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Graça diz que pode ter havido ‘erros’ na Abreu e Lima

Lilian Venturini

quarta-feira 11/06/14

Graça Foster volta ao Congresso para prestar esclarecimentos sobre a compra da refinaria de Pasadena

O Estado de S. Paulo

A presidente da Petrobrás, Graça Foster, voltou ao Congresso na tarde desta quarta-feira, 11, para prestar depoimento à CPI mista da Petrobrás. Os parlamentares farão questionamentos sobre a compra da refinaria de Pasadena (EUA), além de outras denúncias envolvendo a estatal.

No fim de maio, Graça Foster compareceu à CPI do Senado. Aos senadores, ela afirmou que , se duas cláusulas relacionadas à compra da refinaria fossem conhecidas pelo conselho de administração da empresa, haveria no mínimo uma “boa discussão” e talvez a aquisição de 50% das ações do empreendimento não tivesse sido autorizada em 2006.

A negociação é investigada por órgãos de controle em razão de suspeitas de irregularidades.

Abaixo os principais momentos da sessão:

 

19h00

18h59 – Foster disse que a única coisa que sabe sobre a operação Lava Jato se refere ao dia em que a Polícia Federal esteve na sede da estatal para a busca de documentos. “O que sei é isso e o que leio pela imprensa”, disse.

18h57 – O deputado Fernando Francischini (SDD-PR) questionou se há, dentro da Petrobrás, uma quadrilha. 

18h48 - Lorenzoni afirma que houve uma mudança de versão sobre a existência das cláusulas. Segundo ele, até hoje não se tinha a informação de que não havia anexação de documentos.

18h33 - Onyx Lorenzoni (DEM) questionou à presidente da Petrobrás sobre as cláusulas Put Option e Marlin, se Presidência da República afirmou que não constava no relatório feito pela Diretoria Internacional da estatal, e o diretor responsável, Nestor Cerveró, afirmou que elas não eram relevantes.  

18h24 – O tucano questionou sobre a venda dos ativos da África que, segundo ele, foi motivo de grandes prejuízos à Petrobrás.  

18h23 - Imbassahy  iniciou sua fala lamentando a existência de duas CPI’s para investigar “uma empresa tão querida como a Petrobrás. Ele também ressaltou a relação estreita entre Graça Foster e a presidente Dilma Rousseff. Imbassahy quis saber quantas vezes Foster se reuniu com Dilma para tratar de assuntos relacionados à estatal, como Pasadena, Abreu e Lima.

18h19 – No restabelecimento da sessão,  o presidente da comissão informou que as perguntas serão feitas inicialmente pelos líderes partidários. O primeiro será o líder do PSDB na Câmara, Antonio Imbassahy (BA) que tem 5 min.

18h10 – Quase três horas depois, o relator da comissão mista da Petrobrás, Marco Maia (PT-RS), encerrou suas perguntas, feitas por cerca de três horas consecutivas. A sessão então foi interrompida por alguns minutos. 

18h05 – Comissão não identificou envolvimento de Paulo Roberto Costa com funcionários da estatal. Ela também negou que a Petrobrás tenha contrato firmado com empresas identificadas pela Polícia Federal como sendo do doleiro Alberto Yousseff.

 

18h01 – “Não tenho nada a dizer sobre isso. É um assunto que estarrece a todos nós. Quando a gente lê sobre operações criminosas nós ficamos, só com a suspeita, muito envergonhados”, disse Foster, ao ser questionada se tinha conhecimento de que o ex-diretor da estatal é alvo de operação da Polícia Federal, suspeito de liderar mega esquema de lavagem de dinheiro.

17h58 – Fostar diz que Paulo Roberto Costa “definitivamente” não tinha a palavra final na construção da refinaria de Abreu e Lima. ”O ex-diretor não tinha poder soberano nas decisões colegiadas da Petrobrás”, disse. Ela negou que Costa tenha permanecido no conselho de administração da refinaria após seu desligamento da Petrobrás.    

17h55 – A diretoria que se relaciona com as empreiteiras, na  construção de uma refinaria, é o setor de engenharia. 

17h53 - Foster afirmou que na Petrobrás há cerca de 300 contratos em vigor e outros 300 aditivos. A presidente da estatal lembrou que nem todos os aditivos significam aditivos de preço.

17h49 – “Interessa à Petrobrás esta boa relação com o TCU. Estamos respondendo a todas estas questões”, disse.  

17h49 – Ao comentar a avaliação do TCU, que apontou sobrepreço na aquisição da refinaria, Foster afirmou que há diferenças nas planilhas de custo utilizada pelo órgão regulador de contas e a estatal. A presidente da Petrobrás afirmou que tem havido tentativas de aproximação entre as planilhas.

17h46 - Foster refuta a afirmação, feita pelo ex-diretor de Abastecimento da Petrobrás, de que a estatal fez ‘conta de padeiro’ no processo de aquisição da refinaria Abreu e Lima.   “Eu me nego a repetir esta expressão”.

17h25 - O relator agora faz questões sobre contratos da Petrobrás com a empresa holandesa SBM Offshore.

17h13 - Momentos antes, o deputado Fernando Franceschini (SDD-PR) informou a presidência da CPMI sobre a prisão do ex-diretor Paulo Roberto Costa, que já havia sido preso em março, mas foi solto, e nessa terça-feira compareceu ao Senado para prestar depoimento à CPI comandada pela Casa.

17h11 - Os parlamentares voltam a discutir o andamento da sessão. A oposição se queixa da lentidão, já que precisa aguardar o relator elaborar suas questões (139 no total). O presidente da CPMI pondera que o andamento obedece aos regimentos do Senado e da Câmara.

17h03 - Sobre envolvimento de Paulo Roberto Costa, que atuaria em comitê de proprietários de de Pasadena: Graça Foster diz que desconhecia a existência do comitê por não fazer parte do colegiado envolvido com a compra. Segundo ela, a escolha de Paulo Roberto não é equivocada uma vez que é natural o diretor de Abastecimento ser consultado nesse tipo de situação. “(Na apuração interna da Petrobrás) Não há indicativos de que o ex-diretor tenha sentado à mesa para negociar valores. Não há registro. O que há, sim, é a participação de integrantes da área de Abastecimento.”

16h44 - ”Esse é um projeto que as premissas não se mantiveram”, responde Graça Foster ao ser questionada sobre o retorno financeiro de Pasadena. “Não tivemos o retorno que nós esperávamos”, afirmou, complementando que mudanças no mercado influenciaram o desempenho do negócio.

16h41 - Graça disse que a responsabilidade pela compra de Pasadena é da “diretoria colegiada” da Petrobrás, não apenas de um ou outro diretor.

16h37 - O relator repete a pergunta sobre a relevância de cláusulas que teriam sido omitidas no projeto de compra. “Os registros que nós temos é que essas cláusulas não foram debatidas”, responde Graça. “Acredito que teria tido uma discussão bastante relevante no conselho (caso as cláusulas estivessem presentes)”, afirma. Graça explica que o resumo técnico de Pasadena foi encaminhado pelo então diretor da Área Internacional Nestor Cerveró, mas pondera que havia uma equipe com ele.

16h32 - O relator pergunta se a refinaria de Pasadena poderia ter sido considerada uma unidade obsoleta. Graça rebateu as informações e disse que não há registros oficiais da estatal que atestassem uma condição ruim da unidade. “Sempre foi dito que a refinaria carece de investimentos.”

16h20 - Graça Foster afirma que, hoje, a estatal reconhece que certas aquisições de refinarias – não apenas Pasadena – não foram bem sucedidas, mas que, na época, as informações e avaliações sugeriam que as compras eram uma estratégia acertada. Em 2006, Pasadena localizava-se num centro produtor relevante nos EUA e por isso a aquisição foi aprovada.

16h13 - Agora o relator faz perguntas sobre a refinaria de Pasadena. Graça Foster explica que em 1999 havia uma recomendação para se buscar refino no exterior. Para a presidente, a recomendação era correta e pertinente com o momento econômico.

16h08 - O relator abre a sua série de perguntas querendo saber os planos da Petrobrás até 2020 e provocou reações do plenário, em especial de integrantes da oposição, que pedem que sejam feitas questões relacionadas às denúncias. O presidente da CPMI, senador Vital do Rego (PMDB-PI) reagiu às queixas dizendo que o deputado elaborou 139 perguntas, que fazem parte de um roteiro elaborado pela comissão.

16h01 - O deputado Marco Maia (PT-RS), relator da CPMI, fará as primeiras perguntas.

15h54 - Graça conclui seu depoimento inicial

15h44 - Graça Foster: “A Petrobrás tem governança. A disciplina na execução dos processos é uma meta e importante de ser seguida. Não podemos aceitar (afirmações) que não temos procedimento, que não temos projetos a seguir. (…) Nós temos procedimento.”

15h32 - Um dos deputados se queixa do teor da fala da presidente: “Estamos assistindo a uma palestra institucional”, queixa-se ao insistir que o presidente da CPI mista antecipe o início das perguntas dos parlamentares.

15h30 - Como Graça Foster já prestou outros depoimentos no Congresso, sua fala inicial está repetindo dados anteriormente apresentados. Nesse momento ela mostra números e resultados da estatal, como redução de vazamento, receitas e investimentos.

15h16 - Graça Foster fala neste momento sobre os contratos de aluguel de plataformas entre a Petrobrás e a empresa SBM Offshore. Houve denúncias de pagamento de propinas a funcionários da estatal. Segundo Graça, a estatal tem 23 plataformas alugadas, oito delas da SBM Offshore. Ela ressaltou que as denúncias já foram investigadas por comissão interna – que não identificou pagamento de propinas – e que colabora com as fiscalizações feitas pelos órgãos federais.

15h01 - Graça Foster: “Mantemos nossa avaliação inicial de que era um negócio bom. O negócio 50% de Pasadena”, afirma. Após 2006, continua a presidente, o projeto foi reavaliado e passou a ser considerado de “baixo retorno”. “A refinaria nos dias atuais não foi um bom negócio com as condições (econômicas) atuais”. Graça diz estar colaborando “sistematicamente” com os órgãos de controle, responsáveis por investigar a negociação.

14h55 - A exemplo de outros depoimentos já feitos, Graça Foster repete que o contrato não trazia menções a cláusulas importantes sobre o projeto de compra da refinaria de Pasadena. Ela lembra que em 2008, dois anos após a compra de 50% da refinaria, a diretoria apresentou o plano de compra dos 50% restantes. No mesmo ano, começaram embates entre a estatal e a sócia Astra Oil, de quem a Petrobrás comprou a refinaria.  Graça afirma que a primeira metade de Pasadena custou US$ 429 milhões e a segunda metade, US$ 820 milhões, totalizando US$ 1,249 bilhão, somados outros custos, para a aquisição de 100% das ações.

14h50 - Graça Foster apresenta dados de mercado ligados à Petrobrás e afirma que a reginaria de Pasadena, no Texas (EUA), está em uma região de interesse para a estatal. “A localização é bastante favorável a qualquer negócio de qualquer refinaria naquela região.”

14h42 - A presidente da Petrobrás, Graça Foster, entra na sessão. Ela terá direito a 20 minutos para fazer sua fala inicial. Em seguida os parlamentares terão cinco minutos cada um para formular perguntas.

14h37 - O senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), que preside a sessão, ainda recolhe pedidos dos parlamentares sobre questões regimentais da comissão.

14h30 - É aberta a sessão da CPI mista da Petrobrás.