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André Mascarenhas, enviado especial ao Rio, e Jair Stangler

Os quatro principais candidatos à Presidência da República, Dilma Rousseff(PT), José Serra (PSDB), Marina Silva (PV) e Plínio de Arruda Sampaio (PSOL) fizeram um debate morno na noite desta quinta-feira, 30. O evento promovido pela Rede Globo foi o último do primeiro turno. Dilma e Serra, os dois primeiros colocados nas pesquisas, fugiram do confronto direto, e não fizeram perguntas um para o outro.

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Dilma procurou desde o primeiro bloco destacar realizações do governo Lula: “Chegaremos, no final do ano, perto de 15 milhões de postos de trabalho criado durante o governo Lula.” Ao final do debate, em suas considerações finais, voltou a citar realizações do governo Lula.

Serra também evitou fazer críticas diretas e procurou apresentar propostas, numa atitude que lhe rendeu críticas até entre aliados. Uma liderança do DEM, partido do vice do tucano, classificou o encontro como um “não debate”. Em uma de suas falas iniciais, o tucano afirmou que, se eleito aliviaria a carga de impostos sobre os pobres e prometeu um plano de metrô que atinja todas as grande cidades do País.

Num dos raros momentos de confrontação do debate, o tucano trocou farpas com a candidata Marina Silva. A candidata verde acusou o tucano de não ter respondido uma pergunta sua sobre críticas do DEM e PSDB aos programas sociais do governo Lula. “Não use sua régua pra medir os outros”, rebateu Serra. “Se eu fosse usar minha régua, diria que você e a Dilma tem muitas coisas parecidas”, atacou. Ele acusou Marina de ter ficado no governo, apesar do mensalão.

Marina, mais uma vez, centrou críticas tanto em Serra quanto em Dilma, numa estratégia para tirar votos de ambos. “Eu fui lá na favela da Mata Virgem. É lamentável que, no Estado mais rico da federação, não haja um equipamento público nessa favela”, afirmou, numa crítica a Serra. Quanto ao governo federal, afirmou que programa “Minha Casa, Minha Vida”, não alcança a camada mais pobre da população.

Plínio, como em outros debates, voltou a distribuir críticas aos outros candidatos, principalmente a Dilma e Serra – deixando de lado seu alvo favorito de outros debates, Marina Silva. Criticou o programa “Minha Casa, Minha Vida”, do governo federal, que constrói casas para reduzir déficit habitacional. “Tem de fazer aluguel compulsório. Se não quer fazer isso, é porque está a favor dos proprietário”, afirmou. Aproveitou também para pedir votos para os candidatos do PSOL.

O Radar Político acompanhou o debate ao vivo, direto do Projac, no Rio.

Veja os melhores momentos do debate:

0h22 - Plínio diz que “a guerra vai continuar. A guerra é derrubar esse muro que separa você de seus direitos. Eu estou falando para o futuro, para os jovens. É preciso ter coragem, tenacidade, é preciso é força. É preciso falar as coisas como elas são. 60 anos de vida pública, exílio, perda de cargo, perda de mandato. Mas valeu a pena. Se a juventude levar adiante o meu projeto. Viva o Brasil!”

0h20 – Dilma, em suas considerações finais, disse estar feliz por ter tido a chance de conhecer pessoas, e cita o Bolsa Família, o Luz para Todos e a criação de empregos. “Estou preparada para ser a primeira mulher presidente da República se você me der seu voto, que eu peço humildemente. Pode contar comigo, eu vou contar com vocês também.”

00h18 – Em suas considerações finais, Serra afirma ter estado em todos os debates. “Através de uma imprensa livre, que é o que eu defendo no nosso País”, diz. O candidato tucano pede votos e que seus eleitores consigam mais votos. “O que eu ofereço em troca? A minha história”, acrescenta. “Sempre lutei pelo nosso povo”

0h16 – Marina agradece a Deus e ao povo brasileiro. “Eu me dispus desde o início a quebrar o plebiscito. E agora eu posso dizer que a onda verde já quebrou o plebiscito. Eu havia dito que não queria o embate, eu queria o debate. E é isso que eu tenho feito em todos os debates. Eu preciso do seu voto para ir ao segundo turno.”

0h14 – “Eu volto ao que falei antes”, responde Plínio, que afirma ter havido em todos os debates duas propostas distintas. A de mudanças radicais, que ele representa, e a de melhorias pontuais, dos outros candidatos.

0h13 – Serra diz que vai colocar as agências que decidem sobre reajustes a serviço do consumidor. “Não a serviço de loteamento”, afirma. Promete retomar genéricos e voltar à questão das patentes.

00h10 – Plínio acusa os governos FHC e Lula de representarem os interesses dos ricos. “Quando a turma do celular quer aumentar o celular”, critica. “Aqui tem três candidatos do sistema, e um de fora do sistema. E por ser de fora é chamado de brincalhão, é chamado de louco”, diz Plínio.

0h10 – Serra pergunta para Plínio porque o governo faz reajustes e repassa a conta para a população.

0h08 – “Marina, não use sua régua pra medir os outros”, responde Serra. “Se eu fosse usar minha régua, diria que você e a Dilma tem muitas coisas parecidas”, ataca. Ele acusa Marina de ter ficado no governo, apesar do Mensalão.

0h08 – Marina: “Serra, não fique irritado em eu fazer a pergunta novamente para você, cada debate é um debate. As coisas vão se dando com uma lógica de promessas, não de programas. Os programas sociais são muito importantes. Você simplesmente não responde, não faz uma auto-crítica.”

0h06 – Serra lembra ter criado, quando ministro, o Bolsa Alimentação. Cita programa semelhante criado pelo ministro Paulo Renato. “O que o governo federal fez foi juntar no Bolsa Família”, acrescenta. Serra afirma que ainda assim irá ampliar o programa. “Agora, gasto social é muito mais que é isso. É também educação, é também saúde, é também saneamento, e nós fizemos isso.”

0h05 – Marina pergunta para Serra sobre programas sociais. “Várias lideranças do PSDB e do DEM foram contra Bolsa Família e políticas sociais. Você faz uma auto-crítica?”

0h03 - Marina diz que o discurso de Dilma é “fruto da visão que ela tem de desenvolvimento”, gerencial, como Serra. “Eu tenho dito que ela e Serra são muito parecidos”. “No seu mundo você coloca os acertos e os ganhos, mas não olha para os desafios”, diz. “O brasileiro não quer mais entrar no mundo azul do Serra ou no mundo cor de rosa da Dilma”, afirma.

0h03 – Dilma: “Diante da crise a gente não faz teoria, tem de ter propostas concretas e agir. Nós aumentamos os empregos, colocamos recursos para as empresas privadas manterem os empregos, reduzimos impostos. O Brasil foi o último País a entrar na crise e o primeiro a sair.”

00h01 – Marina afirma que o planeta passa por uma série de crises, que vão da economia ao meio-ambiente. “Pensar o País de forma mais abrangente é fazer que esse desenvolvimento que tanto se quer se faça em novas bases”, diz. Segundo Marina, é necessário se investir em educação para que o País tire proveito “da grande oportunidade” econômica que se coloca diante do Brasil.

0h00 – Dilma pergunta a opinião de Marina sobre a atuação do governo Lula durante a crise.

23h59 – Na tréplica, Dilma diz que a realidade do Brasil é diferente da Inglaterra. “No Brasil, todo mundo quer casa própria.”

23h58 – Plínio, na réplica, diz que tem 5,6 milhões precisando casas e 5,7 milhões de casas vazias. “Tem de fazer como na Inglaterra, aluguel compulsório. Se não quer fazer isso, é porque está a favor dos proprietário. Mas se não quer ocupar, tem de construir. Isso é bolsa empreiteiro.”

23h57 – Dilma diz não saber nem que palavra usar para a proposta de Plínio. “Eu acredito que o País pode construir moradias”, diz. Ela afirma que o programa Minha Casa Minha Vida gera empregos e tem escala para resolver o problema. “Isso significa também que as mulheres vão ter a propriedade de suas casas”, diz em reação a comentário feito mais cedo por Marina, que citou as mulheres pobres como al

23h57 – Começa o quarto bloco. Plínio volta a questionar Dilma sobre deficit habitacional.

23h48 – Plínio, na réplica, diz que Serra não se comprometeu com 10% do PIB para a Saúde. “Isso significa brincar com credores, com bancos. Essa é a diferença aqui nesse debate. Entre os que melhoram e os que resolvem.”

23h46 – Em sua resposta, Serra cita que é sua a proposta de vincular os gastos da saúde ao orçamento. “Isso salvou a saúde do pior, porque a saúde do País andou para trás”, diz. Serra critica o governo por não ter apresentado projeto de lei para regularizar o aumento anual do gasto. “Depois o governo vem inventar que faltou dinheiro na saúde por causa do fim da CPMF.”

23h45 – Plínio diz que precisa destinar 10% do orçamento para a Saúde e pergunta para Serra: “Por que você não fala nisso? Por que se recusa a elevar esse gasto?”

23h43 – Plínio reitera que a “dívida está consumindo todos os recursos”, e acusa Dilma de defender as mesmas políticas “do governo Fernando Henrique Cardoso”. “O custo anual da Bolsa Família e despendido a cada 13 dias com a dívida externa.”

23h43 – Dilma afirma que o governo Lula colocou R$ 40 bilhões em saneamento. “Mais de três vezes que o governo anterior”, afirma. Dilma diz que saneamento será prioridade em seu governo e diz que o PAC 2 prevê R$ 45 bilhões para o saneamento.

23h41 – “Metade das casas no Brasil não tem esgoto”, responde Plínio. Segundo ele, para resolver o problema, será necessário gastar R$ 35 bilhões em oito anos. O candidato diz que, para solucionar o problema irá fazer auditoria da dívida externa. “Sem dinheiro não tem como resolver o problema do saneamento. O saneamento é caro, não dá dividendos eleitorais imediatos, mas é fundamental.”

23h41 – Dilma diz que será necessário colocar metas para o saneamento para fazer com que todas as casas tenham água e esgoto tratados e pergunta para Plínio como ele vê a política para o setor.

23h40 – A candidata do PT diz que irá duplicar a experiência das UPPs caso seja eleita.

23h38 – Marina: “A questão é: por que ainda não foi feito?” Marina diz que uma boa ideia como as UPPs do Rio podem se perder. “A população que mais vem sofrendo é a população jovem. A nossa população jovem está sendo ceifada.” Promete mais recursos para a segurança e policiais valorizados.

23h36 – Dilma cita a parceria com o governador do Rio como exemplo de política bem sucedida na Segurança Pública. “Essas Unidades de Polícia Pacificadora partem do princípio de que nós temos um território de guerra”, diz. A petista afirma que irá construir presídios para transportar os presos de alta periculosidade.

23h36 – Marina diz que Estados não dão conta da segurança pública sem a ajuda do governo federal e pergunta para Dilma como fazer para resolver esse problema.

23h34 – “Essa questão de tratar as coisas como passe de mágica é que precisa acabar no Brasil”, critica Marina. Ela afirma que Serra não fez o que promete como prefeito ou governador. “Eu fui lá na favela da mata virgem. É lamentável que, no Estado mais rico da federação, não haja um equipamento público nessa favela.”

23h32 – Serra diz que vai dar ênfase a quatro aspectos da habitação: regularização da propriedade, preferência a famílias que ganham menos de três salários mínimo, urbanização de favelas, e construção de vila para idosos.

23h31 – Marina diz que o programa Minha Casa Minha Vida, do governo federal, não alcança os brasileiros de melhor renda. Ela promete ampliar o programa para as mulheres de baixa renda, que “são responsáveis e não foram beneficiada por este governo”. “Priorizar a habitação é fazer com que ela seja de qualidade, com saneamento e qualidade de vida.”

23h30 – Começa o terceiro bloco. Serra critica programa do governo federal para o deficit de moradia. “Entregaram 4 mil de um milhão prometidos. Qual a sua visão sobre isso?”, pergunta para Marina.

23h22 – “Eu gostaria de dizer que nós registramos todas as doações no Tribunal Superior Eleitoral”, diz Dilma. Parte da plateia ri quando ela diz que “nós registramos todas as doacoes oficiais no TSE, todas as doações a gente anuncia Ela lamenta a reação das pessoas “que tem outras práticas” e ganha aplausos de seu correligionários.

23h22 – Plínio: “Pois eu vou pedir votos para os candidatos do PSOL. Pedir para vocês elegerem o Ivan Valente, a Luciana Genro e o Chico Alencar.”

23h21 - Plínio pergunta para Dilma por que ela não pede votos para os candidatos a deputado por seu partido. “Você tem vergonha dos candidatos de seu partido?”

23h20 – Dilma agradece a oportunidade levantada por Plínio. “Meu partido é um partido com grande popularidade no País”, diz. Dilma acrescenta considerar o País muito diverso para que apenas um partido tenha poder. “Eu não acredito que nenhum partido governa sozinho o País”, acrescenta. “Daí porque eu considero importante a coligação de vários partidos que vai sustentar o meu governo”, diz.

23h19 – Plínio diz que “gosta” de ouvir a resposta de Serra. “Com que dinheiro vai fazer isso se não fala claramente em fazer a auditoria da dívida, suspender o pagamento dessa dívida, que consome os recursos”, diz. O candidato do PSOL cita dívida de R$ 1 trilhão, que começou com o governo passado.

23h18 – Serra: “Metrô é ferrovia. E o governo federal tirou o time de campo nessa questão.” Segundo candidato, governo federal não investiu em Metrô em nenhuma capital.

23h16 – “O que eu sinto é que a ênfase na ferrovia está prejudicando o transporte ferroviário e hidroviário”, responde Plínio. Ele afirma que Serra usa o metrô porque essa é uma vitrine dos tucanos, mas diz que é necessário ver se o tucano fez o mesmo para outros tipos de transporte. “Eu concordo que tem que fazer metrô, mas tem que fazer ferrovia e tem que fazer hidrovia”, acrescenta.

23h16 – Serra pergunta as propostas de Plínio para o metrô nas grandes cidades.

23h14 – “Os recursos federais, são poucos, não são gastos na sua totalidade”, critica Serra. O candidato volta a citar sua atuação como governador e lembra do trabalho na Serra do Mar, em São Paulo.

23h13 – Marina: Quem acompanhou o lamentável episódio do Morro do Bumba e do Morro dos Prazeres sabe o que é o sofrimento de perder sua casa.”  Também promete um sistema para  evitar esse tipo de problema.

23h11 – “Eu vou criar uma defesa civil nacional, bombeiros, técnicos e especialistas que estejam estacionados em Brasília”, diz Serra. Ele promete qualificar melhor as prefeituras e cita os incêndios que atingiram parte do País. “Nós não temos nem os hidroaviões.” O tucano cita a “experiência como governador”, em São Luiz do Paraitinga, e critica o governo federal, que “vai se arrastando”, como no Rio, exemplifica. “O governo federal tem que ajudar os Estado e Municípios.”

23h10 – Marina pergunta o que Serra fará para prevenir desastres.

23h09 – Marina reitera: “É essa visão fragmentada das coisas que faz com que passa ano, e a gente fique com a ideia de que ainda se vai complementar a solução”, diz. A candidata do PV critica a resolução pontual dos problemas. “Quando pensamos de forma fragmentada, nós pensamos a presidência do País como se fosse uma prefeitura. Isso é uma eleição para pensar o País”

23h08 – Na réplica, Dilma afirma que há um plano nacional de logística. “É por causa dele que nós sabemos que precisa fazer integração entre ferrovia, hidrovia e rodovia. Vou completar toda a ferrovia norte-sul, e a ferrovia de integração do centro-oeste. A Transnordestina vai ser completada no meu governo”.

23h05 – “Eu acho que a gente precisa pensar a infraestrutura para o século 21″, diz Marina. “É lamentável que não tenhamos um plano para a infraestrutura”, continua. Ele critica a falta de um plano para a ampliação da malha ferroviária. Ela afirma que há hoje apenas “um plano de gestão”. “No governo anterior a gente não tinha nem isso”, diz. Para a candidata verde, é necessário que esse plano conjugue a melhoria da qualidade de vida e os desafios do meio-ambiente.

23h05 – Começa o segundo bloco. Dilma pergunta a Marina sobre ferrovias. “Como você a expansão das ferrovias e das hidrovias?”

22h58 - A candidata do PV diz que os idosos não estão sendo acolhidos de forma adequada. “Do outro lado está a juventude”, diz. “As políticas públicas não estão ajudando os jovens”, continua, afirmando que é necessário aproveitar o bônus demográfico para solucionar o problema

22h57 – Serra diz ter defendido desde a Constituinte uma reforma que separe quem já está trabalhando daqueles que ainda não entraram no mercado de trabalho. Diz que se eleito, irá propor 10% de aumento aos aposentados e R$ 600 reais para o salário mínimo.

22h55 - “De fato nós temos um grande problema na Previdência e temos que enfrentá-lo enquanto a população ainda é jovem”, diz Marina. A candidata do PV diz que irá propor um modelo em que o sistema saia do déficit e entre na capitalização. “Criando um mecanismo de recuperação do poder aquisitivo”, explica Marina. Ela critica a campanha dos adversários, que, nas suas palavras, prometem resolver os problemas sem pensar na sustentabilidade social e econômica das propostas. E estende a crítica aos governo Lula e FHC, que não solucionaram as questões da Previdência.

22h55 – Serra pergunta a Marina sobre sua proposta para a Previdência.

22h54 – Na réplica, Plínio diz que vai zerar o ICMS. Diz que Serra não fala em desvincular as despesas sociais e defende a taxação de grandes fortunas.

22h53 – “Eu só contra essa vinculação”, diz Serra em reposta a Plínio. “Eu sou contra coisas que foram feitas pelo governo, inclusive por coisas feitas pela Dilma, como o imposto sobre a água e o esgoto.”

22h50 – “A minha proposta de reforma tributária alivia a carga de impostos sobre os pobres. É ao contrário do que você disse”, afirma Serra. Ele cita emenda de sua autoria na Constituinte e promete retirar impostos dos alimentos básicos, dos remédios e combater a sonegação. “Muita gente não paga imposto e quem paga, paga o dobro”, diz. Segundo Serra, a carga tributária brasileira é a maior “do terceiro mundo”. “Mais justiça e mais eficiência na arrecadação.”

22h50 – Chamando Serra de ‘Zé’ e arrancando risadas de jornalistas, Plínio acusa o adversário de propor reforma tributária que aumenta imposto para pobres e diminui para ricos. Se atrapalha no tempo e não faz a pergunta.

22h48 – Na tréplica, Plínio diz que a Petrobrás não é pública. “Uma porcentagem enorme de suas ações está na mão de pessoas privadas. ”O Sr. Eike Batista é o oitavo homem mais rico do mundo. Isso no seu governo”, diz o candidato do PSOL. Na questão do funcionalismo o que precisa de fato é recompor a força do Estado brasileiro, para que o Estado brasileiro possa cuidar de você.”

22h47 - Dilma nega que tenham ocorrido privatizações durante o governo Lula e cita a Petrobrás como exemplo de valorização dos funcionalismo público.

23h45 – Plínio: “Minha política para o funcionalismo público é completamente diferente da do seu governo. Sem arrocho, sem terceirazação. Quero saber se você se compromete a não privatizar, a não terceirizar e a recuperar as estatais que foram vendidas.”

22h44 – Dilma escolhe perguntar para Plínio de Arruda Sampaio. Ela defende o funcionalismo pela meritocracia e pergunta a proposta do candidato para o funcionalismo.

22h43 – Dilma volta a destacar a criação de empregos no governo Lula, defende a manutenção dos direitos trabalhistas. Para ela, o Brasil precisa ter crescimento para continuar gerando empregos.

22h42 – Marina diz que sua questão não foi adequadamente respondida. “Nós temos cerca de 50% da força de trabalho na informalidade. Precisamos manter os direitos dos trabalhadores, mas ao mesmo tempo diminuir as dificuldades para contratar.”

22h40 – Dilma: “Uma das grandes conquistas do governo foi a melhoria da formalização do trabalho. Tanto é assim que batemos recordes, chegaremos perto de 15 milhões de postos de trabalho criado ao final do ano. ” Candidata destaca também aumento do crédito durante o governo Lula e o combate à crise.

22h40 - Marina pergunta para Dilma qual sua proposta para resolver a informalidade.

22h40 - Começa o debate.

22h32 - Entre os tucanos que acompanham Serra no estúdio está o candidato ao governo de São Paulo, Geraldo Alckmin. O deslocamento do aliado, em plena campanha em São Paulo, se justifica pela estratégia de mostrar a união do partido em torno de Serra, como delineado na noite de ontem pelo próprio candidato, em comício em São Paulo. Nas palavras de um assessor de Alckmin, “a tucanada toda vem pra cá hoje.”

22h26 – Todos os candidatos que participarão do debate desta noite já se encontram no Projac. Na sala de imprensa, além de jornalistas de todo o Brasil, há grande presença de correspondentes internacionais, como o da RTP, de Portugal. Na visão dele, o que mais chamou a atenção no processo eleitoral até agora é o “nível baixo” da campanha. “Não se discutem propostas”, avalia. “Mas não é diferente da Europa.” O português também se diz surpreso com a ascensão meteórica de Dilma. “Há um ano e meio ninguém a conhecia.”

22h09 - Plínio de Arruda Sampaio já está no Projac. Segundo ele, “esse é o debate que vai decidir.”

21h32 - Entre os profissionais de imprensa, chama atenção o homem de cabelos grisalhos na altura do pescoço, fácil de reconhecer entre os que acompanharam a campanha pela internet. É coordenador de Dilma na internet, Marcelo Branco, que também irá tuitar o debate a partir da sala de imprensa. Assediado por alguns jornalistas, ele diz que não haverá novidade para esta noite. Apostará na estratégia que tem dado certo: bombardear as redes sociais com informações sobre a candidata petista. Sobre a campanha de Dilma na web, Branco avalia que foi bem sucedida. “Nas redes sociais, somos mais bem avaliados do que ele”, diz. Ele é o candidato do PSDB, José Serra. E a que ele atribui o sucesso? “A diferença é que fizemos uma campanha propositiva. Eles (os tucanos) usaram a internet para atacar.”

21h28 – Jornalistas de todo o Brasil acompanharão o debate de hoje de uma sala de imprensa anexa ao estúdio em que será realizado o debate. O contato com os presidenciáveis acontecerá apenas ao final do encontro, em breve entrevista coletiva.

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30.setembro.2010 21:30:35

O Rio em dia de debate

André Mascarenhas

A reportagem do Radar Político se deslocou na tarde desta quinta-feira, 30, para o Rio de Janeiro, onde irá acompanhar o último debate entre os candidatos à Presidência da República antes do primeiro turno, no próximo domingo. Na reta final da campanha, desembarcar no Rio ajuda a entender porque o cenário parece favorecer a candidata do PT, Dilma Rousseff.

Mais do que as últimas pesquisas, que apontam uma vitória da petista sem a necessidade de um segundo turno, o que se vê nas ruas é uma grande quantidade de cartazes e placas de candidatos da coligação governista, que tem no governador Sérgio Cabral e no presidente Luiz Inácio Lula da Silva seus maiores cabos eleitorais.

“A classe trabalhadora não tem o que reclamar”, diz o taxista que transportou a reportagem do hotel, na Barra da Tijuca, até o Projac, em Jacarepaguá. Ele não hesita em declarar seu voto: “Vou de Dilma. Pra continuar o que Lula começou. Com certeza está melhor do que há oito anos.”

No rápido contato que a reportagem teve com os cariocas – basicamente taxistas, entre o aeroporto, um restaurante em Copacabana, o hotel e a Central Globo de Produção – o relato se repetiu, sempre com referências a Lula. Entre o aeroporto Santos Dummont, e o Galeto Viva Flor, em Copacabana, o taxista Roberto fez um diagnóstico preciso do pleito em seu Estado, ao ser questionado se Dilma daria uma lavada em José Serra (PSDB) no Rio: “Lavada não, mas ganha. O Lula tem muitos votos aqui.” “Acho que o Serra só ganha em São Paulo”, arrisca.

Oposição. Para o candidato do DEM ao Senado pelo Rio, Cesar Maia, o debate pode ajudar o candidato do PSDB a angariar votos, principalmente entre os eleitores indecisos ou que ainda não estão convictos do voto. Para o ex-prefeito do Rio, o tucano deve apostar numa estratégia diferente da que usou no último debate, na Rede Record, quando evitou o confronto direto com a petista. Na opinião dele, Serra deveria propor questões sobre as relações do Brasil com a Venezuela e o Irão para alertar sobre o que classificou como riscos contra as “garantias individuais”, além de retomar as investidas contra os “desmandos dentro da Casa Civil”. Essas são “questões que geram insegurança com relação ao futuro de um Brasil que pode resvalar, escorregar em relação às instituições democráticas”, diz o líder do DEM em vídeo divulgado em seu site.

O político fluminense é realista, no entanto, em relação ao potencial do debate em reverter o quadro eleitoral. “Ninguém vai mudar o voto do eleitor. O que o debate vai fazer é acrescentar, acentuar e estimular correntes, vetores de ascensão que podem estar com uma angulação mais baixa e ganhar uma angulação mais alta, pra cima dos indecisos”, analisou.

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Rodrigo Alvares

Atualizado às 22h36

O último discurso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no primeiro turno nessas eleições destacou-se pelas reiteradas defesas do legado do petista como baluarte da democracia no Brasil. “Quem foi que perdeu tantas eleições e nunca ficou raivoso?”, perguntou o candidato ao governo do Estado pelo PT, Aloizio Mercadante, durante o comício, na região central de São Bernardo do Campo (SP).

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De acordo com Mercadante, o presidente “sempre respeitou a liberdade de imprensa”. Foto: Ernesto Rodrigues/AE

“Temos aqueles que sempre foram contra o nosso projeto. Me digam uma única vez que o presidente não respeitou os Três Poderes”, questionou o senador, sempre respondido pelo público com “Foi Lula”. De acordo com Mercadante, o presidente “sempre respeitou a liberdade de imprensa”. “Aqueles que querem nos combater têm todo o direito, mas jamais vão poder apagar da história a estatura dessa pessoa”, finalizou Mercadante.

Durante os 30 minutos de discurso, Lula evitou confrontar a imprensa e listou as conquistas sociais do seu governo, como a redução do desemprego e a retirada de 28 milhões da pobreza. “Sou o único presidente que não tem diploma universitário e fui o que mais fez universidades”, afirmou.

O candidato ao Senado de São Paulo pelo PC do B, Netinho de Paula, aproveitou para “desabafar”: “Lula, eu pude sentir na pele o que é ser perseguido. Pude sentir o preconceito de uma parte da elite paulistana e da imprensa”. Netinho falou sobre a incursão da Polícia Civil a uma de suas casas. “Eles não tinham mandado, presidente”, afirmou o cantor. A busca na casa de Netinho, no condomínio Alphaville 8, foi feita por policiais civis. O motivo seria uma investigação por suposta fraude na declaração de bens do candidato ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A ex-prefeita de São Paulo e candidata ao Senado pelo PT, Marta Suplicy, seguiu o mesmo tom. “Todos têm falado da falta de liberdade, que nós vamos acabar com a liberdade de expressão. Mas é o nosso adversário que liga para juiz do STF para parar votação. Se teve alguém que defendeu a liberdade de imprensa foi o presidente Lula. Nós defendemos a liberdade”.

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FONTE: PRE-SP

A Procuradoria Regional Eleitoral em São Paulo (PRE-SP) arquivou nesta quinta-feira, 30, mais três representações contra a propaganda eleitoral do candidato Francisco Everardo Oliveira da Silva, o Tiririca. Com esses três, já são dez procedimentos contrários às frases e bordões do candidato que foram arquivados pela PRE-SP .

Em seu despacho determinando o arquivamento das representações, o procurador eleitoral auxiliar Sérgio Monteiro Medeiros reafirma que “não tendo o candidato agido de forma ofensiva, desrespeitosa, ilegal enfim, não há porque ser repreendido”, cabendo ao eleitorado julgá-lo.

Dessa vez, no entanto, uma das representações questionou o fato de Tiririca afirmar que, se eleito, iria favorecer seus familiares, o que em tese contraria o princípio da moralidade. Por conta disso, o candidato foi oficiado para que, querendo, se defendesse, esclarecendo de que modo pretendia ajudar os necessitados e os seus familiares. De acordo com resposta do advogado do candidato, foi informado que Tiririca ajudaria sua família com o seu salário como deputado, e que se fosse eleito não pretendia nomear parentes para cargos em comissão, conforme a súmula vinculante nº 13 do STF, que proíbe a prática do nepotismo.

Outra representação externava preocupação com as crianças e os adolescentes, pois o candidato se dirigia às crianças, pedindo que elas pedissem aos seus pais para votarem no Tiririca. De acordo com o representante, a conduta desrespeitaria inúmeros dispositivos protetivos do Estatuto da Criança e do Adolescente. No arquivamento, o procurador questiona: “Como um pedido ingênuo, “tolo”, dirigido às crianças, para que peçam aos pais para nele votar, pode colocá-las em situação de risco, ameaçar os princípios constitucionais que protegem a família e essas pessoas em  formação? Sinceramente, não vejo como.”

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Ricardo Chapola

O STF decidiu nesta quinta-feira, 30, por 8 votos a 2, que a falta do título não impedirá o eleitor de votar. Só será impedido de votar aquele que deixar de apresentar qualquer documento oficial com foto no dia do comparecimento às urnas. Segundo a decisão do Supremo, o título individualmente apresentado não será o suficiente. Será, portanto, indispensável o porte de documento com foto.

A ministra Ellen Gracie pediu a palavra após o fim da votação para esclarecer que seu voto, acompanhado pela maioria dos ministros, não extingue o título de eleitor.

Chegou-se à decisão em julgamento retomado hoje, depois de ter sido suspenso nesta quarta a pedidos de Gilmar Mendes.  O próprio ministro foi quem recomeçou a sessão dando o seu voto contrário à derrubada do título de eleitor como documento obrigatório. Ele abriu divergência e disse que exigência de dois documentos para votar ” pode até ser inconveniente, mas não inconstitucional”. O ministro Cezar Peluso seguiu a mesma linha de Mendes, totalizando os 2 votos contra.

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Bruno Siffredi

O jurista e professor de Direito Wálter Fanganiello Maierovitch afirma nesta quinta-feira, 30, em texto publicado no seu blog, que a reportagem publicada pelo jornal Folha de S.Paulo nesta quinta-feira, 30, segundo a qual o ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes teria ouvido o candidato do PSDB, José Serra, antes de interromper o julgamento sobre a exigência de dois documentos na eleição deste domingo, 3, causou “perplexidade” entre membros da corte.

“Já se fala, mas não se sabe se é o momento adequado, no impeachment do ministro Gilmar Mendes. É o que ecoa a ‘rádio corredor’ do Supremo, caso seja comprovada a denúncia. A ‘rádio corredor’ ecoa nos gabinetes e ministros frequentam os corredores”, afirma Maierovitch.

O jurista ressalta que o julgamento “transcorria sem nenhuma dificuldade de ordem técnica-processual” e o pedido de vistas de Mendes causou estranheza porque “a matéria examinada pelos ministros não tinha complexidade jurídica”.

Maierovitch lembra que “na história nunca houve impeachment de ministro do STF”, mas destaca a gravidade da acusação apresentada pela reportagem. Segundo ele, “o fato é grave porque coloca em jogo o direito de cidadania. Trata-se de um ministro do Supremo, que tem como obrigação a isenção”.

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BRASIL1

Oposição espalha vídeo anti-PT e PV conta com voto ‘escondido’

Candidatos petistas a deputado e a senador observaram um aumento da cobrança do eleitorado religioso sobre questões como aborto e união de homossexuais. Por isso, aumentaram a presença de líderes evangélicos em suas campanhas. A ideia é evitar possíveis danos causados pela polêmica que envolve o PT e a candidata Dilma Rousseff, em momento de dúvida em relação às pesquisas eleitorais. Na oposição, candidatos ajudam a disseminar o vídeo em que o pastor Paschoal Piragine Jr, da Igreja Batista, recomenda que os fiéis não votem no PT e exibe imagens impactantes de fetos abortados. Já o PV de Marina Silva, que é da Assembleia de Deus, aposta no voto “escondido” de evangélicos. “Eles até podem receber outras orientações, mas o voto é secreto”, diz o presidente do PV do Rio, Alfredo Sirkis.

RIO

Intervalos barulhentos

A hostilidade dos aliados de Anthony Garotinho (PR) em relação ao governador Sérgio Cabral (PMDB) chegou ao auge no debate da TV Globo, na noite de terça-feira. No estúdio, a torcida do candidato Fernando Peregrino, apoiado pela família Garotinho, chamou Cabral de “bandido” várias vezes. “Cabral, volte a falar bem do Garotinho, como nos velhos tempos”, provocou a vereadora Clarissa, filha do ex-governador. Cabral lembrou que Clarissa chegou a liderar uma vaia contra Lula, durante uma visita do presidente ao Rio. “Ele sempre fala isso nos debates”, reclamou a vereadora.

SÃO PAULO

Preocupação com o Senado

Ao mesmo tempo que fazem esforço concentrado, com a colaboração do presidente Lula, para tentar levar a eleição de governador para o segundo turno, os petistas preveem uma briga difícil pelas duas vagas no Senado, com a subida nas pesquisas de Aloysio Nunes (PSDB). Mesmo os mais confiantes na eleição de Marta Suplicy (PT) e Netinho (PC do B), passaram a tratar a disputa com cautela. Nas últimas semanas, os tucanos trabalharam para evitar a campanha pelo segundo voto em Romeu Tuma (PTB) e fortaleceram a parceria com o PV do candidato Ricardo Young.

BRASIL2

A culpa é dos adversários

Integrante da equipe do programa de governo de Dilma Rousseff, Moreira Franco (PMDB) culpa a oposição pela não divulgação formal das propostas: “Não íamos queimar o plano neste ambiente de denuncismo raivoso.”

BAHIA

Dobradinha DEM-PV

Candidato ao governo do Rio, Fernando Gabeira (PV) participou da propaganda eleitoral baiana, pedindo votos para o candidato ao Senado do DEM, José Carlos Aleluia. Também fez campanha para o verde Edson Duarte.

SOBE & DESCE

seta_cima__2_.gifFicha Limpa

Candidatos barrados

Apesar de não ter a decisão final, a cargo do STF, a Justiça Eleitoral aplicou a lei nesta eleição e vetou centenas de candidaturas de políticos condenados por colegiados.

seta_baixo.gifNovas regras

Exigências questionadas

A obrigatoriedade de registro de programa de governo no TSE e de dois documentos para votar, aprovada no Congresso, foi ignorada ou contestada pelos próprios parlamentares.

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André Mascarenhas

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Serra ao lado de Afif Domingos, Geraldo Alckmin e Aloysio Nunes Ferreira

Reunido com políticos do PSDB, autoridades do Estado de São Paulo, assessores e militantes tucanos em uma casa de shows da Mooca, na zona leste de São Paulo, o candidato do PSDB à Presidência, José Serra, disse estar confiante de irá ao segundo turno e prometeu unidade no partido para elegê-lo. “Eu estou no palanque da unidade. É uma unidade que eu não fiz sozinho não, mas que eu ajudei a construir. É uma unidade muito forte”, discursou durante o evento de encerramento de sua campanha.

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Segundo o tucano, a determinação do partido agora é de que seus correligionários apenas tirem férias em novembro, após o segundo turno. “É evidente que pessoas que trabalharam pelas suas campanhas poderão ajudar muito na campanha nacional. A determinação que eu gostaria que o Sergio Guerra (presidente nacional do PSDB) desse ao partido é de que ninguém viaje de férias depois da eleição, depois do primeiro turno”, disse o candidato. “Segunda feira, nenhum eleito ou não eleito vai descansar. Só vamos tirar férias em novembro”, disse.

Antes de Serra, discursaram os candidatos do PSDB ao governo de São Paulo, Geraldo Alckmin, e ao Senado, Aloysio Nunes Ferreira. Ambos pediram votos para o colega, que retribuiu procurando mostrar unidade na chapa tucana em São Paulo. “Serra conte conosco, 24 horas, no primeiro e segundo turno”, discursou Alckmin. “Que uma luz se acenda na consciência de cada brasileiro”, concluiu.

Balanço. Em coletiva de imprensa ao chegar ao evento, o tucano fez um rápido balanço da reta final de sua campanha. Ao ser questionado sobre eventuais erros, Serra afirmou que trabalha com a “massa de conhecimento” de que dispõe. “Neste sentido, eu não fiz nada errado”, disse. “Agora, se você pudesse voltar para trás, tiraria dez em todas as provas, escolheria os dias corretos para tirar férias…”, ponderou. E emendou, em tom de brincadeira, ao ser pressionado por uma repórter sobre eventuais erros na campanha: “Trataria você melhor.”

O evento desta noite reuniu candidatos do PSDB, autoridades e antigas lideranças do partido, como o ex-ministro Trabalho e da Previdência Social Almino Afonso. Também compareceram militantes do PSDB e de partidos aliados, assim como equipes contratadas para balançar bandeiras das siglas. A interação entre o tucanato e suas bases, no entanto, ficou restrita aos discursos, já que os aliados de Serra se concentraram a maior parte do tempo numa área VIP restrita aos convidados.

Nostalgia. Ao discursar, Serra lembrou sua infância na Mooca, bairro em que o evento foi realizado. “Esse nosso comício é muito especial pra mim”, disse. “Em primeiro lugar porque acontece aqui na Mooca, perto dos lugares em que eu cresci e de onde, até hoje, vive minha família.”

Nostálgico, o candidato demonstrou bom humor, e não se incomodou com as vaias que recebeu ao fazer uma piada com o time do atual governador de São Paulo, Alberto Golman. O assunto veio quando candidato elogiava o multiculturalismo de São Paulo, onde, segundo ele, italianos se misturavam com portugueses e judeus. “O Goldman diz que morou no Braz. Só sei que ele errou quando foi morar no Bom Retiro e virou corintiano”, brincou, numa referência à origem judaica do seu ex-vice. Ao que os corintianos chiassem, serra corrigiu. “Não? Então ele acertou. Hoje eu topo qualquer coisa.” 

O evento desta noite reuniu candidatos do PSDB, autoridades e antigas lideranças do partido, como o ex-ministro Trabalho e da Previdência Social Almino Afonso. Também compareceram militantes do PSDB e de partidos aliados, assim como equipes contratadas para balançar bandeiras das siglas. A interação entre o tucanato e suas bases, no entanto, ficou restrita aos discursos, já que os aliados de Serra se concentraram a maior parte do tempo numa área VIP restrita aos convidados.

Nostalgia. Ao discursar, Serra lembrou sua infância na Mooca, bairro em que o evento foi realizado. “Esse nosso comício é muito especial pra mim”, disse. “Em primeiro lugar porque acontece aqui na Mooca, perto dos lugares em que eu cresci e de onde, até hoje, vive minha família.”

Nostálgico, o candidato demonstrou bom humor, e não se incomodou com as vaias que recebeu ao fazer uma piada com o time do atual governador de São Paulo, Alberto Golman. O assunto veio quando candidato elogiava o multiculturalismo de São Paulo, onde, segundo ele, italianos se misturavam com portugueses e judeus. “O Goldman diz que morou no Braz. Só sei que ele errou quando foi morar no Bom Retiro e virou corintiano”, brincou, numa referência à origem judaica do seu ex-vice. Ao que os corintianos chiassem, serra corrigiu. “Não? Então ele acertou. Hoje eu topo qualquer coisa.”

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Adriana Carranca

A Polícia Civil de São Paulo fez uma varredura na casa do candidato ao Senado Netinho de Paula (PC do B), na manhã desta terça-feira, 29, para apurar denúncias de fraude nos bens declarados por ele à Justiça. Netinho se tornou alvo de investigação criminal aberta na Promotoria Eleitoral de Barueri, na Grande São Paulo, após denúncia de que ele não teria declarado a casa onde mora com os filhos no condomínio Alphaville 8.

Dois investigadores e um perito criminal vasculharam e fotografaram a parte externa, a piscina, o campo de futebol e o salão de festas, mas foram impedidos de entrar por um dos filhos de Netinho. O candidato não estava em casa. Segundo o advogado de Netinho, Alexandre Rollo, os policiais não tinham mandado de busca. O procedimento criminal para “apuração ‘em tese’ da infração do artigo 350 do Código Eleitoral (omissão de bens)” foi aberto pela promotora eleitoral da 386.ª zona, Bárbara Valéria Cury e Cury.

Netinho durante campanha na Grande São Paulo

Segundo a Secretaria de Segurança Pública, o motivo da visita foi fotografar a casa, objeto da denúncia, um procedimento rotineiro. Mas a coordenação da campanha promete entrar com representação na corregedoria da Polícia Civil contra o delegado Francisco José Alves Cardoso, do 2.º DP de Barueri.

“A ação da polícia é inaceitável. Para averiguar fraude, a primeira providência é sempre chamar o acusado para prestar esclarecimentos, o que não ocorreu. Houve, claramente, desvio de conduta, invasão de domicílio, constrangimento e abuso de autoridade por parte dos policiais”, defende a presidente estadual do partido, Nádia Campeão, que insinuou haver motivação eleitoral por trás das denúncias. Ontem, os vereadores da bancada, liderada pelo PT, protestaram contra a ação da polícia e o posicionamento da Justiça.

A denúncia foi feita à Procuradoria Eleitoral com base em reportagem da revista Época, segundo a qual Netinho tentou passar o imóvel para o nome de quatro de seus sete filhos, com o objetivo de se livrar de uma dívida trabalhista dele com ex-músicos do Negritude Jr.

A Justiça suspendeu a doação e a casa chegou a ser leiloada em 2009, mas os advogados de Netinho cancelaram a venda. O processo continua a correr no Tribunal Regional do Trabalho. Segundo Nádia, a casa não foi declarada ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), porque “ainda é alvo de processo na Justiça”. “A Justiça ainda não decidiu se o imóvel é dele ou dos filhos”, disse.

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