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O Estado de S.Paulo

Os principais candidatos a prefeito de São Paulo participaram nesta segunda-feira, 24, do quinto debate eleitoral transmitido pela televisão. O candidato do PT, Fernando Haddad, buscou pressionar Celso Russomanno (PRB), líder nas pesquisas, com o tema da segurança pública. Por sua vez, o candidato tucano José Serra teve de se defender de ataques à atual gestão durante o debate.

O evento ocorreu em meio a um momento de mudança de postura por parte do candidato do PT, que pela primeira vez passou a criticar diretamente Russomanno. Por sua vez, tucano vinha mantendo a estratégia de atacar o petista associando-o ao escândalo do mensalão e teve que responder a críticas dirigidas ao prefeito Gilberto Kassab.

O debate, que foi transmitido pela TV Gazeta, também contou com a participação dos candidatos Carlos Giannazi (PSOL), Gabriel Chalita (PMDB), Levy Fidelix (PRTB), Paulinho da Força (PDT) e Soninha (PPS).

Acompanhe:

01h23 - Termina o debate entre os candidatos à Prefeitura de São Paulo.

01h23 - Haddad diz que pretende trazer para São Paulo “os ventos da prosperidade, que sopram em todo o Brasil”. O petista promete oferecer uma parceria forte” com o governo federal “em defesa dos mais pobres”.

01h22 - “O serviço público pode sim ter qualidade”, afirma Russomanno. “Depende da vontade política de fazer, e eu tenho essa vontade”, diz o candidato.

01h21 - Paulinho volta a defender suas propostas de descentralização da cidade e criação de empregos para melhorar a situação dos paulistanos.

01h20 - “É possível ter uma cidade muito melhor, e para todo mundo”, diz Soninha. Ela volta a dizer que votaria no Haddad em possível segundo turno contra Russomanno.

01h18 - Chalita afirma ser “do PMDB, que é um partido forte, que tem ótimos quadros”. Ele promete “aproveitar o fato de sermos uma cidade rica, e dividir essa riqueza”.

01h17 - Levy Fidelix defende suas propostas para o transporte. “Temos que nos cuidarmos (sic) para dar ao povo um transporte público de qualidade e para que o trânsito não seja caótico”.

01h16 - Serra diz que “quer muito ser prefeito de São Paulo”. Ele enaltece o próprio perfil e diz ter uma dívida com São Paulo. “Eu quero muito fazer o bem para a minha cidade.”

01h15 - Giannazi agradece a organização e os eleitores. “Os responsáveis pela grande crise que vivemos em São Paulo não serão capazes de nos tirar dela”, afirma o candidato do PSOL. “É preciso fundar a nova política na cidade de São Paulo.”

01h14 - Começa o último bloco do debate. Os candidatos fazem suas considerações finais.

01h12 - Chalita faz uma pergunta para Serra sobre a “máfia do serviço funerário”. Qual é sua proposta para acabar com essa máfia, pergunta o candidato do PMDB. Serra volta a falar de uma pergunta anterior, quando Chalita o acusou de não valorizar os profissionais da educação. Serra diz que Chalita já teve processos e que isso não é garantia de culpa. O tucano afirma que tem a ficha limpa. Na réplica, Chalita diz que nunca teve processo. Na tréplica, Serra diz que Chalita faltou a grande número de reuniões como deputado na Câmara. “Olha-te antes de acusar aos outros.”

01h07 - Haddad faz uma pergunta para Soninha. Ele quer saber se a candidata é favorável à “privatização de leitos” nos hospitais públicos. Soninha afirma que é favorável ao modelo de parcerias público-privadas, mas condena a “porta-dupla” nos hospitais públicos. Na réplica, Haddad diz que Soninha confundiu dois temas diferentes na resposta. Ele diz que seu plano é impedir a “privatização de leitos” nos hospitais e tirar do papel os hospitais prometidos pela atual gestão e não realizados. Na tréplica, Soninha afirma que fez uma distinção clara entre os dois temas.

01h03 - Soninha pergunta para Giannazi o que ele acha da gestão do governo federal no Ministério da Educação. Giannazi afirma que Haddad “fechou a representação do MEC em São Paulo” e, por causa disso, as faculdades “deitam e rolam” sobre os alunos. Na réplica, Soninha fala sobre o ProUni e lembra que o modelo foi criticado inicialmente pela União Nacional dos Estudantes (UNE).

00h59 - Paulinho faz uma pergunta para Chalita sobre funcionalismo público. Ele quer saber a posição do peemedebista sobre o tema. Chalita afirma que o servidor público deve ser valorizado porque tem um papel essencial na gestão pública. Na réplica, Paulinho lembra da implementação do sistema de lucros e resultados, e afirma que gostaria de estabelecer um sistema parecido para o servidor público. Na tréplica, Chalita diz que servidores são mal treinados e defende mudanças para melhorar a Prefeitura.

00h55 - Levy faz uma pergunta para Haddad sobre orçamento familiar. Ele pergunta se Haddad apoia sua proposta de reduzir a tarifa do ônibus de R$ 3,00 para R$ 2,00. Haddad diz que “vai fazer melhor”. O petista apresenta a proposta do bilhete único mensal. “O custo médio da tarifa vai cair, como caiu em outras cidades do mundo”, diz. Haddad diz que pretende introduzir o bilhete semanal e o bilhete mensal. Na réplica, Levy diz que Haddad teria que fundar um banco para financiar uma passagem tão cara. “Está todo mundo quebrado”, diz o candidato. Levy diz que a Prefeitura deveria comprar gasolina direto da Petrobrás e fornecer as empresas de ônibus para reduzir os custos das passagens. Na tréplica, Haddad mais uma vez detalha a própria proposta de criar um bilhete único mensal. O petista usa o seu tempo de resposta para negar as criticas ao seu projeto apresentadas pela propaganda de Serra.

00h50 - Serra faz uma pergunta para Fidelix sobre suas propostas para os transportes. O tucano admite que gostaria de perguntar para Russomanno, mas não teve a oportunidade. Ele cita propostas do candidato do PRB e pergunta o que Levy acha delas. O candidato do PRTB critica as propostas de Russomanno. Na réplica, Serra diz que a proposta de Russomanno é ruim. Ele defende uma redução na carga tributária de táxis. Na tréplica, Levy diz que apoia a ampliação da Guarda Civil Metropolitana, mas diz que é preciso mais criatividade para solucionar as questões.

00h46 - Giannazi faz uma pergunta para Russomanno. Ele diz que muitos temem a candidatura dele porque o veem como um Collor do século XXI. Giannazi também lembra o início político de Russomanno no PP de Maluf. Na réplica, Russomanno nega que tenha sido aliado de Maluf durante o período filiado ao PP. Ele afirma que sempre viveu “em briga” com o ex-prefeito e deputado federal. “A intenção de voto que tenho significa trabalho. Trabalho de 22 anos defendendo o cidadão.” Na tréplica, Giannazi diz que Russomanno apresentou “projetos bizarros” – como o que muda o termo estupro para assalto sexual – e diz que ele recebe dinheiro do lobby das armas. “É o fim da coerência política”, diz o candidato do PSOL. Na tréplica, Russomanno defende a proposta sobre estupro, que segundo ele serviria para tornar mais suportável para a vítima relatar a violência sofrida.

00h41 - Celso Russomanno pergunta para Paulinho da Força sobre a falta de creches em São Paulo. Ele quer saber qual a proposta do candidato para resolver o problema. Paulinho afirma que é preciso um grande debate sobre o tema. Ele também defende creches 24h para que mães que trabalham de madrugada possam deixar seus filhos em condições de segurança. “Paulinho, creches não são depósitos de crianças. Elas precisam ser tratadas de forma séria”, diz Russomanno na réplica. Ele defende que seja feito “o máximo para tirar as crianças das ruas”. Na tréplica, Paulinho diz que, além das creches, é preciso melhorar a educação. O candidato do PDT critica o sistema de progressão continuada e diz que “crianças precisam estudar para passar de ano”.

00h37 – Começa o quarto bloco do debate.

0h30 - Serra faz uma pergunta para Soninha sobre a indicação de Marta ao Ministério da Cultura. Ele diz que, segundo a imprensa, a indicação foi parte de uma troca para que ela apoiasse Haddad em SP. Ele pergunta se Soninha acha correto essa maneira de agir. Soninha concorda com a interpretação de Serra sobre o caso e afirma ser contra esse tipo de iniciativa. Na réplica, Serra diz que “troca-troca” prejudica serviço público. Soninha concorda e diz que é possível fazer acordos republicanos sem fazer escolhas equivocadas.

00h26 - Giannazi faz uma pergunta para Chalita sobre a escola de tempo integral. Ele diz que a propaganda eleitoral de Chalita é “enganosa” e questiona como o candidato apresenta essa proposta se, quando foi secretário de educação, não conseguiu implementar o projeto. Chalita diz que a proposta foi feita em seu último ano como secretário de Educação e, se depois caiu a qualidade, não é culpa sua. Giannazi volta a dizer que o candidato do PMDB mente. Ele diz que Chalita, como secretário da Educação, vetou projeto que acabaria com superlotação de salas e “vende uma ilusão” para o povo. Na tréplica, Chalita afirma que sua relação com os professores é fantástica. “Meu compromisso é cuidar dos professores da rede municipal também.” Ele defende a valorização dos professores.

00h22 - Russomanno pergunta para Levy Fidelix o que ele pretende fazer para acabar com os incêndios nas favelas. Levy diz que, com transporte de qualidade, essas pessoas podem morar “um pouco mais longe”. Russomanno lembra o programa para prevenir incêndios em favelas existe, mas não foi aplicado da maneira correta. “É uma situação triste e medonha, mas nós vamos resolver isso.” Na tréplica, Levy lembra frase de Joãozinho Trinta (“pobre não gosta de pobreza”) e diz que é preciso tirar a população das favelas.

00h18 - Chalita faz uma pergunta para Giannazi sobre as subprefeituras. Giannazi diz que as propostas de seu partido são plagiadas pelos outros candidatos. Ele garante que a proposta de eleições diretas para subprefeituras é do PSOL. Na réplica, Chalita diz que subprefeito precisa ter vínculos com a comunidade e que os subprefeitos indicados por Serra não tem esse vínculo. Na tréplica, Giannazi diz que o partido de Chalita, o PMDB, faz o mesmo e ele “não tem moral” para criticar a gestão de Serra e Kassab. “Vamos combater, com a ajuda da população, as máfias que estão instaladas na Prefeitura de São Paulo”, diz Giannazi.

00h14 - Paulinho faz uma pergunta para Serra. Ele afirma que quer fazer eleições diretas para as subprefeituras e pergunta o que o tucano acha da proposta. Serra afirma que é contra a ideia. Para explicar o motivo, cita suposto loteamento de subprefeituras na gestão de Marta Suplicy. Na réplica, Paulinho diz que subprefeituras precisam ter eleições diretas para melhorar a qualidade da gestão. Na tréplica, Serra diz que a proposta de poderia causar uma “anarquia” na cidade. Em seguida, ele comenta declaração anterior de Haddad sobre metrô e diz obras estão sendo realizadas.

00h09 - Soninha pergunta para Haddad se ele assina embaixo das acusações e críticas feitas contra Russomanno na propaganda eleitoral do PT. Haddad ignora a pergunta e volta ao tema da pergunta anterior. Ele volta a explicar porque, na sua opinião, a proposta de Russomanno para a segurança não daria certo. Em seguida, cita a proposta para os transportes. Na réplica, Soninha diz que sua posição é clara, em “oposição ao Russomanno” por suas ligações com a Igreja Universal. Na tréplica, Haddad lembra declaração de Soninha sobre votar nele em eventual segundo turno entre o petista e Russomanno. Haddad agradece o “apoio” de Soninha.

00h05 - Haddad faz uma pergunta para Russomanno sobre segurança pública. Ele questiona a proposta de Russomanno para aumentar o efetivo da Guarda Civil Metropolitana na cidade e pede que o candidato esclareça a própria posição. Russomanno diz que pretende aumentar progressivamente o contingente. Haddad volta à própria pergunta e reitera a dúvida. Ele questiona o quanto a proposta de Russomanno oneraria a Prefeitura. Russomanno diz que vai gastar por volta de R$ 600 milhões em segurança pública. Ele diz que com esse valor é possível bancar o aumento de contingente.

00h00 - Começa o terceiro bloco.

23h55 - Serra faz uma pergunta para Levy Fidelix e questiona qual a proposta do candidato para melhorar a oferta de empregos através do turismo. Fidelix diz que é preciso tirar os “grandes gargalos” da cidade. O candidato defende mudar a localização do Anhembi, de aeroportos e rodoviárias. Na réplica, Serra defende a expansão do centro de convenções do Anhembi e a criação de um novo centro de convenções em Pirituba. “Isso vai gerar muitos empregos”, diz o tucano. Na tréplica, Levy afirma que São Paulo precisa se potencializar, mas é preciso “fazer o dever de casa na matéria de mobilidade”.

22h51 - Levy Fidelix faz uma pergunta para Chalita sobre dívida pública. Ele quer saber qual a proposta do candidato do PMDB para reduzir a dívida. Chalita diz que deve usar a força da cidade de São Paulo para renegociar a dívida com o governo federal. Ele defende trocar a dívida por uma “dívida social”, com ajuda dos recursos federais. Na réplica, Levy diz que “povo de São Paulo está preocupado com seu cofre”. Ele diz que o único jeito de resolver esse problema é criando um banco. Levy diz que o governo federal “não pode dar dinheiro para nós”. Na tréplica, Chalita diz que a Prefeitura de São Paulo não é sequer capaz de usar recursos que já tem destinação estabelecida.

23h47 - Paulinho faz uma pergunta para Soninha sobre saúde. Ele pergunta qual o plano dela para a área em São Paulo. Soninha diz faltam profissionais de saúde em São Paulo, mas destaca que é preciso fiscalização. Ela defende um programa de concessão de bolsas para garantir que médicos com perfil “em falta” no serviço público sejam formados com ajuda da Prefeitura. Na réplica, Paulinho diz que São Paulo tem poucos leitos. Ele diz que vai contratar até 3 mil leitos da rede particular para garantir que todos os doentes da rede pública tenham acesso à internação.

23h42 - Giannazi faz uma pergunta para Serra sobre funcionalismo público. “Você fez coisas monstruosas contra os servidores”, afirma Giannazi, que pede que o tucano “explique isso”. Serra diz que os candidatos de PSOL e PT querem “acabar” com as parcerias público-privadas na área da saúde. Ele afirma que isso traria o caos na cidade. Na réplica, Giannazi lembra que Serra manteve “vale refeição de R$ 4,00 para servidores, o chamado ‘vale coxinha’”. Ele acusa o tucano de retirar direitos dos funcionários públicos e usar a polícia para reprimir os protestos. Na tréplica, Serra diz que Giannazi tem “visão pessoal, ofensiva até” sobre funcionalismo. O tucano diz que o deputado “precisa apelar”.

23h38 - Russomanno faz uma pergunta para Giannazi sobre Saúde. Ele destaca as filas de espera para exames e pergunta qual o plano do PSOL para a área. Giannazi fala em “desprivatizar” a rede de Saúde e “acabar com a fragmentação deste sistema”. Ele destaca a necessidade de criar um plano de carreira para os médicos e para todos os servidores do sistema público de Saúde. “Temos que respeitar a Constituição Federal. O Sistema Único de Saúde é uma conquista que está sendo destruída pelo tucanato.” Na réplica, Russomanno promete aumentar salários dos profissionais de saúde. Na tréplica, Giannazi afirma que o discurso de Russomanno não é coerente com as votações de seu partido na Câmara dos Vereadores de São Paulo.

23h33 - Chalita pergunta para Paulinho qual sua proposta para moradia. Paulinho afirma que visitou bairros da cidade e constatou que é preciso “fazer um grande programa de moradia” em São Paulo. Ele diz que é preciso regularizar as moradias. Na réplica, Chalita concorda com as propostas de Paulinho e diz que, ao ver a propaganda de Serra, ficou com vontade de morar na favela de Paraisópolis. Ele diz que a gestão atual fez, em 8 anos, menos do que a ex-prefeita Luiza Erundina fez em 4 anos. Na tréplica, Paulinho diz que, após a regularização das moradias, precisa ser feito um programa de crédito para melhorar as moradias.

23h30 - Soninha faz uma pergunta para Haddad sobre a nota de desagravo da base do governo em apoio ao ex-presidente Lula. Haddad diz que a oposição foi irresponsável ao atacar o governo acusando sem fundamento. “São Paulo está em descompasso com o que está acontecendo no País”, diz o petista. Na réplica, Soninha volta a falar sobre a nota de desagravo e diz que o teor da carta é “agressivo” e deixou até políticos que apoiaram o texto constrangidos. Na tréplica, Haddad diz que Soninha “fala como se não tivesse participado da Prefeitura de Kassab, da qual foi subprefeita”. Ele diz que vai acabar com a taxa de inspeção veicular. Lembra o caso Aref e diz que o ex-secretário envolvido em diversos casos de propina foi apontado por José Serra.

23h25 - Haddad faz uma pergunta para Russomanno. Ele cita a proposta de Russomanno sobre tornar a tarifa proporcional ao trajeto. Ele questiona a validade da proposta, uma vez que a mesma levaria os moradores da periferia a pagar mais pelo transporte público. Russomanno afirma que sua proposta é fixar um valor único para a passagem e diz que “quem anda mais vai pagar mais”. Na réplica, Haddad afirma que Russomanno quer subsidiar o transporte público “para quem mora perto” e diz que a proposta pode “acabar com o bilhete único”. Na tréplica, Russomanno afirma que a proposta de Haddad de fazer um bilhete único mensal vai aumentar os custos do transporte público e diz que ele “não sabe exatamente o que está falando”.

23h20 - Começa o segundo bloco do debate.

23h16 - Chalita faz uma pergunta para Levy Fidelix. Ele pergunta qual a política do candidato do PRTB para os idosos. Levy diz que “gostaria que a sociedade tivesse respeito com os idosos”. Ele destaca que apoio aos idosos não pode se resumir a criação de asilos e defende medidas visando garantir seu atendimento na rede pública e privada. Na réplica, Chalita afirma que a responsabilidade de manter as calçadas deve ser da Prefeitura, e não dos proprietários, para garantir acessibilidade. Na tréplica, Levy fala sobre sua proposta de atender os idosos com “os moto-médicos e os moto-remédios”.

23h11 - Levy Fidelix faz uma pergunta para Russomanno sobre transportes. Ele quer saber como o candidato do PRB pretende resolver o caos no trânsito de São Paulo. Russomanno afirma que, com a geração de emprego, é possível diminuir o trânsito. Ele destaca também a necessidade de mais corredores de ônibus. O candidato diz que modelos dos ônibus deve ser renovado para garantir melhor qualidade. Na réplica, Levy afirma que a população é tratada “como sardinha na lata”. Na tréplica, Russomanno afirma que é preciso “uma série de ações em conjunto” para garantir velocidade nos transportes coletivos.

23h06 - Russomanno faz uma pergunta para a Soninha. Ele quer saber o plano da candidata para melhorar os serviços públicos. Ela diz que é preciso reduzir a burocracia para não sujeitar o cidadão à “boa ou má vontade” dos funcionários. Ela defende uma revisão de “todos os processos”, mas destaca o papel das ouvidorias para garantir a qualidade da gestão. Na réplica, Russomanno diz que a Prefeitura “é uma empresa totalmente abandonada”. Ele destaca a falta de informatização dos prontuários médicos. Ao final, mostra um calhamaço de papel. “Para quem disse que eu não tenho plano de governo, este é o meu plano de governo.” Na tréplica, Soninha volta a destacar a participação dos cidadãos para garantir a qualidade dos serviços públicos.

23h02 - Soninha Francine faz uma pergunta para Giannazi sobre a cessão de um terreno na região da Nova Luz pela Prefeitura de São Paulo para o Instituto Lula. Giannazi afirma que Kassab “nada mais é do que um grande corretor de imóveis” e transformou a Prefeitura em um balcão de negócios. Ele acusa o prefeito de permitir a “especulação imobiliária”. Na réplica, Soninha afirma que a proposta do seu partido é de “revitalização” do centro de São Paulo. Ela destaca a importância da criação de moradias e diz que a cessão do terreno ao Instituto Lula é “uma injustiça”. Na tréplica, Giannazi diz que “empreiteiras mandam neste governo” e, por isso, “São está um verdadeiro caos”.

22h57 - Na réplica, Haddad diz que a prefeitura de São Paulo deixou de investir no metrô após Serra ter sido derrotado na disputa pela Presidência em 2010. Na tréplica, Chalita destaca o superávit da Prefeitura e diz que a gestão “é muito ruim” e “trata mal a população”.

22h55 - Haddad faz uma pergunta para Chalita sobre transporte público. Ele diz que, ao contrário do que Serra afirma, o transporte em São Paulo vai muito mal. Ele pergunta qual a proposta do peemedebista para a área. Chalita, ao responder, volta à pergunta anterior e pede que seu histórico como deputado seja comparado ao de Serra quando ele ocupou o mesmo cargo. Sobre a pergunta de Haddad, Chalita afirma que pretende entregar novas linhas de metrô.

22h53 - Na réplica, Giannazi afirma que o PT produziu um “rebaixamento” da política no Brasil. Ele afirma que o modelo do governo petista “reduziu os cidadãos ao consumo” e atribui a eles o surgimento do Russomanno como defensor do consumidor. Na tréplica, Haddad afirma que tem muitas objeções a como o PSOL faz política. Ele lembra a própria gestão à frente do Ministério da Educação e afirma que “acumulou experiência administrativa e de gestão”.

22h50 - Carlos Giannazi faz uma pergunta para Fernando Haddad. Ele pergunta porque o PT passou a criticar o Russomanno se ele faz parte da base de sustentação do governo federal. Haddad afirma que sua campanha não faz “ataques pessoais”. Ele afirma que foi alertado pela presidente Dilma sobre como seria a disputa em São Paulo. Haddad afirma que Russomanno deveria ter apresentado um plano de governo: “É o mínimo.” Ele pergunta quais são os compromissos do candidato, uma vez que ele não apresentou nada.

22h48 - Na réplica, Chalita afirma que Serra deu “quase 200% de aumento” para subprefeitos e cargos de confiança e diz que, para o resto dos servidores, o aumento foi de “0,01%”. O candidato diz que “isso é lamentável nesta gestão Serra e Kassab”. Na tréplica, Serra diz que Chalita é bem remunerado como deputado, com salário mais alto do que o dos subprefeitos, e não comparece às votações importantes. “Os dados estão aí. Os jornalistas podem checar.”

22h46 - Chalita faz uma pergunta para José Serra sobre funcionalismo público. O candidato do PMDB pergunta qual a proposta do tucano para valorizar os servidores de São Paulo. Serra diz que pretende valorizar de acordo com o mérito. Ele cita o caso dos salários dos professores como exemplo da aplicação desse tipo de administração.

22h44 - Na réplica, Paulinho relembra que Russomanno votou a favor do fator previdenciário e, anos depois, foi contra sua eliminação. Ele cita outras propostas que oneram sobre as aposentadorias e que foram apoiadas por Russomanno. Na tréplica, Russomanno afirma que quer falar sobre São Paulo. “É muito fácil falar aqui. Agora, trabalhar para garantir o direito de todos é o que eu sempre fiz.”

22h42 - Paulinho faz uma pergunta para Celso Russomanno sobre a atuação na Câmara dos Deputados. Ele acusa o candidato do PRB de “votar contra os trabalhadores” no Congresso. “Nunca votei contra os trabalhadores”, diz Russomanno. “Votei pela governabilidade deste País”, ele complementa. O candidato afirma que sempre andou na rua para ver os problemas das pessoas e insinua que os outros candidatos não tem contato com o povo.

22h39 - Na réplica, Serra diz que a construção de monotrilho que vai até a Cidade Tiradentes vai “ser uma coisa extraordinária” para os moradores da Zona Leste. Ele destaca as vantagens para toda a região. Na tréplica, Paulinho complementa seu argumento defendendo uma revisão dos contratos com as empresas de ônibus para reduzir o preço da passagem.

22h37 - O primeiro a perguntar é José Serra, que faz uma pergunta para Paulinha da Força sobre transportes. “Eu sempre enfatizei muito metrô. Quais são suas propostas para o setor?” Na resposta, Paulinho destaca o número de trabalhadores com carteira assinada em São Paulo e diz que 75% desses empregos estão no centro de SP. Ele defende a descentralização das empresas através de incentivos tributários, como redução do IPTU.

22h35 - A jornalista Maria Lydia Flandoli, mediadora do debate, apresenta os candidatos e as regras do encontro.

22h30 - Começa a transmissão do debate entre os candidatos à Prefeitura de São Paulo; acompanhe.

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O debate Estado/TV Cultura/YouTube reuniu os oito principais candidatos à Prefeitura de São Paulo para discutirem suas propostas e planos de governo na noite da última segunda-feira, 17. Compareceram ao evento José Serra (PSDB), Fernando Haddad (PT), Celso Russomanno (PRB), Gabriel Chalita (PMDB), Carlos Gianazzi (PSOL), Soninha Francine (PPS), Paulinho da Força (PDT) e Levy Fidelix (PRTB).

Na primeira etapa, os candidatos responderam a perguntas enviadas pelos internautas usuários do Youtube. Na segunda e na quarta fases, eles fizeram perguntas entre si. No terceiro bloco, foi a vez de os jornalistas do Grupo Estado questionarem os convidados, que fizeram suas considerações finais no quinto e último bloco. Veja abaixo os vídeos do debate separados por blocos.

1º Bloco

2º Bloco

3º Bloco

4º Bloco

5º Bloco

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O Estado de S.Paulo

AUTOSSUFICIENTES: Serra e Chalita vão sem marqueteiros ao debate

Figuras centrais nas campanhas, os marqueteiros costumam ser quem mais têm acesso aos candidatos nos intervalos dos debates, para dar orientações. Nesta segunda, porém, Serra e Chalita estavam sem seus respectivos profissionais: Luiz Gonzalez e Manoel Canabarro.

ARQUIBANCADA: Pergunta sobre doações rende celebração de gol

A pergunta de um internauta sobre financiamento de campanha deixou assessores na plateia preocupados. Auxiliares de Russomanno fizeram figas e comemoraram como se fosse gol quando o sorteado foi Haddad, e não o candidato do PRB. Petistas lamentaram.

QUAL A SUA GRAÇA? Chamar candidato pelo nome vira provocação

Russomanno chamou Serra de “José” todas as vezes em que se dirigiu ao candidato do PSDB, no debate. Foi uma espécie de “retaliação” ao primeiro encontro entre os candidatos nesta campanha municipal, quando Serra chamou Russomanno de “Celso”.

FORA DO AR: Tucano cobra petista por citar caminhoneiro

Serra chegou a pedir a Haddad que repetisse uma fala de Soninha que ele não tinha ouvido. Mas o clima amistoso ficou por aí. No último intervalo, o tucano cobrou o petista por ter citado o caso do caminhoneiro José Machado, que sofre de pterígio e catarata e espera tratamento.

AO PÉ DO OUVIDO: Petista pergunta sobre bilhete europeu a tucano

Antes do início do 2.º bloco, a Cultura transmitiu a propaganda tucana contra o bilhete único mensal. Haddad aproveitou para, ao pé do ouvido, perguntar a Serra: “Você não sabe como funciona este bilhete na Europa?” O tucano respondeu: “Sei, mas lá não funcionou bem”.

UMA COISA É UMA COISA: ‘Maluf tem cargo, mas não poder’, diz tucano

Um dos coordenadores da campanha de Serra, o deputado estadual tucano Orlando Morando rebateu quando, questionado sobre Paulo Maluf (PP), Haddad mencionou o apoio do partido ao governo Geraldo Alckmin. “Tem cargo, mas não tem poder, não”, afirmou.

À DISTÂNCIA: Tucano ironiza ausência de ‘medalhões’ do PT

Poucos parlamentares do PT foram ao debate: estavam lá apenas os coordenadores de campanha; assessores; a mulher de Haddad, Ana Estela, e o marqueteiro João Santana. Um tucano ironizou: “Entregaram os pontos ou estão evitando comentar o mensalão?”.

MEXEU COM MEU AMIGO…Deputado do PTB rejeita fala sobre líder do PRB

Marcos Pereira, presidente do PRB, coordenador da campanha de Russomanno e pastor licenciado da Igreja Universal, estava fora do estúdio quando seu nome foi ligado aos evangélicos. Coube ao presidente do PTB paulista, Campos Machado, balançar a cabeça em negativa.

DIREITO DE RESPOSTA: Chalita concorda com Serra e vice faz piada

Chalita respondeu à pergunta do mediador, no primeiro bloco, logo após Serra e Haddad. O peemedebista afirmou: “Concordo com meus amigos debatedores”. O vice de Serra, Alexandre Schneider, não perdeu tempo: “Agora o Serra vai pedir direito de resposta”.

BEBÊ A BORDO: Haddad fala e ‘agita’ filha de Russomanno

A próxima filha de Russomanno parece não ter aprovado a resposta de Haddad para Soninha sobre o processo que o escolheu candidato do PT. Enquanto ele falava, a barriga de Lovani, grávida de 8 meses, começou a se mexer intensamente. Uma amiga até arregalou os olhos.

GRAMA DO VIZINHO: Mulher de petista elogia desempenho de Levy

No segundo bloco, a mulher do deputado federal Vicente Cândido (PT-SP), Maria Amalia, mandou um torpedo ao marido, que acompanhava Haddad no estúdio: “Estou gostando do Levy”. O parlamentar é um dos coordenadores da campanha petista em São Paulo.

QUESTÃO DE FÉ: Levy tenta ‘provar’ que tira voto de Russomanno

Um auxiliar de Levy Fidelix rodou os camarins para tentar convencer outras campanhas de que o candidato não está tão mal nas pesquisas. Ele levava um levantamento encomendado pelo partido, no qual Levy tem 5%, e tiraria votos do líder, Celso Russomanno.

 

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Bruno Siffredi, de O Estado de S.Paulo

Os candidatos de PT, Fernando Haddad, e PSDB, José Serra, evitaram atacar o líder nas pesquisas Celso Russomanno (PRB), que por sua vez também evitou revidar críticas dos rivais, durante o debate Estadão/TV Cultura/YouTube realizado na noite desta segunda-feira, 17, no Teatro Franco Zampari, em São Paulo. O resultado foi um debate polarizado entre PT e PSDB, com o candidato líder nas pesquisas participando como coadjuvante de luxo.

No primeiro bloco, a pergunta do mediador Mario Sergio Conti surpreendeu os candidatos, ao pedir-lhes uma avaliação sobre o líder nas pesquisas. “Não me sinto à vontade para analisar a trajetória de um candidato com o qual estou disputando”, disse Serra. Por sua vez, Haddad afirmou que o eleitorado ainda vai se informar sobre as propostas do candidato. “Eu penso que há um sentimento de mudança na cidade.”

Tecnicamente empatados nas pesquisas, Haddad e Serra se enfrentaram mais do que nos encontros anteriores entre os candidatos.

Em dado momento, o petista lembrou a declaração do tucano sobre a presidente Dilma Rousseff “meter o bico” em São Paulo e o confrontou. Em sua resposta, Serra acusou o PT de usar a indicação de Marta Suplicy para o Ministério da Cultura para beneficiar a candidatura de Haddad. O petista contestou Serra dizendo que a declaração sobre Dilma foi feita antes da nomeação de Marta.

No terceiro bloco, os dois se enfrentaram novamente. Haddad voltou a frisar que os moradores de São Paulo têm desejo de mudança. “Há uma discrepância entre o que está acontecendo no Brasil e o que está acontecendo em São Paulo”, disse. Na réplica, Serra disparou: “O que eu me proponho é ser o prefeito da mudança”.

‘Visão catastrófica’. No penúltimo bloco, Russomanno resolveu atacar o tucano. Ele perguntou quais os planos do PSDB para a área da saúde, que vive um “verdadeiro caos”. O tucano rechaçou a “visão catastrófica” do candidato do PRB e enumerou realizações suas e do atual prefeito Gilberto Kassab (PSD). “Precisa melhorar mas houve avanços”, disse.

Na réplica, Russomanno atacou Serra: “Fico me perguntando se você realmente anda nas periferias. O que as pessoas precisam é de atendimento, não adianta fazer do jeito que você está fazendo, porque não resolveu até agora.” Mais tarde, o candidato do PT, Fernando Haddad, usou a frase para reverberar às críticas contra o tucano. “Faço coro ao Russomanno em dizer que só elogia a saúde quem não está na periferia”, disse o petista.

Acompanhe:

00h16 - Última a falar, a candidata Soninha promete que, caso seja eleita, seguirá defendendo uma maneira diferente de fazer política. Termina o debate Estadão/TV Cultura/YouTube.

00h13 - Fernando Haddad também destaca sua trajetória profissional, além da gestão à frente do Ministério da Educação. “Sou professor universitário. Tenho uma carreira de 30 anos”, afirma. Ele alerta o eleitor para políticos que “se apresentam como candidatos da mudança, mas apoiam a atual administração”.

00h11 - O candidato do PRTB, Levy Fidelix, volta a falar sobre sua proposta para quitar a dívida de São Paulo. Ele diz acreditar que o Banco Central aceitaria a criação do novo banco e pede a confiança do povo paulistano.

00h09 - Carlos Giannazi diz que o seu partido, o PSOL, representa uma nova forma de fazer política, com participação popular. “O PSOL é um partido necessário na cidade de São Paulo”, reforça o candidato. “É preciso ousar.”

00h07 - Nas suas considerações finais, Gabriel Chalita volta a falar sobre sua trajetória política. Ele lembra sua gestão na Secretaria de Educação. “Sou um fazedor”, afirma o candidato, que promete trabalhar muito pela cidade de São Paulo.

00h04 - Paulinho da Força volta a defender seu projeto de descentralização da cidade. Ele promete acabar com a indústria da multa e inspeção veicular. “É preciso pensar direito”, alerta o candidato, que volta a atacar Russomanno: “Tem candidato que vota contra os pobres na hora de votar.”

00h02 - Nas suas considerações finais, Serra volta a destacar seu histórico. “Sempre tive ficha limpa”, disse o tucano. Ele afirma que São Paulo precisa de um prefeito com integridade e seriedade.

00h00 - Celso Russomanno agradece o Estadão, os internautas e a TV Cultura pela oportunidade. Ele agradece os eleitores pela posição nas pesquisas e volta a dizer que não vai baixar o nível da campanha. “Eu vou e fiscalizo e você me ajuda. Juntos vamos construir uma São Paulo melhor.”

23h58 - Começa o quinto e último bloco do debate. Os candidatos fazem as considerações finais.

23h52 – Paulinho faz uma pergunta para Haddad sobre saúde. Ele pergunta sobre os projetos de Haddad para a área. O petista afirma que só elogia a saúde em São Paulo quem não frequenta a periferia. Ele critica todo o sistema e afirma que muito precisa ser feito  para melhorar a área. Na réplica, Paulinho explica seus planos para dar mais qualidade de vida aos aposentados, oferecendo lazer e esporte para as pessoas mais velhas. O candidato do PDT diz acreditar que oferecer isso aos idosos pode evitar gastos com hospitais. Na resposta, Haddad diz concordar, mas ressalta que é essencial melhorar o atendimento hospitalar.

23h48 - Haddad faz uma pergunta para Soninha. Ele pergunta se a candidata do PPS é favorável à manutenção da Inspeção Veicular Obrigatória em São Paulo. Ela responde citando diversas áreas em que São Paulo necessita de ações ambientais. Sobre a Inspeção Veicular Obrigatória, Soninha argumenta que o pagamento da taxa, se não fosse pago pelos motoristas, seria pago pela população em geral. Haddad discorda e afirma que o IPVA já deveria ser suficiente.

Estadão: Para Russomanno, igreja não comanda partido 

23h44 - Soninha faz uma pergunta para Giannazi sobre homofobia. Ela pergunta o que candidato pensa sobre o chamado kit gay. Giannazi defende a criminalização da homofobia e diz que as posições do governo vivem um retrocesso por causa da necessidade de negociar com as bancadas religiosas. Soninha diz que a escola deve promover valores como o respeito ao próximo. Ela questiona se realmente é necessário abandonar bandeiras históricas para governar, como faz, segundo ela, o governo federal. Giannazi diz que seu partido luta pelos direitos dos homossexuais e diz ser contra o financiamento privado de campanha.

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23h39 - Giannazi faz uma pergunta para Chalita sobre educação. Ele lembra que o PSOL defende o pagamento de uma “dívida histórica” com os professores e pergunta qual a posição do candidato do PMDB sobre o tema. Chalita lembra sua gestão à frente da secretaria de Educação e diz que é favorável à valorização dos professores. Na réplica, o candidato do PSOL diz haver um “abismo” entre as palavras e as ações de Chalita. Ele acusa o peemedebista de agir ativamente contra os interesses dos professores paulistanos. Chalita nega e diz que seu mandato como deputado foi conquistado com votos dos professores.

23h32 - Russomanno afirma que o modelo defendido por Serra não deu bons resultados e afirma que o tucano precisa ouvir a população da periferia. Na tréplica, Serra diz que a situação de São Paulo seria pior se seguisse o modelo do ex-prefeito Paulo Maluf, ex-aliado de Russomanno.

23h30 - Russomanno faz uma pergunta para José Serra sobre saúde. Ele quer saber o que o tucano pretende fazer para acabar com o “pior problema da cidade de São Paulo”. Serra discorda da “visão catastrófica” de Russomanno e lembra de projeto iniciado em São Paulo que foi adotado pelo Rio de Janeiro. O tucano também cita a distribuição de remédios e a criação de leitos como realizações de sua gestão. Serra promete fazer 30 centros de Assistência Médica Ambulatorial (AMA) novos e caminhar para a unificação do atendimento do Estado e da Prefeitura.

23h26 - Levy Fidelix faz uma pergunta para Russomanno sobre a dívida de São Paulo. Ele quer saber qual o plano do candidato do PRB para resolver o problema. Russomanno promete uma “ação proativa” para conseguir abater a dívida. Na réplica, Levy acusa o candidato de não saber como solucionar o problema. Ele defende a criação de um banco. Na tréplica, Russomanno lembra que esse projeto depende da autorização do Banco Central. Ele afirma que a experiência do Banespa foi “triste para São Paulo”.

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23h23 - Chalita faz uma pergunta para Paulinho. Ele quer saber os projetos do pedetista para melhorar o acesso do paulistano ao entretenimento e à cultura. Paulinho conta que pretende criar uma escola profissionalizante em cada distrito de São Paulo. Na réplica, Chalita apresenta seu projeto de criar a Broadway paulistana. Paulinho rebate afirmando que o incentivo ao esporte também é importante. O candidato do PDT defende também que a Virada Cultural “vá para a periferia” para criar oportunidades aos paulistanos de origem mais pobre.

23h18 - Começa o quarto bloco do debate. Candidatos fazem mais perguntas entre si.

23h12 - Um dos coordenadores da campanha de José Serra (PSDB), o deputado estadual tucano Orlando Morando, rebatia da plateia a resposta que Fernando Haddad (PT) dava ao diretor da sucursal de Brasília, João Bosco Rabello, sobre o polêmico apoio de Paulo Maluf (PP) à sua candidatura.”Perdidinho ele, heim?”, ironizou o parlamentar. Quando Haddad mencionou o apoio do PP ao governo Geraldo Alckmin (PSDB), Morando rebateu: “Tem cargo, mas não tem poder não.”

23h08 - Bruno Paes Manso pergunta para o candidato Levy Fidelix sobre sua proposta de plantar uma árvore em cada rua da capital paulista. Ele pergunta se o candidato sabe o custo do projeto. Levy respondeu afirmando que sabe o custo e afirma que o jornalista não sabe quantas ruas existem em São Paulo.

Estadão: Veja a repercussão do debate nas redes sociais 

23h06 - Julia Duailibi lembra que o PDT, partido de Paulinho da Força, faz parte da base dos governos federal, estadual e municipal. Ela pergunta para Paulinho se o PDT se encaixa em todos os projetos de poder. O candidato responde afirmando que o PDT participa de todas as gestões porque tem muito a contribuir em todos os níveis. Ao comentar a resposta, Chalita defende uma reforma política para diminuir o número de partidos no País.

23h02 - Chacra fala sobre a política de Tolerância Zero em Nova York e pergunta se garantir uma cidade segura para os paulistanos justificaria tomar medidas que podem desrespeitar alguns direitos. Soninha diz que é favorável à tolerância zero contra crimes como dirigir embriagado. Ela lembra, porém, que a política de segurança aplicada em Nova York era apoiada em outras ações importantes e não se resumia a repressão dos criminosos.

ESPECIAL: Fique por dentro das datas no calendário eleitoral 

22h53 - O jornalista Gustavo Chacra, correspondente de O Estado de S.Paulo, pergunta para Chalita quem ele apoiaria em um eventual segundo turno entre Serra e Haddad. Ao responder, Chalita fala sobre suas propostas para São Paulo e não apresenta uma posição definida. Na réplica, Soninha destaca a agressividade de Chalita contra o candidato tucano. Ela critica o peemedebista por afirmar que suas relações com Dilma e Alckmin o tornariam um prefeito melhor. “É um absurdo.”

22h49 - Russomanno diz que não vai comentar a pergunta porque a mesma diz respeito apenas ao candidato do PT. Ele aproveita o tempo para negar a acusação de que sua proposta para a GCM tenha o objetivo de criar uma milícia em São Paulo. Ele afirma que as acusações são levianas.

22h46 - O jornalista João Bosco Rabello, diretor da sucursal do jornal O Estado de S.Paulo em Brasília, faz uma pergunta para Haddad. Ele quer saber como é fazer uma campanha escondendo um aliado e se não é subestimar o eleitor dizer que a aliança com Paulo Maluf não acarretará ‘toma lá, da cá’. Haddad afirma que o partido de Maluf, o PP, é aliado do PT no governo federal e essa aliança se reproduz em nível municipal.

Estadão: Haddad critica Serra no segundo bloco do debate

22h43 - Haddad comenta a resposta de Serra e lembra a avaliação negativa da gestão de Kassab, que chegou na Prefeitura como vice de Serra. O petista destaca a diferença entre a avaliação do governo federal e a do prefeito paulistano. Na tréplica, Serra diz que o emprego em São Paulo no período cresceu mais em São Paulo do que no resto do País.

22h41 - Bruno Paes Manso, repórter do jornal O Estado de S.Paulo, pergunta se Serra acha que o eleitor está cansado do tucano, vista a sua rejeição nas pesquisas. Serra nega e diz que a questão da rejeição deve “tomar corpo no dia da eleição”. Ele lembra que, na eleição presidencial de 2010, teve mais votos na capital paulista do que quando concorreu a prefeito.

22h39 - Serra comenta a pergunta e lembra a polêmica envolvendo o presidente do PRB, que acusou a Igreja Católica de ter promovido do kit anti-homofobia.

22h37 - Julia Duailibi, repórter do jornal O Estado de S.Paulo, pergunta para Russomanno se ele pretende nomear membros das igrejas que o apoiam para cargos públicos se for eleito. “Todos têm direito a ter uma religião”, diz Russomanno. Ele promete colocar em seu governo as pessoas “mais competentes e mais preparadas”.

22h34 - Começa o terceiro bloco do debate. Os candidatos respondem perguntas dos jornalistas.

22h31 - Giannazi faz uma pergunta para Russomanno sobre violência. O candidato do PRB defende aumentar o contingente da Guarda Civil Metropolitana para torná-la mais importante no combate ao crime. Na tréplica, Giannazi acusa Russomanno de receber dinheiro da indústria de armas.

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22h25 - Giannazi pergunta para Levy Fidelix quais seus planos para a educação. Fidelix afirma que é necessário aumentar os salários dos professores, melhorar a infraestrutura e a segurança das escolas e fiscalizar a gestão dos recursos. Na réplica, Giannazi afirma que as últimas gestões têm prejudicado a educação e afirma que a proposta de instituir o ensino em tempo integral é uma farsa.

22h20 - Serra afirma que a nomeação de Marta para o Ministério da Cultura serviu para apaziguar os ânimos da senadora petista, que queria ser candidata à Prefeitura. Na réplica, Haddad afirma que a declaração de Serra é anterior à nomeação de Marta e diz que o tucano é deselegante com adversários e até com aliados políticos. Ele lembra ainda que Dilma é bem avaliada, enquanto a gestão de Kassab é alvo de críticas.

22h17 - Haddad pergunta para Serra sobre a campanha. Ele lembra as críticas de Serra a Dilma após ela se manifestar em favor da candidatura do petista. Ele pergunta se Serra considera a expressão “meter o bico” adequada para tratar a presidente.

Estadão: Candidatos são questionados sobre liderança de Russomanno no debate

22h13 - Paulinho faz uma pergunta para Soninha sobre como resolver o problema da saúde em São Paulo. Soninha afirma que uma das ações que poderiam ser tomadas a curto prazo seria organizar o banco de dados da saúde para melhorar o atendimento e tornar mais eficiente o uso dos recursos.

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22h10 - A mulher do petista Fernando Haddad, Ana Estela, achou a pergunta que seu marido respondeu sobre financiamento de campanha como ‘a mais ingrata’ até aquele momento do debate.

22h09 - “É uma dívida incorreta, injusta. Não tivemos prefeitos fortes para conseguir renegociar essa dívida”, diz Chalita. Ele afirma que quer converter a dívida em investimentos na área social.

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22h07 - Levy Fidelix faz uma pergunta para Gabriel Chalita sobre a dívida de São Paulo. Ele diz que o candidato do PMDB “não gosta muito de números” e pergunta como ele resolveria a “questão da dívida” da cidade.

22h04 - Na réplica, Soninha acusa o PT de fazer “acordos espúrios” e pergunta como ele pode se apresentar como “o novo” a eleição. Haddad diz que Soninha deveria respeitar mais Marta Suplicy. Ele afirma que a senadora petista desafiou o partido quando considerou que era correto e respeitou a decisão dos colegas quando foi o momento.

22h02 - Integrantes da equipe de Celso Russomanno na plateia fizeram figas e comemoraram como um gol o sorteio do nome de Fernando Haddad para responder à pergunta sobre quem financia a sua campanha.

22h01 - Soninha pergunta para Haddad sobre o processo de prévias do PT. Ela quer saber o que o candidato petista acha sobre a interferência de Lula no partido. Haddad afirma que a decisão visou garantir que Marta cumprisse todo o mandato de senadora. Ele aproveita para alfinetar o candidato do PSDB, que deixou o cargo de prefeito durante o mandato.

21h58 - Paulinho fala sobre sua proposta para descentralizar São Paulo levando os empregos para a periferia. Na réplica, Serra diz que quer “simplificar a legislação e diminuir a burocracia”. Ele lembra que treinamento e qualificação são importantes e, para melhorar a empregabilidade do paulistano, o tucano promete “ocupar todos os CEUs com cursos técnicos noturnos”.

21h55 - Serra é o primeiro a perguntar. Ele escolhe Paulinho da Força. Serra lembra ter acolhido uma “sugestão” da Força Sindical ao criar os centros de apoio ao trabalhador. “Quero saber seus planos para a área do emprego.”

21h53 – Começa o segundo bloco do debate. Agora, os candidatos fazem perguntas entre si.

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21h50 - Soninha afirma que a gestão tucana teve boas realizações e diz que não teria problema algum em manter projetos da atual gestão.

21h49 - A última pergunta do 1º bloco do debate pede aos candidatos quais planos de administrações passadas eles dariam continuidade. Quem responde é a candidata Soninha Francine.

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21h48 - Serra afirma que é possível melhorar as calçadas com trabalho voltado para garantir que a manutenção seja feita de maneira eficiente. Ele lembra projeto de sua gestão sobre o tema.

21h46 - A sexta pergunta dos eleitores é sobre as calçadas de São Paulo. Quem responde é o candidato do PSDB, José Serra.


21h44 - Fidelix agradece a oportunidade de responder a mais uma pergunta sobre transporte, seu tema predileto. Ele diz que a pergunta é um sinal de que os eleitores o querem como prefeito de São Paulo.

21h42 - A quinta pergunta dos eleitores é sobre transporte público. O eleitor quer saber como é possível melhorar o transporte público sem inibir o uso do carro. Quem responde é Levy Fidelix.

21h41 - O petista lembra que no Brasil não existe o financiamento público de campanha e critica o atual modelo de financiamento. Haddad defende a reforma das regras referentes ao financiamento de campanha para tornar o processo mais transparente.

21h40 - A quarta pergunta é sobre financiamento de campanha. O eleitor pede que o candidato explique quem são os doadores das campanha e por que eles apoiam a candidatura. Quem responde é Haddad.

21h39 - Russomanno afirma que tem planos para implementar novas maneiras de tornar a cidade e os serviços públicos mais acessíveis para portadores de deficiências.

21h37 - A terceira pergunta é sobre acessibilidade. O eleitor quer saber o que o candidato pretende fazer para incorporar a linguagem de sinais na gestão pública. Quem responde é Russomanno.

21h36 - Giannazi afirma conhecer bem o problema nas represas e diz que é preciso criar um programa para recuperar as águas. Ele lembrou de sua experiência pessoal com o uso da represa para lazer e diz querer que isso volte a ficar disponível para os paulistanos.

21h34 - A segunda pergunta dos eleitores é sobre questão da água e a limpeza das fontes que abastecem a capital paulista. Quem responde é Carlos Giannazi.

21h32 - Paulinho afirma que pretende implementar diversas iniciativas para evitar que os incêndios continuem atingindo favelas de São Paulo. Ele diz acreditar que o foco deve ser na prevenção e em buscar moradias melhores para as pessoas que vivem em favelas.

21h31 - A primeira pergunta dos internautas é sobre os incêndios nas favelas. O eleitor pergunta o que os candidatos pretendem fazer sobre o problema.  Quem responde é Paulinho da Força.

21h29 - Último a falar na primeira rodada de perguntas, Russomanno rebate as críticas de Giannazi e Paulinho da Força.

21h28 - Paulinho da Força acusa Russomanno de agir contra os interesses da população mais pobre e criticou o candidato por manter um discurso, na visão do pedetista, inconsistente com as suas ações.

21h27 - Soninha afirma que Russomanno tem a atual popularidade por causa de sua trajetória na televisão. Ela acredita que o candidato do PRB foi poupado de críticas dos outros candidatos porque não ocupou outros cargos antes. Soninha disse ainda que ela seria a melhor candidata para enfrentar Russomanno no segundo turno.

21h25 - Chalita afirma, assim como os outros candidatos, que o cenário eleitoral deve mudar. Ele acredita que os candidatos ainda precisam ficar mais conhecidos pelos eleitores.

21h23 - Haddad concorda com Serra ao afirmar que não acredita que a situação das pesquisas se mantenha da mesma forma até o final da eleição. Para o petista, a população ainda precisa conhecer as propostas de todos os candidatos.

21h22 - Serra afirma que não se sente à vontade para analisar a trajetória de Russomanno. “A eleição ainda está longe”, observa. Ele acredita que o tempo até o dia da eleição permitirá esclarecer todas as dúvidas sobre os candidatos.

21h20 - O jornalista Mario Sérgio Conti faz a primeira pergunta para os candidatos. Ele pede que os candidatos expliquem o momento vivido pela candidatura de Celso Russomanno.

21h18 - Começa o primeiro bloco do debate Estadão/TV Cultura/YouTube.

ESPECIAL: Fique por dentro das datas no calendário eleitoral 

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21h02 - Celso Russomanno disse esperar “um debate de alto nível, com respeito ao cidadão, sem baixaria”. Ao ser questionado se ele vai responder aos ataques dos adversários, o candidato disse que não vai “contra-atacar”. “Eu pretendo continuar respeitando o eleitor e não vou baixar o nível dessa campanha de jeito nenhum.”

20h59 - O candidato do PRB, Celso Russomanno, afirmou que considera “muito importante” o debate com a participação dos eleitores: “É um espaço para a democracia.”

Estadão’: Para Chalita, Igreja Católica só reagiu à crítica de PRB

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20h53 - Serra afirmou acreditar que “acha bom” que o debate seja transmitido pela internet. Ao ser questionado sobre quais perguntas espera receber dos internautas, Serra disse que “quem sabe das perguntas são os jornalistas”.

20h48 - O candidato do PSDB, José Serra, chegou neste momento ao local do debate. O tucano afirmou esperar que seja “um bom debate, com propostas”, o que para ele “é bom para a população”.

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20h39 - A menos de quatro meses de encerrar seu mandato de prefeito da cidade de São Paulo, Gilberto Kassab (PSD) ainda acha que falta muito. Questionado sobre pesquisa Ibope que o colocou como o 21° pior prefeito do Brasil, Kassab disse que a “avaliação verdadeira” da população é a que vem no término do mandato. “Ainda estamos longe do final”, afirmou, por três vezes seguidas, antes de encerrar a entrevista.


ESPECIAL: Analise seus candidatos e decida em quem votar

20h33 - O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (PSD), chegou há pouco ao local do debate e comentou a situação dos candidatos à Prefeitura. “São Paulo é uma cidade muito rica, mas cheia de contrastes”, disse Kassab. Ele destacou os “avanços” de sua gestão e disse que, para os candidatos, o mais importante é apresentar “propostas para o futuro”. Questionado sobre o que pretende fazer após deixar o cargo de prefeito, Kassab disse que quer “continuar na vida pública”, mas descartou fazer previsões: “Vamos aguardar o final do mandato.”

‘Estadão’: Haddad diz que está preparado para responder qualquer pergunta

20h15 - O candidato do PDT, Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força, voltou a afirmar que suas propostas têm sido “pirateadas” pelos adversários. Ao chegar no Teatro Franco Zampari, onde será realizado debate, Paulinho disse que considera isso positivo, porque mesmo se ele não for eleito suas ideias podem vir a ser aplicadas por outros. Ele disse que sua principal proposta para o debate é “levar o emprego para perto da casa das pessoas” através de incentivos fiscais e parcerias com a iniciativa privada.

 

20h12 - Em sua chegada para o debate Estadão/TV Cultura/Youtube, a candidata do PPS à prefeitura de São Paulo, Soninha Francine, previu poucas propostas e disse “que vai acabar pegando no fígado as questões políticas”. Ela citou a troca de farpas entre a Igreja Católica e a campanha de Celso Russomanno (PRB), cujo partido é ligado à Igreja Universal, travada no fim da semana passada.

“O que vai acabar pegando no fígado são as questões políticas. Essa semana a gente viu a guerra de declarações entre igrejas. E o mensalão vai aparecer”, disse a candidata ao chegar ao local do debate.

20h07 - A candidata do PPS, Soninha Francine, disse que vai ficar “à vontade” com as perguntas dos internautas, ao chegar ao local do debate. “Normalmente eu já fico à vontade, mas desta vez vou ficar ainda mais à vontade”, observou a candidata. Ela afirmou que “há anos” responde perguntas dos eleitores pela web. Sobre o debate, Soninha disse acreditar que “a discussão vai ser mais sobre postura política e sobre alianças” do que sobre propostas para a cidade de São Paulo.

ESPECIAL: Acompanhe a cobertura das eleições 2012

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20h02 - Ao chegar no local do debate, o candidato do PMDB, Gabriel Chalita, elogiou o modelo que permite a participação dos eleitores: “Acho ótimo fazer com que as pessoas possam acessar e refletir sobre as eleições de diversas maneiras.” Ele disse acreditar que o evento vai permitir que os eleitores vejam os políticos “sem padrinhos, sem a estrutura do programa eleitoral, como é o candidato mesmo”. Ele acredita que o confronto entre os postulantes à Prefeitura de São Paulo na televisão vai deixar claro “quem tem projeto e quem não tem”.

19h56 - O candidato do PSOL, Carlos Giannazi, anunciou que pretende trazer o julgamento do mensalão para o centro do debate. Nos vinte segundos iniciais de entrevista, pronunciou duas vezes a palavra mensalão. “Vamos entrar em temas críticos, como o julgamento do mensalão”. “O tema da corrupção hoje é transversal, por conta do julgamento do mensalão”. Ele destacou que o julgamento entra hoje no “núcleo duro” do esquema e afirmou que “Lula sabia” de tudo.

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19h48 - O candidato do PSOL, Carlos Giannazi, chegou simultaneamente a Haddad ao local do debate. Ele afirmou que pretende “apresentar propostas para viabilizar a qualidade de vida na cidade de São Paulo”. Segundo Giannazi, o principal objetivo do debate deve ser “esclarecer a população” sobre os candidatos. “Vamos apresentar propostas, mas vamos também ter uma postura crítica”, disse.

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19h41 - O candidato do PT, Fernando Haddad, chegou há pouco ao Teatro Franco Zampari. O petista elogiou o modelo adotado pelo debate Estadão/TV Cultura/YouTube, que privilegia a participação do público. “Essa é uma forma democrática e todos podem se sentir participantes da escolha do novo prefeito”, disse. Haddad afirmou estar preparado para “qualquer tema”. “Qualquer que seja a pergunta, nós vamos ter respostas concretas”, garantiu.

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19h14 - O candidato do PRTB, Levy Fidelix, foi o primeiro a chegar ao Teatro Franco Zampari, onde é realizado o debate. Ele afirmou que sua expectativa é que as “propostas e ideias possam realmente prevalecer” no debate Estadão/TV Cultura/YouTube. Fidelix disse que deve manter a estratégia de focar no tema dos transportes, que considera ser sua especialidade. “Sabemos que as pessoas gastam muito no transporte”, ponderou o candidato.

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André Mascarenhas

Qual será a herança deixada pelo governo de Luiz Inácio Lula da Silva às próximas gerações e como os historiadores interpretarão a passagem do primeiro operário pela Presidência da República? A discussão, que deverá ocupar os cientistas políticos das mais variadas orientações nos próximos anos, é o tema do primeiro debate do blog do Instituto Moreira Salles, que vai ao ar no próximo dia 24, e que reuniu o filosofo José Arthur Giannotti e o cientista político André Singer. O Radar Político teve acesso à íntegra do programa, que foi gravado em vídeo de alta definição. Assista aos melhores momentos.

Intermediado pelo jornalista Mário Sérgio Conti, o primeiro encontro teve como pano de fundo uma série de artigos sobre o lulismo escrita por Singer e que busca dar uma forma teórica ao que foram os últimos anos. Secretário de imprensa do primeiro governo Lula e ligado ao PT, o cientista político argumenta nesses textos que o aumento do salário mínimo, as políticas de distribuição de renda e ampliação do crédito deram cidadania a setores historicamente excluídos, provocando um realinhamento das forças políticas do primeiro para o segundo mandato de Lula. Segundo esse raciocínio, setores da classe média que tradicionalmente apoiavam o PT teriam abandonado o partido, enquanto as classes com menor poder aquisitivo, incluídas ao longo do governo Lula, passaram a apoiar eleitoralmente o projeto do presidente Lula. Singer ainda compara o fenômeno ao varguismo e vê, para os próximos anos, uma tendência de amadurecimento da classe média semelhante ao que ocorreu nos Estados Unidos após o New Deal.

“Meu problema é justamente se não vamos formar uma sociedade de classe média mixa. Isto é, que nós percamos certos padrões de excelência e de progresso e que nós chafurdemos no cotidiano”, opina Giannotti em sua primeira intervenção do debate, ao ser confrontado com as hipóteses de Singer.

Historicamente ligado a PSDB e amigo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, o filósofo descarta as comparações entre o lulismo e o varguismo e argumenta que a era Lula encerra um ciclo iniciado com a abertura da economia brasileira durante o governo do ex-presidente Fernando Collor de Mello e que culmina no amadurecimento do capitalismo no País nos últimos anos. Giannotti, no entanto, é pessimista quanto às perspectivas para o futuro, uma vez que, para ele, Lula demonstrou “uma enorme sintonia com a população”, mas, no “sistema político, teve um trabalho extremamente dissolvente, porque foi misturando todas as ideologias, todas as diferenças, no mesmo caldeirão”.

“O problema, agora, é como nós vamos rearticular o sistema político para que ele corresponda àquilo que está muito forte no Brasil. O capitalismo está muito forte”, aponta.

“Talvez eu esteja mais otimista com relação ao nosso sistema partidário”, rebate Singer, que embora critique uma tendência de “americanização” da política brasileira, argumenta que tanto o PSDB quanto o PT, na sua opinião os únicos partidos com chances reais de disputar a Presidência, encontram-se fortemente estruturados.

“O Brasil está vivendo um período de consolidação de dois grandes partidos, que são o PT e o PSDB. Com características meio americanizadas, mais do tipo de máquinas eleitorais, mas que não deixam de ser partidos estruturados”, afirma. “Acho que estamos consolidando um sistema partidário que funciona”, continua.

Leia, a seguir, os principais trechos do debate.

OPOSIÇÃO

Giannotti: “[A oposição] não foi capaz de ter um projeto próprio, aceitou o rótulo de neoliberal dado pelo PT e pelas forças dominantes. Não soube, inclusive, defender um tipo de regulamentação do Estado a partir das agências e aceitou, sem discussão, a ideia do Estado proprietário.”

BOLSA FAMÍLIA, CIDADANIA E CLIENTELISMO

Giannotti: “É uma cidadania inteiramente concedida. Não é uma cidadania conquistada. Numa democracia, o que importa é, basicamente, as pessoas conquistarem a cidadania”.

 

Singer: “Eu interpreto mais como um movimento no sentido de redução da pobreza e da desigualdade, que eu acho que guarda uma certa similaridade com o que aconteceu nos anos 1930 nos Estados Unidos.”

Singer: “Quando você diz paternalismo, acho que há uma avaliação de que é algo próximo do clientelismo, alguma coisa que não está na ordem da legitimidade democrática. (…) O clientelismo é caracterizado por uma relação de troca definida. Aqui você não tem relação de troca. O que foi feito foi uma política pública que é praticamente universal. O Bolsa Família se expandiu tanto que ele é hoje praticamente um direito de quem ganha aquém de um piso.”

BIPARTIDARISMO

Giannotti: “Eu vejo a enorme importância do PMDB, que no fundo vai dar o equilíbrio do governo Dilma, e o fortalecimento do PSB. (…) O PSB mostra que é possível abrir uma política de centro que não está necessariamente confinada [ao PT e ao PSDB]. (…) Esse jogo bipartidário, a meu ver, tende a se desfazer, na medida em que nós vamos ter vários atores brigando pelo poder.”

Singer: “Nada indica no sentido de que, na eleição de 2014, os contendores sejam outros que não PT e PSDB. Então, nesse sentido, eu acho que nós estamos realmente caminhando a uma bipolarização no que diz respeito a eleição presidencial.”

 

NEOLIBERALISMO vs ESTADO PROPRIETÁRIO

Singer: “[O neoliberalismo] é uma visão de mundo que começou a ser aplicada ao Brasil a partir do governo Collor, foi acentuada e teve mais sucesso ainda no governo Fernando Henrique, e eu acho que o governo Lula, no mínimo, brecou essa tendência. E, em alguns aspectos, tendeu a revertê-la.”

Giannotti: “Nós temos que pensar como é que vai ser esse controle do capital [pelo Estado]. Pela apropriação dos meios de produção – que no fundo ainda é um velho resquício do centralismo democrático – ou se nós vamos tentar criar um Estado interventor, mais democrata. Porque aí nós temos, com as agências, a possibilidade de aumentar a democracia desse controle. E termos, realmente, ao invés do Estado neoliberal, um Estado democrático ativo, sem o peso das corporações e, em particular, dos sindicatos se apropriando dos mecanismos de acumulação do capital. (…) Simplesmente dizer ‘neoliberal’ é evitar que a gente tenha uma discussão clara de qual Estado nós queremos.”

Singer: “Essas agências reguladoras são montadas para regular a sociedade e não para regular as empresas. (…) Elas são representantes das empresas junto ao Estado. (…) Acho que as privatizações da Vale e da telefonia foram um sinal dentro de um projeto global. (…) Mas há uma visão claramente que tem a ver com o neoliberalismo. (…) A visão neoliberal é de que o mercado é mais eficiente, inclusive para gerir saúde e educação.”

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André Mascarenhas

A impressão de que os candidatos à Presidência José Serra, do PSDB, e Dilma Rousseff, do PT, fizeram do último debate da campanha eleitoral um encontro burocrático e sem o confronto de idéias ganhou força após as coletivas concedidas ao fim da transmissão desta noite. Apesar da previsão de que responderiam às perguntas dos jornalistas por cinco minutos, ambos apelaram para a mesma estratégia: se apresentaram com discursos prontos de exaltação do formato proposto pela TV Globo, e evitaram no que puderam entrar em polêmicas com os adversários.

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No último debate antes do segundo turno, Dilma e Serra evitam confronto

Última a subir no púlpito montado na sala de imprensa, Dilma nem mesmo abriu a sessão para perguntas. Alegando incômodo causado pela torção que sofreu no pé há cerca de um mês, a petista encerrou a coletiva em menos de três minutos. “Peço a compreensão de vocês porque eu fiquei de pé uma hora e meia, quase duas, e eu diria a vocês que meu pé está um tanto quanto robusto”, disse ela, para em seguida se retirar da sala.

Antes, Dilma elogiou a humanização das questões nacionais proporcionada pelo debate. Os temas, segundo ela, ganharam “carne, osso e sentimentos” com as perguntas dos eleitores indecisos.  “Eu acho que isso é muito importante, principalmente porque o presidente da República, ele tem de tratar da vida real, concreta, das pessoas. Não de números, e nem de entidades abstratas que não dizem respeito ao cotidiano e nem à experiência de vida de cada brasileiro e cada brasileira”, disse a petista. “A gente fecha, eu acho, que com chave de ouro este momento”, acrescentou.

A conclusão de seu oponente não foi muito diferente. Para Serra, o encontro desta noite foi “um espetáculo da democracia”. O tucano também parabenizou a participação dos eleitores, que para ele saem mais esclarecidos do encontro. “Um debate livre, as pessoas perguntando, milhões e milhões assistindo, e iluminando mais suas mentes a respeito da decisão que devem tomar no domingo”, comemorou. Para ele, o debate abordou as principais questões nacionais. “Nós praticamente tratamos de quase tudo que é importante no Brasil de hoje”, disse.

Alternância. Ao contrário de sua adversária, o candidato do PSDB extrapolou o tempo estipulado pela para a coletiva. Ainda assim, optou pelo mesmo formato da petista, fazendo um pronunciamento antes de responder às perguntas dos jornalistas. Atrás nas pesquisas, Serra aproveitou o momento para se dizer confiante na vitória. “Eu tenho muita esperança e muita confiança de que a gente pode levar o Brasil para diante na segurança, na saúde, na educação e na direção de uma economia forte, sólida”, disse.

O tucano também introduziu um novo elemento de apelo ao eleitor: a necessidade democrática de alternância de poder. “Eu creio que outra beleza da democracia é precisamente essa possibilidade de alternância no poder. Nós temos uma equipe de governo que já esteve lá oito anos, que já sofreu seus desgastes, desenvolveu vícios, cansaço, fadiga de material”, afirmou.

Questionado sobre qual seria a crítica ao governo federal, ele preferiu não polemizar. Disse considerar a discussão de escândalos envolvendo seus adversários importante, mas classificou o momento como inoportuno. “Eu já falei bastante. Ao invés de a gente ficar num debate centrado em temas, seria voltar atrás para outros debates. Certamente muito importantes e muito esclarecedores. A população já sabe”, afirmou. “Pra mim campanha é uma coisa prazerosa. Campanha pra mim é dizer a verdade, é apresentar as idéias, é interagir com as pessoas.”

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André Mascarenhas, do Rio de Janeiro

Um debate diferente, mais programático e focado no cotidiano do eleitor. Essa é a expectativa do jornalista Luiz Gonzalez, responsável pela estratégia de marketing político do candidato tucano à Presidência, José Serra. “As perguntas dos eleitores vão obrigar os dois candidatos a elaborar respostas com exemplos do dia-a-dia”, disse o marqueteiro em rápida conversa com o Radar Político no início da tarde de hoje, após desembarcar no aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro.

Gonzalez está na capital fluminense para acompanhar o candidato no debate que a TV Globo promove na noite de hoje, o último enfrentamento entre Serra e a petista Dilma Rousseff antes da definição do novo presidente da República. Diferentemente dos embates anteriores, quando as perguntas eram feitas entre os candidatos ou por jornalistas, o encontro desta noite será todo pautado por eleitores indecisos, escolhidos pelo Ibope.

O marqueteiro argumenta que o formato favorece seu candidato. Para ele, Serra “é mais fluente” para transitar entre as questões que devem ser colocadas, ao contrário de Dilma, que “tem um discurso repetitivo”. “É sempre aquela chatice de ‘meu governo e do presidente Lula’ pra cá e pra lá”, alfinetou.

Gonzalez veio ao Rio acompanhado por dois membros de sua equipe e pelo jornalista Márcio Aith, chefe da assessor ia de imprensa de Serra. A reportagem o encontrou por acaso, na área de desembarque do aeroporto. Ele falou ao blog enquanto esperava pelo transporte que o levaria ao hotel.

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Agnelo e Weslian se cumprimentam antes do debate

Carol Pires e Rafael Moraes Moura

No último debate entre os candidatos ao governo do Distrito Federal antes da eleição, na Rede Globo, Weslian Roriz (PSC) se mostrou mais preparada (efeito do intensivão de media training ao qual se submeteu no último mês) e defendeu o trabalho feito pelo marido dela, Joaquim Roriz, à frente do governo da capital. Ainda assim, cometeu alguns deslizes. Em certo momento, chamou o adversário de “nosso candidato” e de “governador”. Por mais de uma vez, enrolou-se com seus papéis, ficando em silêncio muitos segundo sem saber qual pergunta faria.

Com 28 pontos de vantagem sobre Weslian na última pesquisa Ibope, Agnelo Queiroz (PT) usou boa parte do seu tempo para se defender das acusações feitas pela campanha da adversária na TV, segundo a qual ele estaria envolvido num esquema de corrupção quando foi ministro dos Esportes, durante o governo Lula. Agnelo afirmou ser vítima de um “ataque violento, sórdido, covarde, feito por marginais, bandidos, que recebem dinheiro para atacar minha honra.

Veja a seguir como foi o debate:

23h19 - Em menos de uma hora, termina o debate entre Weslian e Agnelo na TV Globo.

23h17 - Agnelo parabeniza os servidores públicos pelo “Dia do Servidor”. Ele teme que os servidores públicos, no qual tem grande apoio, viajem no feriado, aumentando o índice de abstenção.

23h16 - Agnelo se diz vítima de um “ataque violento, sórdido, covarde, feito por marginais, bandidos, que recebem dinheiro para atacar minha honra”. Ele se refere a vídeos mostrados pela campanha de Weslian na qual é acusado de corrupção.

23h15 - Weslian se define como uma mulher “pequena, mas forte”.

23h13 - “A cidade está toda azul, azul como está aqui também [no estúdio da Globo]“, diz Weslian. Ele aproveita para pedir voto para o presidenciável José Serra, do PSDB. “Nós somos do bem, só queremos trazer a felicidade para vocês”.

23h13 - O debate já está nas considerações finais.

23h10- Sempre que vai criticar Weslian, Agnelo diz, antes, “com todo respeito”. Ele criticou a promessa da campanha de Roriz de criar uma cidade da saúde. Fim do segundo bloco.

23h07 - Weslian volta a falar dos “técnicos” que a ajudarão a governar: “Se eu eleita, vamos ter pessoas técnicas, competentes, meu governo será de pessoas muito competentes, sinceras”.

23h06 - No tema livre, Weslian perguntou sobre habitação, e disse que vai dar escrituras para os terrenos não-legalizados. A pergunta de tema livre de Agnelo para Weslian é sobre saúde.

23h04 - Weslian chamou Agnelo de “nosso candidato”, depois tentou se corrigir e o chamou de “governador.

23h02 - ”Doutor Agnelo, quero ser franca com o senhor, as verdades que são ditas, não fica escondida de ninguém.  Se aconteceu e mostrou, é porque existe, ninguém vai pra TV contar o que não existe. Se aconteceu, o senhor fez, não sabemos….”

23h01 - Agnelo levanta o assunto sobre as propagandas que Weslian tem exibido na TV, o acusando de corrupção.

22h58 - Weslian traz o assunto “aborto” para o debate, e cita mensagem do Papa Bento XVI divulgada hoje. Ela afirma que, se eleita, fará com que a saúde no DF seja “de primeiro mundo, que nem no governo do meu marido”. Agnelo rebate: “A senhora está muito mal informada, porque no período do senhor Joaquim Roriz a saúde foi muito maltratada”.

22h57 - “Eu darei total prioridade à recuperação do sistema público de saúde, que está na UTI”, responde Agnelo.

22h56 - Início do segundo bloco. Agnelo diz que vai assumir a Secretaria de Saúde simultaneamente ao governo do DF caso eleito. Weslian questiona: “Conversei com meu vice, Jofran Frejat, e ele disse ser impossível isso. Como o senhor vai cuidar dos outros problemas do DF?”

22h49 - “Primeiro que na minha coligação só tem Ficha Limpa. Meu vice-governador é Ficha Limpa, pessoa de grande experiência”, diz Agnelo. Três deputados distritais eleitos na chapa dele são citados como beneficiários do “Mensalão do DEM”.

22h47 - Corrupção é o tema da vez. Weslian ataca o candidato a vice de Agnelo, o presidente do PMDB-DF, Tadeu Filippelli. Fillippelli era aliado de Roriz, inimigo político de Agnelo. Hoje estão juntos.

22h44 - Novo tema: transporte. Weslian está mais desenvolta hoje. Ela critica a falta de conforto nos ônibus. “Meu marido construiu o metrô para melhorar a vida das pessoas”.

22h43 - Agnelo promete equipar a polícia e instalar câmeras de monitoramento pela cidade. Weslian quer melhorar o salário dos policiais e retornar com programas do governo do marido dela, Joaquim Roriz, como o “Picasso não Pichava”.

22h41 - Weslian se enrolou nos papéis ao procurar as anotações da assessoria. Ela pergunta ao adversário as propostas dele na área de segurança. O petista promete contratar quatro mil novos policiais nos próximos quatro anos.

22h39 - Agnelo promete a construção de escolas técnicas em cada cidade-satélite. Weslian segue no mesmo caminho, e fala sobre a importância da “capacitação” do trabalhador.

22h37 - “Se eu for eleita, todo trabalhador terá o seu emprego”, responde Weslian, sem explicar qual a proposta para gerar empregos.

22h36 - O primeiro assunto é emprego. 180 mil pessoas estão desempregadas no DF, diz Agnelo, ao perguntar sobre as propostas de Weslian para fomentar a geração de empregos.

22h34 - A jornalista da TV Globo Cristina Serra apresenta as regras do debate.

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André Mascarenhas

Cientistas políticos convidados pelo Radar Político para assistir ao debate da TV Record concordaram na análise de que a petista Dilma Rousseff “cresceu” ao longo dos últimos debates, enquanto o tucano José Serra se perdeu na tentativa de parecer um político carismático. Na avaliação de Carlos Melo, do Insper Instituto de Ensino e Pesquisa, e José Paulo Martins, da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo, o encontro desta segunda-feira, 25, começou tenso, com todos os ataques de ordem ética concentrados no primeiro bloco para aproveitar o pico da audiência.

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“Ele foi muito mais agressivo, mas não golpeou a ponto de ela ficar grogue”, disse Melo ao avaliar a primeira parte da atração. Para Martins, os candidatos apostaram em mais do mesmo. “O que vêm agora? Tudo o que já era esperado veio no primeiro bloco”, questionou.

Para os cientistas políticos, a estratégia era atingir um maior número de pessoas antes que os televisores começassem a ser desligados, com o avançar das horas. “No primeiro bloco você tem que mostrar um certo ímpeto”, analisou Melo.

Segundo o cientista político do Insper, Serra estava “mais agressivo do que nos outros debates”. “Ele não tem outra alternativa a não ser roubar os votos dela. Mas é arriscado atacar”, acrescentou Martins, para quem o eleitor identifica o problema da corrupção em governos do PT e do PSDB.

Foi, inclusive, essa a avaliação de Melo quando os casos mais recentes envolvendo os dois candidatos surgiram no debate, ainda no primeiro bloco. “Quem com Erenice fere, com Paulo Preto será ferido”, brincou o analista do Insper, após Serra citar as suspeitas de tráfico de influência envolvendo a ex-ministra da Casa Civil Erenice Guerra. O ataque foi prontamente respondido por Dilma, que lembrou o suposto desvio de recursos de caixa dois da campanha tucana pelo ex-diretor da Dersa Paulo Petro.

Privatizações. No segundo bloco, ganhou força o tema privatizações, que foi puxado pelo próprio tucano, numa clara estratégia de se manter no ataque. Na análise dos cientistas políticos, a tentativa de Serra de criticar uma suposta privatização do pré-sal pelo PT soou esquizofrênica, uma vez que vai contra as bandeiras históricas do PSDB.

“Serra vestiu a carapuça e agora quer ser mais realista que o rei, mais estatista que o PT”, resumiu Melo. “Vai contra a base social do PSDB”, acrescentou. Na opinião do analista, a estratégia não agrega votos a Serra pois “a base social do PT já está com Dilma”.

Evolução. Na avaliação dos dois cientistas políticos, o debate desta segunda consolidou a evolução de Dilma ao longo dos últimos debates. “Eu diria que a novidade é a segurança da Dilma”, disse Martins. “Mas acho que as pesquisas ajudam um pouco”, acrescentou.

Ainda segundo eles, a tentativa de Serra de soar carismático não funciona. “O problema é que o Serra tem um perfil… Ele é a figura racional por excelência. Quando ele faz esse discurso muito emocional, você não o reconhece”, disse Melo, para quem “Dilma tem milhões de defeitos, mas é impressionante como ela aprende rápido”.

Veja os principais trechos da conversa:

00h46 – “Eu diria que a novidade é a segurança da Dilma”, diz Martins. “O problema é que o Serra tem um perfil… Ele é a figura racional por excelência. Quando ele faz esse discurso muito emocional você não reconhece ele”, acrescenta Melo. ”A Dilma tem milhões de defeitos, mas é impressionante como ela aprende rápido”, diz. Martins lembra que Dilma também tem sua história. “Ela também está na luta política há muito tempo”, acrescenta.

00h41 – Martins comenta as considerações finais de Dilma. “O Serra erra na questão das privatizações como a Dilma errou na questão do aborto”, diz ele. “O problema do Serra é que ele não abre mão de nada”, acrescenta Melo.

00h37 – “Ela está firme”, avalia Melo. “Acho que as pesquisas ajudam um pouco”, acrescenta Martins. Analistas respondem o porque da dificuldade de Serra em defender o legado de Fernando Henrique. “Primeiro porque o Serra nunca foi um grande fã do governo Fernando Henrique. Segundo é que as pesquisas mostram que o FHC não é tão popular quanto Lula”, diz Melo. “Ele nem mostrou o FHC quando concorria para sucedê-lo. Agora fica um pouco fora”, diz Martins, que cita os avanços do governo FHC, como a estabilidade econômica e política. Mas há uma crise de identidade na oposição? ”Como fazer oposição a um governo que é tão bem avaliado? Quando você tem pontos que realmente pegam, como a ética, o nepotismo, ele não consegue fazer pegar no eleitorado porque o eleitor sabe que no partido dele tem também”, diz Martins.

00h31 – Melo comenta o esgotamento dos assuntos trazidos por Serra. “O PT teve uma postura olímpica. Tinha os assuntos, mas só precisou usar agora”, diz.

00h29 – Martins repara na fala de Dilma, que diz que Serra é arrogante. Para ele, os estrategistas da campanha identificaram a percepção, disseminada no Twitter, de que o candidato tucano está muito arrogante.

00h20 – “O primeiro bloco foi mais pesado. O segundo bloco teve um grau de agressividade um pouco menor”, diz Melo. “Acho que tudo é muito menos programático do que estratégico”, acrescenta Martins, para quem os candidatos falam para a edição do programa eleitoral. Melo lembra que Serra critica o fato de Lula ter dado continuidade para os programas sociais de FHC, mas está, ao longo da campanha, comprando as bandeiras do PT. O exemplo é o desmatamento zero defendido por Serra. Martins destaca as discussões no Twitter: “Estão falando da arrogância do Serra”, diz.  

00h14 – Martins destaca a escolha do tema ambiental pela Dilma. “Um tema caro à Marina”, diz. Melo acrescenta que que o “PT tem mais identidade com esse setor político do que o PSDB sempre teve”.  “O eleitor de Marina tem várias facetas”, acrescenta Melo. “Tem os evangélicos, as viúvas do PT”, acrescenta Martins. “É um eleitorado multifacetado”, diz Martins.

00h10 – Melo ironiza a crítica de Serra à compra de aviões não tripulados pela PF. “O Serra quer ser mais nacionalista do que o PT”, diz Melo. “É esquizofrênico”, acrescenta Martins. “Vai contra a base social do PSDB”, diz Melo. “E a base social do PT já está com Dilma.” ”Isso é complicado porque no limite pode querer dizer reserva de mercado para a indústria nacional”, conclui.

00h02 – “Serra vestiu a carapuça e agora quer ser mais realista que o rei, mais estatista que o PT”, diz Carlos Melo sobre a defesa da Petrobrás feita por Serra. “A saída (para a carapuça) seria uma construção ao longo da campanha”, diz Melo, para quem a discussão em torno da questão da privatização é ideológica. “Essa é uma estratégia que colou em 2006, mas para a qual o PSDB não tem resposta”, acrescenta Martins. Para ele, Serra insiste na estratégia das privatizações pois esta “colou no primeiro turno”. Ele se refere às contradições da candidata do PT na questão do aborto. Para Melo, o antídoto para o PT é o fato de Serra ter assinado documento dizendo que não deixaria a prefeitura de SP.

23h52 – Martins comenta twit de @alvaro_andrade, para quem “o problema de discutir tráfico de influência é que todos tem problema, então tem que mudar para plano de governo”. “Isso não é uma variável, é uma constante entre os candidatos”, diz Martins sobre a presença do tema tráfico de influência no debate.

23h43 – “Ele foi muito mais agressivo, mas não golpeou a ponto de ela ficar grogue”, diz Melo. Martins vê mais do mesmo. “O que vêm agora? Tudo o que já era esperado veio no primeiro bloco”, diz Martins. Melo acha que é grande a quantidade de pessoas que devem ter desligado o televisor após o termino do primeiro bloco. “No primeiro bloco você tem que mostrar um certo ímpeto”, diz Melo. “Porque a partir de agora, a tendência é audiência diminuir”, continua. “Esse era um debate que foi marcado de última hora”, lembra Martins. Ele critica a falta de aprofundamento dos temas. Melo lembra que nos debates não há uma discussão sobre de onde virá o dinheiro. “Achar que o Congresso vai aprovar o que eles mandarem é uma grande balela”, diz. “E as promessas ainda nem apareceram”, concorda Martins, que destaca o salário mínimo de R$ 600 e a erradicação da miséria.

23h42 – “A maioria do eleitorado é mulher e é pobre, e quem se preocupa com a família é a mulher”, diz Melo. “Mas a eficácia é duvidosa. Quando Serra fala de multirão de varizes, ele erra”.

23h37 – “Quando as pessoas começam a assistir e vêem que os mesmo assuntos começam a ser retomados, o sujeito diz, ‘ah, vou dormir’”, diz Martins. Para Melo, os candidatos sabem que estão falando para um público muito restrito, dado o horário. O assunto saúde ganha força e Serra cita números do setor. “Essa coisa dos números não diz muita coisa. 15 mil consultas por mês quer dizer o quê?”, questiona Martins.

23h30 – Dilma pergunta sobre o ProUni. “Ela coloca a questão que é uma vitrine e vai tentar defendê-la”, diz Martins. O assunto acaba caminhando para o caso do Paulo Preto. Dilma diz que o governo Lula apura seus casos de corrupção. Martins atenta para a estratégia, que já tinha citado anteriormente. Melo chama a atenção para o discurso de Serra, que costuma chamar para si algumas obras. Segundo ele, há pesquisas que mostram que o eleitor vê arrogância nessa postura. “Ele diz eu fiz até para coisas que notadamente não foi ele”, concorda Martins. Serra cita o ex-assessor de Dilma Valter Cardeal, e diz que o governo alemão o investiga. “Agora ela pode falar que o governo francês investiga o caso Alston”, ironiza Martins.

23h23 – Serra pergunta sobre privatizações. “Ele está assumindo a paternidade da privatização do setor de telecomunicações”, diz Melo. “O Serra está mais agressivo do que nos outros debates”, continua. “Ele não tem outra alternativa a não ser roubar os votos dela. Mas é mais arriscado atacar”, responde Martins. Serra cita Erenice Guerra e Dilma responde com Paulo Preto. “Quem com Erenice fere, com Paulo Preto será ferido”, brinca Melo.

23h13 – Começa o debate da Record. Dilma começa perguntando. “Crescimento a taxas chinesas por causa do PAC?”, ironiza Melo. “Cade a pergunta, Dilma?”, diz Martins. Melo comenta o gestuário de Dilma, que aponta para si quando fala do PAC. “Essa é uma tentativa de trazer as obras para o governo”, diz Martins. “No campo da infraestrutura ela se coloca com mais facilidade. Ela cita cidades, ela tem os números na cabeça, porque ela está gerindo isso”, diz. Para Martins, no entanto, o Brasil tem “graves problemas de infraestrutura”.

23h08 – “Maluf fez escola”, diz Melo sobre a prática dos candidatos de não responder às perguntas. ”Nesse sentido, faz falta personagens como Maluf, Brizola, Covas”, continua. “Acho que é uma coisa do marketing político”, diz Martins, para quem é orientação dos próprios marqueteiros a estratégia de responder às perguntas com outros assuntos. “Deixa de ser um debate para ser versões”, diz Melo.

23h05 – Temas que devem permear o debate, segundo os analistas: privatizações, educação e saúde. “O PSDB acusou o PT de não reverter as privatizações”, diz Martis, que vê um debate esquizofrênico na discussão.

23h - “A princípio tem um negócio que se chama vetos cruzados”, diz Melo sobre a presença “O eleitor sabe que de ambas as partes têm problemas”, diz Martins.

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Jair Stangler e Rodrigo Alvares

O penúltimo debate entre os candidatos à Presidência da República, Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB), foi marcado por pesada troca de acusações entre os dois. O encontro na TV Record na noite desta segunda-feira, 25. Questionada sobre sua ex-braço direito Erenice Guerra, a petista afirmou que ‘foi um fato importante’ o depoimento dela e voltou a citar o caso de Paulo Preto, dizendo que o ex-diretor da Dersa “levantou dinheiro público” para a campanha do tucano.

Segundo a petista, Paulo é “braço direito, braço esquerdo e talvez até a cabeça. Ele coordenou os principais projetos do Serra, Rodoanel, Marginal e Jacu-Pêssego. E aí quando cai viga, ele diz que isso é ‘competência”‘. “Ela levanta essa questão para dizer que em política é todo mundo igual. Não é não. Ela teve como braço direito uma senhora, a Erenice, que montou um amplo esquema de corrupção na Casa Civil.” Serra afirmou que Dilma foi testemunha de defesa do José Dirceu no caso do mensalão.

Outro tema destacado pelos oponentes foi a política de privatizações nos governos Fernando Henrique Cardoso e Lula.  Para Dilma, “após a descoberta do pré-sal, o governo suspendeu todos os leilões e que só a Petrobrás tem direito a explorar o pré-sal. A diferença entre nós é que nós acreditamos que o Brasil tem competência para explorar o pré-sal e inclusive a Petrobrás tem condições financeiras para isso, como mostra o grande volume de recursos da capitalização”.

Serra respondeu mencionando concessões de petróleo a 108 empresas, “sendo 53 estrangeiras”. “Acho que a Petrobrás tem de ser fortalecida. Hoje, o Collor comanda operações da Petrobrás. Eu vou reestatizar a Petrobrás, para não servir a interesses de grupinhos”, atacou.

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0h44 - Serra: “Queria agradecer à Record, à candidata Dilma pela presença, e agora a população pode comparar. Essa é uma eleição decisiva. Presidente será a Dilma ou eu. O Lula não estará mais lá. O que eu quero ao Brasil? Eu quero não à intolerância. Quero a união de todos os nossos estados. Sempre fui identificado com todas as regioes do País. Quero um Brasil onde a verdade prevaleça na vida pública. Eu ofereço o meu passado de lutas, como secretário, ministro, prefeito, governador, e juntos vamos chegar a um Brasil mais solidário”. Termina o debate na TV Record.

0h42 - Dilma termina lamentando que por vezes o debate tenha perdido o nível de qualificação que se espera. Destaca o crescimento do País. Fala do crescimento do Sul e do Sudeste e do Nordeste “crescendo a taxas chinesas”. “Quero ser uma servidora do povo brasileiro. Meu olhar principal é para as pessoas. Estou preparada para ser a primeira mulher presidente do Brasil.” Candidata é aplaudida.

0h40 - “A política econômica que a Dilma defende é a dos juros siderais”, responde Serra, que cita a falta de investimentos em transporte coletivo. “Ela confunde formalização com fiscalização de emprego. Não é que gerou 3 vezes mais emprego.”

0h38 - “Uma das principais questões que eu fiz quando fui ministro da saúde no governo FHC foi a criação de empregos. Por outro lado, no que se refere ao futuro é inverter a tendência que a Dilma marcou nesse País, que é a baixa taxa de investimentos do Brasil. Precisa investir na infra-estrutura até para evitar o aumento descontrolado de preços”, replica Serra.

0h36 - Dilma pergunta para Serra sobre política para emprego. “Isso ele não responde”. Cita números do governo Lula e pergunta qual a proposta de Serra para essa área.

0h34 - Dilma: “Você prometeu par ao eleitor paulista. Mais do que prometer, registrou em cartório. Em matéria de proposta, fica muito complicado para você falar qualquer coisa. Aliás, eu nunca fui a favor de tudo do MST. Nós fizemos um programa de eletrificação rural que beneficiou os pequenos agrucultores que os fez sair da idade média. Temos assistência técnica e que vou expandir. O que não é justo é você achar que o MST é questão de polícia”.

0h31 - Serra diz que Dilma é contraditória com relação ao MST e afirma que o governo FHC fez mais pela reforma agrária que o governo Lula. “Uma coisa é a reforma agrária, outra coisa é usar a reforma agrária para a violência, para quebrar a ordem jurídica.”

0h28 - “Candidato, eu não acho que seja excessivo pedir mais humildade da sua parte. Não se governa com desdém. A soberba não conduz a bons resultados. Nós somos a favor da reforma agrária no País. sabemos que o MST tem a sua política e o governo federal tem o dele. Nós não tratamos eles na base do cassetete. Aliás, as invasões de terrras diminuíram no governo Lula e com certeza diminuirão no nosso. Sempre tivemos conflitos, mas sempre estabelecemos diálogos”.

0h25 - Começa o terceiro e último bloco. Cada candidato fará uma pergunta ao outro. O primeiro a perguntar será José Serra. Serra se diz preocupado com o fato do governo dar dinheiro ao MST. “Dilma vestiu o boné e depois tira o boné”. Pede que ela comente sobre isso.

0h24 - A senadora Marta Suplicy (PT), durante o intervalo, avaliou que “o segundo bloco foi ainda pior que o primeiro para o candidato tucano.” Segundo ela, ele está “extremamente agressivo, isso não acrescenta nada para ele. Ele faz um tom de voz para tentar desqualificar. Ela conseguiu explicar a questão da Petrobrás e do pré-sal e ele tentou desqualificar. Ficou ruim para ele. É muita arrogância. É igualzinho a quando ele concorreu comigo”.

0h17 - Serra diz que Dilma está fantasiando e nem lembra dessa época da mudança de nome. Afirma que irá fazer ‘desamatamento zero’ na Amazônia. Diz que é falso que a petista tenha limpado a matriz energética. “Ficou mais suja”, afirmou. Serra acusa ainda o governo de financiar a expansão da pecuária e diz que Dilma foi contra o Brasil participar de fundo internacional contra a mudança climática.

0h16 - Dilma: “Eu queria destacar que nós definimos uma redução até 2020. Integra essa proposta até 80% do desmatamento na Amazônia. Tivemos uma grande queda nos índices do desmatamento. Mantemos toda nossa política de enrgia renovável. Quero dizer que tenho compromisso claro com essas metas que nós assinamos. Além disso, queria destacar, voltando à Petrobrás, que não houve a mudança do nome porque o povo reagiu”.

0h13 - Serra diz não ter ridicularizado nenhum veículo. “O que eu disse é que esse veículo, que a Dilma diz que vai fiscalizar a fronteira, esse veículo não existe, não está funcionando, ninguém sabe como fazer funcionar.” Serra diz ter feito em seu governo no Estado de São Paulo a melhor lei para mudança climática do hemisfério sul, “a terceira melhor do mundo”, segundo ele.

0h12 - Dilma pergunta sobre o desmatamento: “Propusemos metas para o controle da emissão de gases. Quero saber a opinião do candidato Serra sobre o nosso plano para isso”.

0h11 - Dilma se atrapalha ao falar da ‘política para presídios’ e parte da plateia ameaça rir. Ela afirma que é preciso separar os verdadeiros criminosos, as lideranças do crime, da massa carcerária. “Outro problema, muito sério, é o policiamento das fronteiras. Ridicularizar veículos não tripulados é uma tolice. Desprezar a Força Nacional também não é correto.”

0h10 - “A candidata nem refuta que o Collor de Melo comanda a Petrobrás em troca do apoio dele”, diz o tucano. Serra volta a falar na criação do Ministério da Segurança Pública para “tomar conta das nossas fronteiras”. “Eu vou fazer um ministério para cuidar disso de verdade, e não com disco voador”.

0h08 - Sobre segurança, a petista diz que vai aliar ação repressiva, com Pronasci e PAC. Promete valorizar policiais e construir mais presídios de segurança máxima.

0h06 - Dilma se mantém no tema Petrobrás e diz que “o nível de agressão pessoal do adversário é elevado”. Volta a dizer o petróleo do pré-sal é de alta qualidade contra o de baixa qualidade que havia antes. “Não consigo entender porque alguém pegaria um bilhete premiado e jogaria fora”.

0h05 - Serra pergunta a Dilma o que ela pretende fazer sobre segurança pública no Brasil caso seja eleita.

0h03 - Serra, na tréplica: “Dilma diz que eu minto. Ela que é uma profissional nessa área.” Diz que não houve troca de nome e que houve essa ideia de mudar para Petrobrax no governo FHC, mas que isso era uma ideia tola.  Afirma que a Petrobrás fez concessões a 108 empresas, “53 delas estrangeiras”. “Ela inventa, fabula. Como não tem como atingir, pela minha retidão, ela fica inventando coisas.”

0h02 - Dilma: “Você ficou caladinho quando mudaram o nome para Petrobrax. Chegaram a tirar a bandeira da petrobrás. Privatizar a Petrobrás é um absurdo, sim e seu partido quer isso. Você diz que pensa por si só, mas então está no partido errado. Eles querem privatizar o filé da Petrobrás”.

23h59 - Serra: “eu duvido que alguém tenha entendido o que a candidata Dilma diz. Mas  se fosse ver quem privatizou mais, eles fizeram mais de 100 concessões de petróleo. Acho que a Petrobrás tem de ser fortalecida. Hoje, o Collor comanda operações da Petrobrás. Eu vou reestatizar a Petrobrás, para não servir a interesses de grupinhos.”

23h58 - Dilma fala para Serra que “o nosso governo governo criou quase 15 mi de empregos formais. Eu pergunto para o candidato: o que você pretende fazer para não repetir o desastre do governo anterior?”.

23h56 - Serra volta a reclamar do cronômetro, que não aparece para ele. Dilma enaltece a descoberta do pré-sal. “O senhor Serra e o senhor FHC fizeram uma regra para o petróleo de baixa qualidade que havia antes. Quando nós descobrimos o pré-sal, um bilhete premiado, nós mudamos a regra, decidimos que isso era do povo brasileiro, para investir em educação, em cultura.”

23h54 - Quando a Dilma comendava o conselho da Petrobrás, ela entregou a concessão para 108 empresas. Se isso é privatizar, então isso é privatizar petróleo. Eu nem defendi o sistema de concessões no caso do pré-sal. A candidata tem uma certa dificuldade em entender isso porque eu não penso com a cabeça dos outros. Eu não digo trololó quando eu estou irritado, eu digo quando eu acho engraçado”.

23h52 - Segundo Dilma, o pré-sal é um bilhete premiado. Diz que após a descoberta do pré-sal, o governo suspendeu todos os leilões e que só a Petrobrás tem direito a explorar o pré-sal. “A diferença entre nós é que nós acreditamos que o Brasil tem competência para explorar o pré-sal e inclusive a Petrobrás tem condições financeiras para isso, como mostra o grande volume de recursos da capitalização”.

23h51 - Serra: “Dilma tem dito mentirosamente que eu pretendo privatizar o pré-sal. No entanto, ela foi presidente de o Conselho de Adminstração da Petrobrás e entregou-a a 108 empresas estrangeiras”. Serra não consegue terminar a pergunta a pergunta e reclama que não consegue ver o tempo ao mediador.

23h48 - No intervalo, senador Sérgio Guerra (PSDB), repercute o primeiro bloco: “Os temas foram citados sem respostas. Houve acusações no meio, mais da parte da Dilma. Ficou uma conversa meio sem nexo”.

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Fotos: Leonardo Soares/AE

23h42 - Primeiro bloco acaba com aplausos tímidos.

23h40 - “Serra não respondeu se vai pedir pro vice dele para retirar a ação contra o ProUni”, declara Dilma. 23h40 – Na tréplica, Dilma diz que Serra não respondeu se o Serra vai tirar a ação de inconstitucionalidade contra o ProUni. Sobre saúde, Dilma diz que vai ampliar o pronto-atendimento do SUS e que vai criar clínicas especialidades, além de criar o programa “Mãe Cegonha”, para cuidar de mulheres grávidas. Promete um sistema de prevenção e tratamento do câncer espalhado pelo Brasil.

23h37 - “Eu nunca vi viga cair e ser exemplo de gestão”, afirma Dilma, sobre os acidentes durante a construção do Rodoanel em São Paulo. “Todos viram que ela não respondeu a pergunta sobre saúde”, replica Serra, que aproveita para prometer a construção de policlínicas. “Vamos multiplicar os hospitais regionais”, diz o tucano, que promete unidades em diversos estados do Nordeste. “Quanto aos malfeitos, a Dilma está enrolada neles”, finaliza Serra.

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23h36 - Dilma faz graça com o ‘trololó’: “quando ele fica pressionado, ele fala trololó, mas ele está enrolando”. Ainda segundo a petista, Paulo Preto é “braço direito, braço esquerdo e talvez até a cabeça. Ele coordenou os principais projetos do Serra, Rodoanel, Marginal e Jacu-Pêssego. E aí quando cai viga, eles diz que isso é ‘competência’”.

23h35 - Serra diz que está há 40 anos na vida pública e tem uma vida limpa.

23h33 - Serra: “voltando à questão do Paulo Preto, ela levanta essa questão para dizer que em política é todo mundo igual. Não é não. Ela teve como braço direito uma senhora, a Erenice, que montou um amplo esquema de corrupção na Casa Civil.” Serra afirma que Dilma foi testemunha de defesa do José Dirceu no caso do mensalão.

23h31 - Dilma: “A Polícia Civil de SP poderia investigar o fato de que ele foi preso por receptação. A atitude do governo de investigar e punir é que importa. Tem gente que considera a pessoa que fez o malfeito uma coisa boa”.

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23h29 - Serra diz que “essa história do ProUni é outra das enganações  que estão sendo usadas”. Diz que vai manter e aprimorar o programa e acusa o PT de inventar coisas contra ele. Lembra que seu vice, Indio da Costa, trabalhou para aprovar a Ficha-Limpa. Sobre o Paulo Preto, diz considerar o apelido do ex-diretor da Dersa racista e que se tivesse acontecido algum crime seria contra a campanha.

23h28 - Dilma pergunta sobre o a Ação de inconstitucionalidade que o DEM impetrou contra o ProUni. “Essa história de ProUni é outra enganação deles”, responde Serra. “Seja na questão financeira, seja no social, o PT inventa”.

23h26 - Dilma afirma que ‘foi um fato importante’ o depoimento da Erenice e volta a citar o caso de Paulo Preto e diz que o ex-diretor da Dersa levantou dinheiro público. “E voltando ao Nordeste, você realmente não conhece o Nordeste.”

23h25 - Com mensagem subliminar, Serra diz que é “esquisita” parceria do governo petista com Chávez para obras.

23h24 - “Para mim, o problema da candidata é de gestão. Refinarias como ela disse, não existem. A Dilma tem até um certo desdém pelo Nordeste”, diz Serra. “O Brasil ficou atrasado oito anos na banda larga. Todos os países importantes fizeram planos e a Casa Civil não fez”.

23h22 - Dilma diz que vai responder depois e que quem sabe das obras do Nordeste é a população do Nordeste. Diz que banda larga nada tem a ver com telefonia e afirma que 65% das escolas tem banda larga, e só não é mais “porque São Paulo não entrou no programa”.

23h21 - Serra questiona Dilma sobre banda larga, “que agora ela diz que é um grande negócio”.

23h19 - Serra afirma que Dilma não respondeu sua questão e volta a afirmar que o PAC é uma lista. Segundo ele, a Norte-Sul começou no governo Sarney e que a transposição do rio S. Francisco foi definida no governo FHC. “Tem refinarias que nem saíram do chão. Um acordo esquisito com o Chávez. Quando a gente olha caso a caso, ou não se fez, ou é uma fantasia.”

23h17 - “Eu acho, candidato Serra, que você está enrolando”, responde Dilma. “Se eu for eleita, se Deus quiser, eu sei como fazer essas obras. Todas essas quatro refinarias o seu amigo Velloso disse que é um absurdo serem feitas”.

23h15 - Serra diz que o PAC é na verdade uma lista de obras, sem planejamento e entrosamento entre as obras, ‘com índice de realização muito pequeno’. O tucano afirma que a ferrovia Transnordestina foi ideia sua em 2002 e que ficou parada durante todo o governo Lula. “Meu projeto para o Nordeste é um projeto de desenvolvimento, para fazer acontecer. Eu vou tocar e fazer acontecer.”

23h14 - Dilma Rousseff faz a primeira pergunta para José Serra sobre os méritos do PAC e o que o tucano pretende fazer caso seja eleito: “Gostaria de saber seus novos projetos de investimentos para beneficiar o Nordeste”.

23h12 - O mediador Celso Freitas começa o debate na TV Record. No primeiro bloco, cada candidato fará duas perguntas alternadamente.

22h42 - O ex-ministro de Assuntos Estratégicos Mangabeira Unger e o candidato a vice-presidente na chapa de Dilma Rousseff, Michel Temer, também estão presentes na emissora. Temer disse acreditar que a candidata vai ‘puxar pelo pragmático’. Segundo ele, não interessa nenhum dos dois polemizar e disse que José Serra vai mencionar questões como o incidente ocorrido no Rio de Janeiro, no qual  o tucano atingido por um objeto. “Esse negócio de bolinha de papel e rolo de fita, eu não acredito que ele vai usar isso”, disse o candidato a vice.

22h40 - A senadora eleita por São Paulo, Marta Suplicy (PT), disse não ter expectativas sobre o debate. Segundo ela, o debate tem vida própria. A senadora também comentou a denuncia da revista Veja, segundo a qual o atual secretario nacional de Justiça  Pedro Abramovay teria reclamado de ordens de Dilma Rousseff para produzir dossiês. “É uma vergonha, desta vez a Veja extrapolou”, afirmou.

22h38 - Aloysio Nunes (PSDB), senador eleito por São Paulo, chegou à TV Record e disse que, da parte de Serra, espera um debate de propostas. Da parte da candidata Dilma, espera as mentiras que tem falado por parte da campanha petista. “Inclusive a candidata adversária já falsificou o currículo três vezes”, disse. O tucano não quis responder sobre as novas denuncias de Paulo Preto que segundo as quais o ex-diretor da Dersa seria que a empresa que tem como sócios o genro e a mãe dele faria fornecimento para a Dersa e devolveu a acusação dizendo que o PT ainda não explicou de onde veio o dinheiro dos aloprados.

22h07 - Movimentação na TV Record é principalmente de jornalistas. Mas alguns políticos já começam a chegar. O governador reeleito de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), já está no local. Quem também se encontra no local é Levy Fidélix (PRTB), que, sem ser incomodado pelos repórteres, delicia-se com os quitutes oferecidos no coquetel para imprensa e convidados.

No penúltimo debate da campanha eleitoral – marcado para as 23 horas desta noite, na TV Record -, Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) vão trocar alfinetadas sobre montagem de dossiês e denúncias de corrupção. Embora os dois candidatos à Presidência garantam que estão interessados apenas na apresentação de propostas, as equipes preparam a dupla para um duelo.

“O estilo de quem é do mal é justamente de quem diz que é do bem. Nós batemos na política e nosso adversário, na baixaria”, afirma o secretário de Comunicação do PT, deputado André Vargas, numa referência ao jingle “Serra é do bem”. “Vamos ser incisivos quando precisar. Se quiserem discutir problema de corrupção, vamos discutir. Aliás, tomara que apareça essa questão de dossiê, pois vamos mostrar a guerra entre tucanos.”

Serra, por sua vez, usará o escândalo para alvejar Dilma, alegando que a quebra do sigilo dos tucanos foi ordenada por um grupo de inteligência da campanha petista. “Mas o confronto será na base da civilidade”, diz o senador Sérgio Guerra (PE), presidente do PSDB e coordenador da campanha de Serra.

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