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Silvio Guedes Crespo

A presidente eleita Dilma Rousseff (PT) deve dar continuidade à política externa atual “em linhas gerais”, mas de modo “mais direcionado”, segundo Antonio Jorge Ramalho da Rocha, professor de Relações Internacionais da UnB.

Segundo, ele, o Brasil “não tem agentes preparados para auxiliar o Estado brasileiro a manter um perfil tão elevado”. Consequentemente, o governo terá que escolher prioridades, que provavelmente serão: América do Sul, África (com ênfase nos países de língua portuguesa e na costa ocidental) e, na Ásia e em regiões mais distantes, o País terá que eleger nichos de atuação.

Ele também afirmou que Dilma, além de ter menos carisma que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, tem também menos habilidade política em negociações. Mas Rocha acrescentou que a comunidade internacional não espera uma figura parecida com Lula. Rocha definiu Dilma também como mais “calculista” que Lula.

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Marília Lopes

A senadora Marina Silva (PV-AC), candidata derrotada no primeiro turno à Presidência da República, fez as primeiras declarações após a eleição de Dilma Rousseff (PT) por meio de sua página no Twitter.

Ela parabenizou Dilma pela vitória e por ser a primeira mulher a ocupar o cargo no Brasil. “Quero parabenizar a ministra Dilma duas vezes. Por sua eleição como presidente e por ser a primeira mulher eleita para o cargo na República”, escreveu.

Marina ressaltou que “a ministra Dilma era a candidata de uma parte dos brasileiros. A partir de agora, é a presidente eleita de todos nós nos próximos 4 anos.”

A senadora não revelou qual foi seu voto neste segundo turno das eleições. “Reafirmo meu direito constitucional ao voto secreto e meu compromisso com o que considero melhor para o Brasil”, afirmou.

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André Mascarenhas

Com discurso de líder da oposição e recebido com muitos aplausos por correligionários, o presidenciável derrotado do PSDB, José Serra, agradeceu na noite de hoje a contribuição de aliados, e reservou um afago especial para o governador eleito de São Paulo, Geraldo Alckmin, “que se empenhou mais na minha campanha do que na dele”. Embora tenha citado praticamente todos os líderes partidários que trabalharam pela sua vitória, o tucano ignorou o nome do senador eleito de Minas Gerais, Aécio Neves.

Leia a íntegra do discurso de José Serra

Após derrota, coordenador de Serra manda indireta para Aécio

Guerra defende escolha de presidenciável em 2012

O discurso foi feito no comitê da campanha tucana, no centro de São Paulo, minutos após o pronunciamento da presidente eleita, Dilma Rousseff. Embora tenha cumprimentado a adversária e desejado que  ela “faça bem” ao País, o tucano procurou preparar o terreno para a atuação da oposição nos próximos quatro anos.

Citando a “defesa da pátria, da liberdade, da democracia”, Serra prometeu uma atuação aguerrida contra os políticos que se “servem do nosso povo”. “Para os que nos acham derrotados, nós apenas estamos começando uma luta de verdade”, disse. “Minha mensagem de despedida nesse momento não é um adeus, mas um até logo. A luta continua. Viva o Brasil!”

Aplaudido em várias momentos do discurso, Serra também agradeceu a militância e criticou indiretamente a campanha adversária. ”Nesses meses difíceis, quando enfrentamos forças terríveis, vocês alcançaram uma vitória estratégica no Brasil. Cavaram uma grande trincheira, construíram uma fortaleza. Consolidaram um campo político de defesa da liberdade e da democracia no Brasil”, afirmou.

Segunda derrota. Essa é a segunda vez que Serra disputa – e perde – a Presidência para um candidato petista. Com cerca de 45% dos votos válidos, o tucano encerra sua participação nas eleições deste ano após contrariar todos os institutos de pesquisas e levar a disputa para o segundo turno.

Correligionários de Serra que acompanharam a apuração dos votos no QG tucano lamentaram a derrota. Apesar de as últimas pesquisas apontarem um cenário desfavorável para o presidenciável, havia entre membros do partido a expectativa de que o resultado das urnas poderia surpreender.

Um dos motivos de esperança dos tucanos no segundo turno era a expectativa de que, com a vitória acachapante que obteve em Minas no primeiro round, Aécio se dedicasse de corpo e alma para reverter o quadro favorável a Dilma em seu Estado. Nos últimos dias da campanha, porém, a atuação do mineiro passou a ser alvo da desconfiança de aliados, que criticaram suas viagens pelo País num momento em que todo os esforços deveriam estar centrados em Minas.

Após votar, Serra almoçou no Palácio dos Bandeirantes com o governador de São Paulo, Alberto Goldman, e o prefeito da capital, Gilberto Kassab. Durante a tarde, deixou a sede do governo e se dirigiu para um local não revelado.

Veja abaixo os principais pontos do discurso

22h54 – O jingle “Serra é do bem” é tocado ao fim do discurso. Serra e Alckmin evitam dar declarações para a imprensa.

22h50 – Serra termina seu discurso com agradecimentos especiais a Guerra, Goldman, Alckmin, Aloysio, Freire, Maia, o presidente do PSDB paulista, Mendes Thame, Lobo, o “pessoal da área de comunicação”, a Soninha Francine e Kassab. O prefeito é o mais aplaudido. Serra agradece ainda a esposa e os filhos, e beija a filha. O tucano faz um agradecimento especial ao Jarbas Vasconcelos, e, “atendendo a pedidos, Índio, que é um militante de destaque do povo brasileiro”. Termina agradedecendo o ex-presidente Fernando Henrique Cardos, “que não veio, mas está nos assistindo”.

22h45 – Serra diz que enxergar uma vitória, “nesses meses quando enfrentamos forças terríveis”, na construção de um “campo político em defesa da democracia, da liberdade e das grandes causas sociais e econômicas”. O tucano agrgadece os jovens e diz que “aos que nos acham derrotados, eu digo que estamos apenas começando uma luta de verdade”. “Vamos dar a nossa contribuição como partidos, como indivíduos, como parlamentares e como governadores”, diz. “Minha mensagem de despedida nesse momento não é um adeus, mas é um até logo. A luta continua, viva o Brasil”, diz Serra, emocionado. O tucano é novamente muito aplaudido e recita os últimos versos do hino brasileiro.

22h42 – Serra agradece os milhões de ”militantes que defenderam minha candidatura na internet e nas ruas”. O candidato diz ter recebido muita energia nas ruas, e que agora não sabe onde irá gastalas. “Ao lado desses 43,6 milhões de brasileiros que votaram em mim, nós elegemos 10 governadorres em todo o Brasil”, diz Serra. Ele agradece um em especial, Alckmin, “que se empenhou mais em minha campanha do que na dele”. Novamente,  é muto aplaudido.

22h39 – “Nós recebemos com humildade o resultado”, diz Serra, que afirma esperar que “Dilma faça bem” o País. “Disputei com muito orgulho a Presidência da República. Quis o povo que não fosse agora, mas quero dizer que sou muito grato os 44 milhões de brasileiros que votaram em mim”, diz. Serra é muit aplaudido.

22h37 – Com o semblante grave, Serra tem ao seu lado a mulher, Mônica, e o governador eleito, Geraldo Alckmin. Assessores do tucano mexem nos microfones e são criticado pelos cinegrafistas.

22h34 - Serra vem acompanhado pelas principais lideranças que apoiaram sua candidatura. O presidente do DEM, Rodrigo Maia, o presidente do PPS, Roberto Freire, e o presidente do PSDB, Sérgio Guerra. Kassab, Andrea Matarazzo, José Henrique Reis Lobo e Índio da Costa também marcam presença.

22h32 – “Vamos receber o nosso grande líder José Serra.” É assim, e muito aplaudido, que o candidato derrotado do PSDB é recebido no comitê tucano.

22h12 - Já se encontram no QG tucano o candidato a vice de Serra, Índio da Costa, o senador eleito por São Paulo, Aloysio Nunes Ferreira, o governador eleito de SP, Geraldo Alckmin, e o prefeito da capital paulista, Gilberto Kassab.

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Carol Pires e Rodrigo Alvares

No primeiro discurso como presidente eleita do Brasil, em um hotel em Brasília, Dilma Rousseff prometeu há pouco que em seu futuro governo irá garantir a liberdade de imprensa e religiosa, temas que geraram polêmica ao longo do segundo turno da campanha eleitoral. Ela também falou sobre a área econômica: “Cuidaremos da nossa economia com toda a responsabilidade. O povo brasileiro não aceita mais a inflação como solução irresponsável para eventuais desequilíbrios”.

Leia íntegra do discurso de Dilma

Ouça o discurso da presidente eleita Dilma Rousseff

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Foto: Jonne Roriz

Ao lado do seu vice, Michel Temer (PMDB), a petista registrou como compromisso de sua gestão valorizar o direito democrático à opinião e à expressão. “Eu vou zelar pela mais ampla e irrestrita liberdade de imprensa, pela mais ampla liberdade religiosa e de culto”, prometeu.

22h25 - “Um abraço a cada um, meus amigos e minhas amigas”. Termina o primeiro discurso de Dilma Rousseff como presidente eleita do Brasil.

22h24 - “Baterei muito à sua porta e tenho certeza e confiança que a encontrarei sempre aberta”, afirma Dilma, ao falar de Lula. Dilma está emocionada, ensaiou um choro.

22h23 - Lula levanta a platéia de aliados ao agradecer o apoio do presidente Lula. “Olê, olê, olé, olá, Lula, Lula”, cantam.

22h22 - Dilma vai chegando ao fim do discurso agradecendo aos aliados, adversários, eleitores e à imprensa. Ela afirma que por vezes, ao longo da campanha, “vezes muitas das coisas difundidas” a deixaram “triste”. Mas ressalta que ela, que lutou contra  a ditadura, é amante da liberdade.

22h20 - “Valorizarei a transparência na administração pública, não haverá compromisso com o erro, o desvio e o malfeito”, afirma Dilma, que foi duramente atacada ao longo da campanha por causa das denúncias contra a ex-ministra da Casa Civil Erenice Guerra, considerada sua “braço-direito”.

22h18 - A petista manda recado para a oposição: “Dirijo-me também aos partidos de oposição e aos setores da sociedade que não estiveram conosco nessa caminhada. Estendo minha mão a eles. Da minha parte não haverá discriminação, privilégios ou compadrios”.

22h17 - Dilma está reafirmando compromissos de campanha. Ela citou há pouco, o combate contra as drogas, como crack, um dos assuntos mais tratados por ela no início da campanha. “Todos os compromissos que assumi vou perseguir de forma dedicada e carinhosa”.

22h16 - Dilma está reafirmando compromissos de campanha. Ela citou há pouco, o combate contra as drogas, como crack, um dos assuntos mais tratados por ela no início da campanha. “Todos os compromissos que assumi vou perseguir de forma dedicada e carinhosa”.

22h15 - A petista afirma que trabalhará pela aprovação, no Congresso Nacional, do projetos de lei que muda o marco regulatório da exploração de petróleo na camada pré-sal de concessão para partilha e do projeto que cria um Fundo Social com parte do lucro da exploração do óleo.

22h10 - Dilma fala sobre propostas para área econômica. “Cuidaremos da nossa economia com toda a responsabilidade. O povo brasileiro não aceita mais a inflação como solução irresponsável para eventuais desequilíbrios”.

22h08 - Dilma afirma que o Brasil precisa fomentar o mercado interno, não depender tanto da “pujança dos países desenvolvidos. “Eu estou longe de dizer com isso que pretendemos fechar o país ao mundo, muito pelo contrário”, ela pondera.

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Foto: Jonne Roriz/AE

22h05 - Dilma é muito aplaudida ao reafirmar compromisso de campanha de erradicar a miséria do País. “Não podemos descansar enquanto houver brasileiros com fome”, diz. Dilma está lendo em papéis seu primeiro discurso como presidente eleita.

22h03 - O primeiro compromisso de campanha dela: “honrar as mulheres brasileiras para que esse fato até hoje inédito se transforme num fenômeno natural”. A presidente eleita promete zelar pela “total liberdade religiosa”, pela “democracia”, e pela “ampla liberdade de imprensa”.

22h01 - Dilma: “Queria agradecer os que estão aqui presente nesta noite que para mim é uma noite, vocês imaginam, completamente especial”. Dilma diz que a eleição dele demonstra o avanço democrático do País, porque “pela primeira vez uma mulher governará o País”.

22h - Foi pedido que os aliados descessem do palco. Ficaram ao lado de Dilma apenas: José Sarney, Tarso Genro, Agnelo Queiroz, Michel Temer, Dutra, Palocci, Cid Gomes, Marta Suplicy, Marcelo Déda Eduardo Campos e Renato Casagrande.

21h58 - Os peemedebistas subiram juntos ao palco.  O vice-presidente eleito Michel Temer e o senador eleito Eunício Oliveira (PMDB-CE) abraçam a candidata. O coordenador jurídico da campanha, José Eduardo Cardozo (PT-SP), e o presidente nacional do PT, José Eduardo Dutra foram os últimos a entrar na sala.

21h52 - A presidente eleita chegou. É recebida ao som do jingle “Meu Brasil está querendo Dilma, meu Brasil está querendo continuar (…) Agora é Dilma, é a vez da mulher”. Os aliados batem palma sincronizadamente. A plateia canta, agora, o Hino Nacional. Dilma chegou acompanhada do coordenador da campanha, o ex-ministro da Fazenda Antônio Palocci. Os dois estão abraçando os aliados. Alguns senadores filmam a cena pelos respectivos celulares.

21h50 - Ministros, governadores e parlamentares da base já estão de pé, apontado o celular para a porta por onde Dilma Rousseff deve passar para chegar ao local da coletiva. O governador de Sergipe Marcelo Déda afirma que Dilma já chegou, mas ainda não é possível ver.

21h38 - José Dirceu, ex-ministro da Casa Civil, acaba de aparecer na sala. Mais cedo ele falou com a imprensa. Negou participar do governo Lula antes de ser julgado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no caso do Mensalão. “Não posso, não quero e não devo”.

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Foto: André Dusek/AE

21h34 - A presidente eleita acabou de sair de sua casa em Brasília. “Dilma falou que estava muito feliz pelos votos que o povo brasileiro me honrou” e que “será o governo de todos os brasileiros”.

21h28 - “A indelicadeza final de José Serra: São 21:30h e ele ainda não ligou para parabenizar a vencedora”, publicou já pouco Marta Suplicy no Twitter. “É constrangedor dar a entrevista da vitória, sem o parabéns do derrotado”, completou a senadora eleita por São Paulo.

21h20 - Aliados não sabem dizer se José Serra já ligou para parabenizar Dilma pela vitória. “Tem tempo que estou aqui, não falei com ela”, esclarece Marco Aurélio Garcia, um dos coordenadores da campanha petista.

21h13 - Mercadante continua: “Sabe por que Serra não ligou ainda? Porque ele está tentando ligar a cobrar”. A senadora Ideli Salvatti (PT-SC),  também derrotada na disputa pelo governo, emenda: “Ele não ligou porque está procurando um orelhão e não encontra”.

21h10 - O senador Aloizio Mercadante, derrotado na disputa pelo governo de São Paulo, é um dos mais animados na platéia. Questionado qual ministério ele poderia ocupar no governo de Dilma, respondeu: “Economia brasileira: é a pasta que eu vou carregar debaixo do braço lá na aula eu vou dar na Unicamp”. “Terminado o meu mandato de senador, volto a comer giz”

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 Foto retirada do Twitter de Marcelo Déda (PT), governador de SE

21h07 - Equipe econômica do presidente Lula em peso à espera da coletiva: ministros Guido Mantega (Fazenda), Paulo Bernardo, (Planejamento) e Henrique Meirelles (Banco Central) estão a postos. Nem todos conseguiram cadeira para sentar. Os ministros da Saúde, José Gomes Temporão, e dos Esportes, Orlando Silva, estão em pé.

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Festa da militância do PT na Esplanada dos Ministérios pela vitória de Agnelo Queiroz para governador do DF e de Dilma Rousseff para presidente da República. Foto: Dida Sampaio/AE

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Com mais de 91% dos votos apurados, Confúcio Moura (PMDB) conquista 59,01% e vence a eleição para governador no Estado de Rondônia.

Seu adversário, João Cahulla (PPS), tem 40,99%.

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José Orenstein

Era perto das 20h. Ainda não estava confirmada a vitória de Dilma Rousseff, mas os números já projetavam a eleição da petista. E no Twitter, enquanto aliados de Dilma comemoravam disparando mensagens exultantes, o tucano Xico Graziano começava já a lavar a roupa suja da campanha tucana.

Coordenador do programa de governo de Serra e ex-secretário de Meio Ambiente no governo de São Paulo, Graziano mandou indireta para Aécio Neves. “Perdemos feio em Minas Gerais. Por que será!?”, ironizou em sua conta no microblog.

A mensagem de Graziano remete ao ano passado, quando o PSDB vivia briga interna para decidir quem iria ser o candidato do partido à Presidência. Após a escolha de Serra, tucanos ainda tentaram articular Aécio como candidato a vice, mas sem sucesso.

Já durante a campanha, o atual senador eleito por Minas Gerais era criticado por não dar destaque à candidatura de Serra em seu Estado. Apenas no segundo turno, quando Aécio havia cumprido sua meta de se eleger ao Senado com Itamar Franco e fazer, ainda no 1º turno, seu sucessor no governo, Antônio Anastasia, o político mineiro teve atuação mais destacada na campanha. Mas não surtiu efeito: com quase 100% das urnas apuradas, Dilma teve 58,4% dos votos  contra 41,6% de Serra em Minas Gerais

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Com mais de 90% dos votos apurados, Simão Jatene (PSDB) venceu a eleição para governador no Pará, com 56,20% dos votos.

Ana Júlia (PT) tem 43,80%.

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