Roldão Arruda, de O Estado de S.Paulo
O grupo político da ex-senadora Marina Silva aguardou até o final da semana passada algum aceno, algum sinal de disposição para a negociação do presidente do PV, o deputado federal Jose Luiz Penna (SP). Mas ele se manteve imóvel, aguardando em que a ex-senadora arrumasse as malas e fosse embora.
Para Penna, a partida de Marina, que saiu da eleição passada com quase vinte milhões de votos, é mais confortável que a permanência. Ele deixou isso claro dias atrás, quando integrantes da direção do partido, próximos a ele atacaram a ex-senadora tanto publicamente quanto no interior do partido, especialmente em redes sociais da internet. Dianta de possibilidade de se apresentar como mediador, preferiu o silêncio. Deixou a fogueira verde arder. Foi a gota dágua para integrantes do grupo de Marina que ainda acreditavam em algum tipo de acordo interno.
Com o desenlace final (anunciado para quinta-feira, quando Marina oficializa seu desligamento), o deputado paulista volta a conduzir o PV ao seu estilo, como faz há 12 anos. Segue ao lado do deputado Zequinha Sarney (PV) e cada vez mais sob a influência política do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, atualmente sem partido.
Marina perde a legenda, mas não o patrimônio político construído ao longo de décadas. Na semana passada quando o poderoso Partido Verde da Alemanha organizou um congresso para discutir o futuro, do ponto de vista político e ambiental, o convidado brasileiro não foi o presidente do PV do Brasil. Quem falou em Berlim em nome dos verdes brasileiros foi a ex-senadora.
Tags: Gilberto Kassab, José Luiz Penna, Marina Silva, PV
O PV da Alemanha sempre enviou dinheiro para obras sociais no Brasil…Nunca um centavo de marco, dólar ou euro veio para o Partido Verde presidido pelo Deputado José Luiz Penna. quem convive com Penna e o conhece bem sabe que jamais aceitaria isto…o destino era bem outro e se algum jornalista do Estadão quiser notícia, que investigue….alhias, nem precisa investigar, pois este assunto é de domínio público, bastando ter boa vontade de procurar pelas notícias da época na internet….
Os Partidos Verdes no Mundo são tão desunidos, que não há como tentarmos criar qualquer realidade conjunta de ações “a favor de uma humanidade futura”…
Marina sempre foi convidada para participar dos encontros do PV da Alemanha e não é de hoje, portanto, para o PV do Brasil não foi nenhuma novidade ela participar deste encontro regional do PV da Alemanha, país onde existem de maneira autônoma, outros partidos verdes assim como existem inumeros outros PVs também nos Estados Unidos, Austrália, Canadá….
Quando o Partido Verde do Brasil realizou em maio de 2008 o 2º Global Greens no Memorial da América Latina, evento internacional de partidos verdes e simpatizantes ambientalistas, com a participação de 1120 delegados estrangeiros de 89 países para analisarmos as grandes dificuldades que teriamos em futuro próximo sobre o aquecimento global – modismo da época -, a imprensa brasileira pouco informou sobre este grande evento…Naquela ocasião era urgente uma proposta de politica pública que pudesse apresentar novos modelos de produção de energia no Brasil e no mundo e o Partido Verde do Brasil apresentou algo que marcou o evento: um programa nacional de energia eólica e em apoio as populações minoritárias do campo e das florestas…Como o PT era governo, a proposta jamais entrou na pauta do congresso…Marina, naquela ocasião, sequer pensava em deixar o PT o que dirá vir para o PV – o namoro aconteceu em 2009 e em 2010 ela assinava no partido sua ficha de filiação…
Que proposta nova Marina adicionou ao programa do Partido Verde do Brasil além de exigir inumeras alterações em sua base histórica “para aceitar entrar para o partido?”
Folgo em saber que deixará o PV para realizar seu sonho de construção de um movimento ou partido novinho em folha para que possa sobre ele decidir e mandar…Desejo-lhe muito sucesso….
Obrigado pelos comentários e adendos às informações. Roldão
responder este comentário denunciar abusoUm verdadeiro democrata tem quer coerente. Como lutar pela democracia dentro de um partido que é uma autocracia?
Marina, mais uma vez, mostra coerência e convicção. Alguns podem chamar isso de idealismo utópico, mas não é exatamente isso que escasseia nos dias de hoje?
Fazer a velha política das alianças podres, dos toma-lá dá-cá é fácil, acomodar filhotes de tubarões nas legendas também é.
Mas manter a convicção democrática e não ceder nos seus valores é para poucos, e os comentários negativos são apenas o despeito dos homens e mulheres pequenos que não têm a coragem e a decência que Marina tem.
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