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Roldão Arruda, especial para o Estadão.com.br

Familiares de mortos e desaparecidos na ditadura militar e representantes de entidades de direitos humanos querem atrair a atenção da sociedade para o debate em torno do projeto de lei que cria a Comissão da Verdade, em tramitação no Congresso. Uma iniciativa nesse sentido ocorreu na tarde desta sexta-feira, 30, em São Paulo, no vão livre do Masp, na Avenida Paulista.

Com faixas e panfletos distribuídos às pessoas que passavam por ali, criticaram a forma como a comissão está sendo realizada –  sem a possibilidade de punir os responsáveis por crimes de violações de direitos humanos, como torturas, mortes e desaparecimentos forçados. O grupo, com cerca de 80 manifestantes também marchou pela Avenida Paulista até o gabinete regional da Presidência da República, na esquina com a Rua Augusta. Ali entregaram à chefe do gabinete, Rosemeyre Noronha, um manifesto endereçado à presidente Dilma Rousseff.

A deputada federal  e ex-prefeita de São Paulo, Luiza Erundina (PSB) seguiu à frente da marcha. “Não podemos baixar a guarda”, disse ela. “Se a comissão for aprovada, é preciso discutir o perfil das pessoas que vão integrá-la. Temos que fazer pressão social para que ela funcione de fato como comissão da verdade, da memória e também da justiça.”

Apenas três representantes dos familiares de mortos e desaparecidos foram recebidos pela chefe do gabinete regional. Entre eles encontrava-se  Crimeia de Almeida, que foi submetida a torturas nos porões da ditadura e  perdeu três familiares na guerrilha do Araguaia. Ela criticou o fato de  Dilma não ter recebido até hoje nenhuma representação das famílias.

“Não posso aceitar isso: a presidente  manda seu ministros para negociar com generais os rumos da Comissão da Verdade, mas se recusa a receber uma comissão de representantes de familiares de mortos e desaparecido s na ditadura militar”, afirmou. “Estamos pedindo uma audiência desde a posse e até hoje não tivemos resposta.”

Crimeia também criticou o argumento de alguns setores políticos paras os quais a comissão deve tratar de igual maneira os crimes cometidos pelos agentes do Estado e os que pegaram em armas para combater o regime militar. “Os opositores já foram punidos”, disse. “Já foram julgados de acordo com a antiga Lei de Segurança Nacional, foram condenados e cumpriram pena, enquanto os torturadores continuam por aí, sem nenhuma punição. Não se pode tratar os dois lados da mesma maneira.”

O  advogado Antonio Funari Filho, presidente da Comissão de Justiça de Paz, vinculada à Arquidiocese de São Paulo, também participou da manifestação. “Não se pode por uma pedra sobre os crimes, porque dessa maneira os problemas nunca acabam”, afirmou. “O sentimento de impunidade acaba estimulando novos crimes, novas violações de direitos humanos. É preciso esclarecer tudo o que ocorreu naquela período.”

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Daiene Cardoso, de Agência Estado

O ministro da Educação, Fernando Haddad, um dos pré-candidatos do PT à Prefeitura de São Paulo, ganhou nesta sexta-feira, 30, o apoio de integrantes da corrente Novo Rumo, grupo que tem a maioria dos representantes no Diretório Municipal da legenda. Com isso, o candidato do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva passa a ter o apoio oficial de sete dos 11 vereadores do partido na Câmara Municipal de São Paulo e aproximadamente 60% dos membros do Diretório Municipal – incluindo as correntes Mensagem ao Partido e Construindo um Novo Brasil (CNB).

Haddad foi recebido num salão lotado do Diretório Municipal do partido, no centro da capital paulista, e tirou muitas fotos com os militantes. Ele recebeu nesta sexta o apoio dos vereadores José Américo, Juliana Cardoso e Ítalo Cardoso. Também participaram do evento o prefeito de Osasco, Emídio de Souza, e os deputados federais Vicente Cândido e Devanir Ribeiro. “Você será a grata surpresa para o nosso município”, afirmou Ribeiro. “Nós demoramos muito para nos decidir, mas tomamos uma decisão amadurecida”, disse Américo.

Em discursos, os aliados de Haddad destacaram a capacidade de aglutinação e diálogo do ministro como diferenciais. “Nenhuma candidatura pode prescindir a Marta (Suplicy), mas o Haddad agrega mais forças. Hoje a movimentação dentro do PT mostra que ele tem mais chances de nos levar à vitória”, justificou o vereador Ítalo Cardoso.

Em sua declaração de apoio ao ministro, a vereadora Juliana Cardoso falou em seu nome e em nome do deputado estadual Adriano Diogo. “Depois de oito anos de Serra e Kassab, ninguém merece tanto castigo. A cidade apresenta suas marcas de tortura, suas sequelas, seus traumatismos profundos. A eleição de 2012 será nossa Comissão da Verdade. Os coronéis voltaram, e todo o tipo de maldade, com distinção de classes, foi feita contra um povo, principalmente contra os mais frágeis. Cidade Limpa! Limpa sim, de pobres, de pretos e de periféricos, cidade higienizada, cidade ariana”, disse Juliana, ao ler uma carta de apoio a Haddad, arrancando aplausos da plateia.

Para os petistas, a pré-candidatura de Haddad ganha força dentro da militância do partido, uma vez que o ministro tem participado das caravanas do PT nos bairros e tem se aproximado dos militantes. Segundo Haddad, ele tem participado das plenárias do partido às sextas-feiras, sábados e domingos. Até agora foram realizados 18 dos 35 encontros realizados pelo Diretório Municipal.

“Qualquer um aqui é escolhido pela militância do PT. Você (Haddad) é o candidato do Lula e da Dilma sim, mas é o candidato das bases do partido. No processo de debate interno, você tem convencido que você é o melhor candidato”, disse o vereador Chico Macena, que pertence à corrente Construindo um Novo Brasil, mas foi um dos petistas que trabalhou para atrair o apoio do Novo Rumo ao ministro.

“No início, muita gente achava ‘ih, esse não vai chegar a lugar algum’. Mas quando começamos a conhecê-lo de perto, começamos a analisar que o Lula está com a razão”, emendou o suplente de vereador Paulo Reis. Ele acrescentou que, em 2010, Lula indicou a então ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, e que muitos petistas achavam que ela não tinha viabilidade eleitoral. Agora, de acordo com Reis, Lula acerta ao apontar para um candidato que simboliza a renovação. “Mais uma vez o Lula está com a razão”, afirmou.

Para Haddad, independentemente da discussão sobre a realização de prévias, os militantes precisam buscar a união do partido em 2012. Em seu discurso, ele afirmou que Marta foi a melhor prefeita que São Paulo já teve e ressaltou que pretende trabalhar por qualquer candidato que venha a ser escolhido pela sigla. “Com prévias ou sem prévias, vamos construir a vitória do PT”, disse o ministro.

Aos jornalistas, Haddad afirmou que não trabalha hoje com a hipótese de acordo, mas sim de disputar o voto dos militantes nas prévias. “Não vejo como um problema o fato de haver prévia”, respondeu. Sobre o apoio da maioria dos vereadores e do Diretório Municipal, o ministro disse que o mais importante neste momento é manter a aproximação com a militância. Durante o discurso, Haddad pediu que os militantes se esforcem para reconquistar a administração da cidade. “É para honrar a nossa trajetória que eu vou fazer o possível e o impossível para ser um elemento de unidade pela vitória, para construir um plano de governo e para governar com o coração se eu for eleito. Temos de ganhar o coração desta cidade”, afirmou o pré-candidato.

Embora Haddad diga não temer prévia, Emídio, um dos caciques do PT no Estado, disse estar confiante num acordo que evite a eleição interna entre os senadores Marta e Eduardo Suplicy e os deputados federais Jilmar Tatto e Carlos Zarattini. “Estou confiante que vamos chegar ao final deste movimento sem prévia”, disse.

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Gustavo Porto, correspondente de Agência Estado em Ribeirão Preto

A sete dias do prazo final para a filiação partidária de candidatos às eleições municipais de 2012, a prefeita de Ribeirão Preto (SP), Dárcy Vera, está decidida a trocar o DEM pelo PSD, do amigo e padrinho político Gilberto Kassab, prefeito de São Paulo. “Ela disse que está realmente disposta a ir para o PSD, o que me surpreendeu”, disse à Agência Estado Mandrison de Almeida, marido da prefeita.

Além da pressão constante de Kassab, a crise entre a prefeita e o PSDB e o governador Geraldo Alckmin ajudou Dárcy a mudar de ideia sobre sua permanência no DEM. Nesta sexta-, em seu perfil na rede de microblogs Twitter, Dárcy reproduziu um link para uma matéria na qual o senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) critica o tratamento dado pelo diretório tucano em São Paulo a ele e ao ex-governador José Serra. “Aloysio Nunes diz que PSDB-SP ignora ele e o Serra. Imaginem o que fazem comigo em Ribeirão”, criticou a prefeita. “O desabafo do senador mostra o desconforto dele na própria casa, que é o PSDB”, completou.

O descontentamento de Dárcy com Alckmin teria origem em uma suposta promessa de apoio do governador à reeleição da prefeita em 2012, o que certamente não se concretizará. Alckmin defende a candidatura de um dos seus políticos mais próximos, o deputado federal e líder tucano na Câmara, Duarte Nogueira. O PSDB de Ribeirão Preto tem ainda como possível candidato o ex-prefeito e deputado estadual Welson Gasparini, derrotado por Dárcy em 2008.

Para o marido da prefeita, a ida de Dárcy para o PSD melhoraria ainda mais o bom relacionamento dela com o governo federal e com o PT, ainda com influência na cidade do ex-prefeito e ex-ministro da Fazenda e da Casa Civil, Antonio Palocci. “No PSD, uma coligação com o PT seria difícil, mas certamente evitaria ataques a ela em 2012″, disse Almeida. “Se ela for reeleita, aí o governador vai tratá-la como deveria”, concluiu.

Procurada na noite desta sexta-feira, 30, a prefeita ainda não se manifestou sobre a ida para o PSD.

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Estadão.com.br

A Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) terá de pagar multa diária se descumprir decisão judicial que a obriga a publicar a relação completa dos servidores lotados nos gabinetes e escritórios políticos dos 94 deputados estaduais. O valor ainda será definido pela 12.ª Vara da Fazenda da Capital, a partir de manifestação do Ministério Público Estadual.

O Supremo Tribunal Federal (STF), em julgamento no início de julho, definiu que a Assembleia tem dever de tornar público os nomes de todos os funcionários, efetivos ou comissionados. Além disso, a cada nova contratação, o Legislativo terá de dar publicidade.

Se você é a favor da decisão do STF e acha que essa divulgação deve acontecer, entre em contato com os deputados para formalizar o seu pedido. Os emails estão abaixo:

Deputado/ E-mail / Partido

Adilson Rossi     adilsonrossi@al.sp.gov.br     s/Partido
Adriano Diogo     adiogo@al.sp.gov.br     PT
Afonso Lobato     padreafonso@al.sp.gov.br     PV
Aldo Demarchi     ademarchi@al.sp.gov.br     DEM
Alencar Santana     alencarsantana@al.sp.gov.br     PT
Alex Manente     alexmanente@al.sp.gov.br     PPS
Ana do Carmo     anadocarmopt@al.sp.gov.br     PT
Ana Perugini     aperugini@al.sp.gov.br,  anaperugini at yahoo.com.br     PT
Analice Fernandes     afernandes@al.sp.gov.br     PSDB
André do Prado     andredoprado@al.sp.gov.br  andredoprado at hotmail.com.br     PR
André Soares     asoares@al.sp.gov.br     DEM
Antonio Mentor     amentor@al.sp.gov.br     PT
Antonio Salim Curiati     scuriati@al.sp.gov.br     PP
Ary Fossen     afossen@al.sp.gov.br     PSDB
Baleia Rossi     baleiarossi@al.sp.gov.br     PMDB
Barros Munhoz     barrosmunhoz@yahoo.com.br     PSDB
Beto Trícoli     betotricoli@al.sp.gov.br     PV
Campos Machado     cmachado@al.sp.gov.br     PTB
Carlão Pignatari     carlaopignatari@al.sp.gov.br     PSDB
Carlos Bezerra     carlosbezerrajr@al.sp.gov.br     PSDB
Carlos Cezar     carloscezar@al.sp.gov.br     s/Partido
Carlos Giannazi     carlosgiannazi@uol.com.br     PSOL
Carlos Grana     carlosgrana@al.sp.gov.br     PT
Cauê Macris     cauemacris@al.sp.gov.br     PSDB
Célia Leão     cleao@al.sp.gov.br     PSDB
Celino Cardoso     ccardoso@al.sp.gov.br     PSDB
Celso Giglio     cgiglio@al.sp.gov.br     PSDB
Chico Sardelli     chicosardelli@al.sp.gov.br     PV
Dilmo dos Santos     dilmodossantos@al.sp.gov.br     PV
Donisete Pereira Braga     dpbraga@al.sp.gov.br     PT
Ed Thomas     edthomas@al.sp.gov.br     PSB
Edinho Silva     edinhosilva@al.sp.gov.br     PT
Edmir Chedid     echedid@al.sp.gov.br     DEM
Edson Ferrarini     eferrarini@al.sp.gov.br     PTB
Enio Tatto     eniotatto@al.sp.gov.br     PT
Estevam Galvão de Oliveira     egalvao@al.sp.gov.br     DEM
Feliciano Filho     felicianofilho@al.sp.gov.br     PV
Fernando Capez     fcapez@al.sp.gov.br     PSDB
Geraldo Cruz     geraldocruz@al.sp.gov.br     PT
Geraldo Vinholi     gvinholi@al.sp.gov.br     PSDB
Gerson Bittencourt     gersonbittencourt@al.sp.gov.br     PT
Gil Arantes     garantes@al.sp.gov.br     DEM
Gilmaci Santos     gilmacisantos@al.sp.gov.br     PRB
Gilson de Souza     deputadogilson@al.sp.gov.br     DEM
Hamilton Pereira     hpereira@al.sp.gov.br     PT
Hélio Nishimoto     helionishimoto@al.sp.gov.br     PSDB
Heroilma Soares Tavares     heroilmastavares@al.sp.gov.br     PTB
Isac Reis     isacreis@al.sp.gov.br     PT
Itamar Borges     itamarborges@al.sp.gov.br     PMDB
João Antonio     joaoantoniosilvafilho@al.sp.gov.br     PT
João Caramez     jcaramez@al.sp.gov.br     PSDB
João Paulo Rillo     joaopaulorillo@al.sp.gov.br     PT
Jooji Hato     hato@al.sp.gov.br     PMDB
Jorge Caruso     jcaruso@al.sp.gov.br     PMDB
José Bittencourt     jbittencourt@al.sp.gov.br     PDT
José Cândido     josecandido@al.sp.gov.br     PT
José Zico Prado     jprado@al.sp.gov.br     PT
Leci Brandão     lecibrandao@al.sp.gov.br     PC do B
Luis Carlos Gondim     lcgondim@al.sp.gov.br     PPS
Luiz Cláudio Marcolino     lcmarcolino@al.sp.gov.br     PT
Luiz Moura     luizmoura@al.sp.gov.br     PT
Marco Aurélio de Souza     marcoaurelio@al.sp.gov.br     PT
Marcos Martins     mmartins@al.sp.gov.br     PT
Marcos Neves     marcosneves@al.sp.gov.br     s/Partido
Marcos Zerbini     mzerbini@al.sp.gov.br     PSDB
Maria Lúcia Amary     mlamary@al.sp.gov.br     PSDB
Mauro Bragato     mbragato@al.sp.gov.br     PSDB
Milton Leite Filho     mleite@al.sp.gov.br     DEM
Milton Vieira     miltonvieira@al.sp.gov.br     DEM
Olímpio Gomes     molimpio@al.sp.gov.br     PDT
Orlando Bolçone     orlandobolcone@al.sp.gov.br     PSB
Orlando Morando     omorando@al.sp.gov.br     PSDB
Pedro Bigardi     pabigardi@al.sp.gov.br     PC do B
Pedro Tobias     ptobias@al.sp.gov.br     PSDB
Rafael Silva     rsilva@al.sp.gov.br     PDT
Regina Gonçalves     reginagoncalves@al.sp.gov.br     PV
Reinaldo Alguz     reinaldoalguz@al.sp.gov.br     PV
Rita Passos     rpassos@al.sp.gov.br     PV
Roberto Engler     rengler@al.sp.gov.br     PSDB
Roberto Massafera     rmassafera@al.sp.gov.br     PSDB
Roberto Morais     rmorais@al.sp.gov.br     PPS
Rodrigo Moraes     deputadorodrigomoraes@al.sp.gov.br     PSC
Rogério Nogueira     rnogueira@al.sp.gov.br     PDT
Roque Barbiere     rbarbiere@al.sp.gov.br     PTB
Rui Falcão     rfalcao@al.sp.gov.br     PT
Samuel Moreira     samuelmoreira@al.sp.gov.br     PSDB
Sebastião Santos     sebastiaosantos@al.sp.gov.br     PRB
Simão Pedro     spedro@al.sp.gov.br     PT
Telma de Souza     telmadesouza@al.sp.gov.br     PT
Ulysses Tassinari     ulyssestassinari@al.sp.gov.br     PV
Vanessa Damo     vdamo@al.sp.gov.br     PMDB
Vinícius Camarinha     vcamarinha@al.sp.gov.br     PSB
Vitor Sapienza     vsapienza@al.sp.gov.br     PPS
Welson Gasparini     wgasparini@al.sp.gov.br     PSDB

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Eduardo Bresciani, de Estadão.com.br

Dois diretores da alta cúpula do Senado Federal estão levantando dinheiro extra dando aulas em um cursinho preparatório para um concurso da própria Casa. A secretária-geral do Senado, Cláudia Lyra, e o consultor-geral, Paulo Mohn, têm salários acima de R$ 20 mil e ocupam dois dos principais cargos na hierarquia do Senado.

Cláudia e Mohn estão atuando como professores para o Instituto de Gestão, Economia e Políticas Públicas (Igepp) dentro de uma linha de cursos vendida como “Projeto Senado”.

A disciplina ministrada pela secretária-geral tem aulas aos sábados de manhã ou segunda-feira à noite. O nome é “Tópicos Avançados de Processo Legislativo e Regimentos com Discursiva Comentada”. Uma turma teve início em agosto e outra está marcada para este mês. Para poder assistir a sete aulas com Cláudia o aluno tem de desembolsar R$ 480.

Para ter o auxílio do consultor-geral do Senado os concurseiros também pagam caro. Mohn leciona a disciplina “Processo Legislativo e Regimentos” e o aluno tem de pagar de R$ 880 por 16 aulas nos domingos de manhã ou segunda-feira à noite. Se desejar realizar apenas fazer o módulo de exercícios, com seis aulas, o custo é de R$ 360.

Cláudia diz não haver problema em sua atividade extra porque ela não participa da elaboração do concurso. “Não tem nenhum problema porque eu não estou vinculada com isso. O concurso diz respeito à área administrativa, a secretaria-geral da Mesa e a consultoria-geral são da área legislativa”, argumentou. O Estado tentou contato com Paulo Mohn e aguarda retorno.

A Secretaria Especial de Comunicação do Senado informou ao Estado que a Casa não foi consultada pelos servidores sobre esta atividade extra, mas que “não há impedimento legal”. A Casa está consolidando os dados sobre a necessidade de funcionários nas diversas áreas do Senado para lançar o edital. Segundo a Secretaria, os dois diretores professores têm como “única participação” no processo de realização do concurso a indicação de qual é o número de funcionários que são necessários em suas áreas.

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Flávia D’Angelo, do Estadão.com.br

Depois de um ano da entrega das assinaturas para a Lei da Ficha Limpa, a ex-prefeita de São Paulo e deputada federal Luiza Erundina (PSB-SP) lamenta que a lei não tenha tido eficácia já para as eleições de 2010 e prevê que existe a possibilidade de a lei não ter validade para as eleições de 2012. A deputada participou nesta quinta-feira, 29, de uma solenidade em comemoração ao primeiro ano da entrega de mais de 1,5 milhão assinaturas para tramitação no Congresso do projeto de iniciativa popular .

“Acho que o Congresso, por uma conjuntura eleitoral, contribuiu para que ela (Lei da Ficha Limpa) fosse aprovada naquele ano (2010). Ao mesmo tempo, não assegurou a eficácia. E assim ela não valeu para 2010. Isso gerou uma frustração em quem investiu para conseguir as assinaturas”, pontuou a deputada. Erundina disse que a sociedade está pronta e que o fato de a lei ter sido aprovada e ter caráter de democracia participativa é “inusitado”. “São poucas com caráter político que tem êxito”.

STF. O ato foi marcado pelo Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE), que junto com o coordenador da Frente Parlamentar Mista de Combate à Corrupção, deputado Francisco Praciano (PT-AM) entregou uma carta endereçada à presidente Dilma Rousseff pedindo que seja indicado para o Supremo Tribunal Federal (STF) um ministro que esteja compromissado com a Lei da Ficha Limpa.

Com informações da Agência Câmara

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Agência Estado

A presidente Dilma Rousseff viaja nesta sábado, 1, à noite para Bruxelas, na Bélgica, dando início a uma movimentada passagem de sete dias pela Europa, em um roteiro que inclui Bulgária e Turquia. Na segunda-feira, 3, Dilma participa de reunião de trabalho com o primeiro ministro da Bélgica, Yves Leterme, e à noite vai a um jantar oferecido pelo presidente do Conselho Europeu, Herman van Rompuy, e pelo presidente da Comissão Europeia, José Manuel Barroso. Na terça-feira, 4, participa da 5ª Cúpula Brasil-União Europeia e se encontra com o Rei Albert II, que lhe oferece um almoço de homenagem.

No início da tarde, participa de encerramento do seminário empresarial Brasil-União Europeia. Também está prevista a presença da presidente na cerimônia de abertura do festival cultural Europália, um dos mais tradicionais do Velho Continente.

Dilma sai de Bruxelas para Sófia, capital búlgara, no final da tarde de terça-feira, 4. Começa a programação na Bulgária no dia seguinte com cerimônia oficial de chegada seguida de reunião privada com o presidente Georgi Parvanov. Haverá assinatura de atos e condecoração da presidente.

À tarde, se encontra com o ministro Boyko Borissov. No mesmo dia, fará visita de cortesia à presidente da Assembleia Nacional da Bulgária, Tsetska Tsacheva, e encerramento do fórum empresarial Brasil – Bulgária. À noite, Parvanov oferece jantar de estado em homenagem a Dilma.

Na quinta, 6, Dilma deve fazer visita com o presidente búlgaro à cidade de Veliko Turnovo, onde visitará o forte. Depois, se desloca para Gabrovo, cidade natal de seu pai, onde será recebida pelo governador. Estão previstas visita ao Museu de História Regional e encontros com familiares.

“A visita da presidente à Bulgária terá um forte componente pessoal e emocional dados os laços familiares com a Bulgária. Do ponto de vista de suas relações bilaterais, a visita será uma oportunidade de fortalecer o diálogo político, explorar as possibilidades de maiores investimentos brasileiros na área da aeronáutica e de veículos e estimular o crescimento do comércio”, disse o porta-voz da Presidência, Rodrigo Baena.

No final da tarde, Dilma parte para Ancara, Turquia. Na sexta-feira, participa de cerimônia floral no Mausoléu de Atartuk. Antes do almoço, encerramento do encontro empresarial Brasil-Turquia. À tarde, cerimônia oficial de chegada, com o presidente da Turquia, Abdullah Gul, seguida de cerimônia de assinatura de atos e declaração imprensa. Depois, se reúne com o primeiro ministro Recep Tayyip Erdogan. No sábado, Dilma embarca de volta ao Brasil.

A comitiva da presidente será formada por seis ministros: Antonio Patriota (Relações Exteriores), Fernando Pimentel (Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior), Aloizio Mercadante (Ciência e Tecnologia), Paulo Bernardo (Comunicações), Ana de Hollanda (Cultura) e Helena Chagas (Comunicação Social).

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Eduardo Bresciani, do Estadão.com.br

A presidente Dilma Rousseff vai retirar a urgência constitucional do projeto que cria o Ministério de Micro e Pequenas Empresas. O acordo foi fechado nesta quinta-feira, 29, por Dilma com o presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), durante evento no Palácio do Planalto. Maia pediu a retirada para liberar a pauta de sessões extraordinárias da Câmara e conseguir votar outros projetos.

O pedido da retirada da urgência foi feito pela oposição nesta semana. O compromisso é de apreciar a proposta no dia 26 deste mês, sem obstrução. Se criado, o ministério será o de número 39.

Após conseguir convencer a presidente, Maia vai apresentar aos líderes uma lista com 17 projetos para serem votados nas próximas semanas. O projeto que altera o funcionamento do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) está contemplado na proposta, assim como o do novo Código Brasileiro de Aeronáutica, que permite a ampliação de participação de capital estrangeiro nas empresas aéreas.

A proposta de votação inclui ainda seis Propostas de Emenda Constitucional (PEC). Entre elas está a que trata do trabalho escravo, que historicamente enfrenta resistências na Casa. Um temor de aliados é que ao abrir a possibilidade de votação de PECs entre na pauta a proposta que cria um piso salarial nacional para policiais e bombeiros. O Executivo e os governadores são contrários a esta proposta e temem que sua votação provoque um estouro nos cofres públicos.

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Andrea Jubé, da Agência Estado

O governo Dilma Rousseff foi avaliado como ótimo ou bom por 51% dos entrevistados, de acordo com  a pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) encomendada ao Ibope e divulgada nesta sexta-feira, 30. O levantamento anterior, de julho, indicava aprovação de 48%. A melhoria na avaliação cresceu mais entre os eleitores da região Sul, que teve os maiores índices de ótimo ou bom, de 57%.

No Nordesde, o índice ficou em 52%, a frente ainda, embora dentro da margem de erro, do Sudeste, com 50%. Na pesquisa anterior, a aprovação no Sul era de 45%. Já no Nordeste, a aprovação era maior, de 52%. O Ibope realizou 2.002 entrevistas em 141 municípios entre os dias 16 a 20 de setembro. A margem de erro é de 2 pontos porcentuais para mais ou para menos. Em relação à pesquisa feita em março, a avaliação positiva do governo Dilma caiu cinco pontos porcentuais, de 56% para 51%.

A fatia dos entrevistados que consideram o governo ruim ou péssimo oscilou dentro da margem de erro da pesquisa, de 12% para 11%, em relação à rodada anterior, divulgada em julho. O governo é melhor avaliado entre os entrevistados com mais de 50 anos, faixa em que 55% consideram-no ótimo ou bom. “Quanto menor o nível de renda familiar do entrevistado, melhor a avaliação do governo Dilma”, diz a análise da pesquisa.

Dilma. A aprovação pessoal da presidente Dilma também cresceu e passou de 67% para 71% em relação à rodada anterior, divulgada em julho. A desaprovação da presidente caiu quatro pontos porcentuais, de 25% em julho para 21%, na pesquisa divulgada hoje. Segundo a CNI/Ibope, Dilma é melhor avaliada entre os entrevistados de 50 anos ou mais (75% de aprovação) e entre aqueles que cursaram somente até a quarta série do ensino fundamental (77%). Para o gerente de Pesquisas da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Renato da Fonseca, “faxina” contra a corrupção promovida pelo governo federal contribuiu para a alta de popularidade da presidente.

Atualizado às 14h52

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