
Eliana Lima, especial para O Estado de S.Paulo
SALVADOR – A presidente Dilma Rousseff frustrou nesta terça-feira, 27, todos aqueles que passaram pela praia de São Tomé de Paripe, no Subúrbio Ferroviário de Salvador, onde fica a Base Naval de Aratu. Eles pretendiam vê-la, ainda que de longe. Dilma e os familiares que a acompanham nesse período de descanso na Bahia – a filha, Paula; a mãe, Dilma Jane; o neto, Gabriel, de pouco mais de um ano de idade; o genro, Rafael Covolo, o ex-marido Carlos Araújo e uma tia – permaneceram na casa onde estão hospedados, aproveitando o forte sol do dia apenas na piscina da residência.
A expectativa pela manhã era a de que a presidente saísse para uma caminhada na areia da praia, o que não se confirmou. Na segunda-feira, 26, primeiro dia das férias presidenciais, ela fez uma breve aparição de cerca de 30 minutos, após as 18 horas, molhou os pés nas águas límpidas e calmas de Inema, tomou água de coco e retornou para casa.
“Por aqui nunca houve um presidente tão popular quando Fernando Henrique Cardoso, que saía dos limites de Inema e vinha, sem seguranças, conversar com os nativos”, comentam alguns moradores dos arredores de Aratu, relembrando as passagens do ex-presidente pelo local, enquanto o também ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva se mantinha distancia, inclusive dos moradores da Base, e agora, com a chegada da presidente Dilma até mesmo parte da via que dá acesso à praia de São Tomé de Paripe e a algumas residências próximas a um dos portões de entrada da Base Naval, foi fechada.
A decepção foi a mesma para vendedores ambulantes que apostando na visita de Dilma aproveitaram para tentar faturar uns trocados a mais vendendo camisetas com a marca do PT. Até o final da tarde nenhuma peça havia sido comercializada.
No início da terça-feira, agentes da Presidência tentaram barrar o trabalho de um grupo de repórteres que acompanham a movimentação de Dilma e seus convidados a partir de um píer localizado fora da Base Naval, distante cerca de 800 m do local onde é montado um toldo para abrigar a presidente na praia. Eles alegaram questões de segurança. A justificativa foi rechaçada pelos repórteres, acostumados a cobrir, daquele local, as visitas de presidentes de República a Inema. Diante da resistência dos jornalistas, os seguranças se retiraram.
O píer é um local público, de onde partem as embarcações que se destinam ao transportes de moradores das ilhas localizadas na Baía de Todos os Santos.
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