Texto publicado na edição número 13 da revista Interesse Nacional
O Papel da Oposição
Há muitos anos, na década de 1970, escrevi um artigo com o título acima no jornal Opinião, que pertencia à chamada imprensa “nanica”, mas era influente. Referia-me ao papel do MDB e das oposições não institucionais. Na época, me parecia ser necessário reforçar a frente única antiautoritária e eu conclamava as esquerdas não armadas, sobretudo as universitárias, a se unirem com um objetivo claro: apoiar a luta do MDB no Congresso e mobilizar a sociedade pela democracia. Só dez anos depois a sociedade passou a atuar mais diretamente em favor dos objetivos pregados pela oposição, aos quais se somaram também palavras de ordem econômicas, como o fim do “arrocho” salarial. No entretempo, vivia-se no embalo do crescimento econômico e da aceitação popular dos generais presidentes, sendo que o mais criticado pelas oposições, em função do aumento de práticas repressivas, o general Médici, foi o mais popular: 75% de aprovação.
Não obstante, não desanimávamos. Graças à persistência de algumas vozes, como a de Ulisses Guimarães, às inquietações sociais manifestadas pelas greves do final da década e ao aproveitamento pelos opositores de toda brecha que os atropelos do exercício do governo, ou as dificuldades da economia proporcionaram (como as crises do petróleo, o aumento da dívida externa e a inflação), as oposições não calavam. Em 1974, o MDB até alcançou expressiva vitória eleitoral em pleno regime autoritário. Por que escrevo isso novamente, 35 anos depois?
Para recordar que cabe às oposições, como é óbvio e quase ridículo de escrever, se oporem ao governo. Mas para tal precisam afirmar posições, pois, se não falam em nome de alguma causa, alguma política e alguns valores, as vozes se perdem no burburinho das maledicências diárias sem chegar aos ouvidos do povo. Todas as vozes se confundem e não faltará quem diga – pois dizem mesmo sem ser certo – que todos, governo e oposição, são farinhas do mesmo saco, no fundo “políticos”. E o que se pode esperar dos políticos, pensa o povo, senão a busca de vantagens pessoais, quando não clientelismo e corrupção?
Diante do autoritarismo era mais fácil fincar estacas em um terreno político e alvejar o outro lado. Na situação presente, as dificuldades são maiores. Isso graças à convergência entre dois processos não totalmente independentes: o “triunfo do capitalismo” entre nós (sob sua forma global, diga-se) e a adesão progressiva – no começo envergonhada e por fim mais deslavada – do petismo lulista à nova ordem e a suas ideologias. Se a estes processos somarmos o efeito dissolvente que o carisma de Lula produziu nas instituições, as oposições têm de se situar politicamente em um quadro complexo. Complexidade crescente a partir dos primeiros passos do governo Dilma que, com estilo até agora contrastante com o do antecessor, pode envolver parte das classes médias. Estas, a despeito dos êxitos econômicos e da publicidade desbragada do governo anterior, mantiveram certa reserva diante de Lula. Esta reserva pode diminuir com relação ao governo atual se ele, seja por que razão for, comportar-se de maneira distinta do governo anterior. É cedo para avaliar a consistência de mudanças no estilo de governar da presidente Dilma. Estamos no início do mandato e os sinais de novos rumos dados até agora são insuficientes para avaliar o percurso futuro.
É preciso refazer caminhos. Antes de especificar estes argumentos, esclareço que a maior complexidade para as oposições se firmarem no quadro atual – comparando com o que ocorreu no regime autoritário, e mesmo com o petismo durante meu governo, pois o PT mantinha uma retórica semianticapitalista – não diminui a importância de fincar a oposição no terreno político e dos valores, para que não se perca no oportunismo nem perca eficácia e sentido, aumentando o desânimo que leva à inação. É preciso, portanto, refazer caminhos, a começar pelo reconhecimento da derrota: uma oposição que perde três disputas presidenciais não pode se acomodar com a falta de autocrítica e insistir em escusas que jogam a responsabilidade pelos fracassos no terreno “do outro”. Não estou, portanto, utilizando o que disse acima para justificar certa perplexidade das oposições, mas para situar melhor o campo no qual se devem mover.
Se as forças governistas foram capazes de mudar camaleonicamente a ponto de reivindicarem o terem construído a estabilidade financeira e a abertura da economia, formando os “cam¬peões nacionais” – as empresas que se globalizam – isso se deu porque as oposições minimizaram a capacidade de contorcionismo do PT, que começou com a Carta aos Brasileiros de junho de 1994 e se desnudou quando Lula foi simultaneamente ao Fórum Social de Porto Alegre e a Davos. Era o sinal de “adeus às armas”: socialismo só para enganar trouxas, nacional-desenvolvimentismo só como “etapa”. Uma tendência, contudo, não mudou, a do hegemonismo, ainda assim, aceitando aliados de cabresto.
Segmentos numerosos das oposições de hoje, mesmo no PSDB, aceitaram a modernização representada pelo governo FHC com dor de consciência, pois sentiam bater no coração as mensagens atrasadas do esquerdismo petista ou de sua leniência com o empreguismo estatal. Não reivindicaram com força, por isso mesmo, os feitos da modernização econômica e do fortalecimento das instituições, fato muito bem exemplificado pela displicência em defender os êxitos da privatização ou as políticas saneadoras, ou de recusar com vigor a mentira repetida de que houve compra de votos pelo governo para a aprovação da emenda da reeleição, ou de denunciar atrasos institucionais, como a perda de autonomia e importância das agências reguladoras. Da mesma maneira, só para dar mais alguns exemplos, o Proer e o Proes, graças aos quais o sistema financeiro se tornou mais sólido, foram solenemente ignorados, quando não estigmatizados. Os efeitos positivos da quebra dos monopólios, o do petróleo mais que qualquer outro, levando a Petrobras a competir e a atuar como empresa global e não como repartição pública, não foram reivindicados como êxitos do PSDB. O estupendo sucesso da Vale, da Embraer ou das teles e da Rede Ferroviária sucumbiu no murmúrio maledicente de “privatarias” que não existiram. A política de valorização do salário mínimo, que se iniciou no governo Itamar Franco e se firmou no do PSDB, virou glória do petismo. As políticas compensatórias iniciadas no governo do PSDB – as bolsas – que o próprio Lula acusava de serem esmolas e quase naufragaram no natimorto Fome Zero – voltaram a brilhar na boca de Lula, pai dos pobres, diante do silêncio da oposição e deslumbramento do país e… do mundo!
Não escrevo isso como lamúria, nem com a vã pretensão de imaginar que é hora de reivindicar feitos do governo peessedebista. Inês é morta, o passado… passou. Nem seria justo dizer que não houve nas oposições quem mencionasse com coragem muito do que fizemos e criticasse o lulismo. As vozes dos setores mais vigorosos da oposição se estiolaram, entretanto, nos muros do Congresso e este perdeu força política e capacidade de ressonância. Os partidos se transformaram em clubes congressuais, abandonando as ruas; muitos parlamentares trocaram o exercício do poder no Congresso por um prato de lentilhas: a cada nova negociação para assegurar a “governabilidade”, mais vantagens recebem os congressistas e menos força político-transformadora tem o Congresso. Na medida em que a maioria dos partidos e dos parlamentares foi entrando no jogo de fazer emendas ao orçamento (para beneficiar suas regiões, interesses – legítimos ou não – de entidades e, por fim, sua reeleição), o Congresso foi perdendo relevância e poder. Consequentemente, as vozes parlamentares, em especial as de oposição, que são as que mais precisam da instituição parlamentar para que seu brado seja escutado, perderam ressonância na sociedade. Com a aceitação sem protesto do “modo lulista de governar” por meio de medidas provisórias, para que serve o Congresso senão para chancelar decisões do Executivo e receber benesses? Principalmente, quando muitos congressistas estão dispostos a fazer o papel de maioria obediente a troco da liberação pelo Executivo das verbas de suas emendas, sem esquecer que alguns oposicionistas embarcam na mesma canoa.
Ironicamente, uma importante modificação institucional, a descentralização da ação executiva federal, estabelecida na Constituição de 1988 e consubstanciada desde os governos Itamar Franco e FHC, diluiu sua efetividade técnico-administrativa em uma pletora de recursos orçamentários “carimbados”, isto é, de orientação político-clientelista definida, acarretando sujeição ao Poder Central, ou, melhor, a quem o simboliza pessoalmente e ao partido hegemônico. Neste sentido, diminuiu o papel político dos governadores, bastião do oposicionismo em estados importantes, pois a relação entre prefeituras e governo federal saltou os governos estaduais e passou a se dar mais diretamente com a presidência da República, por meio de uma secretaria especial colada ao gabinete presidencial.
Como, por outra parte, existe – ou existiu até há pouco – certa folga fiscal e a sociedade passa por período de intensa mobilidade social movida pelo dinamismo da economia internacional e pelas políticas de expansão do mercado interno que geram emprego, o desfazimento institucional produzido pelo lulismo e a difusão de práticas clientelísticas e corruptoras foram sendo absorvidos, diante da indiferença da sociedade. Na época do mensalão, houve um início de desvendamento do novo Sistema (com S maiúsculo, como se escrevia para descrever o modelo político criado pelos governos militares). Então, ainda havia indignação diante das denúncias que a mídia fazia e os partidos ecoa¬vam no Parlamento. Pouco a pouco, embora a mídia continue a fazer denúncias, a própria opinião pública, isto é, os setores da opinião nacional que recebem informações, como que se anestesiou. Os cidadãos cansaram de ouvir tanto horror perante os céus sem que nada mude.
Diante deste quadro, o que podem fazer as oposições? Definir o público a ser alcançado
Em primeiro lugar, não manter ilusões: é pouco o que os partidos podem fazer para que a voz de seus parlamentares alcance a sociedade. É preciso que as oposições se deem conta de que existe um público distinto do que se prende ao jogo político tradicional e ao que é mais atingido pelos mecanismos governamentais de difusão televisiva e midiática em geral. As oposições se baseiam em partidos não propriamente mobilizadores de massas. A definição de qual é o outro público a ser alcançado pelas oposições e como fazer para chegar até ele e ampliar a audiência crítica é fundamental. Enquanto o PSDB e seus aliados persistirem em disputar com o PT influência sobre os “movimentos sociais” ou o “povão”, isto é, sobre as massas carentes e pouco informadas, falarão sozinhos. Isto porque o governo “aparelhou”, cooptou com benesses e recursos as principais centrais sindicais e os movimentos organizados da sociedade civil e dispõe de mecanismos de concessão de benesses às massas carentes mais eficazes do que a palavra dos oposicionistas, além da influência que exerce na mídia com as verbas publicitárias.
Sendo assim, dirão os céticos, as oposições estão perdidas, pois não atingem a maioria. Só que a realidade não é bem essa. Existe toda uma gama de classes médias, de novas classes possuidoras (empresários de novo tipo e mais jovens), de profissionais das atividades contemporâneas ligadas à TI (tecnologia da informação) e ao entretenimento, aos novos serviços espalhados pelo Brasil afora, às quais se soma o que vem sendo chamado sem muita precisão de “classe C” ou de nova classe média. Digo imprecisamente porque a definição de classe social não se limita às categorias de renda (a elas se somam educação, redes sociais de conexão, prestígio social, etc.), mas não para negar a extensão e a importância do fenômeno. Pois bem, a imensa maioria destes grupos – sem excluir as camadas de trabalhadores urbanos já integrados ao mercado capitalista – está ausente do jogo político-partidário, mas não desconectada das redes de internet, Facebook, YouTube, Twitter, etc. É a estes que as oposições devem dirigir suas mensagens prioritariamente, sobretudo no período entre as eleições, quando os partidos falam para si mesmo, no Congresso e nos governos. Se houver ousadia, os partidos de oposição podem organizar-se pelos meios eletrônicos, dando vida não a diretórios burocráticos, mas a debates verdadeiros sobre os temas de interesse dessas camadas.
Mas não é só isso: as oposições precisam voltar às salas universitárias, às inúmeras redes de palestras e que se propagam pelo país afora e não devem, obviamente, desacreditar do papel da mídia tradicional: com toda a modernização tecnológica, sem a sanção derivada da confiabilidade, que só a tradição da grande mídia assegura, tampouco as mensagens, mesmo que difundidas, se transformam em marcas reconhecidas. Além da persistência e ampliação destas práticas, é preciso buscar novas formas de atuação para que a oposição esteja presente, ou pelo menos para que entenda e repercuta o que ocorre na sociedade. Há inúmeras organizações de bairro, um sem-número de grupos musicais e culturais nas periferias das grandes cidades, etc., organizações voluntárias de solidariedade e de protesto, redes de consumidores, ativistas do meio ambiente, e por aí vai, que atuam por conta própria. Dado o anacronismo das instituições político-partidárias, seria talvez pedir muito aos partidos que mergulhem na vida cotidiana e tenham ligações orgânicas com grupos que expressam as dificuldades e anseios do homem comum. Mas que pelo menos ouçam suas vozes e atuem em consonância com elas.
Não deve existir uma separação radical entre o mundo da política e a vida cotidiana, nem muito menos entre valores e interesses práticos. No mundo interconectado de hoje, vê-se, por exemplo, o que ocorre com as revoluções no meio islâmico, movimentos protestatários irrompem sem uma ligação formal com a política tradicional. Talvez as discussões sobre os meandros do poder não interessem ao povo no dia-a-dia tanto quanto os efeitos devastadores das enchentes ou o sufoco de um trânsito que não anda nas grandes cidades. Mas, de repente, se dá um “curto-circuito” e o que parecia não ser “política” se politiza. Não foi o que ocorreu nas eleições de 1974 ou na campanha das “diretas já”? Nestes momentos, o pragmatismo de quem luta para sobreviver no dia-a-dia lidando com questões “concretas” se empolga com crenças e valores. O discurso, noutros termos, não pode ser apenas o institucional, tem de ser o do cotidiano, mas não desligado de valores. Obviamente em nosso caso, o de uma democracia, não estou pensando em movimentos contra a ordem política global, mas em aspirações que a própria sociedade gera e que os partidos precisam estar preparados para que, se não os tiverem suscitado por sua desconexão, possam senti-los e encaminhá-los na direção política desejada.
Seria erro fatal imaginar, por exemplo, que o discurso “moralista” é coisa de elite à moda da antiga UDN. A corrupção continua a ter o repúdio não só das classes médias como de boa parte da população. Na última campanha eleitoral, o momento de maior crescimento da candidatura Serra e de aproximação aos resultados obtidos pela candidata governista foi quando veio à tona o “episódio Erenice”. Mas é preciso ter coragem de dar o nome aos bois e vincular a “falha moral” a seus resultados práticos, negativos para a população. Mais ainda: é preciso persistir, repetir a crítica, ao estilo do “beba Coca Cola” dos publicitários. Não se trata de dar-nos por satisfeitos, à moda de demonstrar um teorema e escrever “cqd”, como queríamos demonstrar. Seres humanos não atuam por motivos meramente racionais. Sem a teatralização que leve à emoção, a crítica – moralista ou outra qualquer – cai no vazio. Sem Roberto Jefferson não teria havido mensalão como fato político.
Qual é a mensagem? Por certo, os oposicionistas para serem ouvidos precisam ter o que dizer. Não basta criar um público, uma audiência e um estilo, o conteúdo da mensagem é fundamental. Qual é a mensagem? O maior equívoco das oposições, especialmente do PSDB, foi o de haver posto à margem as mensagens de modernização, de aggiornamento do País, e de clara defesa de uma sociedade democrática comprometida com causas universais, como os direitos humanos e a luta contra a opressão, mesmo quando esta vem mascarada de progressismo, apoiada em políticas de distribuição de rendas e de identificação das massas com o Chefe. Nas modernas sociedades democráticas, por outro lado, o Estado tanto mantém funções na regulação da economia como em sua indução, podendo chegar a exercer papel como investidor direto. Mas o que caracteriza o Estado em uma sociedade de massas madura é sua ação democratizadora. Os governos devem tornar claros, transparentes, e o quanto possível imunes à corrupção, os mecanismos econômicos que cria para apoiar o desenvolvimento da economia. Um Estado moderno será julgado por sua eficiência para ampliar o acesso à educação, à saúde e à previdência social, bem como pela qualidade da segurança que oferece às pessoas. Cabe às oposições serem a vanguarda nas lutas por estes objetivos.
Defender o papel crescente do Estado nas sociedades democráticas, inclusive em áreas produtivas, não é contraditório com a defesa da economia de mercado. Pelo contrário, é preciso que a oposição diga alto e bom som que os mecanismos de mercado, a competição, as regras jurídicas e a transparência das decisões são fundamentais para o Brasil se modernizar, crescer economicamente e se desenvolver como sociedade democrática. Uma sociedade democrática amadurecida estará sempre comprometida com a defesa dos direitos humanos, com a ecologia e com o combate à miséria e às doenças, no país e em toda a parte. E compreende que a ação isolada do Estado, sem a participação da sociedade, inclusive dos setores produtivos privados, é insuficiente para gerar o bem-estar da população e oferecer bases sólidas para um desenvolvimento econômico sustentado.
Ao invés de se aferrarem a esses valores e políticas que lhes eram próprios como ideologia e como prática, as oposições abriram espaço para que o lulopetismo ocupasse a cena da modernização econômica e social. Só que eles têm os pés de barro: a cada instante proclamam que as privatizações “do PSDB” foram contra a economia do País, embora comecem a fazer descaradamente concessões de serviços públicos nas estradas e nos aeroportos, como se não estivessem fazendo na prática o mea-culpa. Cabe às oposições não apenas desmascarar o cinismo, mas, sobretudo, cobrar o atraso do País: onde está a infraestrutura que ficou bloqueada em seus avanços pelo temor de apelar à participação da iniciativa privada nos portos, nos aeroportos, na geração de energia e assim por diante? Quão caro já estamos pagando pela ineficiência de agências reguladoras entregues a sindicalistas “antiprivatizantes” ou a partidos clientelistas, como se tornou o PCdoB, que além de vender benesses no ministério dos Esportes, embota a capacidade controladora da ANP, que deveria evitar que o monopólio voltasse por vias transversas e prejudicasse o futuro do País.
Oposição precisa vender o peixe. Dirão novamente os céticos que nada disso interessa diretamente ao povo. Ora, depende de como a oposição venda o peixe. Se tomarmos como alvo, por exemplo, o atraso nas obras necessárias para a realização da Copa e especializarmos três ou quatro parlamentares ou técnicos para martelar no dia-a-dia, nos discursos e na internet, o quanto não se avança nestas áreas por causa do burocratismo, do clientelismo, da corrupção ou simplesmente da viseira ideológica que impede a competição construtiva entre os setores privados e destes com os monopólios, e se mostrarmos à população como ela está sendo diretamente prejudicada pelo estilo petista de política, criticamos este estilo de governar, suscitamos o interesse popular e ao mesmo tempo oferecemos alternativas.
Na vida política tudo depende da capacidade de politizar o apelo e de dirigi-lo a quem possa ouvi-lo. Se gritarmos por todos os meios disponíveis que a dívida interna de R$ 1,69 trilhão (mostrando com exemplos ao que isto corresponde) é assustadora, que estamos pagando R$ 50 bilhões por ano para manter reservas elevadas em dólares, que pagamos a dívida (pequena) ao FMI sobre a qual incidiam juros moderados, trocando-a por dívidas em reais com juros enormes, se mostrarmos o quanto custa a cada contribuinte cada vez que o Tesouro transfere ao BNDES dinheiro que o governo não tem e por isso toma emprestado ao mercado pagando juros de 12% ao ano, para serem emprestados pelo BNDES a juros de 6% aos grandes empresários nacionais e estrangeiros, temos discurso para certas camadas da população. Este discurso deve desvendar, ao mesmo tempo, o porquê do governo assim proceder: está criando um bloco de poder capitalista-burocrático que sufoca as empresas médias e pequenas e concentra renda.
Este tipo de política mostra descaso pelos interesses dos assalariados, dos pequenos produtores e profissionais liberais de tipo antigo e novo, setores que, em conjunto, custeiam as benesses concedidas ao grande capital com impostos que lhe são extraídos pelo governo. O lulopetismo não está fortalecendo o capitalismo em uma sociedade democrática, mas sim o capitalismo monopolista e burocrático que fortalece privilégios e corporativismos.
Com argumentos muito mais fracos o petismo acusou o governo do PSDB quando, em fase de indispensável ajuste econômico, aumentou a dívida interna (ou, melhor, reconheceu os “esqueletos” compostos por dívidas passadas) e usou recursos da privatização – todos contabilizados – para reduzir seu crescimento. A dívida pública consolidada do governo lulista foi muito maior do que a herdada por este do governo passado e, no entanto, a opinião pública não tomou conhecimento do fato. As oposições não foram capazes de politizar a questão. E o que está acontecendo agora quando o governo discute substituir o fator previdenciário, recurso de que o governo do PSDB lançou mão para mitigar os efeitos da derrota sofrida para estabelecer uma idade mínima de aposentadoria? Propondo a troca do fator previdenciário pela definição de… uma idade mínima de aposentadoria.
Petistas camaleões. Se os governistas são camaleões (ou, melhor, os petistas, pois boa parte dos governistas nem isso são: votavam com o governo no passado e continuam a votar hoje, como votarão amanhã), em vez de saudá-los porque se aproximam da racionalidade ou de votarmos contra esta mesma racionalidade, negando nossas crenças de ontem, devemos manter a coerência e denunciar as falsidades ideológicas e o estilo de política de mistificação dos fatos, tantas vezes sustentado pelo petismo.
São inumeráveis os exemplos sobre como manter princípios e atuar como uma oposição coerente. Mesmo na questão dos impostos, quando o PSDB e o DEM junto com o PPS ajudaram a derrubar a CPMF, mostraram que, coerentes, dispensaram aquele imposto porque ele já não era mais necessário, como ficou demonstrado pelo contínuo aumento da receita depois de sua supressão. É preciso continuar a fazer oposição à continuidade do aumento de impostos para custear a máquina público-partidária e o capitalismo burocrático dos novos dinossauros. É possível mostrar o quanto pesa no bolso do povo cada despesa feita para custear a máquina público-partidária e manter o capitalismo burocrático dos novos dinossauros. E para ser coerente, a oposição deve lutar desde já pela redução drástica do número de cargos em comissão, nomeados discricionariamente, bem como pelo estabelecimento de um número máximo de ministérios e secretarias especiais, para conter a fúria de apadrinhamento e de conchavos partidários à custa do povo.
Em suma: não há oposição sem “lado”. Mais do que ser de um partido, é preciso “tomar partido”. É isso que a sociedade civil faz nas mais distintas matérias. O que o PSDB pensa sobre liberdade e pluralidade religiosa? Como manter a independência do Estado laico e, ao mesmo tempo, prestigiar e respeitar as religiões que formam redes de coesão social, essenciais para a vida em sociedade? O que pensa o partido sobre o combate às drogas? É preciso ser claro e sincero: todas as drogas causam danos, embora de alcance diferente. Adianta botar na cadeia os drogados?
Sinceridade comove a população. Há casos nos quais a regulação vale mais que a proibição: veja-se o tabaco e o álcool, ambos extremadamente daninhos. São não apenas regulados em sua venda e uso (por exemplo, é proibido fumar em locais fechados ou beber depois de uma festa e guiar automóveis) como estigmatizados por campanhas publicitárias, pela ação de governos e das famílias. Não seria o caso de fazer a mesma coisa com a maconha, embora não com as demais drogas muito mais danosas, e concentrar o fogo policial no combate aos traficantes das drogas pesadas e de armas? Se disso ainda não estivermos convencidos, pelo menos não fujamos à discussão, que já corre solta na sociedade. Sejamos sinceros: é a sinceridade que comove a população e não a hipocrisia que pretende não ver o óbvio.
Se a regra é ser sincero, por que temer ir fundo e avaliar o que nós próprios fizemos no passado, acreditando estar certos, e que continua sendo feito, mas que requer uma revisão? Tome-se o exemplo da reforma agrária e dos programas de incentivo à economia familiar. Fomos nós do PSDB que recriamos o Ministério da Reforma Agrária e, pela primeira vez, criamos um mecanismo de financiamento da agricultura familiar, o Pronaf. Nenhum governo fez mais em matéria de acesso à terra do que o do PSDB quando a pasta da Reforma era dirigida por um membro do PPS. Não terá chegado a hora de avaliar os resultados? O Pronaf não estará se transformando em mecanismo de perpétua renovação de dívidas, como os grandes agricultores faziam no passado com suas dívidas no Banco do Brasil? Qual é o balanço dos resultados da reforma agrária? E as acusações de “aparelhamento” da burocracia pelo PT e pelo MST são de fato verdadeiras? Sem que a oposição afirme precipitadamente que tudo isso vai mal – o que pode não ser correto – não pode temer buscar a verdade dos fatos, avaliar, julgar e criticar para corrigir.
Existe matéria em abundância para manter os princípios e para ir fundo nas críticas sem temer a acusação injusta de que se está defendendo “a elite”. Mas política não é tese universitária. É preciso estabelecer uma agenda. Geralmente esta é dada pelo governo. Ainda assim, usemo-la para concentrar esforços e dar foco, repetição e persistência à ação oposicionista. Tomemos um exemplo, o da reforma política, tema que o governo afirma estar disposto a discutir. Pois bem, o PSDB tem posição firmada na matéria: é favorável ao voto distrital (misto ou puro, ainda é questão indefinida). Se é assim, por que não recusar de plano a proposta da “lista fechada”, que reforça a burocracia partidária, não diminui o personalismo (ou alguém duvida que se pedirão votos para a lista “do Lula”?) e separa mais ainda o eleitor dos representantes?
Compromisso com o voto digital. Não é preciso afincar uma posição de intransigência: mantenhamos o compromisso com o voto distrital, façamos a pregação. Se não dispusermos de forças para que nossa tese ganhe, aceitemos apenas os melhoramentos óbvios no sistema atual: cláusula de desempenho (ou de barreira), proibição de coligações nas eleições proporcionais e regras de fidelidade partidária, ainda que para algumas destas medidas seja necessário mudança constitucional. Deixemos para outra oportunidade a discussão sobre financiamento público das campanhas, pois sem a distritalização o custo para o contribuinte será enorme e não se impedirá o financiamento em “caixa preta” nem o abuso do poder econômico. Mas denunciemos o quanto de antidemocrático existe no voto em listas fechadas. Em suma: não será esta uma boa agenda para a oposição firmar identidade, contrapor-se à tendência petista de tudo burocratizar e, ao mesmo tempo, não se encerrar em um puro negativismo aceitando modificações sensatas?
Por fim, retomando o que disse acima sobre o “triunfo do capitalismo”. O governo do PT e o próprio partido embarcaram, sem dizer, na adoração do bezerro de ouro. Mas, marcados pelos cacoetes do passado, não perceberam que o novo na fase contemporânea do capitalismo não é apenas a acumulação e o crescimento da economia. Os grandes temas que se estão desenhando são outros e têm a ver com o interesse coletivo: como expandir a economia sem destroçar o meio ambiente, como assegurar direitos aos destituídos deles, não só pela pobreza, mas pelas injustiças (desigualdades de gênero, de raça, de acesso à cultura)? Persistem preocupações antigas: como preservar a Paz em um mundo no qual há quem disponha da bomba nuclear?
A luta pela desnuclearização tem a ver com o sentido de um capitalismo cuja forma “selvagem” a sociedade democrática não aceita mais. Esta nova postura é óbvia no caso da ecologia, pois o natural egoísmo dos Estados, na formulação clássica, se choca com a tese primeira, a da perpetuação da vida humana. O terror atômico e o aquecimento global põem por terra visões fincadas no terreno do nacional-estatismo arcaico. Há um nacionalismo de novo tipo, democrático, aberto aos desafios do mundo e integrado nele, mas alerta aos interesses nacionais e populares. Convém redefinir, portanto, a noção do interesse nacional, mantendo-o persistente e alerta no que é próprio aos interesses do País, mas compatibilizando-o com os interesses da humanidade.
Estas formulações podem parecer abstra¬tas, embora se traduzam no dia-a-dia: no Brasil, ninguém discute sobre qual o melhor modo de nossa presença no mundo: será pelo velho caminho armamentista, nuclearizando–nos, ou nossas imensas vantagens comparativas em outras áreas, entre elas as do chamado soft power, podem primar? Por exemplo, nossa “plasticidade cultural mestiça”, a aceitação das diferenças raciais – sem que se neguem e combatam as desigualdades e preconceitos ainda existentes – não são um ganho em um mundo multipolar e multicultural? E a disponibilidade de uma matriz energética limpa, sem exageros de muitas usinas atômicas (sempre perigosas), bem como os avanços na tecnologia do etanol, não nos dão vantagens? Por que não discutir, a partir daí, o ritmo em que exploraremos o pré-sal e as obscuras razões para a “estatização do risco e divisão do lucro” entre a Petrobras e as multinacionais por meio do sistema de partilha? São questões que não exploramos devidamente, ou cujas decisões estão longe de ser claramente compatíveis com o interesse nacional de longo prazo.
Falta de estratégia. Na verdade, falta-nos estratégia. Estratégia não é plano de ação: é o peso relativo que se dá às questões desafiadoras do futuro somado à definição de como as abordaremos. Que faremos neste novo mundo para competir com a China, com os Estados Unidos ou com quem mais seja? Como jogar com nossos recursos naturais (petróleo à frente) como fator de sucesso e poder sem sermos amanhã surpreendidos pelo predomínio de outras fontes de energia? E, acima de tudo, como transformar em políticas o anseio por uma “revolução educacional” que dê lugar à criatividade, à invenção e aos avanços das tecnologias do futuro?
A China, ao que parece, aprendeu as lições da última crise e está apostando na inovação, preparando-se para substituir as fontes tradicionais de energia, sobretudo o petróleo, de que não dispõe em quantidade suficiente para seu consumo crescente. E os próprios Estados Unidos, embora atônitos com os erros acumulados desde a gestão Bush, parecem capazes de continuar inovando, se conseguirem sair depressa da crise financeira que os engolfou.
De tudo isso o PT e seus governos falam, mas em ziguezague. As amarras a uma visão oposta, vinda de seu passado recente, os inibem para avançar mais. Não é hora das oposições serem mais afirmativas? E se por acaso, como insinuei no início deste artigo, houver divisões no próprio campo do petismo por causa da visão canhestra de muitos setores que apoiam o governo e de suas necessidades práticas o levarem a direções menos dogmáticas? Neste caso, embora seja cedo para especular, terá a oposição inteireza e capacidade política para aproveitar as circunstâncias e acelerar a desagregação do antigo e apostar no novo, no fortalecimento de uma sociedade mais madura e democrática?
Engana-se quem pensar que basta manter a economia crescendo e oferecer ao povo a imagem de uma sociedade com mobilidade social. Esta, ao ocorrer, aumenta as demandas tanto em termos práticos, de salários e condições de vida, como culturais. Em um mundo interconectado pelos modernos meios de comunicação o cidadão comum deseja saber mais, participar mais e avaliar por si se de fato as diferenças econômicas e sociais estão diminuindo. Sem, entretanto, uma oposição que se oponha ao triunfalismo lulista, que coroa a alienação capitalista, desmistificando tudo o que seja mera justificativa publicitária do poder e chamando a atenção para os valores fundamentais da vida em uma sociedade democrática, só ocorrerão mudanças nas piores condições: quando a fagulha de alguma insatisfação produzir um curto-circuito. Mesmo este adiantará pouco se não houver à disposição uma alternativa viável de poder, um caminho preparado por lideranças nas quais a população confie.
No mundo contemporâneo este caminho não se constrói apenas por partidos políticos, nem se limita ao jogo institucional. Ele brota também da sociedade, de seus blogs, twitters, redes sociais, da mídia, das organizações da sociedade civil, enfim, é um processo coletivo. Não existe apenas uma oposição, a da arena institucional; existem vários focos de oposição, nas várias dimensões da sociedade. Reitero: se as oposições institucionais não forem capazes de se ligar mais diretamente aos movimentos da vida, que pelo menos os ouçam e não tenham a pretensão de imaginar que pelo jogo congressual isolado alcançarão resultados significativos. Os vários focos de insatisfação social, por sua vez, também podem se perder em demandas específicas a serem atendidas fragmentariamente pelo governo se não encontrarem canais institucionais que expressem sua vontade maior de transformação. As oposições políticas, por fim, se nada ou pouco tiverem a ver com as múltiplas demandas do cotidiano, como acumularão forças para ganhar a sociedade?
Fernando Henrique Cardoso, sociólogo, foi presidente da República (1995–2003) e é presidente de honra do PSDB
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Perfeito!!!
Pergunto: quando Lula vai aceitar o debate com o FHC? Nao disse que o faria depois de deixar a presidencia? Estamos esperando.
Lamentável, é o mínimo que se pode dizer ao ver a reação negativa que o artigo provocou. Exemplo de verdadeira indigência intelectual, não de Lula, seria natural dada sua pobreza no que diz respeito ao assunto “entender textos”, mas de políticos e jornalistas. Pretender que FHC propõe “desprezar” o povão, ou o voto do povão, se não é má fé, é burrice mesmo. Deveriam, os governistas e políticos de modo geral entender que buscar maior apoio da classe média significa reconhecer o crescimento do número de brasileiros que desfrutam de melhor padrão de vida, mercê do desenvolvimento que o país experimenta. Só !
No minimo alguem sussurrou a parte que lhes interessava nos ouvidos do Lula, que com certeza não teria capacidade de interpretar o artigo do FHC que diga-se de passagem muito bem escrito.
responder este comentário denunciar abusonão vi nada demais no texto…
A mensagem do sociólogo FHC fala da importância de compreender a mudança em curso na vida cotidiana. Fala de uma nova sociedade, protagonizada por um novo individuo que emerge das redes sociais apoiado pelo avanço tecnológico que o possibilita participar e sentir solidariamente os riscos sociais globais ( desastres naturais, violência, rebeliões contra governos). Isto estimula a agregação de interesses em causas comuns, muitas vezes distantes das preocupações que sustentam os parlamentos. O artigo é um convite à reflexão sobre novos canais de participação social com foco no fortalecimento da democracia.
Voce acha que o Lula conseguiria decifrar este texto literaturamente e intelectualmente? Claro que não. O FHC é sociólogo. Qual é a formação acadêmica do Lula? Aposto que seus discursos eram feitos na decoreba, ou usaria algum ponto atrás da orelha.
Deste sim. Tenho muito orgulho em dizer que foi presidente do meu país! Tem cultura, competencia, inteligencia, capacidade intelectual, foi sincer e honesto. Simplesmente só deu bons exemplos para os brasileiros e brasileiras! Valeu Fernando Henrique Cardoso! Belo Artigo ! Parabéns!! Continue escrevendo!
Encastelado, prisioneiro de sua arrogância, permanentemente professoral em seus textos. FHC reserva a si mesmo ser o único esclarecido. Pratica uma estranha e estúpida mesturbação: goza admirando seus pretensos feitos.
Sr. Sérgio Paulo, antes de comentar de forma tão maldosa, deveria ler o texto até o fim e sentir , refletir e principalmente raciocinar, as palavras escritas e os ideais de um sociologo…… vide o corte de 50 bibibi que a Presidente Dilma, mandou o ”Manteiga” fazer, pois a situação da administração petistas e coligados, estão em situação bem crítica. Leia todo o texto. TAH???
responder este comentário denunciar abusoele está com diarreia mental. esteve sumido, agora aparece dizendo essas abobrinhas. Fora FHC
responder este comentário denunciar abusoSe você não tem capacidade para entender o que uma pessoa instruída diz, é melhor se recolher à sua insignificância. Você deve ser fã dos discursos imbecis de gente despreparada como você provaverlmente é.
responder este comentário denunciar abusoParabéns, FHC, por expor de maneira tão veemente e sincera o problema da oposição no País! Eu estudei e sei quais foram as realizações do seu governo e as vantagens advindas delas para o Brasil! Preocupa-me a inação dos que representam os brasileiros que não compraram a idéia do “nunca antes na história deste país…”. Fora isso, os comentários de Lula ao seu artigo não podem ser levados a sério. Além de faltar-lhe entendimento para uma leitura mais apurada, ele sente sono quando lê. Sigamos em frente!
Olha… vale muito a pena perder um tempo e ler esse artigo. Demonstra a Inteligência desse que pra mim foi o maior presidente que o Brasil já teve.
Perfeito FHC, você esta a anos luz a frente do Lula nada sabe, PT chupa nação, sindicatos pelegos e oposição vergonhosa e medrosa. Continue ESTADISTA.
Visao de Estadista.
Só podemos entender os artigos de FHC se tivermos um olhar crítico e verdadeiro.Enquanto o povo Brasileiro não despertar no sono que teve à oito anos atrás infelismente continuará a ver návios, sendo influenciado por pessoas de caráter duvidoso que só preocuparam-se com seu bem-estar pessoal e familiar. Já desperdiçamos praticamente uma década com o desgoverno do Ptralhas, vamos pedir ao nosso Deus que nos liberte o quanto antes do que eu chamo de maldição.
Quando escrevemos, artigos, ou para jornais, devemos tomar cuidado para que nossas palavras não sejam distorcidas, realmente é difícil disputar com o PT o voto dos mais carentes, assim como é difícil disputar com o PSDB o votos dos mais ricos, são apenas públicos diferentes, o PSDB e partidos como DEM, não podem esquecer que depois da redemocratização do país foi a massa de analfabetos e desinformados, que sempre foi a maioria no país, que elegeu FErnando Collor, que tinha como vice Itamar Franco, que elegeu um dos melhores ministros que esse país já teve, FHC por duas vezes, o povo desinformado e analfabeto, votou no PSDB, por ter um medo terrível do LULA, o que o PSDB fez para perder esse voto, nem eu sei.
Na minha opinião PT e PSDB são as duas faces da mesma moeda, PSDB agrada aos ricos, o PT agrada aos pobres, nada por autruísmo, mas tudo pra ganhar votos.
FHC é extremamente propositivo, esse é o maior mérito do artigo. Não que a críeitca ao Lulo-patismo seja inútil, mas não dá pra “dirigir o carro da oposição sem carteira”, se me permitem a brincadeira. FHC não concilia, manda porpostas que esmagam intelectualmente o castelo ilusório criado pelo PT, que se inspira no atraso político (mensalão) no arcaísmo (Sarney e Collor) e na miséria moral (troca de votos por benefícios sociais). O Lula deseduca enquanto FHC constrói.
oi meu amigo e o fhc tambem se juntou com politicos podres ACM,Maluf et
responder este comentário denunciar abusoVerdadeiramente a oposição esta perdida, e se depender deste artigo do FHC continuará. Ele nã consegue diferenciar os 8 anos de um governo democrático popular, dos 8 anos do governo dele, onde o Brasil afundou e foi entregue à merce dos interesses internacionais.
Esse cidadão depois de ser escurraçado do governo federal, depois de 8 anos de entreguismo, ainda quer falar do PCdoB? Um partido com 89 anos de história, que diferentemente de qualquer outro partido tem um Projeto Nacional de Desenvolvimento e busca cada vez mais avançar em sua implementação.
No “fringir dos ovos” a opsição está perdida, sem rumo e sua principal cabeça não consegue entender como que os mesmos 8 anos que ele teve a frente da presidência, um operário fez esse país crescer, desenvolver e dando condições para que um filho de pedreiro pudesse ser doutor.”
PC do B? Chama isso de partido? O ministro de vocês, o do Esporte, o que fez com o dinheiro dos jogos Pan-Americanos em 2007? O dinheiro sumiu e nada se fez. Lógico, ele não esteve sozinho na roubalheira, estava também o presidente do COB e outros. Sabia que alugaram meia centena de ônibus com motoristas que nunca saíram das garagens? Mas a grana foi paga. É esse o ministro de vocês.
responder este comentário denunciar abusoFHC foi o melhor Presidente deste nação, e quando escreve ou fala, produz análises coesas, críticas contudentes e salutares, fico feliz por existir em nosso País, líderes como FHC que, com sua alta qualificação, colaboram para grandeza deste gigante Brasil.
Que porcaria as ideias desse cara!
Querido FHC, meu eterno presidente, mantenha-se firme, não desanime perante a má-fé dos lulo-petistas. Eles morrem de inveja. Eles desagregam. Eles se afirmam despertando em seus seguidores os sentimentos mais feios da natureza humana. Eles precisam espezinhar sobre os feitos dos outros para se sentirem reconhecidos e, como, no íntimo, sabem que é tudo mentira, nunca se contentam. Eles são fracos de espírito e não vão longe. Infelizmente, eles são muitos e vai demorar mais um pouquinho. Ajude a mobilizar a oposição, junte-se com os organismos de denúncia que não deixam os casos caírem no esquecimento, exponha os erros e contradições sempre que acontecerem e, aos poucos, a população vai abrir os olhos. A gente vai sair dessa. PT nunca mais!
Querido FHC, meu eterno presidente, mantenha-se firme, não desanime perante a má-fé dos lulo-petistas. Eles morrem de inveja. Eles desagregam. Eles se afirmam despertando em seus seguidores os sentimentos mais feios da natureza humana. Eles precisam espezinhar sobre os feitos dos outros para se sentirem reconhecidos e, como, no íntimo, sabem que é tudo mentira, nunca se contentam. Eles são fracos de espírito e não vão longe. Infelizmente, eles são muitos e vai demorar mais um pouquinho. Ajude a mobilizar a oposição, junte-se com os organismos de denúncia que não deixam os casos caírem no esquecimento e, aos poucos, a população vai abrir os olhos. A gente vai sair dessa. PT nunca mais!
Quem inventou o mensalão foi ou não foi o PSDB do FHC?
Quem criou o mensalão foi o PT.
responder este comentário denunciar abusoBravo ! Bravo ! Bravo !
Era tudo que o Brasil precisava ouvir
Agora podemos dizer ao FMI “O Brasil será um país de velhos sim, porém pobre jamais…
A esperança é a ultima que…não deve morrer
ACORDA BRASIL !!!
num momento de desesperança me sinto grato por saber que os politocos intelectuais ainda existem. Belissimo artigo, profundo, sensato, exprime os anseios da classe media…PARABENS
Enquanto o PSDB e seus aliados persistirem em disputar com o PT influência sobre os “movimentos sociais” ou o “povão”, isto é, sobre as massas carentes e pouco informadas, falarão sozinhos.
É isso aí. Tem mais é que mandar essas massas carentes e esse povão pra o inferno, como já fez nos 8 anos em que foi presidente.
A esperança é a ultima que…não deve morrer
A matéria do Sr. Fernando Henrique Cardoso era tudo que o Brasil precisava ouvir.
” Eu te amo meu Brasil eu te amo meu coração é verde amarelo branco azul anil
eu te amo meu Brasil eu te amo ninguém segura a juventude do Brasil
Avante Brasil!!! Deus é Brasileiro!!!
Muito bom!
So me vem a pergunta: Somente agora, se dão conta do ocorrido. Apos três eleições perdidas!
Porem, aprendemos com os “erros’.
Tem que haver mudança!
Lamentável… e alguns acha isto “Perfeito”. Neste artigo fica evidente que o pensamento do que se diz intelectual é mesmo o de tentar se sobrepujar à imensa maioria com o argumento fálido de que “talvez as discussões de meandros do poder não interessem ao povo no dia-a-dia”… Então o que estamos fazendo aqui comentanto diariamente sobre política? Pelo que sei a grande maioria daqui não é político de profissão, apenas pais e mães de família (como FHC diz “homens comuns”), que se interessam por seu país. A menos que esteja mesmo em curso seu plano velado de uma verdadeira guerra ideológia via “redes de internet, Facebook, YouTube, Twitter”, então acreditarei que maioria dos comentários daqui não seja mesmo de “homens comuns”… O cidadão não é burro (é o que eu acredito), mas neste artigo FHC atesta que ele pode ser amplamente massificado. Por fim. Ser elitista, ou ser “Elite”, não significa necessariamente ter mais recursos financeiros, mas sim ter uma postura e um comportamento de dominação intelectual sobre os demais membros de uma sociedade, sendo ela democrática ou não. Logo, tanto Lula como FHC são Elite e não adianta FHC desmentir isto… a diferença é qual Elite atualmente exerce mais influência sobre os demais…
A tristeza de minha parte vem, ao constatar que descaradamente, FHC assume esta posição (que sempre renegou) de que é preciso elitizar a discusão apenas aos que estiverem dispostos a exercer o poder em nome do povo, já que este povo, (pressupõem), não quer exercer este direito.
Nossa sociedade sempre patinou na história por causa destas “Elites” que (como a de FHC), acham que sozinhas teriam a chave para exercer o poder e decidir o que é melhor para o resto aplicando apenas a ideologia de “pão e circo” dos antigos romanos. Esta ideologia busca a atender apenas os interesses dos “homens comuns” apenas com o intuito de conquistar e manter o poder… ou seja, não é nada de diferente que o PT já faz hoje… Este ressentimento impede nossa sociedade de livremente evoluir por ficarmos num eterno jogo de “eu fiz melhor… ele é um oportunista… eu sei… ele não… etc etc.. ”
O artigo pode ser bem intenssionado, mas esta ideologia de retomada do poder via de cima para baixo… ou seja via Elite… não contrinui para nossa evolução… ao contrário, em mãos erradas pode até ser desastroso… um louco com retórica carismática pode usar dela para ambições pessoais assim como inúmeros ditadores, comunictas, facistas, nazistas, nacionalistas, marechais já fizeram…
A oposição deve contribuir, deixar o passado aos mortos e buscar com atos e não palavras, de que pode ser melhor.
Afirmar que derrubaram a CPMF por achar que ela não era mais necessária, é irônico. Acreditaria mais que foi uma tentativa fracassada de enfrequecer os cofres da situação e o populismo do lulinha paz e amor. Cadê a sinseridade pregada no artigo FHC?
Tsc Tsc Tsc.
Caro Flávio,
creio que não tenha entendido o que o artigo quis dizer.
Por exemplo: se você é dono do banco BMG, mas acha que tomar cerveja ao som de Zeca Pagodinho é mais importante que pagar a pensão alimentícia da sua filha (fazendo alusão ao Romário, caso não tenha entendido também), você não é da elite. Apesar de ser um dono de banco podre de rico.
O que também implica na idéia de que um professor de faculdade, com o salário do mesmo, votando no PT e promovendo discussões que permitam a formação de pessoas, o faz parte da dita “elite”. Apesar de ganhar muito mal.
E veja bem, nenhum dos dois domina intelectualmente a sociedade. Apenas um está aberto a idéias e conceitos, o outro toma cerveja e vota em quem faz malabarismos.
Mas voltando ao que eu queria dizer: é “sinceridade” e “intencionado”
Ass: Professor Pasquale, que não ganha bem, votou no PT, mas não comete o mesmo erro duas vezes.
responder este comentário denunciar abusoAcheio muito coerente este artigo de FHC. Principalmente quando ele prega o distaciamento do povão. Ele não sabe que sem o povão não se ganha eleição???
Perfeito!
FHC novamente ilumina o Brasil !
A reação que teve o artigo e os comentários da oposição nada mais são do que mais uma demonstração do quanto FHC está certo em seu artigo.
Lula tem uma incrível capacidade de de transformar tudo o que é inteligente e relevante em lixo demagógico e implanta “a pauta” na cabeça dos oposicionistas e dos jornalistas. De todo o primor deste artigo, oposicionistas ficam perdendo tempo se justificando sobre o que foi dito do “povão”. Novamente fazem o jogo do PT desperdiçando qualquer capacidade de análise mais aprofundada que possa interessar a pessoas minimamente educadas e interessadas em um país melhor.
E novamente quem tem que responder ao PT e Lula? FHC : “O Lula,que era contra a privatização,agora está em Londres falando para a Telefónica e ganhando US$ 100 mil.O filho dele é sócio de uma empresa de telefonia.Eles aderiram totalmente às transformações que nós provocamos e ainda vêm nos criticar dizendo que estamos a favor da elite contra o povo,enquanto eles estão mamando na elite.Cabe isso ? Questionou FHC em entrevista ao programa “Começando o Dia”,da Rádio Cultura FM.
Viva FHC !
Como fazemos para participar do site que FHC está lançando?
QUEM TEM MEDO DE FHC?
Depois de receber uma grana preta da Telefonica para dar uma palestra em Londres — sinal de que sabe ganhar dinheiro nas chamadas relações com as “Zelites”, Lula o grande “Surfista” resolveu pegar carona na onda da polêmica criada por vigaristas Petralhas a partir do texto em que FHC faz uma critica, que pessoalmente considero muito consistente ao comportamento da oposição. Em resposta, o tucano afirmou que talvez o petista estivesse querendo numa nova disputa entre os dois, lembrando que venceu as duas havidas — e no primeiro turno, o que é verdade! Será que a bronca de Lula seja essa? De que nunca conseguiu se impor diante de FHC! Lideranças Petistas, que hoje não sabem se falam em defesa do (des)governo Dilma ou da herança maldita deixada pelo Aiatolá Lula, resolveram tomar as dores de seu líder. Como nunca leu nada, é compreensível que Lula nem tenha tentado empreender a travessia das 5.481 palavras do texto do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso sobre o papel da oposição. Como abre a boca sobre tudo que lhe parece eleitoralmente lucrativo, era previsível que o palanqueiro ambulante regurgitasse alguma coisa sobre o brilhante ensaio de FHC. Mas de longe, e sem mencionar expressamente o nome ou a sigla do homem que está para o SuperLula como a kriptonita verde para o Super-Homem. “Sinceramente não sei como alguém estuda tanto e depois quer esquecer o povão”, escarrou Lula em Londres. “O povão é a razão de ser do Brasil. E do povão fazem parte a classe média, a classe rica, os mais pobres, porque todos são brasileiros”. Lula deveria mesmo ter fechado a latrina. “Ora, eu venci duas eleições com o voto desse povão. E no primeiro turno, e contra o Lula”, deu o troco FHC. “Agora, temos de ter uma estratégia para esses novos setores, mais sensíveis. Temos de fincar o pé na internet e nas redes sociais”.
O ex-presidente aproveitou a chance para mais uma aula endereçada a oposicionistas trapalhões. “É de doer que políticos da oposição deixem de lado o conjunto dos argumentos e das propostas que fiz no artigo e, antes de o lerem, façam coro ao petismo, colocando-me como um insensato que despreza o voto das parcelas mais desfavorecidas da população”, replicou Fernando Henrique. “Fariam melhor se lessem com mais calma o que escrevi”. Bem seria menos pior se pelo menos lessem o Artigo… É o que devem fazer imediatamente, demorando-se ao menos 10 segundos no lembrete feito já no segundo parágrafo: “Cabe às oposições, como é óbvio e quase ridículo de escrever, se oporem ao governo”. Pois parecem que obviamente esqueceram o papel fundamental de suas existências! Ou seja, de serem uma OPOSIÇÃO!
Nas linhas seguintes, mais afinado do que nunca com a resistência democrática que age à margem dos partidos e do Congresso, FHC ensina que “o PT e o governo dispõem de poderosos meios em amplos setores das camadas pobres, mas cooptadas por movimentos sociais”. E ressalva: “Também existe, é claro, um povão na nova classe média” ? surgida, aliás, de programas sociais concebidos em seus dois mandatos. Lembra que há um legado valioso a defender e desfralda bandeiras atualíssimas. Traça com extraordinária lucidez, enfim, os caminhos que a oposição deve percorrer para “chegar aos ouvidos do povo”. Quanto a Lula, chegou a hora da verdade, dele encerrar a desconversa, engavetar pretextos e desculpas esfarrapadas, domar a covardia, enjaular o medo e topar o convite para um debate cara a cara com FHC. Só os dois, Fernando Henrique acaba de o desafiar…. Só falta o sim do adversário… CORAGEM LULAAAAAAA….
Dizer que Lula não foi capaz de entender o texto de FHC é, no mínimo, uma interpretação inocente dos fatos. A formação acadêmica é só o início, uma base para se aprender tudo que a vida nos ensina. Dizer que uma pessoa é incapaz de certas coisas porque não tem formação é um pre-conceito no sentido literal da palavra. Uma pessoa com o curriculo de ex presidente de uma nação como o Brasil não tem a menor vocação para ignorante.
O sociólogo FHC fala do alto de sua formação acadêmica e escreve um texto bastante rebuscado. Neste texto, dá margem a várias interpretações, e inclusive a interpretação política de seu rival, que espertamente se aproveitou da exibição de palavras de FHC no texto para tentar direcionar a interpretação deste.
Todos nós aprendemos na escola a evitar o rebuscamento, além de criar textos concisos e claros. Parece que nosso ex chefe de estado e tão ovacionado por alguns colegas leitores faltou a esta aula. O preço disso é permitir a cada leitor a interpretação que lhe convenha. E não podemos culpar os leitores por sua interpretação. Dentre os que tenham coragem de ler meu comentário até o fim haverá os que pensarao: este é outro ignorante que não entendeu o texto. Para estes eu deixo a minha resposta: talvez eu não tenha entendido mesmo. Mas é interesse e responsabilidade do autor escrever textos que sejam inteligíveis por seu público alvo. Qualquer coisa além disso é vaidade desnecessária.
Caro Airton Ramos, não procede o seu argumento de que o texto é rebuscado. Maior clareza de reciocínio é, textualmente, impossível. Ele pode, sim, ser rebuscado para pessoas de pouca capacidade de interpretação ou de má formação academica, o que se depreende não ser o seu caso. Agora, dizer que um texto bem escrito na lingua em que ele é elaborado dá ensejo à uma distorção de sua interpretação em proveito próprio é de uma malícia e má fé sem limites e desavergonhada. É querer a qualquer custo defender o indefensável e encobrir, sorrateiramente, a falta de caráter de quem o faz. No Brasil, de uns tempos para cá, o que mais tem evoluido neste país é a desfaçatez mal disfarçada. Mas, também, com essa oposição capenga o que há se esperar? Perde a democracia e muito mais perde o Brasil!
responder este comentário denunciar abusoO texto de Fernando Henrique Cardozo o reintroduz às suas fontes, à sua raiz político-axiológica e reinaugura a idéia de oposição, a partir de um contexto histórico onde, de forma quase inimaginável, observa-se uma total inversão de valores, sustentados por uma máquina de produzir “verdades”, subsidiada com dinheiro público, que faz parecer que um governo (petista) que pratica atos de governos em favor de um segmento da elite empresarial e financeira relevante, possa parecer popular aos olhos dos incultos e daqueles que, a pretexto de mitologicizar uma fantasia popular, acabam por perverter o senso lógico de toda uma nação, inclusive de setores que não poderiam se permitir ludibriar com tanta facilidade, criando um ambiente político onde um ator (e sua persona) representa um ato escrito por um lenilista, e fatura com isso, palestrando a grupos financeiros e multinacionais, fazendo parecer que os ensina algo, quando na verdade, recebe por favores prestados durante oito anos. Os fatos que aponta em sua entrevista, precisam, como ocorre com certas virosos antes de converterem todo um corpo em uma doença, virem a tona, para que se possa prognosticar o mal e remediá-lo com uma pitada de verdade, inteligência e ética.
Parabens FHC, como sempre lucido, coerente, sagaz, é patética a tentativa de distorcer mensagem, mas não surpreende o modus operandi do PT e seus dirigentes, tão escolados nesse mister.
Gostaria muito de ver Sr. Lula debatendo esse e outros assuntos com FHC.
A historia ja esta fazendo justiça a Itamar e FHC, agentes que mudaram a historia, agora de maneira triste a sociedade e os mais pobres começam a pagar a fatura da eleição passada – fantasma da inflação nos rondando…
Parabéns ao Presidente FHC pela profundidade do artigo e pela largueza de seu conhecimento sobre o Brasil, suas potencialidades e suas mazelas. A oposição mostrou-se incapaz de mostrar ao povo a real grandeza do que representou o Governo FHC para o futuro do Brasil e, por incrível que pareça, continua a dormitar na inação deixando que o Governo faça o que bem entender, sem a necessária e severa fiscalização que lhe cabe. Isto é mal para a democracia e péssimo para o Brasil. Espero que FHC não tenha escrito este estupendo artigo para alertar o Lula sobre os malefícios de suas atitudes inconsequentes em face da sociedade. Ele, provavelmente, tendo em vista sua insuficiente capacidade de intelectual e de interpretação, não poderia entender o recado. É uma pena!
Parabéns FHC pelo seu artigo tão esclarecedor e, principalmente, pelo Governo carajoso que você presidiu. Sem dúvida, foi no seu Governo que todos os fundamentos economicos e socias foram lançados e todas as privatizações e reformas mais necessárias foram feitas. O Governo do PT foi uma cópia fiel do seu sem a demagogia e sem a indisfarçavel corrupção, que campeou solta durante os dois mandatos de Lula. Mas, mesmo copiando eles falharam. Veja o estado da saúde, da economia, da área financeira, do enquadramento do Estado por um partido hegemonico apoiado pelos outros cooptados pelas benesses das verbas fáceis e da distribuição de cargos a apaniguados, a custa do dinheiro público. É uma vergonha! Ainda, guardo esperança no Governo Dilma, mas vai ser difícil desmamar essa turma mal acostumada. Vade retro!
Grande SÃO PAULO parabéns pelo ESTADÃO que é.
21 de abril Liberdade ! Liberdade ! Abre as asas sobre nós ! Das lutas na tempestade Dá que ouçamos tua voz!
Se é mister que de peitos valentes Haja sangue em nosso pendão, Sangue vivo do herói Tiradentes Batizou neste audaz pavilhão ! Mensageiros de PAZ, PAZ queremos, É de AMOR nossa força e poder mas na guerra, nos transes supremos Heis de ver-nos lutar e vencer ! MEDEIROS DE ALBUQUERQUE
Muito bem colocado, afinal “Nádegas indevidas usaram-na”…
Um tanto quanto prepotente como o Sr. José Serra, Alckmin, Mário Covas, etc…
Inventaram a política do “gerencialismo”, ou seja, de administrar como se a máquina pública fosse feita por capital privado…
Para pessoas que se julgam tão inteligentes e culturais eu gostaria de receber uma pequena explicação sobre a empreiteira que o Sr. Mário Covas deixou de herança para sua mulher e seu filho, e que até hoje não terminou de construir a calha do rio Tietê…
Gostaria de receber uma explicação do Sr. José Serra quanto a revolta que ele causou na USP, com a série de decretos que versavam sobre a organização de autarquias, sociedades de economia mista etc.
AUTÁRQUIA = CRIADA POR LEI, COM AUTONOMIA (AUTARKÉIA do GREGO), Administrativa e Financeira…
Porque Sr. José Serra um decreto que versava sobre corte de verbas para USP?
Porque Sr. Fernando Henrique, você na época de candidatura à Prefeitura do Município de São Paulo disse que iria distribuir cargos a quem o ajudasse?
Porque Sr. Fernando Henrique, sentou-se na cadeira de Prefeito, antes mesmo de se-lô?
Ou seja, um parisiense, que oferece um banquete de baltazar para políticos, gastando dinheiro público, afirma ainda, que foi “coisa normal”.
Chega, não conheço nenhum funcionário público que fale bem da figura do PSDB.
P.S.: Sobre a legalização da Maconha Sr.FHC, pensou eu, que o Sr. deveria ESTUDAR DIREITO antes de dizer qualquer asneira…
Sou também, sociólogo, e faço direito agora…
Ou seja, sabe porque sua vontade nunca se completará?
Olha, não sou eu quem digo, e sim o STF…
http://www.dietrich.adv.br/verNoticia.php?nid=785
Parabens F.H.C. finalmente uma voz se faz ouvir, na sonolenta, pra nao dizer preguiçosa, oposiçao deste pais . O seu texto foi entendido com certeza pelo governo , mas o que poderia dizer um governo descaradamente populista?
Um governo que nao educa QUER QUE O POVO SEJA CADA VEZ MAIS IGNORANTE ,claro, e isso que lhe interessa . Eu acredito em voçe, na sua liderança,
e ainda acredito num Brasil forte ,confiante, politizado , que sabe onde quer chegar .
voce acredita que ele volta. A idade nao mais permite. Está gagá
responder este comentário denunciar abusoParabéns ao FHC,por sua clareza de ideias,por seu raciocínio perfeito ,por ter coragem de peitar uma esquerda que se perdeu rumo ao quem ganha mais…
Vamos mostrar a realidade e quem é quem neste país de políticos que não se aliam ao que temos de melhor:”Uma Juventude Que sequer Conhece A Nossa História Real”!
Prá Frente Brasil,vamos contar a história verdadeira e desmascarar os falsos socialistas..abraços Fernando Henrique..
A Ofélia abriu a boca para dizer tanta besteira, que a meu ver não merecia comentarios, visto que o ressentimento desse Sr. FHC é simplesmente deploravel e mais procura o obscurantismo a fim de tentar enganar a sociedade brasileira. Primeiramente fala em afastar-se do povao e procurar o voto nessa nova classe media surgida com politica do PT. Acha ele que vai conseguir voto desse estrato social, pois essa classe sabe muito bem o que foi o seu governo quando houve um arrocho salarial e demissao em massa nos serviços públicos, colocando em seus lugares apadrinhados politicos. Fala também em usar as redes sociais para abocanhar a simpatia desta turma, liberação da maconha, bebidas etc. Como prova tivemos um dos esteios do partido, Aecio Neves, envolvido por dirigir bebedo e o pior estava com a carteira vencida.É isso a politica do PSDB (partido do bafomentro)como saiu na edicào do jornal EXTRA -edição 19/04/11. O ex sociologo FHC, visto que negou toda sua tese social defendida no passado ,agora vem criticar o Lula e o PT pela adesão ao capitalismo moderno, esquecendo esse Senhor que deve estar com memoria um pouco desatualizada que o Socialismo puro nem na Ilha de Fidel está indo a frente, basta ver as mudanças, mesmo lenta, está a caminho da sociedade de mercado. O Brasil é um pais de tradição capitalista, portando não como ninguém querer mudar esta situacão, o que precisa sr FHC é mudança dos nossos politicos(nem todos) que sao da pior especie(corruptos, assassinos etc.)a quem o senhor compactou muito bem quando da sua gestao nesfasta,(ACM, Maluf, Arruda etc) fazendo negociatas e outros acordos como o caso da reeleição, da privatização e até preparando a vendas de instituições financeiras importantes como o caso do BB, e que na crise mundial ocorrida em 2009 este banco e outros CEF , BNDES tiveram um papel importante no desenrolara da crise. O Sr. FHC demonstra nao falar com a verdade, visto que num progarma de televisao há uns quatro anos,assumiu que tinha um filho com outra e que so veio ä tona, apos a morte da D.Rute, pois é claro, teria que fazer o inventario e o filho tinha que constar. Nada contra, porque nao falaste isto antes, medo da sociedade quatrocentona paulista em nao apoiar em futuras eleições. Sabe o Sr que Constituicao que o sr ajudou a elaborar criou a familia multipla pois já era uma realidade naquela ocasiao, talvez ai que veio o seu desgaste politico, pois a sociedade percebendo que seu mandatario usa a mentira, engana o povo como agora o sr sugere em seu artigo, só vai perdendo credidbilidade e popularidade, popularidade esta que o Sr. ao sair da Presidencia estava tao baixa que nao se elegia nem como sindico do predio onde mora. Voltando ao assunto em tela, tembem cabe lembrar ao que no seu governo, o senhor colocou o seu genro como presidente da ANP, agencia criada naquela ocasiao para detonar a Petrobras, outras agencias tambem foram cabides de emprego para seus comparsas. Voltar com essa retorica de afastar do povao e angariar votos na classe media e na nova classe media é uma falácia que nao consegue ir a frente. Vamos pensar num Brasil grande e desenvolvido, inserido numa economia mundial, vamos pensar Sr FHC construir o melhor para o país. Vamos deixar de conversa fiada, que no atual contexto globalizado nao cabe mais espaço. Conclame seus asseclas a trazer um projeto melhor para o Brasil, pois caso contrário tenho que dizer o que disse no inicio “Cala boca Ofélia”.
O bostologo fhc voltou a abri a boca pra dizer besteira. Volta para Paris Ofélia.
Grande FHC, mas como poderiamos achar que o cara não fizesse o comentario grotesco que fez… ele mesmo diz não gostar de ler….. e pra mim….como nunca trabalhou teria tempo suficiente para educar-se ou pelo menos um pouco de interpretação.
Tenho orgulho de ler FHC……
Acredito que muitos estão enganados com o ex-presidente Lula. Ele não é bobo nem incapaz de compreender o artigo do FHC. Muito pelo contrário. Percebe o perigo iminente e aproveita as brechas para virar jogo a seu favor. Ele é um “CRÂNIO”! Pode ter sido a “eminência parda” do seu governo. O “homem oculto” dentro da imagem de nordestino simples. Mas ele não é simples nem pensa pequeno. Um homem que já dirigiu um dos maiores sindicatos do mundo, que negociou com empresários poderosissímos não pode ser menosprezado.
A oposição se engana. Ou é conivente. O fato é que ele tem conseguido apoderar-se dos trunfos que ela pensa possuir.
Precisamos ficar atentos. O Lula não é um adversário comum. Esse é o grande dos seus opositores.
Acredito que muitos estão enganados com o ex-presidente Lula. Ele não é bobo nem incapaz de compreender o artigo do FHC. Muito pelo contrário. Percebe o perigo iminente e aproveita as brechas para virar jogo a seu favor. Ele é um “CRÂNIO”! Pode ter sido a “eminência parda” do seu governo. O “homem oculto” dentro da imagem de nordestino simples. Mas ele não é simples nem pensa pequeno. Um homem que já dirigiu um dos maiores sindicatos do mundo, que negociou com empresários poderosissímos não pode ser menosprezado.
A oposição se engana. Ou é conivente. O fato é que ele tem conseguido apoderar-se dos trunfos que ela pensa possuir.
Precisamos ficar atentos. O Lula não é um adversário comum. Esse é o grande erro dos seus opositores.
Lula precisaria de 200 anos para entender o que está escrito aí, definitivamente ele e os que não entenderam a mensagem não são o target desse artigo.
É por isso que gosto do FHC, ele escreve para poucos.
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