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A cerimônia de posse dos novos ministros da Educação, Aloizio Mercadante, e Ciência e Tecnologia, Marco Antônio Raupp, foi marcada pela presença do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que retornou ao Palácio do Planalto pela primeira vez desde que deixou o cargo. O evento também marcou a saída de Fernando Haddad do MEC.
O ex-presidente não falou durante a solenidade, mas esteve presente nos discursos de Haddad, Mercadante, Raupp e da presidente Dilma Rousseff, que chegou a se emocionar ao falar sobre seu padrinho político. “Para mim, é uma honra que seja neste momento que, pela primeira vez, o nosso querido presidente Lula volte ao Planalto”, afirmou Dilma no início de seu discurso. “Com o passar do tempo, Raupp, nós viramos uns chorões”, acrescentou a presidente, com a voz embargada.
Dilma destacou o papel do ex-presidente no desenvolvimento dos projetos para a educação e afirmou que, naquela cerimônia, estava sendo celebrado um “casamento” entre a Educação e a Tecnologia. “O que nós queremos é sermos capazes de desenvolver tudo aquilo que podemos produzir”, disse a presidente.
Despedida. Primeiro a discursar, Haddad falou sobre as ações de sua gestão à frente do ministério. Ele apontou como o grande legado de sua gestão ter garantido a “todos os brasileiros o direito a um passo a mais na educação”.
“Essa concepção, essa visão sistêmica da educação hoje envolve a grande maioria da comunidade educacional, que esse País não pode se ver envolto a falsos dilemas. Do nascimento à morte, quem quiser estudar tem de ter esse direito assegurado pelo Estado brasileiro.”
Posses. Novo ministro da Educação, Mercadante falou mais sobre seu trabalho à frente da pasta de Ciência e Tecnologia e sobre a parceria com a área da educação do que sobre Educação. Em um momento bem-humorado, Mercadante aconselhou Raupp, seu sucessor, a sempre apresentar projetos bem acabados nas reuniões com a presidente Dilma. “Quando você levar um projeto para a presidente, saiba que a primeira fase será de espancamento do projeto”, disse.
Mercadante ressaltou como o método adotado por Dilma, que segundo ele é muito criterioso em relação aos custos, é essencial para evitar o desperdício de dinheiro público.
Ao tomar a palavra em seguida, Marco Antonio Raupp voltou ao tema e disse que presenciou algumas reuniões em que pode comprovar o relato de Mercadante sobre Dilma. Logo no começo do discurso, ele demonstrou nervosismo com o novo papel:”Eu prometo inicialmente o seguinte, presidente. Quando eu sair do Ministério, vou fazer discurso de improviso, como Haddad e Mercadante. Mas agora eu tenho que ler. Eu já estou perdido aqui. Perdi a página um. (Silêncio) Achei!”
Raupp elogiou as gestões de Haddad e Mercadante. Sobre seu antecessor, afirmou que ficará próximo, “pois a Educação é a fonte de todo o sistema de tecnologia e inovação”. Ao falar de Haddad, o novo ministro destacou seu papel como administrador e o desenvolvimento de projetos como o ProUni, que “elevou a autoestima dos brasileiros”.
Veja como foi:
16h53 - Dilma conclui o discurso afirmando que fica ao mesmo tempo feliz e infeliz pela despedida de Fernando Haddad. Ela diz ficar feliz porque ele, “uma pessoa talentosa”, vai enfrentar um desafio, o que considera bom e infeliz porque “trata-se de um excepcional gestor público, de um grande educador e de um amigo”. Ao final, agradece novamente o ex-presidente Lula, que diz ser “inesquecível”.
16h49 - O ministro Mercadante “tem um talento escondido. É um excelente gestor”, garante a presidente. Em seguida, ela enaltece Fernando Haddad, mas se confunde e o chama de Paulo Haddad, mas se corrige logo em seguida.
16h46 - Dilma diz que não faz a defesa do Enem por “nenhum principio de teimosia. Ao fazê-lo, estou defendendo o ProUni, estou defendendo o Reuni e estou defendendo o Ciência Sem Fronteiras”. Ela destaca que os critérios “dispares” dos vestibulares não possibilitariam dar acesso a esses programas de forma democrática.
16h43 - “Sabe porque eu defendi o Enem?”, questiona Dilma. Ela diz que vê projetos de inclusão como o ProUni crescerem e pergunta: “Como é que garanto o acesso democrático a esses programas?” Ela ressalta que, para um processo que abrange milhões de pessoas, “é inevitável que nos primeiros tempos você tenha alguns desvios”.
16h40 - “O que nós queremos é sermos capazes de desenvolvermos tudo aquilo que podemos produzir”, diz a presidente. Ela afirma que não se trata apenas de vender produtos brasileiros para o consumo interno, mas principalmente de reforçar a produção nacional.
16h38 - Dilma afirma que, durante o governo Lula, discutir o projetos novos e iniciativas para a educação “era a coisa mais fácil que podia existir”. A presidente diz que não havia “limite” para o investimento e a Casa Civil, que comandava na época, tinha que “se conformar, porque estas eram as regras do jogo.” Ela acrescenta ter o mesmo projeto.
16h30 - “Ao mesmo tempo que nós tratávamos de coisas absurdas e inexplicavelmente ausentes da pauta brasileira”, diz a presidente, “nós tínhamos que dar conta de outro desafio, que era elevar o nível de conhecimento da nossa população.” Dilma afirma que, no passado, o Brasil não considerava o combate a miséria como uma parte do projeto de desenvolvimento.
16h28 - “Para o meu governo, esta é uma cerimônia especial porque nós sabemos o que significa a educação”, diz a presidente. “Hoje, somos um País num momento muito especial. Recebemos este momento especial do presidente Lula, que mudou significativamente a qualidade do desenvolvimento.”
16h24 - Dilma afirma que o ex-presidente Lula era quem deveria estar presente no evento de segunda-feira, quando foi celebrada a concessão de um milhão de bolsas do ProUni. Ela destaca o esforço do ex-presidente nos projetos da Educação.
16h21 - “Para mim, é uma honra que seja nesse momento que pela primeira vez, o nosso querido presidente Lula volte ao Planalto”, afirma Dilma no início de seu discurso. “Com o passar do tempo, Raupp, nós viramos uns chorões”, diz a presidente, que lembra as lágrimas de Haddad e admite que pode não conter as lágrimas. “Para mim, é uma honra receber o presidente Lula aqui.”
16h19 - “Para finalizar, permita-me, presidente, uma confidência. A convite da presidente, participei de varias reuniões ministeriais e fiquei impressionado, diz Raupp. “Eu já era seu fã, agora fiquei mais ainda. Conte comigo, presidente Dilma.” O novo ministro conclui o discurso e, na sequência, Dilma toma a palavra.
16h14 - Sobre Haddad, Raupp destaca o papel de administrador e o desenvolvimento de projetos como o ProUni, que “elevou a autoestima dos brasileiros”. “Essa guerra é decisiva, a guerra da educação.” Ele diz que não chega para “inventar a roda” e acrescenta que seu papel é “fazer a roda girar”.
16h12 - O novo ministro elogia Mercadante e diz que o desafio da inovação “ganhou um novo patamar”. Para ele, hoje o País “depende” do desenvolvimento desse setor. “Mercadante e eu vamos continuar juntos, pois a Educação é a fonte de todo o sistema de tecnologia e inovação.”
16h10 - Marco Antonio Raupp lê discurso no qual destaca o papel dos ministros que o antecederam e afirma compreender a importância do setor da tecnologia no momento vivido pelo Brasil.
16h08 - O novo ministro cita o ex-presidente Getúlio Vargas e diz que o governo Lula foi a continuidade daquele projeto. “Obrigado, presidente Lula.”
16h06 - Marco Antonio Raupp: “Eu prometo inicialmente o seguinte, presidente: quando eu sair do Ministério eu vou fazer discurso de improviso. Mas agora eu tenho que ler. Eu já estou perdido aqui. Perdi a página um. (Silêncio) Achei!”
15h59 - Marco Antonio Raupp e Dilma assinam o termo de posse do novo ministro de Ciência e Tecnologia. Agora, Raupp começa seu discurso. Raupp agradece Mercadante pelos conselhos sobre a presidente e diz que, após participar de algumas reuniões, comprovou que o que ele diz é verdade. Ele diz que a atenção com o uso dos recursos públicos é “a tônica” da gestão Dilma.
15h58 - Aloizio Mercadante conclui o discurso citando os servidores que trabalharam ao seu lado no Ministério da Ciência e Tecnologia. “É muito difícil se despedir do Ministério”, diz ele, que ressalta o desafio de comandar o MEC e seguir a indicação de Dilma de que “país rico é país sem miséria”.
15h56 - “Não podemos mais ter no empresariado uma postura passiva em relação ao desenvolvimento tecnológico”, diz Mercadante. Ele fala também a importância do desenvolvimento sustentável e das tecnologias limpas.
15h54 - O novo ministro da Educação destaca os objetivos da sua antiga pasta e afirma que o País pode “dar um salto” no setor da tecnologia graças à crise internacional. Ele cita projetos para a produção de componentes e semicondutores no Brasil, o que “só 20 países no mundo fazem”.
15h50 - Mercadante elogia seu sucessor no Ministério de Ciência e Tecnologia, Marco Antonio Raupp, e dá um conselho. “Quando você levar um projeto para a presidente, saiba que a primeira fase será de espancamento do projeto.” Ele diz que o novo ministro, se apresentar projetos sem bom embasamento, ouvirá a expressão: “Esse projeto não fica de pé.” Em seguida, elogia o método da presidente, que segundo ele evita o desperdício de dinheiro público e é “importante” para o País.
15h45 - Aloizio Mercadante diz que quer, “como Haddad, falar com o coração, porque assim a gente diz muito mais coisas”. Em seguida, agradece a presença da própria família.
15h43 - Dilma e Mercadante assinam o termo de posse. Em seguida, trocam abraços. O ex-ministro de Ciência e Tecnologia cumprimenta também o ex-presidente Lula, presente na solenidade. Agora, Mercadante começa seu discurso com o cumprimento protocolar de todos os presentes.
15h40 - “Tenho certeza que eu deixo o Ministério relutante, Aloizio, porque é um Ministério apaixonante, e deixo na mão de uma pessoa qualificada”, afirma Haddad. Ele diz ter certeza que, sob o comando de Mercadante, a Educação vai “avançar muito mais”. “Nada vai satisfazer mais a nós que deixamos o MEC do que vê-lo avançar, do que vê-lo saldar a dívida do Estado brasileiro especialmente com os mais pobres.” Haddad agradece a presidente Dilma e a própria família, pela paciência, e em seguida conclui o discurso.
15h37 - “A Educação nunca foi tratada como tema econômico”, acrescenta Haddad, que faz menção ao papel do ministro da Fazenda, Guido Mantega, que segundo ele colocou o tema “no centro da questão do desenvolvimento”.
15h34 - “Como professor universitário que fez graduação, mestrado e doutorado, viver a experiência de poder contar com o apoio incondicional, poder ter projetos ousados, poder sonhar”, diz Haddad, “é algo realmente que faz emocionar. Eu muitas vezes me emocionei com as histórias que vivenciei no Ministério da Educação”.
15h30 – Para Haddad, o grande legado de sua gestão é que “nós temos que garantir a todos os brasileiros o direito a um passo a mais na educação”. “Essa concepção, essa visão sistêmica da educação hoje envolve a grande maioria da comunidade educacional, que esse País não pode se ver envolto a falsos dilemas. Do nascimento à morte, quem quiser estudar tem de ter esse direito assegurado pelo Estado brasileiro.”
15h25 – Haddad elogia também a adesão de todos os prefeitos e governadores do País ao Plano de Metas da Educação. Cita a parceria com o setor privado para possibilitar o ProUni. Destaca também as parcerias com ministérios, elogia os reitores das instituições federais. “Todos os reitores foram recebidos pelo presidente Lula e pela presidenta Dilma”, afirma.
15h21 – “Hoje é um dia de agradecimento por tudo o que a minha equipe recebeu desses governos aqui representados”, afirma. Como já havia feito na segunda-feira, em cerimônia do ProUni, Haddad volta a agradecer o Congresso e elogiar a oposição pela aprovação de duas emendas constitucionaisda área da educação. Lembra ainda a aprovação de mais de 50 projetos de lei. Cita a criação do Fundeb, expansão das universidades, piso nacional para os professores entre outras propostas aprovadas pelo Congresso.
15h20 – O ministro da Educação Fernando Haddad é o primeiro a falar na cerimônia. O ex-presidente Lula está presente.
“Como professor universitário que fez graduação, mestrado e doutorado, viver a experiência de poder contar com o apoio incondicional, poder ter projetos ousados, poder sonhar”, diz Haddad, “é algo realmente que faz emocionar. Eu muitas vezes me emocionei com as histórias que vivenciei no Ministério da Educação”.
Tags: Haddad, Mercadante, reforma ministerial
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Eduardo Bresciani, do estadão.com.br
As comissões de Ciência e Tecnologia e Fiscalização Financeira e Controle rejeitaram nesta quarta-feira, 29, requerimentos para convocar o ministro Aloízio Mercadante para falar sobre o caso dos ‘aloprados”. Reportagem da revista Veja acusa o ministro de ser o mentor da compra de um dossiê contra o tucano José Serra em 2006. A matéria tem como base entrevista de Expedito Veloso, petista que trabalha atualmente no governo do Distrito Federal.
Nas duas comissões a oposição foi derrotada pela ampla maioria governista. Os deputados da base aliada destacaram que Mercadante já falou sobre o tema no Senado e consideraram as denúncias como “requentadas”.
Na Comissão de Fiscalização o tema deve voltar aos debates na próxima semana. Wanderlei Macris (PSDB-SP) retirou de pauta outros requerimentos que tratavam do escândalo. Após o debate na comissão, a oposição espera a adesão de governistas para que seja aprovado apenas um convite a Mercadante. Nessa hipótese, o ministro só iria se desejasse.
A oposição vai tentar também convocar a ministra Ideli Salvatti (relações Institucionais). Em 2006 ela teria participado de uma reunião para discutir a compra do dossiê. O requerimento de convocação dela também foi retirado e deve voltar à pauta na semana que vem. A oposição acredita que com a insatisfação da base em relação à liberação de emendas parlamentares pode ser possível conseguir apoio para convocar a ministra.
Rosa Costa e Andréa Jubé, de O Estado de S. Paulo, e Lilian Venturini, do estadão.com.br
O ministro da Ciência e Tecnologia , Aloizio Mercadante, compareceu nesta terça-feira, 28, em audiência na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado. Oficialmente, a ida era para falar sobre seu trabalho à frente do ministério, mas na prática, a maior parte da audiência serviu para falar sobre sua suposta participação no escândalo dos aloprados. A audiência começou às 10h15. Em sua fala inicial, o ministro afirmou não haver fatos novos e ou provas de sua participação.
Opine: A investigação do caso dos ‘aloprados’ deve ser reaberta?
O ministro refuta as acusações de que tenha participação na tentativa de compra de um dossiê, em 2006, para prejudicar o então candidato do PSDB ao Palácio dos Bandeirantes, José Serra (relembre o caso aqui). “E cinco anos depois, tentar envolver a Ideli, que acabou de ser nomeada para o ministério, sem nenhum indício, é inaceitável”, disse nessa segunda-feira, 27.
Após a audiência, o senador Álvaro Dias (PSDB) afirmou que irá pedir a convocação da ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, que recentemente teve o nome envolvido no caso, segundo reportagem da revista Veja.
Abaixo, os principais momentos da audiência:
13h50 – Senador Cyro Miranda (PSDB-GO) também afirma que apresentará requiramentos para cobrar explicações do caso e sobre a atuação do PT no episódio. Mercadante rebate: “Você tem todo o direito de investigar. Mas dentro dos princípios democráticos”. Segundo ele, não é possível ter conhecimento pleno sobre tudo o que é decidido em uma campanha eleitoral.
13h38 - Suplicy não fez perguntas sobre o episódio, mas sobre ações do ministério.
13h29 - Senador Suplicy (PT-SP) também elogia iniciativa de Mercadante de falar à comissão e que vai dar seu testemundo sobre o caso. “Não há qualquer fundamento nas alegações de que Ideli teria participado de maneira indevida nesses fatos.” Supl
13h20 – Mercadante disse querer ter acesso aos áudios, em que petistas mencionariam sua participação na elaboração do dossiê, para decidir se tomará atitudes judiciais contra eles. Segundo Mercadante, ele não pode ser acusado por atos de pessoas [ao se referir a Hamilton Lacerda] que trabalharam para ela por pouco tempo. Voltou a dizer que não tinha conhecimento de que Hamilton articulava a produção do documento.
13h05 - Ao fazer sua pergunta, senador Aloysio Nunes (PSDB-SP) considera como manobra política de Mercadante a ida à comissão para deixar de ir à Câmara, foro considerado adequado para tratar do assunto. Afirmou ainda que a fala de Expedito Veloso é clara sobre a participação do atual ministro no caso.
12h53 - Senador Luiz Henrique disse não acreditar na participação da ministra Ideli no caso e fez perguntas técnicas voltadas ao ministério. Nesse momento, a senadora Marinor Brito (Psol) também não aborda o caso ‘aloprados’.
12h40 - Mercadante afirma que não afirmou que seu nome não constava no relatório da CPI, apenas que não havia conclusões sobre sua participação. Sobre a reunião, confirma que ela foi realizada e foi divulgada por ele mesmo, mas que a pauta do encontro não era o dossiê. Nesse momento, o senador Luiz Henrique (PMDB – SC) faz a pergunta.
12h38 – Senador Pedro Taques (PDT) retoma o assunto ‘aloprados’ e questiona a presença do nome do atual ministro no relatório da CPI, já que ele teria dito que seu nome não constaria no documento. Questiona também sobre a suposta reunião em seu gabinete para possíveis articulações sobre o dossiê.
12h26 – Francisco Dornelles (PP-RJ) diz não pretender apoiar os requerimentos apresentados por Alvaro Dias (PSDB-PR), mas criticou o ‘caso aloprados’ e o classificou como um dos mais graves exemplos de corrupção. A senadora Vanessa Grazzioton (PC do B) tem a palavra e elogia a postura de Mercadante de vir se defender sobre as acusações por vontade própria. “Não há provas sobre seu envolvimento. Uma sugestão que faço, sobre o requerimento, é que se traga fato novo. Mas não há”, diz Vanessa. Ao fim de sua fala, faz questionamentos sobre a participação do Ministério da Ciência na área de inovação industrial.
12h18 – Alvaro afirma que vai apresentar os requerimentos à mesa da comissão. Com os pedidos, pretende chamar a ministra Ideli Salvatti e a ex-senadora Sheris Slhessarenko para falar sobre o caso na Câmara.
12h13 - “Nunca fiz ações na Justiça contra a imprensa, mas posso fazer”, afirma Mercadante. Sobre os requerimentos apresentados por Alvaro Dias para levá-lo à Câmara, Mercadante disse que o andamento do caso cabe aos parlamentares. “Vejo a tentativa de transformar em uma disputa política permanente. Façam as perguntas. Por que querem que eu vá à Câmara? Para manter o assunto.”
12h09 - Alvaro Dias refaz a pergunta se Mercadante pretende processar Expedito Veloso e afirma que pretende levar o caso à Câmara. “Tenho aqui três requerimentos, mas não os apresentarei se Mercadante aceitar ir à Câmara para falar sobre os fatos.”
12h03 - Mercadante volta a lembrar o depoimento de Hamilton Lacerda no qual disse que o atual ministro não tinha conhecimento sobre a produção do dossiê. “Não recebi um único telefonema de qualquer das pessoas mencionadas no inquérito. Jamais autorizaria uma ação dessa natureza.” “Por que não jogaram esse assunto na última campanha? Porque Quércia estava vivo e era aliado da campanha do PSDB”, afirma.
12h – Mercadante afirma não desconhecer a existência de provas materiais, mas não haver provas que comprovem a sua participação no caso. Alvaro Dias rebate: “Se houve a participação de Quércia, não nos cabe agora indagar. Mas o senhor está vivo. Minha pergunta é sobre a prova testemunhal, feita por Expedito Veloso.”
11h58 - Alvaro Dias pergunta se Mercadante nega as declações do petista Expedito Veloso, sobre as ligações que teria feito para articular a compra do dossiê, e se pretende processá-lo.
11h53 - Segundo Alvaro Dias, o que as denúncias trazem de novo agora é o nome do responsável pela produção do dossiê, o que não teria sido revelado na época. “Agora há um depoimento [com a revelação desse nome]. E o depoimento não é da oposição. É de um alto militante do PT.”
11h51 – Senador Alvaro Dias (PSDB-PR) faz a pergunta e volta ao tema ‘aloprados’. “Não era interesse da oposição trazer esse assunto aqui. No entanto o assunto chegou e nós temos o dever de fazer os questionamentos. Não somos responsáveis pela crise permanente. A usina de escândalos é o governo. Dizer que não houve prova material é subestimar a inteligência das pessoas. O que seria uma prova uma mala com R$ 1,7 milhão de reais. Recursos em espécie, sem origem. Isso não é prova?”
11h42 – Ricaro Ferraço (PMDB-ES) cumprimenta Mercadante sobre sua explicação do episódio e dirige sua pergunta às atividades do ministério. Questiona formas de ampliar a participação do setor privado na área de tecnologia e sobre a produção de petróleo. Oficialmente, seria essa a pauta da audiência.
11h37 - Segundo o presidente da comissão, Delcídio Amaral, há 15 senadores inscritos para fazer perguntas e sugere fazer grupos de cinco senadores. Senador Alvaro Dias (PSDB-PR) refuta a ideia. Mercadante afirma que não vê problemas em receber perguntas individuais e Delcídio mantém o requerimento. Senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES) retoma os questionamentos.
11h33 – Mercadante: Por que isso volta agora? Porque só tenho eu para dizer que não falei com o Quércia? Se ele estivesse vivo, isso não parava de pé por meia hora. Tudo que falaram está nos autos do processo. Não tem um fato novo. Nem o Quércia. É só ler a imprensa da época. É nos autos que fui absolvido por unanimidade no Supremo.
11h30 – Mercadante: Eu divulguei sobre essa reunião [denúncia feita pela revista Época, que menciona participação de Ideli]. Por que é que eu não diria que Lorenzetti estava na reunião, se ele não estivesse? Porque cinco anos depois ia prever que Ideli estaria no ministério? Lorenzetti nunca esteve no meu gabinete. Enfiaram o Lorenzetti para trazer a Ideli [para o caso].
11h27 – Mercadante questiona o motivo de o assunto voltar após a morte de Quércia. “Com ele vivo, isso não duraria meia hora”, afirmou. “Jamais articulei qualquer coisa com o Quércia. Isso não procede.”
11h20 - A tese da revista Veja [de que teria sido dele o aval para a elaboração de um dossiê contra Serra] não é nova, diz Mercadante. A tese foi reforçada pela imprensa, mas foi recusada pelo Ministério Público. Jamais tive conversa com Quércia. Na fita fala que o contato era o Hamilton Lacerda (meu assessor por cinco meses).
11h14 – Ao iniciar sua defesa, Mercadante, novamente, menciona uma CPI realizada na ocasião das denúncias e lembra que o relatório final da CPI não consta sequer meu nome. “Não há um único elemento nos autos que aponte para o envolvimento de Mercadante nos fatos”, diz ao ler decisão do Supremo Tribunal Federal do caso feita à época.
11h06 – Ao final de sua fala, Mercadante diz: “Tenho interesse em falar sobre as denúncias da Veja. ACho que o Senado deve, sim, fazer esse debate. É essa atitude que tem que ter na vida pública. Faço questão de enfrentar a discussão.” O senador Lindbergh Faria (PT-RJ) abre os questionamentos e pergunta: “Há fatos novos? Queria que falasse sobre essa reunião (mostrada pela matéria da revista Veja.”
10h42 – Mercadante cita como ações principais do governo a formação de recursos humanos e a necessidade de parceria com o setor privado. Afirma ter dobrado o número de mestres e doutores desde os últimos anos do governo Lula. Na governo Dilma, menciona o Pronatec (bolsa para ensino profissionalizante) e resgata a promessa de dobrar o número de alunos em ensino técnico; além do programa de bolsas para universidades no exterior, em especial na área de engenharia e exatas.
10h35 – Mercadante pontua áreas mais relevantes do ministério e deficiências. “O Brasil precisa desenvolver pesquisas na áreas de remédios”, exemplifica. Afirma também que o Brasil precisa colocar a ciência como “eixo estruturante do desenvolvimento”.
10h25 – Mercadante terá 30 minutos para fazer sua apresentação sobre os trabalhos desenvolvidos pelo Ministério da Ciência e Tecnologia. Na sequência, o presidente da comissão abrirá para perguntas dos senadores presentes.
10h21 – Ministro Aloízio Mercadante começa a falar e ironiza: “Fico feliz em ver tanto interessados para falar sobre Ciências e Tecnologia”. “Sei que tem gente aqui que quer debater outros temas, que eu tenho interesse de debater de forma pública”, completou.
10h15 - Presidente da comissão, Delcídio Almaral (PT – MS), abriu a audiência
Tags: aloprados, Mercadante
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Um dos envolvidos no “escândalo dos aloprados” de 2006, Expedito Veloso afirma em gravação divulgada no site da revista Veja nesta segunda-feira, 26, que o ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, estava diretamente envolvido na compra do falso dossiê contra o tucano José Serra, então candidato ao governo do Estado de São Paulo. No áudio disponibilizado pela revista, Veloso ainda afirma que o então senador petista se aliou ao ex-governador Orestes Quércia (PMDB), morto em 2010, e que o peemedebista teria inclusive contribuído financeiramente para o montante de dinheiro usado na comprar o dossiê.
No áudio, Veloso afirma que Mercadante foi responsável pelo fracasso da empreitada, porque teria “mentido” sobre ter reunido a soma de dinheiro necessária para a aquisição do dossiê. “Teve uma mentira no processo. O Valdebran (Padilha) podia ir porque estava tudo juntado. E não estava”, diz expedito. “Se tivesse sido feito como estava combinado, o Valdebran ia chegar lá (em São Paulo) e ficar duas horas. O Valdebran alugou o avião para ficar duas horas no aeroporto. Ele foi preso quatro dias depois. Então quem é o filho da p… que mentiu pra gente?”
Ainda segundo Veloso, a montagem do dossiê foi uma iniciativa conjunta de Mercadante e Quércia, visando diminuir a vantagem de Serra na corrida pelo Palácio dos Bandeirantes. “Faltavam seis pontos para ter segundo turno. O dossiê poderia levar para o segundo turno, aí o Quércia apoiaria no segundo turno. O Quércia apoiaria ele e ganhava um naco (do governo)”, diz ele na gravação.
Tags: Aloizio Mercadante, aloprados, Expedito Veloso, gravação, Orestes Quércia, PMDB, PSDB, PT, Valdebran Padilha, Veja
Andrea Jubé Vianna, da Agência Estado
Depois de convocar a imprensa para repercutir a assinatura de convênio de cooperação técnica na área de ciência, tecnologia e inovação com o Reino Unido, o ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, deixou o evento sem falar com os jornalistas. A assessoria de imprensa do ministério havia informado que os ministros falariam com os jornalistas presentes.
Os assessores de Mercadante reuniram os jornalistas numa sala para esperá-lo no final do evento, mas o ministro não apareceu. Sua assessoria alegou que ele estava atrasado para um compromisso com a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira.
Alvo de denúncia da revista Veja, de que teria sido um dos “mentores” do chamado “dossiê dos aloprados” em 2006, Mercadante afirmou a senadores petistas que responderá a todas as perguntas sobre o caso na próxima semana, quando deve comparecer a audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE).
Em entrevista à revista, Expedito Veloso, um dos petistas envolvidos no caso, afirmou que o ministro seria um dos responsáveis por arrecadar parte dos R$ 1,7 milhão que seriam usados para a compra de um dossiê contra o tucano José Serra. O dinheiro foi apreendido pela Polícia Federal (PF) às vésperas da eleição.
Senadores petistas articulam a tentativa de levar Mercadante à Comissão de Assuntos Econômicos da Casa para dar explicações na próxima semana. A avaliação é de que a comissão um foro seguro e oportuno à defesa do ministro.
Cooperação conjunta. Nesta manhã, o ministro Aloizio Mercadante e o ministro para Universidades e Ciência do Reino Unido, David Willetts, assinaram uma declaração conjunta de cooperação bilateral em ciência tecnologia e inovação, com ênfase nas áreas de biocombustíveis e tecnologias espaciais e no intercâmbio de estudantes e pesquisadores. Representantes de empresas britânicas que atuam no Brasil – ARM Holdings, MIRA Ltda. e BG Group (British Gas) – assinaram acordos de transferência de tecnologia com o governo brasileiro.
Tags: aloprados, Mercadante
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Carol Pires
Cotado para assumir o Ministério de Ciência e Tecnologia, o senador Aloizio Mercadante (PT-SP) esteve reunido no final desta tarde com a presidente eleita, Dilma Rousseff. Ele deixou a Granja do Torto, residência de Dilma durante a transição, sem falar com a imprensa.
Também passaram pela Granja do Torto hoje o presidente do PT, José Eduardo Dutra, o ministro de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, e Antônio Palocci, que é um dos coordenadores da transição e foi confirmado hoje como ministro-chefe da Casa Civil a partir de 2011. Nenhum deles quis falar com os repórteres ao final do encontro.
Tags: Aloizio Mercadante, Ciência e Tecnologia, Dilma Rousseff, ministérios, Transição
Rodrigo Alvares
Logo depois da carreata em São Bernardo do Campo (SP), o candidato do PT ao Palácio dos Bandeirantes, Aloizio Mercadante, cumpriu mais um compromisso de seu último dia de campanha na zona leste da capital. Acompanhado de Marta Suplicy (PT), Netinho de Paula (PC do B) e a ex-prefeita Luíza Erundina (PSB), o candidato liderou uma caravana pelas avenidas da região até o bairro Cidade Tiradentes. “Estou confiante de que a Dilma vai vencer amanhã no primeiro turno. E aí, no segundo turno aqui em São Paulo, vem o Brasil inteiro para cá”, disse o petista.

“Espero chegar forte ao segundo turno”, disse Mercadante. Foto: Rodrigo Alvares
O percurso começou por volta das 14h15 e terminou uma hora depois. Pouco depois de descer do jipe para pegar o helicóptero que o levaria até Osasco para o último compromisso do dia, Mercadante falou sobre a possibilidade de ir para o segundo turno contra Geraldo Alckmin (PSDB). “Quem tá andando nas ruas tá sentindo o calor, o tesão dos eleitores para mudar. Eles (PSDB) não fizeram campanha. Não fizeram um comício, não caminharam nas ruas”, afirmou, ao comparar o comício da última segunda-feira no Sambódromo do Anhembi, que reuniu cerca de 20 mil militantes petistas sob uma forte chuva.
O petista foi além nas críticas à tática de ex-governador durante a eleição: “Espero chegar forte ao segundo turno. No debate, ficou clara a insegurança dele (Alckmin). Estou confiante de que a Dilma vai vencer amanhã no primeiro turno. E aí, no segundo turno aqui em São Paulo, vem o Brasil inteiro para cá”, completou.
André Mascarenhas
O candidato do PSDB ao governo de São Paulo, Geraldo Alckmin, usou uma frase que atribuiu a um adversário político para explicar o motivo de ter evitado o confronto direto com seu principal adversário, o petista Aloizio Mercadante, no último debate antes do primeiro turno. “O que disse o presidente nacional do PT, José Eduardo Dutra? Quem está em primeiro não pergunta para quem está em segundo”, admitiu em coletiva após o encontro na TV Globo.
Sem confronto com Alckmin, Mercadante diz que eleitor reprova atitude de adversário
O tucano usou a insistência de Mercadante, que em quatro oportunidades incitou Alckmin a levá-lo para o confronto direto, para atacar o partido adversário. “O PT, que é um partido que procura cercear a liberdade de imprensa, quer agora restringir o direito dos candidatos de perguntar. Todos os candidatos são iguais”, criticou. Pelas regras do debate – em que o candidato que perguntava escolhia quem iria responder sem poder repetir os que já tivessem sido escolhidos –, Mercadante não teve nenhuma oportunidade de perguntar a Alckmin, ao contrário do tucano.
O candidato do PSDB também criticou o que chamou de “tabelinha” entre os candidatos para atacar as gestões tucanas à frente do governo do Estado, e desconversou quando questionado sobre a possibilidade de haver segundo turno em São Paulo. “O povo é que decide sobre primeiro ou segundo turno”, disse.
Já no plano nacional, Alckmin procurou mostrar confiança na decisão da eleição em dois turnos. “O Serra está indo bem, está crescendo e pode ser o primeiro em São Paulo”, afirmou após ser perguntado sobre a possibilidade de ser eleito no primeiro turno e, ao mesmo tempo, amargar uma vitória de Dilma no Estado.
André Mascarenhas
Ao fim do último debate do primeiro turno, o candidato do PT ao governo de São Paulo, Aloizio Mercadante, avaliou que o eleitor irá reprovar a atitude de seu principal adversário, o tucano Geraldo Alckmin, que evitou o confronto direto durante o embate. “Eu esperava que no debate ele pudesse sustentar as críticas que fez durante a campanha. Hoje ele teve quatro chances e não fez nenhuma pergunta. Acho que isso mostra uma atitude que, obviamente, o eleitor reprova”, disse. “O eleitor quer transparência.”
‘Quem está em 1º não pergunta para quem está em 2º’, diz Alckmin sobre provocações de Mercadante
Segundo o petista, Alckmin “pecou” ao fazer ataques pelas costas. E desafiou: “No segundo turno ele terá que fazer o debate frente a frente, olho no olho, cara na cara.”
Mercadante disse acreditar que a força da militância e o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva lhe garantirá o crescimento necessário para que passe ao segundo turno. “Aí será o mesmo tempo pra cada um”, acrescentou.
O petista também minimizou a diminuição da vantagem da presidenciável do PT, Dilma Rousseff, na última pesquisa Datafolha. “Vamos aguardar as próximas pesquisas para ver se isso se verifica. Não é o que mostram pesquisas internas”, disse. Para ele, tanto em nível nacional, como no estadual, o eleitor terá que escolher entre dois projetos “que o Brasil já conhece”.
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Roberto Almeida, de São Paulo
Em reta final, o PSDB tentará colar a imagem do presidenciável tucano José Serra ao de Geraldo Alckmin com farta distribuição de material de campanha. Os cabos eleitorais serão essencialmente os deputados da legenda e candidatos.
“Reformulamos nosso material para incluir de forma intensa a defesa do candidato José Serra. Vamos redirecionar o material impresso para que nesse finalzinho a gente dê uma arrancada”, disse o presidente do PSDB paulista, deputado Mendes Thame.
Segundo ele, que reconhece dificuldades em outros Estados, o PSDB não “desembarcou” da candidatura de Serra em São Paulo em nenhum momento. “Não temos facções aqui hoje”, destacou.
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