Jair Stangler e Karina Ninni, do Estadão.com.br
A ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva defendeu nesta quinta-feira, 11, em São Paulo, diálogo com o agronegócio para alterar o projeto de Código Florestal em tramitação no Congresso. Ela particpou do Encontros Estadão&Cultura, realizado na Livraria Cultura do Conjunto Nacional, em São Paulo.
De acordo com Marina, é um “desserviço” tratar todo o agronegócio como estando todo ele alinhado ao Código Florestal aprovado na Câmara. Marina, que deixou o PV em julho, disse ainda não temer o enfrentamento com a bancada ruralista, a mais forte no Congresso e afirmou acreditar na capacidade de convencimento dos parlamentares, inclusive os desta bancada.
Marina ainda fez um alerta: “Proteger floresta será tão difícil que dificilmente nós manteremos os 60% de cobertura florestal que nós temos hoje.”
A ex-ministra também criticou o argumento de que a defesa das florestas e do meio ambiente no País é financiada por ONGs de países que destruíram suas florestas e agora querem se meter em assuntos do País. “Um dos desserviços da discussão equivocada do Código Florestal foi tentar pintar a legislação brasileira como fruto de interesses externos”, diz.
Veja como foi:
13h39 – Em suas considerações finais, Marina exibe um cartaz com os dizeres: “O ar que você respira podia ser melhor se tivesse floresta mais perto”
13h37 – “Proteger floresta será tão difícil que dificilmente nós manteremos os 60% de cobertura florestal que nós temos hoje”, afirma.
13h29 – Respondendo a pergunta enviada por leitor via Twitter, Marina explica que “existem áreas que devem ser preservadas, existem áreas que vão ser manejadas e existem áreas que precisam ser consolidadas. Impacto zero não existe. Mas precisamos diminuir o impacto sobre as florestas. Existem milhões de áreas abandonadas na Amazônia. O uso dessas áreas nos permitiriam aumentar a produtividade. São 230 mil km² abandonadas.”
13h25 – Marina volta a defender “a nova política”. “As pessoas não querem mais ser só espectadoras”, argumenta. “‘Estamos tentando administrar o que deu certo’. Se você pensa assim, já é um conversador. O que é novo é a inclusão social. O que vai ser gerado de tudo isso aqui, daqui a 10, 20, 30, 40 anos, só no futuro nós vamos saber. O movimento feito por Lula, Fernando Henrique, por Darcy Ribeiro, Florestan Fernandes, foi uma transição para este momento, eu sou o resultado disso”, afirma.
13h16 – Marina critica o argumento de que a defesa das florestas e do Meio Ambiente é financiada por ONGs de países que destruíram suas florestas e agora querem se meter em assuntos do País. “Um dos desserviços da discussão equivocada do Código Florestal foi tentar pintar a legislação brasileira como fruto de interesses externos”.
13h15 – “Essa discussão só vai prosperar se nós evitarmos os rótulos”, setencia.
13h12 – Marina diz não ser contra agronegócio e hidrelétricas e critica os rótulos, que desqualificam o debate. “Eu poderia ser rotulada de ‘agroflorestal’”, ironizou. “Pode ter hidrelétrica, desde que respeite os índios”, afirma.
13h01 – Marina diz não temer o enfrentamento com a bancada ruralista, a mais forte no Congresso. Ela diz acreditar na capacidade de convencimento dos parlamentares, inclusive os da bancada ruralista. “Não podemos deixar a presidente em uma situação complicada”, afirma, dizendo que a presidente Dilma terá de vetar o Código se ele passar como está.
12h56 – “Se nós tratarmos o agronegócio como estando todo ele alinhado com essa posição é um desserviço”, afirma.
12h55 – “Foi criado um comitê a exemplo do comitê das Diretas Já. Esse comitê quer colher um milhão de assinaturas contra o Código”, diz.
12h54 – Para Marina, a discussão sobre o Código Florestal tem de ser de toda a sociedade. “80% da população é contra o novo Código”, afirma. Paradoxalmente, afirma, 80% da Câmara votou a favor.
12h50 – “Quando o Código Florestal foi feito em 1934 a ideia de preservação de matas ciliares já estava inscrita”, diz. Ela critica as propostas de diminuição das áreas de preservação das matas ciliares e de anistia a desmatadores presentes no novo Código. Defende que se lance mão de novas tecnologias para aumentar o ganho de produtividade.
12h44 – Para Marina, a proposta aprovada na Câmara e que tramita no Congresso, parte de premissas equivocadas e da falta de visão estratégica. “A proteção passa a ser exceção e a regra passa a ser a flexibilização que levará à destruição”, continua.
12h42 – “Em 1934, quando foi pensado, o quando foi pensado (o primeiro Código Florestal) partiu do próprio Ministério da Agricultura, que via que o uso do solo estava indo por um caminho errado”, afirma
12h39 – “Essa discussão (do Código Florestal) é uma discussão que vem vindo de muito tempo. Desde o início do meu primeiro mandato. Em 1995, o desmatamento foi de 29 mil km quadradados”, afirma Marina, ao abrir o evento.
Tags: Marina Silva
Concordo com a Marina 80% aproximadamente ,não quer a aprovação deste código,se o poder publico está lá p representar os interesses do povo não estão cumprindo com o papel dele!
Sem dúvida nenhuma esse novo código vem contra a preservação do meio ambiente,irônico o Brasil ter a maior floresta tropical ,e no ano internacional da floresta declarado pela ONU ,ser também o ano em que o poder legislativo brasileiro,envergonha o povo com um código que favorece o desmatamento!Sinto me indignada como educadora deste país!
É verdade que Marina vai fundar um partido? Em caso positivo, como faço para participar da sua fundação? Ocorre que, pretendo filiar-me a algum partido e, sendo simpatizante da Marina Silva, obviamente, seria para mim uma grande honra estar ao lado dela.
O Brasil está precisando urgente de pessoa que pense no futuro das nossas matas, rios e mares. Vamos rever esta politica do oba oba eletoriera sem futuro….
Por favor O ESTADAO divulgue qual o partido que a Marina Silva vai fundar.
marina esta certa vejam http://t.co/oNBRTkH
Estive presente na palestra, é um prazer participar como ouvinte de idéias tão importantes q devem ser divulgadas e discutidas, principalmente sendo ouvinte de uma figura tão brasileira, mulher forte, inteligente, simpática. Parabéns aos organizadores e a palestrante, encontros como este deveriam haver sempre para que o Brasil acorde do berço esplêndido. Ela lançou uma campanha de assinaturas participem quem for a favor da agricultura sustentável.
Também estive presente à palestra e a sensação que tive da pessoa Marina Silva é que ela alcançou um estágio, que alguns seres humanos alcançam, em que ela abriu os olhos para além do sistema condicionante em que vivemos e, ao falar sobre uma visão realista de mundo, transporta os ouvintes para esse estágio de percepção. Suas idéias correspondem aos fatos. Sua riqueza interna, ética e talvez até espiritual, se fazem tão presentes que o sentimento de respeito brota de imediato no interlocutor. Após a palestra, junto aos curiosos e interessados, a simplicidade, sinceridade e simpatia imperaram. Então, me surpreendi mais uma vez com esse ser humano, muito positivamente.
Estive no debate e concordo com a Marina. Esses debates são enriquecedores, precisamos que os brasileiros se intressem por temas como eese que afetam a nossa vida.Como disse Marina: “80% da população é contra o novo Código”, afirma. Paradoxalmente, afirma, 80% da Câmara votou a favor. Onde estão os 80% que são contra as alterações do Código Florestal? Vamos nos mobilizar. Enquanto as pessoas não entenderem que também são responsáveis pela nossa realidade política nada mudará nesse país!
Caros existem problemas no código em vigor que devem ser tratados, principalmente com as pequenas propriedades e aquelas com grande percentual de APPs.
- uma propriedade com grande quantidade de APP se torna inviável porque o cálculo de reserva legal não considera a área útil e sim a área da escritura (inclui toda a reserva legal). Darei exemplo abaixo.
- nesta mesma propriedade, a tão esperada reserva legal, sendo pequena e desconexa de outras matas não cumpre com o papel ambiental. Mata tem que ter porte para se manter viva e sustentar vida, biodiversidade…
Ex: Estado de São Paulo: uma propriedade de 15 alqueires com 6 de APPs acabada sendo obrigado a criar reserva de 20% dos 15 = 3 alqueires. Assim 15 alqueires se tornam apenas 6 para uso do agricultor por ter 6 de APPs e 3 de reserva. Esta propriedade esta sendo obrigada a ter 60% de reserva. Se ela possui 60% hoje concordo que deve ser mantido, mas se não os tem obrigar um pobre produtor a reflorestar isso é insano, injusto, inviável. Vamos aplicar estas regras às áreas urbanas. Para o produtor rural, reverter o status atual é tão difícil quanto ao município de São Paulo destruir as marginais, desenterrar os córregos de Moema entre outros para plantar árvores. O que está destruído deve ter incentivos para ser recuperada, não a obrigatoriedade independente viabilidade de se fazer.
Resumindo: pequenas propriedades devem incluir as APPs como reserva legal. As Apps tendem a serem matas contínuas como beira de rios, encostas… Grandes propriedades podem ter reserva legal, financeiramente se mantém viável e as matas terão porte suficiente para contribuir com o meio ambiente. O que está destruido deve ser incentivado de reverter, o que existe deve ser protegido.
Caros existem problemas no código em vigor que devem ser tratados, principalmente com as pequenas propriedades e aquelas com grande percentual de APPs.
- uma propriedade com grande quantidade de APP se torna inviável porque o cálculo de reserva legal não considera a área útil e sim a área da escritura (inclui toda a reserva legal). Darei exemplo abaixo.
- nesta mesma propriedade, a tão esperada reserva legal, sendo pequena e desconexa de outras matas não cumpre com o papel ambiental. Mata tem que ter porte para se manter viva e sustentar vida, biodiversidade…
Ex: Estado de São Paulo: uma propriedade de 15 alqueires com 6 de APPs acabada sendo obrigado a criar reserva de 20% dos 15 = 3 alqueires. Assim 150 Alqueires se tornam apenas 6 para uso do agricultor por ter 6 de APPs e 3 de Reserva. Esta propriedade esta sendo obrigada a ter 60% de reserva. Se ela possui 60% hoje concordo que deve ser mantido, mas se não os tem obrigar um pobre produtor a reflorestar isso é insano, injusto, inviável. Vamos aplicar estas regras às áreas urbanas. Para o produtor rural, reverter o status atual é tão difícil quanto ao município de São Paulo destruir as marginais, desenterrar os córregos de Moema entre outros para plantar árvores. O que está destruído deve ter incentivos para ser recuperada, não a obrigatoriedade independente viabilidade de se fazer.
Resumindo: pequenas propriedades devem incluir as APPs como reserva legal. As Apps tendem a serem matas contínuas como beira de rios, encostas… Grandes propriedades podem ter reserva legal, financeiramente se mantém viável e as matas terão porte suficiente para contribuir com o meio ambiente.
Marina e’ bem intencionada mas incompetente como a maioria dos brasileiros
porque tanto o antigo codigo quanto o novo, sao um amontoado de besteiras.
Vai aprender as coisas no exterior. Vejam como exemplo a tecnica de proteger
o solo das encostas plantadas com olivais , em Portugal e na Italia.Etc etc.
Tenham a humildade de aprender.
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