Jair Stangler, do Estadão.com.br
A senadora Marta Suplicy (PT) afirmou nesta segunda-feira, 5, não ter nenhuma dúvida de que seu nome é o mais forte de seu partido na disputa pela prefeitura de São Paulo. “Fui para o segundo turno em todas (as eleições municipais) que disputei. Perdi as duas últimas, mas são situações de conjuntura”, avaliou. ”Eu não vejo a minha pré-candidatura esmorecer, eu vejo minha candidatura forte”, disse ainda.
Marta comentou novamente a situação envolvendo o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que defende que o ministro da Educação, Fernando Haddad, seja o candidato do PT em São Paulo. Voltou a negar que exista conflito entre eles. ”O Lula é muito cordial. O Lula deixa sempre uma porta aberta nas conversas. Ele está se empenhando por um nome novo”, disse.
Segundo ela, “é uma característica do Lula pensar e propor ações, às vezes dão certo, às vezes não dão. E é bom ter um líder que consegue propor ações que o partido pode aceitar ou não aceitar, mas é alguém que está sempre pensando. E que sempre está inovando, está tentando buscar soluções e isso um partido que não tem lideranças desse porte não caminha”.
Marta admitiu que o apoio de Lula influencia na decisão do partido. “A posição do Lula sempre influi, porque o Lula é o grande líder do partido. Claro que influi. Mas a gente tem que deixar o processo acontecer, o processo é soberano, e a conjuntura determina. Tem que esperar, tem que ter paciência”. A senadora lembrou ainda a amizade que mantém com o ex-presidente. “Na vida real, o conflito não existe, existe uma amizade muito sólida, de antes da fundação do PT”, declarou.
Liderança em pesquisa
Sobre pesquisa Datafolha divulgada nesta segunda, em que ela aparece em todos os cenários com cerca de 30% das intenções de voto na disputa pela prefeitura, contra 2% de Haddad, a senadora avaliou que não se trata de recall por ter participado de outras eleições.
“Acho que a nossa aprovação não é advinda de um recall, de ter participado de eleição. É advinda de obra feita na cidade e isso é muito forte. Você tem marca e tem gente que tem coisas no seu cotidiano que são da nossa gestão”, disse.
Marta comemorou ter um “índice consolidado” e avaliou que tanto ela como Haddad podem crescer com uma boa campanha.
Marta, que participa em São Paulo do seminário Brasil Metropolitano, parceria entre ela e a Universidade Mackenzie, negou qualquer interesse eleitoral no evento. “Tudo que eu fizer pode ser interpretrado do mesmo jeito”, afirmou. Segundo ela, trata-se de um trabalho como senadora, que surgiu da experiência como prefeita. “É muito difícil você administrar uma capital como São Paulo, que é uma metrópole gigantesca”, acrescentou. De acordo com ela, há dificuldades de saber o que é responsabilidade de cada um dentro de uma metrópole, o que dificulta resolver questões como transporte, lixo e segurança. “Então como senadora eu estava acalentando há muito essa ideia de propor algo nessa direção. Seja projeto de lei, seja uma PEC, mas tem muitas dúvidas sobre o que fazer, qual é a melhor proposta. Então, quando você tem dúvidas, o melhor é ouvir as pessoas que mais entendem, que mais estudam, e nós temos muita gente que estuda isso no Brasil”, explicou.
Tags: eleições 2012, Fernando Haddad, Marta Suplicy, prefeitura São Paulo, PT
Jair Stangler, do Estadão.com.br
A senadora Marta Suplicy negou na manhã desta segunda-feira, 5, que a resolução do 4º Congresso Nacional do PT proponha a censura à imprensa. “Eu não aprofundei o que está sendo proposto, mas até onde eu entendo, e isso eu entendi com clareza é que não é uma proposta de censura”, afirmou.
“A mídia fica muito rebelada contra qualquer possibilidade, e eu entendo isso pela situação de anos que tivemos de censura, por algumas áreas de censuras atuais. Então causa uma preocupação. Mas o PT é um partido que absolutamente desde o seu nascimento tem se postado anti-censura. Eu não vejo nenhum perigo disso, “acrescentou.
Segundo Marta, é preciso estudar a maneira de fazer essa regulação sem entrar numa política de censura. Ela contou que quando foi deputada federal, fez um estudo em países que tinham um regulamento de mídia. “Eu lembro que a Inglaterra tinha um regulamento bastante forte. E ninguém acha que a Inglaterra tem censura. A França também. Se caminhar dessa forma, acho interessante. Mas entendo a posição de todo mundo muito apavorado com qualquer coisa, ainda mais do PT que ainda de vez em quando é visto como comendo criancinha. Apesar de oito anos de absoluta democracia e não censura à imprensa”concluiu.
Marta participa do Seminário Brasil Metropolitano, promovido em parceria entre a senadora e a Universidade Mackenzie.
Tags: censura mídia, censura PT, Congresso PT, imprensa PT, Marta Suplicy
Luciana Nunes Leal, de O Estado de S. Paulo
Convidada para o lançamento da campanha Rio sem Homofobia, do governo do Estado, a senadora Marta Suplicy (PT-SP) foi saudada nesta segunda-feira, 16, a 400 quilômetros de seu domicílio eleitoral, como futura candidata à Prefeitura de São Paulo pela plateia formada principalmente por gays, lésbicas, travestis e transexuais. O governador Sérgio Cabral, do PMDB, cumprimentava “a grande prefeita de São Paulo” quando várias pessoas começaram a gritar “ela vai voltar”. Cabral, então, reforçou o coro. “Ela vai voltar a ser prefeita de São Paulo”, afirmou, durante o discurso. Em seguida, emendou: “Deixa ela escolher, gente. Não tenho nada com isso.”
O entusiasmo da militância gay, que recebeu Marta com aplausos de pé, acontece no momento em que o PT discute um nome para a sucessão do prefeito Gilberto Kassab e que o PMDB prepara a festa de filiação do deputado Gabriel Chalita, que acaba de deixar o PSB. Chalita disse ter a garantia do principal líder peemedebista, o vice-presidente Michel Temer, de que será o candidato do PMDB à Prefeitura de São Paulo.
Para não parecer contrário à opção do PMDB por Chalita, Cabral reiterou os elogios a Marta, mas evitou polêmicas partidárias. “Eu não tenho nada a ver com isso, pelo amor de Deus”, repetiu.
Relatora do projeto de lei que criminaliza a homofobia, Marta não falou sobre disputa eleitoral e apenas agradeceu o carinho da plateia. A senadora fez muitos elogios a Cabral pela “campanha inovadora e corajosa” lançada pelo governo estadual contra a homofobia.
Em seu discurso, Cabral brincou com Marta dizendo que “a parada gay da Avenida Atlântica é a mais charmosa do mundo” e que a ex-prefeita tinha “todo direito” de defender a manifestação da Avenida Paulista. O Estado não conseguiu ouvir o deputado Gabriel Chalita até a publicação deste post.
Tags: eleições 2012, Marta, prefeitura de SP
Malu Delgado
Convidado a comandar a área de marketing da campanha de Marta Suplicy (PT) ao Senado, o marqueteiro Duda Mendonça produziu um jingle para a campanha em que associa a imagem da ex-prefeita ao presidente Lula e à candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, omitindo a candidatura de Aloizio Mercadante (PT) ao governo de São Paulo.
Dirigentes petistas já temem crise política com a peça produzida por Duda, apesar de tecnicamente ter sido bastante elogiada. A parte polêmica do jingle é a que cita as estrelas nacionais petistas:
“Com Lula, com Dilma e Marta no Senado,
Os três jogando juntos,
Todos os três do mesmo lado
São Paulo mais forte é isso que a gente quer
Agora no Senado quero a voz de uma mulher”.
Hábil, Duda Mendonça trabalha subliminarmente para minimizar o alto índice de rejeição de Marta Suplicy e tenta ampliar seu teto eleitoral, apelando para o voto na petista “seja qual for seu lado” e “seja qual for a razão”.
Tags: Duda Mendonça, jingle, Marta Suplicy
Equipe AE
A ex-prefeita de São Paulo e candidata ao Senado pelo PT, Marta Suplicy, vai responder a ação civil por improbidade administrativa. A juíza Maria Gabriela Pavlópoulos Spaolonzi, da 13.ª Vara da Fazenda Pública, aceitou a denúncia do Ministério Público Estadual sobre um contrato firmado sem licitação durante a gestão de Marta como prefeita (2001-2004). Além da petista, foram incluídos no processo o ex-secretário municipal de Infraestrutura Urbana Roberto Luiz Bortollo e a construtora Queiroz Galvão.
O MPE questiona o contrato firmado pela Prefeitura de São Paulo em 2002 para a construção de um piscinão no córrego do Aricanduva, zona leste da cidade. O MPE cita o Tribunal de Contas, que teria observado a ilegalidade dos trâmites para execução da obra, e pede a anulação do contrato e o ressarcimento dos valores aos cofres públicos. Os réus têm 15 dias para apresentar a defesa.
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Tags: improbidade, Marta Suplicy, MPE
Por Rodrigo Alvares e Fabio Leite
Pivô do impasse em torno da definição do vice na chapa do senador Aloizio Mercadante (PT) ao governo de São Paulo, a ex-prefeita da capital e pré-candidata ao Senado, Marta Suplicy, foi duramente criticada nesta quinta-feira por integrantes da coordenação da campanha petista por tentar impor o nome do deputado federal Antonio Palocci como seu suplente enquanto o partido negocia a vaga com o PDT em troca da indicação do senador Eduardo Suplicy como vice.

“Marta sabe o limite das coisas”, disse Emídio de Souza.
Foto: Werther Santana/AE – 30.04.2010
O coordenador da campanha de Mercadante, o prefeito de Osasco, Emídio de Souza, mandou um recado à pré-candidata: “Marta sabe o limite das coisas. Não é ela que decide a suplência sozinha. A eleição dela não é isolada”, afirmou.”Não vai ser a vontade da Marta. No PT as coisas não funcionam assim. Ela não está por cima para querer impor as coisas”, criticou uma liderança petista próxima à ex-prefeita.
O desabafo ocorre um dia após o presidente estadual do PDT, o deputado federal Paulinho da Força, soltar nota à imprensa com um veto ao nome do senador Eduardo Suplicy como vice de Mercadante e impondo em tom ameaçador o nome do deputado estadual Major Olímpio para o cargo. “Nosso acordo é que o PDT indique o vice. O vice é este”, escreveu o pedetista.
“Tudo isso faz parte desse momento de decisão. Em coligação, ninguém pode impor nada. Nem nós, nem eles”, ponderou Emídio. Para um outro petista, Marta está “dificultando para ganhar terreno no partido” e a indicação de Olímpio para a vice não agregaria votos à chapa. “Votos da PM não elegem governador”, disse referindo-se ao fato do deputado ter sido oficial da Polícia Militar por 29 anos. “Ele é um bom vice do ponto de vista da coerência, mas não tem votos”.
Por Gustavo Porto, de Ribeirão Preto
O ex-ministro da Fazenda e deputado federal Antonio Palocci (PT-SP) deve manter a candidatura à reeleição, apesar de ainda analisar o convite feito Marta Suplicy para que seja suplente na candidatura da ex-prefeita paulistana ao Senado. Segundo fontes do PT, Palocci teria agradecido o convite feito por Marta, mas estaria propenso a tentar a recondução à Câmara, diante da pressão de filiados e pré-candidatos do partido na região de Ribeirão Preto, cidade já governada pelo deputado.
Palocci teria ainda o apoio do PT para que se dedique exclusivamente ao comando da campanha de Dilma Rousseff à Presidência da República sem que haja um prejuízo à campanha dele à reeleição em São Paulo. Além disso, o PT teme que a falta da candidatura de uma liderança como Palocci possa prejudicar as campanhas de Marta e do pré-candidato ao governo paulista, o senador Aloizio Mercadante.
A região de Ribeirão Preto é a terceira com mais votos no Estado, atrás apenas da Grande São Paulo e da de Campinas. Em 2006, Palocci teve 146.112 votos para deputado federal. Apesar de ter base em Ribeirão Preto, o parlamentar conseguiu apenas cerca de 16 mil votos na cidade.
Tags: Aloizio Mercadante, Dilma Rousseff, Marta Suplicy, Palocci
Por Fábio Leite e Rodrigo Alvares
Nem PDT, nem aliados. O motivo que emperra a confirmação do senador Eduardo Suplicy como vice de Aloizio Mercadante na chapa do PT ao governo paulista chama-se Marta Suplicy. Segundo petistas da coordenação da campanha de Mercadante, a ex-prefeita e pré-candidata da sigla ao Senado está reticente em deixar a vaga de 1º suplente para o PDT, que pleiteia o posto em troca da indicação do vice na coligação.
Segundo um petista próximo a ex-prefeita, Marta tem preferência pelo deputado federal Antonio Palocci, um dos coordenadores da campanha da ex-ministra Dilma Rousseff à Presidência. Marta, disse o petista, teria aproveitado a viagem a Nova York na semana passada, em evento de homenagem ao presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, para convencer Palocci a aceitar a primeira suplência. “Precisamos amansar a Marta primeiro. Todo o resto já está bem encaminhado”, afirmou.
De acordo com o coordenador da campanha de Mercadante, Emídio de Souza, a informação procede. “Ela gostaria de ter o Palocci como suplente, não rejeita a ideia de ceder a suplência, mas é um entrave para a negociação”, afirmou. “Caso Suplicy seja o vice, a suplência dela iria para o PDT”, acrescentou Emídio – que admitiu ter sugerido o nome de Suplicy na última reunião da base aliada.
Com a eventual vitória de Dilma Rousseff à Presidência da República, Marta seria um nome certo para a Esplanada dos Ministérios. Emídio também comentou que, além de Paulinho da Força (SP), o presidente nacional afastado do PDT, Carlos Lupi (RJ), também teria dado sinal verde para que o senador componha a chapa majoritária com Mercadante.
Tags: Eduardo Suplicy, Emídio de Souza, Marta Suplicy, Mercadante, PDT, PT
Por André Mascarenhas, Roberto Almeida, Malu Delgado e Julia Duailibi
O PT de São Paulo lançou hoje, em encontro no sindicato dos Bancários paulistas, no centro da capital, as pré-candidaturas do senador Aloizio Mercadante ao governo do Estado e de Marta Suplicy ao Senado.
Veja abaixo os principais momentos do encontro
13h37 – Mercadante encerra o discurso de cerca de 30 minutos justificando sua decisão de concorrer ao governo, e não à reeleição ao Senado – que, na sua avaliação, seria mais fácil. E cita a política de alianças do PT no Estado, que já angariou nove partidos. Mercadante também exalta Dilma, a quem chama de “presidenta”, e sua participação na luta contra a ditadura. “Você representa uma parte da juventude que arriscou a vida para garantir a liberdade nesse país.” “Você será a primeira mulher presidente do Brasil, com essa militância na rua.” E conclui em tom emotivo: “Eu vim de muito longe para chegar aqui. Fiquei viúvo quando criamos o PT. A única coisa que eu sinto é ter perdido os momentos com a minha família, não fui em festas dos meu filhos, mas tudo isso eu fiz por esse Brasil que estamos construindo!”, conclui aos berros e com a voz embargada.
13h27 – É a vez das propostas para a segurança pública. “O povo de São Paulo não pode lembrar apenas da polícia quando disca 190”, diz. Propõe uma reforma no sistema carcerário, com a divisão dos presos por periculosidade.
13h24 – O pré-candidato petista parte agora para a política habitacional. Lembra que o governo já está construindo unidades do programa Minha Casa, Minha Vida no Estado. Mas acrescenta: “Imagina se o governo do Estado ajudasse com o financiamento de terrenos?”
13h17 – Mercadante passa a falar da política de educação, que, garante, será um dos pontos centrais de um eventual governo seu. E cita a greve dos professores de São Paulo, classificada por José Serra como “campanha eleitoral antecipada”. “Vivemos numa democracia, onde as pessoas tem direito de se manifestar.” E se exalta: “Uma categoria como a dos professores não pode ser tratada com borrachadas!” Mercadante completa o discurso sobre educação com um recado: “Não prometo cumprir todas as reivindicações, mas prometo tratar os professores com a dignidade que eles merecem!”
13h15 – Agora o pré-candidato foca nos problemas mais emergenciais dos paulistanos. Cita as questões do trânsito e do transporte público. “A gente vê o que é a Estação da Sé no horário de pico. As pessoas não conseguem descer e nem entrar”, critica, para em seguida atribuir a demora no avanço do metro aos governos tucanos.
13h12 – “Nós estamos caminhando para ser a 7ª economia do mundo, passando a França e a Inglaterra. E seremos a 5ª economia em breve. Já somos a segunda agricultura”, diz Mercadante, que defende as políticas de desenvolvimento do governo Lula.
13h07 – “E não vim aqui para criticar o passado. Eu venho pra falar do futuro”, diz Mercadante. Mas critica aqueles que apostaram na crise. “Estamos crescendo a 7% e criando empregos no primeiro semestre”, diz. “Podem criticar, mas jamais irão ver o presidente Lula patrocinando um conflito em detrimento da negociação diplomática.”
13h02 – Mercadante inicia seu discurso, citando a “maior aliança política que já tivemos no Estado de São Paulo”. Assim como outros que discursaram, Mercadante trata Dilma como a “primeira presidente mulher que esse país terá”. “Nós aprendemos desde jovens que São Paulo é a locomotiva do Brasil. Não só econômica, mas em todos os setores da sociedade.” O senador-candidato diz que São Paulo é tem uma “cultura de muitos povos”. “Isso traz pra mim um misto de orgulho com responsabilidade. Orgulho porque ajudei a construir as riquezas desse Estado. E responsabilidade porque sei que São Paulo tem que liderar o processo de crescimento do País.”
12h59 – O presidente estadual do PT coloca em votação a chapa Mercadante-Marta. A chapa é conclamada por unanimidade. “Declaramos pré-candidata ao Senado, Marta Suplicy. Declaramos como pré-candidato ao governo de São Paulo, Aloizio Mercadante.” Edinho chama o pré-candidato ao palanque, que é recebido a gritos de “avante, avante, São Paulo é Mercadante”.
12h58 – Foram quase 30 minutos de discurso. “Nós sabemos fazer”, diz em relação aos avanços que propõe trazer para o Estado. “Nós somos milhões!”, completa. “Viva a militância do partido dos trabalhadores!”, encerra o discurso, com o novo jingle em alto e bom som.
12h51 – Dilma volta a lembrar a participação do governo federal nas obras de São Paulo. Cita o Rodoanel, a expansão do metro e os investimentos em saneamento. “O governo federal fez um grande esforço aqui em São Paulo. Nós achamos que é possível fazer muito mais”, diz. A pré-candidata do PT à Presidência entra na briga pelo ensino técnico, uma das bandeiras de seu principal adversário, José Serra. “Nós multiplicamos de 3 para 21 as escolas técnicas de São Paulo”, diz, em referência aos investimentos em escolas ténicas federais. Serra costuma citar em seus discursos avanço na construção de Etecs.
12h45 – “Nós não acreditamos que seja possível crescer sem que cada pessoa melhore”, diz Dilma. Ela picela algumns dos que devem ser os principais pontos da campanha de Mercadante. Fala da necessidade de melhorar os vencimentos dos presidentes, dos investimentos no transporte público e de uma das que devem ser suas principais bandeiras, o combate às drogas.
12h40 – Dilma defende agora a candidatura de Marta Suplicy. Ela lembra o trabalho de Marta como deputada e prefeita de São Paulo. “Nos últimos anos, eu sou testemunha do trabalho que ela fez à frente do ministério do Turismo”, acrescenta. Dilma cita também o trabalho de Marta à frente da prefeitura, com destaque aos “avanços na educação”, porque é a “sensibilidade” o lado fundamental das mulheres. “Eu acho que poucas vezes São Paulo vai ver uma chapa tão qualificada quanto com a Marta e o Mercadante.” E solta a carga contra o “mesmo grupo tucano” que governa São Paulo “há três décadas”. “Esse governo não preparou São Paulo para o futuro.” “Melhorar é melhorar a vida de cada uma das pessoas. Não melhorar a vida e a renda de uns poucos.”
12h38 – “O que nós fizemos foi colocar o povo paulistano no centro da nossa política”, diz Dilma. “O Mercadante é um dos formuladores desse projeto de País desenvolvido pelo presidente Lula. Ele vai deixar o Senado para vencer esse novo desafio. E nós vamos dizer: ‘você vai vencer, Mercadante.”
12h35 – É a vez de Dilma, escolhida por Mercadante para defender a chapa, que terá que ser conclamada pelos delegados do partido. “Esse é um momento excepcional da campanha”, diz. Dilma diz ser amiga de Mercadante e Marta, e começa com a defesa da candidatura de Mercadante. “Foi o senador dos 10 milhões de votos em São Paulo. E por que tudo isso? Porque ele defende São Paulo e representa um País que levantou a cabeça.”
12h30 – Marta destaca o preconceito sofrido pelas mulheres na política e critica o discurso de que Dilma não tem experiência política. “Diziam que Lula só tinha experiência política, mas nenhuma administrativa. Agora vão dizer que a Dilma é administradora, mas não tem experiência política. Eu conheço esse discurso.” Ela defende a candidatura de Dilma e a passagem da ex-ministra pela Casa Civil. “Não é fácil ser ministra da Casa Civil.”
12h25 – É a vez de Marta. É bastante aplaudida. Ela conclama a militância, e volta a ser aplaudida. “Nós sabemos, Aloizio e Dilma, que a luta é aqui em São Paulo. A decisão vai ser aqui.” E, lembrando o velho lema de São Paulo, diz: “Mercadante vai transformar a São Paulo não na locomotiva, mas no trem-bala do País!”
12h16 – Começa o discurso do senador Eduardo Suplicy, que também postulava a candidatura do partido. Ele lembra ter tido diferenças com o Mercadante, mas agradece os oito anos que compartilharam no Senado. E, com a voz embargada, conclama Marta, Dilma e Mercadante. É fortemente aplaudido.
12h12 – O presidente estadual do PT, Edinho Silva, sauda os delegados do partido e dá o tom de como a eleição será encarada pelo diretório estadual do partido: “Essa é a eleição mais importante das nossas vidas.” E acrescenta: “Não é possível nós construirmos um Brasil progressista se São Paulo não está alinhado com o governo federal.” Aos gritos, conclama: “Nós temos que dar para São Paulo a oportunidade de eleger Aloizio Mercadante e mostrar para o Brasil e para o mundo que estamos no caminho certo.” “É a eleição de nossas vidas.”
12h02 – Dilma Rousseff e Marta Suplicy sobem ao palanque. É lançado, em primeira mão, o novo jingle de Dilma, em ritmo sertanejo. O refrão diz “Vem Dilma Vem, mostrar o que você aprendeu com esse cabra valente”. Assim como Lula, o presidente nacional do PT, José Eduardo Dutra, também não está no encontro.
11h58 – Os delegados do partido lançam um tímido “Ole, Ole, Ole, Olá, Dilma, Dilma”. Muito diferente de quando a homenagem é para Lula. O mestre de cerimônias cita as presenças dos deputados Genoino, Antonio Palocci, Arlindo Chinaglia. A recepção é calorosa, diferente da dispensada ao vereador paulista Agnaldo Timóteo, que é vaiado.
11h44 – De vestido tomara-que-caia, comportado para os padrões do Pânico na TV, a apresentadora do programa Sabrina Sato causa furor no encontro do PT. Carioca, disfarçado de Dilma, acompanha a turma. Do lado de fora, a equipe do CQC bem que tentou, mas Marta e Dilma não quiseram dar entrevistas.
11h37 – O presidente estadual do PT, Edinho Silva, está no palanque. Um dos mestres de cerimônia cita os nomes do “futuro governador de São Paulo” Aloizio Mercadante, a “futura senadora Marta Suplicy” e a “futura presidente da República DilmaRousseff”. Nenhuma palavra sobre a presença do presidente Lula.
11h32 – Deputado José Genoino discursa e defende a política de alianças do partido. “O PT aprendeu que não governa sozinho”, diz. Ele não cita os partidos em discussão com o PT, mas da a entender ser favorável à aliança. “O projeto mais radical do PT hoje é eleger Dilma presidente, Marta senadora e Mercadante governador.” “Vamos realizar uma política de alianças inteligente e de esquerda”, concluiu.
11h29 – Mercadante chega ao encontro acompanhado da mulher, Regina. Marta também já está por aqui.
11h25 – Em discurso antes do início do evento, delegados do PT discordam sobre a conveniência de uma aliança com o PSB, PP e PT. Os nomes de Paulo Skaf e Gabriel Chalita são vaiados.
11h20 - Embora haja um forte esquema de segurança montado, na espectativa da presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a informação no momento é de que não está confirmada a participação do presidente.
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