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Deputado André Vargas: quem é

Lilian Venturini

segunda-feira 07/04/14

O Estado de S. Paulo A vida política do deputado federal André Vargas (PT-PR) começou em 1990, em Londrina, ano em que se filiou ao PT. No Estado, ele atuava em projetos ligados à temática social, como habitação e assistência social. Em 1999 e 2000, o petista foi presidente do diretório municipal da legenda e [...]

O Estado de S. Paulo

A vida política do deputado federal André Vargas (PT-PR) começou em 1990, em Londrina, ano em que se filiou ao PT. No Estado, ele atuava em projetos ligados à temática social, como habitação e assistência social. Em 1999 e 2000, o petista foi presidente do diretório municipal da legenda e depois do estadual, entre 2001 e 2006.

Seu primeiro cargo eletivo foi como vereador, ainda em Londrina, em 2000. Dois anos depois foi eleito deputado estadual e, em 2006, chegou à Câmara dos Deputados. Em 2008, candidatou-se a prefeito de Londrina (PR), mas recebeu apenas 5,36% dos votos válidos.

Durante as eleições de 2010, Vargas foi um dos coordenadores da campanha de Dilma Rousseff à Presidência da República, função desempenhada em conjunto com o comando da Secretaria Nacional de Comunicação do PT, cargo ocupado até meados de 2013.

Vargas está em seu segundo mandato na Câmara e desde fevereiro do ano passado é o primeiro vice-presidente da Câmara. Contou com a simpatia do atual presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), para ocupar a vice-presidência. Juntos, eles saíram em campanha e usaram o jatinho do deputado Newton Cardoso (PMDB-MG) para fazer viagens pelo País. Na ocasião, Vargas disse que os gastos eram pagos com seu próprio dinheiro.

 

No Congresso é um dos críticos abertos à articulação política do governo Dilma, de quem reclamou da “inabilidade”, em entrevistas no ano passado.

Como parlamentar, Vargas foi um dos defensores da criação de quatro novos tribunais federais, em 2013, tema que colocou em choque o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, e lideranças do Congresso. Na ausência do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), Vargas, como interino, promulgou o projeto.

O embate com Joaquim Barbosa teve sequência durante o julgamento do mensalão, período em que acusava o ministro de politizar o caso e de ser influenciado pela mídia.

No início deste ano, a divergência entre ele e Barbosa ficou ainda mais evidente quando o petista provocou o magistrado durante cerimônia de abertura do ano legislativo. Em mensagens de celular flagradas pelo Estado disse que gostaria de “uma cotovelada” em Barbosa e, com os punhos cerrados, lembrou o gesto feito pelo ex-ministro José Dirceu e pelo ex-deputado Jose Genoino (PT-SP) quando foram presos.