da Agência Estado
A Câmara Municipal de São Paulo terá, até dezembro, auditório com cobertura retrátil para 302 pessoas e um conjunto com café e museu. É o que prevê a licitação de R$ 9,3 milhões pra reforma da Casa, aberta pela Mesa Diretora na quinta-feira passada.
Em duas décadas, esta será a primeira grande reforma do Palácio Anchieta, sede do Legislativo paulistano desde 1969. Todo o pavimento térreo também será reformado. A biblioteca da Câmara, que contém um dos maiores acervos sobre a história de São Paulo, vai ser transferida do segundo andar para o térreo, ao lado da entrada.
“Precisamos mostrar para as mais de 4 mil pessoas que entram todos os dias aqui o rico acervo da nossa biblioteca. E também dar um aspecto de movimentação para a Casa. Os vãos livres da entrada e o pé direito alto dão a impressão de que a Casa está meio vazia”, argumentou o vereador Claudio Prado (PDT), segundo vice-presidente da Mesa Diretora.
Na biblioteca da Câmara, estão todas as atas das sessões realizadas pelos vereadores desde 1572. Em agosto, o Legislativo paulistano completa 451 anos. Na reforma, a maior intervenção será no Auditório Freitas Nobre, localizado também no térreo. Com novo piso e cobertura, o auditório vai estar apto para receber filmes e peças de teatro, segundo Prado. “A intenção é trazer a população para a Câmara. Teremos um dos melhores auditórios da cidade”, diz o vereador.
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A assessoria de imprensa do vereador Netinho de Paula (PCdoB) divulgou nota no fim da tarde desta quinta-feira em que diz que ele “está tranquilo, pois não cometeu nenhuma irregularidade”. Conforme divulgado pelo estadão.com.br, um relatório que pedia punição do vereador por quebra de decoro parlamentar, crime no desempenho do mandato e abuso das prerrogativas do cargo foi aprovado na Câmara Municipal.
Netinho, que é pré-candidato à Prefeitura de São Paulo em 2012, é investigado por supostamente ter utilizado notas frias para justificar seus gastos de gabinete – o caso foi revelado pelo Estado em abril de 2010.
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Leia a íntegra da nota:
“Com referência à notícia publicada hoje, 2 de junho de 2011, sobre a possibilidade de o vereador Netinho de Paula ser processado por quebra de decoro parlamentar, temos o seguinte a esclarecer:
1- Não existe um processo em andamento na Câmara Municipal de São Paulo. O que há é um procedimento preliminar, voltado à análise da admissibilidade de um processo perante a Corregedoria da Casa para analisar prestação de contas de verbas de gabinete do vereador.
2- O Plenário da Câmara irá votar, sem data prevista, a possibilidade ou não de admissibilidade do documento da Corregedoria.
3- Esse procedimento preliminar, em caso de aceitação de continuidade de investigação no Plenário da Câmara, não tem como punição a cassação.
Diante do acima exposto, acreditamos que o conteúdo da notícia publicada não corresponde à verdade dos fatos e do processo legislativo. O vereador paulistano Netinho de Paula, do Partido Comunista do Brasil, estranha a divulgação precipitada de tal informação, que prejudica sua imagem pública e não leva esclarecimento algum à população paulistana. Estranha ainda mais que essa notícia seja veiculada logo depois da divulgação de pesquisa de intenção de votos realizada na capital e que o coloca como um dos principais nomes para a disputa da Prefeitura de São Paulo no próximo ano.
O vereador Netinho de Paula acredita nas instituições, está tranqüilo, pois não cometeu nenhuma irregularidade, e divulga esta nota em respeito aos cidadãos paulistanos e aos sete milhões e oitocentos mil eleitores que nele votaram na eleição para o Senado, em 2010.”
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André Mascarenhas, do Estadão.com.br
O líder do PSDB na Câmara Municipal de São Paulo, Floriano Pesaro, disse nesta quinta-feira, 6, trabalhar confiante para que três dos seis vereadores que deixaram a sigla na capital retornem para o partido. Os alvos da investida são os vereadores Dalton Silvano, Souza Santos e Juscelino Gadelha.
“Trabalho com a orientação expressa do governador. E posso dizer que estou confiante”, disse Floriano durante evento de lançamento de livro em homenagem a Mário Covas.
Como incentivo, o governador poderia oferecer em troca apoio para as eleições do ano que vem, a divisão da autoria de obras de interesse dos vereadores e a antecipação de investimentos.
“A determinação de Alckmin é para que tratemos os vereadores como se fossem deputados distritais da capital”, acrescentou o vereador.
Na opinião de Floriano, embora as perdas tenham sido significativa para o partido, as defecções abrem espaço para novas lideranças. Ele citou o exemplo de Zuzinha Covas, filho do ex-governador, que deve se candidatar a vereador em São Paulo no ano que vem.
Infidelidade. Nesta quarta-feira, 4, os vereadores apresentaram suas cartas de desfiliação. De acordo com o líder do PSDB na Câmara, o partido estuda se irá pedir a cassação do mandato dos parlamentares.
Tags: Câmara Municipal, Dalton Silvano, Floriano Pesaro, Juscelino Gadelha, São Paulo, Souza Santos
Diego Zanchetta, de O Estado de S. Paulo
Eleito para a presidência da Câmara Municipal de São Paulo com o apoio do prefeito Gilberto Kassab (DEM), José Police Neto afirmou ao Estado que não vai deixar o PSDB. Ele diz que fica para reorganizar o partido na capital. “Eu fico no PSDB, não vou para nenhuma outra sigla”, declarou o tucano, um dos quadros jovens do partido na capital. Police Neto trabalha para tentar articular sua candidatura a prefeito pelo partido.
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De olho na disputa ao governo do Estado em 2014, Kassab vem negociando sua mudança de partido desde o ano passado, mas teria optado por criar nova sigla, que se chamaria Partido Democrático Brasileiro (PDB).
O prefeito já contratou dois escritórios de advocacia especializados em legislação eleitoral e está avaliando vantagens e as desvantagens da criação de uma nova legenda. Kassab já foi alertado, por exemplo, que ficará sem tempo de televisão até eleger seus primeiros deputados federais e sem recursos do fundo partidário, o prefeito foi aconselhado a equacionar o problema através de coligações nas próximas eleições. Ainda nesta semana, um grupo de assessores se reunirá para concluir o estatuto do novo partido.
Tags: Eleições, Gilberto Kassab, PDB, Police Neto, PSDB
André Mascarenhas
Em meio à indefinição sobre o futuro político do prefeito Gilberto Kassab, os vereadores do PSDB em São Paulo indicaram no início desta semana, por aclamação, o vereador Floriano Pesaro para liderar a bancada do partido na Câmara Municipal. O objetivo é unir as alas serristas e alckmistas da sigla para as eleições municipais de 2012.
A decisão foi tomada após uma reunião entre tucanos próximos a Geraldo Alckmin e o presidente da Câmara Municipal, vereador José Police Neto. Nas palavras de um tucano que participou das conversas, Floriano tem uma “excepcional relação” com o governador, além de ter trabalhado para José Serra na prefeitura e manter proximidade com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.
A avaliação é de que o sucesso do PSDB nas eleições de 2012 depende de uma bancada de vereadores coesa. “Acho que os vereadores deram uma demonstração de união, e a unidade do PSDB é fundamental para o sucesso do partido em 2012″, disse Floriano ao Radar Político nesta quinta-feira, 10.
O aceno em direção ao governador veio após mais um afago de Alckmin no grupo ligado a Serra. Na semana passada, Alckmin indicou o deputado estadual Samuel Moreira, um aliado de Serra, para a liderança do governo na Assembleia Legislativa. Embora tenha gerado protestos entre alguns deputados, a escolha foi vista como estratégica para manter o partido unido em torno do projeto do governador. “Temos que olhar para o futuro”, disse uma fonte próxima a Alckmin.
As articulações devem garantir ao governador o comando do PSDB no processo de escolha do candidato tucano à prefeitura de São Paulo. Para tanto, ele espera eleger seu secretário de Gestão Pública, Julio Semeghini, para a presidência municipal do partido em março. Enquanto isso não acontece, Alckmin vai dando as cartas nos bastidores.
Tags: eleições 2012, Floriano Pesaro, Geraldo Alckmin, Gilberto Kassab, José Serra, PSDB
André Mascarenhas
O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, almoçou hoje com líderes do PSB, PC do B e PDT para discutir seu futuro político e o apoio desses partidos à consolidação de uma “terceira via” política no Estado que se contraponha à polarização entre PT e PSDB. Para acomodar os novos aliados, Kassab teria sinalizado com uma reformulação em seu secretariado a partir de janeiro.
As assessorias do deputado federal Aldo Rebello (PC do B) e dos presidentes paulistas do PSB, Márcio França, e do PDT, Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força, confirmaram a reunião, sem dar detalhes do encontro. O próprio prefeito paulistano, ao ser questionado sobre o compromisso, desconversou e disse que discutiria “assuntos da cidade” com os líderes partidários.
Conforme afirmou um interlocutor do grupo político – que pediu para não se identificar -, para escapar da polarização entre PSDB e PT em São Paulo, Kassab estaria não só disposto a liderar políticos de PSB, PC do B e PDT como também adiantou que se filiará ao PMDB no ano que vem.
De acordo com outra fonte com acesso ao teor das conversas, o almoço de hoje é o primeiro de uma série de encontros programados para os próximos meses. Nele, Kassab deixou clara sua disposição em compor um bloco de centro-esquerda com os três partidos com vistas às eleições de 2012 e 2014. Ainda segundo a fonte, Kassab garantiu estar com “um pé no PMDB” e disse esperar uma “reforma política” no início do ano que vem para mudar de partido sem correr o risco de ter o mandato cassado por infidelidade partidária.
O prefeito afirmou ainda que está “equidistante” com relação a PT e PSDB, o que lhe capacitaria a recompor forças com mais facilidade. “É uma mudança que certamente vai chacoalhar muitas prefeituras no Estado”, observou França, prevendo uma debandada de quadros do PSDB e do DEM para um futuro PMDB com Kassab.
Câmara Municipal. Segundo interlocutores do prefeito ouvidos pelo Radar Político, a discussão do futuro político de Kassab passa pela disputa da Mesa Diretora da Câmara Municipal, que esquentou nos últimos dias depois que Kassab anunciou apoio ao candidato do PSDB, vereador José Police Neto. Com a manobra, Kassab deve conseguir viabilizar o tucano, para desespero de membros de seu atual partido, o DEM, que articulam o nome do vereador Milton Leite para o cargo.
“É para discutir o futuro dele [Kassab], o que inclui a Mesa Diretora da Câmara”, disse um aliado do prefeito em relação às conversas de hoje com líderes dos três partidos. De saída do DEM, Kassab tenta com o apoio ao candidato do PSDB fazer uma demonstração de força política e, ao mesmo tempo, ter alguém de sua confiança na presidência da Câmara. O PC do B, de Aldo Rabello, já teria fechado apoio ao prefeito.
Nos bastidores, o que se calcula é que a vitória de Milton Leite tornaria a vida de Kassab na Câmara mais difícil. Embora o vereador seja do mesmo partido do prefeito, a relação de Kassab com o DEM se deteriorou nas últimas semanas, depois que vieram à publico suas articulações para ingressar no PMDB. Além disso, Milton Leite é o candidato do chamado “centrão”, grupo que acumula grande poder dentro da Câmara Municipal e que poderia impor derrotas ao prefeito na Casa.
“É melhor para o Kassab lidar com esse grupo do que com o grupo do centrão. Eles são muito duros”, disse um interlocutor de tucanos na Câmara, em referência à aproximação entre Kassab e os partidos de esquerda.
Nas últimas semanas, o prefeito tem articulado sua saída do DEM com o objetivo de se viabilizar candidato ao governo de São Paulo em 2014. Pelos cálculos do prefeito, sua permanência no DEM tornaria esse plano inviável, já que o vice do governador eleito Geraldo Alckmin, candidato natural à reeleição, é Afif Domingos – uma das principais lideranças do DEM em São Paulo.
Colaborou Rodrigo Alvares
Tags: Aldo Rebello, Gilberto Kassab, Márcio França, Paulinho da Força, PC do B, PDT, PSB, terceira via
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