Bruno Siffredi, do estadão.com.br
O ministro da Educação, Fernando Haddad, participou nesta segunda-feira, 31, do programa Roda Viva, da TV Cultura. Durante a entrevista, o ministro falou sobre os problemas na prova do Enem deste ano e a sua gestão no Ministério da Educação. Apenas no último bloco, em duas perguntas, foi abordada sua pré-candidatura à Prefeitura de São Paulo pelo PT. Ele falou ainda sobre a doença do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que está se tratando de um câncer, e o impacto disso na eleição de 2012.
Questionado sobre a importância que a ausência de Lula, seu padrinho político, teria para a disputa, Haddad afirmou que não colocou a questão sob essa perspectiva. “O único pensamento que passa pela minha cabeça é torcer pelo pronto restabelecimento do presidente Lula”, disse o ministro, para quem qualquer “cálculo” sobre a situação de saúde do ex-presidente seria “no mínimo desprezível”.
Sobre as prévias partidárias – que deve disputar contra a ex-prefeita Marta Suplicy -, Haddad ressaltou que os prognósticos que previam brigas internas não se comprovaram e o partido “tem se portado muito bem”. Ele disse ter “a maior honra” por ter participado da gestão de Marta em São Paulo. Ao ser questionado sobre suas chances de ser o próximo prefeito – de zero a dez -, Haddad desconversou: “É difícil dizer, porque é a primeira eleição que participo desde a eleição para o Centro Acadêmico 11 de Agosto. Se considerar a minha experiência anterior em eleições, é 10.”
Surpresa. Pouco antes do início do programa, foi divulgada a informação de que a Justiça do Ceará havia decidido pela anulação das 14 perguntas que teriam vazado do pré-teste para o Enem. Haddad considerou positiva a decisão, porque afastou a possibilidade de cancelamento total da prova. “Neste ano, a decisão é muito mais sóbria”, disse o ministro, que no entanto indicou que pretende pedir um recurso para que apenas os alunos da escola que teve acesso às questões tenham que refazer o exame. “No nosso entendimento, o Inep deve encaminhar um recurso porque trata-se de uma situação isolada e que pode ser circunscrita.”
Ao ser questionado sobre os graves problemas da educação no Brasil, o ministro atribuiu parte da responsabilidade a um déficit histórico. “É preciso considerar que até os anos 1960, metade da população sequer frequentava a escola”, disse Haddad. “E se você considerar a população negra, esse número chega a escandalosos 20%.” Para ele, a ausência no Brasil de movimentos maiores pela educação, como ocorrem no Chile, decorre também do modelo adotado pelo governo brasileiro, que seria de maior inclusão.
Popularidade. O ministro rechaçou a ideia que o Enem seja impopular entre os jovens, apesar das falhas que ocorrem pelo terceiro ano consecutivo. Ele definiu os problemas ocorridos nas provas como “pontuais” e disse acreditar que a maioria dos estudantes tem uma percepção positiva do programa: “Eu não sinto, sinceramente, que a juventude não compreenda a importância do Enem.”
Participaram da bancada de entrevistadores a editora executiva do jornal O Estado de S. Paulo e coordenadora dos cadernos Aliás, Sabático, TV e Caderno 2, Laura Greenhalgh; a repórter da revista Piauí Clara Becker; o repórter especializado em Educação do jornal Folha de S. Paulo Antônio Gois; o jornalista e diretor do Instituto Fernand Braudel de Economia Mundial, Norman Gall; e a editora da revista Nova Escola Gestão Escolar, Paola Gentile.
Acompanhe:
23h37 - Termina o programa Roda Viva, da TV Cultura.
23h35 - O ministro afirma que “tem a maior honra de ter participado da gestão da prefeita” Marta Suplicy e elogia também o peemedebista Gabriel Chalita. Sobre suas chances de ser o próximo prefeito de São Paulo – de zero a dez -, Haddad desconversa: “É difícil dizer, porque é a primeira eleição que participo desde a eleição para o Centro Acadêmico 11 de Agosto. Se considerar a minha experiência anterior em eleições, é 10.”
23h31 - Questionado sobre as prévias no PT e ausência de Lula da disputa, Haddad afirma que “o único pensamento que passa pela minha cabeça é torcer pelo pronto restabelecimento do presidente Lula”. Para o ministro, qualquer “cálculo” sobre a situação seria “no mínimo desprezível”. Sobre as prévias, Haddad afirma que os prognósticos que previam brigas internas não se comprovaram e o partido “tem se portado muito bem”.
23h21 - Questionado sobre as relações entre o poder público e as escolas de pedagogia, Haddad afirma que não é possível “impor um modelo” de cima para baixo. “Um dos maiores problemas do Brasil é que não tínhamos sequer uma biblioteca para professores”, lembra o ministro. “O que nós estamos fazer é uma prova nacional de concurso para ingresso em uma carreira de docente.”
23h17 - “Um projeto de educação artista, que inclua música, pode ajudar até na matemática”, diz Haddad. “A questão não é em amenidades. A questão é o desenvolvimento da personalidade.” O ministro lembra que os jovens de classe média estudam apenas meio período, mas tem oportunidade de participar de atividades esportivas e culturais fora do ambiente escolar.
23h08 - Haddad é questionado sobre os problemas de segurança dos professores. A capacitação seria suficiente para preparar os docentes para problemas de violência enfrentados nas escolas públicas? “O que eu tenho visto de bom, que tem coibido práticas dessa natureza, é a extensão da jornada escolar para um segundo turno, diferente do primeiro”, diz Haddad. Ele defende que, nesse segundo turno, o aluno tenha a possibilidade de realizar atividades ligadas à cultura e ao esporte. “Combinando isso com a abertura da escola para a comunidade, você cria uma situação em que escola perde o caráter municipal, estadual ou federal, e se torna definitivamente pública.”
22h59 - Para o entrevistador, o currículo é um “vespeiro”. O ministro é questionado sobre a ausência de um currículo nacional para a Educação. “As discussões sobre currículos nacionais em países federativos não vai a lugar algum”, responde Haddad. Ele destaca que, em países com as características do Brasil, é melhor estabelecer diretrizes do que um currículo nacional.
22h55 - Questionado sobre o conteúdo do Enem e as críticas a abordagens diferenciadas, ele afirma que os elaboradores da prova deveriam “prestar atenção às críticas”. Para o ministro, porém, é importante abandonar o “decoreba” em favorecimento a interdisciplinaridade.
22h50 - Questionado sobre a visão que os jovens têm do Enem, Haddad afirma discordar da ideia que o sistema que ele introduziu seja impopular. Ele relembra os protestos pela expansão das universidades federais, que levaram à invasões de reitorias contra a iniciativa do governo. “Eu não sinto, sinceramente, que a juventude não compreenda a importância do Enem”, diz o ministro, para quem os problemas do exame são “pontuais”.
22h41 - Questionado sobre a formação dos professores no Brasil, Haddad afirma que é importante “garantir a gratuidade” da formação dos professores. Ele destaca a criação de um piso salarial nacional para professores. “O mais importante é incidirmos sobre os concursos públicos. Os concursos públicos são muito ruins”, admite Haddad, indicando que os mesmos não pedem conhecimentos ligados à atividade do ensino. As licenciaturas “não estão focadas para o exercício do magistério”, acrescenta, indicando que isso precisa ser alterado para dar um foco à formação.
22h38 - “É preciso considerar que até os anos 1960, metade da população sequer frequentava a escola”, diz Haddad. “E se você considerar a população negra, esse número chega a escandalosos 20%.” Para o ministro, “se você considerar o que se fez na década, houve avanço”, mas considerando os objetivos e “o ponto de partida”, ainda há muito por fazer.
22h35 - “A educação ainda não é um valor social para a maioria da população”, diz Haddad, ao ser questionado sobre a postura da população brasileira em relação aos problemas na área da Educação. “A indignação, mesmo nos países desenvolvidos, dura um curto espaço de tempo”, destaca o ministro. “As pessoas tendem a comparar a educação dos seus filhos com a educação que eles tiveram”, acrescenta.
22h31 - “Na minha opinião, o que ocorreu no Chile é uma crise de um modelo dos anos 80 e 90″, diz o ministro, destacando que lá o ensino público não é gratuito. “A partir de 2004, no Brasil, houve uma inflexão em direção ao acesso”, afirma Haddad, que destaca como o Brasil aumentou o número de estudantes no ensino superior nos últimos anos. “O patamar de saída é muito baixo. Você ainda vai conviver com situações dessa natureza até que essa dívida seja saldada. Você não consegue saldar uma dívida de cem anos em uma década”, afirma Haddad. “Mas as metas estão sendo cumpridas.”
22h28 - Questionado sobre o que fará amanhã sobre a decisão da Justiça do Ceará, o ministro afirma que o Inep deve entrar com um recurso, apesar de considerar a decisão ponderada.
22h24 - “Nos anos de 2000 e 2001 nos atingimos os piores resultados”, lembra Haddad. Depois que a Prova Brasil passou a ser aplicada houve uma melhora no ensino fundamental, afirma o ministro. Ele aponta o Enem como um instrumento com o mesmo papel, para “mudar a abordagem” do ensino médio. “Ao invés de uma pilha de conteúdo, uma interdisciplinaridade maior.”
22h19 - “É a primeira vez que uma instituição de ensino, ou pessoas ligadas a ela, se envolvem em um episódio como esse”, disse o ministro, que destaca a importância da colaboração das instituições de ensino. “Se uma escola não está preocupada com a própria reputação…”, argumenta Haddad, sem completar a frase.
22h15 - Há uma vulnerabilidade intrínseca? “Sim”, diz Haddad. Ele destaca que o problema da gráfica, ocorrido na prova de 2009, não se repetiu. “Não dá para comparar o que aconteceu em 2009 com o que aconteceu em 2010″, diz. “Não sei como o Inep sobreviveu ao exame de 2009.” Nos outros dois anos, segundo Haddad, os problemas foram de natureza diferente. Em 2009, o exame teve que ser refeito em todo o País, como todos os alunos.
22h10 - “O Enem ganhou a dimensão que ganhou por ocasião do lançamento do ProUni”, relembra Haddad. “Nem o MEC podia prever o sucesso do ProUni com a adesão das instituições privadas”, disse o ministro, que afirmou que o número de inscritos “triplicou” após o lançamento do programa. Ele destaca que o pré-teste, de onde saiu o vazamento deste ano, foi adotado para garantir a qualidade do exame.
22h08 - “No ano passado, toda discussão levou menos de dez dias para que tudo ficasse decidido pelo tribunal. No nosso entendimento, o Inep deve encaminhar um recurso porque trata-se de uma situação isolada e que pode ser circunscrita”, disse o ministro, que sugere que o problema seja solucionado “cirurgicamente”.
22h04 - Começa o programa Roda Viva. O ministro Fernando Haddad destaca que a Justiça afastou a possibilidade de cancelamento de todo o Enem em decisão emitida nesta segunda-feira, 31, no Ceará. Ele lembra que, no ano passado, ocorreu um pedido de anulação de todo o exame e, apenas na segunda instância, a decisão foi revertida. “Neste ano, a decisão é muito mais sóbria. Afasta o risco de cancelamento do Enem”, afirma Haddad. A Justiça pediu a anulação apenas das perguntas que teriam vazado.
Tags: Fernando Haddad, Roda Viva
Jair Stangler, do Estadão.com.br
A presidente Dilma Rousseff definiou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva como o “estadista” mundial que apontou o caminha para superar a crise internacional de 2008. A presidente participou da entrega do prêmio “As empresas mais admiradas do Brasil”, concedido pela revista Carta Capital.
O elogio foi uma maneira de homenagear Lula, diagnosticado com câncer de laringe no último final de semana e a quem ela visitou antes de participar da entrega do prêmio. Segundo disse ao deixar o hospital, Lula só queria falar da reunião do G-20 – que acontece dias 3 e 4 em Cannes, na França. Lula iniciou nesta segunda o tratamento de quimioterapia. Dilma definiu Lula ainda como “um sobrevivente, um guerreiro, um superador de desafios.”
“Presto um sincero tributo ao estadista brasileiro e mundial que percebeu lá em 2008 que a maneira mais eficiente de enfrentar a crise internacional que explodia naquela época em Wall Street e começava a contaminar o planeta era com investimento, desonerações tributárias, apoio dos bancos públicos, estímulo ao consumo e ao crescimento econômico. Foi graças a essa visão estratégica de estadista de Luiz Inácio Lula da Silva que o Brasil foi o primeiro País a sair daquela fase da crise e reúne hoje condições de enfrentar novas ameaças com segurança e estabilidade. O presidente Lula nos legou uma receita de desenvolvimento”, declarou.
A fala de Dilma no evento desta segunda antecipou o tom do discurso que vai adotar no G-20. Dilma já viajou para a França na noite desta segunda-feira, 31, pois realiza encontros anteriores com os presidentes da França, Nicolas Sarkozy, e dos Estados Unidos, Barack Obama.
“Orgulho de trabalhadores e de empresários”
No evento, Dilma afirmou ainda que um país como o Brasil tem de ter orgulho de seus trabalhadores e seus empresários. Destacou o grande vencedor da noite, Eike Batista. “Escolhi uma pessoa e não uma empresa, porque os líderes empresariais é que fazem a diferença”, disse.
Segundo ela, estar entre empresários antes de viajar para o G-20 é “inspirador”. Os empresários brasileiros, em sua avaliação, têm anos de vivência de crise e sobrevivência das situações mais difíceis. “Isso é inspirador para o que acontece no mundo”, afirmou. Segundo ela, não se trata de soberba, mas de inspiração para enfrentar os desafios.
A presidente afirmou que vai defender que, além de medidas financeiras urgentes, o G-20 também proponha um plano para o emprego, em especial nos países desenvolvidos. “Nós somos capazes de fazer a nossa parte”, declarou. Se todos fizerem ajustes recessivos, a recessão será uma profecia auto-realizável”, acrescentou.
“Estou convencida de que este foco no crescimento com redução de desigualdades são parte essencial da solução para superar a crise global. Guerra cambial e recessão e desemprego não são a solução. Investir no crescimento não é ideológico”, defendeu.
Afagos entre Dilma e Alckmin
No mesmo evento, Dilma e Alckmin voltaram a trocar afagos, como já haviam feito antes. Dilma destacou a parceria entre o governo federal e o governo de São Paulo. Em sua fala, além de manifestar seu apoio a Lula, Alckmin teceu elogios à maneira como Dilma se relaciona com os governadores, mesmo os de campos opostos, e aprovou também que o governo federal tenha adotado o sistema de concessões para a construção de novos aeroportos.
Também participaram da entrega do prêmio os ministros Helena Chagas (Comunicação Social), Guido Mantega (Fazenda), Gilberto Carvalho (Secretaria Geral da Presidência), Ideli Salvatti (Relações Institucionais), Iriny Lopes (Mulheres), Garibaldi Alves (Previdência), Aloizio Mercadante (Ciência e Tecnologia) e Fernando Pimentel (Desenvolvimento), o governador Cid Gomes (CE) e o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab.
A presidente Dilma Rousseff fez uma pequena pausa na tarde desta segunda-feira, 31, e visitou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no Hospital Sírio Libanês. Lula está internado para a realização da primeira quimioterapia para tratamento do câncer recém descoberto na laringe.
Ao comentar a visita, Dilma disse que o ex-presidente está bem, feliz e um pouco mais rouco do que é normalmente. Embora tenha dito que não conseguiu dar dicas ao ex-presidente, Dilma comentou que ele é um guerreiro e tem certeza de que sairá desse desafio inteiro e feliz. Além disso, afirmou que está certa de que verá Lula desfilando na Gaviões da Fiel.
Acompanhada de Gilberto Carvalho, Dilma chegou ao hospital no final da tarde logo após a cerimônia de posse do novo ministro do Esporte, Aldo Rebelo. Depois da visita, a presidente vai para a reunião do G20, em Cannes, no Sul da França.
Tags: câncer

Eduardo Bresciani, do estadão.com.br
A cerimônia de transmissão de cargo de Orlando Silva para Aldo Rebelo no Ministério do Esporte acabou se transformando em uma clara demonstração de que o PC do B pretende continuar dando as cartas na pasta. O presidente da legenda, Renato Rabelo, não só estava presente como discursou, algo incomum neste tipo de cerimônia.
Rabelo foi o primeiro a falar. Disse que o partido foi vítima de uma campanha “vil e sórdida” e não vai aceitar as denúncias imputadas. “O PC do B levará até o fim a apuração dessa tentativa de nos denegrir”. Fez diversas menções ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que colocou o partido a frente do Esporte ainda em 2003. Elogiou Orlando Silva e disse que o PC do B sente orgulho dele.
O ex-ministro focou seu discurso na defesa do seu trabalho e dos servidores do ministério, principalmente os do programa Segundo Tempo, alvo de sucessivas irregularidades. “Queria cumprimentar os servidores, em especial do Segundo Tempo, imagino como devem ter ficado quando a dedicação de vocês foi tratada de maneira tão vil e desonesta nos últimos dias”. Orlando teve tempo ainda de defender Waldemar de Souza, secretário-executivo da pasta, que deve ser um dos primeiros a ser trocado por Aldo. “Waldemar de Souza foi um leão na condução do ministério”, disse Orlando.
A fala de Aldo foi semelhante à feita na cerimônia de posse, no Palácio do Planalto, na qual fez elogios ao trabalho de Orlando. Em entrevista após a transmissão de cargo, o ministro afirmou que pretende montar a equipe fazendo um equilíbrio entre servidores que já trabalham no ministério e pessoas de fora. Destacou que o fato de ser ou não do PC do B não será importante para suas decisões e prometeu tomar com rapidez decisões sobre as possíveis substituições. Ele procurou ainda minimizar a presença de Rabelo e o discurso de Orlando tratando ambas as ações como praxe.
Tags: Aldo Rebelo, ministério do esporte, Orlando Silva, PC do B
Estadão.com.br
O site Congresso em Foco está sendo processado por 43 servidores do Senado, através de ações individuais, e pode ser condenado pela Justiça a pagar indenizações que somariam quase R$ 1 milhão. Os processos são motivados pela divulgação de uma lista de funcionários do Senado que receberam em 2009, segundo uma auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU), salários acima do teto constitucional.
Segundo o site, os servidores foram orientados a abrirem 43 ações individuais pelo Sindicato dos Servidores do Poder Legislativo (Sindilegis), que teria colocado advogados a disposição para entrarem com processos idênticos. As ações, movidas no Juizado Especial, pedem indenização no valor máximo permitido para os chamados tribunais de pequenas causas: R$ 21,8 mil cada uma.
Desde o final de julho, o Congresso em Foco publica série de reportagens sobre os supersalários pagos a políticos, autoridades e servidores no Executivo, Legislativo e Judiciário. A Constituição Federal determina que a remuneração dos ministros do Supremo Tribunal Federal, atualmente fixada em R$ 26.723, é o teto do funcionalismo.
Veja aqui a lista dos servidores que processam o site
Tags: Congresso Em foco, processo, salário, Senado, TCU
Eduardo Bresciani, do estadão.com.br
O ministro do Esporte, Aldo Rebelo, assumiu a pasta nesta segunda-feira, 31, fazendo elogios a seu antecessor, Orlando Silva, e ao PC do B, partido ao qual os dois pertencem. Ele destacou a importância do cargo e fez questão de pontuar que sua atuação será facilitada devido ao trabalho desenvolvido por Orlando. Fez ainda elogios ao programa Segundo Tempo, de onde surgiram a maioria das denúncias de irregularidades na pasta.
Aldo abriu seu discurso com um elogio à presidente Dilma Rousseff. Enfatizou o fato de ela ser a primeira mulher eleita para ser chefe de estado no país.
Continuou com uma série de elogios a Orlando Silva. “Faço o elogio ao trabalho do ministério porque posso fazê-lo por sua biografia”. Comentando a declaração de inocência feita pelo antecessor, foi além. “Talvez, mais do que inocente, o senhor (Orlando) seja vítima, talvez essa seja a palavra mais precisa”, disse Aldo.
O novo ministro fez ainda menções honrosas ao seu partido, alvo de diversas denúncias de favorecimento por meio de desvio de recursos na pasta. Aldo destacou a trajetória política do partido, a luta contra a ditadura e o fato de a legenda estar prestes a completar 90 anos de história. Afirmou ainda que possíveis erros serão corrigidos, mas não prejudicam a imagem do partido. “O PC do B não está acima da crítica das fatalidades humanas dos erros”.
Aldo fez também uma exposição sobre o Segundo Tempo. Afirmou que a falta de equipamentos esportivos no Brasil dificultou a implantação do programa, que visa beneficiar crianças com a prática de atividades físicas. “A educação tem escola, a saúde têm hospitais, no esporte não tínhamos aonde fazer a política pública.”
O novo ministro enfatizou o fato de que o Brasil vai sediar as Olimpíadas e a Copa do Mundo nos próximos cinco anos. Fez uma longa exposição sobre o futebol e destacou que a Fifa tem mais filiados que a ONU. Disse que precisará da ajuda do governo, de outros ministros, de dirigentes esportivos e até da imprensa para realizar seu trabalho.
Concluiu com duas referências bem-humoradas. A primeira foi pelo dia da posse. Aldo fez um projeto, não aprovado, de transformar o dia 31 de outubro em Dia do Saci, para se contrapor ao norte-americano Halloween. A segunda foi com não poder atender ao primeiro pedido que recebeu no exercício da pasta. De acordo com Aldo, o prefeito de Viçosa (AL), sua cidade natal, pediu que o município sediasse a abertura da Copa do Mundo. Ele afirmou que não será possível atender ao pedido e destacou que o evento será aberto em São Paulo.
A cerimônia lotou o salão Oeste do Palácio do Planalto. Dirigentes esportivos e políticos de diversos partidos estiveram presentes. O mais aplaudido, porém, foi o ex-jogador Pelé, citado em todos os discursos.
Tags: Aldo Rebelo, esporte, Ministério, Orlando Silva, PC do B
Eduardo Bresciani, do estadão.com.br
Orlando Silva usou a cerimônia de posse de seu substituto no Ministério do Esporte, Aldo Rebelo, nesta segunda-feira, 31, para reafirmar sua inocência diante das acusações que o tiraram do cargo. Ele fez diversos elogios ao PC do B, destacou ações de seus cinco anos à frente do ministério, mas só empolgou a plateia quando novamente falou sobre as denúncias.
“Fico feliz de olhar olhos minha mãe, minha mulher, minha filha e nos da senhora, presidente, e poder falar: Eu sou inocente”, disse Orlando, sendo aplaudido de pé.
Acusado de receber dinheiro desviado de programas da pasta, o agora ex-ministro seguiu insistindo que não participava do esquema. “Sou inocente. os dias vão passar, evidencias vão surgir disso e a verdade vai se estabelecer”.
Orlando fez um balanço de sua gestão, destacou projetos como Bolsa Atleta e Lei de Incentivo ao Esporte e comemorou o resultado do Panamericano de Guadalajara no México, encerrado neste domingo, 30.
Tags: Aldo Rebelo, esporte, Ministério, Orlando Silva, PC do B, posse
O ministro da Educação, Fernando Haddad, é um dos pré-candidatos do PT à prefeitura de São Paulo em 2012. Apoiado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Haddad foi cotado por ser um nome novo e, por isso, considerado com mais chances de garantir o partido no governo da capital. Setores do partido já manifestaram apoio público ao ministro. A atuação de Haddad na Educação seria a aposta para alavancar a candidatura em SP. Nas três últimas edições do Enem, houve falhas na aplicação da prova e em razão disso o estadão.com.br pergunta:
As falhas no Enem 2011 comprometem a candidatura de Haddad à Prefeitura de SP?
Total de votantes: 465
Tags: Enem, enquete, haddad eleições 2012
Antes do jogo entre Corinthians e Avaí, no estádio do Pacaembu, em São Paulo, o Corinthians e a torcida do time homenageram o ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva, fanático torcedor do clube, que teve um tumor na laringe diagnosticado neste final de semana. O jogo foi vencido pela equipe paulista, por 2 a 1. Com o resultado, o Corinthians voltou à liderança do campeonato.
Lula, que inicia nesta segunda-feira, 31, tratamento com quimioterapia em um hospital de São Paulo, viu de casa o seu time entrar em campo com uma faixa com os dizeres “Força, Lula”. A torcida também homenageou Lula com uma bandeira com seu rosto.
Tags: câncer Lula, Corinthians, Lula

Eduardo Bresciani, do estadão.com.br
O consórcio responsável pela obra do Estádio Nacional de Brasília, formado pelas construtoras Andrade Gutierrez e Via Engenharia, entrou nesta sexta-feira, 28, com uma ação no Tribunal Regional do Trabalho da 10ª região para tentar acabar com a greve de trabalhadores, que teve início na quarta-feira, 26. O empreendimento é apontado como um dos de estado mais avançado na preparação para a Copa do Mundo de 2014 e o estádio foi escolhido para receber a abertura da Copa das Confederações de 2013. A previsão de entrega da obra é dezembro de 2012.
Os operários querem receber um abono por produtividade, reajuste no valor pago por horas extras, plano de saúde e um vale refeição, além da alimentação já oferecida no local da obra. O consórcio afirma não ter recusado nenhuma das reivindicações, tendo apenas pedido prazo para negociar. Diante da manutenção da greve, porém, optou por acionar a justiça com uma ação de dissídio coletivo. A primeira tentativa de conciliação pelo TRT será feita na segunda-feira, dia 31.
O vice-presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e do Mobiliário de Brasília, Raimundo Salvador, disse que os operários foram surpreendidos com a posição da empresa. Ele afirma que a insatisfação na obra vem crescendo nos últimos meses. Na visão de Salvador, a decisão do consórcio de buscar a justiça poderá comprometer o ritmo da obra. “Se não for feito um acordo e o TRT apenas acabar com a greve, os operários não vão mais vestir a camisa”, argumenta.
O consórcio justifica a ação judicial devido ao impasse na negociação. Na quarta-feira, os dois lados fizeram um acordo prévio onde algumas reivindicações menores seriam atendidas e as outras receberiam uma resposta em até dez dias. Na quinta-feira, 27, porém, os trabalhadores recusaram esta proposta em assembleia e decidiram manter a paralisação. Por enxergar uma insegurança nas negociações é que a empresa recorreu à justiça. Em nota, o consórcio destaca que o objetivo é contar com a “intermediação” e ressalta que antes de qualquer decisão judicial haverá tentativas de conciliação.
Tags: 2014, Brasília, consórcio, greve, Justiça
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