Jair Stangler, do Estadão.com.br
A senadora Marta Suplicy (PT) afirmou nesta segunda-feira, 5, não ter nenhuma dúvida de que seu nome é o mais forte de seu partido na disputa pela prefeitura de São Paulo. “Fui para o segundo turno em todas (as eleições municipais) que disputei. Perdi as duas últimas, mas são situações de conjuntura”, avaliou. ”Eu não vejo a minha pré-candidatura esmorecer, eu vejo minha candidatura forte”, disse ainda.
Marta comentou novamente a situação envolvendo o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que defende que o ministro da Educação, Fernando Haddad, seja o candidato do PT em São Paulo. Voltou a negar que exista conflito entre eles. ”O Lula é muito cordial. O Lula deixa sempre uma porta aberta nas conversas. Ele está se empenhando por um nome novo”, disse.
Segundo ela, “é uma característica do Lula pensar e propor ações, às vezes dão certo, às vezes não dão. E é bom ter um líder que consegue propor ações que o partido pode aceitar ou não aceitar, mas é alguém que está sempre pensando. E que sempre está inovando, está tentando buscar soluções e isso um partido que não tem lideranças desse porte não caminha”.
Marta admitiu que o apoio de Lula influencia na decisão do partido. “A posição do Lula sempre influi, porque o Lula é o grande líder do partido. Claro que influi. Mas a gente tem que deixar o processo acontecer, o processo é soberano, e a conjuntura determina. Tem que esperar, tem que ter paciência”. A senadora lembrou ainda a amizade que mantém com o ex-presidente. “Na vida real, o conflito não existe, existe uma amizade muito sólida, de antes da fundação do PT”, declarou.
Liderança em pesquisa
Sobre pesquisa Datafolha divulgada nesta segunda, em que ela aparece em todos os cenários com cerca de 30% das intenções de voto na disputa pela prefeitura, contra 2% de Haddad, a senadora avaliou que não se trata de recall por ter participado de outras eleições.
“Acho que a nossa aprovação não é advinda de um recall, de ter participado de eleição. É advinda de obra feita na cidade e isso é muito forte. Você tem marca e tem gente que tem coisas no seu cotidiano que são da nossa gestão”, disse.
Marta comemorou ter um “índice consolidado” e avaliou que tanto ela como Haddad podem crescer com uma boa campanha.
Marta, que participa em São Paulo do seminário Brasil Metropolitano, parceria entre ela e a Universidade Mackenzie, negou qualquer interesse eleitoral no evento. “Tudo que eu fizer pode ser interpretrado do mesmo jeito”, afirmou. Segundo ela, trata-se de um trabalho como senadora, que surgiu da experiência como prefeita. “É muito difícil você administrar uma capital como São Paulo, que é uma metrópole gigantesca”, acrescentou. De acordo com ela, há dificuldades de saber o que é responsabilidade de cada um dentro de uma metrópole, o que dificulta resolver questões como transporte, lixo e segurança. “Então como senadora eu estava acalentando há muito essa ideia de propor algo nessa direção. Seja projeto de lei, seja uma PEC, mas tem muitas dúvidas sobre o que fazer, qual é a melhor proposta. Então, quando você tem dúvidas, o melhor é ouvir as pessoas que mais entendem, que mais estudam, e nós temos muita gente que estuda isso no Brasil”, explicou.
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Jair Stangler, do Estadão.com.br
A senadora Marta Suplicy comentou nesta segunda-feira, 5, a decisão do PT no 4º Congresso Nacional do partido de deixar brechas para alianças com partidos de oposição – DEM, PPS e PSDB – nos municípios. “Isso me pareceu mais uma maturidade do PT do que um atraso”, afirmou. De acordo com ela, “faz parte.” Questionada sobre a possibilidade de se aliar a estes partidos em São Paulo, ela descartou logo o PSDB, que, diz ela, “sempre é a maior oposição. Não seria possível”.
Com relação ao DEM, a senadora refletiu um pouco e admitiu a possibilidade. “Nessa amplitude colocada, a gente teria que pensar as possibilidades, as dificuldades, as vantagens, as desvantagens… E acho que não está colocado isso nesses momento”, afirmou.
Sobre o PSD, novo partido do prefeito Gilberto Kassab, Marta disse que “esse é complicado porque tem o Kassab em São Paulo. A campanha em São Paulo é de oposição ao governo. Nós saímos e eles entraram, então fica mais difícil.
Marta participa nesta segunda do Seminário Brasil Metropolitano, promovido em parceria entre ela e a Universidade Mackenzie, em São Paulo.
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Jair Stangler, do Estadão.com.br
A senadora Marta Suplicy negou na manhã desta segunda-feira, 5, que a resolução do 4º Congresso Nacional do PT proponha a censura à imprensa. “Eu não aprofundei o que está sendo proposto, mas até onde eu entendo, e isso eu entendi com clareza é que não é uma proposta de censura”, afirmou.
“A mídia fica muito rebelada contra qualquer possibilidade, e eu entendo isso pela situação de anos que tivemos de censura, por algumas áreas de censuras atuais. Então causa uma preocupação. Mas o PT é um partido que absolutamente desde o seu nascimento tem se postado anti-censura. Eu não vejo nenhum perigo disso, “acrescentou.
Segundo Marta, é preciso estudar a maneira de fazer essa regulação sem entrar numa política de censura. Ela contou que quando foi deputada federal, fez um estudo em países que tinham um regulamento de mídia. “Eu lembro que a Inglaterra tinha um regulamento bastante forte. E ninguém acha que a Inglaterra tem censura. A França também. Se caminhar dessa forma, acho interessante. Mas entendo a posição de todo mundo muito apavorado com qualquer coisa, ainda mais do PT que ainda de vez em quando é visto como comendo criancinha. Apesar de oito anos de absoluta democracia e não censura à imprensa”concluiu.
Marta participa do Seminário Brasil Metropolitano, promovido em parceria entre a senadora e a Universidade Mackenzie.
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A senadora Marta Suplicy (PT-SP) afirmou que pretende entrar na disputa pela prefeitura de São Paulo nas eleições de 2012. Em entrevista ao programa Jogo de Poder, da CNT, Marta, que já havia sinalizado a intenção, falou que coloca seu nome à disposição do partido.
Durante a entrevista, que vai ao ar no domingo, 15, a senadora diz que a decisão surgiu após avaliar a administração do prefeito Gilberto Kassab, em especial na área de transporte público. “Não pensava em ser candidata em 2012, mas passei a cogitar concorrer à prefeitura depois de ver o que o Kassab fez com a minha cidade.”
Apesar da disposição, o nome de Marta não é a única aposta do partido para 2012. Entram como postulantes o Eduardo Suplicy, os ministros de Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, e da Educação, Fernando Haddad, e o deputado federal Jilmar Tatto.
Nessa semana, o PMDB sinalizou que tem planos de lançar o deputado federal Gabriel Chalita para candidato à prefeitura paulistana. Ainda filiado ao PSB, Chalita deve oficializar sua ida ao PMDB em 4 de junho.
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Lilian Venturini, do Estadão.com.br
Os possíveis novos arranjos políticos gerados pelo anúncio da saída de Gilberto Kassab do DEM têm gerado reações contraditórias também no PT. Nessa segunda-feira, 1º, no mesmo dia em que o ex-ministro José Dirceu (PT) fez discurso de boas-vindas, caso o prefeito de São Paulo passe a integrar a base aliada do governo federal, a senadora Marta Suplicy (PT-SP) atacou a gestão paulistana em plenário.
O foco do ataque foram os estragos causados pelas chuvas no começo da semana na capital paulista. Um dos nomes do PT para disputar prefeitura em 2012, a senadora falou durante cinco minutos e mencionou a CPI das Enchentes, encerrada em dezemnbro no ano passado, conduzida pela bancada petista na Câmara. “O transtorno está indo além da conta. É óbvio que está chovendo além do natural, mas tem que se pensar o que não foi feito nesta cidade nos últimos anos”, afirmou.
Já pensando nas eleições ao governo paulista, em 2014, Kassab deve criar o Partido da Democracia Brasileira (PDB) até agosto e propor fusão com o Partido Socialista Brasileiro (PSB), aliado do governo Dilma. A aproximação agradou o José Dirceu, que aproveitou para fazer elogios a Kassab. Sobre 2014, o o ex-ministro afirmou: “O Gilberto Kassab sabe que ter o apoio do PT em 2014 não é verossímil em 2011”.
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Andrea Jubé Vianna
BRASÍLIA – Em sua estreia no comando de uma sessão plenária, a primeira vice-presidente do Senado, Marta Suplicy (PT-SP), chamou a atenção ao interromper o som do microfone para cortar a palavra de seu correligionário, conterrâneo e ex-marido, Eduardo Suplicy (PT-SP). “Senador Suplicy, acabou o tempo”, advertiu Marta pela última vez. “Agora preciso obedecer à senhora presidente”, retrucou o conformado petista.

Foto: Ed Ferreira/AE
Marta concedeu dez minutos de tempo regimental para que Eduardo Suplicy discursasse na tribuna. Ele inscreveu-se, como orador, a fim de divulgar uma carta escrita hoje pelo refugiado político Cesare Battisti, que se encontra preso no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília. Suplicy é um dos políticos engajados na libertação do italiano, para que ele continue no Brasil.
Diante da polêmica que envolve o assunto, vários senadores pediram apartes a Suplicy. Entre eles, o líder do DEM, José Agripino (RN), João Pedro (PT-AM), Flexa Ribeiro (PSDB-PA) e Demóstenes Torres (DEM-GO). No comando da sessão e diante do interesse despertado pelo tema, Marta prorrogou o tempo de Suplicy por mais quatro minutos, que, no entanto, foram utilizados na intervenção dos senadores João Pedro e José Agripino.
Esgotado o tempo, Marta fez soar a campainha de advertência do plenário e advertiu o ex-marido. Conformado, ele pediu, apenas, o acréscimo à ata do plenário dos demais documentos que acompanhavam a carta do italiano, como as alegações do advogado de defesa, da Advocacia Geral da União, e uma carta da escritora francesa Fred Vargas, namorada de Battisti.
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Central de Informações
As contas de campanha da Senadora eleita, Marta Suplicy (PT), foram reprovadas pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de São Paulo. O Tribunal informou que a decisão não impede sua diplomação. Cabe recurso da decisão.
O Tribunal julgou que a razão social da empresa contratada para panfletagem não é compatível com a função. A Bravo Te.Serviços Especializados Ltda tem como razão social a limpeza de prédios e domicílios. O valor pago à empresa foi de R$ 533,6 mil.
Outra despesa com panfletagem, de R$ 185 mil, foi utilizada para pagar alimentação e transporte da equipe. Toda conta desaprova é enviada à Procuradoria Geral do Estado (PGE), que decidirá quais as providências cabíveis.
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Fernanda Yoneya
Mesmo com a subida nas pesquisas do candidato ao Senado Aloysio Nunes (PSDB) nas últimas semanas, Marta Suplicy (PT) disse neste domingo que está confiante em sua vitória ao lado de Netinho de Paula (PC do B). “Algumas pesquisas deram a disputa como embolada, mas eu não acreditei nessas pesquisas. Acredito que Netinho e eu seremos os primeiros colocados”, afirmou Marta, após votar no Colégio Madre Alix, no Jardim Paulistano. “Vai ser uma votação um pouquinho mais distante do que a pesquisa tem mostrado. Espero uma votação tranquila e acredito que nos dois vamos ser eleitos”, garantiu a petista.
Marta chegou ao local de votação por volta do meio-dia, após acompanhar o voto do presidente Lula, pela manhã, em São Bernardo do Campo. A candidata estava acompanhada do candidato do PT ao governo de São Paulo, Aloizio Mercadante, do filho André e de dois netos.
Sem responder se seria eleita em primeiro lugar, Marta disse apenas que sua vitória e a de Netinho será “muito boa” para o Estado de São Paulo. “Nós vamos ter o Suplicy mais quatro anos, eu e o Netinho. Nós três estaremos juntos e isso vai ser um apoio importante para nossa presidenta Dilma.”
Marta ainda falou sobre a possibilidade de um segundo turno entre os candidatos à presidência Dilma Roussef (PT) e José Serra (PSDB). “Eu não vejo essa possibilidade, eu acredito no primeiro turno. Se tiver segundo turno, a gente vai à luta, mas eu acredito no primeiro turno.”
Questionada sobre um possível apoio a José Sarney à presidência do Senado, caso seja eleita, a candidata argumentou: “Para isso eu tenho que ser eleita, o Sarney tem que ser candidato e muita água tem que rolar.”
Marta Suplicy disse também apostar em um segundo turno na disputa ao governo do Estado entre Geraldo Alckmin (PSDB) e Mercadante. “Na última semana houve uma força muito maior nas ruas. Fizemos muitas carreatas fora do ABC, em Cidade Tiradentes, em Osasco, quebradas de Osasco, e senti que o nome do Mercadante finalmente chegou à boca do povo. Eu acho que nós podemos apostar em um segundo turno”, afirmou, atribuindo a “virada em cima da hora” de Mercadante à participação do presidente Lula na campanha.
“A participação do Lula é decisiva em tudo nesse País. Ele se empenhou no voto ao Mercadante, fez reiteradas manifestações dessa vontade e eu acredito que isso ajuda muito. Ajudou no meu caso, no caso do Netinho, no do Mercadante e ajudou no da Dilma. É um apoio que até que não é apoiado por ele quer estar junto.” Questionada se havia votado em Netinho para senador, a petista desconversou: “Que pergunta!”
Roberto Almeida e Adriana Carranca
Em São Paulo, os candidatos ao Senado da coligação tucana, Orestes Quércia (PMDB) e Aloysio Nunes Ferreira (PSDB), arrecadaram juntos R$ 1 milhão para suas campanhas. O valor, entregue à Justiça Eleitoral no dia 2 de agosto, será apresentado oficialmente nesta sexta-feira (6) pelo Tribunal Regional Eleitoral paulista.
Segundo a última pesquisa Ibope/Estado/TV Globo, Quércia, com 20% das intenções de voto, está empatado tecnicamente em segundo lugar com Romeu Tuma (PTB), com 19% e Netinho de Paula (PC do B) e Ciro Moura (PTC), com 18% cada. O ex-governador peemedebista arrecadou R$ 143,7 mil.
Aloysio Nunes Ferreira, contrariando o modelo de que número de pesquisa gera doação, arrecadou seis vezes mais que seu colega de chapa. O ex-chefe da Casa Civil de Serra amealhou R$ 850 mil em um mês – mais que o candidato petista ao governo de São Paulo, Aloizio Mercadante, que somou R$ 840 mil.
A diferença é que Aloysio atingiu apenas 4% na última pesquisa Ibope, empatado tecnicamente com o cantor Moacir Franco (PSL), que atingiu 5%.
A candidata do PT ao Senado, Marta Suplicy (PT), que lidera as pesquisas de intenção de voto, não quis divulgar os números da sua campanha.
Segundo informou a assessoria de comunicação da candidata, os dados foram fornecidos ao TRE-SP e serão disponibilizados pelo órgão. Antes disso, Marta prefere não comentar.
Outro candidato ao Senado pela chapa petista, Netinho de Paula (PC do B) também não divulgou os dados. Procurada pelo Estado, a equipe do candidato não respondeu aos pedidos de informações, feitos por telefone e email.
Tags: Aloysio, Aloysio Nunes Ferreira, arrecadação, Marta Suplicy, Netinho, Orestes Quércia, Senado
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