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André Mascarenhas, do Estadão.com.br

SÃO PAULO – Prestes a realizar mais uma importante convenção sem um consenso claro sobre a divisão dos cargos na executiva estadual, caciques do PSDB de São Paulo procuraram demonstrar unidade por ocasião do lançamento de um livro em homenagem a Mário Covas nesta quinta-feira, 5, na capital. Apesar do impasse, os dirigentes utilizaram a mesma linguagem para assegurar que o partido está unido em torno de um projeto nacional.

Líderes de grupos antagônicos dentro do partido, o governador do Estado, Geraldo Alckmin, e o ex-governador José Serra tinham na ponta língua os êxitos tucanos das eleições de 2010. Próximo a Serra, o senador Aloysio Nunes Ferreira também não deixou de fazer referência ao capital eleitoral do partido. Em todos os discursos, o subtexto era o mesmo: as disputas internas são um processo natural, que apenas fortalecem o PSDB.

A eleição de oito governadores, os 44 milhões de votos obtidos por Serra e a vitória em 11 estados do candidato tucano foram lembrados pelos três caciques, e reforçados por “peixes” menores que circularam pelo Museu da Casa Brasileira, onde foi realizado o evento. O objetivo era reforçar a ideia de que, apesar das divergências, o PSDB é um partido forte, de bons quadros e que sempre obteve vitórias no Estado.

“Nós elegemos o maior número de governadores do País. Oito governadores. Foi o partido que mais elegeu governadores. Nosso candidato à Presidência da República teve mais de 44 milhões de votos. Ganhou a eleição em 11 estados brasileiros”, afirmou Alckmin ao ser questionado sobre o momento turbulento por que passa a legenda. “Elegemos oito governadores, tivemos 44 milhões de votos. Representamos uma parcela grande da população brasileira”, disse Serra noutra ocasião.

“O PSDB de São Paulo é um partido vitorioso, que só ganha eleição, um partido que elegeu de novo o governador Alckmin, que me elegeu senador, que deu a vitória a Serra (no Estado) e que elegeu uma grande bancada de deputados”, reforçou Aloysio num momento distinto.

De acordo com um secretário de Alckmin, a ênfase nas vitórias da legenda não é mera coincidência. “Eles, evidentemente, afinaram o discurso”, assegurou.

Convenção. Apesar do tom de unidade, tucanos que participaram do evento admitiram que permanece incerta a composição do novo diretório estadual da sigla. Segundo membros do governo paulista, Alckmin e Serra trabalham nos bastidores para que o partido caminhe com uma chapa única para convenção do próximo sábado, 7. Não há nenhuma garantia, no entanto, de que o atual secretário-geral do partido, Cesar Gontijo, retire sua candidatura à reeleição para atender à reivindicação da bancada dos deputados federais, que quer emplacar um dos seus no cargo.

Enquanto os parlamentares argumentam que aceitam a indicação de seus colegas estaduais, que ungiram o deputado Pedro Tobias para a presidência, desde que o deputado federal Vaz de Lima seja apoiado para a secretaria geral, Gontijo trabalha para se manter no cargo. Nesta quinta, ele fez circular entre os integrantes do partido e-mail com pedido de votos para sua candidatura na convenção.

O próprio Alckmin não exigiu que Gontijo retirasse sua candidatura. “O governador não está fomentando a candidatura, mas também não falou para ele desistir”, disse um tucano próximo a Alckmin.

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Andrea Jubé Vianna, da Agência Estado

“A farra acabou, a conta chegou”, definiu o senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) sobre o detalhamento dos cortes orçamentários divulgado nesta segunda-feira, 28, pelo governo federal. Para o tucano eleito por São Paulo, o governo excedeu-se nos gastos no período eleitoral, a fim de garantir a eleição da candidata governista, e agora precisa reduzir investimentos.

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Despesas obrigatórias serão reduzidas em R$ 15,8 bilhões, diz Mantega

Aloysio citou a Medida Provisória 503, que será votada nesta terça-feira, 1º de março, no Senado, para criticar a falta de critérios do governo na aplicação dos recursos públicos. A MP reforça em R$ 30 bilhões o capital do BNDES. “São recursos captados pelo Tesouro pela taxa Selic para que o BNDES empreste a juros de pai para filho para as empresas privadas. Isso é uma sangria do dinheiro público”, criticou.

O tucano ponderou que o governo poderia cortar outras despesas sem prejudicar investimentos, como na área de infraestrutura e educação. Ele voltou a criticar a estrutura da administração pública federal, “inchada com 37 ministérios, e a presidente Dilma ainda anunciou mais um”, lembrou, em alusão ao Ministério da Micro e Pequena Empresa, ainda em fase de gestação.

As despesas obrigatórias tiveram um corte de R$ 15.762 bilhões, enquanto as despesas discricionárias caíram R$ 36.201 bilhões, conforme anúncio do ministro da Fazenda, Guido Mantega. Os ministérios das Cidades e Defesa sofrerão os maiores cortes nominais, de R$ 8,58 bilhões e R$ 4,38 bilhões, respectivamente. Segundo o Ministério do Planejamento, os ministérios do Turismo e Esportes sofrerão os maiores cortes porcentuais.

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André Mascarenhas

Após horas de expectativa, o comando da campanha do PSDB à Presidência da República informou que será em um galpão da Barra Funda, na zona Oeste de São Paulo, o local em que o candidato do partido fará seu primeiro pronunciamento após a confirmação do segundo turno.

A notícia fez com as dezenas de jornalistas que aguardavam em frente à casa do candidato, no bairro de Pinheiros, se deslocassem para a estrutura montada para comemorar os resultados do primeiro turno.

Diante de telões e TVs de plasmas, que transmitem em tempo real a apuração dos votos, assessores e políticos do PSDB aguardam no local a chegada de Serra e dos candidatos ao governo do Estado, Geraldo Alckmin, e ao Senado, Aloysio Nunes Ferreira. Para animar, jingles dos três candidatos tocam incessantemente.

Além da vitória de Alckmin no primeiro turno, a eleição de Aloysio para o Senado foi comemorada como uma grande vitória do partido até aqui.

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A campanha do candidato do PSDB ao Senado por São Paulo, Aloysio Nunes Ferreira, disponibilizou na internet um vídeo no qual agradece à decisão do PMDB de não lançar um substituto para a candidatura de Oreste Quércia, que desistiu ontem de concorrer ao cargo.

No vídeo, Aloysio esclarece que Quércia saiu da corrida para se dedicar a um tratamento de saúde e exalta sua “grandeza de declarar total apoio à minha candidatura”. “Eu queria dizer a vocês, eleitores do Quércia, companheiros do PMDB, que eu vou continuar essa luta em meu nome e em nome de todos nós, com Geraldo e com Serra, com responsabilidade redobrada, por São Paulo e pelo Brasil.”

Na mensagem, o tucano diz “gostar muito” de Quércia e deseja a recuperação do ex-colega de chapa. “Sabemos que Quércia é forte, tem coragem e vai sair dessa. Com as nossas orações e a nossa solidariedade, ele vai voltar firme e forte pro lugar dele, que é ao nosso lado.”

O peemedebista descobriu nas últimas semanas a reincidência de um câncer de próstata. Ontem, ele anunciou que deixaria a disputa pelo Senado para se tratar.

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Roberto Almeida e Adriana Carranca

Em São Paulo, os candidatos ao Senado da coligação tucana, Orestes Quércia (PMDB) e Aloysio Nunes Ferreira (PSDB), arrecadaram juntos R$ 1 milhão para suas campanhas. O valor, entregue à Justiça Eleitoral no dia 2 de agosto, será apresentado oficialmente nesta sexta-feira (6) pelo Tribunal Regional Eleitoral paulista.

Segundo a última pesquisa Ibope/Estado/TV Globo, Quércia, com 20% das intenções de voto, está empatado tecnicamente em segundo lugar com Romeu Tuma (PTB), com 19% e Netinho de Paula (PC do B) e Ciro Moura (PTC), com 18% cada. O ex-governador peemedebista arrecadou R$ 143,7 mil.

Aloysio Nunes Ferreira, contrariando o modelo de que número de pesquisa gera doação, arrecadou seis vezes mais que seu colega de chapa. O ex-chefe da Casa Civil de Serra amealhou R$ 850 mil em um mês – mais que o candidato petista ao governo de São Paulo, Aloizio Mercadante, que somou R$ 840 mil.

A diferença é que Aloysio atingiu apenas 4% na última pesquisa Ibope, empatado tecnicamente com o cantor Moacir Franco (PSL), que atingiu 5%.

A candidata do PT ao Senado, Marta Suplicy (PT), que lidera as pesquisas de intenção de voto, não quis divulgar os números da sua campanha.

Segundo informou a assessoria de comunicação da candidata, os dados foram fornecidos ao TRE-SP e serão disponibilizados pelo órgão. Antes disso, Marta prefere não comentar.

Outro candidato ao Senado pela chapa petista, Netinho de Paula (PC do B) também não divulgou os dados. Procurada pelo Estado, a equipe do candidato não respondeu aos pedidos de informações, feitos por telefone e email.

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