da empresa, Dolivar Coraucci, justamente à participação na campanha de vacinação contra a febre aftosa. O ministro nega que tenha havido favorecimento. Rossi destacou que a Inova Biotecnologia, braço da Eurofarma, também recebeu a licença para fabricar a vacina em outubro do ano passado.

Outro vínculo da empresa com o ministério acontece por meio de um assessor da pasta. Ricardo Saud é apontado como “representante” da Ourofino. Ele foi sócio da Ethika Suplementos e Bem-estar. A empresa hoje faz parte do Grupo Ourofino, mas Saud não consta mais no quadro societário, segundo o grupo. O funcionário do ministério é filiado ao PP e foi secretário de Desenvolvimento em Uberaba na época de construção da filial da empresa.

A Ourofino não é a única empresa com a qual Rossi mantém relações próximas. Ele próprio admite receber empresários do setor em sua casa em Ribeirão Preto durante os finais de semana. “É natural que promova encontros dessa natureza”, disse. “Não tenho porque esconder minhas atividades como ministro de Estado”, completa.

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Rosa Costa, de O Estado de S. Paulo, e Lilian Venturini, do estadão.com.br

 O ministro da Agricultura, Wagner Rossi, disse ter aval da presidente Dilma Rousseff para promover mudanças na Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Em depoimento à Comissão de Agricultura do Senado nesta quarta-feira, 10, Rossi rebateu novamente as denúncias de irregularidades.

Sem detalhar quais serão as mudanças, o ministro antecipou que as primeiras alterações serão adotadas na estrutura jurídica. “Haverá também mudanças na diretoria e vamos procurar que as pessoas sejam preparadas e empenhadas no melhor destino dessa companhia”, afirmou.

O jornal ‘O Estado de S.Paulo’ desta quarta-feira informa que a presidente Dilma Rousseff determinou que o ministério faça faxina na Conab igual à feita no Ministério dos Trasnportes. Segundo Rossi, Dilma deu liberdade para que sejam tomadas atitudes de forma “independente”. “A presidente não falou ‘faxina’, mas me disse que eu tomasse atitudes fortes e que fossem feitas independentemente de qualquer tipo de limitação política.”

Rossi já havia falado na quarta-feira passada, 3,  na Comissão de Agricultura da Câmara, quando foi blindado por deputados da base. Nesse dia, o ministro passou uma imagem positiva aos parlamentares. No fim de semana, porém, reportagem da revista Veja mostrou as relações do lobista Júlio Fróes, que despacharia em gabinete do ministério, e o caso de empresas que teriam denunciado a cobrança de propina. A reportagem acabou derrubando o secretário executivo do MInistério, Milton Ortolan. O ministro voltou a dizer que não conhecia Fróes e que as denúncias já estão sendo investigadas.

Abaixo, acompanhe os principais momentos:

14h53 – Em suas considerações finais, Rossi diz que “na política existem coisas que estão além da compreensão da lógica formal”. Segundo ele, todas as alegações foram respondidas.

14h42 – Senador Eduardo Suplicy (PT-SP) pede informações sobre como era a Conab antes do governo Lula e durante sua gestão.

14h18 – Ao responder se Dilma de fato ordenou uma faxina na Conab, Wagner Rossi afirmou: “A presidente não falou ‘faxina’, mas me disse que, em função do que relatei a ela, queria que eu tomasse atitudes fortes e que fossem feitas independentemente de qualquer tipo de limitação política. Claro que respeitando [relações políticas], mas focando nas competências pessoais.”

14h16 – Rossi responde a Demósteses Torres: “Realmente uma terceirizada contratou essa moça [filha de suposto lobista da Fundação São Paulo]. Eu não sabia, confesso. Nunca vi esse lobista.  revista teve até a gentileza de mandar uma fotografia. Tomarei todas as providências [para investigar]. A Dilma nos deu força total para fazermos [faxina]. Mas não faremos nada que não seja absolutamente necessário. Haverá mudanças. Não definimos. Uma que vai acontecer é que vai mudar toda a estrutura jurídica. Haverá também mudanças na diretoria e vamos procurar que as pessoas sejam preparadas e empenhadas no melhor destino dessa companhia [Conab]“

14h05 – Também da oposição, Demóstenes Torres (DEM-GO) pergunta sobre as relações da estatal e do ministério com a contratação de parentes de lobistas. Pergunta também se houve a determinação da presidente Dilma para a realização de uma “faxina” na estatal a exemplo do que foi feito no Ministério dos Transportes. O ministro Wagner Rossi responderá às questões feitas pelos últimos senadores, a começar por Sérgio Souza.

14h - Senador do PR, partido que anunciou a saída da base aliada do governo Dilma, Blairo Maggi (MT) também não faz questões relacionadas às denúncias de irregularidades no ministério, mas sobre questões agrárias. Sobre a Conab, pediu, em tom irônico, que o ministro atuasse para que a estatal pague as contas devidas ao Estado do Mato Grosso.

13h54 – Por decisão da mesa, seis senadores farão perguntas e, ao final, o ministro irá responder. Após o petista Walter Pinheiro, o senador Casildo Maldaner (PMDB-SC) dá sequência à audiência, mas não faz perguntas ao ministro. Benedito Lira (PP-AL) também usa os minutos para dar “apoio” a Wagner Rossi. “Estou convencido do trabalho competente que vossa excelência faz [no ministério]. Vamos tratar de assuntos mais importantes para o País [na área rural], como a febre aftosa.”

13h46 – Sérgio Souza (PMDB-PR) também não faz perguntas sobre as denúncias, apenas sugere alterações no funcionamento do ministério. Sugere modo mais eficaz de controle nos processos. O senador Walter Pinheiro (PT-BA) afirma manter o “apoio” ao ministro e pergunta quais serão as medidas adotadas na pasta além das demissões.

13h32 – Álvaro Dias (PSDB-PR): “Já protocolei requerimento propondo audiência pública para ouvir Jucá Neto, Júlio Fróes e o secretário-executivo Milton Ortolan. Nós não confiamos nas investigações realizadas pelos órgãos de controle do governo. É como colocar o cabrito para cuidar da horta. Nenhuma das investigações de órgãos de governo culminaram com resultados convincentes.”

13h26 – Rossi: “Demiti Jucá Neto porque era minha obrigação demiti-lo. Fiz o que me cabia. Não vou processar o senhor Jucá porque não tenho nenhum motivo para agregar à pena que ele já teve, que foi perder o cargo. A obrigação que tinha, eu cumpri. Ainda que tenha me doído. Não tomo essas coisas como questões pessoais. Não tenho desvincular minha responsabilidade de nada. Posso garantir que nenhum lobista tinha sala privativa [no ministério]. Mas mandei investigar todas as acusações levantadas pela reportagem. “

13h20 – Rossi responde a Alvaro Dias (PSDB-PR): “A Conab tem deficiências na área jurídica muito graves. Já detectamos e fizemos mudanças, mas ainda não é o suficiente. A Conab tem 9 mil ações em curso e por isso contrata escritórios terceirizados. Quando o senhor diz que a Conab perdeu prazo [em processos], ela perdeu em vários. Hoje, por ordem da presidente Dilma, estamos dando passo muito importante para eliminação desse tipo de erro. Já temos autorização para abrirmos certame para contratação de advogados. Gostaria de ter a capacidade de acompanhar cada prazo, mas há uma estrutura administrativa. Não é verdade que desconhecia [penhora de imóvel]. Não divido a culpa, porque não era competência minha. “

13h09 – Primeiro nome da oposição, senador Álvaro Dias (PSDB-PR) questiona a razão de o ministro não ter tomado atitudes quando foram descobertas irregularidades na Conab no período em que ele presidia a estatal. “O senhor hoje já divide a culpa pelas irregularidades ocorridas na Conab?”

13h05 – O senador Humberto Costa (PT-PE) abriu a sessão de perguntas, mas apenas parabenizou a iniciativa do ministro de ir de forma espontânea ao Senado. O senador Luiz Henrique (PMDB-SC) também elogiou a ida do ministro. “Já vi muitos homens públicos serem condenados por ações midiáticas”, disse.

12h58 - “Todas as questões levantadas não tinham nenhuma base. Elas começaram com denuncismo. É preciso tomar cuidado para não transformarmos os ministérios numa tensão a denúncias vazias. Vim aqui com espírito de atender a todos.” Rossi comentou a demissão do secretário-executivo, Milton Ortolan: “Não queria que ele se demitisse, queria que se afastasse. Todos os casos (Span, Gráfica Brasil, Terreno, caso da PUC, Caramuru) estão dentro da legalidade. Se houver culpa, terá que responder por ela.” O ministro concluiu a fala inicial e nesse momento os senadores começam a fazer perguntas.

12h49 – “Rebatemos com fatos e documentos, e eles estão aqui à disposição, as denúncias. Nós nos abrimos a toda e qualquer investigação. Teremos o rigor da lei para com aqueles que tenham agido irregularmente”, disse Rossi. Segundo o ministro, as denúncias partiram de pessoas que estavam “magoadas” com a gestão. “Estamos promovendo mudanças significativas na estrutura da pasta. Havia, sim, uma certa lacuna na área jurídica e estamos fazendo mudanças.”

12h44Sobre a Fundação São Paulo, mantenedora da PUC, Rossi afirma que não houve aditivo no contrato de prestação de qualificação profissional a servidores. “Em função das denúncias, determinei abertura de sindicância e pedi que a CGU que indicasse advogados da União para compor a investigação.”

12h38 - “Gráfica Brasil era empresa que tinha problemas, nós detectamos e trocamos”, afirmou Rossi. Segundo ele, pessoas ligadas ficaram descontentes com a mudança de contrato e fizeram denúncias.

12h31 – “Prezamos pela ampla liberdade de imprensa, mas precisa checar bem quem está dando a informação. Pois quem está dando a informação é quem quer saquear o patrimônio público”, diz o ministro.

12h28 – O ministro da Agricultura, Wagner Rossi, falou que responderá a todas as denúncias veiculadas pela imprensa sobre irregularidades na Conab.

 

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