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26.novembro.2010 10:48:10

Não é possível fazer gradação da liberdade de imprensa, afirma diretor de conteúdo do Estadão

Jair Stangler

O diretor de conteúdo do Grupo Estado, Ricardo Gandour, abriu sua participação no Seminário Cultura de Liberdade de Imprensa nesta sexta-feira, 26, afirmando que não é possível fazer uma gradação do risco à liberdade de imprensa no País. Gandour disse concordar com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, quando este afirmou em sua palestra que a liberdade de expressão está permanentemente em risco e discordou da relativização feita pelo ministro Franklin Martins, que declarou não haver riscos para a liberdade de imprensa no País.

Veja também:

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link Franklin Martins diz que liberdade de imprensa não está ameaçada

link ‘Fantasmas’ contra a liberdade de imprensa tem materialidade, diz sociólogo

linkSeminário discute liberdade de imprensa no Brasil e na América Latina; veja programação

Em seguida, Gandour citou como exemplo de risco à liberdade de  imprensa no País o caso da censura ao jornal O Estado de S.Paulo e ao portal estadão.com.br, que desde 2009 estão proibidos pela Justiça de divulgar informações sobre a Operação Boi Barrica, que investiga o empresário Fernando Sarney, filho do presidente do Senado, José Sarney. Gandour lembrou ainda que existem muitos outros casos de censura judicial a veículos no País.

O diretor de conteúdo do Grupo Estado afirmou ainda que é preciso fortalecer as instituições antes de buscar novas leis e ressaltou “a importância das palavras, atos e gestos governamentais ao colocar uma agenda. O próprio presidente criticou a imprensa. A palavra do presidente não é impune”, acrescentou.

Gandour concluiu sua participação afirmando que um dia se poderá avaliar como foi possível que o País tenha evoluído tanto em aspectos do consumo e da economia com tantos riscos de retrocessos políticos.

Críticas a Lula e a Franklin Martins

O jornalista Merval Pereira, colunista do jornal O Globo, disse concordar com as avaliações feitas por Gandour. Ele também criticou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva por tentar qualificar a mídia como um partido. Para Merval, a mídia não age como partido e nem deve fazê-lo.

Além disso, o colunista criticou o argumento de Franklin Martins para regularizar a mídia, segundo o qual a legislação precisa ser atualizada porque é de 1962. Segundo Merval Pereira, a Constituição brasileira já fez essa atualização e também há outros dispositivos, como o Estatuto da Criança e do Adolescente.

O jornalista também lembrou o episódio conhecido como ‘bolinhagate’, ocorrido durante a campanha eleitoral, para mostrar a importância do contraditório. Em campanha no Rio de Janeiro, o então candidato José Serra (PSDB) foi atingido por  um objeto na cabeça e chegou a fazer uma tomografia. Segundo Merval, quando o canal SBT mostrou a versão da ‘bolinha de papel’, o presidente se manifestou criticando o candidato tucano. Quando, ainda  de acordo com Merval,  a Rede Globo mostrou que houve um  segundo objeto, Lula se disse “decepcionado” com a emissora.

A jornalista Renata Lo Prete, da Folha de S. Paulo, focou sua participação na crítica à fala feita por Franklin Martins na quinta-feira, 25. Para ela, a própria fala do ministro dizendo que não há ameaça à liberdade de imprensa já evidencia o risco. Renata também argumentou que não houve distorção do que disse Franklin Martins sobre a regulação acontecer “com ou sem enfrentamento”.

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Comentários (27) | comente

27 Comentários Comente também
  • 26/11/2010 - 11:40
    Enviado por: Rafael

    Creio que quem faça jornalismo sério neste país não esteja preocupado com nenhuma Lei que venha regular os meios de comunicação. É evidente que os mais ameaçados da mídia são os que manipulam informação e estes estão se sentindo encurralados.

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  • 26/11/2010 - 11:50
    Enviado por: gualberto cesar

    É necessário que seja analisada a “comunicação Humana”; cientificamente com ela é explicada e se explica.
    Depois analisar “Comunicação” no mecanismo; visto pelos meios de comunicação = falada – escrita e televisada.
    Mecanismo na comunicação = emissor – meio – receptor.
    Quem prevalece na comunicação = em face das peculiaridades e técnicas que levam a mensagem em suscetibilidade aos interesses econômicos e financeiros de quem paga a mídia?
    Não é possível auditar todas as mídias veiculadas.
    Impossível.
    Mas é possível controlar sem dizer a bem de alguém; que a liberdade de imprensa está sendo invadida.
    Autocontrole da mídia já está provado que não vinga.
    Falta o que?
    Ampliar o estudo da comunicação nos bancos escolares desde o primário até o doutorado.
    FHC diz o que diz, mas os seus comunicadores utilizaram a mídia politicamente aos seus interesses em imagem e mensagem – em favor dos seus objetivos como liderança.
    Sinceridade de propósitos.
    União de todas as mídias = sempre em favor de conteúdos a bem da boa formação pedagógica – intelectual – psicológica da gente brasileira.
    Não adianta rolar esteiras e agora vir com essa história de analisar a mídia sem os comprometimentos com os interesses da usura do lucro e todos os meios.
    Sabe-se que uma empresa de comunicação = paga impostos – salários e tem que dar lucros.
    Mas tem-se que ter em mente a não degeneração dos bons costumes.

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  • 26/11/2010 - 13:52
    Enviado por: Alex

    Estamos caminhando para um regime nos moldes do cubano-venezuelano. Só não vê quem não quer ou quem acredita que vai obter alguma vantagem com a tirania.

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  • 26/11/2010 - 14:12
    Enviado por: luiz

    A verdade é uma só: O governo Lula sempre tremeu ante à imprensa e só não sofreu um impecheament (denúncia do mensalão) porque foi protegido pelo PMDB. De lá para cá o seu maior desejo é calar a imprensa (a modo Hugo Chaves), mas desta feita para proiteger sua pupila eleita. Além de não conseguir isso, o PT vai arrumar para a cabeça.

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  • 26/11/2010 - 14:35
    Enviado por: Miguel Mossmann

    Gostaria de perguntar para vocês Jornalistas e Intelectuais se – numa terrível hipótese do crime organizado sair vencedor neste embate contra as instituições já estabelecidas – o novo grupo que comandará o país preservará a liberdade de imprensa?
    Outra pergunta, gostaria que alguém me respondesse. A liberdade de imprensa só vale para quem atua na mídia, nos círculos intelectuais ou ela também vale para o cidadão comum?

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    • 26/11/2010 - 16:40
      Enviado por: claudio ribeiro

      o crime organizado ja toma conta do pais, desde que o Lula foi eleito pela primeira vez e o que ele mais quer, sempre quis é ter uma imprensa”livre” que apenas faça elogios…assim responde-se sua segunda pergunta…

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  • 26/11/2010 - 14:39
    Enviado por: Antonio Passos

    Gostaria de fazer as seguintes perguntas:

    - Se em TODO o mundo existem leis a respeito PORQUE no Brasil não podemos ter ?

    - PORQUE a mídia brasileira tem tanto medo da regulamentação ?

    No Brasil, não está regulamentado nem o sagrado DIREITO DE RESPOSTA. Há algum tempo atrás, a imprensa publicou fotos de notebooks de juízes do supremo fotografados sem a permissão destes e divulgou o conteúdo de emails PRIVADOS dos juízes.

    Só falta a imprensa ter direito de arrombar portas e INVADIR residências particulares para fazer reportagens.

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  • 26/11/2010 - 14:49
    Enviado por: Adriana Rejane Cardozo

    A verdade não é e jamais foi absoluta em nenhuma situação, sempre há dois lados que pensam diferente à respeito da mesma questão.
    Concordo com o presidente Lula que a TV brasileira está nas mãos de 2 ou 3 famílias influentes no país e, portanto, manipulam a mídia conforme seus interesses pessoais e políticos, pois, muitos dos senadores e deputados fazem parte dessas famílias.
    Porém, a mordaça colocada no Estadão é um absurdo, assim como muitos absurdos que acontecem todos os dias em nosso país, como a volta política para um dos cargos mais importantes do governo, o Sr. Antonio Palocci assumirá a Casa Civil, demonstrando a total impunidade para esses políticos envolvidos em fraudes e escândalos políticos dentro desse e de todos os governos.
    Entretanto, a liberdade de expressão, assim como a liberdade de imprensa estão garantidas na nossa Constituição que é nossa Lei maior, mas não podemos esquecer que a mídia defama sem provas como foi no caso da mãe da mamadeira que foi presa injustamente suspeita de colocar cocaína na mamadeira do filho e depois foi provado que era uma acusação descabida, pois o fato não havia acontecido, até se provar, essa mãe quase foi morta na cadeira pelas presas que souberam da notícia divulgada na mídia.
    De minha parte jamais respondo nem à entrevistas de rua, tenho receio que minhas palavras sejam editadas e distorcidas para continuar a alimentar esses jornais sensacionalistas que infelizmente divulgam apenas o conteúdo que lhes interessa para trazer audiência para as suas emissoras.
    O povo brasileiro precisa deixar de se preocupar tanto com msn e orkut entre outras redes sociais, para começar a ler jornais e revistas e quem sabe, deixarem de ser induzidos e talvez começarem a emitir suas próprias opiniões sobre os acontecimentos políticos, sociais e econômicos deste país.
    Sei que o exposto acima parece uma utopia, mas quem sabe se os investimentos em educação forem levados à sério possa haver uma mudança real neste país.
    Grata pelo espaço democrático que o Estadão sempre nos proporciona.
    Adriana Rejane Cardozo

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  • 26/11/2010 - 14:53
    Enviado por: Zema Santos

    Franklin Martins, vá em paz. Suma. E leve suas ideias junto.

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  • 26/11/2010 - 15:21
    Enviado por: Diógenes

    Perguntem aos infelizes proprietários da Escola de Base o que eles acham dessa tal de liberdade de imprensa. Até hoje ninguém pagou por aquele crime. Igual a ele, muitos outros aconteceram e acontecem, sempre sem punição. Quem conhece uma redação por dentro sabe do que eu estou falando. Imprensa livre é fundamental, imprensa responsável também. Se não há gradação para uma, muito menos para a outra. Quem defende uma é intransigente na defesa da outra.

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  • 26/11/2010 - 15:57
    Enviado por: Luis Franciso

    Já temos poucas mídias grandes.

    O que eles querem controlar?

    Por que ao inves de controlar não incentiva a criação de novas?

    Go home ministro.

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    • 26/11/2010 - 22:01
      Enviado por: Ismael

      E quem disse que nós precisamos de “imprensa grande”? O que precisamos mesmo é de imprensa de qualidade, cuja linha editorial seja a busca da verdade e do esclarecimento e não a da desinformação.

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  • 26/11/2010 - 16:00
    Enviado por: herivelto canales

    Não li e nem vou ler.
    Cof, cof, cof.

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  • 26/11/2010 - 16:04
    Enviado por: RenRibeiro

    Poderiam publicar a opinião da Sra Maria Rita Kehl sobre o assunto.
    Ora Sr. Merval, quem declarou que a grande imprensa se transformou em partido não o Sr. Luis Inácio e sim a presidente de vossa Associação, a Dra. Judith.

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  • 26/11/2010 - 16:35
    Enviado por: Sergio Chapelão

    Engraçado, nunca na história deste país até a eleição do Lula ouvi alguem falar em regular a imprensa!!
    Rafael o jornalismo sério deste país é centenário e não vem de doações!!

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  • 26/11/2010 - 17:09
    Enviado por: nino

    parabéns sr. Ricardo, por colocar bem clara a posição que todo o veículo de comunicação tem que ter contra qualquer tentativa de censura. Parabéns ao Estadão, um veículo que nunca antes e nem depois ficará em cima do muro na história deste país.

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  • 26/11/2010 - 17:15
    Enviado por: ronan wittee

    É preciso antes de tudo parar-se com esta sofismação do tema.
    Uma coisa é liberdade de imprensa e outra,bem distinta a expressão partidarizada ou corporativa atraves das diferentes mídias estabelecidas como canais de comunicação.
    No Brasil,a cretinice assumiu-se como dona de todas as verdades e de todas as prerrogativas.Contudo,vai assinada ou proclamada como isenta, sem sequer medir as consequências de sua falsa responsabilidade.
    O ideal,é que todos os jornalistas, para que fossem verdadeiramente puros, deveriam ser castrados e mudos … disse-me um gaiato…. risos
    Como se vê,do jeito que vai,não demora e a carroçinha começa a pegar!

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  • 26/11/2010 - 19:59
    Enviado por: fernando

    A imprensa mundial noticiou que Saddam Hussein poderia atacar o mundo, mesmo sabendo que era uma mentira. A imprensa mundial justificou a unvasão do Iraque mesmo ela sendo injustificavel. Este é um exemplo, mas a todo o momento a imprensa noticia coisas para vender e não para informar corretamente, sendo assim a liberdade de imprensa atual é uma ficção, o que existem são empresas que vendem noticias corretas ou não, desde que vendam e deem lucro.

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  • 26/11/2010 - 22:35
    Enviado por: Justo Defensor

    A liberdade de imprensa e’ sem duvida dos males o menor. Quem nao concordar, que se mude para Caracas ou Havana.

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  • 26/11/2010 - 22:46
    Enviado por: Edivelton Tadeu Mendes

    E quando o ESTADÃO poderá mostrar ao Brasil, o que o Sr.Fernando Sarney – filho do Sen.José HONESTO Sarney -, furtou do povo Maranhanense e outros?

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  • 27/11/2010 - 01:20
    Enviado por: Joseph Pulitzer

    Todos devem lembrar que a Constituição da República Federativa do Brasil foi feita para ser obedecida ou desmoralizada. Lá está muito claramente explícito que a liberdade de expressão é para ser exercida na sua plenitude, para a defesa do cidadão e contra o poder deliberadamente concentrado no Estado.

    Então, está óbvio que a liberdade de imprensa é um mecanismo imprescindível a nossa imperfeita democracia. Se as demais instituições de equilíbrio do poder, como o Ministério Público, Tribunal de Contas e as organizações não governamentais como a OAB e CNBB, etc. falharem no exercício da cidadania, a imprensa cumpre um papel vital em denunciar os riscos que corremos.

    O fato de haver uma vertiginosa evolução nos meios eletrônicos de distribuição de conteúdos não justifica “usurpar” o poder do cidadão em seu direito de ser bem informado. O enorme orçamento publicitário do governo federal tem sido utilizado como um instrumento de cooptação dos órgão de imprensa. Esse fato, por si só, já desperta enorme suspeição para as iniciativas recentes do desgoverno destruidor do arcabouço institucional brasileiro. O que querem essas pessoas é perigoso para a sociedade. Isso é uma vergonha!

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  • 27/11/2010 - 03:15
    Enviado por: Carlos

    Para a Grande Midia Censura é o que eu digo é a verdade.

    Mas não é bem assim..

    A maioria dos texos são mesmo politicos ( tendenciosos).

    Tem de ter regulamento (leis) todos temos porque não a Midia ?

    Quando a Midia diz que um processo na Justiça é Censura, na verdade é Justiça mesmo.

    Quantos injustiçados (suspeitos ) já sairam nas paginas como criminosos ?

    E na verdade eram inicentes.

    Regulamentação para a Midia já…

    E Justiça plena para todos já.

    abraços

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  • 27/11/2010 - 04:09
    Enviado por: jose bento

    Os três poderes estão dominados… O que sobra é apenas o chamado QUARTO PODER em que, pela necessidade de se dar voz aos justos, se transformou parte dos jornais!
    Infelizmente a maioria dos brasileiros não tem por hábito ler jornais, preferindo o radio e a TV como forma de se manterem informados. Ocorre que, sem exceção, tanto rádios como TVs, vivem abocanhados às tetas deste criminoso governo.
    Se não bastasse, inventam todos os dias formas de dominação dos jornais, exemplos disso são os tendenciosos PNDH3 e o NÃO menos vergonhoso Controle Social da Mídia, este último como rebento do incansável Franklim Martins, mas incansável apenas quando o assunto é calar a imprensa.

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  • 27/11/2010 - 14:31
    Enviado por: jeanbize

    governantes mediocres sempre temeram a imprensa, essa é a verdade.

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