Carol Pires, de Brasília
O ex-governador Joaquim Roriz (PSC), que teve a candidatura ao governo do Distrito Federal impugnada na quarta-feira, 4, pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) com base na Lei da Ficha Limpa, disse que confia no julgamento jurídico dos tribunais superiores, a quem pretende recorrer da decisão ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e, “se preciso”, ao Superior Tribunal Federal (STF). Até a decisão final da Justiça Eleitoral, Roriz pode continuar em campanha.
“Confio na Justiça do meu País! Confio no julgamento jurídico dos tribunais superiores, isentos de interesses e de paixões eleitorais”, diz o ex-governador, em nota publicada no seu site oficial. Joaquim Roriz afirma ainda que a Lei da Ficha Limpa causa insegurança jurídica no país, e citou o exemplo do TRE do Pará que, ontem, manteve a candidatura de Jader Barbalho (PMDB) e Paulo Rocha (PT) ao Senado.
Barbalho e Rocha tiveram o pedido de impugnação feito pelo Ministério Público Eleitoral (MPE) com base na Lei da Ficha Limpa que, além de outros casos, barra a candidatura de políticos que renunciaram ao mandato parlamentar para fugir de processo de cassação de mandato, como os dois deputados paraenses.
O MPE também usou o mesmo artigo da lei para pedir o veto à candidatura de Roriz, que renunciou ao mandato de senador em 2007, quando o PSOL pediu abertura de processo disciplinar contra ele no Senado. “Renúncia não é condenação! Vontade própria não é autopunição!”, diz Roriz na mensagem divulgada hoje.
Roriz conclui a mensagem “conclamando” os eleitores dele a sair às ruas “para mostrar a todos os nossos adversários que a vontade popular tem que ser respeitada. Que eleição se ganha nas urnas e não no tapetão!”.
Julgamento. Durante o julgamento do caso, no TRE-DF, o advogado de Roriz, Pedro Gordilho, defendeu a tese de que a lei não poderia retroagir para prejudicar o candidato. “A renúncia em 2007 era um ato lícito e não teria sido praticada se o autor tivesse a percepção extrassensorial de que três anos depois seria ilícita.” Esta mesma tese será usada por ele no recurso que deve ser apresentado ao TSE assim que a decisão for publicada no Diário Oficial.
O procurador eleitoral Renato Brill de Góes, que pediu a impugnação de Roriz, rebateu dizendo que a defesa do ex-governador estava tentando “confundir a clareza da discussão”. “Não há dúvidas de que a Lei Ficha Limpa trás novas causas de inelegibilidade e considera a vida pregressa do candidato. Essa é a oportunidade da Justiça brasileira passar o Brasil a limpo. A capital federal tem de dar o exemplo”. O placar do julgamento ficou em 4 x 2.
Tags: ficha-limpa, impugnação, Joaquim Roriz
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Parabéns Roriz pelo seu aniversário, desejo-lhe uma aposentadoria longe de nós.
De fato eleição se ganha nas urnas na disputa entre candidatos integros, honrados, compoetentes e limpos. Em fim, entre os fichas limpas. Ficha suja deve pagar na cadeia o que deve a sociedade .
O “ficha limpa” começou a pegar os “fichas-sujas”.
Essa ficha Limpa não esta de acordo com a constituição federal.
O STF já deixou claro que essa lei é inconstitucional.
A lei tem eficacia um ano após sua aprovação, a lei não pode retroagir para prejudicar, eles estão tentando passar por cima da constituição.
Nenhuma Lei pode ser criada para prejudicar alguém!
Todo mundo sabe que eles não estão agindo de forma correta.O Ficha Limpa não esta de acordo com a constituição.
Esse jogo apenas começou.Roriz vai voltar mais forte que nunca.Ele vai surpreender a todos.
Concordo com o Roriz, eleições se ganha é nas urnas não na justiça, o povo escolhe o que é melhor, e por enquanto nada foi decidido Roriz ainda continua na liderança como sempre.
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