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Rodrigo Alvares

Assessores e parlamentares do DEM em Brasília ficaram surpresos e empolgados com a indicação do deputado federal Índio da Costa (DEM-RJ). Alguns sequer acreditavam na notícia por conta do bom trânsito que ele tem dentro do partido.

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Nome de deputado animou integrantes do DEM. Foto: Dida Sampaio/AE

“Melhorou muito o clima do pessoal por causa do envolvimento dele com o projeto do Ficha-Limpa. “O clima aqui estava muito pesado”, disse uma fonte.

Sobre o envolvimento do deputado em casos como um processo de licitação de merenda escolar que foi considerado fraudulento e resultou na abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito na Câmara do Rio, brincou: “Deixa a gente aproveitar um pouco. Depois de seis meses sofrendo com o escândalo do Arruda [o mensalão do Distrito Federal], vou até soltar uns foguetes para comemorar”.

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Luciana Nunes Leal

Para DEM, importante era ‘frear’ Jefferson

Embora os tucanos ainda resistissem, a ideia de substituir Álvaro Dias como vice de José Serra começou a se delinear na reunião com os democratas, na tarde de terça-feira. O problema era o presidente do PTB, Roberto Jefferson, que anunciou o nome do tucano no Twitter e passou a atacar o DEM pela rejeição à chapa puro-sangue. Líderes do DEM reclamaram que Jefferson estava “crescendo” demais na campanha. O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso foi quem mais levou a sério a queixa dos aliados. Achou que o DEM aprovaria o apoio a Serra, mas que a fissura na campanha continuaria. A decisão de Osmar Dias (PDT), irmão de Álvaro, de se lançar candidato ao governo do Paraná em aliança com o PT, foi a deixa que faltava para encerrar a questão e trocar o vice.

RIO

Maia e Bornhausen aprovaram Índio

Um deputado do DEM “que não cheira a PFL” foi a definição de um tucano depois de escolhido Indio da Costa (RJ) candidato a vice. Só a campanha dirá se o fato de ser jovem e relator do projeto da Ficha Limpa ajuda a melhorar a imagem do partido depois do escândalo do “mensalão do DEM”. A campanha presidencial tende a reaproximar Indio da Costa do ex-prefeito Cesar Maia e de seu filho, Rodrigo, presidente do DEM, depois de dois anos de afastamento. Nesse período, Indio aprofundou relações com outra ala do partido, a do ex-presidente Jorge Bornhausen.

QUANTO CUSTA 1

Petistas do Rio fixam teto de R$ 5 milhões

O PT do Rio fixou em R$ 5 milhões o limite máximo de gastos de cada candidato a deputado federal. Para os que disputam vaga de deputado estadual, o teto será R$ 2,5 milhões. Petistas dizem que os custos serão bem menores, mas é preciso deixar margem para os candidatos que conseguem doações “generosa” e com isso sofisticam a propaganda. A campanha ao Senado do ex-prefeito Lindberg Farias não poderá ultrapassar os R$ 15 milhões. Os cálculos mais realistas são de que um deputado federal candidato à reeleição no Estado gaste cerca de R$ 1 milhão.

QUANTO CUSTA 2

Últimas contas para campanha de Cabral

Os coordenadores da campanha pela reeleição do governador Sérgio Cabral (PMDB) estimavam hoje um custo máximo de R$ 25 milhões. Para cada candidato a deputado federal o teto deverá ficar em R$ 6 milhões. No caso de deputado estadual, R$ 3 milhões.

BRASIL 2


Um aliado pronto para o ‘fogo amigo’

Pró-Serra, o presidente do PTB, Roberto Jefferson, não mira só o DEM. Começou o dia de hoje com ataques ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

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Carol Pires, de Brasília

A Convenção Nacional do DEM, nesta quarta-feira, em Brasília, foi marcada para aprovar a aliança com José Serra (PSDB) na corrida presidencial. Mas quem roubou a cena foram dois políticos locais, projetados nacionalmente ao longo da recente crise do mensalão do DEM. De um lado, ao longo de toda a tarde,um grupo gritava o nome da deputada distrital Eliana Pedrosa, candidata à reeleição. Do outro, o grito de guerra era para o deputado federal Alberto Fraga: “Fraga governador. O bicho vai pegar”.

Fraga era secretário de Transportes do governo de José Roberto Arruda. Pedrosa, secretária de Desenvolvimento Social. Arruda foi expulso do DEM e teve o mandato cassado pela Justiça Eleitoral. No novo cenário, Pedrosa chegou a presidir a CPI da Corrupção, que investigava o “Mensalão do DEM”, e Fraga se colocou como candidato ao governo.

Os gritos e apitos dos manifestantes de Pedrosa e Fraga deram o tom da convenção, que não tinha música, jingle, nem foto do candidato na parede. O encontro, marcado para começar às 8h, só foi aberta com duas horas de atrasado. Ainda assim, apenas para que o vice-presidente da legenda, deputado ACM Neto (BA), anunciasse o adiamento da convenção para as 13h30.

Aguardava-se, até então, a definição da reunião em São Paulo entre José Serra e o presidente do DEM, Rodrigo Maia, sobre a indicação do candidato a vice-presidente na chapa tucana.

À tarde, na retomada da convenção, surgiram as novidades. Fraga aguardou na entrada do hotel onde o encontro ocorria, enquanto um animador dava orientações sobre a nova palavra de ordem que a platéia deveria seguir: “Fraga senador. O bicho vai pegar”.

Um dos manifestantes, sentado no chão, não se animou em aprender o novo grito de guerra. Ouvia num rádio pequeno uma estação de notícias quando anunciou aos colegas: “Íris da Costa. Alguém sabe quem é? Estou ouvindo aqui que é o novo vice do Serra”.

Não passou muito tempo para ACM Neto voltar ao microfone e anunciar, em votação relâmpago, a aprovação da aliança com Serra e o nome do deputado Índio da Costa, do DEM do Rio de Janeiro, como vice na chapa. O vice foi anunciado pelo líder do DEM no Senado, José Agripino Maia (RN), como o relator do projeto Ficha Limpa, que proíbe a candidatura de políticas condenados pela Justiça. “Indio é um cara limpa, ficha limpa”.

Diferente de outras convenções, o nome do candidato, no caso, José Serra, não foi aclamado pela platéia uma vez sequer. Índio da Costa, no entanto, foi recebido com gritos de “lindo” por uma mulher. E também ganhou um jingle de improviso com uma rima mal ajambrada: “Vice-presidente é Índio da Costa. Ficha Limpa, todo mundo gosta”.

Alberto Fraga e Eliana Pedrosa saíram da convenção nacional a caminho da convenção local. Sem candidato próprio, o DEM-DFcaminha para se aliar ao ex-governador e candidato ao governo Joaquim Roriz (PSC), ainda sem confirmação da Justiça se poderá ou não participar das eleições, uma vez que a ficha dele é suja.

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A repórter Julia Duailibi, do jornal “O Estado de S.Paulo”, comenta a escolha do deputado Índio da Costa (DEM-RJ) como vice na chapa de José Serra à Presidência. Assista:

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Por Ana Paula Scinocca, Luciana Nunes Leal, Carol Pires e Rodrigo Alvares

Atualizado às 16h26

O deputado Índio da Costa é o novo vice da chapa de José Serra (PSDB) à Presidência da República. O acordo foi feito ontem à noite pelas lideranças dos partidos da coligação. A intenção era indicar para a vaga alguém que fosse um nome novo e que agregasse votos ao tucano.

Mesmo com a notícia de que é o novo candidato a vice de José Serra, o deputado Índio da Costa (DEM-RJ) despista. “Não tem nada de novo. Estamos esperando o pessoal (do DEM) voltar de São Paulo para retomarmos a convenção”, disse, por telefone, pouco depois de sair da churrascaria Fogo de Chão, onde os democratas almoçavam em uma mesa e o senador Álvaro Dias (PSDB-PR), em outra.

O presidente Nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra, confirmou há pouco à Agência Estado, que o candidato a vice presidente na chapa de José Serra à Presidência da República será o deputado federal Índio da Costa. Guerra disse que deputado foi escolhido porque é um parlamentar jovem, circula bem na militância jovem do Democratas e é do Rio de Janeiro, região onde o PSDB não vai bem nas pesquisas de intenção de voto.

Entretanto, de acordo com fonte do DEM, a cúpula do partido ainda espera a confirmação do próprio José Serra – que está a caminho de Brasília. “Tem 90% de chance de o Índio ser o vice”, disse.

Biografia

Indio da Costa, do DEM do Rio de Janeiro, foi o relator na Câmara do projeto de lei Ficha Limpa (Lei n.º 135 / 2010), que impede políticos com condenações na Justiça de concorrerem a cargos eletivos. Ele começou na vida pública em 1993, na equipe do então prefeito César Maia. Está em seu quarto mandato parlamentar e foi eleito deputado federal em 2006 com 91,5 mil votos. Antes disso, foi vereador por três mandatos.

Antonio Pedro de Siqueira Indio da Costa, carioca de 39 anos, é advogado, especialista em Políticas Públicas pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). É autor de dois livros sobre gestão pública, Administração Pública no Século XXI (2007) e A Reforma do Poder (2003).

Na Câmara dos Deputados, é membro da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), da Comissão de Defesa do Consumidor e da Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática. Em quatro anos de mandato apresentou 25 projetos de lei, na área da transparência do poder público, direito do consumidor, econômica e penal.

Como vereador no Rio, foi coautor da política de turismo da cidade do Rio de Janeiro. Atuou como secretário municipal de Administração (2001-2006), administrador do Parque do Flamengo (1993/94) e administrador regional de Copacabana/Leme.

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Por Eugênia Lopes

A candidatura do senador Álvaro Dias (PSDB-PR) como vice na chapa do presidenciável tucano José Serra corria o risco nesta terça-feira, 29, à noite de não se concretizar. O motivo para o recuo do PSDB era a decisão do senador Osmar Dias (PDT-PR), irmão de Álvaro, de se candidatar ao governo do Paraná, numa aliança com o PMDB e o PT do Estado. A candidatura de Osmar pegou de surpresa a cúpula tucana, que nesta terça à noite se dizia estarrecida com a notícia.

A indicação de Álvaro como vice-presidente de Serra foi negociada com Osmar que, em troca, havia concordado com a retirada de sua candidatura ao governo do Paraná. A ideia era que Osmar disputasse a reeleição para o Senado.
A avaliação dos tucanos é que com a candidatura de Osmar ao governo do Paraná não há sentido na permanência de Álvaro na chapa de Serra. Afinal, Osmar vai disputar o governo paranaense com o tucano Beto Richa, além de dar palanque para a presidenciável petista Dilma Rousseff.

Osmar Dias teria mudado de ideia e resolvido concorrer ao governo depois de uma visita na terça ao Paraná do ministro e presidente do PDT, CArlos Lupi. No encontro teria ficado acertado ainda a aliança com o PMDB do atual governador Orlando Pessuti. Pelo acordo caberá a Pessuti indicar o vice na chapa de Osmar. Álvaro Dias garantiu a interlocutores que o irmão não o comunicou oficialmente da decisão de disputar o governo do Paraná.

Com a candidatura de Osmar Dias, o DEM vai pressionar ainda mais os tucanos para a retirada do nome de Álvaro da chapa presidencial. O DEM, que faz sua convenção nesta quarta-feira, 30, resiste a aceitar o nome de Álvaro Dias. Os democratas chegaram inclusive a ameaçar sair da aliança sob o argumento de que a vaga de vice era do partido.Para os tucanos, a decisão de Osmar Dias era “inacreditável”. Até a meia noite de terça, integrantes da campanha de Serra não haviam conseguido falar com Osmar Dias.

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Por Jair Stangler e Rodrigo Martins

O senador Osmar Dias será candidato ao governo do Paraná, informaram há pouco o deputado federal Brizola Neto e o prefeito de Cascavel Edgar Bueno, ambos do PDT.

A informação foi lançada no Twitter pelo prefeito Edgar Bueno e também no blog Tijolaço, de Brizola Neto. Brizola Neto disse em seu blog ter recebido um telefonema do ministro Carlos Lupi que informou ter ouvido do senador Osmar Dias que ele “será o candidato da frente de partidos pró-Dilma ao governo do Paraná, ocorra o que ocorrer com a indicação de seu irmão ao lugar de vice de José Serra”.

O irmão de Osmar Dias, o tucano Álvaro Dias (PSDB-PR), é o nome preferido dos tucanos para compor a chapa com José Serra (PSDB) para a disputa da Presidência da República – o partido negocia a indicação com o DEM, que deseja ver um nome seu ocupando a vice. Osmar Dias havia se comprometido a apoiar a chapa de Beto Richa (PSDB) no Paraná e disputar a reeleição ao Senado se Álvaro Dias fosse candidato a vice.

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Rodrigo Alvares

A presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva deu um clima de campanha eleitoral tomou conta do lançamento do livro “Brasil, a Construção Retomada”, do candidato do PT ao governo de São Paulo, Aloizio Mercadante, nesta terça-feira, em São Paulo.

O evento, realizado na Livraria Cultura – no centro da capital paulista -, teve forte aparato de segurança que começou a ser montado a partir das 9h de hoje. A entrada principal foi fechada para que apenas Lula entrasse por ela, e para clientes e jornalistas entrarem pela secundária era preciso esperar até uma hora de fila e o detector de metais.

A livraria não chegou a lotar, mas era impossível acessar algumas áreas da loja, mas a fila para receber o autógrafo de Mercadante estava abarrotada. De acordo com um funcionário da loja, o vereador Agnaldo Timóteo (PP) tentou furar a fila com a alegação de teria mais de 65 anos. Entretanto, a senhora que estava à sua frente tinha 70.

Alguns clientes estavam visivelmente aborrecidos com a situação, mas outros levaram na esportiva. Ana Luisa Barbosa, estudante de 17 anos, resignou-se: “É o presidente da República, o que podemos fazer?”. Devido ao alvoroço, os seguranças começaram a impedir a entrada das pessoas a partir das 18h30.

O presidente chegou à livraria por volta das 18h40 sob aplausos e gritos da plateia. Acompanhado da candidata petista ao Senado, Marta Suplicy, cumprimentou os presentes e sentou-se à mesa com Mercadante para também autografar o livro – Lula escreveu o prefácio da obra.

Com o livro de Mercadante em mãos, Marta acenou para que eleitores tirassem fotos dela. Lula autografou algumas cópias e deixou a livraria por volta das 19h10. À saída, gritavam “Agora é Dilma” quando o  presidente começou a deixar o local.

Vox Populi

Pouco depois, questionado a respeito da última pesquisa Vox Populi, que também mostra Dilma Rousseff à frente de José Serra – 40% e 35%, respectivamente, Mercadante falou sobre a possibilidade de a petista vencer a eleição ainda no segundo turno: ”Eu não vi a pesquisa, não tenho como comentar, vamos trabalhar com muita dedicação. Nossa militância está muito orgulhosa do que foi o governo Lula. Não vai ter sapato alto. Se tiver segundo turno, estamos preparados. Se não tiver, muito bom. A pesquisa não tem que orientar a militância”.

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Ana Paula Scinocca, de Brasília

Indicado a vice pelo PSDB, o senador Álvaro Dias (PR) disse nesta terça, 29, que o impasse com o principal aliado, o DEM, não é em relação a seu nome. “Trata-se de uma postulação anterior, postulação que é legítima”, disse, lembrando que o DEM indicou os vice de Fernando Henrique Cardoso (1994 e 1998) e de Geraldo Alckmin (2006).

Dias repetiu que ele apenas aceitou uma convocação quando foi chamado para ser vice na chapa encabeçada pelo presidenciável tucano José Serra. Perguntado se retiraria seu nome, insistiu que foi chamado para “atender a uma missão”.

Ele se recusou a falar em uma possibilidade de substituição de seu nome. “Não falo sobre hipótese”, anotou. Ele negou que tenha dado declarações com críticas ao DEM e se referindo ao partido aliado como “partido dos mensaleiros”. “Eu nunca disse isso. Não existe. Eu, inclusive, fui à tribuna três vezes na época da crise do Distrito Federal elogiar o partido, que agiu rápido”, disse.

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