Agência Brasil
O advogado do senador Demóstenes Torres (sem partido-GO), Antônio Carlos de Almeida Castro, pedirá ao Supremo Tribunal Federal (STF), na segunda-feira, 9, a anulação das provas apresentadas pela Procuradoria-Geral da República contra o parlamentar. Demóstenes é acusado de participar de suposto esquema de exploração de jogos ilícitos comandado pelo empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira.
O advogado argumentou que houve uma “usurpação da competência do STF” que não autorizou a Polícia Federal e o Ministério Público a realizar qualquer investigação contra o seu cliente. Desta forma, a linha de defesa do senador, nesse episódio, terá como base o argumento de que as provas foram obtidas ilicitamente.
Castro disse que existe “um bando de ilegalidades” no processo, a começar pelo fato de o parlamentar ter imunidade e só poder ser investigado a partir de uma autorização do Supremo Tribunal Federal. O advogado ressaltou que os autos apresentados pela Procuradoria-Geral da República mostram que a Polícia Federal, na Operação Monte Carlo, registrou mais de 300 telefonemas entre Demóstenes e Carlinhos Cachoeira, o que deixa claro que “não foram encontros fortuitos”.
Punição. O presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), Eunício Oliveira (PMDB-CE), reconheceu que há um desgaste político “enorme” e o destino do mandato dependerá de como o processo de cassação terá andamento no Conselho de Ética.
“A situação dele (Demóstenes) é difícil, complicada”, acrescentou o peemedebista. Ele acrescentou que “ter relações como uma pessoa (Carlos Cachoeira) que não é bem vista pela sociedade não é problema. O problema é o envolvimento com ele”.
O líder do PSDB no Senado, Álvaro Dias (PR), procurou desvincular o caso de Demóstenes Torres das denúncias que começaram a aparecer de um suposto envolvimento do governador de Goiás, Marconi Perillo, do PSDB, no esquema comandado por Carlos Cacheira.
Dias disse que conversou com Perillo pela manhã e foi informado que Eliane Pinheiro pediu demissão do cargo na terça-feira à noite. Ele defendeu uma ampla investigação e ressaltou que, no caso de Marconi Perillo, ainda é cedo para se fazer qualquer avaliação uma vez que não teve conhecimento de todo o processo e dos anexos. “Em relação ao senador (Demóstenes) é diferente. Jorraram fatos sucessivamente, gravações e aí já há possibilidade de se ter uma avaliação” acrescentou o líder PSDB.
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estadão.com.br
O PSOL protocolou, na tarde desta quarta-feira (28), no Conselho de Ética do Senado pedido de abertura de processo por quebra de decoro parlamentar contra o ex-líder do Democratas na Casa, Demóstenes Torres (DEM-GO). No documento entregue pelo senador Randolfe Rodrigues (AP) e pelos deputados federais Ivan Valente (SP) e Chico Alencar (RJ), os parlamentares argumentam que o democrata quebrou o decoro ao receber vantagens indevidas de Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, preso na Operação Monte Carlo, da Polícia Federal sob a acusação de explorar o jogo do bicho e máquinas caça-níqueis.
Segundo o senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), o pedido de abertura de inquérito apresentado pela Procuradoria Geral da República ao Supremo Tribunal Federal, protocolado na noite desta terça-feira, 27, é motivo suficiente para o processo por quebra de decoro. Para ele, a investigação do Supremo não invalida o procedimento interno no Senado, que é um dever do Parlamento.
Segundo os parlamentares, o partido ainda aguarda informações solicitadas à Procuradoria Geral da República para representar contra os deputados Sandes Júnior (PP-GO) e Carlos Alberto Leréia (PSDB-GO), citados nas denúncias.
Sem presidente desde 2011, o Conselho de Ética encaminhou a representação à Consultoria Legislativa e aguarda manifestação sobre sua admissibilidade.
Com informações da Agência Senado
Tags: Conselho de Ética, Demóstenes Torres, PSOL, Senado
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Agência Brasil
BRASÍLIA – O presidente do Democratas, José Agripino Maia (RN), disse nesta terça-feira, 27, que o partido está incomodado com as denúncias publicadas na imprensa da participação do líder do DEM no Senado, Demóstenes Torres (GO), em um suposto esquema de corrupção comandado pelo empresário José Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira. Ele aguarda um possível pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) de abertura de ação contra o parlamentar no Supremo Tribunal Federal (STF). Só a partir daí, a legenda vai debater uma eventual abertura de processo de expulsão de Demóstenes Torres.
“A situação no partido é incomodante. A dúvida gera o incômodo”, frisou José Agripino. Para ele, se o Ministério Público tem elementos suficientes para pedir a abertura de processo no STF não tem cabimento a demora do procurador-geral Roberto Gurgel em definir o caso. Todas as investigações são resultado da Operação Monte Carlo, da Polícia Federal, já encaminhadas à PGR. “Seria um demérito a Procuradoria-Geral da República não apresentar as gravações feitas”, completou. Ele acrescentou que é necessário o partido analisar a gravidade e a qualidade das denúncias para definir o caso.
O corregedor do Senado, Vital do Rêgo (PMDB-PB), enviou hoje pedido de informações ao Ministério Público para que a entidade encaminhe a ele as informações de um suposto envolvimento de Demóstenes no esquema de corrupção investigado pela operação Monte Carlo. Segundo ele, só depois disso, é possível definir se encaminha denúncia ao Conselho de Ética.
O líder do PT no Senado, Walter Pinheiro (BA), e os líderes do PDT, Acir Gurgacz (RO), e do PSB, Lídice da Mata (BA), encaminharam ofício hoje a Roberto Gurgel para que “preste os devidos esclarecimentos” sobre as providências adotadas, as que estão em curso e os próximos procedimentos que adotará no caso. Há oito dias, Pinheiro e outros senadores enviaram ao Ministério Público pedido de informações sobre as denúncias que envolvem supostamente Demóstenes Torres e que estão sob a tutela da Procuradoria-Geral da República.
Walter Pinheiro telefonou hoje pela manhã para Gurgel na tentativa de marcar um encontro. Segundo ele, o procurador-geral disse que não poderia agendar compromissos, porque participaria de um seminário durante todo o dia. “Estamos cobrando, por ofício, que ele [Roberto Gurgel] cumpra a função dele”.
O líder do governo no Senado, Eduardo Braga (PMDB-AM), disse que é preciso evitar qualquer “politização” do assunto. Ele ressaltou que os dados investigados pela Polícia Federal estão no Ministério Público e, agora, cabe aguardar o encaminhamento que será dado por Roberto Gurgel.
A assessoria de Demóstenes Torres disse que ele não dará qualquer entrevista sobre o assunto. Ele tem evitado se pronunciar desde que as primeiras denúncias tornaram-se públicas há dez dias.
Tags: Agripino, Cachoeira, DEM, Demóstenes, Maia, PGR, Torres
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Gustavo Uribe, da Agência Estado
Principal afetado pela criação do PSD, o DEM inicia agora um processo de renovação de suas diretrizes e bandeiras e já prepara uma ofensiva para recuperar os espaços perdidos com o avanço da sigla fundada pelo prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab. Em São Paulo, o DEM tem dialogado tanto com o PSDB como com o PMDB para a formação de uma aliança com chances de vitória. Em entrevista exclusiva à Agência Estado, o presidente municipal do DEM em São Paulo, Alexandre de Moraes, reconhece a importância de renovação da sigla e defende uma candidatura própria para a eleição de 2012. E não descarta a possibilidade do partido apoiar um nome do PMDB.
Qual é a principal missão do senhor à frente do DEM em São Paulo?
Foi pedido a mim, no começo do ano, pelo senador Agripino Maia (RN) (presidente nacional da legenda), que eu pudesse ajudar na reorganização do DEM e dar uma cara nova à sigla. O DEM tem duas eleições importantíssimas: 2012 e 2014. Apesar dessa alteração que houve, o DEM continua sendo o 4º maior tempo de TV e continua tendo o 4º maior voto de legenda em São Paulo.
O projeto nacional do DEM, então, é lançar uma candidatura própria em 2014?
O projeto nacional do DEM, em 2012, é lançar candidaturas próprias, onde der, nas principais capitais e cidades. E dependendo do resultado deste pleito, nós poderemos construir uma candidatura para 2014.
O DEM pretende lançar candidatura própria em 2012 em São Paulo?
O DEM tem candidato próprio que é o deputado federal e secretário estadual Rodrigo Garcia, que foi muito bem votado na capital paulista. Para fazer a comparação de candidatos, ele teve quase o mesmo número de votos que o Bruno Covas teve na capital paulista.
Se o ex-governador José Serra for candidato, o DEM abre mão da candidatura própria?
Isso teria de ser discutido com a Executiva Nacional do DEM, mas há uma tendência natural, conversada desde o início, de que se o ex-governador José Serra for candidato, terá o apoio do DEM. Eu diria que é natural que nós o apoiássemos como já o apoiamos anteriormente.
O PMDB está no radar de alianças do DEM? Em que pé estão as conversas com o PMDB?
Nós estamos tendo conversas tanto com o PSDB como com o PMDB. O PMDB nos procurou, vem conversando conosco em virtude da pré-candidatura do Gabriel Chalita, que é um candidato bom, um candidato novo e que conhece a cidade de São Paulo.
O DEM apoiaria o nome do deputado federal Gabriel Chalita para a Prefeitura de São Paulo?
Nós estamos conversando. Eu diria o seguinte: não há nenhum óbice intransponível para apoiar a candidatura do deputado federal Gabriel Chalita. Assim como não há nenhum óbice em apoiar um dos candidatos do PSDB. Hoje nós temos candidatura própria, mas estamos conversando com o PSDB e o PMDB.
O senhor considera o senador Aécio Neves (PSDB-MG) um bom nome para a disputa presidencial de 2014?
Eu vejo três bons nomes no PSDB, sem demérito a nenhum outro nome: o do senador Aécio Neves, o do ex-governador José Serra e o do governador Geraldo Alckmin. Não acredito, hoje, que o governador Geraldo Alckmin seja candidato, porque acho que o natural é que ele tente a reeleição ao Palácio dos Bandeirantes. Agora, eu acho que se São Paulo e Minas Gerais estiverem unidos, nós não vamos perder a eleição.
Em 2014, a tendência hoje do DEM é apoiar a reeleição do governador Geraldo Alckmin?
A tendência é apoiar a sua reeleição, independentemente de marcharmos ou não juntos em 2012. São coisas diferentes. Nós podemos ir juntos com o PSDB em 2012 ou não. Mas independentemente disso, em 2014, a tendência é apoiar a sua reeleição.
Como ex-secretário municipal, quais são os principais gargalos que impedem o crescimento da cidade de São Paulo?
A cidade de São Paulo tem um grande problema na área de saúde. E, em segundo, vem a educação. A educação progressivamente, no País todo, vem melhorando, mas ainda está aquém do que deveria. E um problema da cidade, como um todo, é o trânsito e o transporte. O grande desafio para a próxima administração é ter coragem de fazer uma licitação de ônibus que favoreça a cidade, não as empresas de ônibus.
Como o senhor avalia a segunda gestão do prefeito Gilberto Kassab?
Eu não vou avaliar, por uma questão ética, porque eu participei do final da primeira gestão e de quase metade da segunda gestão. Eu deixo a população avaliar.
Como senhor avalia a criação do PSD, sigla que levou o DEM a perder lideranças relevantes?
O PSD foi uma criação do prefeito de São Paulo, que conseguiu formá-lo, apesar de uma série de irregularidades durante o procedimento. É uma novidade no cenário nacional, mas é uma novidade que vai perder esse invólucro de novidade em 2012. E 2012 é crucial para o PSD. O PSD não se aliando ao PSDB em São Paulo, a situação do partido não vai ser muito confortável, até porque o PSD não tem tempo de televisão para a bancada em 2014. Não há, diferente do que se fala, uma candidatura forte do PSD. Não há candidatura forte e não há tempo de televisão.
Tags: 2012, DEM, Eleições, entrevista, Gabriel Chalita, PMDB
Bruno Siffredi, do estadão.com.br
O DEM vai divulgar neste sábado, 13, em rede nacional, suas novas propagandas partidárias, nas quais pretende mostrar “a tentativa de colonização ideológica que existe por parte da esquerda” e o papel da oposição no País, segundo nota divulgada nesta sexta-feira, 12, pelo partido.
As duas novas inserções de televisão foram dirigidas pelo jornalista José Fernades, que comandou a campanha pela reeleição do senador José Agripino (DEM-RN), presidente nacional do DEM. Disponíveis na internet, as propagandas apresentam o DEM como “o partido da sociedade livre e da democracia”.
Em uma das propagandas, é apresentado o depoimento de um personagem real, o jovem negro Bruno Alves, que fala sobre o que seria a visão de políticos de esquerda dos jovens de periferia. “Só porque sou jovem e moro na periferia, alguns políticos pensam que eu tenho que ser de esquerda”, afirma o rapaz. “A esquerda não é dona da juventude.” Em seguida, ele afirma que é a favor de cotas para pobres “independente da cor” e diz que o povo não pode depender “para sempre” do Bolsa Família.
A outra inserção divulgada nesta sexta-feira apresenta o papel da oposição no Congresso. O narrador afirma que o DEM “fiscaliza o governo, aponta os erros, cobra responsabilidades e luta por mais transparência”, enquanto são mostradas manchetes de jornais sobre denúncias de corrupção.
Assista abaixo às novas propagandas do DEM:
Tags: DEM, esquerda, oposição, propaganda
Luciana Nunes Leal, de O Estado de S. Paulo
A decisão do PSDB de ter candidato próprio à prefeitura do Rio, anunciada pelo presidente do partido, deputado Sérgio Guerra (PE), não atrapalha o diálogo das legendas de oposição ao prefeito Eduardo Paes e ao governador Sérgio Cabral, ambos do PMDB. Quem garante é o provável candidato do DEM na sucessão da capital, deputado Rodrigo Maia. Ex-presidente do DEM, Maia negocia uma aliança com o PR do deputado Anthony Garotinho e deverá ter como candidata a vice a deputada estadual Clarissa Garotinho, filha do ex-governador.

No mês passado, Maia, Garotinho e Guerra se reuniram para discutir a união das três legendas no interior e na região metropolitana. “Excluímos a capital do diálogo, porque o PSDB terá candidato próprio”, diz Rodrigo Maia.
O senhor está pronto para disputar a prefeitura do Rio em aliança com o PR e sem o PSDB?
O DEM está se preparando para ter candidato e meu nome está colocado. Se será em uma aliança, vamos discutir. PSDB, PR e DEM são partidos de oposição no Rio de Janeiro, e estamos dialogando. O PSDB terá candidato na capital, mas temos muitas oportunidades de aliança em outras cidades.
O presidente do PSDB, Sérgio Guerra, diz que é positivo que a oposição tenha muitos candidatos no Rio para tentar levar a disputa com o prefeito Eduardo Paes para o segundo turno. O senhor concorda?
Não concordo nem discordo, não tenho pesquisas recentes. De fato, o prefeito tem uma aliança ampla e pela primeira vez no Rio prefeito e governador estarão juntos na eleição da capital. Isto vai dar força, mas não se pode falar desde já em favoritismo.
Uma candidatura do ex-deputado Indio da Costa pelo PSD ajudaria a tirar votos do prefeito e levar a disputa para o segundo turno? Acredita que o PSD terá candidatos competitivos em capitais importantes?
Não tenho como avaliar. O que sinto no Brasil é que pessoas estão aproveitando uma janela (ao migrarem para o PSD. O prefeito Gilberto Kassab (criador e principal líder do PSD) está muito próximo do Cabral e do Paes, tem conversado com eles com frequência. Então não sei o que vai acontecer no Rio. O Indio seria um candidato forte.
O eleitor vai entender uma aliança do DEM, partido de oposição a Dilma Rousseff, com o PR, que apoia a presidente e está no governo?
Está muito claro que é uma aliança local. A realidade local diverge da nacional.
Tags: 2012, DEM, Rio, Rodrigo Maia
Tiago Décimo
Candidato derrotado ao Senado, o ex-deputado José Carlos Aleluia é o novo presidente do DEM na Bahia. O anúncio foi feito na manhã desta segunda-feira, 4, na sede do partido, em Salvador. Aleluia sucede o ex-governador Paulo Souto, que havia sido derrotado por Jaques Wagner (PT), reeleito governador do Estado. Souto, que presidia o partido na Bahia desde 2007, segue como integrante da executiva da legenda no Estado.
Aleluia assume com a missão de tentar renovar o partido, ainda muito ligado ao senador Antonio Carlos Magalhães (1927-2007), cacique do então PFL no Estado. De acordo com ele, uma das primeiras ações será tirar o DEM da base de apoio da Prefeitura de Salvador.
Recentemente, o prefeito João Henrique Carneiro trocou o PMDB – com o qual havia obtido o apoio do DEM na disputa pela reeleição, em 2008, no segundo turno contra Walter Pinheiro, hoje senador petista- pelo PP. Com a mudança, João Henrique tenta se reaproximar do governo do Estado, que não conta com o apoio peemedebista.
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Tags: Bahia, DEM, José Carlos Aleluia, Paulo Souto
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Marcelo de Moraes
BRASÍLIA – A disputa política entre o Democratas e o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, chegou ao campo virtual. Antes de sair da legenda para deflagrar o processo de criação do PSD (Partido Social Democrático), Kassab registrou vários endereços na internet para que seu novo partido pudesse utilizá-los no futuro. Como utilizou o CNPJ da comissão provisória do diretório regional do DEM em São Paulo para fazer essas compras e a regional paulista foi desfeita com a saída do prefeito, o comando nacional do partido passou a ter direito legal sobre os sites registrados por Kassab, incluindo o www.psd.org.br e endereço www.jk.org.br.
Este último tinha sido registrado pelo prefeito sem autorização da família do ex-presidente Juscelino Kubitschek. A cúpula do DEM comunicou à família de Juscelino que está desfazendo a operação e devolvendo aos parentes do ex-presidente a posse da marca consagrada por ele.
Ao registrar a posse desse endereço eletrônico a ideia de Kassab era tentar vincular seu novo partido, que tem a mesma sigla usada por JK quando foi eleito, à imagem de um dos políticos mais reconhecidos do Brasil. Kassab alegou que tinha sido autorizado pelos herdeiros do ex-presidente a fazer o movimento, mas foi desmentido pelos parentes de Juscelino.
O DEM ficou também com a posse de outras marcas que tinham sido registradas por Kassab. São eles o www.democraciabrasileira.org.br ; www.democraciasocialbrasileira.org.br ; www.partidosocialdemocrata.org.br ; www.partidosocialdemocratico.org.br ; www.psd-sp.org.br ; e www.psdsp.org.br .
A tendência é que o Democratas repasse as marcas para o novo partido quando ele for oficialmente constituído, mas, como a saída de Kassab acabou sendo feita num clima turbulento, esse processo deverá demorar a ser concretizado.
Tags: DEM, Gilberto Kassab, Internet, PSD
Christiane Samarco, da Agência Estado
O ex-deputado Indio da Costa, candidato a vice-presidente do tucano José Serra, assinou na tarde desta quinta-feira, 24, a ficha de desfiliação do DEM, no Rio de Janeiro.
Ele já foi convidado pelo prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, para integrar o novo partido PSD, mas informou que não decidirá agora seu futuro partidário. Indio deve ficar sem partido até o final de setembro, quando se encerra o prazo de filiação para os candidatos às eleições municipais de 2012.
No final da noite dessa quarta-feira, 23, o ex-deputado comentou em seu perfil no Twitter as razões que o levaram a deixar o Democratas. Em uma das três mensagens, Indio destacou a intervenção do ex-prefeito do Rio de Janeiro, César Maia, no diretório municipal do partido.
Tags: DEM, Índio, Índio da Costa
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Daiene Cardoso, da Agência Estado
O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, que anunciou nesta semana sua saída do DEM para a recriação do Partido Social Democrático (PSD), disse nesta quinta-feira, 24, que sua permanência no antigo partido havia se tornado impossível e que ele não poderia continuar numa legenda que torcia pelo insucesso do governo Dilma Rousseff. Embora tenha dito que seu novo partido deve receber aliados do governo federal, Kassab afirmou que, por apoiar o governo do PSDB em São Paulo, não se sente um integrante da base aliada de Dilma.
“Não me sinto à vontade para ser governo, mas posso me manifestar agora sem a camisa de força do DEM. Não serei considerado parte do governo, mas tenho muita disposição de ajudar a presidenta”, disse, em discurso feito durante almoço promovido pela Câmara Portuguesa de Comércio no Brasil, na capital paulista.
O prefeito ressaltou que seu grupo político em São Paulo continuará apoiando os tucanos, mas desconversou sobre a possibilidade de se lançar candidato em 2014, para o governo do Estado. “Aqui todos sabem que esse grupo político torce para que Alckmin faça um bom governo e, se ele se sair bem, nos sentiremos à vontade para apoiá-lo por quatro anos.”
Kassab se disse animado com a recriação do PSD, relatando que já tem 101 assinaturas necessárias para o início da formalização do partido na Justiça Eleitoral. “Estou muito animado”, afirmou. O prefeito informo que o novo partido já conta com o apoio de 11 deputados federais, sendo seis da Bahia e cinco de São Paulo, além dos vice-governadores da Bahia e de São Paulo (Guilherme Afif Domingos). Kassab espera receber o apoio do ex-deputado federal Indio da Costa (RJ), que anunciou ontem sua saída do DEM e da prefeita de Ribeirão Preto, Darcy Vera (DEM). “Ela está avaliando. Torço para que ela venha.”
Indagado sobre a decisão da direção nacional do DEM, que não pretende entrar na Justiça com uma ação contra Kassab por infidelidade partidária, Kassab lembrou que a legislação partidária permite a saída de partido para a criação de outra legenda. “Seria um grande equívoco qualquer manifestação contrária”, disse.
Quanto à dissolução dos diretórios estadual e municipal do DEM em São Paulo, que foi anunciada nesta quinta pela direção nacional, o prefeito disse que o partido agiu de forma correta. “O partido tem que ter uma direção”, afirmou o prefeito de São Paulo.
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