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SÃO PAULO – O candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, Fernado Haddad, afirmou nesta segunda-feira, 18, que pretende conversar pessoalmente com sua vice, a deputada federal Luiza Erundina (PSB), que ameaçou deixar a chapa em virtude da aliança do PT com o PP de Paulo Maluf.

Em entrevista à TV Bandeirantes, Haddad disse que tem “o maior apreço pela companheira Erundina” e que pretende “confortá-la para que ela esteja conosco na batalha da vitória”.

Segundo Haddad, a diretriz do PT é fechar coligações com todos os partidos da base aliada do governo Dilma, inclusive o PP. “Não fazemos aliança com pessoas. Nós estamos perseguindo estar com todos os partidos que dão sustentação ao governo Dilma. Esta têm sido a nossa prioridade desde janeiro”, afirmou.

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A deputada federal Luiza Erundina (PSB) afirmou nesta segunda-feira, 18, em entrevista à revista Veja, que não aceita compor chapa com Fernando Haddad em uma coligação que tenha o apoio de Paulo Maluf, do PP, e que reverá a sua decisão de ser vice do petista. No final de semana, Erundina já havia dito que não estaria confortável “no mesmo palanque com o Maluf”.

Na tarde desta segunda-feira, 18, Lula e Haddad foram à casa do líder pepista para formalizar a aliança, que deve acrescentar cerca de 1 minuto e 30 segundos diários à campanha de Haddad à Prefeitura de São Paulo. Em troca, Maluf emplacou um aliado na Secretaria Nacional de Saneamento Ambiental do Ministério das Cidades.

“Se for por nomes, meu partido tem outros a indicar. Eu pessoalmente não vou aceitar. Vou rever minha posição”, afirmou a ex-prefeita de São Paulo à Veja. ”Não preciso ser vice para fazer política”, disse. Segundo Erundina, a aliança com o seu adversário histórico foi feita “à sua revelia”.

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SÃO PAULO – O anúncio do apoio do PP, de Paulo Maluf, à campanha do petista Fernando Haddad para a Prefeitura de São Paulo esquentou o debate no Twitter sobre as coligações eleitorais. O apoio do PP deve agregar cerca de 1 minuto e 30 segundos ao tempo de propaganda de Haddad, considerada essencial pelos líderes petistas para fazer seu candidato decolar. Em troca, Maluf emplacou um aliado na Secretaria Nacional de Saneamento Ambiental do Ministério das Cidades.

Em sua página na rede social, a candidata do PPS à Prefeitura de SP, Soninha Francine, lembrou que Maluf estava próximo de fechar o apoio do PP a José Serra, mas cobrou uma contrapartida tão alta que fez os tucanos desistirem. “O Maluf cobrou tão caro que o PSDB, que trouxe o PR pra sua aliança, não quis pagar. Aí o PT foi lá e cobriu a oferta”, afirmou.

Já o ex-deputado federal e presidente nacional do PTB, Roberto Jefferson, questionou em sua página se a boa notícia para os petistas trazida pela pesquisa Datafolha deste domingo, 17, que registrou um crescimento de 5 pontos de Haddad, teria sido ofuscada pelo anúncio da aliança com Maluf. “Será que o crescimento de Haddad será suficiente para amainar o clima no PT paulista que terá de engolir Paulo Maluf?”, perguntou.

O deputado federal pelo PSOL, Jean Wyllys, usou seu perfil para colocar em xeque a coerência do PT. “Pergunta: que moral tem uma pessoa pra falar em ‘PIG’ quando seu partido está de braço dado com Maluf, Collor, Sarney, Crivella e Malafaia?”, disse.

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Familiares do pré-candidato petista à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, teriam viajado em jatos da Força Aérea Brasileira (FAB), segundo reportagem da Folha de S.Paulo desta segunda-feira, 13. Os deslocamentos teriam ocorrido quando o político ainda era ministro da Educação.

Dos 129 deslocamentos avaliados pela publicação, entre janeiro de 2010 e dezembro de 2011, em 97 estavam Haddad, a mulher, Ana Estela, e a filha. As viagens eram entre Brasília e São Paulo. Em alguns dos casos, de acordo com a reportagem, o então ministro viajou apenas com a mulher e a filha. O levantamento foi feito com base na agenda do Ministério da Educação e planilhas da FAB.

O uso de aeronaves oficiais é regulamentado por decreto federal, que prevê o transporte de ministros e autoridades para agendas oficiais e deslocamentos para a residência. O texto não explicita se o transporte é válido a parentes. Para Haddad, não haver “problema na prática”.

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A cerimônia de posse dos novos ministros da Educação, Aloizio Mercadante, e Ciência e Tecnologia, Marco Antônio Raupp, foi marcada pela presença do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que retornou ao Palácio do Planalto pela primeira vez desde que deixou o cargo. O evento também marcou a saída de Fernando Haddad do MEC.

O ex-presidente não falou durante a solenidade, mas esteve presente nos discursos de Haddad, Mercadante, Raupp e da presidente Dilma Rousseff, que chegou a se emocionar ao falar sobre seu padrinho político. “Para mim, é uma honra que seja neste momento que, pela primeira  vez, o nosso querido presidente Lula volte ao Planalto”, afirmou Dilma no início de seu discurso. “Com o passar do tempo, Raupp, nós viramos uns chorões”, acrescentou a presidente, com a voz embargada.

Dilma destacou o papel do ex-presidente no desenvolvimento dos projetos para a educação e afirmou que, naquela cerimônia, estava sendo celebrado um “casamento” entre a Educação e a Tecnologia. “O que nós queremos é sermos capazes de desenvolver tudo aquilo que podemos produzir”, disse a presidente.

Despedida. Primeiro a discursar, Haddad falou sobre as ações de sua gestão à frente do ministério. Ele apontou como o grande legado de sua gestão ter garantido a “todos os brasileiros o direito a um passo a mais na educação”.

“Essa concepção, essa visão sistêmica da educação hoje envolve a grande maioria da comunidade educacional, que esse País não pode se ver envolto a falsos dilemas. Do nascimento à morte, quem quiser estudar tem de ter esse direito assegurado pelo Estado brasileiro.”

Posses. Novo ministro da Educação, Mercadante falou mais sobre seu trabalho à frente da pasta de Ciência e Tecnologia e sobre a parceria com a área da educação do que sobre Educação. Em um momento bem-humorado, Mercadante aconselhou Raupp, seu sucessor, a sempre apresentar projetos bem acabados nas reuniões com a presidente Dilma. “Quando você levar um projeto para a presidente, saiba que a primeira fase será de espancamento do projeto”, disse.

Mercadante ressaltou como o método adotado por Dilma, que segundo ele é muito criterioso em relação aos custos, é essencial para evitar o desperdício de dinheiro público.

Ao tomar a palavra em seguida, Marco Antonio Raupp voltou ao tema e disse que presenciou algumas reuniões em que pode comprovar o relato de Mercadante sobre Dilma. Logo no começo do discurso, ele demonstrou nervosismo com o novo papel:”Eu prometo inicialmente o seguinte, presidente. Quando eu sair do Ministério, vou fazer discurso de improviso, como Haddad e Mercadante. Mas agora eu tenho que ler. Eu já estou perdido aqui. Perdi a página um. (Silêncio) Achei!”

Raupp elogiou as gestões de Haddad e Mercadante. Sobre seu antecessor, afirmou que ficará próximo, “pois a Educação é a fonte de todo o sistema de tecnologia e inovação”. Ao falar de Haddad, o novo ministro destacou seu papel como administrador e o desenvolvimento de projetos como o ProUni, que “elevou a autoestima dos brasileiros”.

Veja como foi:

16h53 - Dilma conclui o discurso afirmando que fica ao mesmo tempo feliz e infeliz pela despedida de Fernando Haddad. Ela diz ficar feliz porque ele, “uma pessoa talentosa”, vai enfrentar um desafio, o que considera bom e infeliz porque “trata-se de um excepcional gestor público, de um grande educador e de um amigo”. Ao final, agradece novamente o ex-presidente Lula, que diz ser “inesquecível”.

16h49 - O ministro Mercadante “tem um talento escondido. É um excelente gestor”, garante a presidente. Em seguida, ela enaltece Fernando Haddad, mas se confunde e o chama de Paulo Haddad, mas se corrige logo em seguida.

16h46 - Dilma diz que não faz a defesa do Enem por “nenhum principio de teimosia. Ao fazê-lo, estou defendendo o ProUni, estou defendendo o Reuni e estou defendendo o Ciência Sem Fronteiras”. Ela destaca que os critérios “dispares” dos vestibulares não possibilitariam dar acesso a esses programas de forma democrática.

16h43 - “Sabe porque eu defendi o Enem?”, questiona Dilma. Ela diz que vê projetos de inclusão como o ProUni crescerem e pergunta: “Como é que garanto o acesso democrático a esses programas?” Ela ressalta que, para um processo que abrange milhões de pessoas, “é inevitável que nos primeiros tempos você tenha alguns desvios”.

16h40 - “O que nós queremos é sermos capazes de desenvolvermos tudo aquilo que podemos produzir”, diz a presidente. Ela afirma que não se trata apenas de vender produtos brasileiros para o consumo interno, mas principalmente de reforçar a produção nacional.

16h38 - Dilma afirma que, durante o governo Lula, discutir o projetos novos e iniciativas para a educação “era a coisa mais fácil que podia existir”. A presidente diz que não havia “limite” para o investimento e a Casa Civil, que comandava na época, tinha que “se conformar, porque estas eram as regras do jogo.” Ela acrescenta ter o mesmo projeto.

16h30 - “Ao mesmo tempo que nós tratávamos de coisas absurdas e inexplicavelmente ausentes da pauta brasileira”, diz a presidente, “nós tínhamos que dar conta de outro desafio, que era elevar o nível de conhecimento da nossa população.” Dilma afirma que, no passado, o Brasil não considerava o combate a miséria como uma parte do projeto de desenvolvimento.

16h28 - “Para o meu governo, esta é uma cerimônia especial porque nós sabemos o  que significa a educação”, diz a presidente. “Hoje, somos um País num momento muito especial. Recebemos este momento especial do presidente Lula, que mudou significativamente a qualidade do desenvolvimento.”

16h24 - Dilma afirma que o ex-presidente Lula era quem deveria estar presente no evento de segunda-feira, quando foi celebrada a concessão de um milhão de bolsas do ProUni. Ela destaca o esforço do ex-presidente nos projetos da Educação.

16h21 - “Para mim, é uma honra que seja nesse momento que pela primeira  vez, o nosso querido presidente Lula volte ao Planalto”, afirma Dilma no início de seu discurso. “Com o passar do tempo, Raupp, nós viramos uns chorões”, diz a presidente, que lembra as lágrimas de Haddad e admite que pode não conter as lágrimas. “Para mim, é uma honra receber o presidente Lula aqui.”

16h19 - “Para finalizar, permita-me, presidente, uma confidência. A convite da presidente, participei de varias reuniões ministeriais e fiquei impressionado, diz Raupp. “Eu já era seu fã, agora fiquei mais ainda. Conte comigo, presidente Dilma.” O novo ministro conclui o discurso e, na sequência, Dilma toma a palavra.

16h14 - Sobre Haddad, Raupp destaca o papel de administrador e o desenvolvimento de projetos como o ProUni, que “elevou a autoestima dos brasileiros”. “Essa guerra é decisiva, a guerra da educação.” Ele diz que não chega para “inventar a roda” e acrescenta que seu papel é “fazer a roda girar”.

16h12 - O novo ministro elogia Mercadante e diz que o desafio da inovação “ganhou um novo patamar”. Para ele, hoje o País “depende” do desenvolvimento desse setor. “Mercadante e eu vamos continuar juntos, pois a Educação é a fonte de todo o sistema de tecnologia e inovação.”

16h10 - Marco Antonio Raupp lê discurso no qual destaca o papel dos ministros que o antecederam e afirma compreender a importância do setor da tecnologia no momento vivido pelo Brasil.

16h08 - O novo ministro cita o ex-presidente Getúlio Vargas e diz que o governo Lula foi a continuidade daquele projeto. “Obrigado, presidente Lula.”

16h06 - Marco Antonio Raupp: “Eu prometo inicialmente o seguinte, presidente: quando eu sair do Ministério eu vou fazer discurso de improviso. Mas agora eu tenho que ler. Eu já estou perdido aqui. Perdi a página um. (Silêncio) Achei!”

15h59 - Marco Antonio Raupp e Dilma assinam o termo de posse do novo ministro de Ciência e Tecnologia. Agora, Raupp começa seu discurso. Raupp agradece Mercadante pelos conselhos sobre a presidente e diz que, após participar de algumas reuniões, comprovou que o que ele diz é verdade. Ele diz que a atenção com o uso dos recursos públicos é “a tônica” da gestão Dilma.

15h58 - Aloizio Mercadante conclui o discurso citando os servidores que trabalharam ao seu lado no Ministério da Ciência e Tecnologia. “É muito difícil se despedir do Ministério”, diz ele, que ressalta o desafio de comandar o MEC e seguir a indicação de Dilma de que “país rico é país sem miséria”.

15h56 - “Não podemos mais ter no empresariado uma postura passiva em relação ao desenvolvimento tecnológico”, diz Mercadante. Ele fala também a importância do desenvolvimento sustentável e das tecnologias limpas.

15h54 - O novo ministro da Educação destaca os objetivos da sua antiga pasta e afirma que o País pode “dar um salto” no setor da tecnologia graças à crise internacional. Ele cita projetos para a produção de componentes e semicondutores no Brasil, o que “só 20 países no mundo fazem”.

15h50 - Mercadante elogia seu sucessor no Ministério de Ciência e Tecnologia, Marco Antonio Raupp, e dá um conselho. “Quando você levar um projeto para a presidente, saiba que a primeira fase será de espancamento do projeto.” Ele diz que o novo ministro, se apresentar projetos sem bom embasamento, ouvirá a expressão: “Esse projeto não fica de pé.” Em seguida, elogia o método da presidente, que segundo ele evita o desperdício de dinheiro público e é “importante” para o País.

15h45 - Aloizio Mercadante diz que quer, “como Haddad, falar com o coração, porque assim a gente diz muito mais coisas”. Em seguida, agradece a presença da própria família.

15h43 - Dilma e Mercadante assinam o termo de posse. Em seguida, trocam abraços. O ex-ministro de Ciência e Tecnologia cumprimenta também o ex-presidente Lula, presente na solenidade. Agora, Mercadante começa seu discurso com o cumprimento protocolar de todos os presentes.

15h40 - “Tenho certeza que eu deixo o Ministério relutante, Aloizio, porque é um Ministério apaixonante, e deixo na mão de uma pessoa qualificada”, afirma Haddad. Ele diz ter certeza que, sob o comando de Mercadante, a Educação vai “avançar muito mais”. “Nada vai satisfazer mais a nós que deixamos o MEC do que vê-lo avançar, do que vê-lo saldar a dívida do Estado brasileiro especialmente com os mais pobres.” Haddad agradece a presidente Dilma e a própria família, pela paciência, e em seguida conclui o discurso.

15h37 - “A Educação nunca foi tratada como tema econômico”, acrescenta Haddad, que faz menção ao papel do ministro da Fazenda, Guido Mantega, que segundo ele colocou o tema “no centro da questão do desenvolvimento”.

15h34 - “Como professor universitário que fez graduação, mestrado e doutorado, viver a experiência de poder contar com o apoio incondicional, poder ter projetos ousados, poder sonhar”, diz Haddad, “é algo realmente que faz emocionar. Eu muitas vezes me emocionei com as histórias que vivenciei no Ministério da Educação”.

15h30 – Para Haddad, o grande legado de sua gestão é que “nós temos que garantir a todos os brasileiros o direito a um passo a mais na educação”. “Essa concepção, essa visão sistêmica da educação hoje envolve a grande maioria da comunidade educacional, que esse País não pode se ver envolto a falsos dilemas. Do nascimento à morte, quem quiser estudar tem de ter esse direito assegurado pelo Estado brasileiro.”

15h25 – Haddad elogia também a adesão de todos os prefeitos e governadores do País ao Plano de Metas da Educação. Cita a parceria com o setor privado para possibilitar o ProUni. Destaca também as parcerias com ministérios, elogia os reitores das instituições federais. “Todos os reitores foram recebidos pelo presidente Lula e pela presidenta Dilma”, afirma.

15h21 – “Hoje é um dia de agradecimento por tudo o que a minha equipe recebeu desses governos aqui representados”, afirma. Como já havia feito na segunda-feira, em cerimônia do ProUni, Haddad volta a agradecer o Congresso e elogiar a oposição pela aprovação de duas emendas constitucionaisda área da educação. Lembra ainda a aprovação de mais de 50 projetos de lei. Cita a criação do Fundeb, expansão das universidades, piso nacional para os professores entre outras propostas aprovadas pelo Congresso.

15h20 – O ministro da Educação Fernando Haddad é o primeiro a falar na cerimônia. O ex-presidente Lula está presente.

“Como professor universitário que fez graduação, mestrado e doutorado, viver a experiência de poder contar com o apoio incondicional, poder ter projetos ousados, poder sonhar”, diz Haddad, “é algo realmente que faz emocionar. Eu muitas vezes me emocionei com as histórias que vivenciei no Ministério da Educação”.

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Rafael Moraes Moura, Tânia Monteiro, Andrea Jubé Vianna e Jair Stangler

Em um discurso recheado de elogios ao ministro da Educação, Fernando Haddad, a presidente Dilma Rousseff afirmou que “a combinação de programa de distribuição de renda com garantia de acesso à educação é o caminho correto para o Brasil mudar de patamar”. Ela definiu a milionésima bolsa concedida pelo programa Universidade para Todos (ProUni) como um “marco na história recente do País” e arrematou reafirmando o compromisso com “a prioridade da educação”.

Na solenidade que marca a despedida de Haddad do cargo, a fim de se dedicar à pré-campanha à Prefeitura de São Paulo como futuro candidato do PT, a presidente não apenas elogiou o ministro, como aproveitou para fazer a defesa do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio). A prova foi alvo de erros e problemas – como o vazamento de questões – e transformou-se em marca negativa da gestão de Haddad no ministério. “É a forma mais democrática de acesso dos jovens brasileiros ao ensino universitário”, afirmou Dilma sobre o Enem. “É um exemplo da determinação do ministro Fernando Haddad no sentido de assegurar uma transformação e uma deselitização do ensino universitário no nosso País”, defendeu.

Ainda sobre o ProUni, a presidente o classificou como um instrumento de “distribuição de renda”, porque ao garantir o acesso à educação, torna possível construir um “modelo de desenvolvimento sustentável para o País”. Dilma lembrou que, durante a campanha eleitoral, visitou uma estudante de medicina cujos pais viviam com salário mínimo. “Era uma coisa estranha, não era usual. Esse é o grande feito do ProUni: trata-se de milhões jovens superando uma barreira quase intransponível que é a barreira da oportunidade”, definiu a presidente.

No final, a presidente aproveitou para citar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, argumentando que “foi preciso um metalúrgico que não teve acesso ao ensino universitário para saber como é importante para as pessoas o ensino universitário”. Dilma também corrigiu Fernando Haddad que, em seu discurso, chegou a afirmar que o ProUni seria um programa que não traria gastos ao governo federal. Ela lembrou que por se tratar de um programa que concede bolsas em troca de isenção fiscal das faculdades particulares, o Ministério da Fazenda está abrindo mão de receita. Mas completou dizendo que é um investimento no futuro do País. “Esses tributos estão sendo destinados para financiar a educação da juventude brasileira”, justificou.

Autoelogio

Antes de Dilma, Haddad, que na terça-feira, 24, entrega o cargo ao ministro Aloizio Mercadante (Ciência e Tecnologia), também destacou suas realizações e chegou até a elogiar o comportamento da oposição, que teria contribuído para algumas realizações do ministério.

“Em 2004 (ano de criação do programa) não li nenhum artigo defendendo o ProUni nos jornais, nenhum, absolutamente nada. Guardadas as proporções, é que nem o Enem hoje, apanha todo santo dia. Só que são essas realizações, ProUni, Reuni (programa de reestruturação e expansão das universidades federais), Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), Fies (fundo de financiamento estudantil), são essas realizações que promovem maior avanço e acesso democrático às instituições de ensino superior”, discursou o ministro.

“Tudo é muito difícil de realizar e colocar de pé, mas os anos vão se passando, os programas vão se consolidando, sendo aperfeiçoados, vão mostrando os resultados. Imaginem vocês, sair de 3 milhões de matrículas e atingir 6,5 milhões de ensino superior em 2010. Nós mais que dobramos as matrículas em educação superior.”

“As reformas na educação básica e na educação profissional não foram menos importantes, há um conjunto de realizações que contaram inclusive com o apoio da oposição”, destacou.

Na quarta-feira passada, a presidente Dilma Rousseff participou de um evento de inauguração de uma creche em Angra dos Reis (RJ) que serviu para exaltar a imagem de Haddad, a quem chamou de “um dos grandes ministros deste país na área de educação”.

Veja como foi:

16h25 – Dilma encerra agradecendo a Dra. Laís por seu compromisso ao integrar o Programa Saúde da Família. Ela também desejou sucesso ao novo ministro, Aloizio Mercadante, e a Fernando Haddad, que irá disputar a Prefeitura de São Paulo.

16h17 – Dilma destaca o programa “Ciência sem Fronteria”, do Ministério da Ciência e Tecnologia e defende o Enem: “Forma mais democrática de acesso dos jovens brasileiros ao ensino universitário. O Enem é um exemplo da determinação do ministro Fernando Haddad para democratizar o acesso e garantir uma deselitização do ensino universitário”. A presidente diz que opor ensino básico ao ensino universitário, como se fazia, “era rebaixar por baixo”. Ela mesma ironiza sua gafe: “Rebaixar por baixo é dose”, e atribui a gafe ao cansaço acumulado de uma série de reuniões nos últimos dias.

16h09 – “Trata-se de milhões de jovens, brasileiros e brasileiras, superando uma barreira, que é a barreira da oportunidade. Nós temos de medir uma sociedade pelo grau de oportunidades que ela oferece”, afirma. “O ProUni é um dos instrumentos de distribuição de renda no nosso País”, destaca. “Com a educação se constrói também um modelo de desenvolvimento sustentável para o País. Se nós não queremos um País em que os 10% mais ricos concentrem oportunidades. Esse programa fala da felicidade. É muito importante essa questão do sonho realizado. Foi preciso um metalúrgico sem ensino universitário para saber como é importante o ensino universitário. Muitas pessoas preconceituosas diziam: ‘Mas como? Um presidente e um vice que não são universitários valorizam a educação?’ Valorizam sim!”, continua. “Eu assisti o compromisso do presidente com o ProUni, com todas essas questões da educação. Ao cumrpimentar a dra. Laís e a todos os estudantes, queria agradecer ao Congresso, que teve sensibilidade para entender a questão.”

16h02 – Depois da matrícula do bolsista de número um milhão, Dilma assume a palavra e cumprimenta todos os ministros que estão no evento – presentes em grande número. “Essa cerimônia para mim é um marco na história recente do nosso País. Ao celebrar este um milhão de bolsas concedidas, nós estamos enfatizando a importância que é para o nosso País esse processo que levou milhões de pessoas a ter acesso à educação”, afirma. Dilma lembra que na campanha visitou uma mulher com uma história parecida com a de Karla Laís Ribeiro da Costa. “Para Lorene Laiane, como para seus pais, para seus vizinhos, ser estudante de medicina era uma coisa que não era usual. Esse ‘como é que será que ela conseguiu’ é que é o grande feito do ProUni. Porque é como os vizinhos entendem que eles também podem estudar medicina”.

15h56 – “Chegar a esse resultado (um milhão de bolsas) não é fácil. O processo é complexo. Mas conseguimos levar as matrículas de 3 milhões para 6 milhões em uma década. Hoje, todas as pesquisas socioeconômicas revelam que a educação teve papel fundamental para o momento vivido pelo País. “amos ter que investir ainda mais em educação. Caberá ao Aloizio abrir novas frentes, né Aloizio”. Admite que os projetos aprovados que permitiram a melhora da educação foram feitos com a ajuda da oposição. “Meus cumprimentos ao Congresso Nacional, pela aprovação unânime, meus cumprimentos ao setor privado, que entendeu a importância desse programa. Meus cumprimentos aos estudantes, que foram assimilando, à Ana Estela Haddad, que se sensibilizou com uma carta de uma mãe desesperada”.

15h49 – O ministro Fernando Haddad, que se despede do cargo, lembra a gênese do ProUni. Lembra que foi a Brasília como assessor de Guido Mantega. Lembra que sua mulher, Ana Estela Haddad assessorava o ministro da Educação da época, Cristovam Buarque, havia sugerido um sistema de bolsas semelhante a sistema que fora tentado na prefeitura de São Paulo. Segundo ele, quando Tarso Genro assumiu o ministério, em 2004, o convidou para ser seu secretário-executivo e logo eles apresentaram um programa para criar 100 mil vagas no setor privado. Segundo Haddad, quando Tarso anunciou o programa, “todo mundo foi contra, menos o presidente Lula”. Para ele, o ProUni era como o Enem hoje: “Apanha todo santo dia”.

15h44 – Iliescu defende que o Brasil invista mais em educação e diz que o evento desta segunda é um reconhecimento ao ministro Fernando Haddad. “Queremos desejar boa sorte na sua caminhada”, afirma. Segundo ele, um milhão de bolsas “é bom, mas ainda é pouco”. Conclui dizendo querer a bolsa número 2 milhões para o ProUni.

15h41 – Para Iliescu, o crescimento econômico do Brasil está sustentado sobre a educação.

15h38 – O presidente da UNE, Daniel Iliescu, define o ProUni como “o maior programa de inclusão social da América Latina”.

15h31 – A médica do Programa Saúde da Família Karla Laís Ribeiro da Costa, formada há um ano, fala representando os estudantes. Ela conta sua história de vida. “Tínhamos casa própria e um carro, e eu estudava em colégio particular. Depois desse período as coisas começaram a mudar. A empresa que o meu pai trabalhava faliu, tivemos que vender o carro. Minha mãe começou a costurar para fora. Eu e meu irmão fomos estudar em escola pública, minha irmã mais nova pôde estudar e depois ainda veio mais um irmão”. Segundo ela, ela só pôde estudar com a ajuda do Prouni. “Em nome de um milhão de alunos, eu quero agradecer ao governo Lula e agora ao governo Dilma.”

15h24 – Tem início a cerimônia do evento para comemorar a oferta de 1 milhão de bolsas em universidades particulares pelo Prouni.

 

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Bruno Boghossian, do estadão.com.br

O ministro da Educação, Fernando Haddad, voltou a negar que a confirmação de seu nome como pré-candidato do PT à Prefeitura de São Paulo tenha causado desconforto entre ele e a senadora Marta Suplicy, que postulava a vaga. Haddad avaliou que Marta está disposta a colaborar “com o partido”, mas admitiu entender que ela se sinta contrariada com a pressão para que se retirasse da disputa.

“Obviamente, ela não podia achar diferente: se ela estava na disputa, ela tinha convicção de que o caminho devia ser outro. É uma compreensão que eu tenho que respeitar”, explicou o ministro, que disse não ter sentido mágoa da senadora na conversa que teve com ela esta semana.

Haddad afirmou que vai discutir com a executiva municipal do PT paulistano “a divisão das tarefas do próximo período”. Ele espera contar com a participação de Marta principalmente nas atividades de campanha na periferia da cidade, aproveitando o legado da gestão da senadora, no período em que foi prefeita.

“(Marta) vai continuar colaborando com a cidade, vai ajudar no programa de governo e vai para a periferia conosco para que possamos ter êxito ano que vem”, declarou.

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Bruno Siffredi, do estadão.com.br

O ministro da Educação, Fernando Haddad, participou nesta segunda-feira, 31, do programa Roda Viva, da TV Cultura. Durante a entrevista, o ministro falou sobre os problemas na prova do Enem deste ano e a sua gestão no Ministério da Educação. Apenas no último bloco, em duas perguntas, foi abordada sua pré-candidatura à Prefeitura de São Paulo pelo PT. Ele falou ainda sobre a doença do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que está se tratando de um câncer, e o impacto disso na eleição de 2012.

Questionado sobre a importância que a ausência de Lula, seu padrinho político, teria para a disputa, Haddad afirmou que não colocou a questão sob essa perspectiva. “O único pensamento que passa pela minha cabeça é torcer pelo pronto restabelecimento do presidente Lula”, disse o ministro, para  quem qualquer “cálculo” sobre a situação de saúde do ex-presidente seria “no mínimo desprezível”.

Sobre as prévias partidárias – que deve disputar contra a ex-prefeita Marta Suplicy -, Haddad ressaltou que os prognósticos que previam brigas internas não se comprovaram e o partido “tem se portado muito bem”. Ele disse ter “a maior honra” por ter participado da gestão de Marta em São Paulo. Ao ser  questionado sobre suas chances de ser o próximo prefeito – de zero a dez -, Haddad desconversou: “É difícil dizer, porque é a primeira eleição que participo desde a eleição para o Centro Acadêmico 11 de Agosto. Se considerar a minha experiência anterior em eleições, é 10.”

Surpresa. Pouco antes do início do programa, foi divulgada a informação de que a  Justiça do Ceará havia decidido pela anulação das 14 perguntas que teriam vazado do pré-teste para o Enem. Haddad considerou positiva a decisão, porque afastou a possibilidade de cancelamento total da prova. “Neste ano, a decisão é muito mais sóbria”, disse o ministro, que no entanto indicou que pretende pedir um recurso para que apenas os alunos da escola que teve acesso às questões tenham que refazer o exame. “No nosso entendimento, o Inep deve encaminhar um recurso porque trata-se de uma situação isolada e que pode ser circunscrita.”

Ao ser questionado sobre os graves problemas da educação no Brasil, o ministro atribuiu parte da responsabilidade a um déficit histórico. “É preciso considerar  que até os anos 1960, metade da população sequer frequentava a escola”, disse Haddad. “E se você considerar a população negra, esse número chega a escandalosos 20%.” Para ele, a ausência no Brasil de movimentos maiores pela educação, como ocorrem no Chile, decorre também do modelo adotado pelo governo brasileiro, que seria de maior inclusão.

Popularidade. O ministro rechaçou a ideia que o Enem seja impopular entre os jovens, apesar das falhas que ocorrem pelo terceiro ano consecutivo. Ele definiu os problemas ocorridos nas provas como “pontuais” e disse acreditar que a maioria dos estudantes tem uma percepção positiva do programa:  “Eu não sinto, sinceramente, que a juventude não compreenda a importância do Enem.”

Participaram da bancada de entrevistadores a editora executiva do jornal O Estado de S. Paulo e coordenadora dos cadernos Aliás, Sabático, TV e Caderno 2, Laura Greenhalgh; a repórter da revista Piauí Clara Becker; o repórter especializado em Educação do jornal Folha de S. Paulo Antônio Gois; o jornalista e diretor do Instituto Fernand Braudel de Economia Mundial, Norman Gall; e a editora da revista Nova Escola Gestão Escolar, Paola Gentile.

Acompanhe:

23h37 - Termina o programa Roda Viva, da TV Cultura.

23h35 - O ministro afirma que “tem a maior honra de ter participado da gestão da  prefeita” Marta Suplicy e elogia também o peemedebista Gabriel Chalita. Sobre suas chances de ser o próximo prefeito de São Paulo – de zero a dez -, Haddad desconversa: “É difícil dizer, porque é a primeira eleição que participo desde a eleição para o Centro Acadêmico 11 de Agosto. Se considerar a minha experiência anterior em eleições, é 10.”

23h31 - Questionado sobre as prévias no PT e ausência de Lula da disputa, Haddad afirma que “o único pensamento que passa pela minha cabeça é torcer pelo pronto restabelecimento do presidente Lula”. Para o ministro, qualquer “cálculo” sobre a situação seria “no mínimo desprezível”. Sobre as prévias, Haddad afirma que os prognósticos que previam brigas internas não se comprovaram e o partido “tem se portado muito bem”.

23h21 - Questionado sobre as relações entre o poder público e as escolas de pedagogia, Haddad afirma que não é possível “impor um modelo”  de cima para baixo. “Um dos maiores problemas do Brasil é que não tínhamos sequer uma biblioteca para professores”, lembra o ministro. “O que nós estamos fazer é uma prova nacional de concurso para ingresso em uma carreira de docente.”

23h17 - “Um projeto de educação artista, que inclua música, pode  ajudar até na matemática”, diz Haddad. “A questão não é em amenidades. A questão é o desenvolvimento da personalidade.” O ministro lembra que os jovens de classe média estudam apenas meio período, mas tem oportunidade de participar de atividades esportivas e culturais fora do ambiente escolar.

23h08 - Haddad é questionado sobre os problemas de segurança dos professores. A capacitação seria suficiente para preparar os docentes para problemas de violência enfrentados nas escolas públicas? “O que eu tenho visto de bom, que tem coibido práticas dessa natureza, é a extensão da jornada escolar para um segundo turno, diferente do primeiro”, diz Haddad. Ele defende que, nesse segundo turno, o aluno tenha a possibilidade de realizar atividades ligadas à cultura e ao esporte. “Combinando isso com a abertura da escola para a comunidade, você cria uma situação em que escola perde o caráter municipal, estadual ou federal, e se torna definitivamente pública.”

22h59 - Para o entrevistador, o currículo é um “vespeiro”. O ministro é questionado sobre a ausência de um currículo nacional para a Educação. “As discussões sobre currículos nacionais em países federativos não vai a lugar algum”, responde Haddad. Ele destaca que, em países com as características do Brasil, é melhor estabelecer diretrizes do que um currículo nacional.

22h55 - Questionado sobre o conteúdo do Enem e as críticas a abordagens diferenciadas, ele afirma que os elaboradores da prova deveriam “prestar atenção às críticas”. Para o ministro, porém, é importante abandonar o “decoreba” em favorecimento a interdisciplinaridade.

22h50 - Questionado sobre a visão que os jovens têm do Enem, Haddad afirma discordar da ideia que o sistema que ele introduziu seja impopular. Ele relembra os protestos pela expansão das universidades federais, que levaram à invasões de reitorias contra a iniciativa do governo. “Eu não sinto, sinceramente, que a juventude não compreenda a importância do Enem”, diz o ministro, para quem os problemas do exame são “pontuais”.

22h41 - Questionado sobre a formação dos professores no Brasil, Haddad afirma que é importante “garantir a gratuidade” da formação dos professores. Ele destaca a criação de um piso salarial nacional para professores. “O mais importante é incidirmos sobre os concursos públicos. Os concursos públicos são muito ruins”, admite Haddad, indicando que os mesmos não pedem conhecimentos ligados à atividade do ensino. As licenciaturas “não estão focadas para o exercício do magistério”, acrescenta, indicando que isso precisa ser alterado para dar um foco à formação.

22h38 - “É preciso considerar  que até os anos 1960, metade da população sequer frequentava a escola”, diz Haddad. “E se você considerar a população negra, esse número chega a escandalosos 20%.” Para o ministro, “se você considerar o que se fez na década, houve avanço”, mas considerando os objetivos e “o ponto de partida”, ainda há muito por fazer.

22h35 - “A educação ainda não é um valor social para a maioria da população”, diz Haddad, ao ser questionado sobre a postura da população brasileira em relação aos problemas na área da Educação. “A indignação, mesmo nos países desenvolvidos, dura um curto espaço de tempo”, destaca o ministro. “As pessoas tendem a comparar a educação dos seus filhos com a educação que eles tiveram”, acrescenta.

22h31 - “Na minha opinião, o que ocorreu no Chile é uma crise de um modelo dos anos 80 e 90″, diz o ministro, destacando que lá o ensino público não é gratuito. “A partir de 2004, no Brasil, houve uma inflexão em direção ao acesso”, afirma Haddad, que destaca como o Brasil aumentou o número de estudantes no ensino superior nos últimos anos. “O patamar de saída é muito baixo. Você ainda vai conviver com situações dessa natureza até que essa dívida seja saldada. Você não consegue saldar uma dívida de cem anos em uma década”, afirma Haddad. “Mas as metas estão sendo cumpridas.”

22h28 - Questionado sobre o que fará amanhã sobre a decisão da Justiça do Ceará, o ministro afirma que o Inep deve entrar com um recurso, apesar de considerar a decisão ponderada.

22h24 - “Nos anos de 2000 e 2001 nos atingimos os piores resultados”, lembra Haddad. Depois que a Prova Brasil passou a ser aplicada houve uma melhora no ensino fundamental, afirma o ministro. Ele aponta o Enem como um instrumento com o mesmo papel, para “mudar a abordagem” do ensino médio. “Ao invés de uma pilha de conteúdo, uma interdisciplinaridade maior.”

22h19 - “É a primeira vez que uma instituição de ensino, ou pessoas ligadas a ela, se envolvem em um episódio como esse”, disse o ministro, que destaca a importância da colaboração das instituições de ensino. “Se uma escola não está preocupada com a própria reputação…”, argumenta Haddad, sem completar a frase.

22h15 - Há uma vulnerabilidade intrínseca? “Sim”, diz Haddad. Ele destaca que o problema da gráfica, ocorrido na prova de 2009, não se repetiu. “Não dá para comparar o que aconteceu em 2009 com o que aconteceu em 2010″, diz. “Não sei como o Inep sobreviveu ao exame de 2009.” Nos outros dois anos, segundo Haddad, os problemas foram de natureza diferente. Em 2009, o exame teve que ser refeito em todo o País, como todos os alunos.

22h10 - “O Enem ganhou a dimensão que ganhou por ocasião do lançamento do ProUni”, relembra Haddad. “Nem o MEC podia prever o sucesso do ProUni com a adesão das instituições privadas”, disse o ministro, que afirmou que o número de inscritos “triplicou” após o lançamento do programa. Ele destaca que o pré-teste, de onde saiu o vazamento deste ano, foi adotado para garantir a qualidade do exame.

22h08 - “No ano passado, toda discussão levou menos de dez dias para que tudo ficasse decidido pelo tribunal. No nosso entendimento, o Inep deve encaminhar um recurso porque trata-se de uma situação isolada e que pode ser circunscrita”, disse o ministro, que sugere que o problema seja solucionado “cirurgicamente”.

22h04 - Começa o programa Roda Viva. O ministro Fernando Haddad destaca que a Justiça afastou a possibilidade de  cancelamento de todo o Enem em decisão emitida nesta segunda-feira, 31, no Ceará. Ele lembra que, no ano passado, ocorreu um pedido de anulação de todo o exame e, apenas na segunda instância, a decisão foi revertida. “Neste ano, a decisão é muito mais sóbria. Afasta o risco de cancelamento do Enem”, afirma Haddad. A Justiça pediu a anulação apenas das perguntas que teriam vazado.

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Wladimir D’Andrade, da Agência Estado

O governador Geraldo Alckmin (PSDB) negou nesta terça-feria, 20, que a eventual parceria com o ministro da Educação, o petista Fernando Haddad – um dos pré-candidatos petistas à sucessão municipal do ano que vem na Capital – para a instalação de um campus universitário federal em Franco da Rocha, na região metropolitana de São Paulo, tenha algum cunho eleitoral. O tucano também descartou que tal parceria, se for concretizada, possa irritar a ala de sua legenda que está preocupada com a sua aproximação com o governo federal e com a possibilidade de tal obra alavancar o nome de Haddad na corrida pela Prefeitura de São Paulo.

“Não é porque o ministro da Educação possa vir a ser candidato que vamos deixar de somar esforços em benefício da população”, afirmou Alckmin, em entrevista coletiva, na manhã de hoje (20), após cerimônia de posse do Conselho de Desenvolvimento da Região Metropolitana de São Paulo. O campus seria montado no local onde hoje está desativado um hospital psiquiátrico. De acordo com Alckmin, o governo do Estado já avaliava a hipótese de instalar um parque tecnológico no local. “A possibilidade de um campus universitário só ajuda”, emendou.

Ao descartar cunho eleitoral neste projeto, o governador lembrou algumas das parcerias que sua administração já fechou com o governo da presidente Dilma Rousseff (PT). E listou os acordos fechados na semana passada para as obras na hidrovia Tietê-Paraná e para o Rodoanel Mário Covas. Ele e a presidente Dilma anunciaram investimentos conjuntos de R$ 1,5 bilhão para a hidrovia e de R$ 6,51 bilhões para o eixo norte do Rodoanel (nesta obra entram ainda recursos do Banco Interamericano de Desenvolvimento). “Nós fizemos parceria na Tietê-Paraná e no Rodoanel, e o Ministério dos Transportes não tem nada a ver com questão eleitoral, da mesma forma, isso acontece na área social”, exemplificou.

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