Jair Stangler, do Estadão.com.br
O ex-governador de São Paulo José Serra, afirmou nesta segunda-feira, 19, considerar que “há muita ilusão quanto ao que Comissão da Verdade possa produzir”. Serra, que era presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE) à época do golpe, disse não ser contra a comissão, mas não acredita em muitos resultados positivos.
“Eu acho que o material deve ter sido destruído. A impressão que eu tenho é que foi tudo apagado. Se puder achar (mortos e desaparecidos), melhor”, afirmou.
Serra participou nesta segunda-feira, 19, do lançamento do site Brado Retumbante, idealizado pelo jornalista Paulo Markun. Também estiveram presentes ao evento, que aconteceu no Museu da Imagem e do Som em São Paulo, o vereador Agnaldo Timóteo (PR), o ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu (PT), a senadora Marta Suplicy (PT), Eduardo Suplicy (PT-SP), o vereador Netinho de Paula (PCdoB) e o ex-locutor Osmar Santos, entre outros.
Tags: comissão da verdade, Direitos Humanos, ditadura militar, José Serra
O Museu do Genocídio Tuol Sleng é um museu em Phnom Penh, capital do Camboja. No passado, o lugar era a escola secundária Tuol Svay Prey. Durante o regime de Pol Pot, o colégio foi transformado na Unidade de Aprisionamento e Interrogatório S-21, ou Tuol Sleng, que em khmer significa “Montanha das Árvores Venenosas”.
Outrora a escola secundária Tuol Svay Prey [1], nomeada em homenagem a um ancestral do rei Norodom Sihanouk, os cinco edifícios do complexo foram transformados, em Agosto de 1975, quatro meses após o Khmer Vermelho haver vencido a guerra civil, em um centro de prisão e interrogatório. O lugar recebeu o nome de Tuol Sleng, e o Khmer Vermelho logo começou as construções para que o antigo colégio pudesse começar a receber os internos: o perímetro foi fechado com cercas de arame farpado eletrificado, nas salas de aula foram erguidas minúsculas celas individuais rudimentarmente construídas e as janelas foram fechadas com barras de ferro e arame farpado.
O Khmer Vermelho está tão distante da nossa realidade quanto as décadas de 60 e 70 e a guerrilha do Araguaia. Guerrilha, por sí só essa designação já deveria encerrar o assunto. O Estado reagiu e a violência do Estado é reconhecida como uma obrigação de suas forças armadas na defesa de seus valores e interesses permanentes. Tanto que foram mortos em combate. Se eliminados depois de presos, foi como consequência da própria luta que era armada e insuflada por ideologias dos dois lados do cano da arma. Não era uma guerra de conquista mas sim de defesa do território nacional e da autoridade do Estado. Pelo visto é bom perder briga contra o Brasil. Todos se deram bem, índios, escravos, guerrilheiros, bolivianos, paraguaios. Tão se fazendo com juros.
responder este comentário denunciar abuso[...] Prazo. A comissão terá prazo de dois anos para realizar suas investigações. Poderá requisitar informações a órgãos do poder público, convocar testemunhas, determinar a realização de perícias. Não será permitida a divulgação de documentos classificados como sigilosos. A investigação não servirá para a punição de envolvidos porque a comissão está sujeita à Le…. [...]
Concordo com a opinião de Serra. A quem interessaria ainda na época do regime militar e ante-véspera da plena democratização do país, manter a guarda de documentos que a própria legislação da época autorizava a destruição? Se existirem documentos históricos remanescentes, terão eles, é claro, referências aos atos da esquerda armada, e que deverão vir a público, e não ao contrário, como pretende a esquerda, para punir à margem da lei da anistia. E servirão apenas para documentar pedidos de indenização por parte de quem ainda não a obteve. Afinal, serão documentos comprobatórios de prisões realizadas naquele período para fins de “pensão-ditadura”….
Serra tem razão. E mais: o exame desses documentos servirão de argumento para muita gente que não consegue provar que foi presa ou perseguida pelo regime militar, exclusivamente para requerer indenizações.
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