Em resposta à reportagem da edição deste sábado, 30, da revista IstoÉ, o Ministério das Cidades divulgou nota afirmando que as empresas que realizam as obras de saneamento habitação e mobilidade urbana não são contratadas diretamente pela pasta.
A reportagem afirmava que políticos do Partido Progressista, que comanda o Ministério, favoreciam empreiteiras que contribuíram com campanhas eleitorais do partido no ano passado.
Abaixo a íntegra da nota:
“Sobre a reportagem publicada na edição deste final de semana da Revista Isto É, o Ministério das Cidades esclarece:
1. A gestão do Ministro Mário Negromonte, que se iniciou em primeiro de janeiro de 2011, é pautada pela ética e pela transparência; respeitando a liberdade de imprensa e a prestação de contas aos órgãos de controle;
2. Repudiamos veementemente qualquer prática jornalística não pautada na seriedade da apuração dos fatos;
3. As empresas que realizam as obras de saneamento, habitação e mobilidade urbana, ligadas às Secretarias Nacionais do Ministério das Cidades, não são contratadas diretamente pelo Ministério;
4. As verbas destinadas a essas obras são aprovadas mediante projetos e licitações realizadas por Estados e Municípios. Os recursos são repassados à Caixa Econômica Federal, ou a outro operador financeiro, responsáveis pelo acompanhamento e liberação das verbas, mediante o cumprimento de normativos e regras rígidas de medição;
5. Sobre as obras de responsabilidade da CBTU citadas na matéria:
– O Metrô de Salvador foi licitado pelo CTS (Companhia Municipal) com contrato assinado em 1999;
– O Metrô de Fortaleza foi licitado pela Metrofor (Companhia Estadual) com contrato assinado em 1998;
6. Segundo a CBTU, ambas as obras tiveram acórdão do TCU solicitando adequação de preço e recomendando expressamente a CONTINUIDADE das obras;
7. Sobre a imagem publicada na matéria com a informação sobre dispensa de licitação, não se trata de obra e sim de um curso de mestrado para os servidores da Secretaria de Saneamento realizado pela FIOCRUZ, instituição de notório saber, o que dá amparo legal para o procedimento;
8. Por hoje ser sábado, estamos apurando os dados das outras obras, para esclarecer devidamente os cidadãos, com informações precisas e corretamente apuradas sobre os fatos, que ocorreram antes do início da gestão do Ministro Mário Negromonte;
9. Todos os cargos de livre provimento do Ministério são preenchidos segundo critérios técnicos.
Assessoria de Comunicação do Ministério das Cidades”
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Vannildo Mendes, de O Estado de S.Paulo
Durante a inauguração da Embaixada da Argentina em Brasília, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi a estrela mais cortejada. Com um discurso bem-humorado, Lula exaltou as presidentes do Brasil, Dilma Rousseff, e da Argentina, Cristina Kirchner. “Como cristão, acredito que haja vida após a morte. E na outra vida, o ex-presidente argentino Nestor Kirchner deve estar pensando: pobre de mim e do Lula porque a Dilma e a Cristina vão fazer história na América Latina e na América do Sul mais do que nós”, disse ele, que participou nesta sexta-feira, 29, pela primeira vez de evento público junto com a presidente Dilma Rousseff desde que deixou o governo.
O ex-presidente disse ainda que a geração dele tem que agradecer a Deus todo dia porque as duas maiores nações da América Latina são presididas por mulheres. “Mulheres especiais, de perfil ideológico claro. Elas sabem para quem estão governando. As duas juntas terão mais força do que eu e o Nestor Kirchner juntos”, avaliou.
Segundo Lula, as duas presidentes – Dilma e Cristina – vão transformar a ordem internacional com atuações firmes. “As duas juntas no G-20 vão mudar a política mundial, a geopolítica do Conselho de Segurança das Nações Unidas”, previu. “As duas, com sua formação e caráter, deixarão pequenos a mim e ao Nestor na América Latina”, completou.
Lula discursou de improviso durante a inauguração da sede própria da Embaixada da Argentina no Brasil. Trata-se de um moderno edifício de 4 mil metros quadrados, projetado desde o governo de Nestor Kirchner, num terreno doado pelo ex-presidente Lula.
Dilma e Cristina descerraram a placa de inauguração do prédio e fizeram discursos pregando o fortalecimento da parceira entre os dois países, que detêm as economias mais fortes da América Latina.
Vannildo Mendes, de O Estado de S. Paulo
A presidente da Argentina, Cristina Kirchner, chegou com 45 minutos de atraso ao Palácio do Planalto, na manhã desta sexta-feira, 29, para visita oficial à presidente Dilma Rousseff. A demora, segundo ela, foi em razão de problemas no deslocamento.
Após o encontro, deve haver declaração conjunta à imprensa. A expectativa é de que os temas espinhosos, ligados à relação econômica dos dois países, fiquem apenas na periferia da conversa entre as presidentes. No segundo encontro entre Dilma e Cristina, a intenção é tentar passar a imagem de harmonia entre os dois países. Os assuntos difíceis ficam a cargo da equipes técnicas.
A intenção de brasileiros e argentinos é dar seguimento aos protocolos de cooperação bilateral entre os dois países e que já foram tema da viagem da presidente Dilma a Argentina em janeiro deste ano. Entre eles, um acordo para construção de dois reatores nucleares para pesquisa, usando tecnologia argentina, mas com os custos divididos. Também deve ser avaliado o estágio de desenvolvimento de um satélite que está sendo projetado pelos dois países.
Tags: argentina, Cristina Kirchner, Dilma
Luciana Nunes Leal, de O Estado de S.Paulo
RIO – No segundo dia de compromissos no Rio de Janeiro, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva negou que pretenda disputar a Presidência da República em 2014 e disse que a presidente Dilma Rousseff só não tentará a reeleição se não quiser. Lula respondeu ao ex-governador de São Paulo, José Serra, do PSDB, que disse acreditar em uma candidatura do ex-presidente em 2014.
“Só há uma hipótese de Dilma não ser candidata: ela não querer. O Serra está preocupado é com a candidatura dele próprio e não consegue nem resolver os problemas internos do PSDB”, disse Lula em rápida entrevista depois de participar de um seminário na Escola Superior de Guerra (ESG).
Lula estava acompanhado, entre outras autoridades, do ministro da Defesa, Nelson Jobim, que na semana passada disse ter votado em Serra, de quem é amigo, e não em Dilma na eleição de 2010. Lula defendeu Jobim. “Tem gente que não gosta de mim e votou em mim, tem gente que gosta de mim e não votou. Não se pode fazer política pensando nisso”, afirmou Lula.
Durante a palestra, Lula disse que a oposição torce contra o governo. “Quando você ouvir o cara de oposição falar ‘estou torcendo para dar certo’, não acredita, não. É o inverso. Eles estão torcendo para a inflação voltar, para o desemprego aumentar”, disse o ex-presidente à plateia formada por militares alunos da ESG.
Tags: Dilma Rousseff, José Serra, Lula
O novo coordenador-geral de Operações Rodoviárias do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (Dnit), Marcelino Augusto Rosa, cuidaria de serviços milionários no órgão com empresas representadas por sua mulher, Sônia Lado Duarte Rosa. De acordo com reportagem do jornal O Globo desta sexta-feira, 28, o “casal Dnit”, como são conhecidos nos bastidores, Sônia é procuradora de oito empresas, algumas delas responsáveis pela sinalização de rodovias.
Marcelino Augusto Rosa é servidor antigo da área de transportes e foi nomeado ao cargo durante a crise do Ministério dos Transportes, que já teve 19 pessoas afastadas devido a denúncias de corrupção. Ainda segundo a reportagem, o coordenador responde a processo disciplinar da Controladoria Geral da União (CGU) por suposto favorecimento de empreiteiras.
Uma das empresas representadas por Sônia, teve valores de contratos dobrados nos últimos anos. Em razão da atuação da empresária na autarquia, ela seria conhecida por agilizar o andamento de processos administrativos. Ao jornal, Sônia disse que sua representação é burocrática e não interfere em contratações e licitações. O Dnit não comentou o caso.
Tags: crise dos Transportes, DNIT
Renata Veríssimo, de O Estado de S. Paulo, e Agência Brasil
BRASÍLIA – O primeiro balanço da segunda fase do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) mostra que apenas 74% dos investimentos previstos entre 2011 e 2014 serão concluídos dentro do prazo. Isso representa R$ 708 bilhões, de um total previsto de R$ 955 bilhões para o período. Segundo o documento distribuído na manhã desta sexta-feira, 29, pelo Ministério do Planejamento, as demais obras serão concluídas após 2014. Entre elas, a usina hidrelétrica de Belo Monte, no Pará, o complexo petroquímico do Rio de Janeiro e a ferrovia de integração do Centro-Oeste.
Por causa da reunião com a presidente Dilma Rousseff, no Palácio do Planalto, para discutir a política industrial, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, que faria a abertura do evento, com uma avaliação do quadro econômico, chegará mais tarde. A apresentação dos resultados do PAC ainda está em andamento.
Os dados já informados mostram que, entre as ações previstas para a área de transportes no período de 2011 a 2014, 1% das obras foi concluído. Outras 83% das ações estão em ritmo adequado, 11% das obras merecem atenção e 5% estão em situação preocupante. A ministra do Planejamento, Miriam Belchior, afirmou que ausência de projetos executivos antes da licitação levou à contratação de obras com base em projetos básicos insuficientes, o que resultou em inúmeros aditivos de prazos e de valores.
A área dos transportes coleciona atrasos de execução, como mostrou reportagem do Estado nesta sexta-feira. As principais metas não atingidas foram o leilão do projeto do trem-bala, previsto agora para fevereiro de 2012; as obras da pista do Aeroporto de Guarulhos e a conclusão de trecho da Ferrovia Norte-Sul.
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José Roberto de Toledo, colunista de O Estado de S.Paulo
“A pesquisa Vox Poluli/Força Sindical publicada nesta quinta mostra pontos interessantes, mas tem limitações: a eleição ainda está muito longe (70% não tem candidato espontâneo), o relatório não informa se as entrevistas foram por telefone ou presenciais (influencia o resultado) e não se pode saber se o partido dos candidatos foi informado pelo entrevistador ao entrevistado, como o instituto fez nas pesquisas presidenciais de 2010.”
Tags: Marta, pesquisa, Serra, Toledo, Vox Populi
Jair Stangler, do estadão.com.br
O deputado federal Paulo Maluf (PP-SP) foi um dos convidados do programa de Ronnie Von na TV Gazeta que foi ao ar na noite da quarta-feira, 27. O outro convidado foi o apresentador Max Fivelinha. Os dois participaram do quadro Conselheiro Sentimental.
Maluf falou, entre outras coisas, sobre como era o namoro na sua época. Segundo ele, quando era jovem, “namoro era uma coisa mais séria, para casar”. Por isso, explica, havia naquele tempo, a “casa civil” e a “casa militar”. Para ele, as coisas evoluíram desde então.
A uma telespectadora que contou estar há 23 anos com seu marido e disse já ter tentado se separar três vezes, Maluf disse já estar casado há 56 anos com a mesma mulher e ensinou que o casamento “é uma união em que você tem que ter maleabilidade. Você tem que ceder em algumas coisas que não são tão importantes.” E ainda fez graça: “Minha mulher diz o seguinte: mudar de marido, é mudar de defeito.” E termina com o conselho: “Tenta a quarta vez e não briga de novo.”
Nesse primeiro caso, os dois convidados concordaram. Quanto ao segundo caso, uma telespectadora que disse não amar mais o marido, os dois discordaram. Max afirmou que o casamento da telespectadora já devia ter acabado há tempo, enquanto Maluf defendeu que os dois continuassem tentando, embora visse como “defeito” que o marido da história não quisesse ter filhos.
Max Fivelinha defendeu o direito de uma mulher, citada por um telespectador, “olhar para o lado”. Ao mesmo telespectador, Maluf disse que “o ciúme é uma forma de amor”. A um jovem que acha que nunca vai ter namorada, Maluf ensina: “vá para as baladas”. Já Max Fivelinha raciocina: “se ele realmente gosta de mulher, um dia ele vai arrumar uma namorada”.
Assista ao programa na íntegra:
Tags: Max Fivelinha, Paulo Maluf, TV
Gustavo Uribe, da Agência Estado
O ex-governador de São Paulo José Serra (PSDB) avalia que o problema da corrupção no Brasil nunca foi tão sério e considera que a probabilidade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disputar a sucessão presidencial em 2014 é muito alta. Essas afirmações foram feitas em entrevista ao jornal espanhol El País, divulgada na edição desta quinta-feira, 28.
Ao “El País”, Serra disse que Lula nunca deixou de estar em campanha e que algumas de suas declarações contra a oposição são retórica eleitoral. A respeito da ‘faxina’ que a presidente Dilma vem promovendo no Ministério dos Transportes, o tucano reconhece que a ação foi correta, mas considera que a petista atuou estimulada pela imprensa nacional, e não pela convicção de se promover uma limpeza na administração federal.
“O ex-presidente também afastou pessoas envolvidas em casos de corrupção, mas aquilo que poderia se transformar no início de uma política de transparência acabou em nada”, disse Serra. Na entrevista, o ex-governador vinculou a origem desses escândalos ao fato de o governo petista entregar a partidos da base aliada áreas onde exercem “um poder quase absoluto”.
“A corrupção no Brasil não é o único problema e não pode ser tratada como um fator isolado. Ela causa desvios de recursos, acentua a ineficiência e impossibilita o planejamento. Isso é exemplificado no caso do Ministério dos Transportes”, exemplifica o tucano.
O ex-governador admite que a imagem do Brasil no exterior é positiva e que a economia caminha em ritmo de crescimento, assim como a criação de empregos. Ele avalia ainda que o governo da presidente Dilma Rousseff começou bem no que se refere à defesa dos direitos humanos. O tucano acrescenta, contudo, que nos últimos tempos a posição da presidente começou a se mostrar ambígua e que o ímpeto em defender os direitos civis se diluiu.
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