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de O Estado de S.Paulo

O prefeito Gilberto Kassab (PSD) recebeu nota 4,4 dos eleitores paulistanos, em uma escala de 0 a 10, revelou pesquisa Datafolha divulgada neste domingo, 22. O resultado é o pior desde março de 2007, quando recebeu 3,9. A nota do prefeito paulistano foi a mais baixa também entre os prefeitos de seis capitais.

A pesquisa foi realizada nos dias 19 e 20 de julho e foram ouvidas 1.075 pessoas em São Paulo. Nos últimos seis levantamentos, Kassab recebeu notas abaixo de 5. A melhor avaliação foi em outubro de 2008, quando recebeu nota 6,6, mês também em que participou das eleições e foi reeleito. Nesse pleito, Kassab vai apoiar a candidatura de José Serra (PSDB) e participou na indicação para o vice da chapa, Alexandre Schneider (PSD).

Ainda segundo a pesquisa, somente 20% dos paulistanos consideraram o governo de Kassab ótimo ou bom. Já a avaliação ruim ou péssimo foi mencionada por 39% dos entrevistados.

Outras capitais. O prefeito melhor avaliado foi Marcio Lacerda (PSB), de Belo Horizonte, com 6,4. Em segundo, ficou o prefeito do Rio de janeiro, Eduardo Paes (PMDB), 6,3. Ambos são candidatos à reeleição. O prefeito de Porto Alegre, José Fortunati (PDT) recebeu nota 6,1, seguido dos prefeitos Luciano Ducci (PSB), de Curitiba, com 5,6, e João da Costa (PT), de Recife, com 5.

 

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estadão.com.br

Pesquisa Datafolha divulgada nesta terça-feira, 6, aponta que 36% dos eleitores avaliam a administração do prefeito de São Paulo Gilberto Kassab (PSD) como péssima ou ruim. Embora tenha subido 1 ponto percentual na comparação com a última medição, feita em janeiro de 2012, a popularidade do prefeito vem em curva descendente desde julho de 2010. Em uma escala de 0 a 10, a nota dada ao prefeito foi de 4,9.

A aprovação do prefeito subiu 4 pontos percentuais na comparação com a última pesquisa. Para 26% dos eleitores, a gestão de Kassab é ótima ou boa. Em janeiro, 22% aprovavam sua administração. As informações são do jornal Folha de S.Paulo.

A pesquisa ouviu 1.087 eleitores da capital entre os dias 1º e 2 deste mês. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos. A pesquisa está registrada no Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo com o número 00009/2012.

 

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Bruno Boghossian, do estadão.com.br, com informações da Agência Estado

(Atualizado às 20h45)

O prefeito de São Paulo e fundador do PSD, Gilberto Kassab, foi vaiado ao ser apresentado como representante da “base aliada” durante a festa de aniversário de 32 anos do PT, em Brasília. As autoridades e lideranças petistas aplaudiram, mas parte do público presente vaiou o prefeito, ex-integrante do DEM.

Kassab foi chamado pelos locutores do evento durante a apresentação dos “representantes dos partidos que compõem a nossa base aliada”. Ele, no entanto, sempre afirmou que o PSD é uma legenda “independente” – apesar de acompanhar o governo Dilma Rousseff com frequência no Congresso.

Sem demonstrar nenhum constrangimento, Kassab sentou-se na segunda fila da mesa de convidados, entre ministros de estado, ex-presidentes do PT e o presidente nacional do PCdoB, Renato Rabelo.

A presidente Dilma Rousseff e o ex-ministro José Dirceu foram os mais festejados pela militância durante a comemoração. Dilma se sentou ao lado do presidente do partido, Rui Falcão, e do presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS). Maia entrou recentemente em rota de colisão com o Palácio do Planalto devido ao não nomeação de um afilhado político para cargo no Banco do Brasil.

Para tentar desfazer o clima de animosidade com o Planalto, o presidente da Câmara fez um discurso enfático, recheado de elogios a presidente Dilma Rousseff. Ela manteve-se, no entanto, impávida, sem demonstrar nenhum entusiasmo com as palavras de Maia.

Impedido de ir ao encontro por recomendação médica, o ex-presidente Lula mandou uma carta lida pelo presidente Rui Falcão. Lula lamentou não estar presente ao encontro.

A senadora Marta Suplicy, que criticou as negociações entre o PT e Kassab para a formação de uma aliança para as eleições para a Prefeitura de São Paulo, não compareceu ao evento. Ela enviou uma carta em que parabeniza o partido e pede que a sigla se mantenha fiel a seus princípios.

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Eugênia Lopes e Ricardo Brito, da Agência Estado

O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (PSD), chegou por volta de 18h30 ao encontro de comemoração dos 32 anos do PT, realizado em Brasília. Kassab não falou com a imprensa quando chegou ao centro de convenções onde é realizado o evento. Ele está em negociação com PT para apoiar a candidatura de Fernando Haddad, que deixou o ministério da Educação para disputar a Prefeitura de São Paulo. Haddad também participa da comemoração. É esperada, esta noite, a chegada da presidente Dilma Rousseff.

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do estadão.com.br

O prefeito Gilberto Kassab (PSD) não influenciaria muito na escolha do eleitor nas eleições municipais deste ano, indica pesquisa do Datafolha divulgada nesta segunda-feira, 30. Para 37% dos eleitores ouvidos a indicação de Kassab é indiferente e 46% declararam que não votariam em seu candidato, segundo reportagem da Folha de S.Paulo.

O partido de Kassab estuda propor aliança ao PT na disputa municipal. Nesta noite, o PSD deve formalizar a oferta de um candidato a vice na chapa liderada por Fernando Haddad. Na pauta da reunião deve entrar em discussão também a possibilidade de a sigla optar pela candidatura independente, sem fazer alianças com petistas ou tucanos.

A pesquisa divulgada nesta segunda mostra que 22% dos eleitores aprovam a atual gestão. O índice de popularidade é o menor do segundo mandato do prefeito. Para 37% o governo é ruim ou péssimo, ante 40% na avaliação feita no mês passado. Entre maio de 2006 e março de 2007, 16% aprovaram o governo de Kassab. Já em 2008, o prefeito recebeu 61% de ótimo ou bom, melhor avaliação recebida, segundo dados do Datafolha. A pesquisa, realizada nos dias 26 e 27 de janeiro, ouviu 1.090 eleitores da cidade de São Paulo e está registrada no Tribunal Eleitoral com o número 00001/2012. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos.

Em janeiro, o Estado mostrou que dos 223 itens que a Prefeitura incluiu no plano de metas conhecido como Agenda 2012, 160 ainda estão incompletos e outros três nem começaram. Questionado sobre a nota que dá para sua gestão, Kassab se deu nota máxima. “É sempre dez. Um gestor que não se dá dez é porque acha que está errando. Minha nota é dez, com louvor.”

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Jair Stangler, de O Estado de S.Paulo

O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, afirmou que seu partido, o PSD, vai começar a elaborar seu programa de governo a partir da quarta-feira, 26. Nesta data, o partido completa um mês de registro no TSE e se encerra o prazo para a entrada de novos membros. O processo de elaboração do programa será coordenado pelo vice-governador do Estado, Guilherme Afif Domingos.

O anúncio da data foi feito pelo prefeito em entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura. Durante toda entrevista, Kassab foi bastante questionado sobre as contradições de seu partido, que ele procurou negar. Segundo ele, não é verdade que que seu partido não tenha programa. “Partido que desde sua fundação deixou clara um conjunto de diretrizes programáticas.” Agora, completa, será o momento de consolidação do programa de governo.

Kassab, que já definiu o PSD como um partido “nem de centro, nem de direita e nem de esquerda”, mudou sua opinião. Agora, o PSD é “um partido de centro, republicano, que veio para ficar ao lado dos consumidores e contribuintes”.

Entre as principais diretrizes de seu partido, Kassab elenca o Estado forte – principalmente no campo da Saúde e da Educação -, a liberdade de imprensa, a economia de mercado e a propriedade privada. Além disso, o PSD é a favor do contribuinte e da elevação da carga tributária. Precisa estar ao lado do contribuinte, contra a elevação da carga tributária. “Aqui nós não tivemos aumento da carga tributária, mas ainda assim conseguimos aumentar o investimento em saúde de 15% para 20%”, declarou.

“Sou a favor da reforma agrária. Mas o MST em alguns momentos avançou o sinal”, declarou. “Sou crítico em relação a alguns avanços que fizeram em relação à democracia em alguns momentos”, acrescentou.

Apoio a Dilma

Ele foi categórico ao afirmar que o PSD não fará parte da base de sustentação do governo Dilma Rousseff. “Estou afirmando que o partido não fará parte da base. Na bancada federal, dos 55, tem 23 que são totalmente independente”, disse ele em entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura. Segundo Kassab, os parlamentares terão total liberdade para votar a favor ou contra o governo.

“O PSD nasce independente. Eles poderão apoiar. Alguns apoiaram (a Dilma, na disputa eleitoral) e outros não apoiaram. É mais do que razoável, para que a gente possa ter o respeito do eleitor. O partido vai construir sua identidade com coerência”, completou. De acordo com o prefeito, há duas restrições para a entrada de pessoas em seu partido. “Daqueles que não comungam com nossas diretrizes programáticas. E existem aqueles que poderão vir e não terão condições do ponto de vista moral”, afirmou.

Kassab comentou ainda sua relação ao ex-governador José Serra (PSDB). “Lealdade é eterna, é questão de caráter. Não existe por um tempo”, disse o prefeito. Kassab diz, porém, que não teria constrangimento em apoiar Dilma ou Serra numa possível disputa entre os dois em 2014. “Eu sou presidente de um partido, não sou dono de um partido. Minha posição será a posição do meu partido”, afirmou.

O prefeito minimizou os números de sua avaliação. Ele tem 24% de ótimo ou bom e ótimo e bom 41% de regular. Segundo ele, somando os dois números, dá perto de 70%. “Num momento como esse da administração, vem à sua mente sempre um problema. Mas quando vem uma campanha nós temos oportunidade de comparar”, disse.

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Estadão.com.br

Em vias de se tornar um partido hábil a ter candidatos para a disputa municipal de 2012, o Partido Social Democrático (PSD) do prefeito de São Paulo Gilberto Kassab conseguiu registro em 9 Estados.  Cumprida a primeira exigência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), agora o registro nacional será analisado no plenário da Corte.

Apesar de ainda não ser um partido oficial, ele nascerá com bancadas significativas em SP e no RJ. O PSD já possui o comprometimento da filiação de deputados estaduais, deputados federais, governadores, vice-governadores, senadores e vereadores. Na última sexta-feira, 2, o partido recebeu a filiação simbólica de 8 vereadores em SP.

Veja abaixo alguns dos políticos que já se comprometeram a integrar o partido de Kassab:

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Jair Stangler, do Estadão.com.br

O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (PSD) comentou a pesquisa Datafolha divulgada nesta segunda-feira, 5, que o aponta com a menor avaliação em quatro anos. Segundo o levantamento, apenas 24% avaliam sua gestão como boa ou ótima. Para Kassab, “o que vale é a avaliação final da gestão”.

O prefeito acredita que quando a gestão terminar será possível mostrar avanços e transformações ao longo do mandato. “A população tem aprovado diversos aspectos da gestão, a nossa própria reeleição foi resultado desse sentimento da população. Ao longo do mandato você tem oscilações”, defendeu.

Para ele, “a pesquisa sempre reflete circunstâncias”. Ele diz ainda que a cidade tem melhorado em todos os seus aspectos.

Datena prefeito

Kassab negou notícia veiculada pelo site Uol de que teria convidado o apresentador José Luiz Datena para ser candidato a prefeito pelo PSD (a notícia não informa que foi o PSD, mas há informações circulando nesse sentido).

“Não fiz esse convite. Tenho o maior respeito por ele, um grande comunicador, uma pessoa muito bem preparada, hoje um formador de opinião na cidade de São Paulo, mas não houve essa conversa. Não tive essa conversa com ele, seria até indelicadeza”, declarou.

PSD

Kassab, como a senadora Marta Suplicy, também rejeitou a hipótese de PT e PSD se aliarem na disputa pela prefeitura de São Paulo. “Aqui em São Paulo acho difícil. Até porque aqui em São Paulo tem acontecido uma saudável comparação entre as gestões e a campanha terá a oportunidade mais uma vez de mostrar as diferenças que têm”, afirmou.

Kassab não quis comentar a possibilidade de o PSD formar um bloco com o PSB na Câmara dos Deputados. “A relação com o (governador) Eduardo (Campos, PSB-PE) é a melhor possível e o PSD ainda está na fase final de seu registro. Vamos aguardar o deferimento do registro para que possamos, através das bancadas, ter as conversas compatíveis com as nossas expectativas em relação a situação no Congresso”, disse.

O prefeito, que participa do seminário Brasil Metropolitano, realizado em parceria entre a senadora e a Universidade Mackenzie, elogiou a iniciativa de Marta. “As regiões metropolitanas se consolidam nos grandes Estados, em especial na cidade de São Paulo e esta é a razão para eu ter aceito seu convite”.

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Christiane Samarco e Fabio Serapião, de O Estado de S.Paulo

Lutando contra o tempo e pedidos de impugnação, o PSD do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, deu nesta quinta-feira, 1º, mais um passo em busca do registro definitivo para sua criação. A sigla conseguiu o registro em dez Estados e cumpriu assim um dos requisitos para ser oficializado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) como um partido político: era necessário ter diretórios montados e reconhecidos em no mínimo um terço das 27 unidades da federação.

Nesta quinta, os tribunais regionais eleitorais (TREs) do Rio de Janeiro, Mato Grosso e Acre deferiram o registro. Os três se juntaram a Santa Catarina, Goiás, Piauí, Rio Grande do Norte, Tocantins, Paraná e Rondônia.

“Viva! Parabéns a todos que participaram do processo de formação desse novo Partido, o Partido Social Democrático”, comemorou Kassab, em mensagem publicada no Twitter.

Com isto, o futuro secretário-geral do partido, Saulo Queiroz, acredita que foi atendida a última condição para que o PSD exista de fato. “Foram entregues perto de 600 mil assinaturas certificadas pelos cartórios eleitorais e temos presença em 21 Estados, com diretórios sendo organizados. É uma tarefa cumprida e não há mais o que discutir”, diz.
Além dos trâmites convencionais, o PSD ainda terá que vencer quatro pedidos de impugnação – três apresentados por outros partidos e um por um eleitor – para poder sair do papel.

Com a mesma rapidez demonstrada ao longo de sua gestação – foram menos de seis meses entre o lançamento da sigla e entrada com o pedido no TSE -, o partido antecipou em dois dias a entrega de sua defesa ao TSE.

De acordo com futuro secretário-geral, Saulo Queiroz, a antecipação foi possível pelo fato do partido já prever quais os pontos seriam contestados. “Todos os pedidos são inconsistentes”, declarou.

Após a entrega, o processo foi encaminhado para a Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE), que tem dez dias para dar seu parecer. A juíza responsável pelo caso é a ministra Nancy Andrigui.

Na próxima terça-feira, haverá uma audiência entre os advogados do partido e a relatora para tratar sobre o processo.

Representação. Confirmada a sua criação pelo TSE, o PSD nascerá como um dos maiores partidos do País. Na Câmara dos Deputados, a nova legenda terá a terceira maior bancada da Casa – hoje são 45 parlamentares e deve chegar a 48. Há ainda dois senadores e dois governadores.

Como adiantou ontem o Estado, hoje será anunciada a ida de sete vereadores de São Paulo para o PSD- cinco filiados ao DEM e dois ex-tucanos, incluindo o presidente da Câmara, José Police Neto.

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Julia Duailibi, de O Estado de S.Paulo

O Ministério Público Eleitoral em São Paulo pediu a impugnação do PSD, partido a ser criado pelo prefeito Gilberto Kassab. Para a Procuradoria Regional Eleitoral, pode ter ocorrido duplicidade na contagem das assinaturas dos apoiadores da criação da nova legenda.

Em pedido enviado ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) na sexta-feira, 5, o procurador regional eleitoral substituto, André de Carvalho Ramos, diz que a análise das certidões com as assinaturas, emitidas por cartórios paulistas, mostra que foram apresentadas mais de uma lista com nomes de apoiadores e ainda listas fracionadas. Na semana passada, o Estado revelou que atas de reuniões realizadas em São Paulo para a formação do partido são idênticas. Segundo Kassab, a assessoria jurídica do partido está trabalhando para evitar “equívocos”.

Como as listas foram analisadas por diferentes funcionários nos cartórios, na avaliação do Ministério Público Eleitoral é possível que assinaturas tenham sido computadas mais de uma vez. “Note-se que a presente impugnação é dirigida não à assinatura ou equívoco formal do título de eleitoral (objeto de exame anterior), mas sim ao procedimento do próprio cartório, que, sim, está sob análise deste Tribunal Regional Eleitoral”, afirma Carvalho Ramos em seu pedido.

Para a Procuradoria Regional Eleitoral, em pelo menos 56 zonas eleitorais há possibilidade de assinaturas terem sido contabilizadas mais de uma vez. Os cartórios desses locais teriam emitido certidões em nome de 22.384 apoiadores do PSD.

De acordo com o Ministério Público Eleitoral, a situação seria o suficiente para desqualificar a “presunção de veracidade” das certidões apresentadas pelo PSD ao TRE. Segundo a Lei Eleitoral, para o PSD conseguir o registro definitivo do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), são necessárias as assinaturas de 492 mil eleitores em nove Estados. Os nomes e as assinaturas desses eleitores, apoiando a criação do partido, são registrados nos cartórios eleitorais, que emitem as certidões. Esses documentos são levados ao TRE que, após checar o número de apoiadores nas certidões, as manda ao TSE.

Em São Paulo, o PSD precisa de, pelo menos, 25.310 assinaturas – número estipulado com base no eleitorado de 2010 – para obter o registro. Como até agora foram enviadas ao TRE cerca de 30 mil assinaturas, o Ministério Público Eleitoral acha que há possibilidade de o partido não ter o mínimo de apoiadores exigido pela Lei Eleitoral.

“Ocorre que, in casu, o requerente não demonstrou, satisfatoriamente, ter obtido a quantidade mínima de apoiadores neste Estado, com vistas ao cumprimento dos dispositivos acima destacados, a despeito de ter apresentado inúmeras certidões que apontam, pelo critério matemático, a obtenção de 30 mil assinaturas válidas”, declara Carvalho Ramos em seu pedido.

O procurador pede ainda que sejam feitas diligências para verificar as assinaturas nas listas “com a finalidade de se desconsiderar aqueles apoiadores porventura constatados em duplicidade”.

Para o advogado do PSD, Ricardo Penteado, a autenticidade das certidões, emitidas pelos cartórios eleitorais após a apresentação das listas com os apoios, não pode mais ser discutida nesta fase do processo. “Se havia alguma dúvida sobre o sistema, ela deveria ter sido apresentada ao juiz eleitoral”, afirmou Penteado. “O que o Ministério Público faz é levantar dúvida sobre o sistema. É o mesmo que questionar resultado da última eleição dizendo que a urna eletrônica não é segura para contagem de votos”, completou.

Segundo Penteado, o PSD está tranquilo quanto aos questionamentos do Ministério Público, pois “as certidões já foram emitidas com fé pública pela própria Justiça”.

Inquérito. A Justiça do Tocantins determinou a abertura de inquérito pela Polícia Federal para investigar indícios de assinaturas fraudadas para a criação do PSD no Estado.

Texto ampliado às 23h

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