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Na TV, Dilma ataca a oposição e anuncia correção na tabela do Imposto de Renda e reajuste no Bolsa Família

Redação

quarta-feira 30/04/14

João Domingos e João Villaverde    Em queda nas pesquisas de intenção de voto, a presidente Dilma Rousseff aproveitou o Dia do Trabalho para anunciar, na noite desta quarta-feira, 30, em cadeia nacional de rádio e TV, medidas como correção da tabela do Imposto de Renda em 4,5%, reajuste de 10% do Bolsa Família para [...]

João Domingos e João Villaverde 

 

Em queda nas pesquisas de intenção de voto, a presidente Dilma Rousseff aproveitou o Dia do Trabalho para anunciar, na noite desta quarta-feira, 30, em cadeia nacional de rádio e TV, medidas como correção da tabela do Imposto de Renda em 4,5%, reajuste de 10% do Bolsa Família para todos os 36 milhões de beneficiários e destacar a “luta pelo emprego e pela renda” do governo pela continuidade da “política de valorização do salário mínimo”.

“Acabo de assinar uma medida provisória corrigindo a tabela do Imposto de Renda, como estamos fazendo nos últimos anos, para favorecer aqueles que vivem da renda do seu trabalho. Isso vai significar um importante ganho salarial indireto e mais dinheiro no bolso do trabalhador”, afirmou Dilma.

 

 

“Assinei também um decreto que atualiza em 10% os valores do Bolsa Família recebidos por 36 milhões de brasileiros beneficiários do programa Brasil sem Miséria, assegurando que todos continuem acima da linha da extrema pobreza definida pela ONU. Anuncio ainda que assumo o compromisso de continuar a política de valorização do salário-mínimo.”

A presidente fez ataques indiretos aos adversários que enfrentará nas urnas. “Algumas pessoas reclamam que o nosso salário mínimo tem crescido mais do que devia. Para eles, um salário mínimo melhor não significa mais bem-estar para o trabalhador e sua família, dizem que a valorização do salário mínimo é um erro do governo e, por isso, defendem a adoção de medidas duras, sempre contra os trabalhadores”, afirmou, em referência a frase atribuída ao economista Armínio Fraga, conselheiro do tucano Aécio Neves no setor. “Nosso governo nunca será o governo do arrocho salarial, nem o governo da mão dura contra o trabalhador.”

Mudança. Ao comentar o desejo de mudanças no governo detectados pelas pesquisas, Dilma defendeu que isso pode ocorrer sob seu comando. “Nosso governo tem o signo da mudança e, junto com vocês, vamos continuar fazendo todas as mudanças que forem necessárias para melhorar a vida dos brasileiros, especialmente dos mais pobres e da classe média”, disse.

“Continuar com as mudanças significa também continuar lutando contra todo tipo de dificuldades e incompreensões, porque mudar não é fácil, e um governo de mudança encontra todo tipo de adversários, que querem manter seus privilégios e as injustiças do passado, mas nós não nos intimidamos.”

Dentro do discurso econômico que levará para a campanha, ela procurou enfatizar ganhos de renda e geração de empregos dos últimos anos. “Vocês que estão nas fábricas, nos campos, nas lojas e nos escritórios sabem bem que estamos vencendo a luta mais difícil e mais importante: a luta do emprego e do salário. Não tenho dúvida, um país que consegue vencer a luta do emprego e do salário nos dias difíceis que a economia internacional atravessa, esse país é capaz de vencer muitos outros desafios.”

Petrobrás. Responsabilizada pelos partidos de oposição por ter autorizado, quando presidente do Conselho de Administração da Petrobrás, a compra da Refinaria de Pasadena, a presidente Dilma Rousseff aproveitou o pronunciamento para prometer “combate incessante e implacável à corrupção”.

Depois de afirmar que a exposição desses fatos “causa indignação e revolta”, definiu a Petrobrás com “a mais bem-sucedida empresa brasileira” e prometeu: “O que tiver de ser apurado deve e vai ser apurado com o máximo rigor”. Ao concluir, a presidente afirmou: “Não vou ouvir calada” aqueles que, “por proveito político, não hesitam em ferir” a imagem da Petrobrás.