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Denise Madueño, de O Estado de S.Paulo, e Eduardo Bresciani, do estadão.com.br

BRASÍLIA, 2 – O ministro da Agricultura, Wagner Rossi vai depor na quarta-feira, 3, na Comissão de Agricultura da Câmara sobre as denúncias de suposto uso partidário do PMDB e do PTB em sua pasta. A informação é do líder do PT na Câmara, Paulo Teixeira (SP). Ele disse que o ministro vai apresentar seus argumentos que, no entendimento do líder petista, têm sido consistentes e convincentes até agora.

PPS protocola requerimento para TCU fazer auditoria na Conab

O ex-diretor da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Oscar Jucá Neto, denunciou, em entrevista à revista Veja no último final de semana, que o PMDB transformou a Conab e o Ministério em uma central de negócios partidários e que há corrupção na estatal e bandidos na pasta.

O PMDB montou a estratégia, em acordo com o governo, de levar o ministro o mais rápido possível ao Congresso para dar explicações, na tentativa de abafar a crise. O próprio líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves, havia declarado que teria a iniciativa de apresentar o requerimento, convidando o ministro.

A estratégia dos governistas de levar Rossi ao Congresso visa reduzir os danos provocados pelas acusações feitas por Oscar Jucá Neto. A expectativa é que o ministro tenha um desempenho capaz de encerrar o assunto. A intenção é evitar o que aconteceu no caso de Antonio Palocci, que evitou dar explicações sobre as denúncias publicadas contra ele e acabou ficando com sua situação insustentável na Casa Civil.

O depoimento foi marcado sem que sequer tenha sido votado um requerimento solicitando a presença de Rossi. O pedido para o depoimento será votado só na quarta-feira e a audiência acontecerá em seguida.

Reportagem publicada esta semana pela revista Veja traz entrevista com o ex-diretor financeiro da Conab, Oscar Jucá Neto, irmão do líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR). Na matéria, Jucazinho, como é conhecido, afirma que há um consórcio entre o PMDB e o PTB para controlar a estrutura do ministério e arrecadar dinheiro. Ele foi exonerado na semana passada. À presidente Dilma Rousseff, o senador pediu desculpas pelas denúncias do irmão.

Na segunda-feira, 1º, o ministro da Agricultura, Wagner Rossi, negou as acusações do ex-diretor da Conab. Ele as classificou de “mentiras deslavadas”.  Nesta terça, o vice-presidente da República, Michel Temer, convidou políticos aliados do PMDB para um almoço no Palácio do Jaburu para falar sobre a crise. Rossi é indicação de Temer no cargo.

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Agência Brasil

O PPS protocolou nesta terça-feira, 2, requerimento na Câmara que pede ao Tribunal de Contas da União (TCU) uma auditoria e investigação da denúncia de corrupção envolvendo o Ministério da Agricultura e a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O documento foi entregue à Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Casa.

O líder do partido na Câmara, Rubens Bueno (PR), disse que essa é mais uma forma de a oposição apurar as diversas denúncias de corrupção no governo. “Já tivemos denúncias na Casa Civil, Ministério do Turismo, Ministério dos Transportes e agora o da Agricultura”, disse. “Queremos uma investigação para criar um novo modelo de gestão que aprecie a ética pública”, completou.

Reportagem publicada esta semana pela revista Veja traz entrevista com o ex-diretor financeiro da Conab, Oscar Jucá Neto, irmão do líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR). Na matéria, Jucazinho, como é conhecido, afirma que há um consórcio entre o PMDB e o PTB para controlar a estrutura do ministério e arrecadar dinheiro. Ele foi exonerado na semana passada. À presidente Dilma Rousseff, o senador pediu desculpas pelas denúncias do irmão.

O requerimento ainda precisa ser aprovado pela Comissão de Fiscalização para que o TCU possa efetivar a auditoria pedida pelo PPS. O líder disse ainda que a oposição vai insistir na instalação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito sobre a corrupção no governo de modo geral. “Já temos 27 assinaturas no Senado e diversos deputados interessados”, comentou.

Nesta segunda-feira, 1º, o ministro da Agricultura, Wagner Rossi, negou as acusações do ex-diretor da Conab. Ele as classificou de “mentiras deslavadas”.  Nesta terça, o vice-presidente da República, Michel Temer, convidou políticos aliados do PMDB para um almoço no Palácio do Jaburu para falar sobre a crise. Rossi é indicação de Temer no cargo.

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