
Bruno Siffredi, do estadão.com.br
O ex-governador de São Paulo, José Serra (PSDB), teve seu perfil no Twitter invadido por um hacker na noite desta quinta-feira, 30. Na página pessoal do tucano, por volta das 21h30, pelo menos três posts indicavam a invasão. As mensagens foram apagadas minutos depois.
O primeiro post publicado pelo hacker continha apenas o link para uma página externa ao Twitter, na qual um texto anunciava: “Twitter do governador Serra foi hackeado”. Na página, aparece ainda uma foto de Serra e um link para um vídeo de rap no YouTube, publicado pelo usuário japonesraul171.
Em seguida, foram publicadas mais duas mensagens, uma felicitando o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que foi homenageado nesta quinta-feira em Brasília, e outra convidando os seguidores de Serra a acompanharem o perfil @japon3sr4UL.
Por volta das 22h40, foi publicada uma nova mensagem no Twitter de Serra confirmando a invasão. “Minha conta do Twitter foi invadida esta noite. As mensagens espúrias já foram excluídas. Vou tentar entender o que aconteceu…”, escreveu o ex-governador.
Atualizado às 22:50
Tags: ataque, hacker, José Serra, twitter
Roldão Arruda, de O Estado de S.Paulo
Para o indigenista Egydio Schwade, colaborador do Conselho Indigenista Missionário (Cimi) no Amazonas, o Brasil ainda não conhece com exatidão as violências que foram cometidas contra os índios brasileiros no período da ditadura militar. Nesta quinta-feira, 30, em Brasília, ao participar do lançamento de um relatório sobre violências contra populações indígenas ocorridas em 2010, ele disse que a mídia, o governo e organizações de direitos humanos falam de torturas e violências contra opositores do regime militar, mas se esquecem que alguns povos foram inteiramente dizimados em decorrência da política integracionista dos militares.
“Populações inteiras desapareceram”, disse o indigenista, que nos anos 60 e 70 trabalhou com o povo waimiri-atroari. De acordo com material divulgado pelo Cimi, ele citou especificamente o caso da construção da Rodovia BR-174 (Manaus – Boa Vista). “Desapareceram nove aldeias na margem esquerda do Médio Rio Alalaú; pelo menos seis aldeias no Vale do Igarapé Santo Antonio do Abonari; uma na margem direita do Baixo Rio Alalaú; três na margem direita do MédioAlalaú; as aldeias do Rio Branquinho, que não aparecem nos relatórios da Funai; e pelo menos cinco aldeias localizadas sobre a Umá, um varadouro que ligava o Baixo Rio Camanau, (proximidades do Rio Negro) ao território dos índios Wai Wai, na fronteira Guianense”, disse.
Egydio também lembrou o caso do povo avá-canoeiro, dizimado no final da década de 1960, em decorrência do avanço de rodovias e de fazendas para a criação de gado. Ele recordou que parte do grupo foi transferido à força pela Fundação Nacional do Índio (Funai) para o território Karajá/Javaé, na Ilha do Bananal, para morar junto com os Javaé, seus históricos inimigos. Outro grupo, com seis pessoas, foi localizado, já em 1983, morando em uma caverna na região de Minaçu, Goiás. O terceiro grupo, segundo relatos, teria fugido na época da transferência e vive ainda hoje em situação de isolamento.
Tags: ditadura militar, índios
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Felipe Recondo, de Brasília
Uma liminar suspendeu a resolução do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) de estabelecer um horário de funcionamento para todos os tribunais do país. O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu os efeitos da decisão até o julgamento da liminar em agosto, após o recesso de julho.
Até o julgamento da liminar, os tribunais terão liberdade para definir o horário de expediente. A resolução do CNJ determinava que os tribunais teriam de atender o público de segunda a sexta-feira de 9h às 18h. A resolução permitia que o tribunal adotasse alternativamente turno de oito horas com intervalo para o almoço.
Fux é relator de uma ação direta de inconstitucionalidade da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) contra a resolução do CNJ. Ele adiantou que pediu informações a todos os tribunais sobre a possibilidade de cumprir a resolução do Conselho.
“Essas informações ainda não chegaram e a resolução entrava em vigor no dia 4 de julho, durante o recesso”, justificou Fux ao explicar as razões que o levaram a conceder a liminar.
Daniel Bramatti, de O Estado de S.Paulo
Depois de aplicar reiteradas multas a madeireiras de Nova Ipixuna – cidade do sudeste do Pará em cuja zona rural foram assassinados os extrativistas José Cláudio Ribeiro da Silva e sua mulher, Maria do Espírito Santo –, o Ibama tomou uma atitude drástica: determinou o fechamento definitivo de 12 empresas ao apreender todas as máquinas e desmontar suas instalações.
A operação de desmonte – planejada desde o final maio, mas adiada por problemas de infraestrutura e de segurança – começou nesta quinta-feira e foi acompanhada por homens do Exército, da Força Nacional de Segurança Pública e da Polícia Federal, além da Polícia Ambiental do Pará e da Polícia Rodoviária Federal.
José Cláudio e a mulher haviam denunciado a participação de serrarias de Nova Ipixuna na retirada ilegal de madeira do assentamento extrativista em que viviam. As denúncias levaram fiscais do Ibama a multar e embargar empresas da cidade.
Após o assassinato do casal, a fiscalização foi intensificada – agentes foram deslocados de outras áreas, onde o ritmo do desmatamento é maior, e se concentraram na região de Nova Ipixuna. “É preciso dar uma demonstração de que crimes como esses não ficarão sem resposta”, disse ao Estado, na época, o coordenador da operação do Ibama, Marco Vidal.
Desde o final de maio, os fiscais aplicaram R$ 3,3 milhões em multas e apreenderam 770 metros cúbicos de madeira em tora e 630 do produto serrado. Além disso, máquinas e caminhões foram recolhidos e colocados sob a guarda de órgãos públicos da região. Também foram destruídos dezenas de fornos clandestinos para a produção de carvão.
No início de junho, moradores de Nova Ipixuna bloquearam a estrada que passa pela cidade em protesto contra a fiscalização – as madeireiras são umas das poucas empregadoras na região, juntamente com as fábricas de tijolos.
Mas era uma atividade cujo combustível era o desmatamento das poucas áreas ainda preservadas no sudeste do Pará. Entre 2006 e 2010, as empresas de Nova Ipixuna foram alvo de nada menos que 122 autos de infração, que somaram R$ 5,1 milhões em multas por venda e depósito de madeira ilegal, falta de licença ambiental e até corte e comercialização de castanheiras, espécie protegida por lei.
O assassinato de José Cláudio e Maria, ocorrido há mais de um mês, não foi esclarecido, apesar das operações especiais de investigação da Polícia Federal e da Polícia Civil paraense. A operação do Ibama prossegue na região, por tempo indeterminado.
As empresas desativadas são: Madeireira Bom Futuro, MP Torres e Cia Ltda, Madeireira Belmonte, Tedesco Madeira, Madeireira Eunápolis, Serraria Tico Tico, Sandra Coelho Santos Madeireira Ltda, Paulo Mendes Souza e Cia Ltda, Manoel Acácio Carneiro ME, PH Laminados e Compensados Ltda, Gilmar Rodrigues Silva ME e NS Filofo.
Tags: Ibama, José Cláudio Ribeiro da Silva, madeireiras, Maria do Espírito Santo, Nova Ipixuna, Pará
Agência Brasil
Mesmo depois de a ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, ter acenado com a possibilidade de nomear o deputado Mendes Ribeiro Filho (PMDB-RS) líder do governo no Congresso, o Palácio do Planalto ainda conversa com a base para definir o nome. O PT tenta emplacar o deputado Pepe Vargas (PT-RS) no posto que já foi ocupado pela ministra Ideli.
O líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN), afirmou que espera a indicação de Mendes Ribeiro. “O PMDB é o maior partido no Congresso e a presidenta Dilma Rousseff conhece muito bem o deputado Mendes Ribeiro. Vamos aguardar, mas aposto que será o nome dele o escolhido.”
Mendes Ribeiro estava em Porto Alegre. Procurado pela Agência Brasil, ele não confirmou o convite. Já o deputado Pepe Vargas nega que haja articulação para que ele seja o líder no Congresso.
Tags: Congresso, Henrique Eduardo Alves, Ideli Salvatti, Mendes Ribeiro, Pepe VArgas, PMDB, PT
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estadão.com.br
O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, determinou à Polícia Federal que investigue a suposta violação dos e-mails pessoais da presidente da República, Dilma Rousseff, que teria sido cometida por um hacker, segundo nota divulgada nesta quinta-feira, 30, pelo Ministério da Justiça.
A medida foi anunciada após a publicação de reportagem no jornal Folha de S.Paulo, segundo a qual um hacker invadiu o correio eletrônico pessoal da petista e copiou os e-mails recebidos por ela durante a campanha à Presidência da República.
Segundo a reportagem, o rapaz tentou, sem sucesso, vender os arquivos contendo a correspondência da presidente para dois partidos políticos de oposição, DEM e PSDB. O jovem também invadiu a conta de e-mail do ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu. O fato foi confirmado ao jornal pelo petista.
Agência Câmara
A presidente da Comissão de Familiares de Mortos e Desaparecidos de São Paulo, Criméia de Almeida, pediu nesta quinta-feira, 30, a participação efetiva de familiares nas buscas do grupo de trabalho do Ministério da Defesa por restos mortais dos integrantes da Guerrilha do Araguaia. Criméia, que sobreviveu à guerrilha e tem três parentes desaparecidos, disse que os familiares querem ter liberdade de movimento na região onde ocorrem as buscas, inclusive com o recebimento de mapas e informações geográficas.
Segundo Criméia, o Ministério da Defesa já reconheceu que a presença dos familiares é legítima nas buscas, mas não efetivou essa participação. Ela lembrou que os restos mortais de Maria Lúcia Petit e Bérgson Gurjão Farias (guerrilheiros cujas ossadas foram identificadas) foram descobertos com alguma ajuda do Estado, mas fundamentalmente pelo esforço dos familiares.
Criméia participou nesta quinta-feira de audiência pública da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara.
Tags: Araguaia, busca, Câmara, Defesa, familiares, guerrilha
O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso defendeu o fim do sigilo eterno a documentos históricos durante a homenagem promovida pelo PSDB aos seus 80 anos, nesta quinta-feira, 30, no Senado. Fernando Henrique, porém, não deixou de falar novamente que assinou o decreto que cria o sigilo sem ler o conteúdo do documento.
“Acho que não precisa ter sigilo eterno. Vocês podem perguntar: por que você fez? Fiz sem tomar conhecimento, no último dia de mandato, uma pilha de documentos e só vi dois anos depois”, disse.
O projeto de lei que revê o fim da proteção a documentos históricos e garante o acesso a informações públicas está em tramitação no Senado. O texto foi aprovado pela Câmara, mas está parado na Comissão de Relações Exteriores, presidida pelo senador Fernando Collor (PTB-AL), contrário ao fim da proteção eterna.
A presidente Dilma Rousseff chegou a sinalizar que manteria o sigilo, mas diante da repercussão negativa deve evitar o desgaste de não manter o projeto já aprovado pelos deputados.
Elogios petistas. O presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia (PT-RS), saudou o ex-presidente como um “homem de bem”. Colocando de lado as diferenças partidárias entre PT e PSDB, Maia cumprimentou o tucano por sua trajetória essencialmente democrática na solenidade realizada no auditório lotado do Senado Federal.
“Podemos ter divergências de conteúdo, discordância sobre alguns fatos, mas somos capazes de reconhecer em vossa excelência um homem de bem. Me sinto orgulhoso de poder dizer e afirmar que vivemos num País verdadeiramente democrático e vossa excelência tem muita responsabilidade nisso”, discursou o gaúcho. / Colaborou Andréa Jubé
Com informações da Agência Senado
Tags: documentos secretos, FHC, fhc 80 anos, sigilo eterno
Lauriberto Carneio Braga
O prefeito de Senador Pompeu (CE), Antônio Teixeira Oliveira (PT), se entregou à polícia na madrugada desta quinta-feira, 30. Foragido havia dez dias, o prefeito é acusado de envolvimento num esquema de corrupção na administração da cidade. Antônio Teixeira está em uma das celas do quartel de Corpo do Bombeiros, em Fortaleza, de acordo a Secretaria de Segurança Pública e Defesa da Cidadania do Ceará. O vice-preteito Luis Flávio Mendes de Carvalho também está preso.
Segundo investigação do Ministério Público Estadual, o prefeito e mais 35 pessoas estão envolvidas em esquema de corrupção que teria desviado mais R$ 3 milhões da Prefeitura de Senador Pompeu. O processo aponta fraudes em licitações para a realização de obras fantasmas. Entre elas estariam construção e recuperação de estradas, implantação de calçamento em vias urbanas e reformas em escolas e unidades de saúde entre 2007 e 2009.
Antônio Teixeira foi afastado da Prefeitura pelo desembargador Darival Bezerra Primo e teve prisão preventiva decretada em 21 de junho. No dia seguinte, ele e os demais suspeitos deixaram a cidade num ônibus alugado. O petista é acusado de formação de quadrilha, peculato, lavagem de dinheiro, falsidade ideológica. ocultação de bens, direitos e valores.
O PT instaurou uma comissão de ética para avaliar a expulsão do prefeito. Já a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), entidade da qual o prefeito é associado, estuda puni-lo, já que deveria ter se licenciado da Ordem ao assumir a Prefeitura.
Dos 36 mandados de prisão expedidos pela Justiça, apenas quatro foram cumpridos até agora. Estão presos além do prefeito e do vice, um radialista e um funcionário de uma empresa supostamente envolvida no esquema. Estão foragidos secretários municipais, empresários e funcionários de cinco empresas citadas no processo.
Tags: Antônio Teixeira Oliveira, Ceará, corrupção
Bruno Siffredi, do estadão.com.br
O vereador do Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro (PP) comemorou de forma inusitada o arquivamento da representação contra seu pai, o deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ), no Conselho de Ética da Câmara nesta quarta-feira, 29. Pelo Twitter, o vereador dirigiu insultos aos homossexuais e disse que a decisão da Câmara é “o início da queda da ditadura do homossexualismo” no País.
Após reiterar o mesmo insulto em duas mensagens (“ch…, vi…!”), Carlos Bolsonaro fez uma declaração de apoio ao pai: “Tenho orgulho d (sic) ser igual ao meu pai em todos os sentidos e um deles é colocar sua competência acima d (sic) sua sexualidade.” O vereador ainda afirmou se divertir coma reação dos “gays” no Twitter. Antes de se despedir, fez questão de reafirmar a própria orientação sexual: “Atenção Boiolas, p/ (sic) infelicidade d vcs (sic), eu sou hétero!”
Jair Bolsonaro foi alvo de uma representação do PSOL após ter discutido publicamente com a senadora Marinor Brito (PSOL-PA) e ter classificado de “promiscuidade” a possibilidade de um filho seu ter relacionamento com uma mulher negra durante entrevista ao programa CQC, da TV Bandeirantes.
O Conselho de Ética rejeitou por 10 votos a 7 a abertura de processo disciplinar contra Bolsonaro. Os deputados do Conselho entenderam que não se pode punir um parlamentar com base em suas opiniões.
Tags: Câmara, Carlos Bolsonaro, ditadura, homossexuais, insulto, Jair Bolsonaro
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