Daiene Cardoso, da Agência Estado
O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), defendeu nesta terça-feira, 29, a realização de uma reforma política que enfoque a fidelidade partidária, voto distrital e cláusula de barreira. Questionado sobre a recriação do PSD pelo prefeito da capital paulista, Gilberto Kassab, Alckmin disse, em entrevista à Rádio Estadão ESPN, que o País tem 30 partidos, mas não possui “30 ideologias”. “É preciso ter cláusula de barreira, que se estabeleça um número menor de partidos e fidelidade partidária”, afirmou.
Ouça a íntegra da entrevista de Alckmin à rádio Estadão ESPN
O governador de São Paulo evitou questionar a fidelidade partidária do vice-governador Guilherme Afif Domingos, que anunciou, recentemente, a saída do DEM para integrar o PSD. “A legislação hoje permite”, limitou-se a dizer. No entanto, Alckmin insinuou que a criação de uma legenda não contribuiu com a política do País. “Nós precisamos ter menos partidos e partidos mais programáticos”, afirmou.
Sem citar nomes, ele declarou que a adoção da votação distrital impediria, por exemplo, que envolvidos no “mensalão” do governo do PT tivessem sido reeleitos. “Reelegeram-se porque foram buscar voto no Estado inteiro. Se o voto fosse distrital, ninguém se reelegeria”, acredita. De acordo com o governador, o voto por distrito aproxima o parlamentar do eleitor e barateia a campanha por obrigá-lo a pedir votos na localidade. “Hoje, elege-se quem está na mídia”, concluiu.
Sobre o papel da oposição na esfera federal, Alckmin respondeu a críticas de o PSDB teria um desempenho apático. “Apenas não fazemos oposição de forma raivosa, como o PT fazia com o governo Fernando Henrique. É uma oposição madura, não é uma oposição eleiçoeira (sic)”, garantiu. “Mas não é fácil fazer oposição no Brasil”, admitiu, em seguida. O governador evitou também críticas abertas à gestão da presidente Dilma Rousseff.
“Ela começou bem-intencionada, corrigindo alguns temas na política externa que precisavam ser corrigidos”, disse achar. “Quem tem de avaliar são os eleitores. Ela tem de ser avaliada no final de seu mandato”, emendou. Alckmin segue na manhã desta terça para Brasília, onde participará de uma homenagem, no Congresso Nacional, ao ex-governador de São Paulo Mário Covas, que morreu há dez anos.
Sarney – O governador paulista deve encontrar-se também com o presidente do Congresso, senador José Sarney (PMDB-AP), e com o senador Delcídio Amaral (PT-MS), presidente da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado Federal, para discutir uma proposta que cria alíquota interestadual zero para produtos importados.
Tags: Afif Domingos, Estadão ESPN, Geraldo Alckmin, Gilberto Kassab, Mensalão, PSDB, PT
O Alckmin é um dois políticos mais sensatos deste país.
Geraldo Alckmin, um ótimo político, construindo um excelente Estado.
senhor Doutor Geraldo Alckmim:
Concordo com o senhor e ainda acrescento que não a diminuição dos partidos políticos, o voto distrital, a diminuição imediata do número de parlamentares no congresso nacional e nas assembléias e câmaras municipais! Isso é uma vergonha!!!!! Ah! o Voto precisa ser facultativa já e agora!!!!
Me identifico com o Alkimim,menos partidos,as chamadas legendas de aluguel,e voto distrital na reforma política,chega de garimpar votos na minha região,é daqui conhece nossos problemas,não é,um abraço.
O Brasil deveria ter só dois partidos 01 Republicano e 01 Democrata, com a reforma politica.
É dificil ser oposição no Brasil, mas mais dificil é ser oposição em São Paulo onde sempre com maioria na assembléia o PSDB não aprova as CPIs do metro, do rodoanel, do CDHu entre tantos.
É facil falar dos outros sr. geraldo Alckimin, dificil é falar de si mesmo.
Finalmente alguém que realmente deu a sua opinião. O voto distrital pode corrigir todos esses problemas que temos atualmente no cenário político brasileiro, reflexo da distância entre o eleitor e o político. Os candidatos depois de eleitos ignoram seus eleitores e apenas procuram o bem estar próprio reajustando seus salários e criando diversos outros beneficios, sem contar que protegem os políticos de suas legendas envolvidos em casos de corrupção.
Com essa modalidade do voto o político terá que prestar contas para o seu distrito e caso falhe em defender sua região terá pouquissimas chances de ser reeleito.
Uma diminuição de partidos também seria bem vinda e a instituição do voto facultativo seria mais do que bem vinda.
Desculpe-me discordar do Governador Alkmin, mas ha muito tempo nao temos Oposicao no Brasil, no minimo durante o Governo Lulla nao tivemos. Quanto ao numero de partidos, certamente nao precisamos e nao temos atualmente mais do que tres partidos ideologicamente fundamentados. A reforma politica e necessaria e URGENTE, voto distrital, numero muito reduzido de partidos e mais algumas coisas.
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