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10.agosto.2011 11:44:40

Em audiência no Senado, Wagner Rossi promete mudanças na Agricultura

Rosa Costa, de O Estado de S. Paulo, e Lilian Venturini, do estadão.com.br

 O ministro da Agricultura, Wagner Rossi, disse ter aval da presidente Dilma Rousseff para promover mudanças na Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Em depoimento à Comissão de Agricultura do Senado nesta quarta-feira, 10, Rossi rebateu novamente as denúncias de irregularidades.

Sem detalhar quais serão as mudanças, o ministro antecipou que as primeiras alterações serão adotadas na estrutura jurídica. “Haverá também mudanças na diretoria e vamos procurar que as pessoas sejam preparadas e empenhadas no melhor destino dessa companhia”, afirmou.

O jornal ‘O Estado de S.Paulo’ desta quarta-feira informa que a presidente Dilma Rousseff determinou que o ministério faça faxina na Conab igual à feita no Ministério dos Trasnportes. Segundo Rossi, Dilma deu liberdade para que sejam tomadas atitudes de forma “independente”. “A presidente não falou ‘faxina’, mas me disse que eu tomasse atitudes fortes e que fossem feitas independentemente de qualquer tipo de limitação política.”

Rossi já havia falado na quarta-feira passada, 3,  na Comissão de Agricultura da Câmara, quando foi blindado por deputados da base. Nesse dia, o ministro passou uma imagem positiva aos parlamentares. No fim de semana, porém, reportagem da revista Veja mostrou as relações do lobista Júlio Fróes, que despacharia em gabinete do ministério, e o caso de empresas que teriam denunciado a cobrança de propina. A reportagem acabou derrubando o secretário executivo do MInistério, Milton Ortolan. O ministro voltou a dizer que não conhecia Fróes e que as denúncias já estão sendo investigadas.

Abaixo, acompanhe os principais momentos:

14h53 – Em suas considerações finais, Rossi diz que “na política existem coisas que estão além da compreensão da lógica formal”. Segundo ele, todas as alegações foram respondidas.

14h42 – Senador Eduardo Suplicy (PT-SP) pede informações sobre como era a Conab antes do governo Lula e durante sua gestão.

14h18 – Ao responder se Dilma de fato ordenou uma faxina na Conab, Wagner Rossi afirmou: “A presidente não falou ‘faxina’, mas me disse que, em função do que relatei a ela, queria que eu tomasse atitudes fortes e que fossem feitas independentemente de qualquer tipo de limitação política. Claro que respeitando [relações políticas], mas focando nas competências pessoais.”

14h16 – Rossi responde a Demósteses Torres: “Realmente uma terceirizada contratou essa moça [filha de suposto lobista da Fundação São Paulo]. Eu não sabia, confesso. Nunca vi esse lobista.  revista teve até a gentileza de mandar uma fotografia. Tomarei todas as providências [para investigar]. A Dilma nos deu força total para fazermos [faxina]. Mas não faremos nada que não seja absolutamente necessário. Haverá mudanças. Não definimos. Uma que vai acontecer é que vai mudar toda a estrutura jurídica. Haverá também mudanças na diretoria e vamos procurar que as pessoas sejam preparadas e empenhadas no melhor destino dessa companhia [Conab]“

14h05 – Também da oposição, Demóstenes Torres (DEM-GO) pergunta sobre as relações da estatal e do ministério com a contratação de parentes de lobistas. Pergunta também se houve a determinação da presidente Dilma para a realização de uma “faxina” na estatal a exemplo do que foi feito no Ministério dos Transportes. O ministro Wagner Rossi responderá às questões feitas pelos últimos senadores, a começar por Sérgio Souza.

14h - Senador do PR, partido que anunciou a saída da base aliada do governo Dilma, Blairo Maggi (MT) também não faz questões relacionadas às denúncias de irregularidades no ministério, mas sobre questões agrárias. Sobre a Conab, pediu, em tom irônico, que o ministro atuasse para que a estatal pague as contas devidas ao Estado do Mato Grosso.

13h54 – Por decisão da mesa, seis senadores farão perguntas e, ao final, o ministro irá responder. Após o petista Walter Pinheiro, o senador Casildo Maldaner (PMDB-SC) dá sequência à audiência, mas não faz perguntas ao ministro. Benedito Lira (PP-AL) também usa os minutos para dar “apoio” a Wagner Rossi. “Estou convencido do trabalho competente que vossa excelência faz [no ministério]. Vamos tratar de assuntos mais importantes para o País [na área rural], como a febre aftosa.”

13h46 – Sérgio Souza (PMDB-PR) também não faz perguntas sobre as denúncias, apenas sugere alterações no funcionamento do ministério. Sugere modo mais eficaz de controle nos processos. O senador Walter Pinheiro (PT-BA) afirma manter o “apoio” ao ministro e pergunta quais serão as medidas adotadas na pasta além das demissões.

13h32 – Álvaro Dias (PSDB-PR): “Já protocolei requerimento propondo audiência pública para ouvir Jucá Neto, Júlio Fróes e o secretário-executivo Milton Ortolan. Nós não confiamos nas investigações realizadas pelos órgãos de controle do governo. É como colocar o cabrito para cuidar da horta. Nenhuma das investigações de órgãos de governo culminaram com resultados convincentes.”

13h26 – Rossi: “Demiti Jucá Neto porque era minha obrigação demiti-lo. Fiz o que me cabia. Não vou processar o senhor Jucá porque não tenho nenhum motivo para agregar à pena que ele já teve, que foi perder o cargo. A obrigação que tinha, eu cumpri. Ainda que tenha me doído. Não tomo essas coisas como questões pessoais. Não tenho desvincular minha responsabilidade de nada. Posso garantir que nenhum lobista tinha sala privativa [no ministério]. Mas mandei investigar todas as acusações levantadas pela reportagem. “

13h20 – Rossi responde a Alvaro Dias (PSDB-PR): “A Conab tem deficiências na área jurídica muito graves. Já detectamos e fizemos mudanças, mas ainda não é o suficiente. A Conab tem 9 mil ações em curso e por isso contrata escritórios terceirizados. Quando o senhor diz que a Conab perdeu prazo [em processos], ela perdeu em vários. Hoje, por ordem da presidente Dilma, estamos dando passo muito importante para eliminação desse tipo de erro. Já temos autorização para abrirmos certame para contratação de advogados. Gostaria de ter a capacidade de acompanhar cada prazo, mas há uma estrutura administrativa. Não é verdade que desconhecia [penhora de imóvel]. Não divido a culpa, porque não era competência minha. “

13h09 – Primeiro nome da oposição, senador Álvaro Dias (PSDB-PR) questiona a razão de o ministro não ter tomado atitudes quando foram descobertas irregularidades na Conab no período em que ele presidia a estatal. “O senhor hoje já divide a culpa pelas irregularidades ocorridas na Conab?”

13h05 – O senador Humberto Costa (PT-PE) abriu a sessão de perguntas, mas apenas parabenizou a iniciativa do ministro de ir de forma espontânea ao Senado. O senador Luiz Henrique (PMDB-SC) também elogiou a ida do ministro. “Já vi muitos homens públicos serem condenados por ações midiáticas”, disse.

12h58 - “Todas as questões levantadas não tinham nenhuma base. Elas começaram com denuncismo. É preciso tomar cuidado para não transformarmos os ministérios numa tensão a denúncias vazias. Vim aqui com espírito de atender a todos.” Rossi comentou a demissão do secretário-executivo, Milton Ortolan: “Não queria que ele se demitisse, queria que se afastasse. Todos os casos (Span, Gráfica Brasil, Terreno, caso da PUC, Caramuru) estão dentro da legalidade. Se houver culpa, terá que responder por ela.” O ministro concluiu a fala inicial e nesse momento os senadores começam a fazer perguntas.

12h49 – “Rebatemos com fatos e documentos, e eles estão aqui à disposição, as denúncias. Nós nos abrimos a toda e qualquer investigação. Teremos o rigor da lei para com aqueles que tenham agido irregularmente”, disse Rossi. Segundo o ministro, as denúncias partiram de pessoas que estavam “magoadas” com a gestão. “Estamos promovendo mudanças significativas na estrutura da pasta. Havia, sim, uma certa lacuna na área jurídica e estamos fazendo mudanças.”

12h44Sobre a Fundação São Paulo, mantenedora da PUC, Rossi afirma que não houve aditivo no contrato de prestação de qualificação profissional a servidores. “Em função das denúncias, determinei abertura de sindicância e pedi que a CGU que indicasse advogados da União para compor a investigação.”

12h38 - “Gráfica Brasil era empresa que tinha problemas, nós detectamos e trocamos”, afirmou Rossi. Segundo ele, pessoas ligadas ficaram descontentes com a mudança de contrato e fizeram denúncias.

12h31 – “Prezamos pela ampla liberdade de imprensa, mas precisa checar bem quem está dando a informação. Pois quem está dando a informação é quem quer saquear o patrimônio público”, diz o ministro.

12h28 – O ministro da Agricultura, Wagner Rossi, falou que responderá a todas as denúncias veiculadas pela imprensa sobre irregularidades na Conab.

 

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Comentários (3) | comente

3 Comentários Comente também
  • 10/08/2011 - 16:38
    Enviado por: Marcelo Arrais Mascarenhas

    Se o nosso “Ilustríssimo Ministro” vai promover mudanças no Ministério da Agricultura, então acredito que ele vá pedir demissão.

    responder este comentário denunciar abuso

  • 10/08/2011 - 17:43
    Enviado por: Joao Riscado

    No minimo o Ministro Rossi passou a si mesmo um atestado de incompetencia. Porquê só fazer mudanças quando existem denuncias? Tudo normal – o PMDB mostrou o seu DNA – que não tem nada de partido politico.

    responder este comentário denunciar abuso

  • 10/08/2011 - 17:44
    Enviado por: Renato

    Para tentar acabar com o PCC prenderam o Marcola, mas a quadrilha está atuante porque isso não resolveu. Se esse ministro continuar a corrupção vai atrás porque a quadrilha do dirceu corrupto e do lulla capacho precisa de dinheiro para sustenar os mensaleiros da quadrilha aliada.

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