O trem-bala vem aí
- 19 de dezembro de 2009
- 5h36
- Por Redação
Por Eduardo Reina
O governo federal divulgou ontem a minuta do edital para construção e concessão do trem de alta velocidade (TAV) entre Campinas, São Paulo e Rio de Janeiro.Prevê que a tarifa da classe econômica não poderá ser superior a R$ 252 e a de primeira classe com teto de R$ 441. Os participantes da concorrência terão financiamento público de R$ 20.868.784.000,00. Mas vence quem oferecer menor tarifa e captação de financiamento público menor. O projeto todo é orçado em R$ 34,6 bilhões.
A grande novidade é a previsão de uma estação na cidade de Aparecida. São três estações terminais: São Paulo (Campo de Marte), Campinas e Rio (Barão de Mauá), além de seis estações de passagem: Vale do Paraíba Fluminense, Vale do Paraíba Paulista, Aparecida, Aeroportos do Galeão, Guarulhos e Viracopos. Na chegada a São Paulo está previsto um túnel de 24 quilômetros de extensão entre Caieiras e Guarulhos. A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) receberá contribuições até o dia 8 de janeiro. Nos dias 11, 13, 15 e 19 de janeiro serão realizadas audiências públicas em São Paulo, Rio, Campinas e Brasília.
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Enchentes podem fazer mal à saúde psíquica
- 18 de dezembro de 2009
- 16h16
- Por Redação
Por Eduardo Reina
Enchente, considerada um dos piores pesadelos dos paulistanos, podem gerar prejuízos à saúde psíquica dos atingidos, favorecendo o surgimento de casos de adoecimento mental. “Cerca de 20% das pessoas que sobrevivem a catástrofes naturais, como as enchentes que atingiram o Estado de Santa Catarina, por exemplo, poderão desenvolver desequilíbrios emocionais ou psíquicos por conta das situações traumatizantes enfrentadas”, revela o psiquiatra José Toufic Thomé, coordenador da Comissão Técnica de Intervenção em Desastres e Catástrofes da Associação Brasileira de Psiquiatria.
Segundo Thomé, é importante que a população atingida receba atenção adequada, para diminuir o impacto da perda de familiares, amigos e bens materiais sobre sua saúde mental. “Quando a pessoa é exposta a um estresse intenso, numa realidade que desorganiza sua vida, sofre uma ação de violência abrupta. Seus recursos psíquicos não têm condições de se organizar imediatamente para se resolver perante o que está acontecendo podendo adoecer”, explica o médico.
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Sem investimentos, abastecimento de água entra em colapso até 2025
- 17 de dezembro de 2009
- 16h53
- Por Redação
Por Eduardo Reina
Relatório da Agência Nacional de Águas (ANA) mostra que a demanda de água em regiões metropolitanas brasileiras já é maior do que a produção diária existente hoje. Verificou-se as condições dos manancias e dos sistemas de produção de água em 2.965 municípios brasileiros e é revelado que 1.896, ou seja 64%, necessitam de investimentos prioritários que totalizam R$ 18,2 bilhões.
Esses investimentos são fundamentais para evitar o colapso no abastecimento até 2025. Quando somados aos investimentos necessários no tratamento e coleta de esgotos chega-se ao montante de R$ 41,1 bilhões.
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Doenças da água: 63% das internações de crianças no verão
- 16 de dezembro de 2009
- 16h37
- Por Redação
Por Eduardo Reina
As doenças transmitidas por água são responsáveis por mais de 63% das internações pediátricas no Sistema Único de Saúde (SUS) no verão. Só na cidade de São Paulo, de 1º de janeiro até 3 de dezembro foram notificados 263 surtos de doenças transmitidas por água e alimentos, segundo a Secretaria Municipal de Saúde, como hepatite A e doenças diarreicas.
Uma pesquisa feita pelo Instituto Trata Brasil em Porto Alegre (RS) revela que 62,7% de doenças registradas em moradores da Vila Dique, uma comunidade carente com 537 famílias, são de veiculação hídrica. Diarreias, leptospirose e verminoses são as patologias mais frequentes, relacionadas diretamente à falta de coleta e de tratamento de esgotos. Segundo a pesquisa, diarreias representam 25,3% do total das doenças registradas, seguidas de leptospirose com 21% e verminoses 16,4%, sendo as crianças com idade entre 0 a 7 as mais atingidas. Das hospitalizações ocorridas entre os moradores da região, nos anos de 2004 a 2006, 8,3% referem-se a causas de doenças provocadas pela falta de saneamento. Das mortes ocorridas, no mesmo período, 7,8% dos casos foram consequência dessas doenças.
Para o presidente do Instituto Trata Brasil, Raul Pinho, o estudo mostra a importância dos investimentos do setor de saneamento, especialmente nas zonas de maior pobreza. “O que identificamos na Vila Dique é o reflexo do que ocorre em todo o País. Não há cidade no Brasil que não tenha problema de saneamento e os impactos mais graves atingem a população menos favorecida, que vive nas periferias, especialmente as crianças.”
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Como estão as crianças do Jardim Pantanal?
- 15 de dezembro de 2009
- 17h05
- Por Redação
Por Eduardo Reina
A diarreia provocada por saneamento inadequado mata sete crianças com idades de 1 a 5 anos por dia no Brasil, segundo dados da Fundação Nacional de Saúde (Funasa). Por ano, são mais de 2,5 mil mortes. No Jardim Pantanal (foto abaixo) são mais de 60 mil pessoas, com milhares de crianças, convivendo com água da enchente contaminada por lá há mais de uma semana.

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Lei Cidade Limpa chega a São Caetano
- 14 de dezembro de 2009
- 12h52
- Por Redação
Por Eduardo Reina
A prefeitura de São Caetano do Sul adotou também a Lei Cidade Limpa. Na semana passada, a Câmara de Vereadores local aprovou projeto de lei do Executivo que institui o controle de publicidade externa, fachadas de estabelecimentos comerciais e a padronização dos anúncios nas ruas do município. A partir de abril, todos as lojas e outros estabelecimentos comerciais terão de estar adaptados à lei, que regula o visual das ruas e da publicidade. O novo esquema é similar ao já adotada em São Paulo há três anos. Quem não se adaptar vai receber multas.
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De um lado, aumento no IPTU. Do outro, desconto
- 14 de dezembro de 2009
- 6h00
- Por Redação

Por Rodrigo Brancatelli
Exatos 22 passos separam o comerciante Expedito Pimentel de um IPTU mais barato. Já o aposentado Uyara de Andrade Gusmão escapou de um belo aumento no imposto predial do seu apartamento por apenas cinco ou seis passos miúdos, no máximo. Os dois moram na mesma via, a Avenida Santo Amaro, no mesmo bairro, no Brooklin, no mesmo quadrante de qualquer guia de ruas de São Paulo. E sem falar que ambos têm a mesma vista de suas janelas e dividem a mesmíssima calçada esburacada. Ainda assim, por motivos que a Prefeitura ainda não esclareceu, eles terão reajustes bem diferentes na Planta Genérica de Valores do município, base para o aumento do IPTU que virá no ano que vem. Enquanto o valor do imóvel de Pimentel valorizou 41,85%, o de Gusmão agora vale 18,66% a menos.
“Mas como assim, se estivesse ali no outro quarteirão eu teria um IPTU mais barato? Qual a diferença do meu terreno para o dos meus vizinhos, para justificar um absurdo desse?”, diz o comerciante, que abriu sua loja de material de construção há seis anos na Avenida Santo Amaro. Até mesmo Gusmão parece mais surpreso do que feliz com a redução de seu IPTU. “Foi a melhor notícia do mês essa que você me deu, mas qual o parâmetro para isso?”, pergunta. “Por que eu vou pagar menos e o cara ali do lado paga mais? Sendo bem sincero, eu não sei nem o que dizer sobre isso, acho meio estranho.”
A Câmara Municipal aprovou há duas semanas o projeto de lei que reajusta o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) em São Paulo. O texto prevê a revisão a cada dois anos da Planta Genérica de Valores (PGV), a base de cálculo do IPTU – a última revisão foi feita em 2001 e, segundo a Prefeitura, os valores dos metro quadrados estavam defasados por toda a capital. O problema é que, segundo um levantamento feito pelo Estado com base nos dados oficiais apresentados pelo governo, há várias discrepâncias nesses novos valores. No caso da Avenida Santo Amaro, enquanto o quarteirão entre as ruas Padre Antonio José dos Santos e a Indiana, a PGV foi reajustada para cima, em 41,85%, enquanto entre a Indiana e a Rua Guararapes o metro quadrado caiu 18,66%
“Quem acaba sendo responsabilizado por coisas assim somos nós, né”, resume Expedito Pimentel. “Eu já pago cerca de R$ 3 mil de aluguel, mais R$ 327 de IPTU. Meu faturamento mal dá para pagar todas as despesas. Com esse aumento, dá vontade de fechar as portas. Meus ganhos não vão aumentar, mas os impostos sempre aumentam.”
Quando defendeu o aumento, o prefeito Gilberto Kassab (DEM) afirmou que se tratava de uma “justiça social” – o metro quadrado iria aumentar em lugares onde a Prefeitura fez melhorias na última década. No entanto, o aumento do IPTU de bairros que não receberam nenhum investimento público direto será praticamente igual ou até mesmo maior do que muitos endereços que ganharam avenidas, escolas, piscinões ou outras obras urbanas nos últimos dez anos. Há casos até como o Brás, bairro no centro que foi reformado pelos lojistas, e não pelo governo municipal, mas mesmo assim terá um aumento no imposto de quase 130%. Bairros como a Vila Nova Conceição e Jardim América, que estão bem longe de qualquer obra pública, também valorizaram de 130% a 168%.
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Metrô sobe mais que inflação
- 12 de dezembro de 2009
- 5h29
- Por Redação
Por Eduardo Reina
Neste ano, o aumento das tarifas de Metrô ultrapassou o índice de inflação em quatro capitais brasileiras. Em Brasília, do governador José Roberto Arruda, o reajuste foi estratosférico: 50%. Em São Paulo, o aumento na passagem foi um pouco superior à inflação do período – subiu 6,25% (de R$ 2,40 para R$ 2,55 – contra 5,84% do IPCA nos 12 meses anteriores). Rio de Janeiro e Recife registraram reajuste de 7,69% para uma inflação de 5,61% e 5,90% respectivamente. A tarifa no Recife foi de R$ 1,30 para R$ 1,40; e no Rio de R$ 2,60 para R$ 2,80.
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“Quem consegue viver com R$ 5.000 por mês?”, indaga presidente da Câmara de SP
- 11 de dezembro de 2009
- 20h02
- Por Redação

Por Diego Zanchetta
Uma declaração dada pelo presidente da Câmara Municipal de São Paulo, Antonio Carlos Rodrigues (PR), na quinta-feira à noite, no momento em que tentava convencer os colegas a votarem o aumento dos salários do prefeito Gilberto Kassab (DEM) para mais de R$ 23 mil e de seus 28 secretários para R$ 19,1 mil, gerou indignação entre dezenas entidades da sociedade civil que acompanham o trabalho do Legislativo. Rodrigues perguntou aos colegas se alguém conseguiria sobreviver com R$ 5.000 por mês, o atual salário dos secretários. O vereador disse que não conseguiria nem pagar os estudos dos filhos se ganhasse o salário.
“Com R$ 5.000 por mês eu não teria nem conseguido estudar meus filhos”, afirmou o vereador. “A senhora Mara Gabrili, já que foi secretária, conseguiria viver com R$ 5.000 por mês?”, indagou Rodrigues do alto da tribuna de presidente, na tentativa de constranger a colega tucana que se posicionou contra o aumento.
Lideranças de organizações não-governamentais (ONGs) repudiaram a declaração do presidente feita no mesmo dia em que o Legislativo aprovou um bônus de R$ 883 para os servidores da Casa e a contratação, por R$ 17 milhões anuais, de uma agência de publicidade. “Eu não sei em qual planeta os vereadores vivem. Eles aumentam o IPTU, criam bônus, nova diretoria de comunicação e ainda dizem que um salário de classe média alta não dá para viver. Isso só mostra que os vereadores realmente não conhecem os problemas e anseios da população”, criticou Lucila Lacreta, coordenadora do Defenda SP.
No Campo Limpo, distrito da zona sul onde Rodrigues mantém reduto eleitoral, a renda média mensal é de R$ 932. A região também é a campeã em carência de professores na capital paulista. Segundo informações da Secretaria Municipal da Educação, em 2008 deixaram a rede de ensino 471 docentes, enquanto em 2007 o número foi de 200. No mês passado, 67% da demanda por professores no ensino fundamental se localizava na região onde Rodrigues tem domínio político e indica obras a serem realizadas pela subprefeitura.
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Mande dicas de decoração natalina em SP
- 9 de dezembro de 2009
- 20h51
- Por Redação
O caderno Metrópole do jornal O Estado de S. Paulo irá publicar uma reportagem especial com decorações natalinas na cidade de São Paulo. Para isso, pedimos a sua ajuda. Queremos encontrar prédios, ruas, casas, etc. com decorações inusitadas e belas e que estejam fora dos centros tradicionais, como Avenida Paulista, Parque do Ibirapuera e Moema.
Você tem alguma dica para a gente? Queremos dar ênfase nessa busca nas zonas leste e norte. Mas outros locais também valem. Conte no campo de comentários abaixo.
Se você tiver fotos, mande para a gente também pelo
FotoRepórter.
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