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BRASÍLIA – A presidente Dilma Rousseff condecorou nesta segunda-feira, 11, mais de 180 civis, militares e instituições com a Medalha da Ordem do Mérito Naval, durante cerimônia de comemoração do 147° aniversário da Batalha Naval do Riachuelo. A presidente também reconheceu a atuação da Marinha na proteção da “Amazônia Azul” brasileira e na defesa da soberania no País e disse que o reaparelhamento da Força é uma “exigência estratégica”. Ela citou investimentos na construção de um submarino de propulsão nuclear e em novos navios-patrulha.
Dilma elogiou a atuação da Marinha do Brasil no apoio a ações civis de segurança, defesa civil e ajuda humanitária. “A atuação desta Força no apoio às ações de segurança pública no Estado do Rio de Janeiro, em operações de defesa civil em diversos episódios de calamidade ambiental, nos continentes de apoio à paz no Haiti e no Líbano e na assistência às populações ribeirinhas do Norte e do Centro-Oeste, por meio dos navios-hospitais, carinhosamente conhecidos como ‘Navios da Esperança’, são excelentes exemplos”, listou em seu discurso.
Entre os condecorados, estão o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Carlos Ayres Britto, os ministros do STF, Cezar Peluso e Rosa Weber. Oito ministros do governo Dilma também foram agraciados: a ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, o da Justiça, Jose Eduardo Cardozo, o da Fazenda, Guido Mantega, o dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, o da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antonio Raupp, o do Turismo, Gastão Vieira, o da Secretaria-geral da Presidência, Gilberto Carvalho, e o da Secretaria de Aviação Civil, Wagner Bittencourt. Seis senadores e onze deputados também receberam a comenda.
A medalha é entregue a militares e a personalidades civis e instituições que houverem prestado relevantes serviços à Marinha do Brasil. A Batalha Naval do Riachuelo é considerada decisiva na vitória da Tríplice Aliança na Guerra do Paraguai. Foi travada no dia 11 de junho de 1865 no Arroio Riachuelo, um afluente do Rio Paraná, em Corrientes, na Argentina.
Desde o início do governo, Dilma teve uma relação turbulenta com os militares. Em seu discurso pouco tempo após assumir a Presidência, ela afirmou que o País “corrigiu seus próprios caminhos”, em relação ao período militar. A indisposição mais recente aconteceu após a criação da Comissão da Verdade, que provocou descontentamento em parte dos oficiais reformados do Clube Naval do Rio de Janeiro – e eles chegaram a anunciar a formação de uma “comissão paralela” para rebater as eventuais acusações do grupo oficial. Em março, a presidente anunciou a punição de militares que aderiram ao manifesto “alerta à nação – eles que vem, por aqui não passarão”, que a criticava por não ter censurado ministras que pediram a revogação da lei de anistia.
Em agosto de 2011, a presidente participou de uma cerimônia de entrega do espadins aos 441 cadetes da turma Bicentenário do Brigadeiro Sampaio, realizada na Academia Militar das Agulhas Negras, em Resende, na Região Sul Fluminense. Em abril do ano passado, os militares mudaram o protocolo durante uma solenidade das Forças Armadas e não bateram continência à presidente.
Tags: Dilma Rousseff, militares, solenidade
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