Jair Stangler, do estadão.com.br
A ministra das Relações Institucionais Ideli Salvatti evitou comentar nesta quinta-feira, 26, as declarações do líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN), que na quarta-feira, 25, teria descartado a possibilidade de o governo criar uma crise com o maior partido da base aliada em torno das denúncias do Departamento Nacional de Obras contra as Secas (Dnocs). Em suas declarações, Alves teria manifestado a favor da permanência de seu apadrinhado político, Elias Fernandes, na diretoria-geral do Dnocs. As afirmações abriram uma crise na base do governo no Planalto e Fernandes apresentou sua demissão nesta quinta, após pressão do Planalto.
A orientação para não dar declarações sobre o caso teria partido da própria presidente Dilma Rousseff. A avaliação é que comentar o assunto pode piorar o cenário diante das declarações “incisivas” de Henrique Eduardo Alves. A decisão sobre o substituto de Elias Fernandes na direção-geral do órgão só deve ocorrer após o retorno de Dilma da viagem que ela fará a Cuba e ao Haiti. Por enquanto, o secretário nacional de irrigação, Ramon Rodrigues, assume interinamente o cargo.
Ideli passou a tarde desta quinta despachando no escritória da Presidência da República, em São Paulo. Entre os compromissos do dia, a ministra recebeu a prefeita de Cubatão, Márcia Rosa (PT), para tratar de demandas do projeto do Porto de Santos. Segundo a assessoria da ministra, não há nada de atípico no fato da ministra ter saído de Brasília para falar com uma prefeita.
Tags: Dilma Rousseff, Ministério da Integração Nacional, PMDB
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