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PMDB, PR e PSD dão mais apoio à CPI da oposição que à do governo

Lilian Venturini

quinta-feira 03/04/14

  Eduardo Bresciani e Débora Álvares Três dos maiores partidos da base aliada na Câmara deram mais assinaturas à CPI mista da Petrobrás proposta pela oposição do que à CPI mista “ampliada” protocolada nesta quinta-feira, 3, pelo governo. PMDB e PR fazem parte do “blocão” comandado por Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que está em rota de [...]

 

Eduardo Bresciani e Débora Álvares


Três dos maiores partidos da base aliada na Câmara deram mais assinaturas à CPI mista da Petrobrás proposta pela oposição do que à CPI mista “ampliada” protocolada nesta quinta-feira, 3, pelo governo. PMDB e PR fazem parte do “blocão” comandado por Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que está em rota de colisão com o Planalto, enquanto o PSD tem uma divisão interna por ter em seus quadros vários parlamentares originários da oposição, sobretudo do DEM.

A CPI da oposição tem quatro pontos relativos apenas à Petrobrás. Fazem parte do requerimento a compra da refinaria de Pasadena, no Texas; as denúncias de pagamento de propina a servidores pela holandesa SBM, construções de refinarias e a operação de plataformas inacabadas. A do governo mantém estes pontos e inclui a formação de cartel no Metrô de São Paulo nas gestões do PSDB e questões sobre o porto de Suape e suposto superfaturamento em convênios do programa de rede digital, temas que afetariam o PSB.

No PMDB, foram 38 os deputados que apoiaram a investigação nos termos propostos pela oposição, inclusive o líder Eduardo Cunha. Na apresentada pelo governo, somente 8 peemedebistas assinaram e o comandante da bancada não apoiou.

Também integrante do “blocão”, o PR deu 21 apoios à investigação proposta pela oposição e 13 à do governo. O líder Bernardo Santana de Vasconcellos (MG) só apoiou a exclusiva sobre Petrobrás. No PSD, foram 26 apoios para a oposição e 9 para a CPI ampliada. O líder Moreira Mendes (RO), porém, assinou as duas.

No PT, houve 78 apoios para a investigação proposta pela base e nenhum para a protocolada pela oposição. No PP, houve mais apoio ao governo (21) do que à oposição (10). O líder, Eduardo da Fonte (PE), assinou apenas a proposta pela base.

Os partidos de oposição deram pouco apoio à ampliação de foco proposta pelos governistas. Somente 16 deputados de DEM, PSDB, PPS, PSOL, PSB e Solidariedade assinaram a CPI ampliada. Dos oposicionistas, apenas no PSOL houve apoio integral às duas propostas dos três deputados da legenda.