Bruno Siffredi, do estadão.com.br, e Rosa Costa, de O Estado de S.Paulo
Apesar do acordo firmado entre a base aliada e a oposição no Senado – cujos líderes haviam acertado votar o projeto de lei do novo Código Florestal na quarta-feira, 30 -, o senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) conseguiu, sozinho, adiar a aprovação da proposta, ao impedir a votação do requerimento de urgência para a apreciação da matéria em plenário.
Apelando para o regimento interno da Casa, o senador levantou uma questão de ordem e pediu o adiamento da leitura. Randolfe alegou que, pelo regimento, a votação só pode ocorrer um dia depois da leitura do pedido de urgência. Ou seja, o requerimento teria de ser lido na segunda-feira para viabilizar sua aprovação nesta terça.
O argumento foi aceito pela 1ª vice-presidente do Senado, Marta Suplicy (PT-SP) que presidia a sessão nesta tarde. Com o resultado, permanece o impasse em relação ao início da votação da matéria, que poderá ocorrer na próxima quinta-feira ou somente na semana que vem. Randolfe alega que havendo a leitura do requerimento de urgência na quarta-feira e votação do pedido no dia seguinte, o projeto do código só poderia entrar na pauta de votações em um outro dia.
Resistência. O PSOL é o único partido que se opõe aos termos da proposta do Código Florestal. Um dos motivos do desagrado alegado pelo senador é a crença de que o código institui o desmatamento no seu Estado, o Amapá, ao reduzir a reserva legal de floresta de 80% para 55%. “Esse texto do Código Florestal é ruim para as florestas, para o Brasil, para o hoje e para o amanhã”, afirmou Randolfe ao estadão.com.br. “A legislação (proposta pelo novo Código Florestal) é um retrocesso na legislação ambiental brasileira.”
O senador do PSOL prometeu esgotar os mecanismos do regimento para tentar adiar a aprovação. “Nós vamos resistir e utilizar todos os meios para a resistência”, disse Randolfe. “Enquanto tivermos o regimento na mão, vamos utilizar o regimento para obstruir a votação.”
Mesmo não tendo os números para alterar o resultado da votação no Senado – o PSOL conta com apenas dois senadores -, Randolfe acredita que apenas o atraso na votação já pode ser benéfico para o País. “Quanto mais tempo for ganho, mais tempo para a sociedade pressionar, mais tempo para fazer mobilização”, observou.
Tags: código florestal, PSOL, Randolfe, Rodrigues, Senado
Pelo menos um senador sensato.
Se nenhuma árvore da floresta nativa fosse derrubada já seria pouco para garantir o equilíbrio ambiental mas este código legaliza uma tragédia que a devastação.
Há enormes quantidade de terras já desmatadas que não estão sendo utilizadas e podem muito bem atender a demanda de aumento da área plantada
A turma de “Holywood” – o Schwarzenegger, o Cameron, e o PSOL ?
Calhordas! Estão sendo chantageados pelos ruralistas.
De costas para o Brasil!
Cadê a imprensa brasileira que não nomeia estes senadores para a historia?
Tem jornal que nem está noticiando. Como a “Falha de Saõ Paulo” por ex.
Tenho certeza que muitos homens de bem desejaram chamar a segurança do Senado da República e …, com a mesma arma que usaram no estudante da UnB. O que está para ser votado é o “código agrícola”, como já disse o sr. MA; onde um setor econômico irá ter lucros fantásticos e o restante da sociedade arcará com a “socialização dos prejuízos”. Não se discute o compromisso geracional. O que estamos fazendo hoje, que é a destruição do patrimônio genético; será interessante para as gerações futuras? O mais tenebroso é a divisão política da chamada esquerda,onde um partido quer a mudança do código florestal e o outro é contra. Parodiando Shakespeare,” algo está a apodrecer na Dinamarca” ou “há algo de podre na Dinamarca”.
NÃO SEI COMO UM PARTIDINHO DE FUNDO DE QUINTAL,PODE IMPEDIR,,QUIA QUIA QUIA ISSO TÃO DE BRINCADEIRA,FAÇAM-ME O FAVOR RIDICULO… RIDICULO…..
Deixa de ser idiota amigo!!!!!!! Eh assim que vc ve as atitudes solo de quem não se vende!!! deveria criticar os que são a maioria… que são eleitos pq tem mais dinheiro e a máquina na mão
responder este comentário denunciar abusoMais uma chance para o povo avaliar.
A questão no Brasil não é de leis, MAS DO CUMPRIMENTO DELAS, por um lado, e dos motivos reais de uma lei.
Porcentagem X ou Y sem dizer para o que serve e para quem, QUAL A DIFERENÇA? 20% de reserva na cidade de São Paulo é viável? E 80% no AP ou Pará, ou onde quer que seja, PARA O QUÊ? Para “alojar reservas fajutas” onde as leis … ora leis?
Com políticos mesquinhos, corruptos etc. como estamos hoje cheios nos governos, LEIS … ORA LEIS!! São tantas leis e regras con traditórias que qualquer “advogado informado” inviabiliza qualquer “reunião” não só de políticos, mas até de “juizes”!
arioba
ainda nos resta esperança?… espero que o adiamento resulte em algo bom !!
O PÇOL quer que o litro de leite custe R$10,00 e que o quilo de carne custe 1 salário mínimo. Os pobres que se danem e as crianças que se virem. São uns sem-noção.
Essa do litro de leite e do quilo de carne só pode ser piada do amigo rodolfo!!!! Amigo, você não um pingo de noção do que está em jogo!!! estamos diante de um jogo de interesses. Desmatadores que desmatam para plantar coisas que nem utilizaremos por aki, nem pobres nem ricos. Não tem pobre nenhum que se favoreça disso, nem os pequenos agricultores nem os consumidores brasileiros. Grandes fazendeiros de soja e de eucalipto (pode ter certeza que são uma grande minoria), principalmente, juntamente com as multinacionais, esses sim Concentradores de riqueza e de terras irão se beneficiar
Meus sinceros parabéns ao ilustre senador psolista, que mostra ao Brasil que é possível sim uma andorinha fazer verão. Resistir é indispensável! Todos contra o desmatamento legal.
No momento em que nao tiver comida na mesa de certas pessoas que moram nas cidades, e que a maioria nem sabe de onde vem o alimento que consomem vao mudar de ideia.
2012
2011
2010
2009