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O Estado de S.Paulo

O Tribunal Regional Federal da 1.ª Região (TRF-1) autorizou o retorno das visitas de Andressa Mendonça ao companheiro, Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, preso há mais de seis meses na Penitenciária da Papuda, em Brasília.

A desembargadora federal Mônica Sifuentes, que também compõe a Turma, salientou – e os demais concordaram – que a visita íntima é direito do preso e que este não lhe pode ser retirado. Contudo, Andressa continua impedida de manter contato com outros réus da Operação Monte Carlo, que investigou o esquema de jogos comandado por Cachoeira em Goiânia.

O tribunal julgou ainda recurso da defesa de Andressa, suspeita de chantagear o juiz Alderico Rocha Santos para que ele revogasse a prisão do marido. Foi-lhe dado habeas corpus para que tenha acesso ao Fórum da Justiça Federal de GO.

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O Estado de S. Paulo – Atualizado às 20h52

O contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, tem 10 dias para a apresentar nova defesa ao processo da Operação Saint Michel. Após Márcio Thomaz Bastos deixar o caso, Cachoeira permaneceu calado durante a sessão.  Rafael Tucherman, advogado do escritório de Bastos, acompanhou a audiência.

O empresário chegou na tarde desta quarta-feira,1,  à Quinta Vara Criminal de Brasília para prestar depoimento. Estava acompanhado de dois advogados e policiais federais. Abatido, entrou para a sala de audiências sem falar com os jornalistas.

Carlinhos Cachoeira seria ouvido no processo que apura a tentativa de fraude em licitação para fornecimento de bilhetes eletrônicos para o transporte urbano no Distrito Federal. A audiência ocorreu sem o acesso da imprensa.

Além de Cachoeira, sete pessoas são investigadas nesse processo. Entre eles está o ex-diretor da empresa Delta Construções Cláudio Monteiro.

Com informações da Agência Brasil

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estadão.com.br

Wilder Morais (DEM-GO), que assumiu nesta sexta-feira, 13, a vaga do senador cassado, Demóstenes Torres, negou em sua página no Twitter que foi indicado por Carlinhos Cachoeira para assumir a suplência.

Wilder afirmou em seu perfil que o áudio exibido pela imprensa, em que há conversa entre ele e o contraventor, é um fragmento de um diálogo, no qual ele discute sua separação da mulher e, caso fosse divulga a íntegra, “a interpretação dos fatos certamente seria outra”.

O novo senador também tuitou que vai “honrar Goiás e o Brasil” em sua atuação como parlamentar.

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Agência Câmara

O Conselho de Ética da Câmara se reunirá nesta quarta-feira, 4, para decidir se abre ou não processo contra o deputado Delegado Protógenes (PC do B-SP), acusado pelo PSDB de ligação o contraventor Carlos Cachoeira, em razão conversas (gravadas pela Polícia Federal) que manteve com o ex-sargento da Aeronáutica Idalberto Matias de Araújo, o Dadá, considerado o “araponga” do esquema.

O relatór da representação, deputado Amauri Teixeira (PT-BA), apresentou parecer preliminar em que pede a abertura de processo, para que sejam aprofundadas as investigações sobre as relações do parlamentar com  Dadá.

Escutas da Polícia Federal feitas durante a Operação Monte Carlo flagraram Protógenes dando orientações a Dadá sobre como agir para embaraçar a investigação da Operação Satiagraha na corregedoria do órgão. Amauri Teixeira considerou que há fatos que requerem apuração aprofundada. O caso foi mostrado pelo Estado, em maio. Na ocasião, o deputado negou envolvimento com o esquema do contraventor.

“Opinei pelo aprofundamento da investigação. Por enquanto, não está claramente caracterizada a quebra do decoro, mas temos que dar sequência à investigação”, afirmou o parlamentar.

Somente se o relatório de Amauri Teixeira for aprovado é que será aberto o processo por quebra de decoro parlamentar contra Protógenes no Conselho de Ética. O julgamento estava previsto para o dia 13 de junho, mas foi adiado por pedido de vista de vários deputados.

 

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O prefeito de Palmas (TO), Raul Filho (PT), aparece em vídeo fazendo negociações de campanha com o contraventor Carlinhos Cachoeira. As imagens foram encontradas durante a Operação Monte Carlo, da Polícia Federal, mesma que prendeu Cachoeira, e foram divulgadas pelo programa Fantástico nesse domingo, 1º.

Na conversa de quase 1 hora, ocorrida em 2004, Raul Filho oferece cargos no governo a pessoas ligadas a Cachoeira em troca de recursos para sua campanha à Prefeitura. “Eu posso falar que dou uma posição para você no show. E tem como disponibilizar uma verba aí. Aí você vê com o Alexandre aí. Qual o nicho que a gente pode participar posteriormente”, disse Cachoeira ao prefeito.

De acordo com a reportagem, semanas depois, o contraventor se reuniu com um suposto assessor do prefeito para discutir valores (R$ 150 mil) e a forma de pagamento.

À reportagem, a assessoria de imprensa da Prefeitura de Palmas informou não ter localizado Raul Filho para comentar as denúncias.

 

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estadão.com.br

O suposto encontro em que o ex-presidente Lula e o ministro do STF Gilmar Mendes teriam conversado sobre o julgamento do mensalão tornou públicas viagens que o ministro fez em aeronaves cedidas por autoridades políticas. Nessa terça-feira, 29, ao comentar novamente o encontro com Lula, Gilmar Mendes admitiu que por duas vezes viajou em aviões cedidos pelo senador Demóstenes Torres (sem partido-GO). O ministro, no entanto, negou viagens em aeronaves de Carlinhos Cachoeira. Diante disso, o Estadão.com.br quer saber:

Você acha ético ministros do STF usarem aviões cedidos por autoridades?

  • Não (84%, 1.344 Votos)
  • Sim (16%, 252 Votos)

Total de votantes: 1.595

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Michel Temer, vice-presidente da República e um dos principais líderes do PMBD, defendeu na terça-feira, 8, o governador do Rio, Sérgio Cabral, no caso da CPI do Cachoeira, que envolve políticos supostamente ligados ao contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira.

Temer disse ao jornal Folha de S. Paulo não ver razões para que Cabral seja convocado para depor na CPI que investiga as relações do contraventor.

Em incursões a outros países, Cabral foi fotografado e filmado com o amigo Fernando Cavendish, controlador da construtora Delta, investigada na CPI do Cachoeira. Além disso, o governador do Rio teria jantado com o colega em outra ocasião.

Para Temer, não há a necessidade que Cabral explique melhor sua relação com Cavendish dentro da CPI. “Me parece que chamar o Sérgio Cabral porque ele jantou com um empreiteiro, ou jantou com secretários ou o que seja… Só se a ilegalidade for jantar com um empreiteiro. Se isto for legal, muito bem. Não me parece”, disse o vice-presidente.

Além de Cabral, outros dois governadores podem ser chamados para depor na CPI do Cachoeira – o do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT), e o de Goiás, Marconi Perillo (PSDB).

ESPECIAL: Tudo sobre a CPI do Cachoeira

 

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Agência Senado

O Conselho de Ética do Senado realiza reunião administrativa na manhã desta quinta-feira, 26. No quinto encontro do colegiado neste ano, os parlamentares devem apreciar requerimentos relativos à representação do PSOL contra o senador Demóstenes Torres (sem partido-GO), acusado de envolvimento com o empresário Carlinhos Cachoeira.

Na noite de dessaquarta-feira, 25, o Conselho recebeu a defesa prévia do senador. O documento com 61 páginas foi entregue pelo advogado Antônio Carlos de Almeida Castro.

Demóstenes pede que o Conselho aguarde a manifestação do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a validade das escutas telefônicas de conversas entre ele e o contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira.

Além de sustentar a ilegalidade das escutas, o senador argumenta também que a representação do PSOL é inepta por se basear em matérias jornalísticas e pede ao conselho de Ética que aguarde as conclusões da comissão parlamentar mista de inquérito que vai investigar o caso.

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Bruno Boghossian, do estadão.com.br

O presidente nacional do PSDB, deputado Sérgio Guerra, defendeu a realização de um “pente fino” nos contratos firmados entre a construtora Delta e o governo federal. A empresa ficou sob suspeita depois que parte de seus representantes foi citada em telefonemas do contraventor Carlinhos Cachoeira.

“Há muita investigação do Tribunal de Contas (da União) que precisa ser levantada. Há muita obra em andamento que precisa ser vista. Não se pode interrompê-las simplesmente de maneira impensada, mas é preciso uma investigação, um pente fino na questão da Delta”, disse Guerra. “Foi uma empresa que cresceu de forma absolutamente não explicada em alguns campos de operação. Não é coisa pequena, é coisa grande.”

Guerra afirmou que o PSDB apoia investigações em todos os Estados, mesmo que sejam governador por políticos de sua legenda.

“O PSDB é a favor de que a investigação do caso Cachoeira se processe em qualquer lugar, em qualquer circunstância, sobre qualquer partido”, afirmou.

 

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Estadão.com.br

A defesa do contraventor Carlinhos Cachoeira pretende usar o vínculo com o senador Demóstenes Torres (sem partido) para tentar anular na Justiça a investigação da Operação Monte Carlo, da Polícia Federal. Pelos argumentos dos advogados de Cachoeira, a investigação envolve um parlamentar e por isso deveria passar pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Ou seja, por Demóstenes ser congressista e ter foro privilegiado, as provas obtidas com autorização da Justiça de 1ª instância não teriam validade. O parlamentar responde por quebra de decoro parlamentar no Conselho de Ética do Senado.

Segundo reportagem da Folha de S.Paulo, é a primeira manifestação oficial do contraventor no caso. No pedido protocolado na 11ª Vara Federal de Goiás, além de pedir a anulação das provas, a defesa de Cachoeira contesta as acusações do Ministério Público. O documento é assinado pelos dois advogados de Cachoeira, Marcio Thomaz Bastos e Dora Cavalcanti.

A manifestação que Cachoeira usa é a mesma de Demóstenes para anular a investigação. Caso seja bem sucedida, a manobra da defesa de Cachoeira pode representar obstáculos para a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) recém criada para investigar os tentáculos do contraventor, já que as interceptações telefônicas que evidenciaram ligações diárias entre Demóstenes e Cachoeira são o principal fator que motivou a criação da CPI.

O Ministério Público trabalha para evitar a anulação das provas sustentando que Demóstenes não era o objeto de investigação e que seu nome surgiu por acaso. A defesa, no entanto, diz que em agosto de 2011, o juiz pediu à PF um relatório com o envolvimento de políticos com foro privilegiado.

No exterior. Na investigação, a PF diz ainda que o grupo de Cachoeira tinha empresas no exterior para a prática de lavagem de dinheiro. O grupo teria criado um site de jogos online em sociedade com o argentino Roberto Coppola, que auxiliou o grupo a criar empresas no Uruguai e na Argentina. A PF identificou um esquema para cadastrar clientes de bingos clandestinos em Brasília para jogar nesse site. A comissão para cada jogador cadastrado daria ao interceptador 40% do arrecadado. Um navio cassino ancorado em Palm Beach, na Flórida, também seria usado no esquema de jogos ilegais.

A PF encontrou também indícios de uso de empresas fantasmas em Foz do Iguaçu (PR) para a lavagem de pelo menos US$ 500 mil em 2010. A fonte pagadora era a Alberto e Pantoja, empresa que recebia recursos da Delta.

 

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